E aí [Música] E aí a [Música] ver-te sorrir eu nunca te vi e a cantar porque te ouvir será de ti ou pensas que tens de ser assim ver-te sorrir eu nunca te vi e a cantar eu nunca te ouvir será de ti ou pensas que tens de ser assim [Música] muda não muda de vida estás sempre [Música] [Música] em mim E aí E aí E aí o quê a ver-te sorrir eu nunca te vi e a cantar eu nunca que eu vi esta canção do nosso António variações a flor a capacidade que a música
Tem que levar o nosso estado de ânimo ou como diz o velho provérbio quem canta seus males espanta A música faz parte da nossa identidade e quando os seres humanos a nossa relação com a música inicia-se Ainda durante a vida intra-uterina no terceiro trimestre da gravidez o feto é capaz de ouvir barulhos externos principalmente a voz da mãe mas também a música que ela ouvir os estudos mostram que depois do Nascimento o bebê reage de forma diferente a músicas que já ouviu em relação àquelas que não são familiares o que implica que a nossa capacidade
de memorizar elementos musicais existe desde a barriga da nossa mãe nós nascemos musicais e é essencialmente de música que é feita a nossa primeira interação com outros seres humanos e pensem como é que uma mãe interage com seu filho recém-nascido e onde está o meu bebé coco coco é tão lindo na hora de idade nada coco [Música] tataryn é muito mais parecido com improvisação musical do que com linguagem falada e o que as crianças que ainda não falam são extremamente sensíveis ao com motor no musical das frases ou seja a sequência de subidas e descidas
da melodia e as mães de uma forma implícita exageram na inflação vir a mãe tá aqui e depois a criança cresce e vai aprender linguagem verbal em um ou vários idiomas mas a música Vai ocupar um lugar central em todas as férias da sua vida e depois na adolescência e na vida adulta até no dia do seu funeral é impensável imaginarmos um evento que agregue muitas pessoas sem música Já pensaram como é que seria sem música E o casamento um jantar romântico uma queima das fitas é um jogo de futebol uma aula de ginásio bom
então se somos tão musicais todos os dias da nossa vida de que forma que podemos usar a música a favor da nossa saúde a esta pergunta localiza-se exatamente no ponto de intersecção entre as minhas duas paixões a música enquanto cantor EA medicina enquanto médica psiquiatria durante algum tempo eu achei que estas áreas eram águas separadas mas a experiência um olhar atento mostraram que não são e que existe na música no potencial terapêutico enorme primeiro importa saber o que é que acontece no cérebro quando ouvimos música com o advento das novas tecnologias de uma cirurgia cerebral
como Pet e a ressonância magnética funcional podemos hoje ver com muita precisão em tempo real quais as áreas do cérebro envolvidas nas mais diversas tarefas por exemplo podemos pedir ao sujeito de estudo a parte que mentalmente o serviço de ténis ou temos um problema de matemática para ele resolver e vamos ver o que é que acontece no cérebro Olá neste caso os investigadores têm as pessoas ouvir música o resultado a música ativa o cérebro inteiro da frente para trás em cima embaixo ambos os hemisférios e mesmo as partes mais profundas não se conhece nenhuma outra
atividade que ilumina o cérebro de uma forma tão avassaladora é um autêntico fogo de artifício cerebral por quê Porque a música é constituída por múltiplos elementos que o cérebro tem que processar ao mesmo tempo melodia ritmo timbre dinamicas forma e a palavra para isso são recortadas as áreas o processamento auditivo obviamente mas também do controlo motor as emoções e a memória eu não sei se tivéssemos que apontar um logo musical responsável pela música Essa região teria de ser o cérebro inteiro estamos estão democraticamente distribuídas no cérebro a Musicalidade tende a sobreviver aos mais diversos infortúnios
neurológicos ou seja se por um processo doença por vermos uma parte do cérebro envolvida na Musicalidade as outras partes que ainda estão saudáveis são tantas que conseguem compensar a falta da área perdida e mais podemos exercitar a música deste cérebro para conseguir recuperar a função perdida se não fizemos doentes que sofreram um AVC que envolve a área da linguagem ficam afásicos ou seja não conseguem expressar se muito bem as palavras e as frases nos vem à cabeça é mas muitas vezes conseguem tentar uma canção com letra ou seja conseguem aceder a linguagem ver se ela
esteja dentro das canções podemos usar este fenómeno na reabilitação do doente cantando o cérebro vai criar novos circuitos cerebrais que contornam a zona danificada ajudando a criar uma nova rota para poder falar é é na vivência ainda mais de 50 Doença de Alzheimer Há muitas funções que se perdem mas a principal é a memória na demência avançada os clientes deixam de reconhecer os próprios familiares deixam de ter acesso a sua própria identidade eventualmente perdem a linguagem e mesmo o pensamento lógico no entanto por mais isolados e apáticos que estejam ou por mais agitados e confusos
