Jesus, sol da eternidade, o amor que liberta e conduz. Tá maravilhoso. É um trabalho de amor.
E deles, desse casal e um trabalho de amor de vocês todos que estão aqui, eu gostaria de dedicar essa palestra a todos os expositores espíritas que estão participando desse evento, que já passaram por aqui e que vão passar ainda. E eu vou eleger um deles, que é o Simão Pedro, para representar esse amigo do meu coração e tantos outros que estão aqui, né? É difícil falar de Jesus porque dá-nos uma impressão inicial de que temos a mesma estatura que ele, o mesmo tamanho que ele, mas o Cristo é imensamente maior em amor, em sabedoria e em experiência.
evolutiva. Por isso, toda vez que abordamos a figura do Cristo, nós somos como um singelo pescador que lança as redes sobre as águas na esperança de colher alguns peixes. Toda vez que nós abordamos a figura do Cristo, o que captamos na verdade são aspectos da sua grandiosa figura que nós podemos captar.
Talvez aspectos com os quais nós estejamos em maior sintonia, aspectos da personalidade do Cristo que nos tocam mais diretamente, mas não ele por completo. Então, logo eu percebi ao receber o tema, deveria falar como o centurião de Cafanaú: "Senhor, eu não sou digno que entreis na minha morada, mas diz em uma só palavra. Não cabe a figura do Cristo na minha compreensão.
Então, achei por bem falar não da grandiosidade que eu não consigo acessar do Cristo, mas falar da nossa compreensão do Cristo. A compreensão que temos do Cristo é relevante, porque você se relaciona na medida direta da compreensão que você tem da pessoa com a qual está se relacionando. A sua compreensão sobre o outro determina a qualidade e a intensidade da relação que você terá com essa pessoa.
Portanto, é importante trabalharmos a nossa compreensão do Cristo para que a nossa relação com ele seja mais intensa e de maior qualidade. E para falar da nossa compreensão do Cristo, eu escolhi o caminho da história, as compreensões que já tivemos do Cristo. para encerrar essa reflexão com a proposta que a doutrina espírita faz a cada coração no sentido de ressignificar, de ampliar a compreensão que cada um de nós tem e teve do Cristo.
Esse é o percurso. e decidi começar por uma história singela, porque não poderia deixar de lado nesse percurso histórico as revelações, a primeira revelação, a segunda revelação e a terceira revelação. Nós vamos começar na primeira e terminar na terceira, como tem que ser.
Era rei em Israel. Davi, Davi. Davi é rei.
Davi é general, mas Davi é salmista. Davi é cantor, Davi é letrista. Você deveria convidá-lo para uma parceria.
A maior parte dos salmos ele compôs e inspirou ou encomendou. Dos salmos sobraram as letras e temos que fazer um esforço para lembrar das melodias. Letras importantes porque retratam uma compreensão, uma compreensão de Deus, da vida e das pessoas, daqueles indivíduos.
que participavam da implementação da primeira revelação. E digo isso para mostrar a estatura de Davi. Neste dia, Davi, num dia chuvoso, Davi estava no seu palácio e ele olha pra arca da aliança, o símbolo, a metáfora da primeira revelação.
Porque segundo a tradição judaica, na arca estariam as duas pedras que resumem a lei, conhecidas por nós por 10 testamentos. Os 10 mandamentos, desculpem, os 10 mandamentos. Cinco mandamentos numa pedra, cinco emoutra, mais a vara de Aarão e a arca coberta pelos dois querubins com suas asas, simbolizando que não se chega a angelitude sem o cumprimento da lei de justiça, amor e caridade.
Ele olha pra arca e diz: "Não é justo que o rei more melhor que a arca. Não é justo que o rei more melhor do que a arca. Preciso construir um templo para abrigar a arca.
" E ele chama o profeta Natã. Esse profeta é danado. Mas ele seduziu Natã.
No primeiro momento. Natã falou: "Que ideia brilhante, meu rei". Um templo suntuoso, um templo imperial para brigar a arca.
Tô emocionado. E sai na linguagem metafórica da Bíblia hebraica. Deus inspira e conversa com Natã num puxão de orelha.
Não diga a Davi, meu servo, que a terra é o apoio dos meus pés. Eu tô aqui fazendo uma paráfrase para não ficar citando o texto no original. Uma paráfrase.
A terra é o apoio dos meus pés e Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Diga, meu servo Davi, que eu vou construir meu próprio templo e meu templo será meu filho. Da raiz de Jessé, descendência de Davi, meu servo.
Natã chegou. E o Davi, Natã, e aí trouxe a planta? falou: "Meu rei, não é o Roberto, não, o Davi, meu rei, você não pode construir o templo.
