[Música] Olá pessoal sejam muito bem-vindos a mais um episódio do engenhosos meu nome é Luciana Costa E como sempre eu tô com a minha querida amiga Bianca cerveira para receber uma convidada super especial hoje a gente recebe a professora Liege bernucci que é Presidente do Instituto de Pesquisas tecnológicas seja muito muito bem-vinda professora a gente tá muito feliz de ter aqui e caso vocês ainda não tenham conferido os nossos episódios anteriores é só acessar o nosso site www.semens.com.br/injenhosas ou procurar no Spotify no YouTube que você vai encontrar e para a gente começar a nossa conversa
a gente sempre faz uma pergunta icônica né as nossas convidadas já são Preparadas antes aí e vão começar que a gente tem muito que eu vi aqui hoje hein professora quem é engenhosa por trás de você bom Primeira coisa eu queria agradecer esse convite É uma honra estar aqui com vocês Espero poder conversar não só com as mulheres com os homens com todos tudo pela diversidade e inclusão bom quem engenhosa Aliete eu eu acho que me encantei pela Engenharia já como criança embora não tenha percebido né porque eu gostava de carrinho gostava de montar coisas
né então eu me lembro das primeiras bonecas que eu ganhei eu já tinha uns 8 9 anos porque eu não tinha muito interesse por bonecas eu quis era montar casa das Bonecas Então eu tinha um martelo pregos então quer dizer eu acho que isso era algo natural né de mim e eu acho que criança Ela ela diz muitas coisas de si mas as pessoas às vezes não escutam né A minha família me escutou então a minha mãe me dava carrinho sem qualquer preconceito numa época que os brinquedos eram muito separados né Eu me lembro que
o meu pai via como eu gostava de carrinho me deu um autorama quando eu tinha 9 anos e aí eu ia competir do meu carrinho né já modificado tinha posto tá las largas né nas rodas no eixo de trás né para ele não sair nas curvas eu nunca ganhei mas assim eu adorava ir lá correndo uma pista enorme que tinha uma loja de brinquedos Brandini me lembra até hoje e assim eu não só meninos e eu mas aquilo eu não sei Por incrível que pareça eu não sentia que eu era uma pessoa Um peixe fora
da água ali né Porque para mim na minha família aquilo era tão natural que era natural para mim né e quando eu fiz a opção de fazer engenharia acho que eu tinha uns 15 16 anos né e fui fazer cursinho tal quando eu entrei na Polly talvez aí caiu a ficha e falei pô eu tô num ambiente masculino né E são poucas meninas Então eu acho que isso me ajudou no fundo fazer uma opção sem ter sacado que havia ambientes para homens ambientes para as mulheres então assim talvez tenha não passado desapercebido mas isso não
foi importante para mim né E aí eu comecei a entender essa divisão mais social de profissões quando eu já tava na Polly né estudando engenharia Eram quatro por cento de mulheres nessa época muito poucas né e assim eu entendia comecei a entender preconceito de homens em relação às mulheres Então se foi doloroso numa parte né Por exemplo ter Professor Que contava quantas mulheres estava na sala de aula e falava tantas vagas perdidas Hoje ele estaria processado Sem dúvida né mas na época eu não tinha nem para quem reclamar e assim eu vejo isso com um
olhar diferente no meu caso como eu tinha uma autoestima criada também pela minha família etc a minha reação não era de me sentir desestimulada pelo contrário você vai ver né então assim eu era uma reação eu quero ser engenheira e eu quero ser plena Eu sou uma mulher feliz né e não vejo porque eu não posso ser engenheiro Isso é uma boa aluna me sinto engenheira então isso daqui não vai me desestimular eu confesso que são poucos que expressavam esse preconceito tão abertamente né alguns devem ter sido subliminares e eu não entendia né mas isso
me estimulou muito a pensar o que eu posso fazer no futuro para engajar as mulheres na engenharia porque eu adorava fazer engenharia adoro Engenharia e não vejo nenhuma restrição de participação das mulheres então se eu puder falar lhe é de engenhosa é essa vamos esse Desafio na minha vida que se colocou de a gente poder ter a liberdade de atuar naquilo que você achar que tem talento que você pode cooperar com a sociedade né e estimular as mulheres então eu coloquei isso na minha vida não sabia como eu ia seguir a carreira como ia ser
a minha carreira mas eu coloquei isso como uma para mim né de fazer isso eu acho que eu tô cumprindo até hoje né Olha eu falei eu falei antes né e acho que vale reforçar aqui para todo mundo é como eu me sinto inspirada pela professora Eliete até por estar aqui para quem não sabe ela foi a primeira mulher a assumir a diretoria da Escola de Engenharia Politécnica da USP então eu estudei na USP fiz engenharia elétrica na esc né na Escola de Engenharia de São Carlos e Poxa quando eu vi essa essa notícia assim
para mim foi realmente inspirador porque eu tive poucas mulheres como professoras e assim embora eu tenha pessoas que sempre foram referências para mim te ver naquela posição para mim foi uma alegria imensa e me inspira até hoje então assim eu tô resultante de alegria de receber aqui hoje é eu acho que tem um ponto importante também é de que você colocou que é a questão do suporte familiar né Eu acho que isso faz muita diferença porque se você não tivesse um suporte familiar talvez você fosse buscar uma imagem na qual você gostaria de se inspirar
para seguir aquele caminho e ter um suporte familiar nesse sentido hoje eu vejo como um privilégio mesmo eu é são poucas pessoas que têm né ali uma família que talvez tenha esse entendimento assim então por isso é tão importante ali você ter representatividade porque se você não tivesse suporte familiar a representatividade com certeza ia ser o seu que Coffe ali para seguir a sua trajetória né então assim somos gratas pela sua representatividade e eu também queria aproveitar o gancho aqui agora para você contar um pouco sobre a sua trajetória também informação e trajetória Como foi
