Eh eu lembro quando eu entrei no mestrado eu eu foi na GV né em 2000 e foi 2000 e 2000 e 2000 que eu entrei no mestrado né Espera só um segundinho eh e E aí eu tive um curso com o Bresser que foi meio impactante assim ele dava um curso de metodologia da metodologia da economia né E quando você nunca estudou epistemologia e metodologia Você tem uma visão ainda meio que inocente Assim de ciência né que a ciência consegue revelar uma verdade inequívoca que o método que o método científico É infalível que você vai
eh construir hipótese fazer testes empíricos e os testes empíricos vão te dizer eh exatamente como as coisas funcionam né acho que é uma das características de quando você tá começando a estudar é que você ainda eh acredita demais na na ciência né também tem o tem tem o outro lado da história que é o o tem uma tem Uma expressão famosa de epistemologia que diz que os bárbaros Os Bárbaros estão dentro da cidade né porque você tem tanto o pessoal que é que é anticiência né que não negacionista né Vamos usar um termo por assim
dizer melhor né os negacionistas mas você tem do outro lado do Extremo o os que são crentes demais da ciência também né Olá desculpa aí o meu querido fala pessoal tudo bem Boa noite tava tava Deixa eu só desligar o Negócio tava contando a história aqui do do do curso que eu fiz de metodologia com o Bresser André assim que eu entrei no mestrado que eu Bresser D um curso de metodologia que era meio Mind Blowing assim né porque você entra todo crente na ciência achando que a ciência vai resolver tudo e tal e tava
brincando que tem os bárbaros dentro da ciência e os bárbaros fora da ciência né os de fora da ciência são os negacionistas mas dentro da ciência também tem os bárbaros Que são aqueles que TM uma visão quase que dogmática da ciência por incrível que pareça né aliás me faz lembrar do do niet né aliás niet para quem quiser mergulhar em epistemologia e filosofia da ciência é um cara Fantástico né no Crepúsculo dos Ídolos ele fala olha vocês cientistas mataram Deus e colocaram a ciência no altar de Deus então vocês passaram deixaram de idolatrar um Deus
que tudo explicava e começaram a idolatrar uma ciência que Tudo explica mas no fundo né e o niet tira sarro da Galera ele fala assim no fundo vocês estão tendo a mesma atitude de idolatria que os religiosos do século XV e XV tinham porque a maneira que vocês eh interagem com a ciência a maneira que vocês endeusam a ciência nada mais é do que um comportamento religioso né então no curso do Bresser Isso foi um choque assim quando eu comecei a estudar eh epistemologia que me caiu a ficha que a ciência é um Empreendimento realmente
maravilhoso Fantástico é o melhor empreendimento que existe na busca do conhecimento mas ele é todo problemático cheio de falhas falível tem várias perspectivas ele tá longe de ser algo pronto acabado único e resolvido né então eh tem gente que que quem nunca estudou é um pouco na linha do positivismo metodológico é um pouco né os positivistas tinham um pouco desse ranço né no no na na virada ali do século XIX Pro início do século XX né Eh mas enfim quando você começa a estudar epistemologia dá uma dá uma chacoalhada né e nesse curso do brest
a gente tinha justamente os autores que a gente usa aqui nesse curso a gente estudava o lacatus O Thomas Kun o Pierre bourdier né que é um baita sociólogo o Bresser ele dava esse curso de propósito para já chacoalhar a cabeça de todo mundo e para tentar eh eh tirar arrogância dos economistas né especialmente no mestrado O cara quando entra no mestrado Ele acha que ele acha que ele já virou gênio né que vai ganhar Nobel né a gente brinca né André o cara no começo do mestrado Ele acha que vai ganhar Nobel felizmente isso
já ocorre hoje na graduação já infelizmente antecipou já o processo no final do no final do do mestrado o cara dá graças a Deus se ele conseguir defender uma tese qualquer tese né e conseguir levar pra banca algo minimamente defensável né mas enfim mas Tem um pouco esse efeito né mas enfim tava aqui já eh eh fazendo aqui essas divagações sobre a a importância da epistemologia mas não dá para estudar hpe sem ter essa perspectiva de filosofia da ciência e epistemologia por isso que nosso curso acaba eh tratando disso em várias aulas né quando a
gente fala de comunidades científicas de paradigmas de pesquisa assim é muito difícil PR você estudar HPS sem estudar um pouco de filosofia da ciência e Vice-versa a própria a própria disciplina da filosofia da ciência ela se vale né ela ganhou muita força com a história da química e com a história da física se a gente pegar o o Thomas Kun e o IM la catos eles são grandes estudiosos da química e da física né Eles Eles estudaram e mostraram como a química como o pensamento da química e da física evoluiu né então isso é uma
coisa também para vocês deixarem no radar e de brinde né não só vocês não Vão entender HP com esse curso como vocês vão ver que vocês também vão teriam que entender a filosofia da ciência né então a gente vai trazer mais dúvidas né André do que do que soluções aqui né mas and seja bem-vindo eu nem dei oi aqui para você você tava lá na live em casa aqui Já começamos aqui no não mas é importante você eh apontar isso porque a gente tem que relembrar continuamente disso porque os economistas eles vão Cada vez mais
tendo uma pretenção de conhecer muito a economia só que a economia vai se transformando né então o próprio fenômeno eh econômico ele não é estático e ele parte muitas vezes de inovações e a gente aqui pode usar desde do haek até a a dinâmica da tecnologia que o que o próprio Marx estuda para tentar mostrar que é um sistema aberto que ele tem criação ele tem coisa nova e quando tem coisa nova a gente não sabe como essa novidade vai se encaixar Dentro da estrutura da economia o que pode produzir novos fenômenos a partir da
interação estratégica ou não né Eh com eh elementos de inércia em termos de seguir algum Líder ou não você tem várias possibilidades de de desenvolvimento e por que que eu tô levantando isso porque quando a gente entra nessa Ceara né da da heterodoxia a gente começa já né a vislumbrar o que pessoas que TM a tentativa ou fazem essa tentativa de entender a realidade só que Partem de outros princípios partem de outras premissas partem de outra visão de mundo e o que a gente nota na Constituição da ortodoxia é uma tentativa como o Paulo colocou
de criar algo mais próximo possível de uma ciência o problema é Será que essa analogia com ciências naturais primeiro ela se atualiza constantemente porque nem a física hoje né tem a segurança que a física newtoniana segundo Será que existe uma fertilização Cruzada entre ciências por exemplo o Darwin ele atualizou ou gerou o mecanismo da evolução quando ele leu malos E aí ele viu que existia né aquela escassez de alimentos e a partir da escassez de alimentos haveria um processo de seleção tá então quando ele foi ler o mal que ele né criou aquela a inspiração
pro mecanismo da evolução o Marx se inspirou muito no dar o Marx chega a fazer uma uma leitura cuidadosa e da da evolução das espécies E manda né inclusive cita o Darwin na num num prefácio do livro tal e manda pro Darwin o capital primeiro volume do Capital sabia disso só que o Darwin quando o Darwin ele era uma figura católica assim né tudo assim coroinha tal e o o Darwin lê até a página 150 do Capital porque ele faz comentários até mais ou menos a página 150 e depois desiste do livro e ele acho
que tinha um pouco de dessa aversão social a ser associada ao movimento né dos Trabalhadores por ter uma origem ali muito ligada à aristocracia então ele meio que não segue na leitura do Marx isso gera uma frustração profunda no Marx porque ele admirava demais o Darwin e ele queria ver né Essa Retribuição isso não ocorre né Então vocês vem como que as diferentes ciências elas se fertilizam E aí a gente chega numa situação e e o cenes eu acho brilhante o processo de de desenvolvimento do cenes porque ele é um economista que pensa Como a
gente no sentido de que ele entende que o fenômeno econômico se transforma só que ele tem toda essa herança do marshal né de uma economia neoclássica ali pesando sobre ele e o o kenis me lembra Paulo um pouco o quem já assistiu Forest Gump eu não sei se para vocês é uma referência de velho mas o Forest Gump tem aquela cena que ele tá lá com todo aquele aparato né para endireitar a perna dele e aí ele sai correndo e quando ele sai correndo ele Destrói tudo aquilo para mim aquilo é o cenes e vários
