E o que é ideologia Marilena chauí coleção primeiros passos Volume 13 Editora Brasiliense para Zé de e para se começando nossa conversa frequentemente ouvimos expressões do tipo partido político e ideológico é preciso ter uma ideologia falsidade ideológica essas expressões tomam a palavra ideologia fala com ela significar conjunto sistemático e Encadeado de ideias ou seja confundem ideologia com ideário nossa tarefa aqui será desfazer a suposição de que a ideologia é o ideário qualquer ou qualquer conjunto encadeado de ideias e ao contrário mostra que a hidrologia é uma ideia histórico social e político o que oculta a
realidade e que esse ocultamento é uma forma de assegurar e manter a exploração econômica a desigualdade social EA dominação política Partindo de alguns exemplos uma das preocupações principais do pensamento ocidental nasce com a filosofia na Grécia antiga o que as coisas permanecem E por que as coisas mudam e desaparecem em outras palavras quais as causas do aparecimento da permanência da mudança e do desaparecimento das coisas ou como diziam os gregos porque as coisas se movem por movimento os gregos entendiam toda mudança qualitativa de um corpo qualquer por exemplo uma semente que se Torna a árvore
um objeto branco que amarelece um animal que é do S etc dois toda mudança quantitativa é de um corpo qualquer por exemplo um corpo que aumenta de volume ou diminui um corpo que se divide em outros menores etc três toda mudança de lugar ou locomoção de um corpo qualquer por exemplo a trajetória de uma flecha o deslocamento de um barco a queda de uma pedra o Levi tarde uma pluma etc quatro toda a geração e corrupção dos corpos Isto é o Nascimento eo crescimento das coisas e dos homens movimento portanto significa para um grego toda
e qualquer alteração de uma realidade seja ela qual for o filósofo Aristóteles afirmou que só a conhecimento da realidade portanto da permanência do Movimento dos seres quando ao conhecimento da causa conhecer é conhecer pela causa para tornar possível o conhecimento elaborar ou então uma teoria a qualidade que ficou conhecida como teoria das quatro Causas uma causa é o que responde ou se responsabiliza por algumas pectus da realidade e as quatro causas são responsáveis por todos os aspectos de um ser haveria assim a causa material responsável pela matéria de alguma coisa a causa formal responsável pela
Essência ou natureza da coisa a causa motriz ou eficiente responsável pela presença de uma forma Em uma matéria e a causa final responsável pelo motivo e pelo sentido Da existência da coisa tomemos uma coisa Qualquer por exemplo uma mesa de madeira diremos que a causa material da mesa é a madeira a causa formal é o que faz esse pedaço de madeira ser uma mesa ter as propriedades e características de uma mesa e não de outra coisa o friso eficiente é um artesão e coloca na madeira a forma da mesa a causa final é o uso
da mesa o motivo a razão pela qual ela foi fabricada as quatro causas permitem explicar a permanência e o Movimento ou mudança uma coisa permanece enquanto permanecer em sua forma com a causa formal e sua finalidade sua causa final uma coisa muda O móvel se porque a matéria está sujeita a mudança a causa material está em movimento e quando uma causa eficiente Altera a matéria mudando a forma que ela possui a a causa eficiente é o agente da mudança um aspecto fundamental dessa teoria da causalidade consiste no fato de que as quatro causas não possuem
o mesmo valor Isto é são concebidas como hierarquizadas pe o mais inferior a causa superior nessa hierarquia a causa menos valiosa ou menos importante é causa eficiente a operação de fazer a causa material receber a causa formal ou seja o fabricar natural ou humano e as causas mais valiosas ou mais importantes são a causa formal a essência da coisa e a causa final o motivo ou finalidade da existência de alguma coisa por isso a causa material EA eficiente são ditas Causas externas enquanto a formal e Afinal são ditas causas internas percebe-se que são mais importantes
as causas da permanência e menos importantes as causas da mudança ou do movimento se examinarmos as ações humanas veremos que a teoria das quatro causas len a discussão entre dois tipos de atividades a atividade técnica Ou que os gregos chamavam de poiesis e atividade ética e política Ou que os gregos chamavam de práxis A primeira é Considerado uma rotina mecânica em que um trabalhador é uma causa eficiente quem todos uma forma numa matéria e fabrica um objeto para alguém esse alguém é o usuário e a causa final da fabricação a práxis porém é atividade própria
dos Homens Livres dotados de razão e de vontade para deliberar e escolher o mapa na práxis o agente ação EA finalidade são idênticos e dependem apenas da força o interior ou mental daquele que age por isso a praças ética E política é superior apoio o trabalho a teoria das quatro causas consolida-se no pensamento ocidental graças a filosofia EA teologia medievais pois o pensamento medieval interpreta e dá continuidade aranãs aristotélica a primeira vista a teoria aristotélica da causalidade é uma pura concepção metafísica que serve para explicar de modo coerente objetivo os fenômenos naturais física e os
fenômenos humanos ética política e trabalho não parece Indicar a menor relação entre a explicação causal do universo EA realidade social grega sabemos porém que a sociedade grega antiga é escravagista e que a sociedade medieval baseia-se na Servidão Isto é São sociedades que distinguem radicalmente Oi gente superiores os homens livres que são cidadãos na Grécia e senhores feudais na Europa medieval e inferiores os escravos na Grécia e os servos da Gleba na Idade Média Eu teria a concepção da causalidade a ver com tal divisão social muita coisa se tomava um cidadão ou o Senhor e indagarmos
a qual das causas ele corresponde veremos que corresponde a causa final Isto é o fim ou motivo pelo qual alguma coisa é feita é o usuário dessa coisa aquele que ordem nou sua fabricação por isso na teologia Cristã Deus é considerado a causa final do universo que existe para sua maior Glória e Honra em outras palavras a Causa final está vinculada a ideia de uso e este depende da vontade de quem ordena a produção de alguma coisa se por outro lado indagarmos a que causa corresponde o escravo observo veremos que corresponde a causa motriz ou
eficiente Isto é e ao trabalho graças ao qual uma certa matéria receberá uma certa forma para servir ao uso ou desejo do Senhor compreende-se então que a metafísica das quatro causas considera a causa final superior a a eficiente que Se encontra inteiramente subordinada a primeira não só nos planos da natureza e do Sobrenatural mas também no plano humano ou social o trabalho aparece como elemento secundário ou inferior a fabricação sendo menos importante do que seu fim a causa eficiente é um simples meio ou instrumento para a satisfação da vontade ou desejo de um outro usuário
do produto do trabalho temos portanto uma teoria geral para a explicação da realidade e de suas Transformações que na verdade é a transposição involuntária e de relações sociais muito determinadas para o plano das ideias quando o teórico elabora sua teoria é evidentemente não pensa está realizando essa transposição mas julga estar produzindo ideias verdadeiras que nada devem à existência histórica e social do Pensador até tá no contrário O Pensador julga que com essas ideias poderá explicar a própria sociedade em que vive em outras palavras Uma teoria exprime por meio de ideias uma realidade social e histórica
determinada e o Pensador pode ou não estar consciente disso quando se sabe que suas ideias estão enraizadas na história pode esperar que elas ajudem a compreender a realidade de onde surgiram quando porém não percebe a raiz Histórica de suas idéias e imagina que elas serão verdadeiras para todos os tempos e todos os e corre o risco de estar simplesmente Produzindo uma ideologia de fato dos traços fundamentais da ideologia consiste justamente em tomar as ideias como independente da realidade histórica e social quando na verdade é essa realidade que torna compreensíveis as ideias elaboradas e a capacidade
ou não que elas possuem para explicar a realidade que as provocou prossigamos com nosso exemplo vejamos agora O que sucede com a teoria da causalidade no mundo moderno a partir da física Elaborada nos séculos 16 e 17 com os trabalhos de Galileu Francis Bacon e Descartes entre outros o pensamento moderno reduzido as quatro causas apenas a duas a eficiente e afinal passando a dar a palavra causa o sentido que o E isto é de operação ou ação que produz necessariamente um efeito determinado ou seja para nós uma relação é de tá causal quando a um
laço necessário entre uma causa e o efeito a causa não respondi simplesmente pelo efeito mas o produz a Física moderna considera que a natureza Age de modo inteiramente mecânico Isto é como um sistema necessário de relações de causa e efeito tomando a causa sempre exclusivamente no sentido de causa motriz ou eficiente ou seja não há causas finais na natureza no plano da metafísica porém além da causa eficiente é conservada a causa final pois esta refere-se a toda ação voluntária e livre ou seja refere-se à ação de Deus ea e a Vontade Divina e humana é
livre e a Gente tem Vista cinza objetivos a serem alcançados assim a natureza distingue-se de Deus e dos homens enquanto Espíritos é que ela obedece a leis necessárias e impessoais a causa eficiente definir o reino da natureza como o reino da Necessidade racional Enquanto Deus e os homens agem por vontade livre Deus e os homens constituem o reino da finalidade e da Liberdade em outras palavras Necessário é aquilo que é como é que jamais poderá ser diferente do que é livre é aquilo que é tal como foi voluntariamente escolhido e poderia ser diferente se escolha
tivesse sido outra costuma-se dizer que o pensamento moderno representa um grande progresso teórico pois ao eliminar as causas o plano da natureza eliminou explicações antropomórficas que impediam o desenvolvimento da ciência física que significa a separação entre a natureza Reino da pura necessidade mecânica e o homem reino da pura finalidade liberdade que Progresso teórico foi este um dos resultados da física moderna foi a possibilidade de explicar o corpo humano anatômica e fisiologicamente como um corpo natural Isto é movido apenas pela ação da causalidade eficiente como uma máquina que opera sem a intervenção da vontade e da
Liberdade os corpos são autômatos governados por leis mecânicas o corpo humano virar Descartes é um Animal máquina e o homem surge Então como um ser muito peculiar o seu corpo é uma máquina natural e impessoal que obedece a causalidade é suficiente por sua vontade ou por seu espírito onde a vontade se a loja é uma liberdade que haja em vista de fins livremente escolhidos podem então fazer com que seu corpo atuando mecanicamente se vamos fiz Escolhidos por sua vontade assim se do lado da natureza não há mais e era aqui de seres e de causas
do lado humano aí Era ia reaparece porque a causa final livre é superior mais valiosa do que é eficiente o espírito vale mais do que o corpo e este deve subordinar-se a aquele o homem livre é portanto um ser Universal sempre existiu e Sempre existirá que se o corpo mecânico e de uma vontade finaliza qual será a manifestação por Excelência desse homem livre no século 17 a resposta ainda era como para os antigos a filosofia a ciência e a ética Porém com uma diferença que crescerá com o passar do tempo de fato filosofia e ciência
são tomadas não mais como contemplação da realidade mas como poderão humano para transformar e dominar a realidade o conhecimento liga-se a prática de domínio técnico sobre a natureza e sobre a sociedade pouco a pouco afirma-se que a manifestação por excelência do homem livre é seu poder transformador e dominador aquela atividade na qual sua Vontade subordinação corpo para obter um certo sim o trabalho O trabalho que os antigos e medievais desprezavam aparece assim e as expressões privilegiadas do homem como ser natural e espiritual como foi possível passar da desqualificação do trabalho a sua nova valorização é
que agora estamos vendo surgir uma nova sociedade uma nova formação social em que desponta a imagem do homem que valoriza a si mesmo não por seu sangue ou família com meu caso do Senhor feudal ou do aristocrata que vale por si uma linhagem mas por ter adquirido o poder econômico e começar a adquirir poder político e prestígio social como recompensa de seu esforço pessoal de sua capacidade de trabalho de poupança estamos agora diante do burguês ou do homem valorizado pela chamada Ética Protestante de Lutero e sobretudo de Calvino na qual o homem não vale por
seu sangue linhagem o seu esforço pessoal perante Deus suja agora o que Chamamos de indivíduo moderno o homem honesta que trabalha polpa investe sua poupança em mais trabalho pois como dizem os teólogos protestantes ao perder o paraíso o homem foi posto na terra para trabalhar e honrar a Deus pelo trabalho trabalhar por para investir A Ética Protestante ordena que a riqueza se transforma em capital no entanto a nova sociedade que valoriza o trabalho Comunidade do corpo natureza e do espírito vontade livre não é constituída apenas pelo burguês mas ainda por outro homem livre vejamos o
perfil desse outro personagem tal como Marcos o apresenta no capítulo segredo da acumulação primitiva em um capital trata-se do moderno o trabalhador Livre Oi flores Livres não duplo sentido pois a não aparecem diretamente como meios de produção como eram escravo e o servo e Também já não possuem seus próprios meios de produção como lavrador que trabalha sua própria Terra livres e donos de si mesmo o regime do Capital pressupõe a separação entre o trabalhador EA propriedade das condições de realização de seu trabalho Portanto o processo que em Genebra o capitalismo só pode ser um processo
de separação entre o trabalhador EA propriedade das condições de seu trabalho Processo que por um lado converte em capital os meios sociais de vida e de produção enquanto por outro lado converte os produtores diretos em assalariados estamos pois Diante Do que se convencionou chamar e homem livre moderno notamos porém que esse homem e é dois tipos diferentes de homens ao burguês proprietário privado dos meios de produção ou das condições de trabalho e ao trabalhador Despojado desses meios e dessas condições liberado da servidão mas também despojado dos meios de trabalhar livremente só podendo trabalhar como assalariado
hora visto que o capital não pode se acumular nem se reproduzir sem exploração do trabalho que é sua fonte é preciso distinguir Duas Faces do trabalho embora tidas como igualmente dignas de um lado o trabalho como expressão de uma vontade livre e dopada De fins próprios Isto é o trabalhador visto pelo burguês e outro lado o trabalho como relação da máquina corporal com as máquinas sem vida Isto é com as coisas naturais e E isto é o trabalho realizado pelo trabalhador hora essas Duas Faces do trabalho também estarão divididas em duas figuras diferentes o lado
livre Espiritual do trabalho é o burguês que determina os fins enquanto lado mecânica corpórea do Trabalho é o trabalhador simples meio para fins que lhe são estranhos de um lago a liberdade de outro a necessidade Isto é o autômato assim a concepção mecânica da natureza como causalidade eficiente necessária a ser dominada e transformada pela ciência e técnica EA concepção da Liberdade da Vontade que atua na ética e na política pressupõe a separação entre matéria corpos espírito aulas separação que exprime a divisão social entre os corpos Que trabalham e as almas que me e decidem vigiam
Poli usam os frutos produzidos pelos corpos dos trabalhadores livres fazem parte da natureza enquanto os burgueses constituem a sociedade vemos novamente com ideias que parecem resultar de Puro esforço intelectual de uma a elaboração teórica objetiva e neutra de puros conceitos nascidos da observação científica e da especulação metafísica sem qualquer laço de Dependência a as condições sociais e históricas são na verdade expressões dessas condições reais com Tais idéias pretende-se explicar a realidade sem se perceber que são elas e precisam ser explicadas pela realidade social e histórica e o real não é constituído por coisas nossa experiência
direta e imediata da realidade nos leva a imaginar que o real é feito de coisas sejam elas naturais ou humanas Isto é de Objetos físicos e psíquicos culturais oferecidos a nossa percepção e as nossas vivências assim por exemplo costumamos dizer que uma montanha real porque é uma coisa no entanto o simples fato de que essa coisa possui um nome que a chamamos montanha indica que ela é pelo menos uma coisa para nós Isto é algo que possui um sentido em nossa experiência suponhamos que pertencemos a uma sociedade cuja religião era politeísta e Cujos deuses e
são imaginados com formas e sentimentos humanos embora superiores aos dos homens e que nossa sociedade exprime essa Sul A Divina fazendo com que os deuses sejam habitantes dos Autos lugares a montanha já não é uma coisa é a Morada dos Deuses suponhamos agora que somos uma empresa capitalista que pretende explorar minério de ferro e que descobrimos uma grande jazida numa montanha como empresários compramos a montanha e Portanto não é uma coisa mais propriedade privada visto que iremos a explorá-la para obtenção de lucros não é uma coisa mais capital ora sendo propriedade privada capitalista Só existe
como tal se for lugar de trabalho assim a montanha não é coisa mais relação econômica e portanto relação social a montanha agora é matéria-prima num conjunto de forças produtivas dentre as quais se destaca o trabalhador para quem Amon e a lugar de trabalho Suponhamos agora que somos pintores para nós a montanha é forma cor volume linhas profundidade não é uma coisa mais um campo de visibilidade não se trata de supor que ar de um lado a coisa física o material and outro a coisa com uma ideia ou significação não há de um lado a coisa-em-si
e de outro lado a coisa para nós mas um entrelaçamento do físico-material e da significação a unidade de um ser e de seu sentido fazendo com que aquilo Que chamamos de coisa seja sempre um campo significativo o monte Olimpo um Monte Sinai são realidades culturais tanto quanto os sierras para a história da Revolução Cubana ou as montanhas para a resistência espanhola e francesa e o a montanha Santa Vitória pintada por cézanne o que não impede ao geólogo de estudar lá de modo diverso nem ao capitalista de reduzi-las a mercadorias você já explorando seus recursos de
Matéria-prima seja transformando-os em objeto de turismo lucrativo o que dissemos sobre a montanha podemos também dizer a respeito de todos os dentes reais são formas de nossas relações com a natureza mediadas por nossas relações sociais são seres culturais campo de significação variadas no tempo e no espaço dependentes da nossa sociedade da nossa classe social de nossa posição na Divisão social do trabalho dos investimentos simbólicos e cada cultura imprimir assim mesma através das coisas e dos homens isso porém não implica afirmar o oposto Isto é se o real a vida de coisas então será constituído por
ideias ou por nossas representações das coisas se fizéssemos tal afirmação estaremos na ideologia em estado puro Pois para esta última a realidade é constituída por ideias das quais as coisas seria uma espécie de receptáculo Ou de Encarnação provisória o empirismo do grego em PVA que significa experiência dos Sentidos considera que o real são fatos ou coisas observaveis e que o conhecimento da realidade se reduz a experiência sensorial que temos dos objetos hoje as Sensações se associam e forma uma ideia e em nosso cérebro O Idealista por sua vez considera que o Real São ideias ou
representações e que eu conhecimento da realidade se reduza o exame dos dados e Das operações de nossa consciência o gol do intelecto como atividade produtora de ideias que dão sentido ao real e o fazem existir para nós tanto Num caso como no outro a realidade é considerado um puro dado imediato Condado Dos sentidos para o empirista um dado da consciência para O Idealista hora o real não é um dado sensível tem o dado intelectual mas é um processo o movimento temporal de Constituição dos seres e de suas significações e esse processo depende Fundamentalmente do modo
como os homens se relacionam entre si e com a natureza essas relações entre os homens e deles com a natureza constituem as relações sociais como algo produzido pelos próprios homens ainda que estes não tenham consciência de serem seus únicos autores não é portanto das relações sociais que precisamos partir para compreender os conteúdos e as causas dos pensamentos e das ações dos homens e por que eles agem e pensam de maneiras Determinadas sendo capazes de atribuir sentido a Tais relações de conservá-las ou de transformá-las porém novamente não se trata de tomar essas relações como um dado
ou como fato observava eu hoje nesse caso estaremos em pena ideologia trata-se pelo contrário de compreender a própria origem das relações sociais e de suas diferenças temporais em uma palavra de encará-las como processos históricos mas ainda uma vez não se trata de tomar a história como sucessão de Acontecimentos factuais nem como evolução temporal das coisas e dos homens nem com o progresso de suas ideias as ações nem como formas sucessivas e cada vez melhores das relações sociais a história não é sucessão de fatos do tempo não é progresso das ideias mas o modo como os
homens determinados em condições determinadas criou os meios e as formas de sua existência social Reproduzem ou transformam essa assistência social que é econômica política e cultural a história práxis como vimos pra que significa um modo de agir no com a gente sua ação e o produto de sua ação são temos um principalmente ligados e dependentes uns dos outros não sendo possível separados nessa perspectiva a história é o real e o real é o movimento incessante pelo qual os homens têm condições que nem sempre foram escolhidas por eles Instauram um modo de soci o e procuram