" E repetiu isso. A primeira compreensão de Jesus foi essa expressa por Davi. Davi pensou: "Será meu filho?
Meu filho da raiz de Jessé. Jessé é meu pai, é meu ancestral. Um filho que será um tempo.
Descendência do meu servo Davi é meu filho. Qual a primeira expectativa? A primeira expectativa, Jesus é Salomão, próspero, o homem mais rico, sábio, o mais sábio, rico, sábio.
Davi passou longe. Passou longe. Passou longe porque a descendência não seria tão próxima assim.
E o Cristo, contrariando as expectativas, nasce numa manjedoura, discute apenas uma vez com os doutores da lei e depois não se envolveu mais, nem montando escolas filosóficas, nem participando de debates infindáveis. sobre a lei. Por quê?
Porque ele era e deveria ser o exemplo vivo de que a lei divina está na consciência, de que quando Deus brilha em nós e mora em nós, nós somos o templo. Volve ao teu templo interno e abandonado, a mais alta de todas as capelas. Ouve o teu coração em cada prece.
Deus responde em ti mesmo e te esclarece. Compreenderás então a dor que te domina sob a linguagem pura e peregrina da voz de Deus em luz de redenção. Nós somos a capela, nós somos o templo.
E Jesus era o modelo do templo construído, do templo perfeito, do ser no qual Deus mora, das mãos pelas quais Deus age, do coração pelo qual Deus socorre e sente e tem compaixão, da boca que fala o que Deus quer dizer e da atitude de quem quer apenas amparar e nunca apedrejar. falhou Davi na sua perspectiva. Então veio Isaías 600, 700 anos antes de Cristo.
Isaías viu uma fresta de luz. Isaías viu o que todos temiam. Porque a expectativa já que ele não fora Salomão, já que Jesus não era Salomão, a expectativa agora é de que ele seria um general com amplos bélicos para se engajar pela força e pela violência.
num projeto político de libertação do povo hebreu. Alguém disposto a matar em nome de Deus é atrativo. Atrai milhões de corações até hoje.
É sedutor. É sedutor. Muitos ainda enxergam Jesus como um símbolo de poder que massacra, mata e submete.
Mas Isaías desvisou uma fresta de luz e descreve um Messias que sofre. O Messias que enverga, porque suporta o peso da nossa ignorância e da nossa maldade e das nossas faltas. Não agradou.
Esse trecho da profecia foi esquecido, escondido, desprezado. E então vem o Messias, vem Jesus e ele começa a circular entre os discípulos, apóstolos e sofredores. Sofredores em todos os lugares.
os que sofriam nos palácios e os que sofriam nas choupanas, os que sofriam em todos os lugares, os que sofriam em todas as posições. e jamais desprezava os que estavam alegres, porque também convocava os que estavam alegres para transmitir sua alegria aos que estavam chorando e prometia felicidade aos que estavam sofrendo. No entanto, por lidar com uma mentalidade espiritual ainda infantilizada, como se dá hoje com a maioria dos encarnados da Terra, ele precisava produzir sinais que fossem capazes de convencer da força do seu ser.
Então ele anda sobre as águas, ele cura leprosos, ele multiplica pães, ele faz tantos sinais, ele fez tantos sinais que os apóstolos acreditaram que ele se resumia a sinais. E então quando ele é preso, o que os apóstolos esperam? Um sinal.
Um sinal em que ele agora vai libertar a si mesmo. Ele que libertou tantos, ele que curou tantos, ele que salvou tantos. Agora, com muito mais propriedade, usaria do seu poder para salvar a si mesmo.
Mas ele não fez. E do momento da prisão até a crucificação, nós assistimos a um Jesus que silencia. Toda vez que se tratava dos interesses do outro, ele sempre ergueu a voz.
Quando se tratava do interesse dele, ele silencia. Não se defende, não salva a si mesmo. Não cura suas feridas.
Não cura suas feridas. e prefere suportar a nossa antiga e milenar violência vestida de fé. Porque, infelizmente, os encarnados mais violentos do planeta são os religiosos.
E ele suporta a ignorância, a maldade, a violência, a truculência, o orgulho em silêncio e passa pela cruz, porque de uma tarefa de mais de 3 anos, a cruz só durou 3 dias. E mesmo ela tendo durado a crise da cruz, mesmo a crise da cruz tendo durado apenas trs dias num trabalho de mais de 3 anos, o símbolo que nós escolhemos para representá-lo é ele crucificado. Não é a manjedoura, não é ele caminhando sobre as águas, não é ele curando, é ele crucificado.
