bom dia boa tarde boa noite para quem tá assistindo mais um episódio aqui do RH sem filtros e hoje em mais um episódio da nossa série super especial em parceria com a lip e com a start para falar sobre empregabilidade jovem muitos temas relacionados a jovens no mercado de trabalho super importante trocando com muitas pessoas especialistas de grandes empresas do mercado estamos com uma convidada muito especial daqui a pouco a gente já chega nela e eu sou a cames Eu sou uma mulher branca tem o cabelo castanho com mexas loiras até a altura do ombro
tô vestindo aqui uma blusinha de lã e porque hoje tá frio em São Paulo a gente tá aqui em São Paulo no escritório da GAP no estúdio do R sem filtros então aqui no meu fundo tem duas paredes fazendo esquina uma cinza e uma azul e a gente tem a logo do RH sem filtros aqui na nossa televisão aparecendo também boa Olá pessoal tudo bem Espero que vocês estejam animados para essa conversa que eu tô Acompanho a nossa convidada há algum tempo é e tô super feliz com com esse momento eu sou Mateus sou um
dos fundadores da lip e eu sou um homem branco estatura de 1,65 cabelo loiro escuro uma barba rala tô vestindo uma camiseta preta básica e tô no fundo de parede cinza super animado com esse momento momento Ana seja bem-vinda quiser se apresentar super obrigada feliz de est aqui obrigada pelo convite para falar de juventudes é comigo mesmo adoro bom eu sou uma mulher branca cabelos curtos hoje estão lisos eles estão cacheados mas hoje estão lisos cabelos curtos pretos tô vestindo uma um blazer Preto uma blusa com uma rosa vermelha na frente o fundo aqui ele
é cinza e azul também muito muito boas vindas Ana muito obrigada por você ter Pado bater esse papo com a gente eh acho que pra gente começar assim começar do começo queria muito que você trouxesse um pouco assim da sua trajetória até você tava a gente tava conversando aqui nos Bastidores Você tem uma história super legal que eu acho que pode se relacionar com muitas pessoas que estão ouvindo a gente então se puder contar como que você chega eh O que que você faz hoje na Unilever também no Brasil para dar esse contexto geral pro
pessoal bom eu sou uma eh sou nascida no ABC Paulista filha de metalúrgico e de uma dona de casa né que parou de trabalhar para cuidar da família dos filhos eh meus pais não tiveram acesso ao estudo né concluíram o básico ali e temho uma irmã cunhado sobrinho sou a tia tite do do derck que é o papel que eu mais amo exercer nessa vida e sou oriunda de escola pública né então estudei toda a minha vida em escola pública e quando eu entrei na faculdade aí eu fiz faculdade particular porque eu já trabalhava Uhum
Então acho que aí é um ponto já que conecta muito com a nossa conversa Então eu comecei a trabalhar com 15 anos então São 35 anos trabalhando em RH e e eu tive uma oportunidade numa multinacional por conta de curso técnico S então eu fiz o o ensino médio eu fiz ele nível técnico e tinha um programa no ABC as multinacionais ali motivas tinha um programa de programa de estágio para nível técnico Uhum E aí eu entrei nesse programa e eu costumo dizer que isso mudou a minha percepção de futuro mesmo né hoje eu tenho
consciência disso naquele momento eu queria só trabalhar e poder fazer faculdade que eu não sabia se isso ia ser possível ou não né Uhum Faço faculdade de psicologia também não é uma coisa que assim ah desde criança eu queria ser psicóloga tal nunca tive isso eu foi uma decisão logística né eu prestei vestibular no maen para Direito na Fundação Santo André para administração e na Metodista para psicologia e eu já trabalhava tá E aí eu falei gente não dá para ir para Mackenzie né fui efetivada na empresa com 17 anos falei não dá para eu
ir para Mackenzie né Trabalhando 7 horas da eu entrava 7 horas da manhã naquela época trabalhava das 7 à 5 e resolvi fazer Metodista porque logisticamente eraa mais mais mais fácil mas me apaixonei né sou uma costumo dizer me autod definir como gent tolog que eu gosto realmente das pessoas de das histórias das pessoas de estudar comportamento humano e a minha carreira toda foi em Recursos Humanos então trabalhei nessa montadora muitos anos depois eu peguei o boom da certificação de ISO 9000 e aí fui trabalhar com como instrutora de Treinamento já como consultora autônoma e
depois eu volto de novo para essa empresa sou convidada a voltar para essa empresa só que na Bahia E aí eu mudo de São Paulo paraa Bahia em 2001 aham e fico 14 anos no nordeste Então esse é o outro Capítulo também da carreira que é interessante E aí eu trabal trabalho na indústria automotiva por mais de 7 anos saio e vou para bens de consumo aí vou pra coca-cola fico quatro quase 5 anos isso ainda lá no nordeste Nordeste e na Unilever eu entrei no nordeste olha só RH das fábricas que a Unilever tem