outros pensadores né que conseguem se libertar dessas amarras que aí pode ser ortodoxia ou outra forma de de produzir conhecimento impõe sobre o pensamento e o que a gente tá um pouco aqui nesse curso tentando mostrar para vocês é primeiro que o Paulo falou assim humildade humildade é excelente quando você é cientista ou se propõe a ser algo próximo de um cientista para você fazer boas perguntas e e tem muitos Neoclássicos que são eu acho que formidáveis no sentido de que eles têm mente aberta fazem boas perguntas vê as limitações das teorias que eles defendem
e eles vão se transformando só que a gente também vai notar na História do Pensamento que existe muito outro lado ah não o que eu penso é o correto e quem discorda disso não entendeu não entendeu o que eu falei porque não tem a competência para entender o que eu falei né o o Paulo ele chegou aqui nesse nessa Terra de conflitos né Muito acalorados que é internet ele sofreu muito isso Ah não O Paulo não sabe econometria o Paulo não sabe matemática como se né você souber eh álgebra linear souber fazer um um um
mínimos quadrados ordinários que isso assim nossa a partir daí você então teve a abertura da ciência para você né não isso abre um campo para você mas não necessariamente abre né as boas perguntas então nessa né nessa nesse nosso segundo encontro acho que a ideia É justamente discutir como ocorreu essa despolitização né da da ciência econômica e como que isso né Desculpa a despolitização da economia política né E como que isso abriu espaço para essas divergências porque por que que a gente tem tantas escolas de pensamento Tem tantas abordagens diferentes e eu não sei se
ocorre com vocês mas ocorria comigo quando eu era estudante eu escutava todo mundo e achava que todo Mundo tava certo né e eu saía da discussão falava assim legal e agora porque todos os argumentos parecem ter consistência né E só que cada um tá te dando um pedaço né E você tem que colher Mais evidências tem que estudar mais para tentar formar a sua opinião e pode também mudar ao longo do tempo eu tinha eu eu separei um tema aqui André que eu nem nem submeti aqui a sua apreciação Mas acho que ele mais ou
menos nos ajuda a encaminhar essa discussão porque nesse Segundo bloco do curso que é o economia sem política eu acho que tem eh um grande destaque são os marginalistas tentando construir essa ciência a histórica essa ciência mais próxima da física com a inveja dos físicos né Eh tendo como representante eh o princip principalmente né o Val ras o devons e o e o menger né eu escolhi três temas que eu acho que a gente podia trabalhar neles aqui nessa aula que eu acho que eles ajudam a organizar a discussão Primeiro tema que é o tema
do individualismo metodológico n que é uma característica comum de todos esses três autores eh o segundo tema é a história eh versus um modelo atemporal um modelo estático né ou uma visão de mundo sem inovação até para usar aqui que o que o André já trouxe e nesse sentido acho que os austríacos e o ria que eles até vão além dos marginalistas porque a Inovação tem um papel muito importante para eles né eles são nesse sentido eles têm uma Visão que até se aproxima de uma visão histórica né então esse acho que é um tema
né da que eu chamo que eu costumo chamar da teoria da história que é o metod and stright né da briga dos métodos eh o tema do individualismo metodológico e dos e dos agregados né ou seja se a gente deve estudar a economia e partindo sempre numa análise individual como sugerem os marginalistas ou se ou se eh olhar os agregados pode fazer mais Sentido eh e a questão da da da do comportamento ótimo dos mercados por assim dizer né os marginalistas eles também têm essa crença essa fé no no bom funcionamento dos mercados eu acho
que se se é muito difícil fazer taxonomia é muito difícil taxar porque cada autor eh por por si só já é uma enciclopédia né então é muito difícil você achar traços que são totalmente comuns né no valras no divos e no menga mas se eu tivesse que Escolher três até queria te ouvir sobre isso André os três que eu escolheria são esses né uma visão calcada no individualismo metodológico uma visão otimista do funcionamento dos mercados né como os mercados deixados por si só eh trazem trarão resultados eh ótimos né e uma visão atemporal de Economia
ou modelo são mais atemporais em que há pouco espaço para inovação para eh para fatos novos né para usar o termo do Bresser ou para ou para novas criações Né e e isso claramente em contraposição à escola histórica alemã e há muitos elementos dos economistas clássicos né certamente dos mercantilistas do que eu costumo chamar dos mercantilistas injustiçados que vinam um papel na história fundamental ou seja não é que você não pode fazer modelo que você não pode teorizar acho que é é saudável teorizar e fazer modelo Eu adoro fazer modelo e teorizar até porque me
dá um conforto epistemológico muito grande Sempre que eu consigo modelar alguma coisa o modelo ele te traz o que a gente chama de certeza apodítica né que é a certeza de que 2 + 2 iG 4 né Sempre que você sempre que você para para pensar que 2 + 2 é iG 4 isso te tranquiliza um pouco isso é a certeza da dedução lógica apodítica então o modelo ele tem essa característica o problema que o modelo é que ele é meio estéril né porque ele é uma construção lógica que eh para para por si mesmo
vamos dizer assim né Eh mas enfim voltando aqui nesses três pontos então a escola histórica eh é tem uma visão bem mais cética de modelagem mas não acho que eles abrem mão completamente mas se você pensar próprio pensamento de estruturalista de manufaturas eh tem tem um tem modelos ali então eu ia eu ia te sugerir a gente nem nem mostrar a oposição como sendo um problema de modelagem como sendo um problema assim de método de indução e dedução na escola histórica alemã ela é Contrária a você fazer deduções abstratas que que você nunca para de
deduzir né que o o kees chamou de vício ricardiano você pega ali uma premissa e deixa o pensamento voar né E aí você pode chegar a conclusões que são muito distantes do que você observa na realidade porque você falou muito bem os os historiadores né os economistas da escola histórica eles tinham modelo na cabeça né eles tinham uma no sentido de simplificação da realidade que é Incrivelmente complexa mas o que me parece que diferencia ali é que a cada passo da análise eles buscam a ajuda da história a cada passo quando eles entram num campo
analítico que é uma derivação o que tá associado ao que eles estavam analisando eles buscam o recurso da história para identificar esse fenômeno ali para identificar Principalmente as forças políticas né ou seja qual que é o papel da vontade do soberano Qual que é o papel da vontade do povo que mesmo se Essa vontade de se Traduzir por meio de mercados esses mercados eles conseguem dar a opinião do Povo sobre qualquer eh prod produto sobre qualquer bem ou serviço ou tem limitações né Tod esses problemas de informação assimétrica de mercados imperfeitos Eles já estavam ali
presentes só que obviamente não tinha não tinha teorização não tinha esse os nomes Mas eles já estavam identificando né isso então que a gente vê meio esse embate se eu vou deixar minha imaginação Voar a partir de determinadas premissas ou eu vou sempre né partir isso Bresser acho que é fantástico né no na na inovação que ele faz ali na metodologia que é como é que eu faço pra história tá sempre ali como um uma uma Conselheiro né da min do meu pensamento da minha da abordagem né teórica é eu acho que o A grande
diferença dos dos eh que depois o kees vai retomar É engraçado porque tem um certo pêndulo aí porque o kenes ele vai eh mal ou bem Retomar um pouco desse pensamento historicista da escola histórica dos mercantilistas né então mas vamos aproveitar já que você trouxe o keines e falar por que que o keines tem essa facilidade para variar toda aula vai parar no keines né a gente tem que falar do bar não tem jeito ele é o keines é meio um fractal assim da história do pensamento econômico né porque ele percorre a acho que praticamente
todo o trajeto Mas é porque o cenes ele partia Da influência do Marshall e como a gente viu na aula do March o March é uma figura difícil de classificar porque por exemplo ele não tinha esse otimismo do valr de achar que você pode encontrar um equilíbrio geral estável e persistente da economia então ele falava assim olha vamos um pouquinho mais humilde em vez a gente falar sobre um equilíbrio geral da Economia em que a gente ganha generalidade mas perde n a gente não entende o que tá acontecendo Em cada mercado Vamos fazer análise de