E não é ele depois da cruz, porque depois da cruz ele procura os apóstolos, entra na casa todos os apóstolos que gostariam que ele tivesse dado uma demonstração de general ou de brigadeiro. Todos que esperavam isso, ele entra sem nenhum ressentimento encontra os mesmos apóstolos que, por fragilidade, o abandonaram e diz: "A paz seja convosco. " E logo depois da cruz, o que nós temos?
um domingo ensolarado e ele se encontrando por primeira vez com Maria de Magdala. Portanto, o evangelho começa numa noite estrelada, numa estrela incomum Belém e termina com domingo ensolarado. Mas o símbolo que nós escolhemos para representar esse evangelho não é nem a noite estrelada, nem o domingo ensolarado.
É ele pregado na cruz. E então começam as discussões em Israel, não mais agora sobre a atuação dele, sobre quem ele é. Quem é ele?
O que ele representa? Ele traz algum perigo? Ele representa alguma solução de continuidade?
Por quê? Porque agora, contrariamente a determinação divina, contrariamente à profecia de Natã, teimosamente, como de costume, o templo foi construído e grande e construção grande do jeito que encarnado gosta. do jeitinho que encarnado gosta.
Gigante. Uma palavra resume o templo de Jerusalém. Poder poder.
Então agora a discussão não é mais já matamos ele. A discussão agora é o que ele representa. Quem é Jesus?
Agora eu vou ter que pedir ajuda aos universitários. E nós temos, está em Atos dos Apóstolos, mas tá descrito pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier no livro Paulo Estevo, de uma forma magnífica, que eu peço licença para ler. O primeiro debate sobre quem é Jesus, o que ele representa?
O que ele representa? Qual a compreensão devemos ter dele? E é Estevão.
Quem vai dizer: "Amigo, bem se dizia que o mestre chegaria ao mundo para confusão de muitos em Israel. Toda a história edificante do nosso povo é um documento da revelação de Deus. No entanto, não vedes nos efeitos maravilhosos com que a providência guiou as tribos hebreias no passado, a manifestação do carinho extremo de um pai desejoso de construir o futuro espiritual de crianças queridas do seu coração.
Que que você dá pra criança? Mamadeiro. Que que você dá pra criancinha?
Berço. O que que você dá pra criancinha? De vez em quando?
bala, bombom, docinho, afago, assim que a gente faz com a criança. Então, todas as bênçãos, todas as dádivas, todos os afagos feitos a Israel e descritos no Velho Testamento são afagos dados a crianças espirituais. Com o correr do tempo, observamos que a mentalidade infantil enseja mais vastos princípios educativos.
O que ontem era carinho é hoje energia oriunda das grandes expressões amorosas da alma. Energia oriunda das grandes expressões amorosas da alma. É quando você tem que segurar o filho para dar injeção.
É quando você tem que tirar ele debaixo do edredon numa noite, num dia que amanheceu frio e chuvoso para ele ir pra escola. Aí não é afago, aí é energia oriunda das grandes expressões amorosas da alma. O que ontem era bonança e verdor para nutrição da sublime esperança, hoje pode ser tempestade para dar segurança e resistência.
Tempestade para dar segurança e resistência. Antigamente éramos meninos até no trato com a revelação. Agora, porém, os varões e as mulheres de Israel atingiram a condição de adultos no conhecimento.
O filho de Deus, o filho, esse é o filho, ele é o templo. O filho de Deus trouxe a luz da verdade aos homens, ensinando-lhes a misteriosa beleza da vida com seu engrandecimento pela renúncia. É aqui que o pai de família deixa de comprar coisas para ele porque tem que pagar a educação dos filhos.
É aqui que a mãe come menos porque tem que deixar pros meninos. É aqui que o casal dorme menos porque tem que velar os filhos que estão doentinhos. Se você é adulto e tá hoje no nono céu, se você já tá no céu, você já devia agradecer.
No céu já é maravilhoso, porque na Bíblia hebraica só tem sete céus. Você tá no céu, mas para você tá aqui hoje, sua mãe teve que lhe dar sangue transmutado em leite materno. Teve que dar horas e horas em vigília.
muita renúncia, mas não renúncia de quem tá com a cara fechada, renúncia de quem faria tudo de novo. Renúncia de quem voltaria no tempo e repetiria tudo de novo. Sua glória resumiu-se em amar-nos como Deus nos ama.
Sua glória resumiu-se em amar-nos como Deus nos ama. Amar sem ser retribuído. Amar sem ser reconhecido.
Acaso poderíamos aguardar um Salvador de acordo com os nossos propósitos inferiores? Mas não é o que a gente aguarda até hoje? Não é o que esperamos de Jesus, que ele seja um provedor de prosperidade e de sucesso, especialmente material, ou que a cruz seja um amuleto para afastar todos os males da nossa casa e de preferência que esses males vá paraa casa do vizinho.