fixado em instituições determinadas família condições de trabalho relações políticas instituições religiosas tipos de educação formas de arte transmissão dos costumes língua etc além de procurar fixar se é o modo de sociabilidade através de instituições determinadas os homens produzem ideias ou representações pelas quais procuram explicar e compreender sua própria vida individual social e Suas relações com a natureza e com o Sobrenatural em sociedades divididas em classes e também cartas nas quais uma das classes explore dominas outras essas explicações ou essas ideias e representações serão reproduzidos e difundidos pela classe dominante para legitimar e assegurar seu poder
econômico social e político o motivo essas idéias ou representações tenderão a esconder dos Homens o modo Real como suas relações sociais foram produzidas e a origem das formas sociais de exploração econômica de dominação política esse ocultamento da realidade social chama-se ideologia por seu intermédio os dominantes legítimo as condições sociais de exploração e de dominação fazendo com que pareçam verdadeiras e justas enfim também um aspecto fundamental da existência histórica dos homens a santa local podem ou reproduzir as relações sociais Existentes ou transformá-las seja de maneira radical quando fazem uma revolução seja de maneira parcial quando fazem
reformas em outras palavras uma ideologia não possui um poder absoluto que não possa ser quebrado e destruir quando a classe social compreende sua própria realidade pode organizar-se para quebrar uma ideologia e transformaram a sociedade os burgueses destruíram a ideologia aristocrática nos séculos 16 17 e 18 e os trabalhadores podem Destruir a ideologia burguesa como propôs Marques Nossa tarefa será pois compreender por que a ideologia possível falso origem quais seus fins quais seus mecanismos e quais seus efeitos históricos Isto é sociais econômicos políticos e culturais histórico do termo o termo ideologia aparece pela primeira vez na
França após a Revolução Francesa de 1789 no início do século 19 em 1801 no livro de destutt de Tracy Elementos da ideologia os elementos de ideologia juntamente com o médico cabanis com de gerando e volney destutt de Tracy pretendia elaborar uma ciência da Gênese das idéias tratando-as como fenômenos naturais que exprimem a relação do corpo humano enquanto organismo vivo com o meio ambiente elabora uma teoria sobre as faculdades sensíveis responsáveis pela formação de todas as nossas ideias querer vontade Julgar razão sentir é excepção e Recordar memória esse grupo de pensadores conhecidos como os ideólogos franceses
era antes teológico antimetafisico e antimonarquico ou seja eram críticos a toda explicação sobre uma origem invisível e espiritual das ideias humanas os inimigos do poder absoluto dos Reis eram materialistas Isto é admitiam apenas causas naturais físicas ou materiais para as ideias e as Ações humanas e só aceitavam conhecimentos científicos baseados na observação dos Fatos e na experimentação pertenciam ao partido liberal e esperavam que o progresso das ciências experimentais baseadas exclusivamente na observação na análise e síntese dos dados observados pudesse levar a uma nova pedagogia e uma nova moral como para educação Religiosa e metafísica que
sempre esteve a serviço do poder político de um monarca de trem Se propôs o ensino das ciências físicas e químicas para formar um bom espírito isto é uma inteligência capaz de observar se recompor os fatos sem perder-se em vazias especulações abstratas nem em explicações teológicas a monarquia era vista por ele como maquinação entre o poder político e o poder religioso uma vez que se dizia que o rei recebia o poder diretamente de Deus um poder espiritual absoluto e indivisível e por Isso podia exigir obediência total dos súditos tendo o poder de vida e morte sobre
eles cabanas pretende construir ciências Morais dotadas de tanta certeza quanto as naturais capazes de trazer a felicidade coletiva e de acabar com os dogmas desde que a moralidade não seja separada da fisiologia do corpo humano ou seja a moral não é um campo de escolhas voluntárias nascidas no espírito de cada um mas o campo de ações a vida de necessidades interesses e Desejos que podem ser científicamente conhecidos e controlados pelos próprios homens nos elementos de ideologia na parte dedicada ao estudo da vontade de trás e procura analisar os efeitos de Nossas ações voluntárias e escreve
então sobre a economia na medida em que os efeitos de Nossas ações voluntárias concedem a nossa aptidão para prover nossas necessidades materiais procura saber como atuam sobre o indivíduo sobre a massa o trabalho e as Diferentes formas da sociedade Isto é a família a Corporação etc suas considerações Na verdade são glosas das análise do economista francês sei a respeito da troca da produção da indústria da distribuição do consumo e das riquezas o livro influências do moral sobre o físico cabanis procura determinar a influência do cérebro' sobre o resto do organismo no quadro puramente fisiológico o
ideólogo francês partilhar Ottimismo naturalista em materialista do século 18 acreditando que a natureza tem esse as condições necessárias e suficientes para o progresso e que só graças a ela nossas inclinações e nossa inteligência adquirem uma direção e sentido os ideólogos foram partidários de Napoleão e apoiaram o golpe de 18 Brumário quando Napoleão tomou o poder instituído o período conhecido como Consulado pois o julgavam no Liberal continuador das Ideias da Revolução Francesa enquanto conto Napoleão nomeou vários do silel logos senadores ou tribos todavia e logo se decepcionaram com Bonaparte vendo nele o restaurador do antigo regime
Isto é da monarquia tanto haviam criticado opõe-se às leis referentes à segurança do estado e são por isso excluídos do tribunado e sua academia fechada o secretos napoleon para a fundação da nova Universidade francesa dão plenos Poderes aos inimigos dos ideólogos que passa né então para o partido da oposição o sentido pejorativo dos termos ideologia ideólogos veio de uma declaração de Napoleão que me desculpa o conselho de estado em 1812 declarou todas as desgraças que afligem Nossa Bela França devem ser atribuídas a ideologia essa tenebrosa a metafísica que buscando com sutilezas as causas primeiras que
afundar em suas bases a legislação dos povos em vez de adaptar As leis ao conhecimento do coração humano e as lições da história com isso Bonaparte inverti a imagem que os ideólogos tinham de si mesmos eles que se consideravam materialistas realistas e antes metafísicos foram pé dessa mente chamados de tenebrosos metafísicos ignorantes do Realismo político que adaptar as leis ao coração humano e as lições da história O Curioso como veremos adiante é que se acusação de Bonaparte é infundada com relação aos Ideólogos franceses não seria se dirige seus ideólogos alemães criticados por Marcos ou seja
Marques conservará o significado napoleônico do termo o ideólogo e aquele que inverte as relações entre as ideias eo E assim a ideologia que inicialmente designavam a ciência natural da aquisição pelo homem das ideias calculadas sobre o próprio real passa a designar daí por diante o sistema de ideias condenadas a desconhecer sua Relação real com a realidade o termo ideologia voltou a ser empregado com o sentido próximo ao do grupo dos ideólogos Franceses pelo filósofo Augusto Comte encheu curso de Filosofia positiva curso de Filosofia positiva o termo agora possui dois significados por um lado a ideologia
continua sendo aquela Atividade filosófica ou científica que estuda a formação das ideias a partir da observação das relações entre o corpo humano eo meio Ambiente tomando como ponto de partida as Sensações por outro lado o significado também o conjunto de ideias de uma época tanto como opinião geral quanto no sentido de elaboração teórica dos pensadores dessa época como se sabe o positivismo de Augusto Comte Elabore uma explicação da transformação do Espírito humano considerando essa transformação Progresso ou uma evolução durante a qual a humanidade passa por Três fases sucessivas a fase petista ou teológica na qual
os homens explicam a realidade através das ações divinas a fase metafísica na qual os homens explicam a realidade por meio de princípios gerais e abstratos e a fase positiva ou científica na qual os homens observam efetivamente a realidade analisam os fatos encontram as leis Gerais e necessárias dos fenômenos naturais e humanos e elaboram uma se em a ansiedade Física social sociologia serve de fundamento positiva ou científico para ação individual moral e para a ação coletiva política é a etapa final do Progresso humano assim cada fase do Espírito humano levam a criar um conjunto de ideias
para explicar a totalidade dos fenômenos naturais e humanos essas explicações constituem a ideologia de cada fase nessa medida ideologia é sinônimo de teoria está sendo entendida como a organização Sistemática de todos os conhecimentos científicos desde a formação das ideias mais Gerais na matemática até as Minas Gerais na sociologia e as mais particulares na moral como teoria a ideologia produzida pelos sábios que recolhem as opiniões correntes organizam sistematizam a opiniões e sobretudo na última etapa do Progresso na fase positiva ou científica corrigir né eliminando todo o elemento religioso metafísico que porventura Nelas exista sendo o conhecimento
da formação das ideias tanto do ponto de vista psicológico quanto do ponto de vista social sendo o conhecimento científico das leis necessárias do real e sendo o coletivo das ideias comuns de uma sociedade a ideologia enquanto teoria passa a ter um papel de comando sobre a prática dos homens que devem se submeter aos critérios e mandamentos do teórico ou do cientista antes de agir o lema positivista por Excelência é saber Para prever prever para prover e outras palavras o conhecimento teórico tem como finalidade a previsão científica dos acontecimentos é a prática um conjunto de regras
e de normas Graças às quais a ação possa dominar manipular e controlar a realidade natural e social a concepção positivista da ideologia como o conjunto de conhecimentos teóricos possui três consequências principais definir a teoria de tal modo que a reduz A simples organização sistemática e hierárquica de ideias sem jamais fazer da teoria a tentativa de explicação e de interpretação dos fenômenos naturais e humanos a partir de sua origem real para o positivista indagar sobre a origem especulação metafísica e teológica de Fases atrasadas da humanidade pois o sábio positivista deve lidar apenas com os fatos dados
a sua observação 12 estabelece entre a teoria EA prática uma Relação autoritária de mando e de obediência Isto é a teoria manda porque possui as ideias EA prática obedece porque é ignorante os teóricos comandam Deus demais se submetem trens cosa de prática como simples instrumento ou como mera técnica que aplica automaticamente regras normas e princípios vindos da teoria à prática não é ação propriamente dita pois não inventa não cria não entrou duas situações novas que suscitem o esforço do pensamento para Compreendê-las essa concepção da prática como aplicação de ideias que a comandam de Fora leva
a suposição de uma Harmonia entre teoria e Ação assim sendo quando as ações humanas individuais a compra de serem as ideias serão tidas como desordem caos à normalidade e Perigo Para a Sociedade pois o grande lema do positivismo é Ordem e Progresso só a Progresso desconto onde houver ordem e só a ordem onde a prática estiver subordinada a teoria Isto é ao Conhecimento científico da realidade se examinarmos um significado final dessas consequências perceberemos que não é se acha implícita a sensação de que o poder pertence a quem possui o saber por esse motivo o positivismo
declara que uma sociedade ordenada e Progressista deve ser dirigida pelos que possuem o espírito científico de sorte que a política é um direito dos sábios e sua aplicação uma tarefa de técnicos ou administrativos e Competentes em uma palavra o positivismo anuncia no século 19 o advento da tecnocracia que se efetiva no século 20 veremos como Marxismo como a concepção positivista da ideologia é ela própria ideológica vamos reencontrar o tema ideológico no Capítulo 2 do Livro do sociólogo francês Emile dukai me as regras do método sociológico como se sabe do km tem a intenção de criar
a sociologia como ciência Isto é como conhecimento racional Objetivo observacional e necessário da sociedade para tanto dizer ele é preciso tratar o fato social como uma coisa exatamente como o Cientista da natureza pratos fenômenos naturais isso significa a condição para uma sociologia científica é tomar os fatos sociais como desprovidos de interioridade Isto é de significações e interpretações subjetivas de modo a permitir que o sociólogo um cara em uma realidade da Qual participa como se não fizesse parte dela em outras palavras a regra fundamental da objetividade científica é a separação entre sujeito do conhecimento eo objeto
do conhecimento separação que garante a objetividade Por que garante a neutralidade do cientista que pode assim tratar relações sociais relações entre seres humanos como coisas diretamente observaveis e transparentes para o olhar do sociólogo assim sendo do Caio me chama de ideologia O conhecimento da sociedade que não respeita os pais critérios de objetividade para o sociólogo cientista o ideológico é um resto uma sobra de ideias antigas pré-científicas do câmeras considera preconceitos e pré-noções inteiramente subjetivas individuais noções lugares ou fantasmas que o Pensador acolhe o que fazem parte de toda a tradição social em que está inserido
o sociólogo não científica Segundo do time assumir uma atitude ideológica Ok ideológica por três motivos em primeiro lugar porque essa objetivo e tradicional revelando que o Pensador não tomou distância em relação à sociedade que vai estudar em segundo lugar porque formando toda a bagagem de as prévias do cientista suas pré-noções ou preconceitos assim se acaba indo das ideias aos fatos quando deve ir dos fatos a as ideias e em terceiro lugar Porque na falta de conceitos precisos o cientista usa palavras vazias e as substitui os verdadeiros fatos que deveriam observar A ciência é substituída pela
invenção pessoal e que os seus Caprichos ou Como disse o time a acha o lugar da ciência entendendo-se por arte a engenhosidade e não é evidentemente as belas artes para dor Kylie o grande princípio metodológico que permite tratar o fato social como coisa e liberaram cientista da ideologia É tomar sempre para o objeto da investigação um grupo de os isolados e definidos por características exteriores que eles sejam comuns incluir na mesma investigação todos os que correspondem a esta definição assim o fato social convertida em coisa científica nada mais é do que um dado previamente isolado
classificados relacionado com outros por meio da semelhança ou Constância das Características externas esse objeto imóvel dado acabado é conhecido quando o classificado comparado e submetido a leis de frequência de constância veremos adiante que essa concepção imobilizada e exteriorizada do objeto social é um positivismo ideológico desde que compreendamos afinal o que é ideologia a concepção marxista a teologia embora marcas tem escrito sobre a ideologia em geral o texto em que Realiza a caracterização da ideologia tem por título a ideologia alemã Isso significa que a análise de Marx tem como objetivo privilegiado um pensamento historicamente determinado ou
seja os pensadores alemães posteriores ao filósofo alemão heidegger essa observação é importante por dois motivos em primeiro lugar porque como veremos mas não separa a produção das ideias e as condições sociais e históricas nas quais são produzidas Tal separação aliás é o que caracteriza a ideologia em segundo lugar porque para entendermos as críticas de Marcos precisamos ter presente o tipo de pensamento determinado que ele examina IP que pressupõe a filosofia de rei assim embora Marques coloque na categoria de ideólogos os pensadores franceses e ingleses procura distinguir o tipo de ideologia que produzem entre os franceses
a ideologia sobretudo política E jurídica entre os ingleses é sobretudo Econômica os ideólogos alemães são antes de tudo filósofos se portanto podemos falar em ideologia em geral e na ideologia burguesa em geral no entanto as formas ou modalidades dessa ideologia encontram-se determinadas pelas condições sociais particulares em que se encontra os diferentes pensadores burgueses sabemos que Marques dirige duas críticas principais aos ideólogos alemães O fubá esses trolls Max Spinner Bruno Bauer entre os principais a primeira diz que esses filósofos tiveram a pretensão de demolir o sistema reggae ele ano imaginando que bastaria criticar apenas um aspecto
da filosofia de Hegel em lugar de a marcá-la como um todo com isso o chamado os críticos reggae anos apenas substituíram a dialética Rei Eliana por uma fraseologia sem sentido e sem consistência com exceção de formar respeitada por Max apesar das críticas Que ele faz é a segunda crítica diz que cada um desses ideólogos tomou um aspecto da realidade humana converteu Esse aspecto numa ideia Universal e passou a deduzir todo o Real a partir desse aspecto idealizado com isso os ideólogos alemães além de fazerem o que todo o ideólogo faz isto é deduzir o Real
das ideias ainda imaginaram está criticando o rei eu e a realidade alemão simplesmente por terem Escolhido novas ideias que como demonstrar a a marca não criticam coisa alguma ignoram uma filosofia rei de Eliana e sobretudo ignoram a realidade histórica alemã no restante da Europa escreve mar ocorrem verdadeiras revoluções mas na Alemanha a única revolução que parece ocorrer é a do pensamento em é uma revolução frente a qual a Revolução Francesa não foi senão um brinquedo de crianças Marques afirma que para compreendermos a pequenez e limitação mesquinha da ideologia alemã é preciso sair da Alemanha ou
seja fazer algumas considerações gerais sobre o fenômeno da ideologia essas considerações embora tenham como solo a sociedade capitalista europeia do século 19 tem como pano de fundo a questão do conhecimento histórico ou a ciência da história pois escreve Max conhecemos apenas uma única ciência a ciência da história a história Pode ser examinada sob dois aspectos história da natureza e história dos homens por dois aspectos contudo são inseparáveis enquanto existirem homens a natureza EA história dos homens se condicionaram o motor made a história da natureza o Ciência natural não nos interessa aqui Mas seremos de examinar
a história dos homens pois quase toda ideologia se reduz ou a uma concepção distorcida dessa história ou a uma abstração completa dela a própria Ideologia não é senão um dos aspectos dessa história sabemos que Marques consegue história como um conhecimento dialético e materialista da realidade social sabemos também que dentre as várias Fontes dessa concepção encontra-se a filosofia reggae Eliana criticada por Max mais conservada em aspectos essenciais por Ele para que a concepção marxista de história da qual Depende a sua fórmula são de hidrologia fica um Pouco mais clara para nós vale a e vamos aqui
alguns aspectos da Concepção Rei Eliana de maneira sistemática e portanto muito grosseira podemos caracterizar a obra regaliana como um um trabalho filosófico para compreender a origem e o sentido da realidade como Cultura a cultura representa as relações dos homens com a natureza pelo Desejo pelo trabalho e pela linguagem As instituições sociais do Estado a religião a arte a ciência a filosofia é O real enquanto manifestação do Espírito não se trata segundo rei deu de dizer que o espírito simplesmente produz a cultura mas sim de dizer que ele é a cultura pois ele existe encarnado nela
dois um trabalho filosófico que define o Real pela cultura e esta pelos movimentos de exteriorização e de interior o espírito ou seja o espírito manifesta-se das obras que produz Isto é sua exteriorização e quando o sábio reconhece que é o produtor delas Interior Isa compreende essas obras porque sabe que elas são ele próprio por isso o real é histórico ele não tem história nem está na história mas é história 31 trabalho filosófico que revoluciona o conceito de história por três motivos em primeiro lugar porque não pensa a história como uma sucessão continua de fatos no
tempo pois o tempo não tem uma sucessão de instantes antes agora depois Passado Presente Futuro nem é um Recipiente vazio onde se alojar iam os acontecimentos mas é um movimento dotado de força interna a dor dos acontecimentos os acontecimentos não estão no tempo mas são o tempo em segundo lugar porque não pensa história como uma sucessão de causas e efeitos mas como um processo dotado de uma força ou de um motor interno que produz os acontecimentos Esse motor interno é a contradição em geral confundimos contradição e oposição Mas vamos são conceitos muito diferentes na oposição
existem dois termos cada qual dotado de suas próprias características e de sua própria existência que se opõem quando por algum motivo se encontram Isso significa que na oposição podemos tomar os dois termos separadamente entender cada um deles entender porque se oporão se se encontrarem e sobretudo podemos Sim eles existem e se conservam quer haja ou não haja a oposição assim por exemplo Poderíamos imaginar que os termos senhores e escravos são opostos Mas isso não nos impede de tomar cada um desses conceitos separadamente verificar suas características e compreender porque se opõe a contradição porém não é
isso formulado pela primeira vez pelos gregos o princípio lógico de contradição e anuncia que é impossível que a seja a e não ao mesmo tempo e na mesma relação a grande inovação Rego Eliana consiste em mostrar que isso não é impossível e sim Um movimento da própria realidade diversamente da oposição em que os termos podem ser pensados fora da relação em que se opõem na contradição Só existe a relação Isto é não podemos tomar os o antagonismo fora dessa relação os como assegura o princípio trata-se de tomar os termos ao mesmo tempo e na mesma
