Nós estamos, né, nesse cenário, nesse cenário de eleições, né, ao quinto constitucional. Eh, de início, né, na largada, 29 inscritos, mas aí a OAB, né, com base ali nos critérios, vai indeferindo algumas candidaturas, né? Mas e o o senhor, né, já tá tá teve candidatura, né, deferida, inclusive Atene Brasil TV eh publicou.
Eh, mas antes de fazer perguntas propriamente relacionadas ao quinto constitucional, a eh eu pergunto, senor, por que o senhor sempre procuro fazer essa pergunta? Por que o senhor escolheu a advocacia? Olha, eu até dei uma entrevista um tempo desse, nesse mesmo sentido, tá?
Eu venho de de uma família que essa agora é a terceira geração da advocacia, né? Meus filhos, dois, mas meus filhos são também advogados, né? Minha mãe advogou.
Então vem assim, tá no, parece que tá no sangue, sabe? Tá eh nasceu com a gente, acredito isso. Então o desenvolvimento da da advocacia, essa escolha de coração, ele vem assim de um reflexo também familiar, né?
E a gente quando vai por essa linha é verdadeiramente uma um dom que nasce com você. Eu entendo assim. Então eu sempre me dediquei, são 28 anos de advocacia na área criminal, né?
E muita felicidade, porque eu disse até um dia desse um colega meu, isso parece você eh andar de bicicleta, mas você só anda bem quando você tem a sua. Uhum. Então, quando você faz o curso de direito e você começa a caminhar ali com mãos dadas a outros colegas, eles vão se auxiliando, mas depois que você cresce na primeira causa, aí pronto, não tem mais volta.
É como uma vacina, vacinou, não tem mais retorno, sabe? É, é paixão. É paixão por defender o direito, que é realmente legal e você vê a possibilidade de ser um ser humano melhor, porque é uma profissão que dá essa oportunidade para você.
Você lida com as mazelas da vida, né, com o dia a dia, com o sofrimento. Isso vai também humanizando você. Uhum.
Então não tem não tem retorno. Eu fico muito grato em tudo que eu tenho construir até aqui. Criei meus filhos, estou ajudando as minhas netas.
é produto da minha advocacia, né? Eh, da minha escolha advocação. Quando quando o senhor optou por ser eh advogado, né, eh adentrou a a advocacia, o cenário, né, social, político e até mesmo de realidades materiais, de acesso à informação era um.
Sim. Hoje nós estamos em outro momento, em outras realidades. Há uma procura muito grande, né, pelos cursos, né, eh, pela academia de direito.
Então, eh, todos os anos o o número, né, de novos advogados e advogadas é sempre crescente, além dos 5. 000 bacharéis que temos, né, no no Brasil, 2000 e pouco, é 3. 000 pouco aqui em aqui na na no Pará que procuram algumas regulamentações.
Eh, esse essa procura, né, pelo direito, né, pela advocacia em particular, ela é boa? Essa procura que a aumenta, ela é boa sendo boa ou ou ruim, é preciso ter algum cuidado? Eu preciso.
Olha, eh, a minha advocacia, eu comento o seguinte, quando eu me formei, logo depois veio a Constituição de 1988. Então eu posso dizer tranquilamente que eu conhecia a Constituição bebê, criança, né, ainda de colo. E da procura da da Constituição para cá, a evolução, tanto a evolução técnica, jurídica quanto a evolução social, eu digo por quê?
Porque antes nós nos conhecíamos, nós éramos um número como 16 7. 000 advogados no Pará, em Belém. Certo.
Certo. Tá. Hoje nós somos mais de 30.
000. aqui no estado e mais de 1 milhão e meio no Brasil. Essa evolução do número de de faculdades, né?
Sim. Que deu essa distribuição maior de profissional, mas o mercado em si, ele vai ele vai cativar aqueles que realmente têm a intenção da advocacia. Nem todo que forma em direito vai advogar.
Uhum. Alguns vão pro curso, para concurso, Ministério Público, delegado, magistrado, procurador, etc. Não é uma advocacia que dessa que nós estamos falando, que é a advocacia raiz, vamos dizer assim, mas nem todos eles procuram advogar.
Uma grande maioria, verdade, agora procuram os concursos. E essa evolução que você fala, justamente a evolução técnica, a evolução tecnológica, que hoje também, né, nesses poucos anos aqui, acho que a gente confere meses com a evolução da IA. Uhum.
ela tem trazido ao mercado muito mais profissional da área de direito, porque nós estamos perdendo o advogado raiz, certo? Nós estamos perdendo o advogado realmente do balcão, aquele que tá no dia a dia, que faz as suas audiências presenciais, que faz suas tentações orais presenciais. Nós estamos vendo que essa redução muito grande.
