então gente hoje eh vocês vão ter aula com uma pessoa que está sempre atrás das câmeras está sempre com a câmera desligada Mas é uma pessoa bem conhecida de vocês porque atende muito vocês quando Vocês recebem lá um recado no suporte um retorno pedagógico e técnico muitas vezes ou é da Vivi ou é da Diane né Então hoje quem estará conosco ministrando essa aula é a daane vou falar um pouquinho dela aqui a Dai é pedagoga é especialista em neuropsicopedagogia e também em alfabetização e letramento e agora ela está fazendo mais uma pós--graduação em gestão
porque ela não ela não gosta de parar de estudar Essa mulher tá sempre aprendendo uma coisa nova e não só na área da pedagogia ela gosta de aprender de tudo minha gente ela gosta de aprender todas as estudar é contigo né daí e eh é atualmente gente ela faz parte da nossa equipe pedagógica então a Dayane começou como Nossa aluna lá em 2000 e 17 ou 18 18 18 Então as primeiras turmas aí não sei se tem colega da da mas as primeiras turmas do curso de alfabetização na prática do matemática na prática a Dai
tava lá em todas e de aluna ela virou parte da nossa equipe Já faz alguns anos também que a da trabalha aqui conosco e eh foi percorrendo um caminho aí né dai e hoje dando aula aqui na pós também já trabalhou como profe tem experiência aí na educação infantil na coordenação em alfabetização e hoje eh vai trazer um assunto bem bacana para nós a respeito de Será que realmente cada criança tem seu tempo como que a gente pode pensar a respeito da base do currículo e do nosso planejamento certo então deixarei a palavra com a
Dai muito obrigada dai eu que agradeço gurias e esse é um momento assim de muita emoção para mim como a profe Camila falou quando eu ingressei na escola protagonista Eu ainda era estudante de pedagogia totalmente perdida em sala de aula lá com aqueles todo aqueles fusu não sabia o que que eu ia fazer e hoje eh muito através da formação da escola protagonista e também dos investimentos que eu fiz na minha própria formação mas desse de reconhecer o meu protagonismo saber que eu tinha como buscar além Hoje eu tô aqui na pós-graduação dividindo com vocês
algo que eu gostaria de ter tido na minha formação como neuropsicopedagoga Inclusive essa aula foi pensada eh de acordo com as nossas vocações nas nossas reuniões pedagógicas a gente pensou cada uma sobre cada aula que a gente gostaria de ter tido nas Nossa formação e foi bem desafiador para mim porque pensar em uma aula que a gente tem o conhecimento técnico mas Trazer isso pra nossa realidade dar um friozinho na barriga né então de fundo de coração espero que vocês gostem do que eu vou apresentar hoje e que vocês se reconheçam nisso sabe porque a
gente tem a motivação de enxergar o o copo meio cheio faz com que a gente transforme a nossa prática a gente busque além que a gente consiga ver o desenvolvimento dos nossos alunos e não só as dificuldades que a gente encontra em sala de aula que são muitas a gente como tem chão sala de aula a gente sabe que a dificuldade tá lá mas enxergar o meio copo cheio ali faz com que a gente veja justamente as potencialidades que existem no nosso planejamento que a neurociência nos dá Então hoje eu quero apresentar para vocês Exatamente
isso a contribuição da neurociência para planejamento do professor Então deixa eu compartilhar minha tela aqui com vocês vamos conversar então sobre se cada criança ou cada estudante nós vamos falar assim tem o seu tempo de aprendizado mesmo e a relação entre esse tempo de aprendizado com a neurociência o planejamento e o currículo com ênfase na bncc a gente fala em bncc justamente porque é o currículo normativo das escolas então para nós termos um padrão mais generalizado a gente fala em bncc mas obviamente vocês vão pegar esses conhecimentos dessa aula e levar pro contexto de vocês
então se vocês identificarem que determinadas habilidades ainda não estão de acordo com o desenvolvimento dos alunos e nós vamos construir esse conhecimento juntas vocês vão adaptar esses conhecimentos né então vamos lá refletir sobre o tempo de aprendizado dos alunos então nessa aula nós vamos falar de de tempo de aprendizado o conceito retomar conceitos técnicos nós já vimos aqui na na pós-graduação de de neurociência Então se vocês estão chegando agora da turma nova esses esses conceitos são mais aprofundados em outras aulas que tem aqui no curso Então se algum termo ficou um pouquinho assim Ah gostaria
de aprofundar um pouco mais eu convido vocês a assistirem as aulas anteriores para tirar essas dúvidas além do conceito de plasticidade cerebral a gente vai entender a relação do aprendizado com a memória com a atenção e discutir esses conceitos técnicos na prática de sala de aula eu trouxe exemplos de colegas aqui da escola protagonista por dois motivos né gurias porque primeiro que é um show de protagonismo a gente fica boba vendo as práticas das colegas na comunidade Então quem não entrou lá ainda convido também para entrar e por as eu não tô na sala de
