Eu sei. Você deve estar olhando para isso e pensando: "Que viagem é essa? O cara fica sumido por um tempo e volta querendo conectar Batman com Harry Potter.
Dois filmes que não tem absolutamente nada a ver. " Mas outro dia eu estava pensando sobre a verdadeira força que nos guia nessa vida. Não aquela força que a gente fala que tem, nem a que a gente quer mostrar pros outros.
Eu tô falando de uma força muito mais profunda, aquela que realmente te move, do poder invisível que existe dentro de você, muitas vezes sem você nem perceber, mas que decide suas escolhas, sua disciplina, seu apetite pela vida e, principalmente, o quanto você aguenta sofrer para chegar onde quer. E eu percebi uma coisa bem importante. Pouca gente tem consciência dessa força, mas é exatamente ela que separa quem alcança o que busca, daqueles que podem passar a vida inteira tentando, mas não saem do lugar.
E foi refletindo sobre isso que essas duas cenas vieram na minha cabeça. Dois universos completamente diferentes, mas que juntos revelam um segredo muito pouco manjado, mas extremamente poderoso sobre nossa força interior. Agora relaxa aí que eu vou te explicar essa loucura.
Começando pela primeira cena, a do filme Batman, O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Esse é o terceiro e último filme da trilogia e o que vemos ali é um Bruce Wayne derrotado. Ele tentou salvar sua cidade do mal e da corrupção e acabou sendo completamente destruído.
A cidade agora tá tomada pelo vilão do momento. Ban e seus comparsas estão no comando. Parece seu fim.
Gotan tá com os dias contados. Para piorar, Bruce Wayne nada pode fazer. Afinal, ele acabou de perder a batalha física com Ben, que além de deixar ele fisicamente quebrado, quebrou seu espírito e ainda o deixou exilado bem longe, dentro de um poço obscuro, sem saída.
>> Existe um motivo para essa prisão ser o pior inferno na Terra. Esperança. Todos que apodreceram aqui esse tempo todo olharam paraa luz e se imaginaram escalando para a liberdade.
Muitos morreram tentando. >> Basicamente tudo o que lhe resta fazer é acompanhar pela TV sua cidade colapsando, sem poder fazer absolutamente nada para ajudar. E aí, só depois da cidade colapsar totalmente diante de seus olhos, que Ben vai permitir que ele se vá.
>> Vamos destruir Gotan aí quando terminar. E Got estiver em cinzas. vai ter minha permissão para morrer.
>> Não existe tortura maior. É o inferno na Terra. O sentimento é tão ruim que Bruce já desistiu.
Ele agora implora pela morte, mas os outros prisioneiros que estão no poço com ele não querem matá-lo. Afinal, eles são pagos para mantê-lo vivo. >> E em meio a esse inferno sem esperança, de repente ele vê uma movimentação diferente ali dentro do poço.
Um grupo de prisioneiros começa a se juntar uando um canto árabe estranho. >> Deixará significa ergue-te ou levanta-te. O canto simboliza a superação, a força para levantar após uma queda.
E não à toa esse é o ritual deles toda vez que um prisioneiro vai tentar a escalada da liberdade. Naquele momento, a gente vê Bruce até se ajeitar para ver o que vai acontecer, como se por um momento nascesse um fio de esperança dentro dele. Mas ele logo vê o homem falhar miseravelmente na sua tentativa.
E já desiludido, ele pergunta: >> "Alguém já conseguiu? " Mas é claro que não. >> Só que aí um dos prisioneiros mais velhos, que parece mais sábio e que estava ouvindo essa conversa interrompe e diz para seu colega contar sobre o mito antigo que existe naquela prisão.
O mito diz que uma pessoa já conseguiu fugir daquele poço. Aliás, não foi uma pessoa comum, foi uma criança nascida dentro daquele inferno, que escalou os muros do poço, deu o salto da liberdade e conseguiu fugir. Só que desde então vários tentaram o salto e ninguém conseguiu.
E o que a gente vê é que, por mais que essa história seja apenas um mito, aquilo faz Bruce voltar a acreditar. Ele parece agora reencontrar uma motivação e um sentido pra sua vida. Por isso, mesmo destruído, ele resolve tentar o salto da liberdade.
Ele não pode deixar sua cidade apodrecer e não fazer nada. Ele amarra a corda nas costas e vai pra escalada, mas quando ele tenta saltar, ele falha. Só que essa falha não o abala totalmente.
Ele não desiste. Começa a treinar mais, a se exercitar ali para melhorar seu físico e executar o melhor pulo possível. >> Por que se fortalecer?
>> Meu corpo dá um salto. >> E depois de um tempo se exercitando e se preparando, lá vai ele pela segunda vez tentar o salto. Só que de novo ele não consegue.