no Nordeste fiquei 3 anos lá no total 14 anos no Nordeste e aí eu volto para São Paulo pela Unilever e tô aqui em São Paulo de volta há quase 9 anos tá e na Unilever eu tô a vai fazer esse ano 13 anos e já fiz de um tudo lá dentro na Unilever então assim já fui RH para fábricas já fui RH para vendas já fui RH pras áreas de suporte só não fui RH para Marketing e tô na área de desenvolvimento organizacional e Equidade e diversidade e inclusão há 4 anos que é a
minha área de carreira tá eu trabalhei a vida inteira com a área de desenvolvimento organizacional né implantação de universidades corporativas na época que isso era a moda e nada mais é do que desenvolvimento né de liderança inclusão de jovens Então hoje dentro do que eu faço eu sou responsável por Mark emeg Equidade diversidade e inclusão inclusão produtiva de jovens os programas de inclusão produtiva de jovens desenvolvimento de liderança eh e todas essas agendas elas são interconectadas com as agendas de negócio eh da unilev dos diferentes negócios que a gente tem lá muito legal adora para
compartilhar com a gente aí assim né Fiz psicologia e fui fazer pós-graduação acho que isso também é importante falar porque o jovem ele pensa que ele tem que fazer pós-graduação logo depois da universidade e tal aquela aflição toda né eu fui fazer minha pós-graduação 10 anos depois de formar meu meu MBA 20 Anos Depois de formada sim então assim eh que vai determinar a sua trajetória é o seu a sua responsabilidade seu compromisso a sua habilidade de aprender né de não achar que você tem verdades absolutas acho que é isso que vai desenhando a sua
carreira né e não as graduações são importantes né Sem dúvida nenhuma mas o que vai contar mais eu tinha um chefe que falava o que conta mais é o seu tracking Record positivo que nada mais é do que a sua credibilidade né cumpra os prazos aprenda esteja aberto colaborativo isso que vai determinar a sua trajetória né Muito legal adorei e acho que até como eu comentei né eu sigo a Ana há algum tempo nas redes sociais justamente por essa pauta e a Unilever no Brasil tem uma agenda muito ativa quando a gente fala de juventude
de inclusão produtiva De onde veio essa pauta Por que vocês começaram a olhar por que que isso é tão forte para vocês vocês olham com tanto carinho tem uma história muito forte que é do programa treini tá a Unilever e o programa trainy dela o primeiro programa train dela se eu não me engano esse ano Faria 58 anos Nossa é foi o primeiro programa treini do Brasil Caramba então assim essa tradição de desenvolver jovens líderes vem dessa história foi sendo adaptado ao longo do tempo e aí vem lei de estágio vem lei de aprendiz enfim
e aí você vai buscando fazer o seu menor melhor então assim há muitos anos essa é uma agenda que é parte da agenda do DNA da da companhia né Eh e a gente busca sempre ir acompanhando os movimentos que estão acontecendo Então eh nós tivemos momentos aonde o programa trini é aquele programa que todo mundo sabe né aquele programa onde a gente só recrutava Universidade de primeira linha inglês eh eh fazer intercâmbio etc a gente passou por isso também obviamente e a acho que a gente tem que ter orgulho de tudo que foi construído Porque
tudo que a gente construiu nos trouxe aprendizados tambm até exatamente né Eh o programa aprendiz a gente também passou pela fase dele estar só nas fábricas e não No administrativo eh o programa de estágio sem também olhando faculdade idioma tal e aí eu acho que mais recente essa história mais recente dos últimos 5 anos é realmente a gente repensar O que que a gente tava fazendo com os programas e como que a gente poderia conversar mais com o público que é o consumidor da Unilever né a gente tá em 100% dos lares brasileiros né então
não dá pra gente ter um os programas iguais né Eh o programa de aprendiz ele passa a ser realmente a nossa primeira primeiro programa de entradas de juventudes na na na companhia então hoje a gente tem mais de 400 jovens aprendizes no no país inteiro em todas as áreas em todas as regionais de vendas no escritório em todas as fábricas com um programa de desenvolvimento porque quando a gente fala de inclusão produtiva é isso S Esse é o jovem mais cru Uhum que chega é o mais assustado que chega na organização sim se você trata