esse caminho até aqui legal mas Bianca eu queria voltar o que você falou da minha sorte familiar e é verdade eu tenho uma sorte família e tive sorte da minha vida inteira mas assim eu acredito que preconceito contra as mulheres começa na família né muitas vezes a família querendo proteger a sua filha acha que é melhor ela não ir para uma carreira dita masculina né para proteger por amor mas é um amor que sufoca então a família pode desistimular as mulheres nessas carreiras têm a escola desestimula então assim aula de matemática agora é aula difícil
porque é difícil sabe não tem nada de difícil então assim as meninas vão para aula de artes lá elas vão se sair bem não não isso também é um preconceito com os homens que tem o talento então a gente precisa rever essas coisas das estruturas que eu acho até mais difícil é uma questão de Cultura né mas as escolas Precisam fazer essa reflexão e desde crianças crianças têm que frequentar lugares diferentes e serem estimuladas que aquilo é normal né então assim você falou disso eu lembrei que a gente não pode depender de sorte né então
a gente precisa ir quebrando vamos esses paradigmas intencional exatamente e as mulheres muitas vezes elas elas levam o machismo né ela cria o seu filho machista né então eu acho que é uma reflexão cotidiana né é imperativo que a gente faça reflexões Pode parecer chato pode parecer lugar comum fala de diversidade de inclusão é porque uma moda Não não é moda tem que vir para ficar o dia que a gente não precisar mais falar sobre isso é porque tá tudo tão tranquilo que a gente isso fica no passado enquanto a gente não virar essa página
a gente vai ter que falar disso para a gente poder pensar nas nossas próprias atitudes e rever nossas próprias atitudes né sobre minha carreira né eu me via assim gostando de engenharia cada vez mais chegando ao final e aí eu quis estudar mais o que na época era algo não habitual você fazer mestrado e doutorado né então eu fui fazer mestrado eu na verdade tava empregada né mas aí eu larguei desse trabalho ganhando um quarto que era a minha bolsa porque eu queria continuar estudando tinha muita curiosidade e gosto da multiplicação de conhecimento transmissão do
conhecimento de divulgação né gosto da formação de pessoas né gosto de interagir com gente né e gosto da Juventude então eu assim achei que a vida acadêmica era algo que falava comigo né E aí eu fazendo uma estrada tive muita sorte de novo né porque veio um suíço um professor suíço para o Brasil e ele ofereceu bolsas para levar os alunos mas eu não tava nessa conversa dos alunos com o professor su isso porque a pessoa que o recebeu na Escola Politécnica achou que ele só queria levar homem então não pois nenhuma moça naquela conversa
né até que por uma coincidência do destino eu tava passando no corredor e esse professor assim para os meus colegas e esse professor me viu falou assim a ela colega de vocês é E por que que ela não tá aqui com a gente ah porque eram só homens ele falou negativo pode chamar todo mundo inclusive as mulheres e aí nessas entrevistas tal eu fui uma das selecionadas e fui para Suíça fazer uma parte do meu mestrado e aí eu digo que eu tive sorte sorte de passar naquele corredor sorte né dele ser uma pessoa incrível
quer dizer era uma pessoa já bem mais velha mas que tinha uma cabeça super aberta para o mundo né então eu tive vamos dizer a sorte de conviver com uma pessoa que eu podia aprender muito na valorização as mulheres né Eu fui para Escola Politécnica mãe que a Escola Politécnica de Zurique e lá não tinha nenhuma engenheira eram só homens as mulheres eram o secretário era desenhista né não tinha não tinha mulheres engenheiras e havia um certo preconceito em relação a gente primeiro que era mulher segundo que vinha num país subdesenvolvido a gente fala em
desenvolvimento para poder deixar mais bonito Latino então eles tinham muito preconceito mas o meu professor era uma pessoa que batalhava o tempo todo que esse preconceito não viesse à tona houve lá um episódio uma certa eu tava no laboratório ou Villar um problema e Havia três rapazes bem jovens assim que fizeram um comentário muito machista muito ruim em relação a mim eles estavam falando em dialeto porque achavam que eu não entendia dialeto e realmente eu não entendia mas naquele dia eu entendi e a pessoa que tava me ajudando no laboratório eu perguntei para ele eles
falaram isso isso isso isso ele falou assim porque eles são super sinceros sim aí eu fui lá conversar com meu professor eu falei ó aconteceu isso isso isso isso isso ele falou Pode deixar chamou lá os três eu sei que os três né eles me evitavam no corredor né como se fosse feito ela foi lá dedar e não tenho dúvida faria isso de novo e ele me falou uma coisa assim você é a pessoa Alvo do preconceito por ser mulher por ser Latina por vir num outro país mais pobre agora pense se você além de
tudo fosse Negra eu falei porque o senhor tá falando isso professor ele falou você seria o alvo certeiro se tivessem duas mulheres você e uma outra que além de tudo fosse Negra tenha certeza que o preconceito seria maior com ela e eu falei porque o senhor tá me dizendo isso falou para você refletir O que você pode fazer pelas mulheres e o que você pode fazer pelos negros também porque vocês tal como nós tem uma dívida e essa dívida tem que ser levada em consideração dívida com as mulheres dívida com os negros e você veja
o que você na sua profissão pode fazer isso ficou marcado na minha vida eu acho que são mais forte e uma pessoa frente do seu tempo assim né Porque hoje a gente entendimento de dívida histórica né É porque hoje a gente tem esse tipo de conversa mais presente dentro das empresas por exemplo dentro enfim da nossa sociedade como um todo e assim eu enxergo como um tema novo né que e que é abertamente discutido de forma mais recente e eu acho que é Inclusive a academia tem uma grande uma grande responsabilidade sobre isso né porque