aula atuando agora então eu precisava de exemplos de prática exemplos legais então eu recorri assim como qualquer outra colega da escola protagonista a plataforma para me dar esse embasamento vou começar situando algo que eu acho que é o muito importante para nós enquanto especialistas e aqui a gente já tá quase no final da nossa pós-graduação então estamos falando entre colegas especialistas o que de certa forma orgulha em seguias né muito poucas pessoas que investem numa especialização que tem esse conhecimento mais aprimorado e isso separa assim a gente de um colega com uma formação um pouco
menor de um de um especialista certo então quando a gente fala em neurociência e educação a gente fala em duas ciências de conhecimento muito amplo porque a neurociência ela dá conta do da do estudo do cérebro e do funcionamento do sistema nervoso então existem muitas áreas que são estudadas pela neur a gente fala de desenvolvimento cognitivo a gente fala de funcionamento motor funcionamento emocional questões que não são conscientes do nosso corpo então respiração batimento cardíaco tudo isso é coordenado pelo cérebro e estudado pela neurociência mas quando nós trazemos esse conhecimento paraa educação nós falamos em
aprendizado humano certo então a gente focaliza os nossos estudos de neurociência na área de aprendizado humano Então dentro da neurociência existe uma gama gigantesca de conhecimentos Porém para o nosso o nosso necho aqui a gente vai falar sobre aprendizado humano e o especialista em neurociência ele vai ser uma pessoa especializada em planejamento curricular adaptação curricular e aprendizado humano então quando a gente se coloca como especialista em neurociência e educação nós somos especialistas em hã flexibilidade do currículo a gente vai pegar o currículo e ver as potencialidades desses alunos e adaptar diante dessas necessidades deles e
aqui me chama atenção aqui tá sende uma luzinha na minha cabeça que quando a gente recebe uma pergunta de uma colega lá que não tá estudando a neurociência sobre ah como é que eu faço para ã com esse aluno com dificuldade x aqui que eu não tenho essa assistência não tenho isso não tenho aquilo nós nesse lugar como especialistas em aprendizado e adaptação curricular nós precisamos enxergar para além das dificuldades desses alunos então quando eu falo de uma criança autista por exemplo que é uma dúvida muito constante entre nós educadoras a gente não pode só
falar em autismo Porque isso é uma das características que aquele aluno não tem eu tenho que conhecer essa criança porque para adaptar esse currículo eu preciso ali ó maximizar o potencial desse aluno porque todo aluno tem uma potencialidade e se não tem eu preciso conhecer quais são e eu tenho que saber adaptar essas potencialidades a para que maximizar o aprendizado do aluno porque todo o cérebro aprende independente da dificuldade da característica que aquele aluno tá aprend tá demonstrando todo o aluno aprende tudo ok até aqui quando a gente entende então que somos especialistas em em
adaptação curricular nós precisamos entrar num conceito técnico muito conhecido na área da neurociência e Especialmente na área da Educação quando a gente se mostra especialista numa sala de aula vai ter uma colega que vai falar lá do conceito de plasticidade cerebral o cérebro plástico as pessoas vão questionar você sobre isso então por que que o cérebro é plástico O que que significa isso que o cérebro é plástico saber explicar esses termos técnicos de uma forma mais tranquila demonstra a nossa autoridade em sala de aula e também é essencial para que nós possamos compreender esses conceitos
técnicos nas nossas práticas porque eles já estão lá às vezes a gente por uma intuição pedagógica a gente utiliza esses conceitos de uma forma mais intuitiva mas como especialistas nós precisamos enxergar para além desse dessa intuição e ver ter para termos H consciência do que nós estamos fazendo como especialistas nós precisamos ter a consciência de que estamos tendo ciência por trás das nossas escolhas isso é fundamental para um especialista em neurociência então retomando a plasticidade cerebral é a cidade do cérebro em mudar e se adaptar com base nas experiências E aí para quem tá anotando
no seu caderno ali que tá fazendo um resuminho grifem ali experiências lá na bncc traz que a criança tem o direito de experienciar o mundo acho que você todo mundo já viu essa frase porque isso é bem em algumas formações o pessoal Frisa bastante essa parte do experienciar o mundo e aqui através dos conceitos de neur a gente vê a importância do experienciar porque o cérebro só vai mudar e criar novas conexões para aprendizado baseado em experiência uma criança muitas vezes ali na Educação Infantil nos anos iniciais apresenta dificuldades de aprendizagem devido a não estimulação