ele como se ele deveria saber algo que para nós é normal e ele nunca viu né às vezes ele não sabe nem chegar de ônibus aonde ele vai trabalhar né então a gente foca muito nesse na no fortalecimento sócio emocional do jovem eh ensinar para ele as coisas muito básicas assim né ele todo mundo acha que o jovem é digital mas ele é digital das redes sociais ele não é digital de ferramentas de trabalho né então geralmente ele usa as ferramentas que a escola dispõe para ele alguma coisa assim mas talvez ele não saiba mandar
um convite de reunião Talvez ele não saiba preparar um PPT então assim a companhia tem que dar esses subsídios para eles né junto com uma tutoria que é o a pessoa que tá ali com ele no dia a dia uhum também a gente prepara a liderança para que ela seja essa liderança que seja lembrada de maneira positiva como o primeiro chefe que alguém já teve né eu falo que o meu primeiro chefe eu não esqueço nunca a gente tem contato até hoje por quê Porque foi um grande mentor né então a gente fala muito com
os líderes quem que você quer ser na fila do pão né você quer ser o líder que vai ser vai traumatizar ou você quer ser o líder que vai ser lembrado como alguém que ajudou o jovem a atravessar a ponte né e o segundo programa de estágio sim estágio é muito consolidado na companhia há muitos anos H desde 201 19 a gente não não olha a universidade não exige idioma e a gente tem metas eh de diversidade pro programa então desde da turma de 2020 a gente tem 55% de Estagiários negros que isso é um
número a gente recruta por por ano 120 então a gente tá falando de mais de 60 jovens negros a gente tem meta de mulheres paraas áreas de supply chain que são áreas que tem mais dificuldade de de ter e de manter mulheres pessoas com jovens com deficiência e a gente tem um percentual de efetivação mais alto que o mercado o mercado geralmente tem 20 22 a gente tem 50 55% de efetivação por ano então ele esse programa ele é o pipeline das posições de entrada da companhia legal e o de train a gente colocou el
on Hold há do anos no meio da pandemia porque a gente entendeu que o que a gente tava ofertando não tava atendendo o que o jovem queria e o que a gente tava ofertando também não atendia o que o negócio queria Então a gente deve ter novidades em breve mas ele é um programa que tá um Hold a gente tem ainda trinis oriundo da turma de 2021 tem programa de desenvolvimento para eles tal mas lançar no mercado um novo programa a gente suspendeu em 2022 e estamos estudando como é que a gente retoma e essa
é uma discussão acho que de todo mundo né não é sim com certeza nosso programa ele forma gerentes aham e e a gente quer entender Será que o será que o jovem aguenta ficar três anos num programa de Formação né como é que é isso Então essas são as discussões que a gente tem tido para poder ter um programa de desenvolvimento de líderes Uhum mas que converse mais com o que a gente tá vivendo nos dias de hoje né Muito legal eu tô você contando tudo isso eu lembrando da minha época de faculdade que eu
me formei também já faz quase 10 anos agora eh e que todo mundo prestava o programa de estágio da Unilever assim era abria e todo mundo meu Deus como que vai a gente trocava assim sobre como que eram as inscrições é a gente a gente fica sempre todo ano é uma surpresa super positiva esse ano que a gente lançou a campanha sem faculdade né sem olhar faculdade e tal a campanha era uma Unilever para todos para todas e para todes que legal nós tivemos no programa de estádio 40.000 inscrições Deus Olha gente quando a gente
fala que tem milhares de pessoas que se inscrevem de fato realmente tem E aí assim eh a gente tem que cuidar muito do que nos diferencia né tá bom isso foi há 4 anos atrás hoje o que que nos diferencia né É realmente esse o plano de desenvolvimento estruturado as possibilidades de efetivação a mentoria eh esse ano especificamente a gente dentro do programa de desenvolvimento deles a gente criou um módulo que é voluntário mas é de liderança social em parceria com o movimento legal jovens do Brasil movimento jovens do Brasil a gente é cofundador desse
movimento e é um movimento que criou um programa que chama desbravar e Este programa é um programa que forma jovens para formar para virarem inspiração para outros jovens em seus territórios então é uma maneira da gente ir soltando as formiguinhas aí para elas inspirarem que é possível eh que não é impossível você ter uma carreira que não é impossível você trabalhar numa empresa bacana uhum porque o o universo vai remar contra o jovem né então é importante a gente ter essa consciência também de que não não é só quem tá lá dentro da Unilever que