Os profetas afirmavam que as estradas de Deus podem não ser os caminhos que desejamos. As estradas de Deus podem não ser os caminhos que desejamos. Como dizia Oscar Wild, se você quiser destruir uma pessoa, dê a ela tudo o que ela deseja.
Que dizermos de um Messias que empunhasse o cetro do mundo, disputando com os príncipes da iniquidade um galardão de triunfos sanguinolentos, sangrentos. Porventura, a Terra já não estará farta de batalhas e cadáveres. Parece que não.
Parece que não. Tem muita gente ainda querendo ver sangue em nome de Deus. Perguntemos a um general romano quanto lhe custou o domínio da aldeia mais obscura.
Consultemos a lista negra dos triunfadores. Segundo as nossas ideias errôneas da vida. Israel jamais poderia esperar um Messias a exibir-se num carro de glórias magnificentes do plano material, suscetivo de tombar no primeiro resvaladouro do caminho.
A cena é forte. Um carro suntuoso de um general, um carro que tropeça numa pedra, cai o carro e cai o general. Tá bom.
Vou usar uma metáfora melhor, um Air Force One que cai, que cai. Eu vou usar uma metáfora mais realista. O homem ou a mulher mais poderosa do mundo que chega o dia do velório dele.
Vocês já viram como é que é bonito velório de pessoas poderosas? Você quer? quer converso com o Rubens e com a Divina para providenciar no 10o céu.
Não pode. Essas expressões transitórias pertencem ao cenário efêmoro. Efêmero, no qual a púrpura mais fulgurante volta ao pó.
Ao contrário de todos os que pretenderam ensinar a verd a virtude, repousando na satisfação dos próprios sentidos, Jesus executou sua tarefa entre os mais simples ou mais desventurados, onde muitas vezes se encontram as manifestações do pai que educa através da esperança insatisfeita e das dores que trabalham do berço. ao túmulo, a existência humana. Por quê?
Por que que nós separamos a dor do amor? É possível educar sem dor? Não, Maurício, quando você prendeu tocar violão, doía a ponta dos seus dedos?
Doía. Doía. Agora tá com calo, não tá?
Como é que você reconhece violonista? Olha pro calo. Olha aqui os dedos.
Tá cheio de calo. Sabe o que que é calo? É dor que foi acolhida e se transformou em resiliência.
Isso é calo. Por que Deus permite a dor? Porque ele ama.
Sem dor você não cresce. Eu não tô falando de dor desnecessária. Eu não tô falando da dor que vem do desespero.
Eu não tô falando da dor que vem da revolta. Eu não tô falando da dor que vem de quem comete um crime e precisa sofrer as consequências. Eu não tô falando dessa dor.
Eu tô falando da dor evolução, a dor do parto, a dor de ficar com um ente amado no hospital. A dor de acompanhar o filhinho, a filhinha doente. A dor de ter que varar a noite para poder estudar.
A dor de ter que vencer uma dificuldade, a dor de ser casado, não é? Eu assistia um programa evangélico nos Estados Unidos, John Piper, grandes teólogos, né? Tinha um casalzinho, 55 anos de casado.
E aí o John Piper perguntou pro pro senhorzinho em algum momento, 55 anos de casado, já pensou em divórcio? Ele olhou pra esposa assim, olhou pro John Piper, falou: "Divócio, divórcio". Bem, divó, divórcio não.
Divórcio? Divórcio não. Homicídio sim.
Divórcio não. Hã? É o que que você constrói?
É o que que você constrói? Como é que você constrói um relacionamento duradouro, um relacionamento que depois você colhe frutos do amor verdadeiro, achando que você só vai ter prazer, que não vai ter dor? E no, e não é só a dor da imperfeição do outro ou da sua imperfeição, a dor das vicissitudes da vida, das vicissitudes da vida corporal, a dor dos perreng que a gente passa juntos, os perrengue chique.
Você já passou perrengue chique? Tu tinha uma expectativa e não foi nada daquilo, né? O evangelho é amor em sua expressão mais sublime.
O mestre deixou se imolar, transmitindo-nos o exemplo da redenção pelo amor mais puro. Mas não foi fácil. Estevão tentou, Estevão tentou trazer-nos uma compreensão mais profunda de Jesus, mas os séculos passaram.
Sabe o que fizeram? Fizeram o seguinte. Esse evangelho tá muito simples.
Nós precisamos de um de um evangelho que esteja no poder político e econômico do mundo. Então, surge o cristianismo romano. Porque amis romano é interessante porque aí você apaga Jesus e fica com o império.
Aí você pode trazer de volta os generais, você pode trazer de novo os instrumentos de morte, os instrumentos de violência e os símbolos de poder que o encarnado mais gosta. E detalhe, todos esses símbolos de poder, o caixão filtra. Quanto você leva de recurso financeiro no caixão?