Às vezes até digo que perde um pouco da essência, porque o gosto maior do advogado é você tá ali olho no olho, cara a cara, defendendo, né? Ficou muito, tá muito tecnológico, mas o número eh de aumento de número de advogados e números de OAB saindo é preocupante. Sim.
É preocupante porque nem todo advogado sai preparado. Nem todo advogado sai preparado para essa vivência da advocacia. A realidade como é faculdade é uma coisa, realidade profissional totalmente diferente.
Então aqui busca se unir o conceito jurídico, a doutrina, a jurisprudência, mas com a prática. É isso que tá faltando. É importante paraa jovem advocacia.
E é isso que eu prego também para jovem advocacia até como professor que sou. Envolva a técnica da prática com a literatura. Outra coisa muito difícil, nós vemos aqui, você destaca com vários livros aqui.
Uhum. Se nós formos ver hoje a dificuldade muito maior de ler Uhum. Da atual eh eh estrutura que forma advogado, é tudo agora Google.
Uhum. Né? Às vezes eu coloia, mas a a literatura em si é mais difícil.
você vê e quando você deixa de ler, você perde uma parte importante da tua função advocatícia, que é a verbalização, é a comunicação, né, que o advogado é quase 90% da comunicação direta, porque na redação é fácil, a gente vê advogado que conhece a redação, pouco da redação, mas na hora de verbalizar numa uma distância entre o juiz ou fazer um acompanhamento, pedir até o juiz o que ele quer realmente, ele tem dificuldade. Então é importante agora a sede da OAB, o os exames de ordem que fazem mais essa seleção, no caso. Eh, daí a importância da da prova da OAB que ela termina por ela termina, ela colabora para a a seleção, é uma triagem, na verdade, né?
Você vê às vezes o alunato que já fez quatro, cis vezes e não passa. Então, tem essa seleção que é válida e mesmo assim o mercado tá inchando, mas ainda tem espaço para para pro advogado. Realmente aquele que se dedica à advocacia.
Advocacia, como eu digo sempre, eu, por exemplo, levanto 5 horas da manhã para estudar o caso, a causa do dia, né? Fazer aquele reexame, fazer uma análise para chegar até o fórum já preparado. Uhum.
Saindo disso, eu faço as minhas audiências, faço os meus contatos, as minhas reuniões com com os clientes e já vou para casa pensando no outro dia para acordar novamente 5 horas da manhã. Às vezes esse é o advogado que eu digo que é o advogado de militante, certo, né? Não é eu o o meu o meu assessor produziu uma peça e eu chegar e assinar e e ele vai lá no sistema PJ e Pluff.
A a boa advocacia quando você reúne o seu grupo de trabalho, seu grupo de estudos e terminou de fazer uma tese e vai discutir com seus colegas. Eu tenho assim, eu eu fico maravilhado quando eu faço alguma tese que eu quero mostrar pros colegas como é que funcionou para perguntar qual a opinião deles, que isso é muito importante para pro dia a dia da advocacia. Não basta só redigir e dar entrada, né?
ainda tem um acompanhamento, né, que tem que humanizar, tem que ir até o juiz, tem que ir até o o desembargador, procurador, Ministério Público para poder dar sequência. Eh, nos últimos dias eu fiz algumas pesquisas, eh, inclusive passei a a participar de canais de advogados que têm um trabalho, eh, assim pedagógico de ensino por meio das redes sociais. Então, me deparei com algumas pesquisas.
Quais as principais eh dificuldades que você advogado, que você advogada está enfrentando no momento? Captação de clientes ganhou de lavada em todas em todas as enquetes que vê. Isso os próprios advogados respondendo.
É, olha, e isso aqui é um ponto importante porque a gente vai lidar com código de ética e disciplina da OAB. Uhum. E essa parte entre a diferença de de publicidade e propaganda é que é interessante dentro do do código de ética e disciplina que ele tem uma fase própria.
Quer dizer, eu não posso mercantilizar a minha advocacia. Eu não posso dizer, olha, eu não sou Hoje é a promoção do abescorpos, eh, pague um, leve dois. Hoje é a promoção do mandado de segurança.
Não, olha, a sua causa é no escritório tal é a é certa. é o escritório que vai resolver. Venha para o Saedra.
O melhor é venha para o Saedra. É isso. Isso não pode.