relação criados por essa relação e transformados nela e por ela além disso a contradição opera com uma forma muito determinada de negação A Negação interna ou seja se dissermos o caderno não é o livro essa ligação é externa pois além de não definir qualquer relação interna entre os dois termos qualquer um deles pode aparecer em outras alegações visto que podemos dizer caderno não é o livro não é a pedra não é a casa não é o homem etc A negação interna quando que é negado é a própria realidade de um dos ternos por exemplo e
quando dizemos a É não a Ou seja quando de Ah não é B A negação é Externa mas quando digo a É não a alegação a interna na primeira digo que algo não é outra coisa ou qualquer outra coisa mais na segunda diga o que algo é ele mesmo EA negação dele mesmo ao mesmo tempo só há contradição quando A negação é interna e quando ela for a relação que define uma realidade que é em si mesma Dividida no Polo positivo e no polo negativo Polo este que é o negativo daquele positivo e de nenhum
outro por exemplo Quando dizemos a canoa é a não Canoa definimos a canoa por sua negação interna ela é Alan Canoa porque ela é a madeira ou a árvore negadas suprimidas como madeira ou árvore pelo trabalho do Canoas o trabalho do Canoeiro consiste em negar a árvore como uma coisa natural transformando-a em coisa humana O Cultural Isto é na Canoa e os pés da canoa é será não Canoa Isto é a árvore trabalhada a árvore por sua vez é não a Árvore Pois é Canoa ou árvore negada numa relação de contradição portanto os termos que
se negam ódio só existem nessa negação assim o escravo eu não senhor e o senhor é o não escravo e sobe era a Escrava onde houver senhor estou haverá senhor onde houver escravo podemos dizer que o escravo não é a pedra e que o senhor não é o cavalo mas essas negações externas não nos dizem o que são o senhor eo escravo e o que é o senhor um escravo O que é um Escravo não senhor para ver um senhor é necessário haver um escravo para ver o escravo é necessário haver um senhor ambos só
existem como relação mas não está contradição quem é verdadeiramente no senhor aquele que sobrevive graças ao trabalho do escravo portanto não senhor é aquele cujo ser depende da ação de um outro que é sua negação que é verdadeiramente um escravo aquele que julga o senhor como único ser humano existente e ver assim Mesmo como não humano porque no Senhor assim o senhor vive graças ao Senhor eo escravo vive para o seu senhor e não para si mesmo somente quando o senhor afirma que o escravo ou não é homem mas um é de trabalho e somente
quando o escravo afirma sua não humanidade dizendo que só o senhor é homem tem umas contradição porém o aspecto mais fundamental da contradição é que ele é um motor temporal ou seja as contradições não existem como fatos Dados no mundo mas são produzidas a produção EA superação das contradições são o movimento da história a produção EA superação das contradições revelam que o Real se realiza como luta nesta luta uma realidade é produzida já dividida Já fraturada no polo positivo e no Polo que nega o primeiro essa negação sendo a luta Mortal dos contrários que só
termina quando os dois teriam esse negão inteiramente um outro e engendra uma síntese essa é uma realidade nova Nascida da luta interna da realida Ah mas essa síntese ou realidade nova também surgira fraturada e reabre A Luta dos contraditórios de sua ligação recíproca e da criação de uma nova síntese que por seu turno já é em si mesma uma nova divisão interna em terceiro lugar portanto porque não tem essa história como sucessão de fatos dispersos que seriam unificados pela consciência do Historiador mas sim pensar história como um processo Contraditório Unificado em si mesmo e por
si mesmo plenamente compreensível e racional por isso Hegel afirma que o real é racional e o racional é real a racionalidade não expulsa a contradição não diz que ela é impossível mas é um movimento da própria contradição em movimento que é o tempo 14 no trabalho filosófico conseguem história como história do Espírito este e começa a exteriorizando-se o manifestando-se na produção das obras Culturais sociedade religião arte política ciência filosofia técnicas etc numa Perpétua divisão consigo mesmo Isto é a produção do Espírito são contradições que vão sendo superadas por ele e respostas com novas formas por
ele mesmo esse trabalho espiritual prossegue produzindo novas sínteses novas culturas até que Se Produza a síntese final é isso é produzida no momento em que o espírito Termina o seu trabalho compreende o que realizou que é cultura e sua obra e se reconcilia com sigo mesmo a história é o movimento pelo qual o que o espírito é esse as obras culturais é o que o espírito é parasse compreensão de sua obra como realização sua esse momento final chama-se filosofia a filosofia é a memória da história do espírito e por isso O Rei Leão diz que
ela começa Apenas quando o trabalho histórico terminou ela é como pássaro de Minerva a deusa da sabedoria que só abre asas na hora do Crepúsculo 5 um trabalho filosófico que pensa a história como reflexão reflexão significa voltas sobre si mesmo em geral considera-se que somente a consciência É capaz dessa volta sobre si Isto é de conhecer-se a si mesma como consciência sua consciência seria capaz de reflexão para rei eu essa reflexão da consciência é apenas uma forma Menor da verdadeira reflexão que é do espírito e Exterioriza-se em obras mas é capaz de reconhecer-se como produtor
delas é capaz de compreender se ou de interiorizar sua criação lembremos que o conceito de reflexão refere-se a um fenômeno da natureza Isto é a luz na expressão perfeita o raio luminoso retorna na direção da fonte luminosa isso é volta a sua própria origem a reflexão do espírito é o movimento de saída e Retorno assim o espírito a mente seus raios que o Refletem retornando a ele ou seja o espírito sai para fora de si criando a cultura e volta para dentro desse reconhecendo sua produção fazendo com que ela é esse seja também para se
nessa medida a história é reflexão e o espírito é o sujeito da história Pois somente e é capaz de reflexão fez um trabalho filosófico que procura dar conta do fenômeno da alienação em geral considera-se que o exterior as coisas naturais os produtos do trabalho a Sociedade etc é algo positivo em si e que se distingue do interior a consciência o sujeito rei eu mostra que o exterior e o interior são as Duas Faces do Espírito são dois momentos da vida e do trabalho do Espírito essas Duas Faces aparecem como separadas Mas esta separação foi produzida
pelo próprio espírito ao exterioriza-se nas obras e ao interiorizar-se compreendendo sua produção hora quando a interiorização Não ocorre Isto é quando o sujeito não se reconhece como produtor das obras e como Sujeito da história mas toma a fazer história como forças estranhas exteriores a lei HL e que o dominam e persegue temos o que região designa como alienação palavra derivada do pronome Latino alimentos que quer dizer o outro de si mesmo o outro que esse mesmo essa é a impossibilidade de o sujeito histórico identificar-se com sua obra tomando-a como um poder separado dele Ameaçador e
estranho outro que não ele mesmo sete um trabalho filosófico que diferencia imediato e mediato abstrato e concreto aparência e ser imediato abstrato e aparência são sinônimos não significam irrealidade e falsidade mas sim o modo pelo qual uma realidade se oferece como algo dado como um fato positivo dotado de características próprias e já prontas ordenada e classificadas em relacionadas Por nosso entendimento imediato concreto e ser são sinônimos referem seu processo de construção de uma realidade através das mediações contraditórias o conhecimento da realidade exige que diferenciamos o modo como uma realidade aparece e o modo como é
concretamente produzida imediato abstrato e aparência são momentos do trabalho histórico negados pela mediação pelo concreto e pelos e isso significa que esses termos são Contraditórios e reais sua síntese é acentuada pelo Espírito essa síntese é o que reino o denomina conceito esses vários aspectos do pensamento heideggeriano aqui grosseiramente resumidos constituem a dialética palavra grega derivada de diálogos Isto é a palavra e o pensamento divididos em dois e contraditórios Ou seja a história como um processo temporal movido internamente pelas divisões ou negações contradição e cuja o sujeito é o espírito como Reflexão essa dialética é Idealista
porque seu sujeito é o espírito e seu objeto também é o espírito ora as obras do Espírito a cultura embora apareçam como Fatos e coisas são ideias pois um espírito não produz coisas nem é a coisa mais produzir ideias e é ideia o idealismo regaliano consiste portanto em afirmar que a história é o movimento de posição negação e Conservação das ideias e Essas são a unidade do sujeito e do objeto da história que é espírito Vejamos Como opera a dialética regaliana tomando um exemplo da filosofia do direito quando o rei do expõe o movimento da
É verdade civil e do Estado o espírito começa em seu momento natural Isto é como algo dado ou imediatamente existentes trata-se da existência dos indivíduos como vontades livres e se reconhecem como Tais pelo poder que tem de apropriar-se das coisas naturais através pela mediação do trabalho assim No primeiro momento Existem os indivíduos definidos como proprietários de seu corpo e das coisas de que se apropriam a regulação das relações entre os proprietários conduz ao aparecimento do direito no qual o proprietário é definido como pessoa livre a pessoa é Portanto o indivíduo natural que é livre porque
sua vontade o faz ser proprietário As pessoas entram em relação por meio dos contratos relação entre proprietários e Pelo crime quebra do contrato no entanto esses divisores naturais e não são apenas proprietários Isto é sua vontade livre não se relaciona apenas com as coisas exteriores propriedade e com outros indivíduos exteriores os proprietários constantes sua vontade livre e consciente de si e faz com que cada indivíduo se relaciona consigo mesmo com sua interioridade ou consciência esse indivíduo livre interior se chama sujeito as relações Entre sujeitos constituem a moral ora o direito EA moral estão em conflito
ou seja os interesses do proprietário estão em conflito com os deveres do sujeito moral pois o proprietário tem interesse em ampliar sua propriedade espoliando e desapropriando outros proprietários tratando-os como se fossem coisas suas e não homens livres e independentes e o sujeito moral deve tratar os demais como homens livres e e após uma contradição no interior de cada Indivíduo entre sua face pessoa proprietário e sua face sujeito moral Isto é como proprietário ele se torna não moral e como sujeito ele se torna não proprietário a resolução dessa contradição faz em dois momentos no primeiro surge
a família e no segundo turno a sociedade civil as individualidades naturais e imediatas são Integradas numa realidade nova que faz a mediação entre o indivíduo como pessoa e o indivíduo como sujeito é a Família que concilie os interesses dos proprietários e os deveres dos sujeitos fazendo os interesses coletivos da família e deveres comuns dos membros da família deveres paternos maternos para pernas e filiais e surge uma vida Comunitária e régua denomina unidade do Espírito subjetivo no entanto a existência de múltiplas famílias reabre a contradição essa agora se estabelece entre o membro da família eu não
lembro da família a luta entre as famílias Constitui o Primeiro Momento da sociedade civil a sociedade civil resolve as lutas familiares criando a diferença entre os interesses públicos e os privados e regulando as relações entre eles através do direito público e privado a sociedade civil é A negação da família isso não significa que a família deixou de existir significa apenas que a realidade da família não depende dela própria mas é determinada pelas relações da sociedade civil Isso significa que o Indivíduo social não se define como um membro da família O Pai mãe filho mas se
define por algo que desestrutura a família as classes sociais a sociedade civil é constituída por três classes a primeira das quais se encontra ainda amarrada a família enquanto a terceira já não possui qualquer relação com a vida familiar mas é inteiramente definida pela vida social A primeira é a aristocracia ou nobreza proprietário da terra e que se conserva Justamente pelos laços de sangue e pela linhagem por isso ainda está próxima da família a terceira que Hegel denomina classe Universal é a classe média constituída pelos funcionários do Estado governantes dirigentes magistrados professores funcionários públicos em geral
entre essas duas classes existe uma intermediária e que é o coração da sociedade civil a classe e formal e isso é os indivíduos que vivem da indústria e Do comércio do trabalho próprio ou do trabalho alheio formam as corporações sindicatos e seus interesses definir em toda a esfera da vida civil através pela mediação das classes sociais a sociedade civil nega o indivíduo isolado é só isso jeito indivíduo como membro da família fazendo o aparecer com o indivíduo membro da sociedade e pertencente a uma classe social a unidade ou síntese do proprietário do sujeito e do
membro da família chama-se agora o cidadão hora Entre os cidadãos ou seja entre as classes sociais existem conflitos e reabre-se a contradição agora a contradição se estabelece entre os interesses de cada classe social e os das outras e entre os interesses dos próprios membros de uma classe social o Ou seja é surge de modo novo a contradição entre o privado cada classe e o público todas as classes a resolução dessa contradição é feita pelo Estado o estado constitui a unidade final ele Sintetiza numa realidade coletiva a totalidade dos interesses individuais familiares sociais privados e públicos
somente nele o cidadão torna-se verdadeiramente real e somente nele definisse a existência social e moral dos Homens o estado é o espírito objetivo o estado é uma comunidade mas difere da comunidade familiar e da Comunidade das classes sociais suas corporações porque não possui nenhum interesse Particular mas apenas os interesses comuns e Gerais de todos é uma comunidade universal Isto é os interesses não sendo particulares desta ou daquela família deixa o daquele divido desta ou daquela classe são interesses universais o estado não é pois um dado imediato da vida social mais um produto da sociedade enquanto
espírito subjetivo o que busca tornar-se espírito objetivo o estado é a ideia política por Excelência uma das mais Altas sínteses do Espírito nele harmonizam os seus interesses da pessoa proprietário do sujeito moral e do Cidadão sociedade e política hora enquanto os ideólogos alemães se contentam em ridicularizar o sistema regueliano permanecendo presos a Ele sem saber Marques criticar radicalmente o idealismo regueliano e por isso pode conservar sem risco muitas das contribuições do pensamento de reino Vejamos como se passa da e realista para a materialista é concepção rede Eliana mas Conserva o conceito de dialética como um
movimento interno de produção da realidade uso motor é a contradição porém Marx demonstra que a contradição não é a do Espírito consigo mesmo entre sua face subjetiva e sua face objetiva entre sua exteriorização em obras e sua um interiorização em ideias a contradição se estabelecem entre os homens reais em condições históricas e Sociais reais e chama-se luta de classes a história não é Portanto o processo pelo qual o espírito Toma posse de si mesmo não é a história das realizações do Espírito a história a história do modo real como os homens reais produzem suas condições
reais de existência é história do modo como se reproduzem a si mesmo o consumo direto ou imediato dos bens naturais e pela procriação como produzem e reproduzem suas relações com a natureza pelo trabalho no modo como Produzem e reproduzem suas relações sociais pela divisão social do trabalho e pela forma da propriedade que constituem as formas da relação de produção e também história do modo como os homens interpretam todas essas relações seja numa interpretação imaginária como na ideologia seja numa interpretação real pelo conhecimento da História que produziu o produz as relações da Concepção Rei Eliana Marcos
também conserva as diferenças entre Abstrato concreto imediato mediato aparecer seja tanto assim que define o concreto como unidade do diverso síntese de muitas determinações devem a entender o conceito de determinação não como sinônimo de conjunto de propriedades ou de características mas como os resultados que constitui uma realidade no processo pelo qual ela é produzida ou seja enquanto um conceito de propriedades ou de características pressa o pão um objeto comodidade Acabado o conceito de determinação pressa o ponho uma realidade como um processo temporal na contribuição à crítica da economia política e em um capital Marques acima
que o método histórico dialético deve partir do que é mais abstrato ou mais simples ou mais imediato o que se oferece a observação percorrer o processo contraditório de sua constituição real e atingir o concreto como um sistema de mediações de relações cada vez mais complexas e que Nunca estão dadas a observação e trata-se sempre de começar pelo aparecer social e chegar pelas mediações reais ao ser social trata-se também de mostrar como o cedo social determina o modo como este aparece aos homens assim por exemplo a mercadoria será considerada a forma mais simples e mais abstrata
do modo de produção capitalista o qual aparece Ilha exatamente para nós com imensa produção acumulação Distribuição e consumo de mercadorias A análise da Mercadoria regra dará por exemplo que a mais mercadorias do que suponhamos a primeira vista pois um elemento fundamental do modo de produção capitalista o trabalhador que aparece como um ser humano é na verdade uma mercadoria ele vende no mercado sua força de trabalho e por outro lado quando compreendemos qual é a génese ou a origem da mercadoria as mediações que a constituem compreendemos que não se trata de uma Coisa tão simples como
aparecia pois ela é ao mesmo tempo valor-de-uso e valor-de-troca ela não é uma coisa mais um valor como valor de uso parece valer por sua utilidade e como valor de troca parece valer por seu preço no Mercado hora as análises de marcas revelam que o valor de uso é inteiramente determinado pelas condições do mercado de sorte que o valor de troca comando o valor de uso hora o valor de troca não é determinado Pelo preço como parece à primeira vista Isto é o valor da mercadoria não surge no momento em que ela começa a circular
no mercado e a ser consumida seu valor é produzido no outro lugar e ele é determinado pela quantidade de tempo de trabalho necessário para produzi-la esse tempo inclui não só o tempo gasto diretamente na fabricação dessa mercadoria mas tempo de trabalho necessário para produzir as máquinas o tempo para extrair para transportar a Matéria-prima etc e o que são todos esses tempos são tempos de trabalho da sociedade também entrar no preço da mercadoria como parte do chamado custo de produção o salário pago pelo tempo de trabalho do trabalhador que fabrica essa mercadoria pagamento que é feito
para aquele Se Alimente se aloje se Vista se transporte e se reproduza pro criando filhos para o mesmo trabalho de produzir mercadorias é bem mas assim que o valor de troca da Mercadoria o seu preço envolve todos os outros tempos anteriores e posteriores ao tempo necessário para produzi-la e distribuída no preço da mercadoria está incluído o gasto físico psíquico e econômico para produzi-la ele não é uma coisa mas trabalho social concentrado como estabelecer o valor de troca entre um metro de linho e 1 kg de Ferro ser valor e valer por algo é ser equivalente
como estabelecer a equivalência entre o metro de linho e o quilo de ferro por Sua realidade material são heterogêneos o seu valor de uso também são heterogêneos onde encontrar uma medida comum para dizer que um metro de linho equivale a um quilo de ferro e a equivalência vai ser estabelecida medindo o tempo de trabalho social necessário para produzidos ou seja o tempo de trabalho que envolve toda a sociedade um dará o valor da troca vemos portanto que o preço da mercadoria no comércio é uma aparência pois a Determinação do valor dessa mercadoria depende do tempo
de trabalho de sua produção e esse tempo envolve os demais trabalhos que tornaram possível a fabricação dessa mercadoria ora sabemos que o produtor da mercadoria recebe um salário que é o preço de seu tempo de trabalho pois este também é uma mercadoria suponhamos então ok para fabricar um metro de linho e para extrair 1kg de ferro e trabalhadores precisem de 8 horas de trabalho Suponhamos que o preço desses produtos no mercado seja de 16 reais ti e não que cada hora de trabalho equivale a dois reais Porém quando vamos verificar qual é o salário desses
trabalhadores descobrimos que não recebem r$ 16 mas sim r$ 8 A portanto quatro horas de trabalho que não foram pagas apesar de estarem incluídas no preço final da mercadoria essas quatro horas de trabalho não paga constituem a mais-valia o lucro do proprietário da Mina de ferro ou do proprietário da fábrica de Lima formam seu capital a origem do Capital portanto é o trabalho não-pago Graças a mais-valia a mercadoria não é um valor de uso o valor de troca qualquer mais um valor capitalista vemos pois que a mercadoria não é uma coisa como aparece mais trabalho
social tempo de trabalho e que não é qualquer tempo de trabalho mais tempo mas não falho portanto a mercadoria oculta o fato de que a Exploração econômica estamos longe agora vou aparecer social estamos diante do modo de Constituição real do sistema capitalista passamos de algo abstrato e imediato algo concreto e imediato passamos na mercadoria como coisa a mercadoria como valor de uso e de troca destes a mercadoria como o tempo de trabalho social desde a a mercadoria como trabalho não paga e portanto a forma de relação social entre o Proprietário privado dos meios de produção