E decepcionado com tudo isso, a gente vê ele desabafando sem esperanças. Ele parece estar praticamente desistindo, pensando que não tem jeito, que ele terá de ver sua cidade apodrecer. sem poder fazer absolutamente nada.
Mas aí aquele homem mais sábio no poço resolve dar um conselho valioso. >> Você não teme a morte. Pensa que isso torna mais forte, mas o torna mais fraco.
>> Apesar de Bruce estar focando no seu corpo, o velho prisioneiro diz que o impulso mais poderoso do nosso espírito é o medo da morte. >> Como se mover mais rápido que possível, lutar mais que o possível, ser o instinto mais poderoso do espírito, o medo da morte. O medo da morte faria seu corpo ativar muita adrenalina e, mais importante, ativaria seu instinto primitivo de sobrevivência, o que inevitavelmente levaria seu corpo pro máximo da sua capacidade.
Mas o prisioneiro diz que como Bruce não teme a morte, isso não funcionaria para ele. Só que Bruce rebate. Ele diz que teme sim a morte, que ele teme ver a sua cidade apodrecer sem que ele possa fazer nada.
Então o velho sábio resolve lhe dar uma sugestão. >> Então faz a escalada como fez a criança, sem a corda. >> Agora não tem escapatória.
Sem a corda não existe uma segunda chance. Se Bruce errar, ele não pode tentar de novo. É uma questão de vida ou morte.
E quando ele tenta desse jeito, a história é diferente. Ele consegue, se liberta daquele inferno e sai para salvar a sua cidade. É um momento simbólico no filme, o momento da ressurreição do seu espírito e do seu corpo.
E é ainda mais simbólico para Bruce, porque quem gosta da saga vai se lembrar muito bem daquela cena no primeiro filme, onde Bruce ainda como criança cai dentro de um poço e seu pai chega para salvá-lo. Mas agora como homem é ele tendo que assumir total controle da sua vida. É ele percebendo que como homem ninguém vai chegar para salvá-lo.
Apenas ele pode fazer isso. E é isso que ele faz. Usa toda a sua força interna para escapar daquele inferno.
E o que acho muito interessante nessa história toda é que, se formos olhar bem, nas duas primeiras tentativas, a força que prevalecia em Bruce era o amor à sua cidade. Claro que existia também o medo de ficar ali preso, mas esse medo não era tão grande assim. Ele não era suficiente para levar seu corpo pro limite, até porque lá no fundo ele sabia que existia um plano B.
Se ele errasse o salto, poderia tentar de novo. E dessa forma, por mais nobre que fossem seus motivos, isso não ativava força suficiente dentro dele para conseguir executar o melhor salto. É bem o que o velho sábio estava dizendo.
>> Ele diz que o salto pra liberdade não é uma questão de força. >> O medo da morte foi o que ativou a sua força interna mais poderosa. E depois dessa análise e dessa cena, é inevitável surgir aquela pergunta.
Então isso quer dizer que para alcançar aquilo que a gente busca nessa vida, a gente deve sempre usar o medo. Seria o medo sempre a melhor força para nossa vida. E antes de eu sair aqui dando pitaco, deixa eu te mostrar outra cena, porque ela pode nos ajudar muito com essa resposta.
A cena é do filme Harry Potter e o Prisioneiro de Ascaban. E aqui, só para você entender rapidamente o que tá se passando no filme, Harry tá tentando aprender a fazer um feitiço avançado que pouquíssimos conseguem executar, especialmente na sua idade. É um feitiço de defesa que serve para afastar os dementadores.
Os dementadores são os guardiões das prisões de Ascabã. São criaturas horríveis e assustadoras que se alimentam de emoções negativas das pessoas. >> Tudo ficou frio como se a felicidade sumisse do mundo.
>> É bem esse o sentimento que os dementadores trazem pro ambiente quando eles aparecem. E por isso o professor que tá ensinando Harry a executar esse feitiço diz para Harry que para que esse feitiço funcione não basta simplesmente o dizer em voz alta. É importante que na hora que Harry for lançar o feitiço, ele mentalmente consiga internalizar uma memória forte suficiente.
Afinal, esse é um encantamento poderoso que exige a canalização de uma pura energia positiva para repelir os dementadores. Esse é o combustível necessário para conseguir com sucesso conjurar esse guardião de luz. Um escudo feito de energia emocional positiva que carrega com ele a emoção mais forte que o bruxo consegue sentir.
E depois de explicar toda a teoria do feitiço, chega a hora de Harry tentar executar pela primeira vez. Ele diz que tá pronto e que já pensou numa memória forte suficiente. Só que na primeira tentativa ele falha miseravelmente.
>> Qual lembrança você escolheu? >> Meu primeiro voo na vassoura. >> Isso não foi forte bastante, nem chegou perto.
>> Mas ele quer tentar de novo. >> Tem uma outra. Não é alegre.