a forma como as Universidades têm formado como é moda de uma forma muito importante a nossa sociedade então acho que Poxa eu tô assim Maravilhado por ter tido alguém assim com essa visão assim a frente do seu tempo e veja que ele um homem branco alto suíço passaporte suíço ele poderia ser o oposto né mas ele foi a pessoa que me trouxe não que eu não tivesse isso dentro de mim mas assim ele me traz à tona essas questões né então eu fui uma pessoa sempre dentro da Universidade que defende cotas eu sei que são
um assunto muito controverso mas como que você chega para um jovem e fala assim você não tem oportunidade mas o dia que a escola básica for boa no Brasil o teu filho ou teu Neto terão chance você não pode fazer isso com uma pessoa você não pode tirar dela as qualidades que ela tem hoje você não pode falar que a geração futura dele é que terá oportunidades se a gente não der não quebrar esses paradigmas você não vai ter um equilíbrio Que tal que você não precisa mais de cotas cotas em nada né então mas
enquanto não houver isso a gente tem que criar meios podem ser criticáveis o que for mas a gente tem que criar esses meios então mas assim eu digo na minha sorte na minha carreira porque eu encontrei pessoas incríveis que me ensinaram muito né e o meu professor ele me fez fazer algumas promessas na vida que eu falava professora essa promessa é difícil fazer já você pensa depois você me faz essa promessa então assim e eu fiz algumas promessas seriamente né E falta uma ainda não cumprir isso daí mais de 30 anos mas tá na minha
agenda então porque ele me pediu para fazer trabalhos na África também eu já trabalhei na África em alguns países mas eu acho que eu não cumpri aquilo que ele queria mas enfim eu faço uma parte do que ele falou né mas assim voltando para o Brasil eu fui contratada na Escola Politécnica lá promessa que eu tinha feito para ele que ia fazer um laboratório e tinha que ser um super laboratório não é não fazer um laboratório tinha que fazer um super laboratório etc porque eu tinha que incentivar a mobilidade brasileira né incentivar fazer as estradas
etc e tal não só por aquela questão de competitividade que é para onde a gente leva a discussão sempre de infraestrutura né mas fazer isso para dar acesso a todos para que houvesse possibilidade da gente quebrar desigualdades então eu me coloquei nisso e eu fiz isso na minha carreira e ao mesmo tempo ele sempre falava ocupe os espaços né acredite em você ocupe os seus espaços e assim coordene as coisas né você não precisa ser coordenada então eu me pus nesse papel Eu fui a primeira chefe departamento mulher né fui chefe departamento por sete anos
não imaginava ir para escola mas aí a pessoa que tava se candidatando a diretor me falou porque você não se candidata a vice-diretora eu achei legal achei porque não né então é assim e sempre nessas situações o meu marido sempre me deu uma força falava não vai lá faz tal né eu me candidatei a vice-diretora depois quatro anos depois eu me candidatei a diretora e já tinha uma história de 124 anos da Polly só com homens a gente passava no corredor assim ver todos os quadros dos homens né e eu falei não porque não né
Eu acho que eu tenho aqui um papel e nessa trajetória de uma data e ser Eleita diretora e o meu parceiro vice-diretor um homem né eu notei assim que quando saiu o resultado as mulheres comemoraram muito então falei puxa vida além da responsabilidade quando dizia uma escola com cerca de 8 mil pessoas eu tenho uma responsabilidade eu tenho que mostrar para as mulheres que é possível né então eu tomei aquilo também como uma responsabilidade de dar um exemplo um exemplo de uma pessoa que erra e acerta mas que quer acertar né então eu achei que
isso foi um incentivo para mim receber esse carinho das mulheres né das alunas das funcionárias isso me estimulou muito né eu trabalhei para caramba foi muito tempo de diretoria quatro anos peguei a pandemia foi difícil na pandemia né tinha que ser muito firme né então [Música] eu acho que eu sou uma pessoa firme né mas determinada mas assim não foi fácil né não foi fácil mas isso me estimulou a da sequência nas coisas né e depois veio o convite para eu ir para o IPT né O IPT tem uma história bonita porque O IPT Ele
nasce da Escola Politécnica ele era os laboratórios da Escola Politécnica o primeiro laboratório é de 1899 Nossa e assim tem os visionários que marcaram a minha vida esse eu não conheci porque ele fundou a Escola Politécnica [Risadas] uma pessoa veja ele foi para Suíça ele foi minha mãe a estudar engenharia ele trabalhou com ferrovias que é uma área que eu também trabalho mas ele era de uma pessoa era de uma família de fazendeiros né era uma pessoa vamos dizer privilegiada no Brasil do século 19 ele era um abolicionista era um Republicano E era uma pessoa
que queria fazer uma Escola de Engenharia para que o país Na verdade ele falava em estado de São Paulo pudesse ter indústria gerar riqueza gerar emprego quer dizer ele era uma pessoa muito à frente do seu tempo né Então veja que história interessante e ele vai e faz os laboratórios da Escola Politécnica acreditando que você tem que ter produtos de qualidade que você tem que conseguir reproduzir coisas parecidas Ou seja você tem que ter padrão testes para mostrar o padrão fazer relatório com aquilo então daí nasce O IPT ele nasce desses Laboratórios e depois fiquem
independente da universidade para poder ter facilidades de fazer isso por mercado então ele nasce com a missão de apoiar a indústria hoje é uma empresa é uma empresa pública tem mil e sem funcionários adotação Não é para pagar não é suficiente para pagar salários é menos da 50 menos que 50%. então a gente tem o desafio de você ter projetos que remunerem as pessoas e ao mesmo tempo a gente tem o desafio de empurrar fronteiras de fazer Inovação de poder cooperar né com a indústria né É com o setor produtivo para que ele também vá