Equilíbrio parcial vamos ver o que ocorre num determinado mercado Então a gente tem que entender o mercado tem que entender qual como ele se constituem institucionalmente Quem são os fornecedores Qual que é o alcance deles sobre a economia como que ocorre né a própria concentração de poder econômico ali novamente ele ainda não tinha essas palavras mas ele já tava ali tocando nesses pontos e o ces eu acho que ele se Apropria muito dessa abordagem do Marshall e eu até coloco na aula aquela citação do Marshall sobre as catedrais né em que ele fala da relação
entre o indivíduo e o coletivo que ele fala da mesma maneira que uma catedral não é apenas um um ajuntamento de tijolos a sociedade também não é apenas né um acumulado de indivíduos não basta você somar os indivíduos o indivíduo afeta o todo da mesma maneira que o todo afeta o indivíduo então ele abre esse espaço né Do ponto de vista metodológico e eu convido realmente vocês a lerem o Marshall é uma experiência muito recompensadora para vocês vão ficar muito irritados em vários momentos porque ele é ele é demófilo eu conto um pouquinho o que
que era o tripl que era o para entrar em Cambridge que é assim uma máquina de moer Ego e moer carne literalmente Mas então eu acho que foi legal você trazer o cenes porque eu acho que o cenes ele Meio que incorpora isso o cenes acho que me lembra um pouquinho aquela salada metodológica dos clássicos sabe assim ele vai usando aquilo que é importante para ele não mas o próprio Marshall ele já destoa né quando a gente fala do dos marginalistas do valr do divos do menger o Marshall tá bem longe marginalista puro sangue ele
tem toda uma parte de falhas de mercado você vê que o Marshall depois ele acaba abandonando isso mas quando ele começa a tratar dos distritos Industriais do retorno escalao tem toda uma Seara de falhas de falhas de mercado que ele vai vai batendo nisso que ele não não tem como negar né algo que que é caro aos marginalistas né aliás esse livro né que é indústria e comércio Industry and trade livro esse livro ele é fundamental porque ele vai mostrar exatamente essas tensões dentro do paradigma neoclássico que tá se formando eh não apenas do ponto
de vista metodológico mas também do ponto De vista da sua completude né porque tem muita coisa ali que você não consegue encaixar dentro da abordagem eh marginalista como ela foi formada então o Marshall eu assim todo estudo de HPS sobre o Marshall me interessa Eu leio com muita com muita atenção porque ele é realmente uma figura eu acho muito bem chave assim no no processo de Constituição da economia neoclássica tanto pelo que ele contribuiu no sentido de despolitizar a economia política e Oferecer alguma base né para você dizer algo sobre a realidade de uma maneira
mais sólida quanto por aquilo que o neoclassicismo ignorou do que ele contribuiu porque muitas vezes o paradigma ele se forma mais com base naquilo que ele ignora do que com base naquilo que ele incorpora e isso é fundamental quando a gente for né chegar mais próximo do século XX quando você começa a ver os neoclássicos absorvendo um monte de coisa que o minsk falou né Ao longo do século XX coisas que o kees colocou e eles falam não isso aqui é legal agora o resto joga fora e aí você fala assim Mas como que você
tá jogando fora algo que é tão importante do ponto de vista metodológico o princípio da demanda efetiva insuficiência de demanda o problema estabilidade financeira estabilidade financeira a própria noção de economia monetária da produção Mas eles jogam isso fora só só que depois eles vão é dizendo assim olha eu não vou Aceitar eu vou quando eu incluir eu vou incluir do meu jeito e aí você tem que ficar me convencendo nos debates de que tá na hora de incluir isso aí que você fala há décadas então quando que os neoclássicos aceitam aquilo que você oferece Quando
que você consegue convencê-los de que algo é importante isso também tem a ver com a história do pensamento quando que conjunto de ideias se torna mais ou menos aceita né Quais são os mecanismos para isso ocorrer Então como é que fica assim se a gente colocar esse esses três pilares aqui que eu defini que são o individualismo metodológico uma visão mais atemporal né contrária à à história e qual que era o outro mesmo era individualismo o individualismo o otimismo dos mercados e e o otimismo em relação ao funcionamento dos mercados né vamos dizer que seri
esses três pilares do do dos marginalistas que são meio contrários a a à escola histórica alemã Se quiserem Os mercantilistas T tem eles têm não é que eles não acreditam em mercados né todos eles acreditam em mercados Mas eles têm uma visão mais pessimista mais cética em relação à capacidade do próprio Smith no limite né você acha essas contradições eh em relação ao ao mercado que tudo resolve né ah a visão histórica e a visão de agregados né não necessariamente estudar os indivíduos né então eu acho que o o Movimento dos dos neoclássicos né marginalistas
foi tentar dizer que o que é científico é o qu individualismo metodológico é uma um a dedução uma análise atemporal eh e uma visão no de otimalidade dos mercados vai vamos dizer assim acho que isso que resume o o pensamento neoclássico né André e depois quando a gente passa pro século XX isso começa a ser desmontado Eu acho que o próprio Marshall tem um tem um papel de sem querer ele acaba desmontando um Pouco disso aí o keines desmonta bastante eh mas isso volta né O Curioso é que é um negócio pendular que depois lá
pelos anos 70 80 volta com a com a era neoliberal rigan touer com o Robert Lucas e toda essa galera há uma tentativa de dar um Matrix Reload né tentar dar um Reload em todas ess ideias e de novo colocar a cientificidade né porque sempre o argumento desses economistas mais ortodoxos é Ah mas se não tá calcado em individualismo Metodológico você não tem uma estrutura axiomática muito clara formal eh não é científico né porque no final das contas isso aí acaba virando uma briga pela uma briga pela cientificidade da economia não é isso André é
e e a própria definição do que é científico também vai mudando com o tempo né Então essa essa sintetizada que você deu no no pensamento neoclássico eh ela vem no momento em que você entende um pensamento como sendo Consistente se ele é consistente internamente tanto que os austríacos vão dizer não tem como você verificar isso na realidade não adianta trazer dados os dados não vão te dizer nada sobre a sua teoria porque a maneira como a o funcionamento se expressa na realidade tá cheio de poluição né você tem coisas que ocorrem acidentalmente você tem coisas
que são né rápidas que depois elas eh dissipam no tempo e você não consegue efetivamente pegar nenum dado Da realidade que vai comprovar ou desprovido do final do século 19 em que o que vale uma boa teoria é uma teoria que você não consegue refutar ela é consistente internamente é mas é só uma consistência lógica né Aí é uma isso aparece no at do do bomba verk né ele chega e fala que isso vai vir na no terceiro módulo acho que você já L Já assistiram que ele vira e fal ó vou fechar o sistema
do Marx Porque tem uma contradição interna hum encontra lá o Que para ele é uma contradição interna e fala assim ó tá vendo esse sistema que não para em pé isso depois no final do século XX Um século depois exatamente da revolução marginalista vai deixar de ser um critério para você aferir a cientificidade de de uma né de uma teoria passa a ser o quê a virada empírica então agora se eu já já desenvolvemos suficientemente as teorias então agora a questão é como é que eu como é que a a teoria ilumina aquilo que Os
dados estão mostrando E aí o economista vai para outro Campo que é tentar mostrar empiricamente n essa abordagem e e é por isso que no início dos anos 2000 né Tem um texto do colander que é um grande Historiador do pensamento ele David colander né David colander que ele propõe acabar com o termo neoclássico que ele fala assim a noção de Economia neoclássica ela não tem mais qualquer aderência à Constituição de como o economista tá Pensando porque o Campos né a economia se diversificou tanto é que agora não não dá nem para dizer porque você
vai questionar um economista neoclássico com base por exemplo nas falas dos marginalistas ele fala Não isso aí eu não concordo também não hoje eu né eles vão falar não a gente já estuda concentração de mercado você já tem teoria dos jogos Você já consegue identificar o padrão de desenvolvimento científico como que ocorrem as inovações Já tem modelo para tudo isso não preciso mais concordar com Marshall não preciso mais concordar com jevons com o valr com o menger então nem se fala acho que economista menst hoje não passa longe dos livros do menger né E aí