Exatamente. >> É muito forte. Então vamos tentar.
>> E nessa segunda tentativa, ele consegue conjurar o feitiço. Harry perdeu os pais ainda quando era um bebê e no momento que conjurou o feitiço, Harry pensou neles. Se prendeu a única memória que tinha dos pais.
>> Tava pensando nele e na mamãe, vendo os rostos deles. Foi a lembrança que eu escolhi. Eu nem sei se ela é real, mas é a melhor que eu tenho.
>> Na prática, o que estamos falando aqui é da emoção positiva mais forte que o ser humano pode sentir, o amor. E é por isso que o feitiço funcionou muito bem. A verdade é que quanto mais forte verdadeira a emoção por trás da memória, mais poderoso será o patrono e mais eficaz será sua proteção contra essas criaturas sombrias.
E é interessante quando a gente para para pensar nas metáforas por trás dessas duas cenas de Batman e Harry Potter, porque à primeira vista elas parecem ensinar coisas completamente diferente sobre a vida. No caso de Harry Potter, é como se estivessem nos dizendo que nos momentos mais sombrios da nossa vida, quando tudo parece pesado, triste e sem saída, só a luz consegue nos salvar. Só aquilo que sentimos de mais forte e positivo dentro de nós é capaz de nos tirar do buraco emocional que às vezes caímos.
Agora, no caso de Batman, é diferente. Vemos que, na verdade, quando estamos no fundo do poço, o amor não basta, a força física não basta, a esperança não basta. A única maneira de sair dali é usando nossa força interior mais poderosa de todas, que seria o medo da morte.
E aí a gente fica confuso porque um fala de luz e o outro fala de instinto. Um aponta pro amor e o outro pro medo. Mas afinal, quem tá certo?
Qual dessas forças é mais poderosa? Qual delas deveria nos guiar nessa vida? E quanto mais eu refletia sobre isso, mais uma coisa ficava clara.
A realidade não é tão preto no branco assim, porque o fato é que essas duas forças existem dentro de nós. E por mais fortes e intensas que elas sejam, elas nem sempre nos ajudam. Em muitos casos, elas nos consomem completamente, nos sabotam e acabam nos prejudicando.
O amor, por exemplo, pode ser tão forte que começa a gerar apego e o apego não te liberta, só te paralisa. Por mais poderosa que a força do amor possa ser, quando mal canalizada, ela pode te atrapalhar, pode fazer você parar de avançar, parar de crescer. E nesse ponto o amor vira uma prisão.
Com o medo acontece a mesma coisa. Ele pode ser tão forte que você não consegue nem pensar direito, você trava e não consegue mais ir pra frente. Ou seja, a gente não tá aqui falando de uma mera questão de sentir amor ou medo ou então da potência de cada um desses sentimentos.
A gente tá falando especialmente de como você canaliza essas forças para ajudar a alcançar aquilo que você busca nessa vida. Eu sei que agora você deve estar se perguntando, então, tanto faz o amor ou o medo? É isso que você tá querendo dizer?
E não, de jeito nenhum. Já dizia Maquiavel: "Se um líder não puder ser amado e temido ao mesmo tempo, que ele escolha o medo. " E é óbvio que ele escreveu isso pensando em política, em poder, em controle de massas, mas quando você tira isso do campo político e joga pra vida real, pro comportamento humano, esse mesmo princípio continua funcionando.
E o argumento de Macavel era bem simples. O amor é instável, o medo é muito mais constante, as pessoas mudam de afeto rápido. Já o instinto de autopreservação é muito mais profundo, ele é automático e difícil de desligar.
Isso que é bem interessante em Maquiavel. Por mais que seus conceitos sejam muito usados pra política, quando a gente mergulha fundo na sua obra, a gente percebe que muitas das suas visões vão muito além da política. Elas servem pra vida no geral, para compreender a psicologia humana e sobretudo quem é o ser humano de verdade.
Até para quem se interessar, eu desenvolvi uma análise completa de quase uma hora da obra Príncipe de Maquiavel. Esse conteúdo ficou muito denso e ele aborda temas bem sensíveis e por isso disponibilizei ele na minha plataforma recém-lançada de conteúdos exclusivos, onde consigo levar tudo isso para um outro nível de análise e aprofundamento. Tô deixando aqui no canto o trailer desse documentário para quem se interessar.
Mas agora, voltando para aquela ideia do medo como uma força mais estável, vamos pensar naquela comparação clássica entre herdeiros e pessoas que vieram do nada. Sabe bem aquela resenha do Cristiano Ronaldo com o filho dele, onde ele fala que o filho joga bem, tem talento, tem amor pelo esporte, mas não chega nem perto de ter a mesma fome que ele tinha quando criança? Afinal, o filho dele já tem tudo de mão beijada.