tá sendo desenvolvido Isso é ótimo mas como é que a gente faz para esses jovens também desenvolverem outros jovens também perfeito muito legal e e muito do que você traz do que você fala assim Mostra o quanto essas estratégias né de desenvolvimento de marca empregadora de eh colocação recolocação de jovens talentos precisam est em constante renovação porque o mundo muda o tempo todo as pessoas as novas gerações Chegam aí né e conversa muito também eu acho como eh com estratégias e oportunidades de reforçar desenvolvimento e inclusão dentro das empresas né você trouxe vários exemplos disso
E aí queria explorar um pouquinho mais a sua visão aqui assim como que essa estratégia de de jovens talentos pode reforçar ou até prejudicar às vezes dependendo de como ela é feita se ela não é renovada né eventualmente essa estratégia de diversidade e inclusão da empresa como um todo né você que olha bastante para isso também é é sem dúvida nenhuma Se você não tem uma preparação interna da organização se você coloca uma campanha de um programa de estágio diverso o jovem vai vir pra organização e ele não vai encontrar um ambiente inclusivo perfeito Então
acho chance disso dar errado é muito grande ou dá certo a duras penas com sofrimento Então a gente tem uma preocupação muito grande de preparar a liderança que está recebendo esse jovem né ele participa de dinâmicas junto então ele conhece vários jovens tem entrevista ele tem uma preparação antes da seleção agora no programa de estágio por exemplo a gente tem três módulos dedicados ao à liderança eh do estagiário da pessoa estagiária ou a primeira delas vai ser nos próximos dias vai falar sobre a juventude brasileira Por às vezes o Line a a a pessoa gestora
ela nem nem sabe o que que tá acontecendo no mundo né então assim a gente dá essas informações para ele entender a responsabilidade que ele tem com aquele jovem e é óbvio que a companhia também é uma companhia que trabalha com diversidade há mais de 15 anos Uhum Então modificar processos ontem a gente teve uma conversa sobre a acessibilidade pra gente poder trazer mais pessoas surdas por exemplo para dentro da organização como é que a gente dá mecanismos de acessibilidade de uma maneira que seja simples né Assim que não seja Ah tem que colocar uma
ordem de compra para trazer um tradutor não como é que eu aperto um botão e tenho isso né então isso tá no DNA da companhia sem dúvida nenhuma não existe continuidade se você não suporta todas as etapas desse Proc processo de desenvolvimento do jovem sim né E hoje a gente percebe Assim muitos cases de sucesso então a gente já tem a gente fez uma e é importante a gente flexibilizar né Para dar inclusão a gente flexibilizou a regra de ser último ou penúltima anista pro programa de estágio para os aprendizes Então os aprendizes eles só
precisam ter passado pro terceiro semestre ou segundo ano da faculdade aí eles podem concorrer a uma vaga de estágio Ah então hoje a gente já tem casos de aprendizes que são Estagiários e que podem virar analistas e a gente também flexibiliza a contratação deixa um tempo ele num cargo que é um pouco menor mas quando ele se forma a gente faz ele virar na lista então assim você tem que flexibilizar o seus processos para você garantir a inclusão dos grupos sub representados porque senão não não tem né se você seguir a regra você nunca vai
conseguir então acho que essa sim é uma é uma um ambiente aonde aí Equidade começa a passar fazer parte mesmo né você dá as condições que aquela pessoa precisa para ela ter a mesma oportunidade que a outra pessoa que precisou de outras condições para ter a mesma oportunidade Então a gente tem isso muito no nosso DNA né no lançamento dos programas e na preparação da liderança também e precisa ser muito intencional né sua fala acho que isso fica muito nítido não é por acaso não é sem querer precisa ser intencional de ponta a ponta para
que esses jovens entrem e mais do que fazer parte do programa eles cresçam ali né porque no final que a gente quer resolver é diversidade eidade inclusão em todas os níveis da pirâmide não só na base acho que é um trabalho bem é e é assim não é fácil gente aqui A gente tá contando a parte que dá certo mas assim tem todo ano tem o líder que fala ai não mas eu preciso de um perfil assim assado todo ano tem um líder que fala ai não mas o meu aprendiz tal todo ai mas essa
Juventude mas assim a gente tá aqui para isso a gente tá aqui para ir trabalho assim de conscientização de ir transformando e garantir que a grande maioria esteja dando certo né você não pode ter o contrário né E esteja atendendo a necessidade do negócio que acho que isso também é importante para a conversa não ficar uma conversa assistencialista ou social sim sim sim então assim os nossos Estagiários todos tê um projeto de negócio para entregar no final eles participam de um pit no final do programa de estágio eles participam de um pit com toda a