vem um ponto principal que eu queria adicionar na sua sintetização de individualismo e a questão dos agregados é como os marginalistas e tem esse nome porque eles chegam na teoria do Ricardo e pegam um aspecto da teoria Do Ricardo eles abrem mão da teoria do valor trabalho abrem mão da divisão por classes e fala assim vamos pegar só o método de análise diferencial na margem E olha que legal eles faz um Cherry picking né só pega o que interessa Então mas olha que legal que eles fazem Olha como diz o meme né olha que legal
eles pegam essa metodologia e aplicam a todos a todos os os rendimentos a todas as formas de esforço ou de propriedade então eles pegam a Teoria Marginal aplica com a renda da terra hum aí eles falam assim pô terra é parecida com capital né então por que que a gente não inclui Terra no capital e faz de conta que o esforço do empresário que tem que correr risco e constituir investimento né e fazer o que o Ricardo falava de enfrentar os incômodos da produção né que você chama Relembrando Marques do salto mortal da mercadoria né
salto mortal da mercadoria sujar as mãos de gracha sujar as mãos Ali de graxa vamos imaginar que o proprietário de terra ele é como o investidor como o empresário Então você suprime você suprime a propriedade da terra do modelo isso ocorre no final ali do século XIX a terra os terra tenentes né eles desaparecem da análise neoclássica Então ela vira mais um bem de Capital isso depois vai se manifestar na teoria do crescimento econômico lá na em meados do século XX Mas eles pegam e aplicam essa esse método pro trabalhador Aí olha que legal trabalhador
tem uma produtividade e essa produtividade atinge um pico e depois cai o capital também tem uma produtividade que é o quê é o rendimento dele que ele vai crescendo aí vai entrando um monte de de empresa querendo desfrutar daquele lucro ele atinge um pico e depois cai por quê Porque você adota a lógica dos rendimentos marginais decrescentes para absolutamente todas as áreas da economia pro capital pro trabalho depois eles vão Aplicar isso para tecnologia e assim por diante E aí a gente relembra da nossa aula de Smith que tinha essa dinâmica da da extensão do
mercado mas tinha a outra dos retornos crescentes de escala e o que que são os retornos crescentes de escala é quando você aumenta a produção e a produtividade não cai ela aumenta só que isso gera um problemão quando você tá querendo definir um modelo de Equilíbrio geral porque você pode levar uma situação que o setor Cresce tanto que ele pode literalmente engolir vários outros ou ele pode por exemplo ter a concentração plena de mercado porque uma única empresa engole todas as outras tipo a Microsoft tipo a Microsoft tipo né hoje as bigtechs aqui né que
dominam os seus mercados E aí olha que interessante o que que eles fazem Não vamos deixar isso de lado não Analisa retornos crescentes de escala se você pega todos os textos a partir de 1870 e vai analisando até mais ou menos 1988 6 e 8 quando Robert Lucas vai começar a mexer com retorno crentes de escala todos os livros de microeconomia eles tratam de retornos constantes de escala que é o que é o rendimento Marginal da crescente Então e e o o livro Manual de de pós--graduação de micro o Paulo teve também o enorme prazer
de estudar o mascol ele diz isso no capítulo um fala olha a gente está tratando tudo são 10000 páginas E ele fala tudo isso aqui Depende da premissa de retornos constantes de escala se você colocar retornos crescentes 1200 páginas deix Porque daí vai aparecer falha de mercado por todo lado né porque daí destrói o Pilar da da da otimalidade dos mercados né exato então nessa discussão de como a economia se despolitização deliberadamente na Constituição do seu conhecimento e é isso que eu acho que a Escola histórica alemã vem oferecer que é vamos avaliar o todos
os dados que a realidade tá dando pra gente não vamos ignorar nada isso leva aquela metáfora de que o economista mainstream né Ele é aquele cara que tá investigando um assassinato que ocorreu dentro da casa só que ele tá lá no quintal porque é onde tem luz ele tá lá tentando investigar o crime que ocorreu dentro da casa e fazal você não deveria ir dentro da casa falou sim não mas aqui que tem Luz aqui que tem dado só que o dado como diz o próprio Einstein ele é produzido a partir da teoria que você
tem né você é a teoria que te diz o que olhar da realidade sem teoria você não tem como ter coleta de dado então é evidente e não surpreende que os dados que são produzidos a partir da teoria neoclássica se o regime que compõe a base da economia que dá substrato àquela teoria aqueles dados vão comprovar aquela teoria porque foi ela que gerou a Própria né o desenvolvimento da coleta de dados aí quando muda a base da economia e isso vai acontecer exatamente nos anos 70 o que que vai acontecer o empirismo começa a Gerar
uma série de questionamentos sobre a teoria porque você tem mudança geopolítica mudança de sistema monetário internacional Você tem o neoliberalismo né se encampando como um projeto de poder como um projeto político uma ordem política né como o Gary gersel né quem não leu esse livro Por favor leia the rise and Fall neoliberal Order A Ascensão e queda da ordem neoliberal que os dados começam a refutar né aquela visão Só que vej demora 100 anos para isso acontecer pelo menos e nesse período a gente tem a hegemonia então do do dessa economia despolitizada vamos dar uma
olhada aqui nas perguntas o Lucas fez uma pergunta faz um tempinho aqui do se o kenis está mais na linha do contexto histórico que Ele tinha como inspiração para sua lei geral trabalho físico teórico foi a relatividade geral cara eu não sou físico de relatividade não entendo muito pouco do Einstein mas me parece que o trabalho do Einstein ele é meio que um um breakthrough na física assim ele vai justamente abalar toda aquela certeza mecânica newtoniana e tudo mais então não sei né não meu conhecimento de de de física da Relativ relatividade não me não
me permite ir muito além disso mas eh não mas eu acho que nem nem tem muito a ver com a com a física em si acho que tem mais a ver com a simbologia né do do texto do Einstein o o toda a teoria que o Einstein vem trazer ela mexe com como a gente colocou aqui individualismo né se otimismo com relação aos mercados e a questão vamos dizer a certa abordagem refratária aos agregados e adoção do desse método marginalista o kees ele se Inspira no que o Einstein faz na física newtoniana que era a
definição de ciência por Excelência né ninguém questionava aquilo tanto que eh Quando você vê a reação que o corpo da comunitário da física né dos físicos teve a um Einstein é terrível não é assim olha que brilhante Então vamos né abrasar até hoje o pessoal tá tentando refutar a teoria né da relatividade dele eu pelo menos já vi uns cinco físicos que alegam que eles refutaram a teoria Do einen Então eu acho que o ces ele quis se inspirar no movimento eh e é genial a a relação porque a se a física era a definição
de ciência e ela tava sendo solapada nas suas bases por uma nova teoria que se que se pressupunha mais Geral do que aquilo que era a definição de ciência aquela definição de ciência era velha e não era tão geral quanto ela se propunha esse é o ponto então ele faz o que olha a teoria neoclássica se propõe como ciência ela Se propõe com uma perfeita descrição do funcionamento do mundo uma forma de entender a realidade e eu vou mostrar que ela é apenas um caso especial que você só chega no resultado dela se você partir
do método errado e aí ele se inspira e obviamente Faz esse jogo retórico que né super Modesto como era o kees né ele escreve para algumas pessoas fal tô escrevendo um livro que vai revolucionar a economia uma pessoa bem Bem tranquila e modesta né E aí ele faz a teoria geral nesse sentido mas eu acho que tem esse esse push assim retórico de de convencer né as pessoas a pergunta que o José Leite faz aqui do da antítese a o paradigma Vamos colocar aqui o paradigma do do individualismo metodológico seri os marginalistas vai assim sabendo
que eu tô cometendo algum crime aqui porque não é todo mundo que concordaria mas grosso modo Eh vamos colocar eles como esse paradigma né o Kees é uma espécie de antítese aí é isso porque o kenes ele vai fundamentar toda a análise dele nos agregados não é que você não estuda o indivíduo Mas você vai primeiro olhar o agregado para depois tentar explicar o indivíduo Você não tem nenhuma necessidade partir do indivíduo né Eh se a gente a gente pode pensar nos clássicos também que usavam a ideia de classes né no Marx certamente também como
