e já está conosco advogada Doutora em Direito Penal especialista em violência de gênero e vice presidente da comissão nacional da mulher advogada da OAB Alice Bianchini Obrigada pela atenção com BandNews FM Alice já está nos ouvindo aqui para falar sobre esses casos chocantes né nega é um absurdo a doutora Alice aquele agradecer a sua atenção e conversar com os ouvintes da Band News FM eu queria começar perguntando para a senhora porque esses crimes eles acontecem com tal frequência é resultado de uma educação é resultado de falta de punição o que que é é é machismo
atávico é algo que se deve combater nas escolas ou isso é ingenuidade porque não existe uma quadrilha né de feminicidas não dá para gente desbaratar tem a quadrilha de pedófilos é a quadrilha de assaltantes de banco a quadrilha de a droga a gente uma quadrilha aqui a polícia possa atacar Giacometti uma vez o crime é fácil de identificar quem é porque ele desaparece porque ele faz na frente dos filhos porque ele faz a frente dos vizinhos que tem gritaria e eles some foge como é que a senhora acha que o Brasil pode enfrentar isso é
bom primeiro filha agradecer esses Passos temos passo muito importante sobre um tema relevante né cumprimentar tão você o nego e cumprimentar também a Débora e todos que estão nos ouvindo e assistimos esse tema Eu costumo colocar já de plano mas estão interessante quando a gente compara o que acontece no Brasil em relação aos países a gente observa aqui há muita diferença na quantidade de mulheres que morrem É nos países isso a gente tem saco excisado e foi negue é um dado bem objetivo porque é um dado quando a gente fala de feminicídio nós estamos falando
de mulheres mortas nós tiramos esses dados exatamente da onde os assustados os cadáveres então não existe aquilo que existe relação entre os crimes se chama da subnotificação que aquela diferença entre os crimes que acontecem na realidade e aqueles que chegam até apuração pela polícia civil pelo Judiciário então nós estamos falando de um dado concreto e quando a gente observe-se dado concreto e faz ainda mais uma matemática dividir pela quantidade de mulheres um dos países nós vamos encontrar o Brasil o quinto país que mais mata no greve estado objetivo tirado do sistema de saúde e aí
a gente vai analisar os países e a gente pensa porque que se mata tanto no Brasil e não se mata tantas mulheres e outros países e aí quanto você me pergunta né bem no comecinho os quais seriam os motivos e você coloca as vários motivos eu assinar assinalaria uns fios e como deles a verdade nós temos muitos motivos que vão fazer com que haja essa violência brutal exatamente em relação às mulheres no Brasil e aí que a gente tem que pensar exatamente o que fazer diante desse quadro que eu acho que é pergunta né e
todo mundo está fazendo neste momento depois é entrando nesse ponto né do que fazer como mudar isso eu vou pegar até a mensagem que acabou de chegar de novo 20 Nossa porque os casos às vezes são mais comuns do que a gente imagina né e muitas vezes a gente conversava que eu e negue que a vítima Se Cala Quando sofre um abuso uma agressão ela não tem aquela força pra é porque muitas vezes enfim não vai ter aquele acolhimento necessário né Não somente acabou de escrever falando que quando ela era agredida pelo ex-marido nunca denunciou
mas quando ele passou a agredir o filho deles ela foi até a delegacia sabe o que o ouvido delegado escreve aqui as mulheres estão cheias de sentimento e poucas razões não deu muita atenção o quê que a gente tem que fazer para mudar isso é passar por um e oferecer um treinamento é mudar Quem tá lá do outro lado que vai receber um tipo de denúncia eu como é que a gente muda todo esse sistema que ao longo de anos - preza uma vítima que faz uma denúncia é doido as questões muito interessantes que você
coloca agora a primeira exatamente essa questão do filho né isso nós vemos nas estatísticas Então se a gente for olhar por exemplo tem sido feito no Brasil a cada dois anos uma pesquisa que é feita pelo data Senado inclusive diante da própria Lei Maria da Penha e ela vai trazer uma série histórica muito interessante e ela e vai ser perguntado porque as mulheres não para a sociedade que é é diferente que a sociedade tem em relação à violência contra a mulher e o que que a gente ouve como por exemplo você relatou agora uma fala