liderança da área deles aonde todos os Estagiários daquela área apresentam o projeto que eles estão fazendo E aí o líder pode ver os outros Estagiários pode ver o estagiário dele enfim a gente chama todo mundo e isso também é uma responsabilidade importante o projeto tem que conversar com alguma necessidade de negócio da área perfeo porque senão fica só uma coisa meio assistencialista e eu digo que em especial o programa de estágio é muito interessante eu acho isso quando termina a universidade acabou a Vida de estudante Eu falo isso para eles sim falo olha acabou o
estágio acabou a Vida de estudante Porque a partir dali você é visto como um profissional você pode fazer pós-graduação gente grande você pode fazer a pós--graduação exatamente mas a pós-graduação não vai mais te ver como estudante vai te ver como um profissional com certeza então assim é muito important essa fase do estágio ela é muito importante no desenvolvimento do jovem e por isso que a gente fala ó desenvolver dói Então você vai passar por situações que você nunca passou vai te dar muita insegurança mas por isso que você tem um mentor Você tem o gestor
você tem agente que vai poder te ajudar a você da certo porque a hora que terminar acabou você vai procurar emprego sim ou na Unilever ou ou em outra empresa você vai procurar emprego e é Nossa responsabilidade te deixar pronto para que você possa efetivamente procurar um emprego eu falo que é atravessar ponte de mada el né o profissional tá lá do outro lado da ponte ó vai lá Não é ele não pode ir sozinho você tem que atravessar com ele de mão dada acho que tem uma responsabilidade muito grande de entrega dele para o
mercado de trabalho no final do programa é isso que a gente busca que a experiência dele seja incrível para que ele possa realmente procurar um emprego uma vaga dentro da tenha êxito também porque assim a gente faz ele não voltar pro desemprego sim perfeito né e inclusão produtiva de jovens passa passa por isso né passa por a gente trabalhar para que ele não perca a empregabilidade dele né E aí a conta fecha pro jovem e fecha pra Unilever né fecha PR duas Total eu achei muito interessante isso que você trouxe assim de eh O que
fazer para não parecer assistencialismo Porque tem uma grande entrega né para pro jovem mas como negócio eu acho que para Unilever assim como uma empresa de de bens de consumo que é muito consumida né 100% dos lares também essa eh os hábitos de consumo vão se renovando para vocês é muito importante ouvir saber como que isso ter esse feedback Então essa troca é valiosa e eu acho que isso vale para todas as empresas assim de forma geral né então acho que é muito legal esse essas práticas que vocês trazem assim super interessante e até pegando
um gancho você trouxe né de grupos sub representados acho que quando a gente fala de inclusão desses grupos no mercado de trabalho ou até a gente expand pra geração z e a entrada existe muito um sentimento um viés de escassez sobre tanto os grupos quanto sobre a geração z e vários estereótipos são criados em volta de ambos uhum Como que você tem percebido essa chegada Quais são as características que você realmente identifica nessa Juventude e que talvez sejam diferentes que a gente tá acostumado é eu eu concordo muito com você o tanto de estereótipo que
a gente criou em especial para a geração z né e eu falo que tem uma pandemia no meio dessa história que não é menor a gente não fala mais dela mas o impacto que ela teve na juventude é muito grande né então uma característica que a gente vê claramente no jovem seja o aprendiz seja O estagiário é medo Eles são muito inseguros Mas é por medo e é um medo uma ansiedade ligada ao furo aham então assim no primeiro dia é se eu não for efetivado sim é sempre ligado assim uma ansiedade ligada tem ansiedade
que é ligada à situação real dele sim ah meu pai brigou com a minha mãe minha namorada terminou comigo tô com sono então assim tem uma coisa que é ansiedade que é ligada à vida cotidiana dele mas tem uma ansiedade ligada ao que vai acontecer no futuro e se eu não der certo no estágio e se eu for mandado embora e se o meu chefe e se o projeto muito grande sim então isso é claríssimo para mim que a empresa ela tem sim uma responsabilidade grande de dar suporte socioemocional para que ele se sinta seguro
para fazer o que precisa ser feito a gente tem casos de jovens que travam recebem um e-mail e travam não sabem o que fazer com aquilo Uhum é pura insegurança puro medo e ele precisa realmente que a gente pegue na mão dele e isso não quer dizer que ele sabe menos eles eles muitas vezes não TM segurança para mostrar o que sabem uhum por por medo por por não saberem como é que vai ser a reação Uhum E eu acho que essa essa geração ela sofre uma coisa que eu não sofri né Na época que