uma uma espécie de antítese a essa Ideia do individualismo né porque o individualismo ele esvazia também as classes e esvazia os agregados né ou a abordagem da complexidade Econômica Se quiserem que é uma abordagem mais recente ela também é contrária ao ao individualismo como controlado pelos como colocado pelos marginalistas né então então eu ia dizer isso eu acho que talvez a antítese foi a o próprio movimento de libertação Colonial que ocorre a partir da Revolução Russa a Gente não pode nunca minimizar o efeito que a Revolução Russa teve né sobre o própria dinâmica do capitalismo
então a Revolução Russa a partir do momento que ela começa a desenvolver mecanismos de planificação que é diferente de planejamento né planificação é o planejamento total da atividade econômica Em substituição à lógica de mercado não é que não tinha mercado né mas eles operavam dentro de uma orientação que era Planificada e eu acho que essa é antítese e aí a síntese acho que vai se manifestar numa numa metodologia isso dentro da economia tá gente não tô falando dentro da história não tô falando dentro da da política econômica e mesmo os regimes de de política econômica
eu acho que metodologicamente eh o que a gente vai ter e essa pergunta é muito boa agora eu tô pensando vai ser a abordagem da complexidade que permite você fazer modelos baseados em Agentes só que eles são influenciados pelo contexto são influenciados por movimentos agregados moviment Mentos totalizantes né como por exemplo efeito manada Ou você tem efeito de instituições história né a a a própria trajetória né dependência de trajetória porque eles constróem uma estrutura e a estrutura que vai determinando o comportamento deles né eles passam a ser vítima da estrutura por assim dizer repente ele
ele per a influenciados né Eles influenciam o todo né porque eles podem se organizar E e esse termo é fundamental porque é é a oposição entre ordem que é aquela coisa da catalá xia né do dos austríacos que ela é feita apenas pela dinâmica espontânea do mercado e a ideia de organização que é quando os indivíduos Têm algum entendimento sobre o todo da economia e eles não atendem exclusivamente a mecanismos impessoais de orientação como mercado como preço né então eles vão por Exemplo abdicar de sinais de mercado porque existem outros critérios para organização e um
exemplo simples disso que aparece com o brilhante eh economista Sueco que ganhou o Nobel junto com o haek que é o mird Né o merdal ele ganha o Nobel esse sim esse sim merecido não tô brincando mais merece BR é ele é o primeiro economista a fazer um estudo da condição do negro nos Estados Unidos e ele vai estudar esse livro dele é sensacional nos é Maravilhoso eu tenho ele aqui eu só eu só não vou levantar porque tô de pijama mas tá aqui atrás de mim maravilhos Paulo no modelito o Jornal Nacional dele de
e gravata e e shorts de academia mas o ele nesse livro O que que ele depois Isso vai ser modelado né pela teoria da complexidade até na aula de complexidade eu vou mostrar esse modelo eh ele mostra que por exemplo a decisão de onde eu vou morar se eu sou negro ou branco vai depender por exemplo de preferências Muito simples quem que eu quero ter perto eu quero ter perto mais pessoas que são da mesma cor de pele ou quero ter perto pessoas que são na de outra cor de pele E aí o que que
ele mostra a partir de pequenas mudanças nessas preferências principalmente da parte branca da população americana você foi empurrando os negros para localidades em que todos eles só tinham à volta deles né na vizinhança deles pessoas da mesma cor e aí você gerou algo nos Estados Unidos principalmente em Nova York que são os bairros né que eles têm etnias ou TM determinadas origens né cor de pele e tal coisa que você não teve por exemplo aqui no Brasil em que essa regra né o Getúlio Vargas ele nunca permitiu isso formação desses quistos sociais Teve muita imigração
tal mas aqui no Brasil a gente não teve por exemplo um regramento como teve nos Estados Unidos e o mird estuda isso não apenas com base no regramento que vem da política econômica Mas também por exemplo de hábitos de preconceito que existe na sociedade e aí Olha que interessante você tem regras que não são dedutíveis do comportamento individualista né porque é muito possível Como o racismo estrutural eu sei que tem muita gente que não não gosta dessa termo mas o racismo racismo estrutural é uma forma de você entender né esse tipo de eh formação de
pensamento que não necessariamente é é o otimiza o bem-estar da pessoa mas ela Segue aquilo Porque ela tá acostumada a pensar daquela maneira e você gera resultados que não são dedutíveis a partir do comportamento do indivíduo Então nesse sentido brilhante a pergunta fica aqui essa hipótese nossa né da gente talvez vocês tenham que isso seja um trabalho aí para vocês no no futuro de pesquisa ver né se a complexidade É de fato uma síntese né desse processo interessante a pergunta toda essa discussão do mird na verdade é uma Discussão de retornos crescentes de escala que
você tava fazendo né que no fundo ele tava modelando toda essa Isso é uma dinâmica de de retornos crescentes né depois então que a abordagem da complexidade não precisa excluir né na abordagem da complexidade Você pode ter retorno constante retorno crescente Você pode ter tudo porque ela não não impõe qualquer limite não na na na verdade o ela gosta ela gosta mais até de retorno crescente porque os o os fenômenos pelo Menos na parte de redes né de de estrutura de redes e tal que eu tenho visto mais a esses retornos crescentes que criam essas
redes extremamente concentradas né então mas você tem por exemplo o que eles cham é os equilíbrios estáveis né os estáveis em geral Eles Têm algum jogo ali de retorno constante de escala só que aí você pode ter um equilíbrio que é instável em que você tem né Essa acumulação eh como é que o mird chamava era que era o ciclo Positivo ciclo Virtuoso é cumulativo causation né é causação cumulativa isso em que a coisa vai crescendo você vai gerando mais desigualdades ou você vai gerando né a implosão da desigualdade depender da lógica que você aplica
ali e por isso que eu acho legal a abordagem da complexidade e ela não é vamos dizer uniforme né Paulo você tem uma porrada de diferentes modelos que vão usar os princípios né da complexidade mas com aplicações e e modelagens muito Diferentes CL o Gustavo acho que tem uma pergunta Olá professores tudo bom Olá eu tenho eu eu tô gostando muito do curso a primeira coisa que eu queria falar eu sou pesquisador na área de aprendizado de máquina eu uso técnicas banas e e eu achei muito legal essa parte do curso especificamente né porque ali
quando você falou do Jeremy pon do bam B ele assim e eu acho muito engraçado porque assim eu publico vários Trabalhos com essa caixa de ferramenta que é da utilidade para mim faz muito sentido de criar um agente computacional que assim eu tenho vários trabalhos que basicamente o que eu faço é criar a função de utilidade eu crio a função de utilidade E aí meu meu algoritmo vai fazer algo assim mais ou menos fácil que é selecionar a ação que maximiza a função de utilidade o valor esperado da função de utilidade então isso para mim
faz muito sentido quando a gente tá Falando de Agentes computacionais completamente Racionais Uhum E eu tenho uma dificuldade muito grande quando eu vou eh colaborar com outros pesquisadores né com um cientista um químico de é de captar a assim a o tipo de preferência que eles têm eu acho isso realmente muito difícil e para mim é interessante que sei lá 100 anos atrás um economista tava pensando nisso mas eh para mim é um salto muito grande de tentar explicar qualquer coisa No n Ciência Sociais com esse tipo de de de modelagem ou de abordagem mas
a minha pergunta é sobre a segunda parte disso que tem a ver com a função com uma coisa que a gente chama de diminishing Returns né Acho que você chamou de retornos decrescentes retornos decrescentes retornos decrescentes eh as as pessoas assim isso não é capturado nos modelos matemáticos que para mim isso é um dos principais problemas que a gente vai ter Eh as coisas no mundo real el Elas têm essa propriedade né quando a gente vai falar de moeda eu acho difícil até você US não mas você tá falando de retornos decrescentes ou de retornos