A gente até vê esse mesmo discurso aparecer no filme do Batman. >> Eu disse a você que não havia saída. Eu disse uma criança fugiu, >> mas não uma criança comum.
Criança nascida no inferno, forjada no sofrimento, endurecida na dor, não um homem de privilégios. >> E isso ilustra perfeitamente o ponto. Quem cresce no conforto raramente desenvolve esse tipo de pressão interna, essa urgência, essa resistência emocional.
Claro que tem suas exceções. O Bruce, no caso do filme, é uma exceção. É alguém que, por mais playboy que seja, sofreu bastante para criar uma força dentro dele que o leve até o limite.
E na vida real, existem essas pessoas, aqueles que conseguem se separar do ambiente que foram criados e conseguem construir internamente forças tão poderosas que são capazes de levá-los muito longe nos seus objetivos. Elon Musk pode ser um exemplo disso. E aqui se você gosta do cara ou não, se você concorda ou não com o que ele faz ou com seus ideais.
Mas se tem uma coisa que é innegável aqui, é que o cara é ambicioso para Ele vem de uma família rica. Pode até ser considerado um herdeiro, mas tem uma fome absurda. Ele tem algo dentro dele que não permite que ele fique parado.
Agora, seria esse algo interno uma paixão ou um medo? Essa frase já diz tudo. Ela mostra muito bem que não é uma paz interior que o guia.
É uma turbulência interna, uma inquietação, uma pressão psicológica absurda. E o que a vida não cansa de mostrar é que quando alguém chega tão longe assim, tem essa obsessão absurda e chega em patamares de sucesso malucos, o medo, na maioria absoluta desses casos é a força predominante. O amor pode até dar direção, apontar o caminho, mas ele não cria a necessidade.
Sabe aquele negócio do se eu não fizer isso, eu vou passar fome? Se eu não fizer, não vou conseguir sustentar a própria família ou sendo bem direto mesmo. Se eu não fizer isso, eu morro.
Esses sentimentos são fortes demais para alguém chegar na primeira adversidade e falar: "Eu vou desistir hoje, eu não vou. Hoje eu não tô afim". Nesse estado você faz porque precisa ser feito e acabou.
Não existe plano B, não existe a cordinha lá do Batman que permite um segundo pulo. >> É melhor ser temido ou respeitado? Eu pergunto, é exagero querer os dois?
>> E até continuando nessa linha dos herdeiros, se a gente for pensar no Tony Stark de Homem de Ferro, por mais que seja mais uma ficção, a gente vê essa mesma ideia. O cara é brilhante, sem dúvida. Herdou o império do pai.
Aparentemente tocava as indústrias Stark. Muito bem. Mas se a gente for olhar a sua maior criação, que é o Homem de Ferro, surge em que momento da vida dele?
No momento do conforto? É claro que não. Surge no momento da necessidade, no momento em que ele foi sequestrado no meio do deserto e precisa construir aquela armadura para salvar sua pele, para salvar a sua vida.
Você entende o que eu tô dizendo? A armadura dele não nasceu do amor pela ciência, ela nasceu da necessidade urgente dele sobreviver. E o que eu tô querendo dizer com tudo isso é que, por mais bonita que seja aquela frase do faça sempre as coisas por amor e nunca por medo, a verdade é que o que a gente vê na prática é que não necessariamente é essa força que vai te levar mais longe.
Afinal, na vida real, todos nós temos dias ruins, todos nós oscilamos, todo mundo cansa. E nesses momentos, o amor, por mais forte que seja, tende a ser muito mais fraco do que o medo. Porque como a gente já viu, o amor é uma emoção muito mais instável.
Ele não dura, ele não mantém o ritmo, ele não sustenta a constância que certas batalhas exigem. E por mais que a gente não goste dessa ideia, não tem muito como fugir disso. Nesse mundo que a gente construiu, quando a gente tá falando daquele sucesso convencional, de ascensão social, de chegar em lugares extremos, quem vai mais longe, na maioria das vezes, é quem carrega pressão interna, feridas profundas, traumas, uma inquietação constante.
É exatamente esse combustível que cria obsessão, que cria urgência, que cria aquele estado mental de eu não posso parar. E é por isso que eu costumo dizer, viver guiado pelo amor é o modo ideal de existir. É bonito, é espiritualmente mais elevado, mas tá longe de ser o modo real que leva alguém aos extremos do sucesso social.
Porque o amor é a luz que te tira da escuridão, que te aponta o caminho, que dá a direção. Mas quem vai fazer você trilhar esse caminho quando dói, quando você cansa, quando você não tá afim, quando todo mundo te critica, quando tudo em você quer parar, é o medo. Eu acabei falando meio rápido no vídeo, mas eu tenho uma novidade para vocês que me acompanham e gostam do meu conteúdo.
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