e o trabalhador por ele explorado da Concepção heideggeriana Marcos também conserva afirmação de que a realidade é histórica por isso é reflexiva ou seja realiza a reflexão e outras palavras a realidade o mito de contradições que produzem e reproduzem o modo de existência social dos homens e que realizando uma volta completa sobre si mesma pode conduzir a a transformação desse modo de existência social hora Aqui surge um problema em Rei Eu Não havia a menor dificuldade para considerar o Real capaz de reflexão pois o real era o espírito o espírito era sujeito e todo sujeito
era sujeito porque capaz de reflexão mas a dialética marxista não é espiritualista O Idealista esse materialista hora a matéria como provam as ciências naturais é algo inerte constituído por relação as mecânicas de causa e efeito de partes exteriores umas Às outras sendo inconcebível supor que haja uma interioridade naquilo que é material A reflexão suponha uma interiorização uma volta sobre si e para dentro de si como colocar reflexão na matéria é que a matéria de que se fala Max não é matéria física ou química a coisa inerte que não possui atividade interna a matéria de que
falar é a matéria social Isto é as relações sociais entendidas como relações de produção ou seja como o modo Pelo qual os homens produzem e reproduzem suas condições materiais de existência e o modo como pensam interpretam essas relações a matéria do materialismo histórico dialético são os homens produzido em condições determinadas seu modo de se reproduzirem como homens idiotas usar as suas vidas como homens assim sendo a reflexão não é impossível basta que percebamos que o sujeito o seu a gente embora não seja o Espírito é sujeito são as classes Sociais em luta as classes sociais
não são coisas da ideias mas são relações sociais determinadas pelo modo como os homens na produção de suas condições materiais de existência se dividem no trabalho instauram formas determinadas da propriedade reproduzem legítima aquela divisão e aquelas formas por meio da existe tuições sociais e políticas representam para si mesmo o significado dessas instituições através de sistemas determinados de ideias que estrimem Escondem o significado real de sua situações as classes sociais são fazer se classe dos indivíduos em suas atividades econômicas políticas e culturais a dialética é materialista Por que são motor não é o trabalho do Espírito
mas o material propriamente dito o trabalho como a relação dos homens com a natureza para negar as coisas naturais enquanto naturais transformando-as em coisas humanizadas Ou culturais produtos do trabalho mas o que interessa realmente a dialética materialista não é a simples relação dos homens com a natureza através pela mediação do trabalho o que interessa é a divisão social do trabalho e portanto a relação entre os próprios homens através do trabalho dividido essa divisão começa o trabalho sexual de procriação prossegue na divisão de tarefas do interior da família continua como divisão entre Pastoreio agricultura e Entre
estes eo comércio caminha separando proprietários das condições do trabalho e trabalhadores Avança Como separação entre cidade e Campo Bom dia entre trabalho manual e trabalho intelectual essas formas da divisão social do trabalho ao mesmo tempo em que determina uma divisão entre proprietários e não proprietários entre trabalhadores e pensadores determinam a formação das classes sociais e finalmente a separação Entre a sociedade e política Isto é entre instituições sociais e estado o motor da dialética materialista é a forma determinada das condições de trabalho Isto é das condições de produção e reprodução da existência social dos homens forma
que é sempre determinada por uma contradição interna Isto é pela luta de classes ou pelo antagonismo entre proprietários das condições de trabalho e não-proprietários Servos escravos trabalhadores assalariados enfim da Concepção heideggeriana Marcos também e o conceito de alienação tendo como referência as análises de fubá sobre a alienação religiosa para formar a religião é a forma Suprema da alienação humana na medida em que ela é a projeção da Essência humana não sei superior estranho e separado dos homens um poder que os domina e governa porque não reconhece que foi criado por eles Próprios toda via mas
imprimir a grandes modificações nesse com sério contra rei de hack alienação não é do espírito mais dos homens reais em condições reais contra fubá dirá em primeiro lugar que não arruma Essência humana pois o homem é um ser histórico principais Diferentemente em condições históricas diferentes em segundo lugar que a alienação religiosa não é a forma fundamental da alienação E aí na sua efeito de uma outra Alienação real que é alienação do trabalho trabalho alienado é aquele no qual o produtor não se pode reconhecer no produto de seu trabalho que as condições desse trabalho suas finalidades
reais e seu valor não dependem do próprio trabalhador mas do proprietário das condições do trabalho como se não bastasse o fato de que o produtor não se reconheça no seu próprio produto não veja como resultado de seu trabalho faz com que o produto suja como Um poder separado do Produtor e como um poder que o domínio e ameaça a elaboração propriamente materialista da alienação no modo de produção capitalista é feita por Mar em um capital trata-se do fetichismo da mercadoria quem é mercadoria trabalho humano concentrado e não paga por defender da forma da propriedade privada
o paulista que separa o trabalhador dos meios e Instrumentos e condições da produção a Mercadoria é uma realidade social no entanto o trabalhador e os demais membros da sociedade capitalista não percebem que a mercadoria por ser produto do trabalho exprimir relações sociais determinadas percebem a mercadoria uma coisa dotada de valor de uso utilidade e de valor de troca preço Ela é percebida e consumida como uma simples coisa assim em lugar de a mercadoria aparecer como resultado de relações sociais enquanto relações de Produção ela aparece como um bem que se compra e se consomem aparece como
valendo por si mesma e em si mesma como se fosse um do natural das próprias coisas basta entrarmos no supermercado nos sábados à tarde para vermos o espetáculo de pessoas tirando em feiras mercadorias como se estivessem apanhando frutas numa árvore para entendermos como a mercadoria desapareceu enquanto o trabalho concentrado e não paga e como o dinheiro também é mercadoria aquela Mercadoria que serve para estabelecer um equivalente e social geral para todas as outras mercadorias tem início uma relação fantástica das mercadorias umas com as outras a mercadoria 18 euros se relaciona com a mercadoria sabonete Gessy
a mercadoria de r$ 5000 se relaciona com a mercadoria menino que faz pacotes é de Cera as coisas mercadorias começam pois a relacionarem-se umas com as outras como se fossem sujeitos sociais dotados de Vida própria um apartamento estilo Mediterrâneo vale um modo de viver o cigarro vale um estilo de viver um automóvel 0 km vale um jeito de ver uma bebida vale a alegria de viver uma calça vale uma vida jovem etc e os homens mercadorias aparecem como coisas Um Nordestino Dori 20reais a hora na construção civil um médico Vale r$ 2000 a hora no
seu consultório etc a mercadoria passa a ter vida própria indo da fábrica a loja da loja a casa como se Caminhasse sobre seus próprios pés o primeiro momento do petismo é esse a mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra uma coisa que existe em si e por ser o segundo momento do fetichismo mais importante é o seguinte assim como um fetiche religioso Deuses objetos símbolos gestos tem fala sobre seus crentes ou adoradores do Minions como uma força estranha assim também haja mercadoria o mundo transforma-se numa imensa Phantasmagoria como então aparecem as relações sociais
de trabalho com relação aos materiais entre sujeitos humanos e como relações sociais entre coisas e Marcos afirma que as relações sociais aparecem tais como efetivamente são que significa dizer que a aparência social é a própria realidade social significa mostrar que no modo de produção capitalista os homens Realmente são transformados em coisas e as coisas são realmente transformadas em gente e com Efeito o trabalhador passa a ser uma coisa denominada a força de trabalho que recebe uma outra coisa chamada salário o produto trabalho passa a ser uma coisa chamada mercadoria que possui uma outra coisa Isto
é um preço o proprietário das condições de trabalho e dos produtos do trabalho passa a ser uma coisa chamada capital e possui uma outra coisa a capacidade de ter lucros desaparecem os seres humanos ou melhor eles existem sobre a forma de coisas de Onde o tema usados por lukács reificação do latim has que significa Coisa Em contrapartida as coisas produzidas as relações entre elas produção distribuição circulação consumo humanizam se e passam a ter relações sociais produzir distribuir comercial a acumular consumir a polpa trabalhar todas essas atividades econômicas começam a funcionar e a operar sozinhas por
si mesmas com uma lógica que emana delas Próprias independentemente dos homens que realizam os homens tornam-se os suportes dessas operações instrumentos delas alienação reificação e fetichismo é esse processo Fantástico no qual as atividades humanas começam a realizar-se como se fossem autônomos ou Independentes dos homens e passam a dirigir e comandar a vida dos homens têm que estes possam controlá-las são Ameaçados e perseguidos por elas tornam-se objetos delas basta pensar no trabalho submetido as vontades da máquina regulada por um cérebro eletrônico ou no indivíduo o que jogando na bolsa de valores de São Paulo tem sua
vi e terminada pela falência de um banco numa cidade de interior da Europa e que nunca ouviu falar quando Marques afirma que as relações sociais capitalistas aparecem pais como são que o aparecer e o ser da sociedade capitalista se Identificaram ele o diz o que houve uma gigantesca invenção na qual o social vira coisa e a coisa vira social é isso a realidade capitalista uma pergunta nos vem agora porque os homens conservam essa realidade como explica que não percebam a reificação como entender que o trabalhador não se revolte contra uma situação na qual não só
lhe Foi roubar a condição humana Mas ainda é estourado naquilo que faz o seu trabalho não pago a mais-valia é o que Mantém a existência do capital e do capitalista como explicar que essa realidade nos apareça o plural normal Nacional aceitável de onde vem o obscurecimento da existência das contradições e dos antagonismos sociais de onde vem a não percepção da existência das classes sociais uma das coisas vivas da exploração e dominação das outras a resposta a essas questões nos conduz diretamente ao fenômeno da ideologia nas Considerações sobre a ideologia em geral Marx e engels determina
o momento de surgimento das ideologias no estande que a divisão social do trabalho separa trabalho material manual de trabalho intelectual para compreendermos porque esta separação aparece como um dependência das ideias com relação ao real e posteriormente como privilégio desta sobre aquele precisamos acompanharem linhas e o processo da divisão social do trabalho tal como Marx E engels Luiz põe em a ideologia alemã os homens escrevem em Deus e Marques distingue-se dos animais não porque tem consciência como dizem os ideólogos burgueses Mas por que produzem as condições de sua própria existência material e espiritual são que produzem
e são como produzem essa produção das condições de existência Depende de condições naturais do meio ambiente e as biofisiológicas do organismo humano e do aumento da população pela procriação Esta além de ser natural já é também social pois determina a forma de intercâmbio e de cooperação entre os homens formar esta que por sua vez determina a forma da produção na divisão do trabalho a produção em e das condições de existência através do trabalho relação com a natureza da divisão do trabalho relação de intercâmbio e de cooperação entre os homens da procriação sexualidade de família constituem
cada Época o conjunto das forças produtivas que determinam e são determinadas pela divisão social do trabalho essa divisão que já se inicia na própria família quando usa a separação entre Pastoreio e Agricultura entre ambos EA indústria isso três e o comércio é separações conduzem a separação entre cidade e Campo ao mesmo tempo em que no interior de cada esfera de atividade novas formas de divisão do trabalho desenvolvi a divisão social do trabalho Simples divisão de tarefas mas a manifestação de algo fundamental na existência histórica e a existência de diferentes formas da propriedade Isto é a
divisão entre as condições e Instrumentos ou mês de trabalho eo próprio trabalho nos seguindo por sua vez na desigual distribuição do produto do trabalho numa palavra a divisão social do trabalho engendra e é and entrada pela desigualdade social ou pela forma da Propriedade para propriedade começa como propriedade tribal EA estrutura social é a de uma família ampliada e hierarquizada por tarefas funções poderes e consumo a segunda forma da propriedades é a comunal ou estatal Isto é propriedade privada Coletiva dos cidadãos ativos do Estado Grécia Roma por exemplo EA estrutura da sociedade é constituída pela divisão
entre senhores cidadãos e escravos a separação permite aos senhores Distanciar em si da terra e dos ofícios que ficam a cargo dos escravos esta separação leva os senhores a viverem nas cidades e a partir daí estabelece a separação entre a cidade eo Campo da qual resultaram lutas sociais e políticas a terceira forma da propriedade é a feudal ou está mental e apresenta-se como propriedade privada territorial trabalhada por servos da Gleba E como propriedade dos instrumentos de trabalho pelos artesãos Livres ou oficiais das corporações que vivem nos Burgos e cidades medievais a estrutura da sociedade cria
os proprietários como nobreza feudal e como oficiais livres dos burros e os trabalhadores como servos da Terra em seu nada e como aprendizes nas corporações dos burros junto a eles a figura social intermediária o comerciante as transformações dessa estrutura social ou seja da forma da propriedade e da divisão do trabalho Dão Origem a forma da propriedade que conhecemos a propriedade privada capitalista aqui a divisão social do trabalho alcança seu ápice de um lado os proprietários privados do Capital portanto dos meios condições e instrumentos da produção e da distribuição que são também os proprietários do produto
do trabalho e de outro lado a massa dos assalariados ou dos trabalhadores despossuídos que Dispõe exclusivamente de sua força de trabalho que vendem como mercadoria ao proprietário do Capital na ideologia alemã Marx responde de modo muito breve a passagem dessas formas da propriedade ou da divisão o trabalho os as transformações constituem o solo real da história real nos fundamentos para a contribuição à crítica da economia política Marx retoma a exposição de maneira extremamente minuciosa corrigir várias as afirmações feitas na ideologia Alemã introduz novas determinações na forma da propriedade e sobretudo define a relação de produção
a partir do processo de Constituição das forças produtivas na divisão social do trabalho introduzindo o conceito inexistente no texto da ideologia alemã de modo de produção Isso não é um dado mais uma forma social criada todas as ações econômicas e políticas dos agentes sociais independentemente de sua vontade e de Sua consciência é o sistema das relações de produção e de suas representações por meio de kata em críticas políticas culturais etc a consciência prossegue o texto de a ideologia alemã estará indissoluvelmente ligada às condições materiais de produção da existência das formas de intercâmbio de cooperação e
as ideias nascem da atividade material isso não significa porém que os homens representem nessas ideias a realidade de suas condições materiais mas ao Contrário representa um modo como essa realidade desaparece na experiência em média por esse motivo as ideias tendem a ser uma representação investida do processo real colocando como origem o como causa aquilo que é efeito ou Consequência e vice-versa e assim por exemplo a natureza tal como se espreme nas ideias da religião natural não surge como relação dos homens com o meio trabalhado por eles mas é representada como um Poder separado estranho um
sondaveis e que comanda de Fora as ações humanas e também as relações sociais são representadas imediatamente pelas ideias de maneira invertida com efeito a à medida que uma forma determinada da divisão social do trabalho se estabiliza se fixa e se repete cada indivíduo passar ter uma atividade determinada e exclusiva que lhe é atribuída pelo conjunto das relações sociais pelo estágio das forças produtivas e Evidentemente pela forma da propriedade cada um não pode escapar da atividade que ele é socialmente imposta a partir desse momento todo o as relações sociais aparece mais ideias como se fosse coisa
em si existente por si mesma e não como consequência das ações humanas pelo contrário as ações humanas são representadas como decorrentes da sociedade que é vista como existindo por si mesma e dominando os homens se a natureza pelas ideias religiosas se Humaniza o ser divinizada Em contrapartida a sociedade se naturaliza isto é aparece como um dado natural necessário eterno e não como resultado da práxis humana esta fixação da atividade social essa consolidação de nosso próprio produto não poder objetivo superior a nós e escapa de nosso controle que contraria nossas expectativas e reduz a nada nossos
cálculos é um dos momentos fundamentais o limite histórico de até aqui temos a Fome inicial da consciência portanto a alienação pois os homens não se percebem como produtores da sociedade transformadores da natureza inventores da religião mais julgam que há um alienus no outro Deus natureza chefe que definiu e decidiu suas vidas e a forma social em que vivem submetem-se ao poder que conferem a esse outro e não se reconhecem como criadores dele porque a alienação é a manifestação inicial da consciência a ideologia será Possível as ideias serão tomadas como anteriores A práxis como superiores e
inferiores a ela como poder espiritual autônomo que comanda ação material dos homens a divisão social do trabalho torna-se completa quando o o material e espiritual separam somente com essa divisão a consciência pode realmente imaginar ser diferente da consciência da práxis existentes representar realmente algo sem representar algo real desde esse Instante a consciência está em condições de emancipar-se do mundo e entregasse a construção da teoria da teologia e da filosofia da moral etc duras nasce agora a ideologia propriamente dita Isto é o sistema ordenado de ideias ou representações e das normas e regras como algo separado
e independente das condições materiais visto que seus produtores os teóricos dos ideólogos os intelectuais não estão diretamente vinculados à produção Material das condições de existência e sem perceber que exprimem essa desvinculação ou separação através de suas ideias ou seja as ideias aparecem como produzidas somente pelo pensamento porque os seus pensadores estão distanciados da produção material assim em lugar de aparecer que os pensadores estão distanciados do mundo material e por isso suas idéias levaram tão separação e que aparece é que as ideias é que estão separadas do mundo e O Espírito as ideias não aparecem como
produtos do pensamento de homens determinados aqueles que estão fora da produção material direta mas como entidades autônomas descobertas por Tais homens as ideias podem aparecer está em contradição com as relações sociais existentes com o mundo material dado porém essa contradição não se estabelece realmente entre as ideias e o mundo em consequência do fato de que o mundo Social é contraditório porém umas contradições reais permanecem ocultas são as contradições entre as relações de produção entre as forças produtivas e as relações sociais parece que a contradição real é aquela entre as ideias eo muro assim por exemplo
faz parte da ideologia burguesa afirmar que a educação é um direito de todos os homens ora na realidade sabemos que isso não ocorre Nossa tendência então será dizer que há uma contradição Entre a ideia de educação EA realidade na verdade porém essa contradição existe porque simplesmente exprime sem saber uma outra a conta de Santos que produzem a riqueza material e cultural com seu trabalho e aqueles que usam fluem dessas riquezas excluindo delas produtores porque esse um montão se excluídos do direito de usufruir dos bens que produzem estão excluídos da educação que é um desses bens
em geral o pedreiro que faz a Escola e o marceneiro que faz as carteiras mesas e loucas são analfabetos e não tem condições de enviar seus filhos para escola que foi por eles produzida Essa é a contradição real da qual a contradição entre a ideia de Direito de todos à educação e uma sociedade de maioria Analfabeta é apenas o efeito ou a consequência em suma em 12 Max consideram que os três aspectos que são condições para que haja história bolsa de produção relações sociais e Consciência podem entrar e efetivamente entram em contradição como resultado da
divisão social do trabalho material e intelectual porque agora o trabalho e aflição a produz o consumo aparecem como Realmente são isso é cabelo a indivíduos diferentes instalou-se para a própria consciência imediata dos homens a percepção da desigualdade social uns pensam outros trabalham uns consomem e outros produzem e não podem consumir os produtos de seu trabalho Outra contradição mais aguda ainda surge a contradição entre os interesses de um indivíduo de uma família particular e os interesses coletivos no entanto Diferentemente de Hegel Marx e engels demonstram que tais interesses não são realmente coletivos ou comuns mas apenas