O que pode é o que nós estamos fazendo aqui, por exemplo, nós estamos numa entrevista falando sobre uma informação cultural, né? Eu estou na ao mesmo tempo exercitando esse direito de fala e demonstrando quem sou eu ao público. Isso pode.
Eu não posso dizer a certeza da sua causa às vezes você passa aí. Já foi a Salinas? Já foi uma vez.
Às vezes você vê um cartaz assim, olha, é fulano de tal, a certeza da sua causa ganho. Olha, 24 horas especializado em tal, eh, cível criminal, trabalhista e à noite eu vendo pipoca e entrego pizza. Uhum.
Tu entendeu? Não pode. Aí não tem condições.
O, a melhor propaganda, melhor a melhor guia do do advogado é o resultado. Uhum. e nunca demonstrar ou botar o cliente em situações de vchame, como eu estou aqui, mas estou filmando o meu cliente para dizer que o meu cliente é aquele.
Ainda tem outro caso interessante, viu, que você falou nisso, é o advogado ostentação. Uhum. Né?
aquele que tá, ele põe ali a logomarca do escritório dele, ele tá com o iat dele, ele tá no avião dele, ele tá no carro de luxo dele. Isso aí para quem tá de fora, que nós somos uma mercadoria de consumo, entende que olha, esse advogado é o bom porque ele tá faturando, né, o melhor do mercado. Mercado.
Isso tá proibido também agora pelo código de ética nessa faixa da do marketing jurídico. Uhum. E uma outra preocupação, até falando sobre essa situação de de marketing jurídico, eu fiz uma palestra lá em Castanhal bem recentemente e eu botei um tema que é a dancinha do advogado.
Sim. Tá. O TikTok, o o Instagram, o Facebook, não, a plataforma aceita.
Tudo bem. Aí a pergunta é que vem, na hora do do momento mais difícil, você vai procurar o advogado da dancinha, que alcançou ali 5, 6, 10. 000 acessos em poucos segundos ou você vai procurar o advogado que tem uma história, né, de vida, um currículo de vida.
Eu, sinceramente, se tivesse que procurar um médico da dancinha, eu não iria buscar o médico da dancinha. Não é uma questão de dizer que eu sou contra, você dança a hora que quiser, mas é uma coisa que não traz retorno profissional. Então isso que às vezes o advogado não vê.
Você não tem muito muito muito impulso na nas redes sociais, mas você tem por trás de você uma história de vida, de processos que você trabalhou. Então é aí que eu acho que o advogado, início de carreira, ele deve procurar, ele deve procurar se eh fazer mais presente dentro dos tribunais, discutir uma rede de discussão de matéria, troca de ideias, de tese. Aí vai crescendo devagar.
a questão eh pra gente que conclu esse ponto da captação do cliente, de clientes, o advogado ele precisa ter muito cuidado para não transgredir, né, a a ética, né, a ética. E essas regras, elas têm três situações difícis. Uma é a advertência, a outra é a suspensão e o último caso é a perda.
Nós temos visto esses advogados muito, que eu digo, eh, que vão paraa internet mostrar seus bens. Um tempo desse teve um que foi atirado no dentro do próprio escritório, porque as pessoas invadiram achando que ele era o milionário. Às vezes nem é, ele l mostrar, né?
Eu já vi isso acontecer. Aham. Muitos movimentos, né?
instituições aí não vou mencionar aqui o gênero, mas muitas instituições e profissionais de diversas áreas usam justamente a imagem de um de uma BMW, de um hotel, de tal para passar aquela imagem, né, do bem-sucedido, para despertar no outro a ganância. Aí isso atrai, né, muitas pessoas, nesse caso sem clientes, porque ele passa uma imagem que não condiz com a realidade, né? Então o advogado ele precisa ter esse cuidado, né, para não passar imagem errada, né?
precisa ter muito esse cuidado. Olha, eh, os meus clientes, é muito difícil eu deixar Uhum. um dar uma entrevista.
Eu já advoguei deputado, prefeito, eh, políticos, é empresários e tal, eu não deixo. Uhum. E quando dou uma entrevista sobre o caso, eu digo que estou ainda verificando as condições.
Por quê? Porque a gente não sabe o dia de amanhã, né? Às vezes uma coisa mal colocada, um ponto mal colocado numa entrevista e até o cliente colocar também, ele gera uma outra polêmica e não ajuda isso no processo, certo?
Né? A minha função é fazer a defesa processual. Agora eu vou pra imprensa para dizer que eu sou advogado do, né, do do cara mais perseguido do estado e lá na frente dá uma um retorno que não é positivo nem para mim, nem pro meu cliente.