mantém a capacidade de reconhecer e de responder emocionalmente a música Tô num grupo em que cada doente está isolado no seu mundo ou não mundo com o início da música A uma atenção súbita os olhos iluminam os rostos começam a ganhar expressão um outro elemento começa a acompanhar a canção os outros juntam-se depois de repente temos um grupo de pessoas que parecia que pareciam irremediavelmente apagadas iluminar e a conectar-se com outros seres humanos a mulher este milagre foi uma das experiências mais emocionantes que vive na fronteira entre a música EA medicina incrível começar bem que
não consegue sequer lembrar-se do seu nome consiga cantar uma canção e respectiva letra do início ao fim pensam que a violência temos que oferecer ao doente pensões que sejam muito familiares por exemplo do tempo em que eram jovens cantam emocionam conseguem lembrar-se de coisas da sua vida e os benefícios podem durar horas ou até dias mesmo depois atividade musical ter terminado a explicação para este fenômeno é semelhante a apresentei apólogo havendo música no cérebro as partes saudáveis conseguem compensar pelas partes doentes o que no caso da doença de alzheimer é praticamente todo o córtex cerebral
que a casquinha de fora do cérebro responsável pelas funções cognitivas superiores o outro exemplo impressionante é o uso da música nas doenças do movimento das quais a doença de Parkinson é mais importante no parque os movimentos ficam os lentos e rígidos e trêmulos e o princípio mais difícil é o início do movimento mas ao som de música de ritmo bem definido os doentes com partição conseguem mover-se de forma fluída a esse ritmo chama-se a isto a estimulação rítmica auditiva é como se a canção emprestasse ao doente a ordem de marcha para o movimento e que
sabemos sobre os benefícios da música na saúde mental e os estudos mostram que a música diminui os sintomas da depressão da ansiedade da perturbação de stress pós-traumático do abuso de álcool e drogas e até da esquizofrenia e Doença bipolar para além de uma componente mais social em que o doente se sente integrado na comunidade e conexão com os seres humanos mais focado nas suas capacidades e menos nas suas limitações o princípio será subjacente aos benefícios da música na saúde mental prende-se com a expressão e regulação emocional E aí emoções e pensamentos são muito difíceis de
pôr em palavras ou por serem muito Dolorosos traumáticos até estarem suprimidos ou por não sabermos mesmo identificar o que estamos a sentir é mas a música é um canal comunicação livre dos constrangimentos da linguagem verbal e no ambiente seguro estas emoções poderão emergir tento expressão emocional a regulação emocional acontece quando usamos a música para potenciar o nenhum são para a mudar o para induzir mos num determinado sentido Esta é uma terapia de autoprescrição muito antiga a todos nós temos as nossas músicas para acordar as músicas para relaxar as músicas para nos motivarmos a continuar as
músicas para nos sentimos compreendidos até que é que aqui nunca ouviu uma música triste depois de um desgosto de amor e para facilitar a saída das emoções E ai chorei tanto ouvir esta música e que vem que isso me fez O que é consegue correr sem ouvir uma música acelerada para se motivar a continuar Olá correção mais um tempinho só mais um bocadinho é uma cérebro está metido numa sopa neuroquímica com hormônios e neurotransmissores que regulam as funções do nosso dia a dia e a música é capaz de modelar essa química cerebral uma música familiar
e prazerosa ao ouvinte aumenta os níveis de dopamina e serotonina são os neurotransmissores responsáveis pelo prazer e pelo bem-estar mais a música Pode reduzir os níveis de cortisol que é hormônio do estresse e melhorar alguns parâmetros imunológicos finalmente os estudos mostram que cantar em coro provoca a libertação toxina que é humana do amor que me faz sentir em comunhão com os outros Olá neste momento é muito importante a pesquisa de atividades criativas EA sua relação com a saúde e a uma busca muito grande por intervenções inovadoras não invasivas economicamente viáveis que abracem a definição contemporânea
de saúde e o impacto da música sobre a saúde ocupa a linha da frente desse corpo de investigação por isso a verdade no provérbio quem canta seus males espanta cantou comigo a música do variações E aí [Aplausos] E aí [Aplausos] e muda de vida se tu não vives satisfeito muda da vida estás sempre a Tempo de Mudar Muda de vida não deves viver contrafeito muda vida e a vida [Música] desde sorrir eu nunca te vi e a cantar eu nunca te ouvir será de ti ou pensas que tens de ser assim [Música] olha que a
vida não não é nem descer com um castigo que já se ver hoje é que a vida não não tem que fazer um castigo por tirar e tu estás a dizer [Música] muda de Fina ES [Aplausos] oi [Aplausos] oi oi [Música]