o sistema social de dependência recíproca dos indivíduos entre os pais o trabalho os meios e condições do trabalho e os produtos do trabalho estão desde e distribuídos Existem conflitos entre os proprietários e existem contradições entre os proprietários e os não-proprietários a oposição entre os interesses dos proprietários EA contradição entre os interesses de todos os proprietários e os de todos os não-proprietários os conflitos entre proprietários e a contradição entre proprietários e não-proprietários aparecem para a consciência dos sujeitos sociais como se fossem conflitos entre o Interesse particular e o interesse comum ou geral na realidade forem a
um agonismo entre classes sociais particulares Pois onde houver propriedade privada não pode haver interesse social comum é justamente desta contradição entre o interesse e particular e o suposto interesse coletivo que este último toma na qualidade de estado a autônoma separada dos reais interesses particulares e Gerais e ao mesmo tempo Na qualidade de comunidade ilusória mas sempre sobre a base real dos laços existentes em cada conglomerado familiar Ou tribal tais como Laços de Sangue linhagem divisão do trabalho em maior escala e outros interesses e sobretudo como desenvolveremos adiante baseada nas classes sociais já condicionadas pela divisão
social do trabalho que se isola cada um desses pontos numerados humanos e entre os quais a uma que domina As outras todas o poder social Isto é a Força produtiva unificada multiplicada que nasce da cooperação de vários indivíduos exigida pela divisão do trabalho aparece para esses indivíduos não como seu próprio poder Unificado mas como uma força estranha situada a e os origem cujo destino ignora e que pelo contrário é corre agora uma série particular de fase de estágio de desenvolvimento independente do querer e do agir dos homens e que na verdade dirija-se querer E esse
agir assim como da divisão entre trabalho material e intelectual nasce a suposição de uma autonomia das ideias como se fossem ao como se tivessem uma relação própria independente dos homens assim também da separação entre os homens em classes sociais particulares com interesses particulares contraditórios nascer ideia de interesse geral ou comum que se encarna na Instituição determinada o estado o estado aparece como a Realização do interesse geral por isso rei que eu dizia que o estado era a universalidade da vida social mas na realidade ele é assim em qual os interesses da parte mais forte e
poderosa da sociedade a classe dos proprietários ganham a aparência de interesses de toda a sociedade o estado não é o poder distinto da sociedade que a ordem regula para interesse geral definido por ele próprio enquanto poder separado e acima Das particularidades dos interesses de classe ele é a preservação dos interesses particulares da classe que domina a sociedade ele exprime na Esfera da política a relação aos gesso oração que existe na Esfera Econômica o estado é uma comunidade ilusória isso não quer dizer que seja falso mas sim que ele aparece como comunidade porque é assim percebido
pelos sujeitos sociais e esses precisam dessa figura unificada E unificadora para conseguirem tolerar a existência das divisões sociais respondendo que tais divisões permanecem através do Estado o estado é a expressão política da sociedade civil enquanto dividida em classes não é com imaginava Array eu a superação das contradições mas a vitória de uma parte da sociedade sobre as outras como porém o estado não poderia Realizar sua função apaziguador e reguladora da sociedade em benefício de uma classe aparecesse como realização De interesses particulares ele precisa aparecer como uma forma muito especial de dominação uma dominação um pessoal
e anônima a dominação exercida através de um mecanismo um pessoal estão as leis ou direito civil Graças às leis está é como um poder que não pertence a ninguém por isso desmaiar em lugar de o estado aparecer como poder social Unificado aparece como um poder desligado dos homens por isso também em Lugar do seis dirigido pelos homens aparece como um poder uma origem e finalidade permanecem secretos e que dirigem os homens enfim o estado ganhou autonomia Ele parece tem sua própria história suas fases e estágios próprios sem nenhuma dependência da história social afetiva está aberto
o caminho para a ideologia política que explicar à sociedade através das formas dos regimes políticos aristocracia EA monarquia a democracia EA tirania anarquia e que explicar a história pelas transformações do Estado passagem de um regime político para outro a divisão social os proprietários e destituídos exploradores e explorados e separa intelectuais e trabalhadores sociedade civil e estado interesse privado interesse geral é uma situação que não será superada por meio de teorias nem por uma transformação da consciência visto que tais Preparações Não foram produzidas pela teoria nem pela consciência mas pelas relações sociais de produção e suas
representações pensadas assim a transformação histórica capaz de ultrapassar essas divisões e as contradições que as sustentam Depende de pressupostos condições ou pré-condições práticos e não teórica esses pressupostos ou pré-condições prático e são um surgimento da massa da humanidade como massa inteiramente destituída de Propriedade e em contradição com o uso da cultura e da riqueza é produzido por essa massa que se encontra excluída da abundância por ela produzida é fundamental desmarcar que haja Total o desenvolvimento das forças produtivas capitalistas Isto é que tenha sido produzido mundo cultural e material abundante pois sem isso a massa revolucionária
teria de recomeçar o processo histórico partindo da carência e da escassez da luta pela sobrevivência Material imediata e seria obrigada a repor as divisões e contradições que pretendia superar dois que a divisão entre os proprietários privados das condições de produção e a massa destituída seja um fenômeno universal de modo que quando a massa destituída de um país iniciar sua revolução seja Acompanhada pela revolução de todas as massas do planeta em outras palavras é preciso que o modo de produção capitalista Tem se tornado Um processo histórico mundial ou Universal para quem uma revolução plena possa efetuar
se o capitalismo como mercado mundial e portanto o pressuposto prático do comunismo como sociedade na qual os indivíduos exerceram o controle consciente dos poderes que parecem dominá-los de Fora natureza mercado estado a massa dos Estourados enfim compreenderá que esses poderes foram produzidos pela práxis social e que por serem produtos da atividade histórica Dos homens em condições determinadas também podem ser destruídos pela prática social dos homens em condições determinadas até agora os homens fizeram a história mas sem saber que a faziam pois ao fazê-lo em condições determinadas não foram Escolhidos por eles tomar em condições como
poderes exteriores e dominadores que os compele Não age com a revolução comunista os homens saberão que fazem a história mesmo que não tem o Escolhido as condições em que a fazem tem as condições materiais da revolução é inútil a ideia de revolução já proclamada centenas de vezes mas sem a compreensão intelectual dessas condições de materiais a revolução permanece com Horizonte desejado se encontrar práticas que a efetivem a história não é o desenvolvimento das ideias mas os das forças produtivas não é a ação dos estados e dos governantes mais a luta das classes não é história
das mudanças De regimes políticos mas a Tais relações de produção que determinam as forças políticas da dominação aço sendo Qual é o palco onde se desenvolve e a sociedade civil a sociedade civil não é o aglomerado consultant de famílias e de corporações de tatus trustes cartéis holdings oligopólios que serão reconciliados graças à ação reguladora e ordenadora do Estado enquanto expressão do interesse geral a sociedade civil é o sistema de Relações sociais que se organizam na produção Econômica nas instituições sociais e políticas que são representadas ou interpretadas por um conjunto sistemático de ideias jurídicas e religiosas
políticas Morais pedagógicas científicas artísticas e filosóficas a sociedade civil é o processo de constituição e de reposição das condições materiais de existência Isto é da produção trabalho divisão do trabalho o trabalho forma de Distribuição de consumo circulação acumulação e concentração de riqueza por meio das quais são Integradas as classes sociais exploradores e explorados Isto é a contradição entre proprietários e não-proprietários a relação entre as classes assim produzidas é contraditória porque a condição necessária e suficiente para que haja a proprietários privados é a existência dos não só precários ou seja A existência da classe dos proprietários
depende inteiramente da existência da classe dos não-proprietários e essa última nasce do processo pelo qual alguns proprietários conseguem expropriar todos os outros e conseguem reduzir todo o restante da sociedade escravo e servo os artesãos a condição de assalariados em uma palavra no caso da só e pediu capitalista afirmar que a existência dos proprietários da classe capitalista depende da exploração dos Não-proprietários trabalhadores assalariados significa simplesmente o seguinte o capital é o trabalho não pago a mais-valia temos uma contradição na medida em que a realidade do capital é A negação do trabalho a sociedade civil realiza-se através
de um conjunto de instituições sociais encarregados de permitir a reprodução ou a reposição das relações sociais Família escola Igrejas polícia parte dos políticos e imprensa meios de informação magistraturas estado etc ela é Também o lugar onde é essas instituições e o conjunto das relações sociais são pensados ou interpretados por meio das ideias jurídicas A Voz das Morais religiosas científicas filosóficas artísticas políticas etc produzida pela divisão social do trabalho que assim dizem classes contraditórias a sociedade civil Realiza-se como luta de classes a luta de classes não é apenas o confronto armado das classes mas está presente
em todos os procedimentos institucionais políticos policiais legais e ilegais de que a classe dominante lançar mão para manter sua dominação indo desde o modo de organizar o processo de trabalho separando os trabalhadores um dos outros e separando a esfera de decisão de controle do Trabalho da esfera de execução deixando esta última para os trabalhadores e o modo de apropriar-se dos produtos pela exploração da mais-valia e pela exclusão dos trabalhadores do usufruto dos e produziram até as normas do direito e o funcionamento do Estado ela está presente também em todas as ações dos trabalhadores da cidade
e do campo para diminuir a dominação e exploração indo desde a luta pela diminuição da jornada de trabalho o aumento de Salários as Greves a criação de Sindicatos Livres até a formação de movimentos políticos para derrubar a classe dominante a luta de classes é o cotidiano da sociedade civil está na política salarial sanitária e Educacional está na propaganda e no consumo está nas greves e nas eleições está nas relações entre pais e filhos professores e estudantes policiais e povo juízes e Réus patrões e empregados que a história é história da luta de classes então a
sociedade civil E não é a sociedade isto é uma espécie de grande e indivíduo coletivo o organismo feito de partes ou de órgãos funcionais que ora estão em harmonia hora estão em conflito or estão bem regulados hora estão em crise a sociedade civil Concebida como indivíduo coletivo é uma das grandes ideias da ideologia burguesa para ocultar que a sociedade civil é a produção e reprodução da divisão em classes e é luta das classes Isso significa que a Sociedade não pode ser o sujeito da história criando-se e recriando se assim mesma em passes de mágica a
história são os indivíduos fazendo se uns aos outros tanto física quanto espiritualmente e se fazer se uns aos outros é a Praxis social e significa O que é classes sociais não estão feitas e acabadas pela sociedade mas estão se fazendo umas às outras por sua ação e é estação produz um movimento da sociedade civil 2 que o conjunto das práticas Sociais tanto materiais quanto espirituais fazem os indivíduos existirem como seres contraditórios faz deles membros de uma classe social Isto é participantes de formas diferenciadas de existência social determinadas pelas relações econômicas de produção pelas instituições sócio-políticas
e pelas ideias ou representações o sujeito da história portanto são as classes sociais hora Marx e engels mostram que as relações dos indivíduos com sua classe são relações alienadas ou seja assim como a natureza a sociedade e o estado aparece a consciência imediata dos indivíduos como os poderes separados e estranhos que os dominam e governam assim também a relação dos indivíduos com a classe desaparece imediatamente com uma relação com algo já dado e que uso determina a ser agir e pensar de uma forma fixa e determinada a classe ganha Autonomia com relação aos indivíduos de
modo que em lugar de aparecer como resultante da ação deles aparece de maneira invertida Isto é causando as ações deles a classe se autonomiza em Face dos indivíduos de sorte que estes últimos encontram suas condições de vida pré-estabelecidas e tem assim sua posição na vida e o seu desenvolvimento pessoal determinados pela classe tornam-se subsumidos A ela trata-se do mesmo Fenômeno que o da subsunção dos indivíduos ES é a divisão do trabalho e tal fenômeno não pode ser suprimido se não se supera a propriedade privada e o próprio trabalho indicamos várias vezes que essa subsunção dos
indivíduos a classe determina e se transforma o mesmo tempo em sua subsunção a todo tipo de representações essa última frase de Marx e de engels é fundamental para compreendermos a relação entre alienação e ideologia a ideologia não é um Processo subjetivo consciente mas um fenômeno objetivo e subjetivo involuntário produzido pelas condições objetivas da existência social dos indivíduos hora a partir do momento em que a relação do indivíduo com sua classe é a da submissão a condições de vida e de trabalho pré fixadas essa submissão faz com que cada indivíduo não possa se reconhecer como fazer
Dor Desse a classe ou seja os indivíduos Não Podem perceber que a realidade da classe Decorre da atividade de seus membros pelo contrário a classe aparece como uma coisa em si e possuir e da qual o indivíduo se converte numa parte quer queira quer não é uma fatalidade do destino a classe e começa então a ser representada pelos indivíduos como algo natural e não histórico como um fato bruto que os domina com uma coisa que vivem a ideologia burguesa através de uma ciência chamada sociologia transforma ideia científica ou em objeto Científico essa coisa denominada classe
social estudando-a com um fato e não como resultado da ação dos Homens A ideologia burguesa através de seus intelectuais irá produzir ideias que confirmem essa e são fazendo por exemplo com que os homens creiam que são desiguais por natureza e por talentos ou que são desiguais por desejo próprio Isto é os que honestamente trabalho enriquecem e os preguiçosos empobrecem ou então faz com que creiam que são Desiguais por natureza mas que a vida social permitindo a todos o direito de trabalhar e da iguais chances de melhorar ocultando assim que os que trabalham não são senhores
de seu trabalho e que portanto suas chances de melhorar não dependem deles mas de quem possui os meios e as condições do trabalho ou ainda faz com que os homens creiam que são desiguais por natureza e pelas condições sociais mas que são iguais perante a lei e perante o estado Escondendo que a lei foi feita pelos dominantes e que o estado é instrumento dos dominantes em Marx e engels um System que não devemos tomar o problema da alienação como ponto de partida necessário para a transformação histórica ou seja não devemos esperar que através da simples
crítica da alienação haja uma modificação da consciência dos homens e que graças a essa modificação que é uma mudança subjetiva haverá uma mudança objetiva Consistem em que a alienação é um fenômeno objetivo algo produzido pelas condições reais de existência dos homens e não simples fenômenos subjetivos Isto é o engano de nossa consciência alienação é um processo ou um processo social como um todo não é produzida por um erro da consciência que se desvia da Verdade mas é resultado da apropriação social dos homens da própria atividade material quando esta se separa deles e não podem controlar
e são ameaçados e Governados por ela a transformação deve ser simultaneamente subjetiva e objetiva a prática dos homens precisa ser diferente para que suas ideias sejam diferentes todas as formas e todos os produtos da consciência não podem ser dissolvidos por força da crítica espiritual como pretendem os ideólogos alemães pela dissolução dos Fantasmas por ação da auto-consciência ou pela transformação dos Fantasmas dos aspectos das visões maneira pela qual se dela os Alemães escreviam alienação só podem ser dissolvidos pela derrocada prática das relações reais das quais irmã não essas café ações e idealistas não é crítica mas
a revolução a força motriz da história com isso Marx e engels estão a t o o sentido inteiramente novo enquanto crítica revolucionária a teoria não está encarregada de concientizar os indivíduos não está encarregada de criar a consciência verdadeira para o pola a consciência falsa e com isso mudar o Mundo a teoria está encarregada de desvendar os processos reais e históricos enquanto resultados e enquanto condições da prática humana em situações determinadas prática que dá origem a existência EA Conservação da dominação de Uns poucos sobre todos os outros a teoria está encarregada de apontado os processos objetivos
que conduzem a exploração EA Dominação e aqueles que podem conduzir a a liberdade Percebemos então que a teoria ao contrário da ideologia não está encarregada de tomar um lugar da prática fazendo a realidade o rei das ideias também não está encarregada de Guiar a prática fazendo com criatividade histórica dependa da consciência verdadeira e também não está encarregada disse inutilizar enquanto teoria para valorizar apenas a prática visto que a alienação prática reproduz a prática alienada a relação entre teoria e Prática é revolucionária porque é dialética Vimos que é dialética é o movimento das contradições e que
a contradição é existência de uma relação de negação interna entre termos que só existem graças a essa negação que significa dizer que a relação entre teoria e prática é dialética e não ideológica como Aquela relação que mostramos ser feitas pelos positivistas a relação entre teoria e prática é uma relação simultânea e recíproca por meio Da qual a teoria nega prática enquanto E isto é mega prática como um fato dado para revelar além suas mediações e como práxis social ou seja como atividade socialmente produzida e produtora da existência social a teoria pega a prática como comportamento
e Ação dados mostrando que se tratam de processos históricos determinados pela ação dos homens que depois passa a determinar suas ações revela o modo pelo qual criam suas Condições de vida e são depois submetidos por essas próprias condições a prática por sua vez nega a teoria Como saber se separado e autônomo como puro movimento de ideias se produzindo umas às outras na cabeça dos teóricos nega a teoria como saber acabado que guiaria e com madaria de Fora a ação dos homens e negando o teoria enquanto saber separado do real que pretende governar esse real é
a prática faz com que a teoria se descubra como conhecimento das condições Reais da prática existente de sua alienação e de sua transformação por isso Marcos e engels afirmam que conhecem um único tipo de saber a ciência da história toda concepção histórica até o momento ou tem omitido completamente a base real da história forças de produção capitais divisão social do trabalho propriedade formas sociais de intercâmbio que cada geração em conta como produto da geração precedente e que Atual reproduz e transforma alterando a forma da luta de classes ou a tem considerado algo secundário sem qualquer
conexão com o curso da história isso faz com que a história deve ser sempre escrita de acordo com o critério situado fora dela a produção da vida real aparece como algo separado da vida comum o Extra E supraterrestre com isso relação dos homens com a natureza é excluída da história o que engendra a oposição entre natureza e história Consequentemente tal concepção apenas ver na história as ações políticas dos Príncipes e dos estados as lutas religiosas e as lutas teóricas em geral E vê-se obrigada a compartilhar em cada época a ilusão da sua época por exemplo
se uma época imagina se determinada por motivos puramente políticos ou religiosos embora a política EA religião sejam apenas formas aparentes de seus motivos reais então Historiador dessa época considerada aceita essa opinião a Imaginação a representação que homens historicamente determinados fizeram de sua práxis real transforma-se na cabeça do Historiador na única força determinante O que dominem determina a práxis desses Quando a forma sob a qual se apresenta a divisão do trabalho entre os hindus e entre os egípcios suscita nesses povos um regime de castas próprios de seu estado de sua religião o historiador crê que o
regime de castas é a força que Engendrou essa forma social enquanto os franceses e os ingleses se ela tem aí usam política Isto é toma umas formas e forças políticas como determinantes do processo histórico o que está certamente mais próximo da realidade os alemães movem-se na Esfera do Espírito puro e fazem da ilusão religiosa a força motriz da história uma Respostas como forças históricas motrizes aquelas forças políticas religiosas culturais etc que na verdade são determinadas pelas forças Reais todo o processo histórico fica um vestido ou depo e assim acontecimentos históricos posteriores são convertidos na finalidade