em casa ou na escola porque nós enquanto educadoras temos o dever de estimular os nossos alunos na educação infantil porque estamos na porta de entrada do ensino certo quando a gente tem um aluno ali muito bebezinho dentro da sala de aula a gente tá atuando na fase da creche não se enganem muitas vezes quem vai fazer o trabalho de estimulação cognitiva emocional e etc dessa criança vai ser os professores porque a mãe tá trabalhando vai chegar em casa num horário mais tarde tem todo um uma questão familiar que a criança vai ter a estimulação e
o contato a experiência do mundo através do Professor então vejam que a plasticidade cerebral e essa esse conceito já tá presente desde da Educação Infantil a porta de entrada da da Educação Básica tudo bem até aí e aqui eh tem uma importante justificativa pra gente já a respeito de tempo quando a gente lá que foi o nosso tema gerador dessa conversa lembra a plasticidade cerebral nos mostra que independente da idade e aí freez num anotação de vocês também independente da idade a criança ou adulto vai ter condições de aprendizado então todo adulto toda pessoa que
for exposta a Um novo aprendizado ela tem condições de aprender e isso vale para qualquer cérebro nós estamos falando de cérebros com ã graus de desenvolvimento diferente com níveis de potencialidades diferentes crianças surd mudas aprendem então Vocês conseguem através Desse exemplo ver que a capacidade que o cérebro tem de criar novas conexões para dar conta de desenvolvimentos Desafios que que eles enfrentam então a plasticidade cerebral é um conceito que vai nos dizer que independente da idade o indivíduo aprende então aqui a gente já tem um uma justificativa importante sobre tempo de aprendizado independente do tempo
que da idade do indivíduo ele aprende então a gente já quebra por aí que a criança tenha um tempo de aprendizado mas a gente ainda vai ver um outro porém desse tempo porque existe um porém desse tempo é complexo mas a gente vai construir isso juntos tá então quando a criança experiencia o mundo ela cria novas conexões cerebrais que vão desenvolver um um vamos chamasse a um termo mais ã genérico uma caminha cria uma caminha para um outro aprendizado quando a gente experiencia algo novo a gente cria uma uma caminha suficiente para que ele possa
dar conta de novos aprendizados a partir daquele vou dar um exemplo se tem uma criança que tá escrevendo garatuja a gente precisa apresentar as letras para aquela criança possa desenvolver uma escrita autônoma a apresentação dessas letras vai vai ser essa caminha para que ela crie essas conexões cerebrais suficientes para poder vir escrever com autonomia se eu tenho um aluno lá na educação infantil que não conhece as letras não faz sentido para ele em nível de desenvolvimento cerebral que eu passe um texto no quadro para ele copiar e por isso que alunos que tem um desenvolvimento
atípico precisam dar conta de habilidades que talvez eles deveriam ter sido consolidada eh em um termo mais em um Marco de desenvolvimento anterior mas que a gente precisa adaptar esse currículo pro nível de desenvolvimento deles certo assim a gente entende que a plasticidade cerebral vai ser a justificativa para um currículo flexível porque depende do nível cognitivo e as conexões cerebrais que essa criança tem para dar conta daquele conhecimento e que vai ser esse conceito também que vai nos garantir e e nos dar embasamento para que o ensino seja contínuo e progressivo quando a gente fala
em contínuo e progressivo a gente tá falando do quê currículo certo precisamos ter metas definidas para cada faixa de desenvolvimento para que esse aluno tenha um início um meio e um fim de uma aprendizagem e essa é a justificativa também contra a as pedagogias das folhinhas que a profe Clarissa sempre traz lá no curso Cap quem já é aluna Cap sabe que a gente ouve isso sempre não a gente não pode pegar folhinhas aleatórias e levar paraa sala de aula por quê Porque para que o aluno Desenvolva o aprendizado para que ele crie essas conexões
neurais suficientes para ter o aprendizado ele precisa de um início de um meio e de um fim uma folhinha aleatória ela tá ali no Meio do processo de de aprendizagem Como eu vou mostrar para vocês isso de forma teórica e prática vamos lá vamos chegar lá alguma dúvida até aqui tá tudo OK posso continuar Então vamos embora depois que a gente retomou o conceito de plasticidade cerebral a gente fala de outro conceito fundamental para aprendizado que é o conceito de memória a gente já falou isso em variadas aulas aqui na pós-graduação o conceito de memória
de uma forma bem simples tá gurias eu tentei pegar as coisas assim mais enxutas porque esses termos já foram trabalhados aqui na neuro a memória é o meio pelo qual a gente recorda das experiências passadas a fim de usar essa informação no presente e aqui de novo Tem um pouco a ver com a plasticidade cerebral se eu não experienciei isso antes eu não tenho da onde Recordar para dar conta daquela experiência certo se uma criança não caminha Ela não pula Porque existe uma progressão desse aprendizado na no cérebro e no ensino do mais sistemático também
