Oi gente Professor zica aqui e a gente tá aqui para conversar sobre o terceiro capítulo do livro A vida não é útil do Ailton cran a máquina de fazer coisas então oon ele vai começar esse capítulo explicando que as diferentes narrativas indígenas sobre a origem da terra sobre a origem da vida sobre a transformação da terra elas não são coisas místicas ou ideias mirabolantes Não elas são Memórias de quando nós éramos na visão dele na ideia dele outras coisas outros seres vivos do planeta Terra deixa eu tentar colocar de outra forma quando o indígena diz
assim Ah nós éramos árvores nós éramos peixes nós éramos esse rio esse rio e meu avô ele não tá fazendo uma metáfora ele não tá desenhando uma ideia subjetiva não aquilo ali é a forma que ele tem que ele tem de se colocar como uma memória histórica então ele tá aqui agora ele é essa pessoa mas ele tem uma memória histórica que é desenvolvida através desse período onde o homem seria então o peixe seria a água seria a árvore o homem no sentido de humanidade então o ser vivo né E aí tem uma uma um
provérbio assim indígena né um provérbio das Tribos Que hã dos povos originários na realidade que é que somos uma nação que fica de pé e aí isso não é necessariamente uma ideia de resistência a ideia por trás desse provérbio é justamente a ideia de que nós éramos árvores e florestas ou que nós somos né porque o Ailton vai trazer a ideia de que nós temos os genes compartilhados tanto com as florestas quanto com as árvores então se nós temos esse Gene compartilhado se nós de certa forma somos parte das árvores da floresta qu Qual é
a nossa grande dificuldade em proteger a floresta né Por que que nós temos essa dificuldade e aí ele vai desenvolver então que cada um de nós não é economia não esse grupo economia essas grandes corporações essa esse movimentação não é este algo mas sim cada um de nós eu o Aílton e outra pessoa cada um de nós podemos então atuar pelo por uma Auto armonização essa autoha seria então essa luta contra o desmatamento mas não no sentido corporativo Não no sentido ã de algo né de uma corporação de um ele até traz o exemplo de
que a luta contra o o desmatamento promovida por várias instituições como o Banco Mundial a ONU enfim se mostrou ineficaz e E aí ele vai explicar o Por que essa luta ela é ineficaz porque as únicas florestas que a gente efetivamente planta né consegue ter uma plantação ã assim uma plantação que tem uma competência e um volume suficiente para que se reconstrua algo elas acabam sendo de curta duração de curta vida né vão durar entre se e 8 anos porque é o período que precisa para lá e cortar e produzir celulose então nó nós plantamos
mas nós plantamos para extrair e esse é o grande problema na mão do Ailton nesse capítulo aí ele traz uma ideia de que se a temperatura da terra a gente segue fazendo o que faz e aumenta em 1,5º a terra inteira vão ter espécies que vão entrar em extinção antes da gente a gente consegue se adaptar antes mas essas espécies não e quando essas espécies em elas entram em ção todo o habitate ele vai sofrendo alteração né E aí ele traz até o exemplo do urso polar Branco lá dos polos Se não me engano Polo
Norte Polo Sul um desses que mostra que ele mudou de cor que ele tá fraco que ele tá cansado porque derreteu né e ele não tem mais o habitate que ele tava acostumado Então isso é nocivo mais para algum outro ser vivo do que pra gente mas isso acaba impactando na nossa vida também né eles volta no covid e ele diz se a gente conseguiu aceitar e assumir a convocatória para ficar em casa durante o período do covid Por que que a gente não consegue aceitar a convocatória para parar de depredar o planeta se uma
se é uma convocatória pra gente sobreviver né não morrer por causa de covid porque a gente não consegue também tomar uma convocatória para não morrer não matando o planeta E aí ele vai explicando toda essa essa confusão que o homem faz né dizendo que o desvio dos homens em relação ao sentimento de pertencimento da vida então o homem deixar de ser árvore deixar de ser Rio deixar de ser peixe ele vai se dar através de uma questão de apropriação da técnica o homem percebe que através de uma técnica produtiva uma técnica engenharia seja ela qual