da história anterior é o que ocorre quando se explica a descoberta da América como um acontecimento que teve por finalidade auxiliar o surgimento da Revolução Francesa quando se explica o episódio da Inconfidência Mineira como tendo a finalidade de preparar o da independência na medida em que as forças Reais que explica o processo de surgimento de um acontecimento permanece ignorada sou escondidas Historiador ideólogo 200 causas e finalidades que acabam convertendo a história numa entidade autônoma que possui seu próprio sentido e caminha por sua própria conta usando os homens como seus instrumentos ocasionais estamos aqui longe da
realidade histórica e diante da ideia da história é assim por exemplo Bom dia portuguesa tende a explicar a História através da ideia de progresso Isto é de um processo contínuo de evolução que vai rua ou melhor e é o que é superior como a burguesia se vê a si mesma como uma força Progressista porque usa as técnicas e em ciências para um aumento total do controle sobre a natureza EA sociedade e julga que esse Domínio das forças naturais e sociais é progresso e algo bom considera que todo o Real se explica em termos de progresso
o historiador ideólogo constrói a ideia De progresso histórico concebendo como a realização do tempo de algo que já existia antes de forma embrionária e que se desenvolve até alcançar seu ponto final necessário visto que a finalidade do processo já está dada Isto é já se sabe de antemão qual vai ser o futuro e visto que o O que é uma lei da história é será alcançar necessariamente o fim conhecido com isso os homens tornam-se instrumentos ou meios para a história realizar seus próprios fins e são Justificadas todas as ações que se realizam em nome do
Progresso dessa maneira não só os acontecimentos históricos são explicados de modo invertido o fim explica o começo mais tal explicação ainda permite que a classe dominante justifique suas ações fazendo as aparecer com mais razões da história atribui-se a história uma racionalidade que é apenas a legitimação dos dominantes se a história é o processo Prático pelo qual homens determinados em condições determinadas estabelecem relações sociais por meio das quais se transformam a natureza pelo trabalho se dividem em classes pela divisão social do trabalho O que determina a existência de proprietários e de não-proprietários organizam essas relações através
das instituições que representam suas vidas através das ideias e se a história é da luta de classes luta que fica dissimulada pelas ideias que representam Os interesses contraditórios como se fosse interesses comuns de toda a sociedade através da ideologia do Estado então a história é também o processo de dominação de uma parte da sociedade sobre todas as outras Isso significa que em termos do materialismo histórico e dialético é impossível compreender a origem e a função da ideologia sem compreender a luta de classes pois a ideologia é um dos instrumentos da Dominação de classe e uma
das formas da luta de classes a ideologia é um dos meios usados pelos dominantes para exercer a dominação fazendo com que esta não é recebida como tal pelos dominados até colar idade da ideologia e que a transformando uma força quase impossível de remover decorre dos seguintes aspectos 1 O que torna a ideologia possível Isto é a suposição de que as ideias existem em si e por si mesmas desde toda a eternidade é a separação Entre trabalho material e trabalho intelectual Ou seja a separação entre trabalhadores e pensadores portanto enquanto esses dois trabalhos estiverem separados enquanto
o trabalhador for aquele que não pensa ou que não sabe pensar e o Pensador por aquele que não trabalha a ideologia não perder a sua existência nem sua função dois O que torna objectivamente possível a ideologia é o fenômeno da alienação Isto é o fato de que no plano da experiência Vivida e imediata as condições reais de e social dos homens não eles apareçam como produzidas por eles mas ao contrário ele se percebam produzidos por Tais condições e atribuam a origem da vida social a forças ignorada alheias as suas superiores em Independentes Deuses natureza razão
estado destino etc de sorte que as ideias cotidianas dos homens representem a realidade de modo um vestido e sejam conservadas nessa Inversão vindo a constituir os pilares para a construção da ideologia portanto enquanto não houver um conhecimento da História Real enquanto a teoria não mostrar o significado da prática imediata dos homens enquanto a experiência comum de vida ou mantidas em crítica e sem pensamento a ideologia se manter a 3 O que torna possível a ideologia é a luta de e a dominação de uma classe sobre as outras porém o que faz da ideologia uma força
quase Impossível de ser destruída é o fato de que a dominação real é justamente aquilo que a ideologia tem por finalidade ao contar em outras palavras a ideologia nasci para fazer com que os homens creiam que suas vidas são que são em decorrência da ação de certas entidades natureza os deuses ou Deus a razão ou a ciência à sociedade o estado que existem esse e possui e as quais ela existe um legal que se submetam hora como a experiência vivida imediata e alienação Confirmam Tais ideias a ideologia simplesmente cristaliza em verdades a visão invertida do
Real seu papel é fazer com que no lugar dos dominantes apareçam ideias verdadeiras seu papel e fazer com que os homens criam que tais ideias representam efetivamente a realidade e em sim também esse o papel fazer com que os homens creiam que essas ideias são autônomas não dependem de ninguém e representam realidades autônomas não foram feitas por ninguém Assim por exemplo na ideologia burguesa a família não é entendida como uma relação social que assume formas funções em sentidos diferentes tanto em decorrência das condições históricas quanto em decorrência da situação de cada classe social na sociedade
pelo contrário a família representada como sendo sempre a mesma no tempo e para todas as claras e portanto como uma realidade natural biológica Sagrada desejada e abençoada por Deus eterna Sempre existiu e Sempre existirá moral a vida boa pura normal respeitada e pedagógica e se aprendem as regras da verdadeira convivência entre os homens com o amor dos Pais pelos filhos com respeito e temor dos filhos pelos pais com o amor para perna estamos pois diante da ideia da família e não diante da realidade histórico-social da família ou então quando se diz que o trabalho dignifica
o homem e não se analisam as condições reais de trabalho que Brutalização entorpecem exploram certos homens e benefícios de Uns poucos estamos diante da ideia de trabalho e não diante da realidade histórico-social do trabalho ou então quando se diz que os homens são livres por natureza e que exprimem essa liberdade pela capacidade de escolher entre coisas ao entre situações dadas sem que se analise Quais coisas e quais situação são dadas para que os homens escolhiam quem dá as condições para a escolha dos podem Realmente escolheram que desejarem O Nordestino vítima da seca e do próprio
a terra realmente escolhe vir para o sul do país escolhe viver na favela opinião Metalúrgicos escolheu livremente fazer horas extras depois de 12 horas de trabalho a menina grávida que tem nem Sensações da família e da sociedade escolhe fazer um aborto a definição da Liberdade como igual direito a escolha é a ideia burguesa da liberdade e não a realidade histórico-social da Liberdade Descemos que a ideologia é resultado da luta de classes e que tem por função esconder a existência dessa luta podemos acrescentar que o poder ou a eficácia da ideologia aumentam quanto maior for sua
capacidade para ocultar a origem da divisão social em classes EA luta de classes fechamos com detalhe esse processo a divisão social do trabalho ao separar os homens em proprietários e não-proprietários me dá os primeiros poder sobre segundos Estes são exploradas economicamente e dominados politicamente estamos diante de classes sociais e da dominação de uma classe por outra hora a clássica e explorar economicamente só poderá manter seus privilégios se dominar politicamente e portanto se dispuser de instrumentos para essa dominação esses instrumentos são dois no estado EA ideologia através do Estado a classe dominante monta um aparelho de
coleção de representação social que lhe permite Exercer o poder sobre toda a sociedade fazendo a submeter-se às regras políticas o grande instrumento do estado é o direito Isto é o estabelecimento das leis que regulam as relações sociais em proveito dos dominantes através do direito o estado aparece como Legal ou seja com estado de direito o meu do direito ou das leis é o de fazer com que a dominação não seja tida como uma violência mas como legal e por ser legal e não violenta deve ser aceita a lei é Direito para o dominante e dever
para dominar Ora se o estado e o direito fossem percebidos nessa realidade real Isto é como instrumentos para o exercício com sentido da violência evidentemente Ambos não seriam respeitados e os dominados se revoltaram a função da ideologia consiste em impedir essa revolta fazendo com que o legal apareça para os homens como legítimo Isto é como justo É bom assim a ideologia substitui a realidade do Estado pela ideia do estado ou seja a dominação de uma classe é substituída pela ideia de interesse geral encarnado pelo Estado e substitui a realidade do direito pela o direito ou
seja a dominação de uma classe por meio das leis é substituída pela representação ou ideias dessas leis como legítimas justas boas e válidas para todos não se trata de supor que os dominantes se reuniram e decidiram fazer uma ideologia pois desta seria então uma pura maquinação Diabólica dos poderosos e se assim fosse seria muito fácil acabar com uma ideologia a ideologia resulta da prática social nasce da atividade social dos homens no momento em que estes representam para si mesmos essa atividade e Vimos que essa representação é sempre né seriamente invertida O que ocorre porém é
o seguinte processo as diferentes classes sociais representam para si mesmas o seu modo de existência tal como é vivido diretamente por elas e As representações ou ideias todas elas invertidas diferem segundo as classes e segundo as experiências que cada uma delas tem sua existência nas relações de produção no entanto as ideias dominantes em uma sociedade numa época determinada não são todas as ideias existentes nessa sociedade mas serão apenas as ideias da classe dominante dessa sociedade nessa época ou seja a maneira pela qual a classe dominante representa assim mesma sua ideia a respeito de si mesma
Representa a sua relação com a natureza com os demais homens com a sogra e natureza deuses com o estado etc tornar-se-á a maneira como todos os membros dessa sociedade eram pensar a ideologia o processo pelo qual as ideias da classe dominante tornam-se ideias de todas as classes sociais torna as ideias dominantes é esse processo que nos interessa agora na ideologia alemã Lemos as ideias da classe dominante são em cada época as ideias dominantes Isto é a Classe que é a força material dominante na sociedade é ao mesmo tempo sua força espiritual a classe que tenha
à sua disposição os meios de produção material dispõe ao mesmo tempo dos meios de produção do espiritual o que faz com que a elas sejam submetidas ao mesmo tempo e em média as ideias daqueles aos quais faltam os meios de produção espiritual as ideias dominantes nada mais são do que a expressão ideal das relações materiais dominantes as relações Materiais dominantes concebidas como ideias portanto a expressão das relações que tornam uma classe A classe dominante portanto as ideias de sua dominação os a classe dominante possui entre outras coisas também consciência e por isso pensam na medida
em que dominam como classe e determinam todo o âmbito de uma época histórica é evidente que eu façam em toda a sua extensão e consequentemente entre outras coisas do mini também como pensadores como Produtores de ideias que regulem a produção e distribuição das ideias de seu tempo e que suas ideias sejam Por isso mesmo as ideias dominantes da época a ideologia consiste precisamente na transformação das ideias da classe dominante em ideias dominantes para a sociedade como um todo de modo que a classe que domina no plano material econômico social e político também domina no plano
espiritual das ideias Isso significa que um embora a sociedade Esteja dividida em classes e cada qual deve ser tem suas próprias ideias e a dominação de uma classe sobre as outras faz com que só sejam consideradas válidas verdadeiras e Racionais as ideias da classe dominante dois para que isso ocorra é preciso que os membros da sociedade não se percebam divididos em classes mas se vejam como tendo certas características humanas como os a todos e que tornam as diferenças sociais algo Derivado ou de menor importância três para que todos os membros da sociedade se identifiquem com
essas características supostamente comuns a todos é preciso que elas sejam convertidas em ideias comuns a todos para que isso ocorra é preciso que a classe dominante além de produzir suas próprias ideias também possa distribuídas O que é feito por exemplo através da educação da religião dos costumes dos meios de comunicação Disponíveis 14 como Tais ideias não exprimem a realidade real mas representam a aparência social as imagens das coisas e dos homens é possível passar a considerá-las Independentes da realidade e mais do que isso inverter a relação fazendo com que a realidade concreta seja tida como
realização dessas ideias todos esses procedimentos consistem naquilo que é a operação intelectual por Excelência da ideologia a criação de Universais abstratos Isto é a transformação das ideias particulares da classe dominante em ideias universais de todos e para todos os membros da sociedade essa universalidade das ideias é abstrata Por que não corresponde a nada real e concreto visto que no real existem concretamente quase as particulares e não a universalidade humana as ideias da ideologia e universais abstratos os ideólogos são Aqueles membros da classe dominante ou da classe média aliada natural da classe dominante que em decorrência
da divisão social do trabalho em trabalho material e espiritual constituem a camada dos pensadores ou dos intelectuais estão encarregados por meio da sistematização das idéias de transformar As Ilusões da classe dominante Isto é a visão que é quase dominante tem de si mesma e da as sociedades em representações coletivas Ou universais assim a classe dominante e sua aliada a classe média dividem-se em pensadores e não pensadores ou em tradutores nativos de ideias consumidores passivos de ideias muitas vezes no interior da classe dominante de sua aliada a divisão entre pensadores e não pensadores pode assumir a
forma de conflitos por exemplo entre nobres e sacerdotes entre a conservadora e intelectuais progressistas mas tá o conflito não é uma contradição não Exprime a existência de duas classes sociais contraditórias mas apenas ou posições no interior da mesma Classe A prova disso escreve em Marx e engels é que baixo fazer uma ameaça real a dominação da classe dominante para que os conflitos sejam esquecidos e todos Fiquem do mesmo lado da barricada nessas ocasiões desaparecem a ilusão de que as ideias dominantes não são as ideias da classe dominante e que teriam um poder Diferente do Poder
dessa classe assim por exemplo é possível que em determinadas circunstâncias históricas os intelectuais se coloquem contra a burguesia e se passam aliados dos trabalhadores se os trabalhadores compreendendo a origem da exploração econômica EA dominação política decidirem destruir o poder dessa burguesia não é possível que os intelectuais progressistas sem eu saber passem para o lado da burguesia é o que Ocorre por exemplo quando diante do aguçamento da luta de classes no país os intelectuais demonstram aos trabalhadores que naquela fase histórica o verdadeiro inimigo não é a burguesia Nacional mas a burguesia internacional imperialista e que se
deve lutar Primeiro contra ela a ideologia da unidade nacional que os intelectuais progressistas de boa-fé imagina um servir aos trabalhadores na verdade serve a classe dominante porque isso Ocorre do lado dos intelectuais isso decorre do fato de que interiorizaram de tal modo as ideias dominantes que não percebem o que estão pensando do lado dos trabalhadores se aceitam tal ideologia nacionalista isso decorre da divisão social do trabalho que foi interiorizada por eles fazendo-os crer que não sabe bom e que devem confiar em quem pensa com isso também eles são vítimas do Poder das ideias dominantes Esse
fenômeno de manutenção das ideias Dominantes mesmo quando se está lutando contra a classe dominante é o aspecto fundamental daquilo que grande denomina hegemonia ou o poder espiritual da classe dominante por isso ele dizia que se não determinado momento os trabalhadores de um país precisam lutar usando a bandeira do nacionalismo a primeira coisa a fazer é redefinir toda a ideia de Nação desfazer-se da ideia burguesa de nacionalidade e ela mora uma ideia do Nacional que seja Idêntica a de Popular precisam portanto contrapor à ideia dominante de nação uma outra Popular se Negue a primeira uma história
concreta não perde de vista a origem de classe das ideias de uma época o perde de vista que a ideologia nasci para servir aos interesses de uma classe e que só pode fazê-lo transformando as ideias dessa classe particular em ideias universais não perde de vista também que a produção e Distribuição dessas ideias ficam sob o Controle da classe dominante que usa as instituições sociais para a sua implantação família escolas igrejas partidos políticos magistratura os meios de comunicação da cultura permanecem atrelados A Conservação do Poder dos dominantes se ao concebermos o decurso da história separarmos as
ideias da classe dominante e a própria classe dominante esse as concebemos como Independentes se nos Limitarmos a dizer que numa época estas Ou aquelas ideias dominaram sem nos preocuparmos com as condições de produção e com os produtores destas e se portanto ignorar mos os indivíduos e as circunstâncias mundiais que são a base destas ideias então podemos afirmar por exemplo que na época em que a aristocracia denominava os conceitos de honra de Fidelidade dominaram Ao passe o que na época da dominação burguesa domina os conceitos de igualdade de Liberdade etc em média o que é classe
dominante em geral imagina se fizermos esse tipo de interpretação não compreenderemos por exemplo que a forma da dominação seu Down impõe uma divisão social por estamentos fechados que se subordinam uns aos outros segundo minerar Kia imóvel que combina na figura do Papa e deixe alcançar de Deus entendido como fonte de poder que por uma graça ou por um favor concede poder Algumas homens determinados e que portanto as relações de Honra e de fidelidade simplesmente exprime o modo pelo qual os laços de poder são conservados no interior da nobreza contra os servos ao contrário no mundo
capitalista a relação entre os indivíduos são determinadas pela compra e venda da força de trabalho no mercado estabelecendo-se entre as partes proprietários e assalariados um contrato De trabalho hora o pressuposto jurídico da ideia de contrato É que as partes sejam iguais e livres de sorte que não apareça o fato de que uma das partes não é igual a outra nem é livre a realização das relações econômicas sociais e políticas baseadas na ideia de contrato leva a universalização abstrata das ideias de igualdade e de liberdade o processo histórico real escrevem Marx e engels não é o
do predomínio de certas ideias Em certas é é mais um outro que é o seguinte cada nova classe em ascensão que começa a se desenvolver dentro de um modo de produção que será destruído quando essa nova classe dominar cada classe emergente dízimos precisa formular seus interesses de modo sistemático e para ganhar o apoio do restante da sociedade contra a classe dominante existentes precisa fazer com que tais interesses aparece são como interesses de toda a sociedade Assim por exemplo a burguesia ao elaborar as ideias de igualdade e de Liberdade como a essência do homem faz com
que se coloquem ao seu lado como Aliados todos os membros da sociedade feudal submetidos ao poder da nobreza que encarnava o princípio da desigualdade e da servidão e para poder ser um representante de toda a sociedade contra uma classe e particular que está no poder a nova a ser gente precisa dar as Suas ideias a maior universalidade possível fazendo com que apareçam como verdadeiras e justas para o maior número possível de membros da sociedade precisa apresentar as ideias com as únicas Racionais e as únicas válidas para todos ou seja a classe ascendente não pode aparecer
como uma classe particular contra outra classe particular mas precisa aparecer como representante de toda a sociedade dos interesses de todos contra os interesses da classe Particular dominante e consegue aparecer assim universalizada graças às ideias que defendem como universais no início do processo de ascensão É verdade que a nova classe representa o interesse coletivo e de todas as classes não dominantes Porém uma vez alcançada a vitória e a classe ascendente tornando-se classe dominante seus interesses passam a ser particulares Isto é são apenas seus interesses de classe no entanto agora Tais interesses precisam ser mantidos com a
aparência de universais porque precisam legitimar o domínio que exerce sobre o restante da sociedade em uma palavra as ideias universais da ideologia não são uma invenção arbitrária ou diabólica mas são A Conservação de uma universalidade que já foi real num certo momento quando a classe ascendente realmente representava os interesses de todos os não dominantes mas que agora é uma universalidade Ilusória pois a classe dominante tornou-se representante apenas de seus interesses particulares cada nova e estabelece sua dominação sempre sobre uma base mais extensa do que é da classe que até então dominava ao passo que mais