Quanto que você leva? Chega lá no mundo espiritual, fal: "E aí, economizou? Trouxe quanto?
" Caixão dá para levar um caixão, rapaz. Comida dá café, pão de queijo. Não.
Título. Título. Diploma, título.
Dá para levar no caixão? Até pro caixão dá, mas para depois do caixão. Porque o caixão é é porta.
Você passa por ele. Você só passa por ele. Dá para levar título?
Dá não. Cargo dá. Dá para levar.
cargo dá, dá para levar sua casa, minha casa, minha vida. Dá, não, não. Você morreu, fica a vida biológica e fica a casa.
Direito autoral dá para levar? Não dá. Não dá.
Veja o processo do caso Humberto Campos. Dá para levar direito autoral? Não.
Qual foi a decisão judicial? Direito autoral não vigora pros mortos. Que bom.
Imagina morto pagando imposto, declarando imposto de renda. Então, o caixão filtra, filtra todos os nossos símbolos de grandeza e poder. Não que eles não sejam importantes.
Eu não tô desmerecendo nenhum deles. Eles são instrumentos de crescimento. Se você souber usá-los.
Se você souber usá-los. Porque o conhecimento que você adquiriu para conquistar um título, ninguém tira de você. Você pode tirar o título, não conhecimento.
A experiência que você tem comandando e exercendo o poder, ninguém tira de você. Tira o cargo e o poder, mas não a experiência. Percebe?
Então é tudo instrumento. Então agora o evangelho estava com o império. O que que nós construímos?
Eu vou relembrar. Eu vou relembrar. Agora, o símbolo do cristianismo é Jesus na cruz, que é bem simbólico, faz sentido, porque se eu unir evangelho com império, eu fiquei com o império, tem que matar Jesus de novo.
Faz sentido? Faz sentido. Tem que matar pela segunda vez.
Mas se nós matamos Jesus pela segunda vez, quem que é o próximo a morrer? Quem não crê? Então, surge um movimento cristão com base no evangelho de Jesus chamado inquisição, cujo lema é ou crê ou morre.
Você tô te dando opção. Eu tô te dando opção. Você morre se você quiser.
Você morreu quiser. né? Eu lembro tava numa reunião mediúnica e a pessoa que tava dialogando com o espírito falou assim: "Meu irmão, imagina Jesus, uma cruz?
" Ele falou: "Não, para". A última vez que eu vi uma cruz, eram umas pessoas que tinham uma cruz nas roupas. Elas entraram na minha casa, violentar a minha mulher, violentar as minhas filhas, mataram a minha mulher, mataram as minhas filhas, depois me mataram.
Eu tenho trauma de cruz, por isso que tem o cruz credo. Essa foi a compreensão de Jesus depois de matar muitas pessoas, porque eu espero que a gente não esqueça da noite de São Bartolomeu, que tem muito espírita que tava lá, que a gente também não esqueça da inquisição espanhola, porque muitos estávamos lá. Credo, cruz, credo.
E nós passamos e entra o século XX. E agora a nossa compreensão de Jesus é o Jesus dos sinais. O Jesus, os sinais é maravilhoso, é o que tá mais em moda hoje.
Qual que é o Jesus? O sinal. Tu tem dinheiro?
Tá com dinheiro na conta? Não. Então tá afastado de Jesus.
Quem tá com Jesus tem que ter dinheiro na conta. Tá com saúde, não tá doente, pega com Jesus. Tá afastado de Jesus.
Quem tem Jesus tem saúde. Tem prosperidade, tá com prosperidade? Tá aqui.
Não, não tá com Jesus. Ah, pode. Tem que vir para Jesus.
Aceita Jesus. Aceita que dói menos. Se você tiver com Jesus, você vai ter prosperidade.
Quem tem Jesus tem prosperidade. Ora. Quem tem Jesus não tem doença.
Entrou algum mal na sua casa, não tá rezando. Cadê a cruz para afastar os males? Que entra na casa do vizinho que não tem cruz, que não aceitou Jesus.
Tem até um salmo que é maravilhoso. 1000 cairão ao meu lado. 1000 do lado do seguinte, menos eu.
Oxe, gente, imagina se eu falar isso aqui agora. Deixa eu ficar no meio. Vocês estão vendo que tem um tem um corredor aqui?
Tem tem um corredor? Tem 1000 pessoas para cá? Não tem.
Tem 1000 para cá. Eu vou orar por vocês. 1000 cairão à minha direita, 1000 cairão à minha esquerda, mas eu não cairei.
Senhor, gostaram da minha oração? >> Gostaram? Que prece é essa?
Perceberam? Mas é tudo em nome de Jesus. Tem outros aspectos da deturpação de Jesus, mas eu não quero entrar porque eu não quero impregnar a mente de ninguém aqui com quadros mais infelizes.