eu era jovem eu falo que eu ia aconteceu alguma coisa eu ia para casa dormia chorava a noite inteira e tal Era assim que a gente resolvia as coisas voltava mas a gente lidava com a emoção a rede social o mundo da internet faz você ficar conectado com aquilo que não te faz bem 25 horas 24 horas por dia né então tem uma um fator de comparativo que as redes sociais trazem pro jovem que tá inseguro que emocionalmente não estrutura suas não lida com as suas emoções muito grande então isso é um fator que você
não pode descartar sim né então acho que abertura para diálogo para entender o que tá acontecendo para eh ouvir exatamente assim de maneira atenta o que ele tá passando sem rotular semum isso é algo que é que é muito importante nesse nessa fase sim e de novo né Isso faz parte da preparação dele para ele ser um profissional perfeito né então a gente vai estimulando e e isso é é é todos os dias né todos os dias e e eu fico com impressão parece que às vezes a gente não aprende com o que já aconteceu
porque esse julgamento sobre a Geração G Z já aconteceu com a millennial com Ach is sempre vai ser eu acho que eu sou millenial eu sou quase Z tô ali no meio do caminho e quando eu entrei era nossa os milênios V acabar com o mercado de trabalho vai tá tudo e a gente aprende a gente precisa aprender a lidar né Não não é um um lado ou outro é o meio termo entre essas duas coisas e tudo se tudo se ajeita né e fala da ansiedade né ah essa é uma geração ansiosa gente a
minha geração ansiosa na juventude vocês também com certeza nós somos o país mais ansioso do mundo então assim né eu falo meu pai é ansioso meu sobrinho que tem 8 anos é ansioso também nós todos somos então assim não é uma um um prêmio da geração z entendeu muito pelo contrário eu acho que em relação a ambição os jovens de 20 anos atrás eles eram muito mais eles queriam e ganhar o Primeiro Milhão até os 40 anos ser diretor até os 35 era tinha umas eu sou da geração performance né que é aquela geração que
queria engolir o planeta de qualquer maneira né então eu acho que essa geração em relação a essa ambição era trabalhava com olhava o trabalho de um jeito uhum essa geração agora olha o trabalho de outro jeito do mesmo jeito que o meu pai olhava o trabalho de outro jeito m de outro jeito então Não tem melhor ou pior mas tem um olhar e uma visão de mundo deste tempo que a gente não pode desconsiderar não posso ficar querendo não posso dizer que eles são menos ambiciosos uhum porque eu fui ambiciosa quando eu era da idade
deles não posso fazer essa comparação porque o mundo aquele tempo era um este tempo é outro as ambições são outras eles trazem muito mais preocupação em conciliar aspectos da vida que talvez a minha geração na juventude não tinha menor importância e essa é a evolução das coisas a evolução do Mundo do Trabalho Uhum não tem um não tem uma regra né você tem que ir evoluindo porque é assim que o mundo tá vivendo nesse momento perfeito e é uma é uma adaptação de ambos os lados assim né quando você tá falando sobre uma pessoa jovem
que tá entrando no mercado de trabalho tem que acontecer uma adaptação assim como pessoas de outras gerações que já estão no mercado do trabalho também tem que se adaptar Então essa troca que você falou E aí essa troca humana né sempre vai ser muito importante né em todos os todas os processos e novas gerações e transições exato trans eu fiz 50 anos o ano passado então agora falo que eu sou 50 mais e é interessante porque a imagem que se tem das pessoas com 50 anos aham é de alguém muito mais velho sim então quando
eu falo que eu ten 50 anos muito rara mente as pessoas não se espantam Nossa 50 imina você não parece tem gente que fica dolorido com isso eu acho Super Natural por as a imagem das pessoas que as pessoas têm na sua mente de pessoas com 50 anos são pessoas mais velhas resistentes não sei se é isso mas prisa atualizar né Precisa atualizar atualizar essa visão Outro dia eu tava conversando com jovens de 22 anos TR três jovens e eu falei gente vocês Pris versão de 50 anos na cabeça de uma mulher de 50 anos
para este tempo porque eu olho PR as mulheres de 50 anos que trabalham comigo que estão junto comigo todas são como eu ou melhor do que eu então assim atualiza a versão aí dá um upload aí da Faz um upskilling aí dessa versão porque é isso a gente precisa se adaptar a ao que tá a gente tem na Unilever quatro gerações trabalhando juntas né e pessoas que TM 35 anos de compan e pessoas que TM um ano de companhia sim então a gente tem que tá aberto a aprender constantemente né sem sem preconceito sem rótulos