tarde a oposição entre a nova classe dominante EA não dominante a gravar se aprofundasse ainda mais esse significa ter cada nova classe dominante enquanto estava em ascensão apontava para a possibilidade de um maior número de Indivíduos exercerem A Dominação e por isso quando toma o poder usa de procedimentos mais radicais do que os já existentes para as para as possibilidades de exercício do Poder Por parte dos dominados por isso a distância entre dominantes e dominados aumenta ainda mais e os dominados Afinal terão de lutar pelo término de toda e qualquer forma de dominação estamos agora
em condições de compreender as determinações gerais da Ideologia recordando que determinação significa Olá princesas arruma realidade em que foram sendo produzidas pelo processo que deu origem a esta realidade podemos agora compreender o que é a ideologia porque acompanhamos o processo que a produz concretamente as principais determinações que constitui o fenômeno da ideologia são um a ideologia é resultado da divisão social do trabalho e em particular da separação entre Trabalho material manual trabalho espiritual intelectual dois essa separação dos trabalhos estabelece a aparente autonomia do trabalho intelectual Face ao trabalho material três essa autonomia aparente do trabalho
intelectual aparece como autonomia dos produtores desse trabalho Isto é dos pensadores quatro essa autonomia dos produtores do trabalho intelectual aparece como autonomia dos produtos desse E isto é das ideias Sim Essas idéias que aparecem como autônomas são as ideias da classe dominante de uma época e tal autonomia é produzida no momento em que se faz uma separação entre os indivíduos que dominam e as ideias que dominam de tal modo que a dominação de homem sobre homens não seja percebida porque aparece como dominação das ideias sobre todos os homens seis a ideologia é pois um instrumento
de dominação de classe e como tal sua origem a existência da divisão da Sociedade em classes contraditórias e ele luta 7 a divisão da sociedade em classes realiza-se como separação entre proprietários e não-proprietários das condições e dos produtos do trabalho como divisão entre exploradores e explorados dominantes e dominados e portanto realiza-se como luta de classes esta não deve ser entendida Oi meninas como os momentos de confronto armado entre as classes mas como um conjunto de Procedimentos institucionais jurídicos políticos policiais pedagógicos Morais e psicológicos culturais religiosas artísticos usadas pela classe dominante para manter a dominação e
como todos os procedimentos do dominados para diminuir ou destruir essa dominação a ideologia é um instrumento de dominação de classe 8 se a dominação EA exploração de uma classe por imperceptíveis como violência Isto é Como poder injusto e ilegítimo os explorados e dominados sentem-se no justo e legítimo direito de recusá-la revoltam-se por esse motivo o papel específico da ideologia como instrumento de luta de classes é impedir que a dominação EA exploração sejam percebidas em sua realidade concreta para tanto é função da Bom dia de celular e ocultar a existência das divisões sociais como divisões de
classe escondendo assim sua própria origem Ou Seja a ideologia esconde que nasceu da luta de classes para servir a uma classe na dominação 9 conselho instrumento encarregado de ocultar as divisões sociais a ideologia deve transformar as ideias particulares da classe dominante em ideias universais válidas Igualmente para toda a sociedade tem a última essa idade dessas ideias é abstrata pode no concreto existem ideias particulares de cada classe você é uma abstração a ideologia constroem uma rede Imaginária de ideias e de valores que possuem base real a divisão social mais de tal modo que essa base seja
reconstruída de modo um vestido e Imaginário 11 a ideologia é uma ilusão NES a a a dominação de classe por ilusão não devemos entender ficção fantasia invenção gratuita e arbitrária erro falsidade pois com isto suporemos que a ideologias falsas ou erradas e outras que seriam verdadeiras e corretas por ilusão devemos entender abstração e Inversão abstração como vimos anteriormente é o conhecimento de uma realidade tal como se oferece a nossa experiência imediata como algo dado feito e acabado que apenas classificamos ordenamos e sistematizam vamos sem nunca indagarmos como tal realidade foi concretamente produzida uma realidade é
concreta porque mediata isso é porque produzida por um sistema determinado de condições que se Articulam internamente de maneira nessas área inversão com também vimos anteriormente Oi para o resultado de um processo como se fosse seu começo tomar os efeitos pelas causas as consequências pelas premissas o determinado pelo determinante assim por exemplo Quantos homens admitem que são desiguais porque Deus ou a natureza os seis desiguais estão tomando a desigualdade como causa de sua situação social e não como tendo Sido produzida pelas relações sociais e portanto por eles próprios sem que o desejassem e sem que o
soubesse 12 porque ideologia ilusão Isto é abstração inversão da realidade ela permanece sempre no plano Imediato do aparecer social Ora como vimos aos farms do fetichismo da mercadoria o aparecer social é o modo de ser do Social de ponta a cabeça aparência social não é algo falso errado mas é o modo como o processo e Aparece para a consciência direta dos homens Isso significa que uma ideologia sempre possui uma base real Só que essa base está de ponta-cabeça é aparência social assim por exemplo a sociedade burguesa aparecem Nossa experiência imediata Como estando formada por três
tipos diferentes de proprietários o capitalista e proprietário do Capital o dono da terra proprietário da renda da terra e o trabalhador proprietário do salário se todos são proprietários Embora de coisas diferentes então todos os homens dessa sociedade são iguais e possuem iguais direitos enquanto não ultrapassarmos essa aparência e procurarmos o modo como realmente e concretamente são produzidos esses proprietários pelo sistema capitalista não poderemos compreender que o salário não é a propriedade do Trabalhador mas é o quê é pago pelo capitalista que a renda não vem da terra mais de sua transformação em capital pelo trabalho
Não-pago do camponês ou dos mineiros e que finalmente só o capital é efetivamente propriedade enquanto não tivermos essa compreensão histórica do processo real a ideia de igualdade não só aparecer a verdadeira mas ainda possui a base real ou seja a maneira pela qual os homens aparecem no modo de produção capitalista É nesse sentido que se deve entender a ideologia com ilusão abstração e inversão 13 a ideologia não é um reflexo do Real na cabeça dos Homens mas o modo ilusório Isto é abstrato invertido pelo qual representam o aparecer social como se tá o aparecer funciona
a realidade social se a ideologia fosse um simples reflexo invertido e da realidade na consciência dos homens a relação entre o mundo EA consciência não seria dialética Isto é contraditória ou de negação interna Mas seria mecânica ou de causa e efeito se a ideologia fosse o espelho ruim da realidade ela seria o efeito mecânico da Ação dos objetos exteriores sobre Nossa consciência como a ação da Luz sobre Nossa retina nesse caso não poderíamos compreender a célebre afirmação de Marx nas chamadas Onze teses sobre foi herbar de que o engano dos materialistas tinham sido considerar a
relação da consciência com os objetos uma experiência sensível e não uma práxis social isto é uma atividade social que produz os objetos e o sentido dos objetos a ideologia é uma das formas de práxis social aquela que Pa a experiência imediata dos dados da vida social constrói abstratamente o sistema de ideias ou representações sobre a realidade para percebermos que a ideologia não é um mero reflexo invertido da realidade na consciência dos homens basta lembrarmo-nos do modo como uma pecinha religião em geral todos conhecem a famosa fórmula segundo a qual a religião é o ópio do
Povo Isto é um mecanismo para fazer com que o povo aceite a miséria eo sofrimento sem Revoltar-se porque acredita que será compensado na vida futura cristianismo ou porque acredita que tais dores são uma punição por erros cometidos numa vida anterior religiões baseadas na ideia de reencarnação aceitando a injustiça social como a esperança Da recompensa ou com a resignação do pecador a religioso fica anestesiado com um fumador de ópio alheio à realidade no Entanto Costuma se esquecer que antes de fazer tal afirmação Marques de sim a religião como a criação de um espírito no mundo sem
espírito como enciclopédia e lógica popular e Consolação no mundo sem consolo se a religião que é uma forma de ideologia fosse um reflexo ela teria de espelhar de maneira invertida o mundo real hora segundo Marx a invenção religiosa não reflete coisa alguma sendo criação do Espírito em um mundo sem espírito a religião é produção imaginária de algo que não existe a inversão consiste em atribuir a essa criação do Espírito a origem da realidade em lugar de compreender que é a miséria real e produzindo a crença no espírito numa divindade poderosa que pune e recompensa as
ações humanas a religião como toda ideologia é uma atividade de consciência social a religiosidade consiste em substituir o mundo real o mundo sem Espírito todo mundo imaginário um mundo com Espírito essa substituição do real pelo Imaginário é a grande tarefa da ideologia e por isso ela anestesia como o ópio 14 a ideologia é produzida em três momentos fundamentais a ela inicia-se com um conjunto sistemático de ideias que os pensadores de uma classe em ascensão produzem para que essa nova classe apareça como representante dos interesses de toda a sociedade Representando os interesses de todos os não
dominantes nesse primeiro momento Bom dia encarrega-se de produzir uma universalidade com base real para legitimar a luta da nova classe pelo poder B ela prossegue tornando-se aquilo que gramich denomina senso comum isto é ela popularizar-se toma-se um conjunto de ideias e de valores concatenadas e coerentes aceitos por todos os que são contrários à A Dominação existente e que imaginam uma nova sociedade que realize Essas idéias e esses valores por exemplo quando os servos aprendizes pequenos artesãos e pequenos Comerciantes no final da idade média e no início do Mercantilismo aceitam e incorporam as ideias de liberdade
e de igualdade defendidas pela burguesia em ascensão ou seja o momento é essencial de consolidação social da ideologia ocorre quando as ideias e valores da classe emergente são interior E aí pela consciência de todos os membros não Dominantes da sociedade cê uma vez é delimitada e interiorizada como senso comum a ideologia mantém-se mesmo após a Vitória da classe emergente que se torna então classe dominante Isso significa que mesmo quando os interesses anteriores que eram interesses de todos os não dominantes são negadas pela realidade da nova dominação Isto é a nova dominação converte os interesses da
classe emergente em interesses particulares da classe dominante e Portanto nega a possibilidade de que se realizem como interesse de toda a sociedade tal negação não impede que as ideias e valores anteriores A Dominação permaneçam como algo verdadeiro para os dominados ou seja mesmo que passe dominante seja percebida como tal pelos dominados mesmo que esses percebam que tal o fim de interesses que são exclusivamente dela essa peça acção não afeta a aceitação das ideias e valores Dos dominantes pois a tarefa da ideologia consiste justamente em separar os indivíduos dominantes e as ideias dominantes fazendo com que
apareçam como Independentes uns dos outros é assim por exemplo que os trabalhadores contemporâneos Podem perceber que a organização do processo de trabalho pelo estilo taylorista que consiste em separar todas as fases de produção e em separar os que dirigem e controlam tal produção e os fiéis é curtam é o Interesse da classe dominante tem que isso os impeça de crer que a organização racional do trabalho exija racionalmente a divisão entre os que possuem conhecimento tecnológico cientistas técnicos administradores e gerentes e os que possuem apenas a qualificação para a executar as tarefas do trabalho trabalhadores ou
seja percebem de um lado que o taylorismo é uma forma de dominação burguesa mas conservam a ideia subjacente ao Terrorismo de que é racional separar saber tecnológico e execução prática do trabalho sem se dar conta de que tal separação é o que permite a dominação burguesa pois tal organização eles aparece como racional por causa do avanço tecnológico que impossibilita a cada trabalhador e ao conjunto dos trabalhadores controlar o saber que governa seus trabalhos esse fenômeno da Conservação da validade das ideias e valores dos Dominantes mesmo quando se percebe a dominação E mesmo quando se luta
contra a classe dominante mantendo sua ideologia é que grande denomina hegemonia de uma classe é e não só porque detém a propriedade dos meios de produção e o poder do estado Isto é o controle jurídico político e policial da sociedade Mas ela é hegemônica sobretudo porque suas ideias e valores são dominantes e mantidos pelos dominados até mesmo quando lutam Contra essa dominação em geral fala-se muito em crise dia simonia conceito grama este ano para caracterizar momentos de crise econômica e política nas quais a classe dirigente aquela fração da classe dominante que dirige a sociedade é
forçada a repensar sua ação econômica e política se quiser como salvar o poder dirigente hora a crise de hegemonia não é isso a crise de hegemonia socorre quando além da crise econômica e política que afeta os Dirigentes a uma crise das ideias e dos valores dominantes e com que toda a sociedade na qualidade de não dirigente recuse a totalidade da forma de dominação existente assim é que grande pode caracterizar o surgimento do fascismo na Itália a partir de uma crise de hegemonia mas quando hoje no Brasil se consideram as dificuldades dos atuais dirigentes para manter
o controle econômico e político uma crise de hegemonia Emprega-se erroneamente o conceito grama este ano sejamos um exemplo de conservação da hegemonia burguesa quantos movimentos feministas lutam contra o poder burguês porque ele é fundamentalmente um poder masculino que discrimina social Econômica política e culturalmente as mulheres é considerado um poder patriarcal isso é fundado Na Autoridade do pai chefe de família chefe de seção chefe de escola chefe de hospital chefe de estado e etc é um Poder que lhe em cima a submissão das mulheres aos homens tanto pela afirmação da inferioridade feminina fraqueza física intelectual quanto
pela divisão de papéis sociais a partir de atividades sexuais sem habilidade como sinônimo de maternidade e do meste cidade partindo dessa colocação muitos movimentos feministas vão defender duas ideias principais um a de que as mulheres não devem se sujeitar a papéis sociais mas devem lutar por igual direito ao Trabalho dois a de que as mulheres não devem continuar se submetendo ao poderiam masculino e devem defender a liberdade do uso de seu corpo porque este é propriedade delas e não dos homens maridos filhos chefes etc aparentemente Tais movimentos parecem estar lutando contra o poder burguês pelo
menos no seu aspecto discriminatório há porém se analisarmos as duas ideias defendidas o que veremos defender a igualdade no mercado de Trabalho não é criticar a exploração capitalista do trabalho mas é mantê-la fazendo com que as mulheres têm igual direito de serem exploradas e de realizarem trabalhos alienados seria Preciso que as mulheres como movimento social pudessem levar a cabo a crítica do próprio trabalho no modo de produção capitalista em vez de desejarem virar força de trabalho por outro lado defender a liberdade de usar o corpo Porque esse é propriedade privada da própria mulher e afirmar
que tal direito de fim a mulher como pessoa autônoma é esquecer que um dos pilares a ideologia burguesa na sua forma liberal é justamente a definição dos seres humanos por algo chamado de direito natural e seria o direito à posse e ao uso do próprio corpo posso que nos torna Livres liberdade que é necessária para formular a ideia burguesa de contrato como vimos acima hora vimos como Max descreve o Surgimento do Trabalhador livre necessário ao capital o homem que tendo apenas a posse de seu corpo que estando despojado liberado os meios e instrumentos do trabalho
tem o livre direito a uso de seu corpo vendendo no mercado da compra e venda da força de trabalho e vimos com região como a definição burguesa de pessoa é sinônimo ou versão jurídica do proprietário privado assim a luta feminista pode realizar-se Sem pôr em questão a Hegemonia burguesa isso não significa que os movimentos feministas são falsos Ou inuteis nem que todos eles defendem a maneira pais ideias significa apenas que é possível de fato movimento de libertação das mulheres que reafirmam a ideologia dominante é a ideologia da competência eu tenho ensaio intitulado a Gênese da
ideologia na sociedade moderna o filósofo francês Claude lefort observa que houve uma mudança no modo de Operação da ideologia desde meados do século 20 de fato escreve ele a ideologia burguesa era um pensamento em um discurso de caráter legislador ético e pedagógico que definia para toda a sociedade o verdadeiro eo falso o bom eo mau o lícito eo ilícito o justo eo injusto o normal eo patológico O Belo e o feio a civilização EA barbárie põe ordem no mundo afirma do valor positivo e universal de algumas instituições como a família a pátria EA Empresa a
escola e o Estado e com isso designavam os detentores e do poder e da autoridade o pai patrão o professor o cientista ou governante no entanto a partir sobretudo dos anos trinta do século 20 houve uma mudança no processo social do trabalho mudança que iria espalhar-se por toda a sociedade e todas as relações sociais o trabalho Industrial passou a ser organizado o segundo no padrão conhecido como fordismo no qual uma empresa controla Desde a produção da matéria-prima no início da cadeia produtiva até a distribuição comercial dos produtos no final da cadeia produtiva e além desse
controle total da produção São introduzidas a linha de montagem a fabricação em série de produtos padronizados e as ideias de que a competição capitalista realiza-se em função da qualidade dos produtos e que essa qualidade Depende de avanços científicos e tecnológicos de Modo que uma empresa deve também financiar pesquisas e possuir Laboratórios com fordismo é introduzida uma nova prática das relações sociais conhecida com a organização Quais as principais características da organização um as afirmações de Que organizar e administrar e que administrar a introduzir racionalidade nas relações sociais na indústria no comércio na escola no hospital no
governo etc Racionali a iniciativa consiste em afirmar que não é necessário discutir um fingir uma ação ou de uma prática e sim estabelecer meios eficazes para obtenção de um objetivo dois as afirmações de que uma organização e racional se for eficiente e que será eficiente se estabeleceram uma rígida hierarquia de cargos e funções na qual a subida um novo cargo e é uma nova função significa e melhorar De posição social adquirir mais status e mais poder de mando e de comando a organização será tanto mais eficaz quanto mais todos os seus membros se identificarem com
ela e com os objetivos dela fazendo de suas vidas um serviço a ela que é retribuído com a subida na hierarquia de poder e três a afirmação de que uma organização é uma Administração Científica racional que possui lógica própria e funciona por si mesma independentemente da vontade e Da decisão de seus membros graças a essa lógica da própria organização é ela que possui um conhecimento das ações a serem realizadas e que conhece Quais são as pessoas competentes para realizá-las no caso do trabalho Industrial a organização introduz duas novidades A primeira é a linha de montagem
Isto é a afirmação de que mais racional e mais eficaz que cada trabalhador tenha uma função muito especializada e não devo a Realizar todas as tarefas para produzir um objeto completo A segunda é a chamada gerência científica Isto é depois de desposar o trabalhador do conhecimento da produção é de um objeto a organização de virgens e para os que possuem tal conhecimento os gerentes e administradores e os que executam as tarefas fragmentadas os trabalhadores com isso a divisão social do trabalho faz-se pela separação entre os que têm competência para dirigir e os Incompetentes que só
sabem Executar examinando a maneira como modelo da organização se difunde e se espalha por todas as instituições sociais e por todas as relações sociais resposta fala na ideologia contemporânea como a ideologia invisível ou seja enquanto na ideologia burguesa tradicional as ideias eram produzidas e emitidas por determinados agentes sociais o pai o patrão o padre ou pastor o professor o sábio agora Não parece não Haver agentes produzindo as ideias porque elas parecem emanar diretamente do funcionamento da organização e das chamadas leis do mercado há ainda uma outra observação antigamente julgava-se que as ciências eram teorias que
podiam ser aplicadas por meio das técnicas e que a economia capitalista fazer o uso das técnicas para aumentar a acumulação e reprodução do Capital o caso mais visível desse uso era a construção das máquinas para o Processo de trabalho hoje em dia porém não se trata mais de usar técnicas vindas da aplicação das ciências e sim de usar e desenvolver tecnologias a tecnologia não é Ciência aplicada a tecnologia é fabricação de instrumentos de precisão que interferem no próprio conteúdo das ciências com isso aí ciências passaram a participar diretamente do processo produtivo tanto Porque dependendo dele
com relação à tecnologia quanto porque esta depende Delas e essa participação da ciência e da tecnologia no processo de produção das mercadorias aparece com clareza na automação e na informatização do trabalho industrial e nas demais atividades econômicas e sociais se agora reunimos a organização ou Administração racional e eficaz do trabalho a gerência científica a presença da ciência e da tecnologia no processo produtivo no trabalho Intelectual perceberemos que a divisão social das classes está acrescida de novas divisões e que estas podem ser resumidas numa só e grande divisão a divisão entre os que possuem poder porque