a gente precisa ã quando a gente pergunta lá eu posso ã trabalhar cons cência fonológica na educação infantil Depende a criança tem uma experiência prévia do que é letra do que é som que as letras representam sons se ela tem essa experiência prévia eu posso trabalhar com fol lógica sen Não não posso porque eu preciso que essa criança tenha eh uma capacidade de Recordar desses sons para poder desenvolvê-los ele de forma consciente então na no exemplo da matemática eu posso ensinar adição para um aluno da Educação Infantil e aqui eu trago muito esse exemplo porque
é o meu chão de sala de aula e eu vi algumas colegas fazendo contas de adição no quadro para crianças de 4 anos E aí a gente entende através da neurociência que essa criança precisa ter um repertório cognitivo de conhecimento dos números de compreensão do sistema de numeração decimal para dar conta do pensamento aditivo Então ela precisa trazer de memória a capacidade de reproduzir esse conhecimento e também a memória vai ser a responsável por fixar esse conhecimento a memória ela tá diretamente envolvida no aprendizado do aluno Então se esse aluno não tem conhecimento e experiência
prévia ele não tem memória e não tem condições de aprendizado e isso é para todos os tipos de cérebro alunos típicos E atípicos se o meu aluno não sustenta o olhar ele tem ele é autista não verbal e ele não sustenta o olhar em algum tempo para mim ele não tem condições de visualizar as minhas né uma ficha algo então eu vou precisar adaptar isso para que ele tenha condições de fixar o olhar e aí sim desenvolver aquele conhecimento certo depois que a gente retoma esse conhecimento de memória então a gente já sabe que a
plasticidade e a memória estão diretamente eh conectadas com o aprendizado a gente pode entender como esse cérebro aprende porque nós temos de memória esses esses termos ã recuperados certo então esse processo de aprendizagem tá acontecendo com vocês agora eu retomei esse conhecimento que foi falado em outras aulas para que com o tempo a gente vai ai será que é isso mesmo Será que esse termo aqui tem era isso mesmo então eu retomei com vocês que são alunos adultos vejam que isso tá acontecendo aqui para que vocês tenham condições de compreender como o aprendizado acontece sendo
que vocês já possuem uma caminha de conhecimento sobre neurociência suficiente para dar conta disso aqui porque se eu tô chegando numa turma que tá tá assim ó não não falou nada sobre neurociência nunca teve contato com nenhuma leitura a respeito talvez eu precisasse retomar uma forma um pouco mais aprofundada mas como eu falo entre colegas especialistas aquela caminha Inicial ali já deu conta de vocês estarem Preparadas para esse momento de aprendizado Então como que o cérebro aprende primeiro estágio do aprendizado é a gente recuperar a atenção do aluno e quem está em sala de aula
ou é mãe de alguma criança sabe que a atenção hoje em dia é é mais disputada que ouro né Vocês sabem por que que a atenção é mais mais disputada porque hoje em dia nós temos estímulos visuais estímulos auditivos muito pensados muito bem pensados através das mídias para que as pessoas realmente pessoas e não só crianças fiquem o maior tempo possível em frente às telas então aqui a gente tem cores a gente tem uma rotatividade de vídeo a gente tem músicas virais que ficam ali repetindo variadas vezes e quando tu vê tu tá cantarolando aquilo
ali sem saber da onde saiu que são que é o celular e hoje em dia a gente tá imerso nisso né então a gente precisa competir com isso mas para que a gente possa trazer esse cono para as nossas práticas o que que chama atenção de uma pessoa o cérebro tende a prestar atenção naquilo que emociona ele e aqui quando eu falo emociona eu não tô dizendo que vocês têm que fazer uma atividade pro aluno chorar na frente da sala como se aquilo fosse muito sabe assim muito emocionante muito triste porque quando a gente fala
em emoções a gente fala em despertar os sentidos Dos alunos é isso que o celular faz concordam comigo o celular ele desperta emoções na gente ele conecta com com a os nossos contextos porque lá nos memes a gente dá risada de situações Justamente que ocorrem na sala de aula com a gente em algumas ambientes familiares então a gente se conecta com aquilo ali ele desperta a emoção da gente através de estímulos sensoriais vejam ali que na segunda parte está estímulo sensorial por quê Porque o cérebro desperta atenção através da Visão da audição e do movimento
gravaram isso e o mais legal e interessante dessa parte é o seguinte vocês sabem que a gente tem Memórias de de estímulo visual né então nós temos uma memória visual nós temos uma memória auditiva e nós temos a memória sinestésica que é do movimento e cada um de nós tem uma forma de chamar atenção e de retomar esse os conhecimentos do dia de uma forma mais focalizada então tem gente que precisa escrever para memorizar as atividades eu sou uma assim que se eu vou estudar eu preciso escrever no meu caderno min as minhas anotações senão