de uma vítima né é uma dica uma discrepância uma diferença muito grande e quando a gente vai ouvir as vítimas é uma coisa muito importante nessa nessa percepção da violência de gênero a gente ouve das vítimas a última pesquisa dessa Senado que é do ano passado dizendo que o principal motivo com setenta por cento e sessenta por cento dos motivos que vão fazer com que uma mulher não denuncia violenta exatamente o medo de Vingança do agressor então a gente já coloca aqui um tema que eu acho importantíssimo mostrando Exatamente isso essas mulheres se elas denunciam
elas às vezes não deve ser o tratamento por medo de mais violência ainda que coisa brutal né você tá numa violência e tem medo de eu sair da violência se concretize essa Ameaça é em relação a principalmente os filhos E aí volta né como é conectando como que se conecta essas duas sessões porque também nós vamos encontrar pesquisas que vão mostrar eu quero demoram bastante tempo para demonstrar sair da relação violenta que a gente chama de um ciclo da violência e muitas vezes lá também diz que vai fazer com que ela consiga tem forças para
sair eu filho mas olha o detalhe Débora é que o filho faz com que ela tem a força para sair mas também quando ela sai e ela sai com a sexta dizendo eu sofri violência e essa violência está atingindo no filho existe uma sensibilização maior da sociedade da família porque enquanto era ela que fosse violenta é a família também vai repetir aquilo que o delegado disse o policial disse aqui a conversa muito sensíveis que você fez para deixar de nervoso a daqui a pouco passa sempre fazer as pazes o mais importante é manter a família
Então a gente tem uma sociedade que não prima pela pela pela não-violência na verdade é uma sociedade que vai tolerar a própria violência seja é uma sociedade que tolera e convive com a relação abusiva e vai e vai conversar com isso agora é uma das armas de proteção contra o feminicídio contra o homicídio vai não não contra violência que não envolve a morte é a medida protetiva mas se o agressor não tem medo da punição por matar o que que ele vai respeitar a medida protetiva De que adianta sair uma liminar de um juiz dizendo
que ele não pode ficar menos de 100 metros da ex-mulher ou da ex-companheira ele vai ter está disposto a matar ele tá disposto a matar na frente dos filhos ele tá disposto a pegar uma pena de 30 anos mais os agravantes e não tá nem aí para isso ele não faz essa conta ele esses dois que mataram agora um na frente de quatro filhos outro na frente de três filhas e nos dois casos são filhas é conta que ele não tá preocupado com medida protetiva Então como fazer com que a medida protetiva possa funcionar tem
que ser eletrônica é é de anta porque dá uma angústia ouvir as histórias em várias delas como medida protetiva inútil né com certeza a gente tem que verificar o seguinte né Nós vamos ter sim mais caso de mulheres que estão morrendo sem medida protetiva do que como medida protetiva Então esse é um dado que já é nos tranquilizar de alguma forma agora o que que a gente tem que compreender é a própria medida protetiva que a prisão preventiva e é uma dificuldade muito grande do próprio judiciário de compreender que a medida protetiva da Lei Maria
da Penha Não tem nada que ver com a medida protetiva lá de um cliente essa medida protetiva essa prisão preventiva na medida protetiva prisão preventiva na lei Maria da Penha busca Exatamente é fazer com que haja uma segurança real dessa vítima Tem situações que só aprendendo o agressor porque senão como você mesmo colocou e narguilé é essa medida protetiva proibição de contato proibição de frequentar determinados usuários a a proibição de lá é de saída só para casa como a gente vê os dados né quando a gente deve estatísticas como a gente veio casos reais essas
medidas protetivas normalmente muitas vezes não são suficientes então é o caso sim de capacitação é o caso do fim de entender que existe uma diferença eu mesmo os meus trabalhos de doutrina elenquei quase 40 é e cidades a violência de gênero como situação que acontece na violência contra a mulher de gênero que não acontece nossas valências então isso a gente precisa compreender e precisa então que o poder judiciário tem essa capacitação de gênero precisa que Ministério Público tenha a polícia civil é defensorias advocacia e toda a sociedade também precisa ter essa compreensão porque como eu
