uma das primeiras e mais importantes descobertas que o Freud fez sobre o ser humano foi a de que todos nós somos apaixonados pelo nosso Eu ideal isso pode ser visto com muita clareza por exemplo nos casos que o médico Vienense examina lá nos estudos sobre histeria um desses casos é o de uma jovem que desenvolveu dores nas pernas porque escondeu de si mesma o desejo de ficar com uma marido da irmã mais velha irmã que tinha acabado de falecer E por que essa moça reprimiu esse desejo talarico Ora por conta da paixão pela imagem idealizada
que ela queria ter de si ou seja pelo amor que ela tinha pelo seu Eu ideal de fato pensa junto comigo você tá ali no leito de morte da sua irmã e pensar assim agora o meu cunhado tá livre eu posso me casar com ele cá para nós um pensamento desse tipo não combinava muito bem com o modelo de moça 100% decente e virtuosa que essa paciente queria encarnar assim na tentativa de caber no apertadíssimo vestido do seu Eu ideal a jovem fingiu para si mesma que o desejo de pegar o cunhado Nunca havia lhe
passado pela cabeça resultado adoeceu e adoeceu porque não quis se enxergar e não quis se enxergar porque estava apaixonada mais apaixonada pela imagem idealizada de si do que pelo marido da irmã isso também acontece com você e comigo Todos nós construímos um modelo perfeitinho e idealizado de nós mesmos com base naquilo que vivenciamos e principalmente ouvimos na infância e aí passamos a vida inteira correndo atrás desse modelo e fazendo todo e qualquer sacrifício para nos tornarmos conformes a ele tem gente por exemplo que sacrifica o reconhecimento da sua vulnerabilidade porque quer porque quer se enxergar
100% forte e Imbatível no espelho da Alma tem gente como essa paciente do Freud que sacrifica a afirmação do seu desejo em nome de um ideal hipócrita e inalcançável de suposta pureza E tem também aqueles que fascinados pela imagem ideal de bonzinhos vivem jogando para debaixo do tapete da sua consciência seus inevitáveis impulsos agressivos gente um dos propósitos da psicanálise É nos ajudar a perder essa paixão farisaica e escravizante pelo nosso Eu ideal é substituir o apego à imagem pelo amor à verdade