Nenhum expositor espírita deve fazer isso. Então chega. Então, já que os vivos não deram conta, os mortos tiveram que ajudar.
Vieram os mortos. E os mortos falaram. Ah, falaram.
E a primeira coisa que eles disseram ou nos relembraram é: "Meu reino não é deste mundo. " O reino dos céus não vem com aparências exteriores. Nada contra a aparência.
Mas não ligue as coisas. Não ligue. Aparência é instrumento.
Aparência é instrumento. Às vezes tá bom na aparência, às vezes não tá. Eu lembro aqui do Ariano Suasuna dizendo que uma senhora chegou para ele, falou assim: "Você é de qual signo?
" Dele: "Gemiliano. " "Ah, então você tem duas caras". Aí ele falou assim: "Minha irmã, se eu tivesse duas caras, você acha que eu usava essa?
É uma aparência. Aparência é instrumento. Aparência é instrumento.
Não ligue a aparência ao reino, porque o reino dos céus não vem com aparências. Ele é espiritual demais para ser enxergado com os olhos da carne. E no Evangelho Segundo Espiritismo está uma mensagem de uma rainha francesa, a realeza de Jesus.
A realeza de Jesus. Um rei no mundo do dos espíritos. Um rei terrestre, o governador planetário, tem tanto poder que nunca usou para ferir.
Sua palavra é tão poderosa que nunca foi usada para diminuir ninguém, para machucar ninguém, só para curar. Tem tanta autoridade, tanta autoridade que a usava para educar e engrandecer o outro. Zaqueu, desce da árvore, porque hoje eu me hospedarei na sua casa.
percebe? E então os mortos, por que os mortos? Porque não puderam levar para o outro lado do caixão nenhum dos nossos símbolos de poder.
Perceberam? Por que os mortos? Porque já estão despojados de todos os símbolos de prosperidade e poder que os encarnados costumam exibir.
Alguns utilizaram bem, outros utilizaram mal. Os que utilizaram bem estão felizes como essa rainha. Como essa rainha.
Sabe quem é essa rainha? Sabe quem é ela? Ela é aquela que o Kardec conta quando fala da caridade, que ela pegava a carruagem e ia atender, socorrer em silêncio os sofredores.
Lembra dessa história? É essa rainha. É essa rainha que vem falar da realeza de Jesus.
Então o problema não tá na riqueza, na fama, na beleza e nada disso. O problema tá em quem usa isso. E se tá em quem usa, pode ser solucionado.
Basta a pessoa se transformar. E então, revivecendo o evangelho e nos apresentando de novo o verdadeiro Jesus, vem esses mesmos mortos e nos dizem: "Ele, ele é o guia e modelo. " E o que muda?
E o que muda, meus irmãos? O que muda? Muda a nossa compreensão dele.
Se muda a nossa compreensão dele, deve mudar a nossa relação com ele. E como ele quer ser visto? Porque se eu não posso vê-lo em toda a sua grandeza, qual dica ele nos dá?
Como ele quer ser visto? Eu vou selecionar duas passagens, duas. A primeira tá aí em João, ele diz assim: "Tenho vos chamado amigos".
Então, acho que chegou a hora de, com todo o conhecimento espírita que nós temos, qual o conhecimento espírita? Você é um espírita imortal. Você é um espírita imortal.
Ah, o Aroldo tá com cabelo branco. Aroldo tá com cabelo branco nenhum. Quem tá com cabelo branco é meu corpo.
Eu nunca envelheci. Eu sou o mesmo espírito imortal. Agora o corpo tá dando sinais de algumas vicissitudes, vários inclusive.
Você aprendeu. Você é um espírito imortal. Você está numa experiência transitória.
Como encarnado, você terá que passar por vicissitudes da vida corporal. E uma das duas das vicissitudes é, eu vou citar três, três, três vicissitudes da vida corporal. Você vai envelhecer, você vai adoecer e ao final você vai morrer.
Então não importa se Jesus está com você, se você é abençoado. Você é abençoado, mas você vai morrer. Você é um abençoado, mas vai adoecer.
Você é abençoado, mas vai envelhecer, porque isso são vicissitudes da vida corporal. Você é um encarnado. Nenhum encarnado passa pela encarnação sem as vicissitudes da vida corporal.
Nós aprendemos isso, mas aprendemos também que estamos a caminho dos mundos celestes, que a lei que vigora no universo é a lei de justiça, amor e caridade. E que a misericórdia de Deus paira no mesmo nível da sua justiça. Portanto, nada do que você faz fica sem consequência, porque o universo é um universo moral e responsável.