crescentes decrescentes dim mas não tudo por exemplo riqueza é um negócio que tem muito retorno crescente mas el não mas vamos deixar ele concluir eu S quia ver se vamos lá vamos falar de de riqueza vamos fixar r$ 1 ou R 500 tá esse esse esse essa unidade ela não vai ter o Mesmo eh valor para mim ou pro Elon musk né acho que é assim que a gente justifica por exemplo também o imposto de renda progressivo Por que que não tem um imposto de renda progressivo de sei lá 80% para quem é milionário ou
coisas assim esse tipo de noção submodular né acho que a gente chama na matemática eu chamo pelo menos em inglês a gente chama de submodular function é uma função que ela vai ela vai assim todo o ganho Marginal acaba diminuindo mesmo não Igual que você tá fal não é ela é certamente ela é muito amigável à modelagem né tanto que você usa ela é amigável para para modelagem Mas ela tá eu acho que ela tá muito presente no mundo real mas eu acho que os modelos não capturam isso né Eh se eu tenho acho que
quando você fala aqui por exemplo eh dois eh uma moeda Em algum momento Nem alguns economistas você tava explicando né que eles igualam as mercadorias né Eh a moeda Não precisa não existe né não precisa existir porque basicamente tem uma moeda de um lado moeda de um produto de um outro produto de outra moeda é só um meio de troca ela resolve esse problema né a moeda resolve esse problema porque não ela não tá medindo utilidade ela tá medindo apenas o valor de troca entendeu isso mas quando você tem uma uma grandeza muito grande e
você perde essa noção com o mundo real né ó eu acho que O que você tá eh colocando aqui me remete a discussão que o amart a vai fazer no final dos anos 60 e tenta sobre a seleção de preferências porque ele fala assim Ola como é que eu vou fazer uma política pública por exemplo de de fazer uma transferência de renda Se as pessoas têm diferentes preferências que e até leva o chamado teorema da impossibilidade do errow que é questão o que eu vou né escalonar e ordenar as preferências para ter uma votação falar
As pessoas em geral São inconsistentes né E aí essa discussão toda dos anos 60 e 70 elas levaram inclusive com a contribuição de outros autores a você flexibilizar o modelo de maximização da utilidade e você por exemplo adotar isso é muito utilizado em modelos baseados em agentes eh O que são preferências de satisfação elas são set spicing né Não maximizadoras não otimizadoras e aí eu acho que você abre outro campo porque a maximização ela vai atender a um Determinado requisito analítico né para você né chegar nela e a satisfaz sim não ela pode ter né
várias outras influências ali é que eu tô achando engraçado você falar que na nos modelos não aparece retornos decrescentes o que a gente vê que na verdade é só o que aparece aí eu não sei se é na tua área entendeu se na tua área em geral não aparece muito Retorno dos decrescentes não ó o que eu cara queria o que eu tava querendo dizer é o seguinte imagina que A gente tem um leilão certo eu acho que tem um pressuposto de que a moeda ou ou ou dinheiro tem um uma mesma de conta como
se eles tivessem o mesmo valor mas na minha na minha hipótese aqui o que eu tô imaginando é que isso não é verdade se se se todo mundo tem R 1000 e tá fazendo algum tipo de troca tudo bem R 1000 faz sentido eu dizer que a pessoa que botou um valor maior no leilão ela quer mais ela tem mais utilidade mas 10 milhões hã a moeda não tem esse Papel nesse modelo né a moeda não tem esse é porque aí vai vai a questão de de linguagem o eu tô querendo falar mais não não
não mas deixa eu deixa eu mas deixa eu só forçar esse ponto aqui porque isso é importante eh é muito difícil pra abordagem neoclássica aferir a utilidade do dinheiro não tem isso exatamente o dinheiro é meio de troca só pois esse é o meu questionamento eu acho que no mínimo ele vai ter uma ele vai seguir Uma função so modular né quem tem mais dinheiro eh vai valorizar menos umaunidade de de qualquer mas é que você tem que pensar nos bens é que você tem que pensar em bens você tem que tirar mo pensar no
que o dinheiro vai comprar não trocar quem tem mais dinheiro Quem tem mais acesso a bens entendeu Você tem que fazer em termos de bens né É é exatamente isso que eu tô querendo dizer assim mundo real tem essa noção decrescente de de de Utilidade e quando a gente vai paraa abstração do dinheiro para representar qualquer coisa isso se perde né você tá dizendo quando chega um ponto em que dinheiro não traz mais felicidade ou se entende que sempre mais dinheiro é melhor é isso eu eu tô usando esse conceito Mas o que eu tô
querendo dizer é o seguinte Eh você precisa de alguma forma equilibrar a o fato de que alguém tem muito dinheiro porque aí ele não vai Conseguir expressar a utilidade dele com o valor a unidade que a gente tá usando vamos fixar o Real R 1 para mim tem um certo valor para uma pessoa muito rica vai ter um outro valor na margem é mas não é mas não é o Real em si é a quantidade de bens que esse real compra né não é o Real dizer nada é que para um cara que é multimilionário
ele ele precisa comprar infinitos bens para ter alguma satisfação para um cara que é muito Pobre qualquer bem já deixa ele feliz não o o engraçado ele tá inserindo o ces o amor ao dinheiro dentro de uma discussão que nos neoclássicos eles não fazem é não cabe isso porque seria você no justamente Verê propriedades intrínsecas ao dinheiro que se refletiriam em atendimento de utilidade né isso eu tô querendo imaginar que qualquer unidade que você vai usar qualquer moeda precisa capturar essa Propriedade de utilidade e eu acho que isso não é não é transmitido né assim
não é mesmo isso você tem razão não é mesmo é É exatamente esse é o meu ponto Assim nenhum economista pensou em é o dinheiro ser um fim em si mesmo tipo o dinheiro te traz o utilidade pelo mero fato de você tê-lo não vários pensaram mas aí mais kees mar porque o dinheiro ele vai te trazer ele tem uma ele tem um valor de uso que É te deixar ele acalma ansiedade né Paulo diminui sua ansiedade exato ele não é um bem né Ele é um poder liberatório o poder liberatório do dinheiro que te
que te traz felicidade não tem nada a ver com bem né Aí se você conseguir modelar isso Gustavo ol eu acho que é esse meu pto gan Nobel não não dá para eh fazer a equivalência de de mercadoria por exemplo né por causa disso assim tem tem tem coisas que o dinheiro vai ter em grande escala que Não vai ter em pequena escala porque a utilidade dele precisa cair é é eu eu acho que eu acho controversa essa sua fala eu acho que é porque eu não sei me expressar ainda nos termos econômicos não não
mas é porque faz num negócio que por exemplo quem tentou fazer não fez isso na forma de modelagem o k não modela isso ele cria um conceito que é preferência pela liquidez e operacionaliza isso por meio dos mercados de taxa de juros entendeu o que Você tá falando é individualizar a utilidade do dinheiro para tentar formular uma função de utilidade em que o dinheiro é um fim em si mesmo o que eu tô dizendo é que toda muera deria deveria ou a gente deveria tentar de alguma forma corrigir o fato de que no mundo real
as coisas tem essa propriedade e o dinheiro em si abstrato não tem Eu entendi eu entendi mas é novamente Acho que isso aí tem que voltar lá no Marx l keines porque é n o Keines é todo o pensamento keniano ele gira um pouco em torno disso porque eh no mundo neoclássico o dinheiro ele praticamente não ele assim ele serve para trocar coisas e só mas ele não ele é uma coisa secundária né ele não é uma coisa primária no mundo queniano ele é uma coisa primária né o acesso à liquidez a função da liquidez
É acho que é o capítulo 12 Paulo do da teoria geral que tem as funções demanda por moeda que é motivo Transação Eu acho que o capítulo é 12 ou 17 é um dos dois aí é mas a gente fala bastante disso nas aulas do tênis a gente fala bastante disso da função do dinheiro né Mas vamos lá pro Lucas que daqui a pouco eu tenho que sair muito obrigado só só deixar imagina gavo Mas é uma boa provocação aguarda ansiosamente seus trabalhos para vou estudar mais é é que o dinheiro não é um bem
né esse é o ponto fala lá Lucas aciona teu microfone aí pra gente Escutar eh queria seguir na na linha do do Gustavo porque eh antes queria até possível perguntar para ele se essa questão da função da utilidade que ele usa nos seus modelos eh Elas seriam o que uma recompensa função de recompensa tipo empresada por reforço como é que você define essa essa função de utilidade em si se pudesse fazer esse comentário eu faço aqui no chat para não Ah tá tá Não tranquilo é porque por exemplo a gente poderia em apitado por Reforço