for ele consegue tentar dominar alguns aspectos de produção e isso é o que dá o bolor é o que dá a confusão e aí ele se ele lança é um questionamento né estamos diante de uma situação limite e aí ele mesmo Responde dizendo que não que nós estamos diante de uma situação onde é necessário um ajuste de foco né ele dá a ideia de que dá tempo ainda dá tempo da gente repensar mas a gente tá diante de uma decisão onde a gente vai na nas palavras dele né apertar o botão da nossa Auto extinção
ou então repensar ou então buscar fazer as coisas de uma uma outra forma tá buscar ter Esse envolvimento em vez de usar a máquina de fazer a máquina de fazer coisas através dessa apropriação da técnica ã E aí essa máquina que ele vai criticar ele vai dizer que a tecnologia ela só nos trouxe brinquedos a gente só tem acesso a brinquedos né E esse brinquedo ele mesmo que ele tenha as suas o seu divertimento aí ele fala ah quando tu faz uma live tem um alcance de 3.000 4.000 pessoas através do celular através de um
telefone Esse brinquedo ele não não limpa o nosso Rastro que a gente deixa na humanidade né esse rasto que a gente deixa no planeta Terra ã E aí ele traz a questão do combustível fóssil né o combustível fóssil ele deveria ter deixado de existir lá pela década de 90 deixado de ser utilizado em massa mas porque já na década de 70 a gente tinha essa ideia da destruição da camada de ozônio e o impacto que isso traria só que quando chega na década de 90 que que se começam a tomar algumas decisões Ah para se
mudar alguma coisa ou não a nova geração vem com um questionamento né do tipo ah vocês ã brincaram com isso trabalharam assim viveram assim agora que chegou a minha vez vai acabar com a minha festa então não se quer trocar né não se quer parar de usar um combustível desse sentido tu quer continuar usando para não acabar com o teu formato com teu status quo de consumo de acumulação de venda e tudo mais né então ã o Ailton ele vai trazer que o capitalismo que que vem de toda essa construção né das máquinas do do
combustível enfim ele é um capitalismo de cooptação ele te coopta né e qualquer porcaria pode ser vendida como mercadoria qualquer coisa pode ser vendida de novo né revendida muitas vezes e Aí ele diz que nós temos a capacidade de renunciar a essas coisas a gente consegue e um exemplo disso é que a gente consegue largar um celular renunciar um celular por um celular mais novo por exemplo um carro por um carro mais novo mais atual mais bonito então a gente consegue renunciar coisas por coisas mais novas e mais bonitas se a gente consegue por que
que a gente não consegue renunciar simplesmente pelo bem do planeta terra né E aí ele pergunta ah se a gente pode parar de usar usar o combustível fóssil para usar um um motor elétrico por exemplo Será que a gente ã conseguiria pegar um motor elétrico e colocar num carro antigo ou não qu a gente ia querer ter um carro novo que aí sim tem o motor elétrico Então vamos produzir para ter uma tecnologia mais limpa ou a gente consegue adaptar aquilo que a gente já tem para usar uma tecnologia mais limpa e aí ele ele
vai meio que conduzindo pro fim quando ele vai desenhando a ideia do avanço da ciência né e ele diz que o avanço da ciência ele chegou num lugar onde a gente já não já tem a ideia de que a gente não vai morrer mais de que a gente consegue se cercar o tempo todo de situações de coisas de questões e a gente consegue ã tá o tempo todo assistido de alguma forma né então a gente vive a nossa vida nascendo né no no parto e vive a nossa vida até o fim e vai morrer dentro
de um hospital e ele fala que isso é uma falsificação da vida a gente não tá vivendo isso é uma falsificação é algo que a gente inventou ele traz volta no covid Fala Que se o covid tem essa impressão de tá comendo o mundo mais mais eh prejudicial seríamos nós enquanto seres humanos porque a gente devora o mundo né e pessoas que lutam contra esse devorado do mundo muitas vezes acabam sendo escante adas esquecidas aí ele traz a ideia de o RIC Carlos Salles né o ministro do o ministro até anotei aqui Ministro do meio
ambiente do bolsonaro até 2021 dizer que não sabia quem foi o Chico Mendes Chico Mendes né que era Sindicalista lutou totalmente aí pela questão da Preservação das Seringueiras e tudo mais e aí ele diz pô como é que o ministro do meio ambiente não sabe quem foi o Chico Mendes não tá nem aí né E aí então pessoas que lutam já não se tornam importantes as pessoas importante são as pessoas que de alguma forma estão depredando né ele volta para reafirmar a mesma questão mas aí ele coloca isso com um Coach assim do gand que