Dois princípios vigoram no universo, a moralidade e a responsabilidade. Você é responsável por tudo o que escolhe e faz e terá que lidar com as consequências. Como você vai lidar?
É uma escolha sua. Nós sabemos tudo isso e agora olhamos para esse Cristo como amigo. Outra maneira que ele nos ensina.
Vós me chamais mestre e dizeis bem porque eu sou. Então ele é um amigo, mas como eu disse pros jovens, é um amigo chato. Chato.
Jesus é chato. Sabe por que que ele é um amigo chato? Porque ele é um amigo verdadeiro.
Que que um amigo falso faz com você? Você chega e fala assim, ó: "Faz isso aqui. Que que um amigo falso faz?
Não desista. Dê um passo adiante. Que que o amigo verdadeiro faz?
Meu amigo, recua. Não faz isso. Recua, você vai cair.
Qual que é a sensação que vem no seu coração? Mas é chato, hein? Não posso fazer nada do meu desejo, do meu capricho.
Como ele é mestre, ele educa. Ele educa. Então, alguém fala alguma coisa atravessada, você fala assim: "Me dá 3 segundos que eu vou te dar uma resposta".
Aí vem Jesus, toca nos seus ombros e fala assim: "Cala, meu filho. Já aconteceu isso com você no grupo de WhatsApp? Já tem até uma figurinha.
Eu ia falar, mas Jesus tocou no meu falou: "Meu filho, cala". Não é, é um amigo mestre. Ele te educa.
Ele te educa. Então, de dizer uma coisa. Eu gostaria de encerrar dizendo o seguinte: Alguns estão assim, graças a Deus.
Deixa eu te dizer uma coisa. Se nós entendermos isso, nós resgatamos a nossa relação com Jesus. Ele é um amigo e mestre, tem muito mais experiência do que nós e ele conhece todos os caminhos pelos quais nós trilhamos e, portanto, todos os desdobramentos desses caminhos.
É bom falar com ele. Mas para encerrar, ele ele não vai te responder falando com você. Você não vai dizer assim: "Amigo, mestre, que que eu faço?
Eu eu tô no lugar certo? É aqui que eu devo ficar? Que que eu faço agora?
Que decisão que eu tomo? Ele não vai chegar assim: "Oi, Haroldo, sou eu, Jesus". Não, se for, cuidado, tem um problema sério contigo.
Não vai ser assim. Como que ele se comunica com você? Você não manda emoji no WhatsApp?
Você não manda emoji? Já mandou algum? Não é?
Tem uns amigos meu que manda emoji que é com a minha foto, geralmente em palestra. Aí teve uma que eu fiz assim, mandei um coraçãozinho, aí um emoji sou eu mandando um coraçãozinho. Falei: "Meu Deus, que coisa ridícula".
Mas é um emoji. Então eu ok. Aí eu mando um coraçãozinho, não é assim?
Ai Deus abençoa aí manda uma mãozinha, não é? Jesus te manda emoji. Como é que ele te manda emoji?
Você começa a conversar com ele, você tá angustiado. Você fala: "Senhor, mestre, eu eu não gosto de falar, chamar Jesus, senhor. Falo: "Amigo, mestre, eu tô angustiado.
Eu tô angustiado. Olha, tá acontecendo isso. Deu errado, tudo errado.
Já achei que ia ser assim, tá tudo dando errado. E passa 30 a segundos, eu começo a sentir um um trem, um trem aqui dentro, gente. Não é aquele troço que anda em trilo, é um trem.
É um trem. Uma coisa. Eu começo a sentir uma coisa, uma um trem que fala assim: "Tá tudo certo, tá tudo certo".
Aí eu comecei angustiado. Você tá, você tá me acompanhando? Eu comecei angustiado.
40 segundos depois, eu tô com um trem aqui dentro que tá me enchendo de esperança. Que que é isso? Emoji que Jesus te mandou.
É um emoji, porque ele comunica com você através do seu sentimento. Ele comunica com você através de sentimentos que ele desperta em você, sentimentos que ele desperta em você. Então você entra assim, tem hora que se afasta, fala assim: "Mestre, eu vou matar, eu vou eu vou matar.
Eu vou matar. É agora. Só uma torcida no pescoço.
30 segundos depois você fala: "Vou matar nada, vou matar nada. Eu não mato, eu não sou, eu já não mato mais. Eu matei muito, eu não mato mais.
Não mato, senhor. Não vou matar. Não vou matar.
Não vou matar não. Eu vou, eu vou só responder esse zap. Não, eu, eu vou, eu vou entrar na internet.
Eu eu vou eu vou responder isso. Eu eu vou fazer um comentário aqui nesse post. Aí dá 10 segundos depois você fala assim: "Vou nada.