dependendo do Da Da Da recompensa que você define no modelo eh ele pode caminhar para uma um para um essa maximização de recompensa mas não necessariamente ela é acumulativa de de moeda ou ela pode ser uma coisa por exemplo seguir os os paradigmas né Eh as as constituições ali do do modelo e tal né mas o ponto que eu queria eh voltar al no seu exemplo do do do do leilão né de que eu entendi a parte que você fala que se uma uma pessoa der no Caso né Eh vamos supor 1 milhão par parece
que ela quer muito aquilo mas pode ser que 1 Milhão para ela não seja nada e quanto para outro seja muito Então nesse cenário você tá querendo medir o quanto aqu aquela a pessoa eh gostaria daquilo a preferência que ela tem naquilo E aí voltando naquela estava falando da do Consenso da preferência do eror e tudo mais eh tem um um voto eh sendo um voto uma preferência né por cada pessoa que seria bem diferente do Que é uma uma moeda em que moeda uma pessoa pode ter várias né e um voto por indivíduo você
poderia ter um cenário onde as preferências agregadas né Eh diferente do mecanismos de mercado poderiam chegar a uma solução que seja mais economicamente eh sustentável né economicamente eh satisf viável né indivíduo confiável né robusto Então queria eh para trazer esse ponto aqui para que que você tem de comentar em relação a Isso então eu eu se realmente quando eu estudei o arrows foi só na na questão da impossibilidade mas em relação a eh a votação né que ele tem um sistema de que ele que ele cria lá um um um esqueminha para dizer que ah
determinados tipos de votações não vão vão respeitar o resultado da na maioria Mas eu não lembro a formulação desse teorema especificamente eh o tipo de coisa que eu que eu trabalho é eu trabalho com apresado de máquina ativo Que em outras em outras áreas eles chamam de sequência tomada de de decisão sequência sequen decision making né E aí eu uso muito teoria da decisão Então eu tenho problemas bem específicos que eu eu crio mesmo a minha função de utilidade inclusive um dos trabalhos que eu fiz Há dois anos atrás eu fiz basicamente O que você
já eu tô achando muito interessante como os economistas já fizeram tudo que eu pensei nos últimos 5 Anos ó eu sugerir como você trabal anos né com decisões sequenciais procura esse cara que eu pus aqui no chat que chama old Peters ele vai trabalhar com sistemas não ergic ergódico é er góticos er góticos ou gos porque em inglês é é er góticos er góticos é não er góticos e ele vai trabalhar por exemplo com esse tipo de decisão sequencial e como que a história afeta o resultado e tal bem bem interessante ele Meio que revê
assim a visão de Economia toda acho que eu vou colocar aqui no no chat então para para olhar depois esse trabalho que eu coloquei aqui é um que eu realmente fala da da da função de pareta por exemplo que não é não é legal Às vezes fazer otimização que é exatamente o que vocês falaram às vezes é melhor considerar uma função idade Então mas aí vamos pegar esse exemplo que o o Lucas levantou aqui que Acho que é interessante Então será que por exemplo uma um resultado de mercado ele tá sempre expressando preferência então pega
um exemplo de mercado financeiro você tem lá um conjunto muito pequeno de pessoas credenciadas para operar por exemplo no mercado futuro será que aquilo lá expressa preferênci da sociedade ou expressa por exemplo o poder de mercado de algum agente então não necessariamente é só preferência pode ser preferência de um agente de Mercado que é muito poderoso então ali tá mais expressando poder de mercado do que efetivamente uma preferência ou algo que seja socialmente né representativo e isso que é legal quando você entra na na de leilão aí eu sugiro para vocês que vão ler aqui
esse cara ó chama Philip mirov que não o conhece vá conhecê-lo é uma figura assim excentr uma figuraça meso figuraça e ele no livro que chama Machine Dreams O Gustavo vai adorar ISO aqui ele vai falar sobre a Constituição da da economia como uma ciência siborg e ele vai trabalhar por por exemplo vários modelos de leilão que existe porque as pessoas em geral falam ah mercado né acha que é oferta e demanda só que você tem várias formas de operacionalizar oferta e demanda n ele ele lista pelo menos acho que nove modelos de de por
exemplo leilão ou Constituição de dinâmica de mercado e deve ter Obviamente muitos outros então nó que quando a gente fala né Teoricamente mercado vingou a visão March Alana de oferta e demanda né como sendo muitos atores nenhum tem poder é de influenciar os preços a oferta e tal e na realidade ela é muito mais diversa né E aqui que vem a coisa de você generalizar você pega uma abstração né leva isso e fala assim ó todos os mercados operam do mesmo jeito desde o setor elétrico até a produção de inovações né na na máquina De
litografia que faz os semicondutores que o o Paulo adora analisar né o mercado altamente competitivo né Paula produção de uma empresa tem 80% do mercado mundial única empresa produz Praticamente tudo do do mundo inteiro eu trabalho nessa empresa pelo menos pelo menos at essa semana não vou não sei daqui qual empresa na Intel ah na Intel tá falando a tá falando sml a sml falando do do que produz a máquina de litografia do é É Mas vamos ouvir o José Que eu vou ter que sair gente Aciona aí o seu microfone J boa noite boa
noite professores eh eu tô achando o curso uma um dos maiores investimentos que eu já fiz em Minha Vida próxima vez minha esposa perguntou Você pagou isso tudo isso tudo nós vai aumentar mais isso aí é eu tô no doutorado em Direito sou do direito não sou doc é lá na UnB e eu tô tô tentando né vou qualificar agora no meio do ano e eu tô tentando falar teorizar aí alguma Função concorrencial no tributo ninguém fala disso né e eu queria inicialmente né me ancorar na parte Econômica em se é que existe a história
do do da concorrência eu não achei nenhuma bibliografia específica sobre isso história da concorrência da concorrência não existe tributária Pois é eu o que eu tô conseguindo depender do curso dá para pegar algumas noções da de uma função da Concorrência em Marx dá para dá para pegar algumas funçõ você pode olhar o Silos labini que é o grande nome o Paolo Silos labini ah Professor puder escrever aí no no chat eu inclusive vou até mandar um artigo que eu fiz com o André que resume bem as ideias dele pois é aí tem alguma tem um
High também pelo que eu vi né fala muito sobre uma função da concorrência né na economia e o o o próprio Barras né varras Val valras e o cheter pelo que eu depend são esses se Se tiver faltando algum porv ó eu acho PR como você tá para qualificar vai no chum petter porque tem tanto a história da análise Econômica dele já vai ter algo assim que o schumpeter é o história da análise Econômica é uma bela dica mes história da ciência dele aos 26 anos de idade e maluco maluc genial né conseguir fazer isso
fazer trabalho de velho aos 26 anos não é para qualquer um né e o outro livro dele eu acho que a teoria do desenvolvimento econômico eu acho que é Onde ele modela os diferentes esquemas de de de concorrência então o schumpeter é um nome e certamente você pode estudar o chamberlin ch boa e a John Robinson porque esses dois economistas vão trabalhar bastante eles vão fazer grandes contribuições à teoria da concorrência só eles vão analisar diferentes graus de concentração de mercado e a John Robinson é também uma economista Sensacional Mat gente eu infelizmente preciso e
ver meu filho que ele tá f daquela referência de Darwin do Darwin e e de Marx Da onde Da onde foi essa informação cara foi um livro que eu li e eu tenho que ver a referência direitinho uma é uma biografia do Marx eu não sei nem se ela é muito aceita assim pela galera mas tem vários fatos curiosos assim do Marx como ele nunca ter aceito a a propriedade de a Socialização dos corpos porque ele tinha duas filhas né então ele sempre quando chegava na questão sexual ele meio que bloqueava essa parte do comunismo
porque ele imaginava né as filhas dele tem Unos dados assim essas curiosidades mas eu vou ver se eu levanto e depois eu mando para vocês lá no grupo tá bom valeu Gente desculpa ter que sair aqui só Antes só antes ess sa aí qual que é o livro do colander você tem a referência aí da superação dos neoclássicos eu eu Acho que eu não coloquei como referência lá na na aula Se eu não coloquei Depois eu mando a gente disponibiliza para você o para vocês o artigo mesmo vários trabalhos legais o colândia né é que