não consigo lembrar então eu tenho uma memória visual predominante porque eu vejo aquilo ali eu escrevo outra memória que eu gosto muito de exercer a memória sinestésica que é pegar o conhecimento e botar na prática senão me parece que me falta Será que eu entendi mesmo e a memória auditiva é aquelas pessoas que preferem ouvir retomar a aula assim mas sem precisar ouvir sem ver o vídeo sabe ela pode estar vendo uma tv escutando a a aula na no ouvido ali e para ela aquilo ali é suficiente para ela aprender Vocês já viram pessoas assim
estão fazendo outra atividade estão escutando as coisas e estão Endo e tu fica boca aberta assim como é que aquela criatura consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo porque na verdade ela tá exercitando a forma dela aprender a memória que ela tem mais proeminente de uma forma Quase que intuitiva porque cada um sabe de si quer dizer que segunda-feira por exemplo eu acho que os meus alunos tem a memória visual mais apurada e eu só vou levar slides pra sala de aula não não quer dizer isso tá infelizmente não quer dizer que todas esses meios
de memória precisam estar na nossa sala e se vocês pensarem na sala de aula que vocês estudaram provavelmente vai ser só o visual e o auditivo ali que a professora explicava de né de tempo em tempo larga lá aquela folhinha na mão da Criança e visualmente a criança tem que dar conta daquela memória Mas nem todo mundo vai ter essa forma de aprendizado então quando eu vou em aprendizado eu preciso de estímulos sensoriais variados crianças com síndrome de down costumam ser muito sensoriais ao contrário de algumas crianças do espectro autista que tem a sensorial muito
exacerbado e elas não vão gostar de uma massinha porque vai dar um siricutico na mão então eu não vou usar aquela proposta com aquele aluno mas talvez uma música com aquele aluno funcione bem crias que não são visuais tendem a ter o auditivo mais proeminente então um aluno cego obviamente vai a tem uma memória ã auditiva muito mais envolvida que um aluno que tem mais visual porque a predominância dele tá ali quer dizer que eu só vou usar aquela memória não vamos grafar de novo não mas que eu tenho que oportunizar na minha sala de
aula diferentes formas de Despertar a atenção do meu aluno tenho certo aqui a gente já responde muito da prática pedagógica né Por quando a gente vê lá nas práticas do cap de novo a professora Clarissa sempre a professora Camila também sempre fala de motivação pro aprendizado e se vocês perceberem a motivação do aprendizado geralmente tem um estímulo sensorial ou é um objeto concreto que também conversa com nível de desenvolvimento desses alunos ou é uma música ou é um passa o tesouro no pátio tudo isso faz parte de uma de um estímulo da memória sensorial e
precisa nós enquanto especialistas em neurociência precisamos não é queremos só é precisamos ter consciência de que para cada nova atividade novo conteúdo que eu vou apresentar eu devo ter um um estímulo sensorial eu preciso conversar com com contexto com nível de desenvolvimento desse aluno trazer esse nível de atenção paraa sala de aula certo então ó já dei uma dica aqui do da do negócio da atenção quando a gente fala então que eu despertei a atenção de vocês todo mundo me olhou a o cérebro da gente tem segundos para decidir se esse conhecimento faz sentido para
mim ou não E aqui entra muito o contexto dos alunos percebam que se vocês levarem uma música da moda que eles já estão cantarolando e botarem na sala para pedir uma atenção dizer a olha aqui ó quando chegar nessa parte da música eu bater três vezes a Palma todo mundo tem ficar em silêncio vai funcionar porque vocês chamaram a atenção deles nessa forma de atenção é ali que eu pego o cérebro desse aluno que o o o cérebro vai decidir se aquele conteúdo que eu tô apresentando Ali vai fazer sentido para mim ou não certo
é o cérebro vai decidir isso se tem a caminha de aprendizado pronta se aquela criança não fizer sentido nenhum para ela o que tu tá falando ela vai dispersar porque o cérebro decidiu que ele não tem condições de dar conta daquele conhecimento que tá sendo apresentado então daí a progressão contínua do aprendizado lembra que falamos lá na plasticidade cerebral como tem uma progressão tem um início meio fim foi construído uma caminha para aquele aprendizado vai Muito provavelmente esse cérebro vai identificar que aquele aquele conteúdo que tá sendo apresentado pode ajudar com que ele que com