disse anteriormente é quando a gente fala da violência contra a mulher há uma discrepância muito grande entre o que a sociedade tensa e o que que acontece em relação à vítima e eu fico aqui uma questão que eu acho importante da gente colocar o negue que é a gente começar a falar com os homens porque o que que nós temos aqui no Brasil o que acontece uma doença e a gente ainda contabiliza novamente a mulher Ah mas por que que ela não separou por quê que ela continua nossa relação violenta porque que ela escolheu esse
homem né porque que ela ela não tinha condições de dizer que ele não ele era uma pessoa violenta tá aqui do jeito que ela foi casar Então veja sempre vai circulando de novo em relação a própria mulher e a gente não pergunta para o homem porque que ele tá praticando essa violência né que eu acho que esse é é a chave que a gente for pensar na mulher porque ela sofre violência e continua calada eu trouxe uma pesquisa posso fazer muitas outras mas nós não temos por exemplo pesquisa em relação aos homens então acho que
tá na hora da gente virar essa chave aproveitar este ano novo tá chegando e a gente começar a fazer discussões de começar a conversar com os homens as pesquisas vou mostrar né é uma pesquisa recente que faz a seguinte pergunta é você conhece uma mulher que sofre Deserta aí só pessoa Responde sim a próxima pergunta e o que você fez e a maioria vai aconselhar essa mulher a gente sai sai Correto está correto isso mas quase ninguém para Se for para que ele possa é cê sabe o que a gente sabe que infelizmente essa violência
dura anos ela tem uma frequência muito grande e cada ano que passa ela vai aumentando essa violência por isso que a gente fala de feminicídio que a gente gosta de falar feminicídio como uma morte anunciada e uma morte evitável ou seja dava para evitar esse feminicídio e é muito triste né quando a gente vê e a situação é que poderia ter sido evitada não foi precisamente o triste são vários Os relatos que vão chegando também aqui com os nossos ouvintes de casos que eles poderão acompanhar eu queria falar sobre irá pedir para Doutora a gente
tá conversando com advogada Alice Bianchini falando sobre a questão de feminicídio de violência doméstica por causa da violência doméstica antes dos ataques físicos é comum que haja outro tipo de agressão agressão psicológica que geralmente Pode ser relativizado ou minimizada Quais são os comportamentos que podem indicar o início desse ciclo e você pode ser um sinal de alerta do que está por vir e o que a senhora tem dizer a essas mulheres que muitas vezes não tem esse apoio não é muito difícil para mulher romper sozinho um relacionamento abusivo sem esse esse eu paro aí sem
esse acolhimento não com certeza tô com tema importantíssimo que a questão da violência psicológica e essa vivência psicológica e a própria Lei Maria da Penha ela vai prever uma série de características que considera-se como sendo violências psicológicas e o Curioso é que muitas vezes nessas pesquisas todas que a gente tem Brasil é perguntado por exemplo para uma mulher que a vítima né você sofre violência psicológica e ela responde que não e aí em seguida o pesquisador pede para aquela ponte se alguma dessas situações aconteceu com ela e ela acaba relacionando-os Vargas situações que na verdade
são situações de violência psicológica mas não são reconhecidas como tal então um ponto que eu acho importantíssimo e Você tocou nessa questão é a gente compreender a violência psicológica primeiro como É sim é é o início de outras violências mas entendendo que a própria violência psicológica simplificação da violência psicológica não é só porque existe todo drama é em relação à vida dessa mulher né em relação à violência psicológica inclusive com comprometimento em relação à sua saúde e o outro compromentimento Débora que eu acho importante da gente colocar é com relação aos cílios porque essa mulher
que está sofrendo essa violência doméstica ela tá perdendo a possibilidade muitas vezes de te dar a atenção devida Sofia exatamente pela violência que ela está sofrendo então também essa violência psicológica vai causar um prejuízo possível E é claro né Vamos falar de cílios um pouquinho acho importante lembrar e saber entender que mesmo aquele Filho aquela filha e não sofre violência junto com a mãe ninguém tocou um fio de cabelo dessa criança essa criança ela vai sofrer sim psicologicamente às vezes até na sua saúde física por ter assistido testemunhado essa violência e no Brasil nós temos