para inovação 55 perguntas que você tinha feito para ela porque não porque assim eu acho eu acho muito importante colocar todas essas essas informações principalmente para quem está assistindo a gente ou para quem tá ouvindo a gente é no Spotify entendeu a importância e que não é não é do dia para noite que que surgiu o IPT é uma instituição de muito renome e que acho que tem uma relevância assim é muito grande para o desenvolvimento do nosso país do nosso Estado a gente está no Estado de São Paulo né enfim mas mas assim acho
que é de uma relevância enorme e você está justamente posicionada nesse lugar tendo a possibilidade de levar para os outros né para a sociedade essa essa representatividade assim é um negócio muito muito significativo assim e eu acho que bom tô aqui com um milhão a gente tinha planejado de fato perguntar o que é O IPT né É porque eu acho que talvez não seja todas as pessoas que nos ouvem que conhecem assim e esse link entre ciência e tecnologia né que você mesmo respondeu é incrível né ele tá serviço da sociedade Eu imagino que vocês
prestam muito serviços e tem projetos com a indústria então sim a gente tem serviços diversos vamos dizer para a sociedade você tem até o serviço vamos dizer junto a Defesa Civil choveu as casas né podem estar com problemas e a gente vê esses problemas em áreas de risco então O IPT Faz esse trabalho junto à sociedade junto a Defesa Civil a secretarias de estado etc faz também para empresas públicas para empresas privadas hoje a gente tem um leque de atuação Então seja não vamos dizer para resolver problemas metrológicos né que é a nossa natureza lá
atrás testes mais complexos projetos mais complexos projetos que a gente precisa outros parceiros para poder fazer junto e projetos que a gente faz junto com a indústria e professora deixa eu perguntar porque a senhora é formada em engenharia civil e já tenha essa atuação muito grande tanto no mercado quanto realmente na parte de pesquisa e é acadêmica né É O IPT ele tem também esse desenvolvimento junto à indústria por exemplo né então acho que é um papel muito relevante como que é isso dentro dos ambientes de pesquisa que tem lá perfeito porque a pesquisa vamos
dizer Às vezes a pesquisa básica ela não tá no IPTV né ela tá na universidade O IPT tem aquele papel de aplicação da ciência e da tecnologia já para a indústria né então vamos dizer quando a gente fala em trls né a gente tá num trl já médio para alto né a gente tá fazendo pilotos tô tipando para indústria né então a gente tá conectado então eu vejo hoje é que O IPT é uma ponte Lembrando que o seu engenharia civil né é uma ponte entre a universidade né Quem produz conhecimento com aquele que usa
né o conhecimento colocando em tecnologia ou inovação né então vamos dizer ele pode concretizar um conhecimento que está sendo feito já aplicando para indústria e viabilizando para isso a gente precisa de parceiros da indústria com essa compreensão desse papel nosso hoje 37% da nossa do nosso arrecadação né financeira mesmo né tá ligada inovação Então a gente tem por exemplo duas unidades embrap embrap É um dinheiro que vem Para apoiar a gente fazer inovação para a indústria então a indústria entra com recursos a Embrapa e entra com recursos é governamental mas é independente e a gente
tem o nosso também ali vamos é o pessoal nosso que tá entrando Então vamos é tripartite para inovação eu acho que esse assim dizer que que a gente o nosso faturamento 37% vem da Inovação é um orgulho quer dizer a gente tá cumprindo uma função né de empurrar fronteiras mesmo né de fazer algo novo processos novos métodos Novos Produtos novos né então eu tenho muito orgulho desse papel que O que O IPT compre eu até faço uma relação aqui porque eu fiz estágio eu fiz ensino técnico né Eu estudei no cutuca no Colégio Técnico da
Unicamp E logo depois eu fui fazer estágio de nível técnico no laboratório Nacional de Lucy e assim foi uma experiência muito legal até Falo isso porque acho que é uma instituição muito importante também para o desenvolvimento do nosso país E aí até fazendo uma relação porque O IPT Ele tá num nível de pesquisa e desenvolvimento um pouco mais alto do que o não comparativamente mas é porque o tipo de pesquisa se realiza dentro do laboratório nacional é pesquisa de base então isso eu acho que eu acho muito interessante porque é por exemplo é para desenvolvimento
de novos materiais né existe a pesquisa lá dentro do laboratório para depois a gente pensar na construção de pontos e Então é assim você fala em novos materiais a gente tem por exemplo materiais que a gente desenvolve para EMBRAER né materiais que a gente desenvolve para Stock Car materiais que a gente desenvolve para produtos por exemplo na medicina Então veja a engenharia interagindo em outras áreas diferentes seja da engenharia da Medicina da saúde e etc então a gente hoje vê que para a gente poder atender a sociedade bem para ela ter bem-estar e também olhando
o planeta a gente porque indissociável o bem-estar da sociedade e o bem-estar do planeta em dssosciável né são princípios indissociáveis a gente não pode hoje não olhar toda a questão que a gente tem do nosso planeta e nós estamos num barco único né então a gente e assim a gente olhar gostar da sociedade Tem que olhar o bem-estar do planeta e ver como a gente pode enriquecer todo mundo para todo mundo viver melhor Então veja voltando O IPT ele tem um papel muito claro dentro de sua concepção de fazer dentro desse leque né de olhar
o meio ambiente de participar ativamente por exemplo as energias renováveis vamos discutir transição energética eficiência energética energias renováveis olhar o planeta do ponto de vista de florestas como que a gente pensa na floresta como que a gente olha a madeira nós vamos continuar usando madeira Mas como que a gente vai como que a gente vai olhar minimizando resíduos Então a gente tem vamos dizer trilhas que a gente segue para cumprir a nossa missão que eu acho que são relevantes aí para a sociedade para a indústria para riqueza de todos não é e eu acho que