que ele desate um nó de um conhecimento que até então ele não tava conseguindo fazer quando passou da memória do curto prazo que é aquela memória bem rapidinha lembram que a professora Camila trouxe na aula passada quando ele sai dali que o cérebro decidiu esse conhecimento faz sentido para mim ele vai paraa memória de longo prazo que é aquela memória que a criança fixa o conhecimento e consegue recuperar para um novo desafio depois ou seja quando ela chega na memória de longo prazo Parabéns minhas queridas o cérebro adquiriu Um novo aprendizado e muito provavelmente isso
tá acontecendo com vocês agora Vocês entenderam o caminho que o cérebro faz para aprender e isso é interessante para vocês porque a atenção é um desafio para vocês na sala de aula a motivação pros alunos as diferentes formas de Despertar essa atenção é um desafio do cérebro de vocês na sala de aula então isso se tornou atrativo para vocês o cérebro identificou através da memória de curto prazo e eu aposto que amanhã vocês vão lembrar também porque fez sentido entendem isso eu eu eu sou meio emocionada tá eu acho isso Fantástico realmente porque quando a
gente fala em neurociência a gente fala para quem eu tô ensinando quando a gente se torna especialista em outras áreas por exemplo eu sou especialista em alfabetização Eu sou especialista em Como alfabetizar como a neurociência é o para quem eu tô ensinando certo eu tô pegando aquele meu aluno entendendo as potencialidades deles e para aquela pessoa eu vou ensinar sim daquela maneira que os outros cursos vão nos complementar é muito legal eu sou meio emocionada depois então que a gente Entendeu como funciona o aprendizado a gente precisa falar em planejamento Educacional orientado pela pela neurociência
certo quando a gente tem um planejamento orientado pela neurociência a gente entende que não há caminho além de ter um planejamento que respeite os diferentes ritmos de aprendizagem porque nós vimos ali que os alunos têm ritmos diferentes de aprendizagem porque Uns vão aprender mais de forma mais visual outros vão aprender né da forma auditiva uns aprendem primeiro os outros aprendem depois porque precisa daquela caminha de aprendizado e também existe um uma um respeito às habilidades cognitivas desses alunos e o que que é isso de habilidades cognitivas vocês vão lembrar que a professora Adre falou no
início do curso sobre os Marcos do Desenvolvimento Infantil vocês lembram disso pasme existe mais de 500 Marcos do desenvolvimento então obviamente eu não consegui fazer uma lista completa eu precisei pegar um recorte certo porque existem eh níveis de não é bem níveis são áreas de desenvolvimento eh do humano certo desculpa que eu tô meio que eu tô retomando o conhecimento aqui então a gente tem o desenvolvimento cognitivo a gente tem o desenvolvimento socioemocional temos o desenvolvimento motor e todos eles ocorrem nas suas faixas cerebrais ali específicas de cada ano isso desde que a criança está
dentro da barriga da mãe então nós vamos falar sobre isso em uma das dos slides mas uma criança que teve uma gestação tranquila tem um nível de desenvolvimento diferente daquela que não teve uma oportunidade de ter um desenvolvimento Neonatal tranquilo a forma que esse ocorreu certo como era a alimentação dessa mãe qual era o nível sócio de sócio desenvolvimento dessa família tudo isso vai impactar e por isso que nas anamneses que os profissionais fazem eles precisam compreender isso porque esses fatores vão influenciar diretamente no aprendizado do aluno e outra coisa né se uma criança em
casa teve estímulos a mãe né fazia carinho Dava beijinho cuidava promovia ali ai brinquedinhos né hora do solzinho tudo direitinho essa criança vai ter um nível de desenvolvimento muito melhor do que uma criança que não teve essa mesma oportunidade porque ela teve oportunidade de desenvolver se desenvolver cognitivamente de forma mais saudável que uma criança que não teve essa oportunidade certo então aqui eu fiz um recorte na faixa da alfabetização que eu considerei ali dos qu ou 5 anos dependendo do contexto de novo então se eu tenho alunos que estão numa numa faixa onde a maioria
dos pais não não TM escolarização que eles são analfabetos Talvez as crianças não venham com essa mesma faixa né porque eles não vão ter alguns conhecimentos ali mas em questões cognitivas Essa é o que é esperado para crianças típicas e aqui eu preciso frisar bem os típicos porque crianças atípicas vão ter um nível de um Marco de desenvolvimento de idade mental entendem então às vezes tem crianças que T um nível de tem 15 anos mas o nível cognitivo delas tá lá no o E aí vai ser um neuropediatra que vai nos sinalizar isso através de
um laudo de de Terapias potencializadas ali para aquela faixa Porque como a gente fala sempre o professor ante em sala de aula ele vai dar conta da adaptação curricular como a gente viu lá que o especialista em neurociência educação faz Ele é especialista em adaptação curricular ele não vai dar conta de outros níveis de desenvolvimento que são são tratados por outras áreas como a fala se tem um atraso de fala ele vai precisar de uma fono se ele tem algum transtorno de desenvolvimento ele vai precisar de uma equipe multidisciplinar para ajudar nesse desenvolvimento porque que