eu vou até ler que o gand fala assim a terra tem o suficiente para todas as nossas necessidades Mas se você quiser uma casa na cidade e uma Mercedes Benz já não tem para todo mundo então gand ele ele fala essa questão né de que há uma possibilidade de todos viverem mas não nesse formato de consumo que todos querem viver então o capitalismo ele veio nessa ideia de que ele vai tentar vender a vida tentar vender a reprodução da vida né e voltando nas palavras do gand ele vai dizer não tem para todos não tem
casa para todos não tem carro para todos não tem celular para todos enfim não tem para todos né se não tem para todos e a vai acabar que não vai ter vida para todos essa venda da vida que o capitalismo faz E aí então os grandes conglomerados vão dizer assim se não dá para vender para todos se não dá para ter para todos vende só para os consumidores então só o consumidor vai ter acesso à às coisas que ele quer e a vida H é um pouco pesada essa crítica do krenak mas eu acho que
ela ela é muito pertinente né me lembrou do livro do orel do George orell na pior em Paris e Londres onde ele conta que o mendigo ele não tem nem a possibilidade de sentar né porque tu fica caminhando durante o dia e aí se tu para tu sentar em qualquer espaço público tu tem que consumir alguma coisa e se o mendigo não tem o dinheiro ele não consome ele não senta então ele precisa ficar andando pela rua até chegar a hora do albergue e casou muito com essa ideia de vende só por consumidor né o
kenak vai dizer também que o colonialismo ele tá impregnado na cabeça de todo governante de todo político de toda pessoa que cheg dizendo que ah vai lutar pelo bem pelo meu ambiente essa pessoa ela já chega impregnada de colonialismo porque ela tá a serviço dessa invasão que nós estamos fazendo do planeta terra né volta naquela ideia de que o governo não é governo pelo povo sim governo pelas grandes corporações ele vai trazer a ideia da Suel hck que é uma cientista social que vai dizer que o capitalismo ele evoluiu nós estamos diante de um necrocapitalismo
né um capitalismo aí depredador de morte porque nós estamos diante de uma fantasia financeira tu não precisa mais comprar algo per si tu compra a ideia de comprar né Tu compra a ideia de ter o status de ter pago de ter comprar isso me lembrou ultimamente tá muito famoso né esses memes dos ricos indo a restaurante aí sentam para pagar a cara e comer e quando vai lá uma gotinha de chocolate um pouquinho de queijo é bem essa ideia né do do enganado mas tu tá comprando a fantasia de ter comido alguma coisa naquele restaurante
não necessariamente a comida Então tu não compra mais a coisa tu compra o direito de comprar essa fantasia financeira esse necrocapitalismo E aí ele vai dizer a mesma dificuldade que várias pessoas têm de entender que a Terra é um organismo vivo eu o krenak tenho para entender que a gente consegue tratar com capitalismo não dá para tratar com capitalismo na visão do krenak né teríamos que ter uma ruptura E aí ele vai H fechando dizendo que nós o o mundo ele não foi necessariamente gerado por um big bang que o mundo ele pode ele foi
ele é uma constante criação é uma ideia meio filosófica é uma constante criação então nós estamos em constante criação do mundo aqui agora o tempo todo a recriação é possível então se os homens param de pensar como pensam param de pensar pela ideia da máquina e começam a pensar pela ideia de uma integração com a natureza de um envolvimento com o meio ambiente a recreação ela é possível porque nós somos m microcosmos dentro desse grande organismo vivo que é a Terra e a terra tá com febre a terra tá se mostrando doente ele diz que
há há possibilidade sim da gente h repensar tanto que existem povos existem tribos que conseguem viver sem a dependência até consomem algo Industrial mas conseguem viver sem a dependência do Industrial do capitalismo e ele fecha esse capítulo com uma frase que eu vou ler dele que é ou você ouve a voz de todos os outros seres que habitam o planeta com você ou faz guerra contra a vida na Terra então a solução é parar se colocar nesse lugar empático de ouvir não só outros homens mas também outros seres vivos a terra e afins para que
tu não entre em guerra contra a vida na Terra Essa é a ideia do capítulo três contin continua aí comigo biss segue busca a Playlist que a gente vai estar discutindo os outros dois capítulos desse livre tá bom abraço a todos