tem algo que eu gostaria de mencionar o tamanho do IPT que em 2019 foi trazida a ideia do IPTU pela Experience que é trazer o parceiro para dentro do IPT além de você trazer o parceiro para dentro tem ainda um outro ator aí que eu acho super relevante que a gente tem que pensar seriamente no nosso país e não só no discurso que a gente dar condições para as startups se desenvolverem e assim estar em todos envolvidos a grande empresa o pesquisador os alunos né então todos estarem desenvolvendo coisas eu acho que a gente precisa
dar um espaço importante para as startups no nosso país né então a gente tá fazendo também lá dentro isso me estimula muito né E você traz jovem né também quando você fala em startups traz todo mundo mas traz um né os jovens e os jovens são muito animados eu gosto dos jovens que eles são otimistas são mais arrojados a idade às vezes torna as pessoas mais conservadoras né e o jovem como eu tô dentro da sala de aula eu sou alimentada de otimismo né e acredito na juventude muito eu acredito na juventude porque os jovens
me surpreendem e eu acho que eles são muito capazes a gente tem experiência nosso favor jovens eles estão sabem anos luzes assim então eu acho que se a gente der condições para essas novas gerações e oportunidades né a gente pode sim estão vendo os problemas que a gente tem que são enormes né a gente tá deixando aí todo o planeta com problema de aquecimento global com as metas 2030 que a gente precisa cumprir com certeza não é blá blá blá precisa tô falando isso direto porque o meu projeto de Trainee é sobre é sobre descarbonização
então é um tema que assim é muito relevante que a gente se preocupe e não apenas né a nossa pesquisa a nossa tecnologia se desenvolva nesse sentido mas que as empresas as indústrias é todo se engagem de forma a contribuir para esse assunto né porque realmente a gente [Música] só tem um planeta né então acho que é muito importante que que esse tema seja levado a sério e sim Vista nisso realmente né Eu quero aproveitar seu Gancho dos jovens Liege assim achei muito interessante que você falou é muito inspirador também né Eu acho que assim
hoje trabalhando numa grande empresa e tendo contato com outras assim a gente vê as empresas se preparando para inovação aberta e quando ela se preparam elas trazem startups para dentro também então eu fico contente de ver esse caminho da sociedade como um todo né quem faz o desenvolvimento mesmo olhando para a questão das startups mas puxando o gancho do jovem é eu penso muito nessa questão da nova educação né porque as novas gerações Elas são tão diferentes na forma de aprender na motivação Então eu queria ser o ponto de vista assim de como academia tá
se transformando ou se adequando para educação aí desses jovens que estão que vão entrar no mercado ou vão para academia trazer desenvolvimento aí para o nosso país diferentes também né Assim que é acho que o mercado é diferente o a Inovação também nos traz outra perspectiva Então acho que realmente um tema então eu vejo assim né que hoje o jovem diferente muito diferente da minha geração e eu não sou uma pessoa saudosista que acho que a minha geração era melhor porque na minha época era melhor não era pior né agora hoje eu vejo assim você
tem um leque de oportunidades abertos né então por exemplo na área de engenharia você pode atuar em diferentes áreas ter interdisciplinaridade né Você tá trabalhando com pessoas de Formação diferente então você tem pesquisa colaborativa trabalho colaborativo então hoje isso tá muito presente então você tem um campo de oportunidades ao mesmo tempo você tem também a competitividade muito mais acirrada que eu passei né então eu não acho que o jovem tem uma vida fácil né Tem gente que fala ah mas porque tem tantas oportunidades não eu acho que tem um agressividade em mercado por exemplo eu
acho que as pessoas simplificam acham que os jovens hoje estão muito sensíveis falou do mimimi eu fico louca com esse mimimi eu acho que não eu acho que isso é consciência Sabe tem consciência de suas limitações de que ele precisa ele é cobrado por certas coisas né então eu não acho simples ser jovem hoje mas eu acho que ele é otimista em vários assim nas atitudes sabe ele ele é mais Arrojado no sentido assim por ser jovem ele não vai tomar as restrições de forma às vezes estão a sério né mas eu acho que se
ele ele tem Às vezes a sensibilidade é a consciência Eu acho que é consciência não acho que é fraqueza pelo contrário eu acho que ele tem a noção de algumas limitações da sociedade que são impostas etc e tal então eu acho que quando isso vem à tona essa consciência o torna mais sensível e toda a questão de acolhimento seja nas escolas seja nas indústrias sejam onde for no setor produtivo no trabalho na família isso vem à tona hoje muito mais né Isso tá muito mais presente Como que você acolhe as pessoas as pessoas são diferentes
e aí que a riqueza as pessoas são diferentes elas reagem Diferentemente e como que a gente faz que isso seja o melhor a gente tem que estimular isso não equalizar as pessoas muito pelo contrário como fazer isso no ensino não é fácil né você traduzir esse sentimento e essa vontade para o ensino né o ensino formal então mais do que ensina a gente tá falando de educação né então assim como motivar o jovem porque ele tem acesso ao conhecimento muito simplesmente né mas como motivá-lo como desafia-lo não tem que ficar procurando na barça é bom
ele vai ter então assim e como que ele como você estimula a curiosidade né como ele ele vai ali não é o Wikipédia que vai deixar ele satisfeito com o que ele aprendeu se aprofunda nas coisas como você desafio jovem então eu eu sinto que hoje nas escolas a gente precisa entender como desafiar o jovem né para que ele dê a soluções aos problemas enormes que a gente na minha geração tá deixando né E que a sociedade como um todo deixou né eu são coisas que eu não tenho a resposta mas eu acho que a