existe um um aqui nessa nesse Marco de desenvolvimento certo então quando a gente fala dos quatro Aos 8 anos no desenvolvimento cognitivo e existe outros como eu já disse com 4 5 anos a criança começa a compreender as sequências e padrões Simples então Elas começam a conseguir ordenar objetos por tamanho e cor isso também é uma habilidade matemática certo então aqui eu já consigo começar a trabalhar conceitos matemáticos sem a mesma sistematização dos anos iniciais eu vou trabalhar conceitos matemáticos alinhados é esse nível cognitivo então eles começam a demonstrar interesse por Contagem em números então
eu vou desenvolver os princípios de Contagem a partir dos 45 anos se uma colega pergunta se dá para levar até o 100 lá na educação infantil dificilmente vai dar porque o nível cognitivo deles ainda está para aprender essa contagem de forma real não só a decorar né porque existem crianças menores que repetem os números mas elas não têm condições cognitivas para fazerem uma contagem real porque o nível de desenvolvimento cerebral delas ainda está nessa faixa certo então se eu tenho um aluno com desenvolvimento típico nessa faixa eu vou poder começar a investir de forma mais
sistemática se eu se o aluno é atípico eu preciso entender se ele já tá nesse nível neurológico e vai ser um outro profissional que vai me dizer existe também o aumento da capacidade de atenção da criança então crianças menores tê um nível de atenção assim de minutos bem minutos mesmo como nós queríamos que uma criança de educação infantil ficasse 15 minutos sentada mas isso não ocorre por um nível de desenvolvimento cognitivo então a gente precisa entender sobre tempos de conforme esse nível de desenvolvimento para que a gente possa saber qual o tempo de cada atividade
do meu planejamento se eu quiser fazer uma sequência didática com essa criança que que ele consegue fazer entendem quando a gente entende sobre Marcos do desenvolvimento e desenvolvimento cognitivo a gente consegue pegar aquele livro lá que tá L na biblioteca e saber se aquele livro serve para uma criança de 4 5 anos ou não porque o nível de atenção que o tempo que aquela criança precisa prestar atenção pode ser menor ou maior do que aquele livro vai me exigir aí eu posso ter estratégias de planejamento para dividir essa história durante a semana ou eu posso
pegar um livro menor ou eu posso construir uma versão dessa história com os alunos eu vou adaptar esse currículo porque eu sou alista nisso certo então também temos a o desenvolvimento da capacidade de imaginar histórias e aqui vigotsky diz que o faz de conta é preditivo da alfabetização então na sala de educação infantil para que nós possamos também contribuir com a alfabetização dos alunos nós devemos ter cantinhos da Imaginação então vocês já devem ter visto cantinhos em sala de aula das crianças brincando de cabeleireiro ou cantinho com fantasia ou botar uma tenda assim só um
pano para que eles Imaginem a história ali embaixo tudo isso vai desenvolver essa parte do do nível cognitivo para preparar esses alunos para alfabetização então não necessariamente eu tenho letras apostilas e memorização da consciência não sei o que na educação infantil para contribuir com a com a com desenvolvimento desses conhecimentos eu tenho conhecimento do desenvolvimento cognitivo para propor atividades de desse gênero para a dar conta desse novo conhecimento certo quando eu falo nos 6 7 anos as crianças já para passam a entender conceitos numéricos mais abstratos então aqui chega o momento de adição e subtração
e eles também colocam aqui ó que é o início da alfabetização e da Matemática porque a criança já consegue abstrair ela já consegue fazer um pensamento ali ó na cabecinha dela ah o b com a fica b igual o bala lá da do que a minha mãe me mostrou então eles abstraem eles conseguem recuperar isso na memória lembram que a gente o aprendizado tem a ver com memória eles progridem na leitura escrita com maior reconhecimento de palavras e formação de frases então eu consigo fazer atividades de construção de frases antes dos 6 anos talvez de
forma autônoma não porque o nível de desenvolvimento cognitivo do aluno me permite que aos 6 anos ele esteja preparado para esse conhecimento vejam como o currículo vai fazendo sentido através da neurociência e como o currículo é neurociência pura porque aqui ele tá me dizendo o que que eu vou ensinar para determinada idade certo também temos habilidade de as habilidades de desenvolvimento de pensamento lógico como a classificação a seriação e a comparação mais um conhecimento matemático aqui sendo desenvolvido que vai dar conta de outras habilidades importantes também para alfabetização e para outros conhecimentos futuros com 8