possuem saber e os que não possuem poder porque não possuem saber dessa maneira em vez de falarmos em ideologia invisível percebemos falar em ideologia da competência que oculta a divisão social das classes e ao afirmar que a divisão social se realiza entre os Competentes os especialistas que possuem conhecimentos científicos e tecnológicos e os incompetentes os que executam as tarefas comandados pelos especialistas a ideologia da competência realiza a dominação pelo descomunal prestígio e poder conferido ao conhecimento científico e tecnológico ou seja pelo prestígio e poder das ideias consideradas científicas e tecnológicas o discurso competente é aquele
proferido pelo especialista que ocupa uma posição Algum lugar determinado na hierarquia organizacional e haverá tantos discursos competentes quantas Organizações e hierarquias houver na sociedade esse discurso opera com duas práticas contraditórias numa delas enquanto discurso da própria organização afirma que esta é Oi e eu a gente social político e histórico de sorte que os homens enquanto pais e as classes sociais enquanto Tais são destituídas e despojados da condição de sujeitos Sociais políticos e históricos a organização é competente os indivíduos e as classes sociais incompetentes objetos sociais conduzidos dirigidos e manipulados pela organização na outra modalidade prática
o discurso competente procura desfazer o que fez anteriormente ou seja depois de invalidar os indivíduos e as classes sociais como sujeitos da ação procura revalidados mais o faz tomando-os como pessoas ou indivíduos privados trata-se do que Chamaremos de competência privatizada vejamos como ela é feita o discurso da competência privatizada é aquele que ensina um de nós enquanto indivíduos privados e não enquanto sujeitos sociais como nos relacionarmos com o mundo e com os outros ensino é feito por especialistas que nos ensinam a viver assim cada um de nós aprende a relacionar-se com o desejo pela medição
do discurso da sexologia a relacionar-se com a alimentação pela Mediação do discurso da dietética ou nutricionista a relacionar-se com a criança por meio do discurso da pediatra da psicologia e da pedagogia a relacionar-se com a natureza pela medição do discurso Ecológico a relacionar-se com os outros pela medição do discurso da psicologia e da sociologia e assim por diante isso explica a proliferação dos livros de auto-ajuda os programas de conselhos pelo rádio e pela televisão E como os programas em que especialistas nos ensinam jardinagem culinária maternidade paternidade sucesso no trabalho e no amor esse discurso competente
exige que interiorizem e suas regras e valores se não quisermos ser considerados lixo e de preto é essa modalidade da competência que aparece na fixação de um modelo de ser humano sempre jovem saudável e feliz todos os vídeos difundidos pela publicidade pela moda que prometem Juventude os cosméticos por exemplo saúde com a Malhação por exemplo infelicidade com as mercadorias que garantem sucesso finalmente se reunirmos o discurso competente da organização e o discurso competente duas especialistas veremos que estão construídos para assegurar: indissociáveis o modo de produção capitalista o discurso da organização afirma que só existe racionalidade
nas leis do mercado o Discurso do Especialista afirma que só há felicidade na competição e no sucesso de quem vence a competição vejamos algumas consequências perversas produzidas pela ideologia da competência se ser competente é vencer a competição e subir na hierarquia de uma organização eu senti o desempregado a ideologia burguesa ali em cima no cotidiano E na escola que eu trabalho é uma virtude que dignifica o homem e que não trabalhar é um vício a preguiça a malandragem a Ideologia da competência ali ensina no cotidiano na organização escolar não organização Empresarial que só a competência
no trabalho assegura felicidade e realização ocorre porém que a atual forma do capitalismo sobretudo por causa da tecnologia e do lugar ocupado pelo chamado capital financeiro Isto é papéis e dinheiro dos bancos e das bolsas de valores não precisa de muita gente trabalhando na produção e por isso gera desemprego no entanto o Desempregado ignorando o que se passa e orientando-os pelo que foi incutido pela ideologia sente-se culpado pelo desemprego humilhado e sem saída muito efeito da ideologia da competência aparece na busca do diploma Universitário a Qualquer Custo antigamente as pessoas que custavam as Universidades o
faziam porque desejavam dedicar-se a alguma pesquisa ou ao ensino hoje custa seu Universidade Porque o diploma exigido pela organização quando os amigos currículos dos que procuram emprego nela pois o diploma é usado como um instrumento de seleção os jovens universitários estão convencidos de que sempre foi e sempre será assim e que a função da universidade é adaptar-se às exigências das organizações empresariais Isto é do que se costuma chamar de um mercado onde toma confere é o que procura emprego a condição de especialista e de competente E uma posição superior na hierarquia de o sonho dessa
maneira a universidade alimenta a ideologia da competência e despoja-se de suas principais atividades a formação crítica EA pesquisa passamos para concluir o resumo do nosso percurso a ideologia é um conjunto lógico sistemático e coerente de representações ideias e valores e de normas ou regras de Conduta que indicam e prescrevem os membros da sociedade o que devem pensar E como devem pensar o que devem valorizar E como devem valorizar o que devem sentir e como devem sentir o que devem fazer e como devem fazer ela portanto um corpo explicativo representações e prático normas-regras prefeitos de caráter
prescritivo e normativo regulador é muita função é dar aos membros de uma sociedade dividida em classes uma explicação racional para as diferenças sociais políticas e culturais sem jamais Atribuir Tais diferenças a divisão da sociedade em classes a partir das divisões na Esfera da produção pelo contrário a função da ideologia é a de apagar as diferenças como de classes e fornecer os membros da sociedade o sentimento da identidade social encontrando certos referenciais identificadores de todos e para todos como por exemplo a humanidade a liberdade a igualdade a nação ou estado Isso significa que a na qualidade
de explicação teórica do Real através das ciências sobretudo hoje em dia ou das filosofias ou das religiões a ideologia nunca pode explicitar a origem pois se eu fizesse Faria vir à tona a divisão social em classes e perderia assim sua razão de ser que é de dar explicações Racionais e universais que devem esconder as diferenças e particularidades reais ou seja nascida por causa da luta de classes e nascida Da luta de classes a ideologia um corpo teórico religioso filosófico ou científico que não pode pensar realmente a luta de classes que lhe deu origem B na
qualidade de corpo teórico de conjunto de regras práticas a ideologia possui uma coerência racional pela qual precisa pagar um preço Esse preço é a existência de brancos de lacunas ou de silêncios que nunca poderão ser preenchidos sobre pena de destruir a coerência ideológica Discurso ideológico é coerente e racional o que entre suas partes ou entre suas frases a brancos ou vazios responsáveis pela coerência assim a ideologia coerente não apesar das lacunas mais por causa ou Graças às lacunas ela é coerente como ciência como moral como tecnologia como filosofia como religião como pedagogia como explicação e
com a são apenas Porque não diz tudo e não pode dizer tudo se Dissesse tudo quebra ainda se por dentro por esse motivo cometemos o engano quando imaginamos ser possível substituir uma ideologia falsa que não diz tudo por uma ideologia verdadeira que diz tudo ou quando imaginamos que a ideologia falsa é a dos dominantes enquanto a ideologia verdadeira é a dos dominados Por que nos enganamos nessas duas e em primeiro lugar porque uma ideologia que fosse plena ou que não tivesse vazios e Brancos Isto é que dissesse tudo já não ser ideologia em segundo lugar
porque falar em ideologia dos dominados é um contrassenso visto que é ideologia é um instrumento da dominação esses enganos fazem-nos sair da Concepção marxista de ideologia que vimos no início deste livro podemos isso assim contra por ideologia e crítica da ideologia e podemos contrapor a ideologia ao saber real que muitos dominados tem acerca da realidade da exploração da dominação da Divisão social em classes e da repressão aqui enche saber está submetido pelas forças repressivas dominantes as forças repressivas que não precisam ser apenas as da polícia ou as do exército mas que podem ser Sutilmente a
própria ideologia difundida e conservada pela escola e pela ciência sou filosofias dos dominantes vejamos O que significa a afirmação de que a ideologia não pode dizer tudo porque se o dissesse se destruiria por dentro seja por Exemplo a ideia de família se a ideologia mostrasse que há no sistema capitalista três tipos diferentes de família diferentes tanto por sua finalidade como por seu modo de organização a burguesa a proletária Ea pequeno-burguesa já não poderia falar a família por outro lado se pudesse mostrar que a família burguesa é um contrato econômico entre duas outras famílias para conservar
e transmitir o capital sobre a forma o unifamiliar de Herança mantendo a classe teria de mostrar que é por isso que nessa família o adultério feminino é uma falta grave pois faz surgirem herdeiros ilegítimos que despertariam capital familiar de por esse motivo o adultério feminino é convertido para a sociedade inteira numa falta moral e num crime penal se por exemplo pudesse mostrar que a família proletária tem por função exclusiva reproduzida a força de trabalho pro criando filhos teria de mostrar que é Por isso e não por razões religiosas e Morais que justamente são ideológicas em
que a mulher proletária não tem direito ao aborto decente nem o direito ao anticoncepcional a não ser quando em virtude da modificação tecnológica que leva a automação do trabalho interessa aos dominantes diminui a cidade de oferta de mão de obra no mercado de trabalho nesta hora os dominantes através do Estado o ventão o chamado planejamento familiar que Pretende pela diminuição numérica dos trabalhadores resolveram o problema real da miséria e da desigualdade social ou enfim se mostrasse que a família pequeno-burguesa tem a finalidade de reproduzir os ideais e valores burgueses por toda a sociedade e que
por isso é nela que a ideia de família é mais forte do que nas outras classes teria de mostrar que a família pequeno-burguesa está encarregada de oferecer ao pai uma autoridade substitutiva que o compensa De sua real falta de poder na sociedade em que por isso ele aparece como devendo encarnar para toda a sociedade ideal do Palio que esta família também está encarregada de dar a mãe e o lugar honroso que a retém a fora do mercado de e para Não competir com o pai e não de roubar a autoridade ilusória e que por isso
a mulher dessa família está destinada a encarnar para toda a sociedade o ideal de mãe que finalmente essa família pequeno-burguesa está Encarregada de conservar a autoridade paterna e a domesticidade materna como forças para reter por mais tempo fora do mercado de trabalho e jovens para usá-los Apenas quando se tornam arrimos econômicos de garantia de unidade familiar e por esse motivo retarda pelo maior tempo possível a Constituição de novas famílias e que é esse é o motivo da Defesa do ideal da virgindade para as meninas e da recusa do homossexualismo feminino e masculino pode no Homossexualismo
não a reprodução e vínculo familiar e se a ideologia mostrar todos os aspectos que constituem a realidade das famílias No sistema capitalista se mostrasse como a repressão da sexualidade está ligada às estruturas familiares condenação do adultério o homossexualismo no aborto defesa da virgindade e do heterossexualismo diminuição do prazer Sexual para o trabalhador Porque o sexo diminui a rentabilidade EA produtividade do trabalho alienado como então a ideologia manter ia a ideia e o ideal da família como faria por exemplo para justificar uma sexualidade que não estivesse legitimada pela procriação pelo pai e pela mãe e não
pode fazer isso não pode dizer isso a ideologia não tem história afirma em 12 Marques isso não quer dizer que houve ai haverá sempre uma só e Mesma ideologia tanto assim que a própria ideologia burguesa que é uma das formas históricas da ideologia também não é sempre a mesma no período da livre concorrência que define as relações econômicas e sociais pelas relações de contrato no mercado pela Liberdade de empresa a ideologia burguesa assumir a forma do liberalismo enquanto atualmente com o fim da livre concorrência com o advento do capitalismo monopolista de estado ou dos oligopólios
a ideologia Burguesa assumir a forma de ideologia da organização do planejamento e da administração em outras palavras as mudanças econômicas e sociais produziriam mudanças na ideologia burguesa o que passou de sua fórmula são tradicional para aquela que chamamos aqui de ideologia da competência dizer que a ideologia não tem história significa que a transformação das ideias não depende delas mesmas de alguma força externa que Teriam como na história do Espírito regueliano ou como nas etapas do Espírito humano de Augusto Conde mas depende da transformação das relações sociais e portanto das relações econômicas e políticas com isso
podemos perceber que há entre a ideologia EA estrutura de uma sociedade aquilo que Luiza outros é chama de contemporaneidade ou de correspondência temporal entre a estrutura social e as ideias ideológicas compreendemos também Com as ideias não ideológicas aquelas que estão empenhados em compreender a génese ou história real e são capazes de ultrapassar o tempo em que são pensadas e isso em duas gerações com relação ao passado de modo a não explicá-lo com as ideias do presente mas reencontrando as próprias determinações diferenciadoras que fazem do passado passado com relação ao futuro na medida em que não
projeta para o que ainda está por vir aquilo que já existe mas procura Nas linhas de força do presente aquilo que anuncia a possibilidade futura enquanto ideologia explique o presente como é feito do passado o passado pelo presente e o futuro pelo já existentes fazendo com que este último Deixe de ser o possível aquilo que os homens poderão realizar para se tornar o previsível aquilo que os homens deverão realizar o Saber histórico mantém as diferenças temporais com uma diferenças intrínsecas B A ideologia fábrica uma história imaginária aquela que reduz o passado e o futuro a
as coordenadas do presente na medida em que atribui o movimento da história a gente sou sujeitos que não podem realizá-lo assim por exemplo a ideologia nacionalista faz da Nação o sujeito da história ocultando que a nação é uma unidade imaginária Pois é constituída é efetivamente por classes sociais em luta a ideologia estatística faz do estado ou Da ação dos governantes ou das mudanças de regimes políticos o sujeito da história ocultando que o estado não é um sujeito autônomo mas instrumento de dominação de uma classe social e portanto o sujeito dessa história estatística imaginária é Afinal
apenas a classe dominante é a ideologia racionalista e atual a ideologia cientificismo faz da razão e hoje em dia da ciência o sujeito da história Esquecendo-se de que a ideia da razão e de ciência é determinada por aquilo que numa sociedade é entendido como racional e como irracional e que a ideia de racionalidade é determinada pela forma das relações sociais assim é perfeitamente racional que o Mero Explique a guerra de Tróia como punição dos Deuses pelo crime cometido por um chefe lá que eu te resto também é perfeitamente racional que os hebreus expliquem a história
de seus múltiplos Cativeiros sua dispersão e seu retorno à Terra Prometida como realização das profecias sobre os crimes do povo eleito contra as leis de Jeová e é perfeitamente racional que expliquei os a guerra de Tróia e as Desventuras o branco através de uma outra história o que mostra simplesmente que nossa racionalidade é diferente da dos gregos homéricos e das dos hebreus proféticos encontrar a causa dessa diferença é tarefa de um pensamento não é ideológico É de grande importância afirmação de Marx e de engels acerca da ideologia como algo que não tem história porque porque
a ideologia burguesa em qualquer de suas fórmulas ações tem o culto da história entendida como progresso para a ideologia burguesa toda a história é o progresso das Nações dos Estados das ciências das Artes e das técnicas é que o historiador burguês aceita a imagem Progressista que a burguesia tem de si mesma na medida em Que a burguesia considera um progresso seu modo de dominar a natureza e os outros homens com esse culto do Progresso a burguesia e seus ideólogos justificam o direito do capitalismo de colonizar os povos ditos primitivos ou atrasados para que se beneficiem
dos Progressos da civilização assim quando a antropologia social Explica científicamente as sociedades ditas selvagens passa a descrevê-la como sendo Pré lógicas como fez levy-bruhl ou então Quantos anos tem o pó Logos percebem que tal caracterização é colonialista e passam a descrever os selvagem de modo a revelar que são diferentes e não atrasados ainda assim permanecem sob a hegemonia da ideologia burguesa por quê Porque agora mostram que as sociedades primitivas são a nossa por serem sociedades sem escrita sem mercado sem estado e sem história como bem mostrou o antropólogo Pierre Clastres em seu livro a sociedade
contra o estado explicar as sociedades primitivas dizendo que eles falta os 100 é manter implicitamente como modelo explicativo a nossa sociedade e como sociedade plena Isto é com escrita com mercado com estado com história isso não significa que os antropólogos que irão defender o colo e realismo em geral defender os interesses das sociedades primitivas mas sim que sua ciência permanece presa A uma racionalidade EA uma cientificidade que conservam silenciosamente a ideia burguesa de Progresso porque a ideologia não tem ver mais fábrica histórias imaginárias que nada mais são do que uma forma de legitimar a dominação
da classe dominante compreende-se porque a história ideológica aquela que aprendemos na escola e nos livros é sempre uma história narrada do ponto de vista do Vencedor ou dos Poderosos não possuímos a história dos escravos nem a dos servos nem a dos trabalhadores vencidos não só suas ações não são registradas pelo Historiador mas os dominantes também não tem me tem que resta em vestígios documentos monumentos dessa história por isso os dominados aparecem nos textos dos historiadores sempre a partir do modo como eram vistos e compreendidos pelos próprios vencedores O Vencedor o poderoso é transformado em um
único Sujeito da história não só porque impediu que houvesse a história dos e Ao serem derrotados os vencidos perderão o direito a história mas simplesmente porque sua ação histórica consiste em eliminar fisicamente os vencidos ou então se precisa do trabalho deles elimina a sua memória fazendo com que se lembrem apenas dos feitos dos vencedores não é assim por exemplo que os estudantes negros ficam sabendo que a abolição foi um feito da Princesa Isabel As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que dela sabemos está registrado pelos senhores brancos não há direito à memória para
um negro nem para o índio nem para os Camponeses nem para os operários história dos Grandes Homens dos grandes feitos das grandes descobertas dos grandes Progressos a ideologia nunca nos diz o que são esses grandes grandes em os grandes porque grandes em relação à que no entanto o Saber histórico nos dirá que esses grandes agentes da história do Progresso são os grandes e Poderosos Isto é os dominantes cuja grandeza depende sempre da exploração e dominação dos pequenos Aliás a própria ideia de que os outros são os pequenos já é um pacto que fazemos com a
ideologia dominante graças a esse tipo de história a ideologia pode manter sua hegemonia mesmo sobre os vencidos Pois estes interiorizam a suposição de que não são Sujeitos da história mas apenas seus pacientes e eu que pode desmantelar a ideologia somente uma prática política nascida dos explorados e dominados e dirigida por eles próprios para essa prática política é de grande importância o que chamamos de crítica da ideologia que consiste em preencher as lacunas e os silêncios do pensamento e discurso ideológicos obrigando-os a dizer tudo que não está Dito os dessa maneira a lógica da ideologia se
desfaz esse desmancha deixando o ver o que estava escondido e assegurar a exploração econômica a desigualdade social a dominação política EA exclusão cultural sobre a autora Marilena chauí é professora de história da filosofia e de filosofia política da Universidade de São Paulo foi Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no governo de Luiza erundina 1989 o 192 Presidiu a Associação Nacional de pós-graduação em filosofia após gestão de 1998 2000 é presidente da associação de estudos filosóficos do século 17 colaborador em revistas acadêmicas brasileiras e estrangeiras e escreve para jornais brasileiros de grande circulação escreve trabalho
de filosofia para estudante do 2º grau e da graduação Universitária tem livros publicados sobre o pensamento dos filósofos Belo Horizonte e Espinosa e sobre o Brasil ideologia o mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação por intermédio dela tomamos um falso por verdadeiro um injusto com justo como ocorre as ilusão essa fabricação de uma história imaginária qual a sua origem Qual os seus mecanismos os seus fins e efeitos sociais econômicos e políticos áreas de interesse filosofia Poli