eu acho que eu não sei se isso ficou em alguma não mas eu se não ficou eu eu mando pro para vocês lá no no site tá bom gente bom deixa aí nessa um grande abraço boa noite para vocês Desculpa ter que aí assim antes at a próxima tchau tchau vai lá já já estamos concluindo Aqui também já tem já tem o material aí para vocês digerirem aqui as nossas vastas emoções né Essa essa conversa aqui acaba sendo uma troca de Emoções né mas isso é bom porque vai vai nos dando alimento para pensar né
Eh Paulo você pudesse te fazer uma umaa pergunta eh como você falou na na aula de batala dos métodos sobre a síntese do do Weber você diria que em que estágio que a gente tá porque o que ele falou lá acho parece que tá Longe ainda de de da gente atingir um método que consiga unir né Essa tanto do micro pro macro quanto do Macro pro micro né Essa essa interconexão não eu acho que quando você pensa no método hipotético dedutivo eu acho que a gente avançou bem já né porque o o hipotético dedutivo ele
tem os dois lados que que é o método hoje comumente aceito né o o hipotético é a criação da hipótese essa parte da criação de hipótese ela é mais solta mesmo Ela te dá espaço Eh enfim te dá um espaço bastante grande da onde você tira as hipóteses né Inclusive tem muito indutivismo aí na criação da hipótese né e a parte dedutiva que é a parte mais lógica formal do modelo né então eu acho que daria paraa gente dizer grosso modo que a gente caminha hoje por um por um por uma metodologia mais aceita por
todo mundo que essa metodologia hipotético dedutiva né Não acho que a gente eh eh acho que a gente superou um pouco Aquela toda aquela discussão um lado positivismo lógico do início do século que era excessivamente dedutivista Aliás o poer foi o cara que deu o grande golpe no do positivismo lógico né ele mesmo diz isso né Ele fala eu matei o positivismo lógico né porque a parte do o lógico o hipotético dedutivo vem depois dos ataques do poer do próprio Kun e do lacatus né em relação a essa ideia de que você poderia axiomatic resolver
tudo né Eh então eu acho que a gente avançou bem eu acho nesse sentido eu acho que a gente a gente tá mais perto de um consenso né mais weberiano até se você quiser né Uhum eu acho que eu acho que não acho que a gente e a e a virada empírica também a parte econométrica e tal ela acaba trazendo um lado indutivista bastante forte também pelo menos por a economia mais mainstream né então não acho que a gente tá tão longe do Weber não eu acho que no fundo a Gente caminhou para um para
um para um movimento mais de síntese assim nesse sentido eu sou mais otimista tá até É ISO isso tem a ver com a parte da da complexidade e e e eh a complexidade Sem dúvida que é que aí você pode depende da depende da perspectiva que você olhar né Depende da escola de de pesquisa mas se você pegar a a escola de complexidade Sem dúvida que tá se aproxima dessa visão do Weber a economia comportamental eh eu acho que essas tendências mais Recentes elas elas elas combinam né os métodos dedutivo indutivo né nisso que eu
chamo do histórico do do hipotético dedutivo né então eu acho que eu acho que a gente avançou nisso né tem ainda tem ainda tem um eu diria que talvez na parte de história que assim isso ainda é um problema entre os economistas que há um apreço pela parte empírica mas há uma depreciação da história pode parecer uma contradição em termos mas eh a história para quem gosta muito de Analisar dados a história é difícil porque ela não tem dados organizados tem base as bases de dados históricas são muito frágeis né então para um cara que
é muito quantitativo empírico eh Ele olha pra história ele fica incomodado porque a história são mais narrativas são Dados esparsos aqui e aco lá então nesse sentido eu acho que os economistas ainda valorizam menos a história do que os dados empíricos né das bases de dados e tal mas também já Melhorou eu acho que depois o o do Nobel do Douglas norf né O Douglas norf ele ganhou o Nobel também pelos trabalhos que ele fez de de cliometria que é o estudo quantitativo da história eu acho que também houve um avanço assim Acho que né
Dá dá para ter uma dá para ter uma esperança vai em relação a a isso né Eh isso com certeza é até porque eu também tô bastante devoto na naquela questão do doutorado em querer pegar algum nessa linha né de de modelagem de Ag gente de complexidade eh qu de que que você você me daria assim de por convert como é que eu como é que eu poderia começar com isso Onde que poderia abordar cara você tem que pegar o pessoal lá do Instituto Santa Fé o Instituto Santa Fé é a grande referência são os
caras que tão tão trabalhando na fronteira disso né agora se você entrar lá eu não vou assim o nome que me vem à cabeça ainda são os caras mais das antigas que é o Thomas sargent O Como é que chama o Brian Arthur né que é o grande nome também do ele foi o criador do Brian Arthur ele foi o criador do Instituto Santafé ah ótimo lá é a Meca da complexidade tá lá é o lugar assim do da Fronteira de estudos de complexidade a galera tá super ativa essa parte de modelagem baseada em agentes
também isso é muito legal eu acho que Vale a pena dar uma olhada n é esse é um esse é um paradigma que tá crescendo muito também e acho que é bem legal né Muito show valeu Paulo obrigado se mais só uma mesa pergunta aqui Ah aqui eh da Luciana dizer quantoas aulas estão ajudando a atualizar o conhecimento sobre o campo de estudo da história da economia para mim tem se mostrado grande ajuda na medida que que busco concorrer a algum programa de Economia na aula que Trata heterodoxia marxiana me ajudou muito em conhecer as
novas abordagens problemas a ser entrados debate sobre uma pessoa foi maravilhoso esse debate com Samuel foi legal mesmo vocês para quem não assistiu ainda assiste lá eu debatendo com o Samuel são dois Universos paralelos assim foi divertido né empatia no diálogo meso toda treta algumas dúvidas quant disponibilização do conteúdo ah a gente tá acho que até o final dessa semana Eh ah o curso é de vocês é vitalício ele fica para vocês para sempre então vocês podem daqui um ano 2 5 anos tá lá né falta terminar algumas aulas principalmente do André que deve deve
deve eh ele deve ter terminar até essa semana até o final dessa semana ele deve terminar mas as aulas estão faltando eh a gente tem mais cursos lá para quem tiver interesse me escreve Depois tem um de história econômica do Brasil que é Bem legal também pode ser útil tem um de introdução à economia também para quem não é economista tem vários cursos na verdade a gente tem 12 cursos na nessa na plataforma depois para quem tiver interesse me escreve que eu passo para vocês eh indicação para estudos estados municípios bom é essa eh o
estudo de Economia Regional é gigantesco a gente chama de Economia Regional e Urbana né para olhar mais da Ótica de estados e municípios o grande referência no Brasil é o centro lá da uf da Federal de Minas Gerais do cedeplar né da uf Se você olhar o FMG C deara você vai achar os trabalhos mais completos no Brasil sobre sobre economia Regional e Urbana muito bom que o que eles fazem muito bom a perspectiva Espetacular assim de análise Regional de estados de municípios e tudo mais né Eh mas é um campo de Economia também um
Campo bem grande esse esse estudo do que a gente chama de Economia Regional e Urbana depois ficou super famoso com o prêmio Nobel do Paul krugman que foi de geografia Econômica a geografia Econômica passou a ganhar muito destaque depois de 2008 eh não é nova geografia Econômica é um troço Bem antigo mas o krugman deu uma bombada nisso daí e quando ele ganhou o Nobel em 2008 também a geografia Econômica voltou a a ganhar muita força Né bom vocês verem que vocês vem que é um universo né quando a gente fala de economia e de
de história do pensamento econômico tem milhares de frentes de pesquisa de paradigmas de de escolas né então dá até um certo desespero né porque é um oceano de um oceano de conhecimento né A questão é acho que você escolher mais ou menos para onde você quer ir O que que você quer estudar e e tentar focar e se aprofundar um pouco nisso isso Né tá bom gente fechado vamos parar por aqui ficou gravado deixo o lá depois para quem não pode assistir tudo pode terminar e depois a gente vai ter ainda mais duas lives dos
outros blocos Então até o final dessa semana já deve ter o o terceiro bloco tá praticamente pronto e aí falt umas duas ou três aulas eh do último bloco Mas já dá para vocês praticamente assistirem tudo já tá acho que 80 quase 90% do curso já tá já tá colocado lá Fechado qualquer dúvida pode escrever também a gente tá lá na plataforma e no e-mail também obrigado gente forte abraço para vocês Valeu V boa noite tchau obrigad boa noite