mas aprender mentoria reversa funciona muito Ah é muito legal a gente já ouviu algumas boas práticas eu gosto muito assim de almoçar com aprendiz de estimular que os líderes vão Conversem com aprendiz com estagiário pergunta da vida tal e porque isso ajuda a gente ir ampliando a nossa percepção de mundo né e não ficar naquele aquele espaço naquela bolha naquele espaço que a gente tá acostumado a estar né perfeito e e Ana falando sobre eh o tema jovem aprendiz né que a gente tá explorando de uma forma bem bem Ampla aqui vários olhares eh aqui
no Brasil existe uma obrigação legal né de jovem aprendiz em muitos momentos e acho que não só jovem aprendiz mas várias outras e outros grupos né as Às vezes o tema é bem eh tratado como como cota como cumprimento de cota você já trouxe um pouco sobre isso né de como fazer para não ser exatamente assim que que que o que na Unilever vocês estão fazendo para ir além como que é vocês atuam nesse sentido assim com os jovens aprendizes é esse ano esse ano final do ano passado a gente assinou eh a gente participa
do pacto Nacional pela inclusão produtiva de jovens que é uma iniciativa do ministério do do trabalho da oit da Unicef com apoio do pacto Global Brasil né Uhum E lá eles mostraram alguns dados que assustam né então assim se as empresas cumprissem a legislação nós teríamos mais ou menos 1 milhão 200.000 jovens empregados né empregados porque recebe salário tal né Nós temos 700.000 jovens aprendizes ou seja tem oportunidade aí para 600 jovens no mínimo né Eh eu acho que tem uma uma tomada de consciência que é importante quando você fala de assumir que você vai
cumprir uma lei tem uma tomada de consciência ética que você prefere pagar uma multa a gente ouviu muito isso ah eu prefiro pagar multa por não ter do que ter que ter um jovem Todo mês a minha folha de pagamento uhum a gente já ouviu isso também então tem uma tomada de consciência daqu ele que é o empregador uhum né de entender que ele tá contribuindo pro Futuro né porque Qual que é o grande problema quando você tem jovens que não t acesso ao trabalho eles podem se tornar adultos economicamente inativos uhum eles vão pra
informalidade eles vão fazer a vida dele ninguém Isso não tem a menor dúvida mas quando você dá o emprego dá um ofício dá uma oportunidade estruturada você tá contribuindo pra vida futura desse jovem como adulto cza Então aí tem uma consciência eh você como cidadão mesmo né assim para você ser um cidadão correto uhum a Unilever ao longo dos anos também passou por essas fases de Ah vamos estamos aqui cumprindo a cota ou não estamos cumprindo a cota quando a gente toma em 2015 16 a gente fala não pera aí vamos fazer uma coisa bacana
E desde então nosso programa ele é referência para várias empresas e eu sempre acho que ele pode melhorar assim que tem coisa que não tá dando certo tal Uhum mas o que a gente quer efetivamente é garantir que esse jovem possa mudar a percepção de futuro dele Uhum ele possa ver que é possível ele fazer uma faculdade e não ele ficar com aquela percepção de derrota Uhum que o mundo dele ali é o que mostra para ele então acho que a responsabilidade das organizações nesse sentido que é mudar a percepção de futuro do jovem dando
possibilidades para ele é algo que não tem nem como mensurar na vida de um jovem eu falo eu fui eu sou oriunda de uma experiência dessa porque assim eu entrei para trabalhar eu queria trabalho se eu ia fazer faculdade era um luxo era outra história e o trabalho Acabou me propiciando poder fazer faculdade né então e a gente precisa ter consciência de que o básico pro jovem é ter um mínimo de segurança financeira sim ele precisa ter isso para ele poder propiciar alguma experiência Boa paraa Família ou para ele mesmo Uhum E acho que essa
é uma grande responsabilidade das organizações né E também a gente acredita muito por isso que a Unilever tá nessas discussões de políticas públicas etc porque a gente acredita que o que sustenta isso ao longo dos anos é realmente políticas públicas que dão acessibilidade e facilitam a entrada desse jovem no mercado de trabalho né e não não o contrário né Sem dúvida Sem dúvida perfeito é e e até sobre o o tema jovem aprendiz existe um potencial de impacto de resultado pro negócio muito grande né como você trouxe um aprendiz que vira estagiário estagiária depois vai