gente tem que adaptando o ensino a forma de ensinar para ele estar estimulado motivado porque ele vem com um sonho e você pode roubar o sonho dele e a gente não tem direito de tirar a esperança de ninguém e o sonho de ninguém e o trabalho também né tem que tem que se adaptar eu acho que essa questão de Toler os sonhos ali talvez não no dia a dia ali às vezes é muito fácil né de acontecer então acho que o trabalho também tem que se adaptar para trazer essas pessoas sim porque quando a gente
às vezes chega alguém com uma ideia você fala sim mas na vida real nós estamos precisando na verdade você tá desestimulando a pessoa né eu tenho eu falei que eu tinha sorte né eu assim no começo de carreira eu tinha um professor aqui da Polly que falou coisas muito interessantes para mim ele falou assim quando eu fui convidada a ser professora tava ingressando a ser professora anapoli falei professor podia me dar um conselho gostava muito dele sempre gostei muito dele Professor qualquer e ele falou assim nunca fale com jovem tá errado porque pode ser que
você esteja errado porque você tá desestimulando e saiba que Jovem às vezes tem grandes ideias que ele vai conseguir comprovar depois de 20 e 30 40 anos e aí ele é um prêmio Nobel então não tira isso dele isso ficou assim muito na minha cabeça sabe não tirar isso das pessoas Então eu acho que no ensino a gente precisa tomar cuidado para não falar que tá errado certo porque muitas vezes engenharia dois mais dois pode ser que não seja quatro sabe então talvez você esteja ali aplicando um conhecimento da sua experiência etc mas pode ser
que a ideia do jovem ali você já fenomenal não mate aquela ideia Nossa eu tenho refletido muito sobre eu achei essa reflexão fantástica minha admiração só tá aumentando inclusive mas eu acho assim interessantíssimo que a gente Pense nisso não só estou do ensino é óbvio que na opção de ensino né na questão do ensino ela é um aspecto muito relevante mas acho assim Acho que no nosso dia a dia né é profissionalmente falando é muito importante que a gente esteja aberto a aprender a ouvir as pessoas e trazer às vezes trazer uma realidade diferente para
que a gente consiga realmente fazer alguma coisa melhor né eu não me esqueço da acho que foi a Clarissa falando no nosso episódio que sobre a questão de que inovação ela é experiência então acho que esse ponto é um negócio tão é tão especial a gente pensar que realmente para a gente ter experiência a gente precisa ouvir viver e ir para outros lugares que eventualmente Se a gente ficar preso ali sem ouvir os outros a gente não vai conseguir enxergar eu acho que refletir sobre essa dicotomia vai ter errado também importante na nossa vida né
na nossa vida em todos os aspectos Mas na vida profissional às vezes eu tenho parado para pensar né Às vezes a gente chega em determinados desafios você não tem muito para quem perguntar se você tá certa ou errado e aí você começa a refletir Será que eu tô no caminho certo e isso começa a pensar que talvez não existam caminho certo e nem o errado é o seu caminho é aquilo que você tá enxergando no momento com as ferramentas que você tem né E aí você vai construindo os desafios ali da sua carreira em cima
do que tá no meio dessa dicotomia que não é nem o certo nem o errado é aquilo que tem para o momento né e eu acredito muito na carreira da equipe então assim Claro cada um tem a sua carreira individual mas existe o coletivo né então eu acho que assim vamos ver se tem obrigação de puxar os outros né Para subirem né e assim eu queria também falar uma coisa das mulheres muitas vezes que a gente já conversou isso as mulheres acham que não tem não tão Preparadas não usa a palavra competência não estão Preparadas
para determinadas desafios da carreira acendendo na carreira né e assim a responsabilidade de quem convidou para pôr naquela naquela cadeira né a pessoa que convidou para pôr naquela cadeira alguém ela viu naquela pessoa eu tô falando especialmente das mulheres viu competência e que aquilo vai frutificar ela não vai achar que na hora que ela sentar ela já sai fazendo Maravilhas e transformações e que aquilo vai dar faturamento ela sabe que vai ter uma construção então muitas vezes já ouvi de mulheres não mas eu não tô preparada Então eu não sei se isso vem da sociedade
que vai colocando na cabeça dela que ela tem que estar preparada para tudo para poder assumir aquilo não a vida é uma construção contínua né Você pode dar saltos de carreira Mas você leva um tempo a construir aquilo e chegar naquilo então se eu puder deixar também um recado para as mulheres as carreiras são construídas no dia a dia e se Alguém convidou você para acender vá se você acha que aquilo te deixa feliz né e acho que uma coisa que eu também gostaria de dizer assim as mulheres têm que estar livres para escolher o
que que ela quer se ela quer um companheiro se ela quer uma companheira se ela não quer ninguém se ela quer ter filhos ou não que a sociedade não te impõe a isso né e as mulheres que escolhem também serem mães a maternidade que a maternidade ela não olha como algo que atrapalha né Eu tive dois filhos eu tive dois filhos homens e falei acho que Deus está me dando um recado eu tenho que criar eles para serem bons homens e tratarem bem as mulheres né Eu acho que eu consegui e assim que isso não
seja um empecilho não eu primeiro preciso acender para depois tentar ser mãe ou você sabe que isso vira um peso na vida das mulheres né então eu acho que assim a sociedade precisa absorver isso que ela tem também aquela função ela tem a maternidade e se ela tiver for uma opção dela ser mãe que uma indústria lhe dê apoio que uma empresa lhe dê apoio para isso e que ela tem um companheiro esteja à altura daquilo também seja participativo né então que isso seja não peso mas que venha de uma forma mais natural eu acho
isso tão assim tão significativo também é porque eu ia linkar aqui com uma pergunta que a gente tinha pensado sobre a questão da do Papel né das empresas e das próprias Universidades em relação a diversidade é o estímulo da diversidade E aí eu até ali isso é um outro um outro aspecto que é a questão da maternidade porque eu imagino que na carreira acadêmica isso também seja um desafio né não apenas a questão do gênero que foi para você mas também a questão da Maternidade e dessa sensação de poder ter esse essa vontade de ser