OK. Bom, agora vamos adentrar aqui no assunto propriamente dito, quinto constitucional. Eh, primeiro, né, fala pra gente eh como é esse processo até chegar à escolha, eh, sem esquecer do do da questão do deferimento e do indeferimento que pode também acontecer.
Pois é, nós estamos vivendo agora eh nesse quinto constitucional, que é um quinto que traz um edital diferenciado dos últimos dois, tá? Nós começamos com a inscrição. Essa inscrição envolve vária documentação, que é comprovar o primeiro o seu eh saber jurídico, depois a sua honra e mais a documentação que vai comprovar que você tem o exercício profissional que dá um mínimo de cinco processos por ano, certo?
No percurso de 10 anos. já se cumpriu esse esse esse requisito. Alguns parece que sofreram algumas impugnações.
Esses 27 colegas que estão inscritos, 15 parece que estão impugnados, que eram 29, né? Eram 29. Eh, parece que dois eh não não preencheram os requisitos mínimos.
Foram foram excluídos, não sei se recorreram. Eu sei que, na verdade, agora nós estamos numa média de 24, salvo engano, tá? Terminou essa fase e aí é que vem o diferencial dos outros editais.
Primeiro nós vamos ser eh arguídos, nós vamos ser eh perguntados realmente sobre o nosso conhecimento jurídico, né, por vários conselheiros. Cada cada candidato vai ter 30 minutos de várias perguntas dividido 5 minutos por número de perguntas sorteadas no momento. Aqueles que passarem nessa sabatina vai ficar 12, tá?
E nós temos uma outra regra que é só um ponto. Então essa sabatina ela acontece antes da eleição da classe é essa que é o diferencial porque nos outros primeiro era a classe depois a sabatina agora a triagem reduz para 12 no caso nós temos a situação da paridade, né? E a condição de gênero, né?
A de gênero e a a racial, certo? Tá? Nós já temos aqui três na racial, dois homens e uma mulher.
Praticamente estão garantidos dentro dessa lista de de 12 de 12, né? Vamos tirar então seis mulheres e seis homens depois da sabatina. Esses seis, esses 12 no total, aí terminou a situação da paridade, terminou a situação da do racial, aí vai para os colegas advogados votarem.
Uhum. Cada um pode votar em três homens e três mulheres. Não obrigatoriamente que sejam queiram votar três homens e três mulheres.
Podem votar dois, três. Aí segue disso aí. No caso, ele vai ter seis votos.
Aí que pode votar em três homens ou três mulheres. Pode exercitar os seis, mas se quiser votar só em um, ele vota também. Ele vota só em um também.
Tá. Disso aí vai ficar os seis. Nós tínhamos 12 que saiu, tá, do conselho, seis vão ser escolhidos pela classe.
Esses seis vai para o Tribunal de Justiça. O Tribunal de Justiça em votação aberta. Uhum.
Tá. Que é diferenciado na aqui no conselho. Sim.
A, o, o voto é secreto, depois secreto na, mas no tribunal ele é aberto, até porque é recomendação do CNJ, do Conselho Nacional de Justiça. Nós não temos mais julgamento fechado e também é transmitido. Ou seja, todo mundo vai saber em quem cada todo mundo vai saber desses seis, independentemente que sejam seis homens ou seis mulheres, ou três homens e três mulheres, no final, né, do do do tribunal, o governador vai escolher um, independente mesmo, sendo homem ou mulher.
Uhum. Mas geralmente o mais votado ou a mais votada. Isso, acredito eu, não só no nível do da estrutura dos colegas votantes, mas também dentro do tribunal.
Entendi. Eh, dito isso, eh, por exemplo, a Tênbres TV, né, recentemente, no caso, eu, né, publiquei um texto, eh, falando, né, do senhor na condição de candidato. E, inclusive, nós concluímos, eh, Camil, um pouquinho para cá, eh, nós concluímos o histórico do advogado, né, o currículo mostra que Valério Savedra é um candidato altamente qualificado para o cargo pretendido.
É exager a sentença? Olha, eu eu quero dizer a você que eu me sinto qualificado, mas também não posso eh desprezar a qualificação e o conhecimento dos colegas. Todos que estão ali, eles estão na mesma balança, no mesmo nível de, tá, de condição para exercer, né, certo?
a que vença o melhor e que vença realmente a democracia, que vença aquele que é advogado. Eu tô dizendo desde o início isso. Para mim, quem tem que ter acesso ao desembargo tem que ser uma advogada, um advogado atuante, aquele que conhece as nossas mazelas, os nossos dias a dias, a dificuldade que é advogar, não é aquele de gabinete, não é aquele que simplesmente põe um pen drive ali, assina uma um documento, é aquele que sofre o dia a dia.