anos de idade a criança passa a ter habilidad de resolução de problemas mas obviamente que a gente faz fazer problemas matemáticos de uma forma assim ã coletiva fazendo com que ah quantos meninos T quantas meninas têm eles vão conseguir fazer mas de forma autônoma vai ser mais aqui a partir dos 8 anos Eles já vão ter AB pensamento abstrato suficiente para conseguir pensar ai mas se o mas não sei o que eu vou pegar tantas pecinhas e ali eu vou construir certo também existe apli aplicabilidade do pensamento lógico em situações mais complexas resolução de problemas
mais contextualizados ampliação do vocabulário e a capacidade de compreender textos mais extensos então aqui geralmente vai ser a faixa da consolidação da alfabetização na ortografia criação de textos com mais autonomia e tudo isso a gente pode né Nós devemos fazer com que os alunos experiencie isso através atividades e jogos e etc e por fim eles mostram a capacidade de planejamento e organização em pequenas tarefas então a gente já tem como por exemplo propor uma pesquisa entre os alunos um trabalho um pouco mais elaborado Por que ajustar o planejamento porque temos diversibilidade cognitiva na sala de
aula precisamos ter engajamento e motivação dos alunos desenvolvimento da Autonomia deles e tudo isso aqui Tá previsto na bncc Então se Aquela colega lá que chega lá na porta e pergunta por que fulana você está fazendo isso na sua sala de aula por eu cada um dos meus alunos aprende de uma forma ele tem eles tem desenvolvimento cognitivo único influenciado por fatores biológicos emocionais sociais e etc e é minha capacidade como especialista em neurociência e educação e adaptar o currículo para os meus estudantes porque eu sou especialista nisso é bonito né Ah não eu acho
isso muito chique o que mais que isso nos promove na situação de engajamento e motivação isso a gente vê muito na EJA tá gurias que os alunos tendem a perder a vontade de se desenvolver e das atividades e eles ficam mais resentes porque eles não estão vendo condições de ele estar aprendendo tá vocês derem aula no eg eu tive uma experiência no eg é que os alunos se eles não enxergam que eles conseguiram desenvolver aquele aprendizado eles dizem automaticamente eu não sei eu não tô aprendendo isso aí entende porque eles não estão vendo motivação para
seguir ali e faz parte também do nosso planejamento em que a gente mostre esses avanços pros alunos isso aqui também tem muito a ver com aquelas folhinhas adaptadas que a gente oferece aqui no curso que vocês verem tem atividades ali para n pr-silábicos pro aluno silábico porque quando ele vê que ele consegue vencer aquilo ali ai a professora pediu só para mim botar as letras que estão faltando e ele conseguiu fazer isso motiva ele que ele siga em frente ao desafio porque um aluno que tá sempre errando que ele nunca consegue ele nunca termina a
cpia ele nunca consegue lá ser o cara que que conseguiu junto com os colegas ele desmotiva e aqui eu vou trazer uma experiência pessoal também eu fiz estágio na neurociência com um aluno de deficiência intelectual tá ele era um aluno do quinto ano com 12 anos e ele era silábico alfabético só que o sonho dele sonho dele na escola era conseguir fazer uma uma conta de multiplicação igual aos colegas então ele decidiu que se ele não ele não conseguia fazer ele não ia aprender mais sabe ele não conseguia ponto final então eu investi no planejamento
desse desse estágio na área da matemática para que no final ele conseguisse fazer uma conta de multiplicação e a gente trabalhou de forma concreta com vários recursos todos os dias recuperando a memória desse aprendizado para que no final ele visse na prática que ele fez uma conta de multiplicação isso é da motivação para que esse aluno tenha aprendizado isso é adaptar esse currículo à necessidade esse conhecimento só deu conta de todas as habilidades que ele precisava desenvolver Não mas ele foi a motivação para ele seguir aprendendo para que Ele pudesse prestar atenção em outras propostas
que eu ia trazer isso dá o desenvolvimento da Autonomia pros estudantes e para nós também quando a gente vê no nosso planejamento que de alguma forma aquele aluno que não sabia nada conseguiu escrever um nome a gente contribuiu sim pro desenvolvimento dele a gente precisa entender que existem limitações e que não vamos dar conta né não podemos ser presunçosas de dizer que a gente vai dar conta de todas essas lacunas que existem de questões biológicas emocionais e sociais mas nós temos o dever de continuar aprimorando o aprendizado dos alunos independente desse desse desafio que é
enxergar o copo meio cheio e tudo isso tem respaldo da abncc que promove que o ensino precisa ter práticas pedagógicas inclusivas e adaptadas ao nível de desenvolvimento dos alunos para que ao final da escola ação básica Eesse cidadão esteja bem formado então nós temos ali uma questão para além da nossa sala de aula a gente tá formando cidadãos esse conhecimento por menor que seja tá contribuindo pro desenvolvimento da sociedade todas nós enquanto educadoras atuantes em sala de aula estamos contribuindo sim para a sociedade