mãe independente do aspecto da carreira né Então eu acho que conjugar as coisas não é simples não é trivial mas eu acho que isso tem que ser um apoio da sociedade né E quando eu falo sociedade é pergunta da empresa também né pois não no mundo acadêmico você vê que as mulheres têm sempre gaps na carreira quando ela é mãe que ela não consegue mais produzir ela não consegue escrever não sei o que ela não é porque ela tá ali muito ocupada Principalmente nos primeiros momentos Então tem que ser levado isso em consideração não é
assim ah não é café com leite não é isso Ah vamos lhe dar uma não isso é um compromisso da sociedade tem que ser normalizado Então tem que ajudar né e assim eu fui ajudada fui ajudada por isso eu consegui ter carreira tendo dois filhos né e eu vejo que assim não pode novamente depender de sorte Tem que haver uma estrutura para isso né Eu acho essa fala muito importante assim primeiro que a gente com esse projeto dentro da empresa a gente recebe muito feedbacks e a gente recebeu um feedback de uma mulher que tá
num período aí de ser mãe e ela tinha uma certa preocupação em relação a carreira então assim primeiro que é esse tipo de contribuição realmente impacta as pessoas que nos ouvem assim você impacta muitas pessoas mas eu quero ressaltar esse ponto assim é muito importante a gente falar disso e a questão assim da gente tinha um comportamento né dentro das empresas aí antigamente né de que uma mulher se ela chegava no certo período ele casada sem filhos ali empresa estava meio assim as pessoas não é a empresa né parecem uma grande instituição ali mas são
composta de pessoas e comportamentos né Então as pessoas já olhavam como uma mulher que está suscetível por exemplo ela tá fora do trabalho por um período E aí deixar de produzir por aquele período né E hoje eu vejo assim exemplos de mulheres aí no meu convívio Claro em empresas com uma estrutura né certa consciência também sendo promovidas inclusive no momento de gravidez mas é muito importante a gente falar desse assunto porque estar numa empresa como essa também é um privilégio porque a gente não é o que a gente vê né a gente não pode tomar
como verdade porque não é o que a gente vê como uma prática comum né então é muito importante a gente falar disso e criar esse senso de necessidade mesmo a sociedade precisa se adequar porque é um movimento natural de renovação é natural da sociedade gente e que precisa ser discutido para que a gente possa melhorar porque eu tenho uma amiga que teve um período ali de gravidez é durante o mestrado e não foi exatamente muito bem recebido naquele momento né É por sorte felizmente ela tinha ali uma rede de apoio que lhe permitiu continuar e
realmente defendeu mestrado dela e tudo mais né mas eu acho que é Um Desafio que realmente a gente precisa discutir para que a gente possa ter formas de evoluir melhorar ainda mais esse contexto até o aspecto social e eu vejo assim quando a gente fala de dentro né do nosso grupo de diversidade também dentro da empresa quando a gente fala de maternidade a gente também Acaba falando a gente fala de parentalidade né e fala de paternidade também porque a gente tem muitos colegas homens ali que ouvindo a gente falar sobre esse assunto as mães falarem
sobre esse assunto tomam mais consciência do comportamento que eles têm com as suas companheiras em casa então assim o impacto não tá só ali né mas tá fora dali Às vezes a gente tá impactando a vida de uma mulher que a gente nem sabe que ia na diversidade que você ganha a empresa ganha eu acredito realmente nisso tem pesquisa que comprova isso mas assim eu vejo no meu dia a dia que esse respeito né as mulheres respeita a maternidade respeita adversidade as opções das pessoas etc torna vamos dizer você tá trabalhando mais tranquilo né o
tranquilo não quer dizer que você não tá tendo que trabalhar eficientemente é bem diferente mas é você saber que tem respaldo né E você poder entregar eu acho que você entrega mais então quando você tem apoio você entrega mais todo mundo ganha né e eu acredito muito nisso né então essa parte mais humanizada nas relações de trabalho tornam a gente mais eficiente e vai aumentar o faturamento até a gente conversou sobre isso outro dia né tive dois insights assim trouxe para a gente discutir eu tava ouvindo o podcast que falava sobre a natureza em si
era uma um tema de sustentabilidade lá e ele falava que a natureza se dá em torno da diversidade né porque temos um ecossistema e o ecossistema se faz diversidade porque é um único elemento da fauna ou da flora ele não e a natureza nos produz né somos frutos da natureza tal então é muito natural que a gente se equilibra na diversidade não existe equilíbrio sem diversidade Olha que sabedoria né que a natureza nos traz E aí tem um outro paralelo também né quando a gente fala de processo de inovação aí a gente começa na descoberta
das respostas dos problemas através da empatia e para a gente tem empatia a gente precisa ter um ambiente como você falou que ele tira as barreiras e ele te deixa tranquilo para apenas estar ali produzindo aquilo que você tem objetivo de produzir sem outras preocupações aí você tá discute um problema escuta o outro tem empatia resolve problemas e a partir daí vem inovação Então essas coisas elas estão todas muito elas fazem muito sentido né porque elas estão muito conectadas assim exatamente eu amei esse áudio inclusive ela me mandou um áudio falando sobre isso ouve falei
nossa tive uma companhia aqui é muito importante a relação das pessoas né E você criar uma relação de confiança né então você cria um ambiente tranquilo embora você tenha que entregar para ontem mas você mantém uma serenidade que te dá ali respaldo para entregar né então eu acho que assim a construção de ambientes saudáveis de trabalho passam por muitas coisas né E essa é uma delas né você olhar na adversidade riqueza né você olhar nas pessoas diferentes que fazem coisas diferentes de você uma riqueza porque ela pode trazer à tona uma ideia que você não