Então, todos os colegas, eu me incluo claramente nisso, tem condições tanto pelo sua linha curricular, né, como pela atividade. Eu digo advogados atuantes, quando digo todos os colegas, eu também não vou retirar a parcela daqui, né, para eu dizer quem advoga no meu conceito, que não advoga, porque aí eu vou ser, né, posso pecar, mas essa vaga tem que ser de um advogado ou de um advogado atuante. A sua fala de advogado atuante tem a ver com a ideia de advocacia militante.
É a advocacia justamente é advocacia militante. Quando eu digo militante, olha, deixa eu dar uma panorama para você. Nós advogados militantes, nós nos conhecemos da onde?
Dos dos fóruns. Uhum. Dos tribunais.
que nós estamos lá todo o tempo atuando na defesa legais dos nossos constituintes, mas nós estamos praticando no Tribunal do Júri, na sustentação oral, né, nas visitas, nas idas até os desembargadores, os juízes, que não é para bater papo, não é para trocar figurinha, trocar ideia, é para ver o processo diálogo rápido, curto, para nós resolvermos a condição. Esse para mim é o advogado que fica ali às vezes sentado 30, 40 minutos esperando para ser atendido. Uhum.
Eu vou te dar uma ideia. Eu tive um tempo desse no TRF1. Eu saí de Belém, peguei meu voo, cheguei mesmo, fui pro TF1 para falar com um desembargador.
Eu me sentei lá no entala dele, eu não tinha marcado nada. Uhum. Eu fiquei ali quase 6 horas sentado.
Quando ele passou, que eu tinha um julgamento sustentação oral no outro dia, ele me chamou depois e disse: "É memoriais, é memoria". Disse é excelência. Aí só baixou a cabeça, tá?
Pegou assim, tá entregue. Mas veja a importância disso. Eu não bati essa história.
Mas quando eu fui pra sessão no outro dia à tarde, ele disse assim: "Dr Savedra". Ela disse esse professor Savedra, eu quero dizer que eu recebi o sem memorial que tinha apenas uma página, eu estava decidido a negar. Uhum.
Mas depois que eu li o sem memorial e vi que o senhor estava ali para me dar esse esclarecimento e eu não ouvi, eu decidi que vou liberar o seu cliente. Uhum. Como é importante, esse é o advogado militante, é o que tá lá.
Não é simplesmente você pegar na frente do computador, fazer e tal, jogar, tem que humanizar coisa. estrelinha enfesada. Ah, vou esperar ninguém, não.
Sei o quê, não. Não, isso isso é um exercício de tolerância, de paciência, que você só adquire isso com os dias dias de trabalho. E, e por um exemplo desse serve até para quebrar essa ideia de glamur, né, de que tudo é fácil para advogado, ele é atendido na hora que quer, o juiz vai recebê-lo na hora que ele bem o qu, que ele não enfrenta a fila, que ele não precisa esperar nada porque já tá tudo bem certinho.
E não é assim, né? tem toda uma militância, dificuldades que no dia a dia vocês precisam enfrentar, né? É, agora o que eu digo, tenho dito sempre, o desembargador, a desembargadora, ela tem que ter esse ponto de vista.
Ele tá, ele está vindo, ela está vindo da advocacia e conhece o sofrimento disso. Há um tempo o advogado quer conversar, ele quer, ele quer tirar só do papel, ele quer humanizar aquilo ali às vezes. Porque olha só, um juiz ou um desembargador, ele tem condições de retirar os seus filhos de você.
Ele tem direito de retirar a sua liberdade, os seus bens, o seu patrimônio, né? Sim. E se o advogado não chegar pelo homem, se deixar só nas linhas frias e não humanizar isso, esse tempo que ele quer de defesa para falar com o juiz.
É muito poder. Uhum. É muito poder e nós temos que ter isso dentro do judiciário, humanizar, conhecer ponto a ponto, porque é um poder muito grande te interceptar tuas ligações telefônicas, entrar acesso a tuas contas bancárias, não é muito poder para Tem que ser cauteloso nesse sentido.
Então, ó, não é todo o advocacia, todo quinto ou aquele escolhido pelo quinto que não atende. Uhum. Eu acho, eu acredito muito.
Ó, eu levanto 5 horas da manhã e vou trabalhar até 10, 11 horas da noite. Eu sou um desembargador, por exemplo. Eu não posso tirar disso aqui metade do meu tempo de trabalho, já que eu tenho toda uma cobertura de assessores para te atender.