para uma posição de de analista agora expandindo essa análise de indicadores essa conversa sobre indicadores de resultado o que que vocês usam para avaliar se um programa tá indo bem ou não como que vocês mensuram pra gente deixar de ter aquela conversa assistencialista e para uma conversa mais de dados e resultados no caso dos aprendizes hoje ho a gente falei né que a gente tem em todos os lugares por exemplo a gente tinha um mito de que não dava para ter jovem aprendiz nas áreas de vendas como promotor né de vendas porque o promotor é
aquele que fica repondo os produtos na gôndula hoje a gente tem jovens aprendizes nessa para essa posição a gente desenvolveu um programa junto com o nosso parceiro eh um indicador de sucesso é o quanto eu tô aproveitando esses jovens no cargo de promotores que eles estão sendo eles estão sendo eles estão sendo tô Investindo na preparação de alguém que se eu tenho é uma é uma área que tem muita rotatividade né se sai alguém rapidamente eu coloco alguém ali e isso impacta meu tempo de recrutamento enfim né o tempo que aquela vaga fica aberta tudo
isso impacta eh quando a gente vai PR pras áreas administrativas Eh quantos deles vão fazer nível superior e quantos a gente consegue aproveitar no programa de de estágio e é interessante que ano a ano esse número vai subindo legal né porque vai vendo que é possível né ele vai vendo outras falo representatividade é tudo né porque o próprio aprendiz ele fala não ela era aprendiz ela foi fazer Ah então também posso é isso é represent a representatividade faz isso né Eh nas fábricas como é que eu aproveito esses jovens em funções técnicas das fábricas também
então a gente acompanha a gente quer muito falo que eu tenho um sonho de criar um alumin Talvez para entender como é que é a vida daqueles que saem depois porque a gente não tem vaga para todo mundo são 400 jovens 440 por por ano A cada 15 meses sai em média 50 jovens e entre o nove 50 jovens então nenhuma empresa tem consegue absorver tudo isso mas é assim o quanto que a gente consegue deixar ele pronto para ele poder ir buscar trabalho Talvez ele ele foi promotor ele vai buscar trabalho no no mercado
ali da cidade onde ele onde el ele foi nosso aprendiz e consegue um trabalho efetivo é essa a gente esse depois é que a gente não consegue acompanhar ainda mas que é super importante que é a empregabilidade dele pós programa né Isso é super importante M muito muito muito bom muito bom Ana Estamos chegando ao fim do nosso papo Infelizmente como sempre passa muito rápido e muito rico cheio de insights eh queria abrir esses últimos minutinhos para você também deixar um recado final se você quiser alguma dica pras empresas pras pessoas que estão ouvindo a
gente sobre como acelerar esses jovens talentos a minha visão falo isso em todos os lugares começa de algum lugar tem que começar um aprendiz começa com um estagiário perfeito mas começa assim ah você tá num cargo de liderança descobre quem é o aprendiz da sua empresa e vai lá almoçar com ele um dia paga o almoço dele e pede para ele contar a história dele é porque isso vai te atravessar de diferentes formas então eu sempre essa é minha dica Assim Começa sim é e tem um milhão de pessoas que podem ajudar a começar quem
quer começar pode ajudar a começar tem um monte de parceiros tem um monte de empresas que podem falar eu quero ter um programa aprendiz eu preciso de dois uhum e uma outra coisa que eu costumo dizer para quem tá nos RH as empresas é assim a gente tem um uma tendência a pensar num no todo tá começa com os comparsas que compram agenda cria cúmplices cria cria parceiros no crime entendeu então assim ah é a Camila é Mateus é a Ana é quem é que quer ter um aprendiz vamos fazer com ele uhum Sim vamos
fazer dar certo porque geralmente o fomo dos outros dos outros funciona então assim duas dicas começa busca comparsas e esteja próximo dos jovens as três dicas acho que essas são as mais mais importantes muito bom saí com várias lições já esse de cúmplice vou vou adotar conversas ao Mas é verdade às vez a gente fica pensando ai mas que não dá para implementar um programa porque o presidente não quer o nosso programa na área administrativo de aprendiz em 201 nós começamos com 20 jovens aprendizes no prédio na sede da un é com 20 fizemos treinamento
de tutor tudo bonitinho tudo sem falar nada para ninguém hoje eu tenho 150 olha s Você tem os exemplos né as pessoas vão vendo e v exatamente hoje eu tenho 150 assim as secretárias não pelo amor de Deus min aprendi aí eu quero um então cria esse esse esse movimento positivo que as coisas vão andando elas vão andando faz MD muito bom Ana muito obrigada mais uma vez por ter topado bater esse papo com a gente Obrigada Mateus Pela parceria mais um excelente episódio que eu vou ouvir de novo porque sempre a gente fica com
insights Assim espero que vocês também tenham curtido bastante aí ouvindo a gente e até a próxima obrig gente