Vou não, senhor. Vou, não vou, não vou, não vou, não vou, não vou não, Mes. Eu vou ficar em silêncio.
Eu vou ficar em silêncio. E ele comunicou com você e conseguiu. Aí você sai, não mandou mensagem, não matou, não fez nada, ficou em silêncio e ele fala assim: "Filho, tô orgulhoso de você.
Continua assim". Mas tem situações que você fala assim: "Mestre, eu não, eu não sei o que que eu decido. Agora me pegou, me pegou desprevenido, mestre, eu tô perplexo, eu tô perplexo, eu tô perplexo.
Eu tive uma situação agora tá acabando, viu, gente? Tá, tá. Eu vou, eu, eu já calculei.
Eu tô passando do tempo só 3 minutos. Eu cheguei agora para passar o Natal Ano Novo em Belo Horizonte. Eu cheguei, tinha que chegar um pouquinho antes, chegou um compromisso, a esposa chegou com a filha mais nova dia 19 de dezembro.
19 de dezembro, dia 20 de dezembro, a filha mais nova interna com cálculo renal. Ah, tudo bem. cálculo renal, coisa simples.
É fazer o duplo J, vai tirar. É uma complicaçãozinha, ficou três dias internado. Tá bom, ué.
Saiu 23, 23, 8 horas da noite. No dia seguinte, véspo de Natal, falei: "Tá, tá ótimo, tá bom, tá tranquilo. Véspa de Natal, passei o Natal, dia 26, minha mulher entra numa UTI cardiológica".
Seis dias na UTI, fibrilação atrial, pressão lá em cima. Aí eu fiquei perplexo. Eu fiquei perplexo.
Onde que eu fiz a oração? Não podia ficar na UTI, mas o pessoal do hospital, tudo, meu amigo que eu fiz a pesquisa lá, só vão arrumar uma cadeirinha para você, tu fica disfarçado, fica quietinho, não canta a cadeira, faz pouco barulho, senão eles tira você de lá. É um TI sem celular, evita.
Ficava na cadeirinha. Aí eu falei: "Senhor, mestre, amigo, agora eu tô perplexo, eu queria só passar um Natal ano novo, seis dias na UTI, dois no quatro". Perceberam?
Só que foi bênção, foi uma bção atrás da outra, porque tudo se resolveu. Aí chegava o médico, chegava aqui, resolvia, resolvia, resolv, resolvi resolvi, resolv, resolvi, resolvi. Minha esposa é católica.
É católica. No quinto dia da UTI tava, ela e ela tá gravando, né? Ela é muito corajosa.
Ela não tem medo de hospital. Não tem corajosa, não tem medo de hospital, não tem medo de doença, nada disso. Não tem medo.
Aí ela tava lá corajosa, corajosa, vocês entenderam? Corajosa, corajosa, tal. E aí tava tão corajosa que deram um remedinho só para ela poder dormir.
Era muita coragem numa UTI. Não é bom você ficar muito corajoso. Deram um remedinho, ela dormiu, tá?
Daqui a pouco ela acorda chorando. Aí eu cheguei, ela fala assim: "Você não sabe o que que aconteceu? " Eu falei: "O que que foi, amor?
" "O Chico teve aqui. " Falei: "Meu Deus". Aí no primeiro momento, eu falei: "Tô viúvale, tô viú".
Aí eu falei assim: "O que que ele falou? Ah, olha, ele teve aqui. Ela é de Uberaba, minha mulher.
Aí ele pôs a mão no meu coração, falou assim: "Minha menina, para que tudo isso? Se eu tivesse falado isso, eu tinha apanhado na UTI. Eu tinha apanhado.
Quem ia pro pro leito ao lado seria eu. Falou: "Minha menina, para que tudo isso? " e sorriu para ela.
Aí eu falei assim: "Amigo, mestre, obrigado, >> porque eu não sou digno de que entreis na minha morada, mas eu também sou homem sob autoridade. E eu digo alguém que tá subordinado a mim, vá e ele vai. Vem e ele vem.
Então basta que tu digas uma palavra e meu servo será curado. Então eu disse para ele: "Senhor, eu não sou digno que entreis na minha casa, mas uma palavra tua acionou o maior cisco do Brasil. Não preocupa em compreender Jesus, se preocupa em se relacionar com ele.
A partir de hoje, conversa com ele. Antes de decidir, pergunta a ele. Antes de agir, pensa no que ele faria.
Ele nunca bateu em ninguém. Ele nunca usou de violência com ninguém. Ele nunca caluniou ninguém.
Jesus nunca transformou o seu trabalho em agredir ou atacar os outros, porque ele é o amor que educa. Ele é o amor que engrandece. Um dia nós vamos compreendê-lo por hora.
Por hora. Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, do lado esquerdo do peito. Muito obrigado.