Sim, posso. É isso que a advocacia quer. Ele quer um desembargador comprometido com a advocacia, comprometido nessa humanização, nesse atendimento.
Eh, por isso, eh, a importância do voto dos advogados, né, quando for, né, o voto da classe, que eles votem, eh, justamente com os os critérios que realmente importam no momento. Porque eu digo isso porque eh às vezes eh o o advogado ele ele vai votar, né, no no seu colega que concorre ao quinto, não pelas razões que realmente deveria ser, às vezes é pela amizade, às vezes porque a pessoa é famoso, é famosa, mas esse não é o critério a a ideal, né? Esse não.
É por isso que o voto é importante e tem que ser, vamos, vou usar aqui aquela frase já conhecida, tem que votar com consciência. É. E tem uma outra situação.
Veja uma, eu sempre costumo dizer que quem elege é quem deixa de votar. Hum. Porque se você não for as urnas, aí você dá a possibilidade do cidadão, no caso, ou nesse caso, no caso da política partidária, por exemplo, da oportunidade daquele que teria mesmo condições de ajudar e fazer alguma coisa e você deixa de votar.
Quando você deixa de votar, é por isso que tem que haver uma convocação em massa da advocacia para fazer o exercício, sacro exercício da da função de voto, que é importantíssimo, porque a escolha é uma escolha que não tem volta. É uma escolha que não tem volta. E as pessoas, digo, repito, tem que conhecer bem cada um dos seus candidatos, daqueles que estão propondo proposta única, não existe proposta diferenciada.
Aqui é defesa das prerrogativas, defesa dos direitos da advocacia e humanização. Humanização, porque hoje você vê que as pessoas são números. Um processo é um número.
O processo não identifica mais você como cidadão tal. E você apenas o número e você tem como desembargador, como juiz, uma meta mensal de julgamentos para ter. e às vezes não olha para isso.
Por isso que o advogado tem que exercer esse direito de ir e conversar com o magistrado. Às vezes estão coisas mais mal colocadas ali dentro do processo, né? Aí o cara exterioriza, quer tenta exteriorizar no papel o raciocínio, mas se perde nisso aí porque não tem a fala, não tem o diálogo, não tem aquela defesa não é casca de banana, mas o advogado candidato que perde prazos dos clientes é um bom candidato.
Olha, eh isso é essa é maior dificuldade do advogado. Eu, por exemplo, eu levanto e a primeira coisa que eu vou ver são os meus e-mails, são os meus processos, porque aquele que perdeu o prazo, ele perdeu a causa toda. É, e isso aí é é o que vai depor contra ele.
É uma defesa mal feita, vou um exemplo, tá? uma defesa que deveria ser mais técnica e não faz, porque a preocupação hoje eu, por exemplo, eu não faço nada sem antes fazer uma análise total do processo passo a passo. Eu faço até uma comparação, é de você chegar num médico, aí você vai contar o que sente, né?
e ele vai prescrever para você o medicamento. Aqui o advogado trabalha assim: o Código Penal ele descreve o fato que você tá na sua acusado e o Código de Processo Penal, ele vai dar o receita do para esse para essa doença e se você errar no diagnóstico, você perdeu tudo. Então isso é importante e o prazo é fundamental.
éu prazo. Eu tenho uma pessoa próxima, mas quem perdeu prazo não foi nenhum dos candidatos, não, fique claro, tá? Que agora enfrenta um problema assim, eh, transitou, né, e foi transitado, julgado no TRE, mas o advogado perdeu todos os prazos, as partes envolvidas desistiram do processo e o advogado perdeu todos os prazos, o TRE, né, não tinha outra opção, já que o advogado não foi lá, não compareceu, transitou e julgou.
E agora o cliente, né, do advogado que perdeu o prazo, tá com um pepino muito grande para resolver, porque a transitou e julgou. É, existe situações que mesmo depois do trânsito julgado pode ter haver situações de revisão, mas cada caso é um caso, né? A revisão é o é o último eh tapa de salvação, uma revisão bem feita, mas teria que ter um argumento novo, né?
E isso acontece muito no direito criminal. Uhum. um fato novo, uma uma instrução muito longa para poder rever uma situação.
Mas é possível o TRF e o STJ agora inclusive estão aceitando revisões criminais por meio de abascorpos, que é interessante. Antes não aceitavam na execução penal, principalmente. OK.
Eh, não é casca de banana. Quem é o juiz na visão do advogado? Quem quem é ou quem deveria ser o juiz, né?