teve né E se você traz um grupo muito igual a possibilidade de você ter ideias disruptivas ou coisas diferentes e soluções diferentes para um problema tá limitado porque você limitou a forma das pessoas agirem e pensar eu quero mais duas perguntinhas para a gente se encaminhar aqui para o final né Vai lá eu queria puxar um gancho nessa questão da diversidade e saber do seu ponto de vista da sua experiência como foi trabalhar com esses temas de diversidade tanto no seu cargo anterior quando como no cargo atual né na sua posição de diretoria olha trabalhar
com a diversidade a gente nunca pode achar que tá completamente ciente certo daquilo a gente tem que aprender sempre na diretora eu vou ilustrar com um acontecimento que para mim foi marcante e eu já tinha idade ali muito diferente de um aluno que chegou que era do Polly Prime falando né da questão do homossexualismo e era um jovem com 19 anos e eu ali já beirando os meus 60 eu falei ah compreendo a sua dor e ele fala assim desculpa a senhora não compreende a minha dor a senhora tem intenção de entender é solidária com
a minha dor mas sentir a minha dor eu não sei sentir a sua dor que foi o que chora teve que passar para uma mulher acender encargos que eram vamos é tradicionalmente masculinos eu sou solidário a senhora mas eu não sei a dor que ele tocou como desculpa a senhora também não sabe a dor que eu sinto nos preconceitos que eu passo nós temos dores diferentes mas a gente é solidário isso para mim foi uma lição de vida da gente não achar que sabe as coisas então assim foi uma lição de eu não conheço a
dor mesmo eu posso ser solidária apoiar dar espaço Mas eu não conheço a dor que eu não passo né então eu acho que a gente precisa Estar atento a isso as dores que a gente não conhece não passou não vai passar mas ser solidário aquela pessoa isso chama-se acolhimento chama-se compreensão chama-se respeito então se a gente tiver atento a gente pode aprender todo dia então a gente tem que estar atento ao mundo foi muito fofo isso assim porque acho que é nossa é realmente uma inspiração que a gente olha e que por mais pessoas assim
e vamos lá a última última pergunta hein vamos lá professora eu queria saber quais são suas próximas passos de carreira aí imagina que ainda tenho muitos projetos na sua cabeça né você falou aí de projetos que foram prometidos lá no passado ainda não foram cumpridos Então eu queria saber quais são os seus próximos passos agora olha eu tenho sempre muitos sonhos né então eu podia estar aposentada mas eu não consigo Me enxergar aposentada e acho que em casa ninguém também consegue né eu tenho sonhos de carreira sonhos de realizações etc mas assim eu tô muito
feliz no IPTU hoje eu acho que eu tenho mais coisas que eu gostaria de fazer lá e tenho ainda aqueles as coisas dos meus papel a cumprir Coisas que Eu ainda acho que eu posso fazer né E um dos papéis que eu ainda acho que eu posso contribuir é esse de estimular os jovens né e pensar no futuro né Sem Entender onde a gente pode chegar a gente tem que sair da casinha tem que sair do normal para poder resolver alguns problemas então o problema do planeta é real problema das pessoas do bem-estar da mobilidade
Eu trabalho com mobilidade O que será que eu posso fazer para as pessoas terem uma mobilidade descarbonizada né O que que a gente faz para agredir menos a natureza como que a gente faz para ser mais resiliente né E eu ainda tenho muita coisa que eu gostaria de poder contribuir né então enquanto eu tiver disposição e eu tenho muita disposição eu vou continuar né é onde quiserem que eu esteja eu vou né e assim o meu marido tem também uma pessoa é uma pessoa com muita disposição né Para trabalhar e fazer coisas diferentes né então
ele faz coisas muito interessantes eu não entendo mas enfim ele trabalha com nano na parte nano eu trabalho nos quilômetros então a gente os nossos filhos brincava que a gente tem 10 a décima segunda de diferença nos produtos mas enfim assim eu quero ainda fazer muita coisa espero poder fazer mas entender também no momento que eu tenho que sair de um processo né então tem uma pessoa que um dia falou assim para mim que a gente precisa saber quando a gente naquela posição você começa a limitar os outros então quando você usa a sua experiência
para falar Mas isso não vai dar certo não dá para fazer isso então pode ser que você está limitando né algo que seja disruptivo pela sua experiência a sua experiência tem que te ajudar a ser desculpe tio não é impedir do grupo ser né então você tem que saber a hora que você tem que sair de um cargo que você tá atrapalhando ou você tá limitando as pessoas né e ser melhor usado né em outras contribuições então a gente já tá sempre atento a hora que você tem que tirar o time de lá e fazer
outra coisa né então eu espero ter essa clareza né na minha mente de saber quando ali eu posso ser posso sair e posso ser mais útil um outro lugar e como e isso requer aprender e estudar continuamente né sempre sempre a professora muito muito obrigada pela sua vida aqui por esse Nossa por essa aula é que conversa gostosa foi realmente muito muito gostoso muito para estar com você aqui e queria agradecer para todo mundo que tá acompanhando a gente que ficou até o final não deixa de seguir a gente de assistir os nossos próximos episódios
porque a gente vai continuar trazendo pessoas fantásticas aqui para conversar com a gente isso aí Professora Muito obrigada pela sua contribuição pelo seu tempo de estar aqui com a gente nesse projeto né e eu tenho certeza que todos aí estão se sentindo agraciados assim como nós muito obrigado obrigada a todos Espero que possa ter transmitido um otimismo que a gente pode ser melhor Obrigada obrigada até a próxima pessoal tchau tchau [Música]