cinco o que vai prever A recente eu falei mas prevê a possibilidade de medidas protetivas de urgência para criança e adolescente que as testemunhas da violência ou seja o reconhecimento da Lei no sentido de que assim em comprometimento assim é um prejuízo muito grande para essa criança aqui entre as aqui né só assistir essa violência em alguns casos quando virarem adultos até reproduzido o aquele utilizações tem como o valor que quer entrar no jogo agora não é interessante Porque é importante a gente colocar né Às vezes isso se chama a violência passa de pai para
filho né E às vezes um menino reproduzir do pai como uma forma de reafirmar a própria próprio sentimento de amor que tem pelo pai não reconhecendo a falha do pai e a menina também reproduz ao comportamento da mãe na idade ou c e também a passiva aceitando um casamento em que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu no casamento de seus pais e a gente estragando Uma Geração né com um arco de violência de crianças com 10 anos de idade estragando a geração dela e de repente que produzindo isso para os filhos dela pode comprometer
duas gerações Mas eu queria te perguntar uma coisa é evidente que quando a gente fala de relação abusiva a gente inclui uma quantidade industrial de casos assombrosos é quando a gente fala de violência psicológica quando a gente fala de violência verbal quando a gente fala daquela daquela falta de limite sabe você não vai usar esse vestido e a mulher vai lá e troca o vestido é por dois não tem por que o homem se sente no direito de dizer você não vai usar esse batom você tem que desligar o seu telefone e ela desliga isso
é uma coisa grave muito grave agora o feminicídio é a ponta extrema dessa violência é eu sei que se a gente separar a gente tá cometendo um erro muito grande porque é tudo parte de um pacote que começa com um pequeno abuso e termina no maior dos abusos que a tirar a vida do outro no caso da outra mas como é existe alguns estudos e se alguma experiência internacional existe algo que ia que o seu trabalho acompanha de combate ao feminicídio porque é dramático você imaginar que uma criança como esses casos que a gente viu
crianças que testemunharam o pai e aí não tem nada a ver com uso de arma né usa esses dois casos foram com faca é o seja algo que se pode comprar no supermercado existe algo algo algo para combater o feminicídio ou se a gente não transformar tudo a gente não vai conseguir nada é resposta aquela resposta bem básica que a gente hoje fala sempre a questão da educação e aqui a gente precisa de uma educação específica que a chamada Educação de gênero e essa palavra G o que a gente Às vezes tem até preocupação de
falar porque existe uma dentro Passa muito grande do que seja exatamente o gênio E aí eu queria aproveitar para esclarecer quando a gente fala em dinheiro nessa Perspectiva da violência é querendo dizer que dentro da sociedade existem papéis que são atribuídos às mulheres e papéis que são atribuídas aos homens em que não seria um problema em si se não fosse os passos seguintes e o passo seguinte é exatamente a valorização que a gente dá para os comportamentos parte papéis masculinos e às vezes valorização que a gente dá para sua festa menino então você começa a
pensar numa Educação de criança e você já começa e tem dado aqui no Brasil que eu acho estarrecedor mas eu acho que tem que importante de colocar as meninas brasileiras a partir de seis anos de idade quarenta por cento dessas meninas a partir de seis anos de idade já se sentem menos inteligente do que os meninos e já desistem de fazer atividades e aí eu convido todos nós a fazer uma reflexão porque essa criança com 6 anos de idade Essa menina já o limpados Pelas nossas mãos então que lugares que nós estamos levando essa menina
o que que ela está enxergando uma família sua vida na família resistência para ela ter essa conclusão de que ela por ser menina ela menos inteligente ela por ser menina ela é menos capaz então a chave está exatamente aqui na questão da educação nós temos que tomar cuidado sim na forma como elas estão trocando as meninas nós temos que tomar cuidado em cima forma como nós estamos os meninos e a partir das dessa percepção que a gente consiga respeitar as diferenças e aí a gente reconhece que homens e mulheres são diferentes sim não há nenhum
problema de reconhecer as diferenças o que a gente não pode convencer não pode fazer converter essas diferenças em desigualdades em cima vamos encontrar no Brasil Exatamente isso uma desigualdade entre homens e mulheres gritante mas só nos países com maior desigualdade entre os gêneros e quando a gente tem desigualdade entre gêneros a práticas mundiais vou mostrar isso quanto mais desigualdade de gênero mais violência de gênero nós temos também na sociedade então se a gente quer espaço né resolver o problema da violência de gênero que nós temos aqui no Brasil nós temos que mexer na desigualdade de