Olha, a primeira coisa que o juiz ele tem que entender uma coisa. Ele é um é um funcionário do estado, tá? Ele está ali para servir a duas causas, tá?
Primeiro, a justiça. Segundo, hum, e conexo a isso é a paz social. Então, a função do julgador é justiça e normalizar a estrutura, né, social através justamente dessa paz social, certo?
Esse que é o importante. Não adianta um juiz que vai guerrear com o advogado dentro do processo, né? É, a função única do magistrado é essa, é julgar mediante o que ele tem dentro dos autos.
E a intenção de todo esse julgamento é justamente a paz social. E o meu entendimento é esse. Certo.
Então, excelente resposta. Obrigado. Casca de banana.
É, não foi não, mas é o senhor é remicha, né? Eu sou pai sandu. Jamais um torcedor do Pai Sandu ia fazer uma coisa dessa, né?
Com o torcedor do Remo. Eh, todos que a gente tem entrado em contato, né? Hum.
Para conversar, para entrevistar. Eh, naturalmente, eu como jornalista, a gente conversa, né, com advogados, com acadêmicos, eh, com alunos. Terminamos por conhecer diversos alunos de muitos advogados e advogados, ah, foi meu professor, foi tal.
quando publicamos que advogado A ou Bem nos conceder entrevistas, recebemos muitas mensagens, né, ali no PV, no meu WhatsApp. E uma uma coisa interessante em relação ao seu nome é justamente agregar as fontes, as pessoas que conversaram conosco, agregar eh advogados já experientes, novos advogados e também acadêmicos. Sim.
Eh, e alguns que foram seus alunos e alunas, mas não foram para pra advocacia. mas conhece o senhor, eh, mostrando, né, o apreço. Obrigado.
Com respeito, a admiração. Isso é muito interessante e testemunha a favor, né? Sim, sim.
Olha, eh, eu, eu digo assim a você, a minha preocupação sempre foi mais com a jovem advocacia. Uhum. E eu como professor, eh, como é divisor de de conhecimento, que a obrigação maior é essa, a gente não guarda a cultura e o que a gente aprende, porque a gente vai morrer, ela vai com a gente.
O certo mesmo é partilhar, é dividir, é entregar, tá? E o que é que eu faço geralmente com dos me dos meus alunatos? Eu convido os colegas a fazerem juri comigo.
Uhum. Tá aí eu somo dois colegas. Teve um que fez jurir comigo agora mais recentemente, pegou, tá com três meses de carteira, certo?
Mas o que que eu faço? Eu vou reunir esses meninos em casa. Eu deixo cinco dias lá comigo.
Nós vamos estudar a estrutura do processo todo, quais são as linhas de raciocínio da defesa e oportunizo cada um fazer um ponto que é importante porque o advogado recémformado é a prática que que o falta. Então eu fiz isso com vários alunos. Aí convido uma jovem advogada, mas também convido as pessoas com mais experiência, né, que tem mais relação de de experiência realmente no campo.
E essa soma é importante porque a gente une forças e e o diálogo fica mais franco, mais aberto e os meninos gostam, sabe? Essa que é a realidade. Todo o tempo que eu faço, que eu ministro uma aula na direito penal um e penal dois, que eu dou a prática e tribunal do júri, eu sempre convido aquele.
Teve um caso interessante agora de um senhor que formou e tá já idade, ele formou e tá tirando a OAB dele. Uhum. E ele deu um depoimento para mim que eu disse: "Próximo júrio você vai estar comigo".
Entendeu? que é um incentivo, é uma coisa que tem que dividir. Eh, inclusive eu conheci, né, o senhor lá no Hotel Sagres, no na quinta imensão jurídica organizada pelo Humberto Bulhosa.
E foi justamente lá que eu acho, eu até suspeito que o advogado ele seja lá da minha terra, seja nordestino, que ele disse: "Olha, tem que entrevistar aquele ali, Valério Savedra". Até imaginei que o senhor fosse de outro de outro estado, né? Aí é porque eu suspeito que ele que ele era lá da minha região lá lá do Nordeste que disse tem que entrevistar, falar com ele porque ele é o considerado aí eu disse então vou vou entrevistá-lo.
Olha, eu vou dizer uma coisa para você. Eu tenho viajado esse Brasil por muitos rincões. Eu tenho grandes amizades lá fora.
Um exemplo disso, eu quero até agradecer, fui recebi meus parabéns ontem de um fantástico advogado que é o Elias Matara. Esse homem é um exemplo de cultura, de conhecimento das filhas que ele tem na na recebi um outro elogio do Roberto Delmanto Júnior, que é o a família aí de cinco gerações, construíram o Código Penal, Código de Processo Penal, tá? Então isso me deixa muito grato, é o reconhecimento da amizade, do companheirismo, dos colegas, porque esse reconhecimento enriquece você no sentido de você se animar mais a fazer muito mais pelo pelo pela sua atividade.