gênero então nós temos que ter sim mas participação de mulheres na política nós não podemos aceitar que uma mulher faça o mesmo trabalho profissional que um homem recebeu no Brasil quase trinta por cento a menos então nós temos todas essas diferenças que eu poderia ficar aqui a semana inteira listando que ainda existe no Brasil muito embora as leis E aí a gente precisa reconhecer o Brasil Desde a Constituição de 88 as leis brasileiras no que diz respeito ao homens e mulheres é já retiraram todos os diferença mas as diferenças sociais permanecem Então você cresce como
menino e você cresce como menina já sentindo o que é que a diferença aqui em relação à a igualdade né você desigual e isso é muito prejudicial E cria relacionamentos então que efetivamente nós vamos ser nesse relacionamento uma sensação da da menina da mulher de inferioridade e do homem de é de superioridade e isso é um caldo de Cultura Que Leva sim a violência né por isso quando a gente fala eu vou me permitir fazer mais uma observação que eu acho importante dentro desse contexto é a mídia né Tem um trabalho muito importante em relação
a essa atenção do feminicídio mas também precisamos tomar cuidado porque muitas vezes numa morte de uma mulher qual é relatada da seguinte forma sujeito uma tua mulher porque ele não se conformou com o fim do relacionamento e você ficou com ponto importante é na verdade ele não aceitou a autonomia dessa mulher não mulheres não temos a liberdade de decidir que nós queremos nos separar porque eu preciso trazer essa estatísticas basicamente setenta por cento das mulheres mortas em São Paulo sessenta por cento morreram e essa é uma pesquisa do Ministério Público de São Paulo morrer é
o que estamos preparando outro relatando alegado filme que também é outro é outra situação que a gente tem que tirar de uma fumar porque não é ciúmes é sentimento de posse tô fazendo de começar colocar as coisas nos seus devidos lugares entendendo que ela foi morta porque ele não aceitou autonomia dessa mulher que ela foi morta por um sentimento de posse nós conseguimos entender então o que que é efetivamente essa questão de gênero e a gente faz um crime patrimonial Doutora o homem trata quase com um ataque patrimonial é isso é bem isso porque é
propriedade dele a sorte dele é a minha mulher né veja que a gente até na questão linguística a gente chama o marido de meu homens né não chamam de marido meu marido meu marido então a gente então até que a gente já começa a perceber para gente dar uma virada também porque e esse amigo estava também vai criar uma situação de inferioridade das mulheres mas é um outro tema é não Olha é outro tema e a gente deixa desde já o convite para gente voltar a conversar com a senhora a gente conversou com a doutora
Alice Bianchini advogada Doutora em Direito Penal especialista em violência de gênero vice-presidente da comissão nacional da mulher advogada da OAB PE não dá para a gente terminar essa conversa antes das sete horas da noite se a gente não marcar de conversar de novo então já fica o convite para a gente marcar uma nova conversa para gente dar continuidade à discussão e ficou Claro e aqui a gente agradece muito as o seu esclarecimento não é um assunto policial exclusivamente ao contrário do tráfico de drogas que até ter uma componente Educacional mas é sobretudo policial é atacar
as fontes de dinheiro né evitar que as quadrilhas organizadas a usar Receita Federal o ar dos aparelhos de órgãos do Estado aquela coisa um pouco diferente essa muito diferente e bora No final vira uma estatística de homicídio mais uma coisa muito específica Então eu queria agradecer os esclarecimentos as orientações a aula que a senhora deu e deixar já o convite para gente marcar um segundo bate-papo então a gente conversou com a doutora Alice vem aqui muito obrigado obrigada doutora que agradeço já aceita o convite para mim vamos bate-papo muitas coisas ainda por falar muito obrigada
por esse espaço já tá marcado é importante cima né a gente falar sobre esse assunto também com a participação aqui dos nossos ouvidos Agradeço a todos que escreveram aqui também para o nosso whatsapp papel fundamental para a gente trazer esse assunto aqui na nossa roda de