É uma coisa belíssima. Belíssima. OK.
pra gente eh concluir o nosso bate-papo, a pergunta é por já é sabido que o senhor é um homem, né, preparado, tem um histórico, né, já reconhecido, a sua história fala por si. as testemunhas externas elas eh endossam, elas subescrevem tudo aquilo que o senhor já escreveu, né, com o seu testemunho, né, de vida, com seu testemunho profissional. E essas testemunhas que a gente escuta, que não são as testemunhas das redes sociais, porque muitas vezes as pessoas falam coisas para fazer média, então e tem é importante aqueles testemunhos, mas os testemunhos que eu vejo mais potência é aqueles que são feitos na tua ausência.
Então, eh, esse reconhecimento que a gente vê, né, de profissionais, de alunos e etc, como eu falei, eh e reconhece a sua história. A pergunta é Dr Valério Marcos Savedra, isso por colocou o seu nome, né, para disputar o Quinto Constitucional? O senhor já tem uma história bonita, abençoada.
Obrigado. Não podia parar por aí não. Por que o senhor colocou sua mão?
Deixa eu dizer uma coisa para você que eu acho importante. Nós vamos ter essa arguição. Uhum.
Né? Esse questionamento dos dos conselheiros. E isso tudo se resume em duas perguntas bem claras e diretas e que todo e qualquer candidato que souber respondê-las tem inclusive a minha aprovação, tá?
Todo o questionamento se resume em duas coisas: por e para quê. É isso que o que o que os colegas querem saber. Você quer ser desembargador por e para quê?
Eu tenho essa resposta e essa resposta ela vem flui do meu coração e desses todos os anos de dedicação que eu tenho ao que eu amo, que é o direito. É o amor que eu tenho é pelo direito, é pela justiça e é pela paz social. Há um momento na vida da gente que a gente diz assim, a gente pode contribuir muito mais.
Sim, tá? a gente já contribuiu aqui essa faixa, mas nós podemos fazer muito, mas muito mais pelo social, pela justiça. Então o porquê é isso?
É fazer muito mais pelo social, é deixar um legado, é deixar um respeito, uma consideração, é não envergonhar a minha instituição, muito menos os meus filhos e a minha família. E para quê que se conjumina na mesma situação? É justamente ver o direito à justiça e a paz social realizada.
Essa é a nossa função como advogado. Essa é a nossa função como cidadão. Porque olha só, no momento que eu presto um juramento, que eu presto um juramento, eu posso errar na escolha da minha concha, da minha esposa, mas eu nunca posso errar no meu na minha profissão.
Uhum. Porque não tem volta. Posso até ter volta, mas vai ser muito difícil fazer o caminho, porque refazer um caminho é mais difícil de que fazer o caminho inicial.
Então eu entendo assim, tem que ter o compromisso primeiro com a justiça e com a paz social. É o único requisito que tem e a história vai mostrar quem é quem que tem direito a exercer esse cargo. É o meu entendimento é esse.
OK. Então eu conversei com o advogado Marcos Valério Savedra. Agradeço mais uma vez, né, por ter vindo aqui conversar conosco e deixo aqui agora, né, as câmeras à sua disposição para suas considerações finais e gostaria que nessas considerações finais o senhor eh tratasse, né, de responder outra pergunta.
Acredita que representará bem a classe caso seja novo desembargador? Olha, tanto acredito que estou aqui, né? Que é uma realidade, né?
Você não acreditarse, se você não tem confiança, acreditar e tiver credibilidade para assumir esse compromisso, você pode esquecer que você não passa. E isso volca numa situação de você ser sincero, porque quem está nos assistindo, ele vai saber quem é sincero, quem tá sendo sincero nas suas perspectivas. E agora o que eu posso pedir é aos colegas que não deixem de votar, aos colegas votantes e pedir ao conselho que analise com muita cautela todos os colegas, né, não só na parte intelectual, na parte de conhecimento, nesta situação inibada, né, aqueles que realmente têm a postura para assumir o cargo e tem a responsabilidade com isso.
Meu recado é esse e vamos, se Deus quiser, as urnas, né? É isso aí. Então, muito obrigado aos amigos e amigas da T Brasil TV e da coluna Juspará.
E até o nosso próximo encontro. Tchau. Obrigado.
Abraço a todos.