[Música] Em poucas palavras, um olhar sobre o mundo, a vida e a sociedade à luz da palavra de Deus com Augustus Nicodemos entra no ar agora o nosso programa Em Poucas Palavras, começando aqui nesta emissora, transmitindo através dos podcasts ao redor do Brasil e também fora do Brasil. Alguns ouvintes sempre mandam mensagens de outros países. É a maravilha da internet, né?
Como é sempre bom! Isso é sempre muito bom, e com isso nós abraçamos e saudamos os nossos ouvintes ao redor do mundo, desejando a paz de Deus aos seus corações. E que esse programa seja uma bênção em sua vida, com certeza.
[Música] [Música] É o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhuma obra, nem tú, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem teu animal, nem o teu estrangeiro e assim por diante, como você já conhece o mandamento acerca do sábado. E que sábado é esse, tema do nosso programa de hoje?
[Música] Pastor Augustus, um ouvinte do Estado da Bahia não se identificou pelo WhatsApp, apenas o número DDD 75, é o início do número, 82, o final, dezenove. Ele pergunta: tendo em vista que esse é um mandamento dado por Deus, por que os presbiterianos não obedecem? Segundo ele, Jesus não disse que não veio quebrar a lei, mas cumpri-la.
Por que a IPB não guarda, então, o sábado? Que base possuem para quebrar esse mandamento? Outro ouvinte, internado de São Paulo, DDD 11, início 94, final 79, também pergunta: gostaria de saber se o sábado não precisa ser guardado uma vez que estamos em Cristo.
Senão, por que devemos guardar os demais mandamentos? Muito bem, Nadson, queridos ouvintes, primeiro um esclarecimento ao nosso ouvinte, e que eu espero sirva para outros também: a pergunta não pode ser "por que a IPB não guarda o sábado? " A pergunta deve ser: "por que a grande maioria dos evangélicos não guarda o sábado?
" Assembleia de Deus não guarda, Evangelho Quadrangular não guarda, os Batistas não guardam, os psicopatais, luteranos, metodistas, os reformados, os anglicanos, a grande parte do protestantismo não guarda o sábado. Quem guarda o sábado são os grupos ligados ao adventismo do sétimo dia, que representam uma proporção muito pequena. Então, a grande parte da cristandade não observa o sábado porque entende que o dia para se guardar é, de fato, o domingo.
E agora, também, aquilo que o nosso querido ouvinte perguntou. Ele disse que Jesus veio cumprir a lei. O cumprimento que Jesus veio dar à lei não foi somente de obedecer os seus mandamentos, mas levar a lei à sua consumação.
E o quarto mandamento, sendo profético e simbólico do descanso eterno que Deus nos dá, ele é cumprido na ressurreição de Cristo, no primeiro dia da semana, que é o domingo, e como símbolo e promessa da vida eterna. Então, nós não entendemos que estamos quebrando o quarto mandamento quando nós descansamos no domingo. O ponto do quarto mandamento é se lembrar do descanso que Deus nos dá.
E nós entendemos que o sábado estava relacionado com a lei cerimonial de Israel, e o domingo é o pleno cumprimento da tipologia que estava incluída no quarto mandamento. Jesus ressuscita no primeiro dia, então esse é o descanso verdadeiro, o descanso que Ele nos dá. Outra explicação que eu preciso fazer é que eu não tenho muita dificuldade com queridos irmãos em Cristo que dizem que preferem guardar o sábado, porque, na consciência deles, esse é o dia para guardar.
Eu não tenho dificuldade disso. Meu problema é quando as pessoas afirmam que a guarda do sábado é essencial para a salvação, como é dito dentro de algumas linhas do adventismo clássico. Ou seja, a guarda do sábado é colocada como sendo uma condição para a salvação pessoal.
Aí eu já acho que é ir muito além do que a palavra de Deus. [Música] Mas agora vamos tentar entender essa questão do sábado em poucas palavras, né? Uma questão que é polêmica, e eu sei que o espaço aqui do programa não vai ser suficiente.
O quarto mandamento, ou seja, Deus de fato determinou que nós nos lembrássemos do dia de sábado para o santificar e determinou que, nesse dia, então, nós não fizéssemos nenhuma obra, nem nós, nem aqueles que estão debaixo da nossa autoridade, em nossa casa, cristã, próximos de nós. Esse conceito da guarda do sábado foi posteriormente desenvolvido em Israel. Os judeus, então, costumavam no dia de sábado descansar de todas as suas obras e fazer convocações solenes, assembleias, onde ouviam a palavra de Deus, onde Moisés fazia os seus pronunciamentos.
Isso, então, se tornou de fato o estatuto, regra e norma em Israel. Com o passar do tempo, o mandamento começou a ser deturpado na adição, especialmente no período do segundo templo, que é o período que compreende a destruição de Jerusalém, cerca de 650 e 700 anos antes de Cristo e o retorno dos judeus à Palestina e a reconstrução do templo encabeçada por Esdras e Neemias. Então, esse período, de mais ou menos 600 e pouco antes de Cristo até a vinda de Jesus Cristo, é chamado período do segundo templo.
Nesse tempo, surge uma liderança chamada dos fariseus, que tinham domínio no campo religioso dentro de Israel e político também, e trazem algumas alterações e adições à guarda do sábado, porque levantava-se a seguinte pergunta: o mandamento disse que eu descanse no sábado. Então, mas e se eu caminhar um quilômetro, estou quebrando esse mandamento? Se eu caminhar 2 km, estou quebrando esse mandamento?
Se eu levar um peso de 10 kg, eu quebro? E se eu levar um peso de 5, eu quebro? Eu posso cozinhar no sábado?
Quanto tempo o fogão pode ficar aceso e não quebrar o mandamento? Então, os fariseus desceram a minúcias legais. Para atender a esse tipo de coisa, eles regulamentaram a guarda do sábado de tal maneira que havia uma legislação específica, numerosa e extremamente detalhada a respeito do que o judeu podia ou não fazer no sábado, indo muito além daquilo que Jesus, aliás, que Deus havia dito através de Moisés na guarda do mandamento.
Esse é o quadro quando Jesus aparece no cenário, pegando o Reino de Deus, e logo ele é confrontado pelos fariseus. E uma das coisas que serviu de confronto entre eles foi exatamente a questão da guarda do sábado. Primeiro, quando Jesus cura no sábado, eles dizem: "Alberto, pera aí, você tá quebrando o sábado!
Você tá fazendo uma obra no sábado! " E Jesus responde: "Hipócritas! Quem de vocês, se o jumento, boi ou ovelha não cai no poço no dia de sábado, não vai lá e salva aquele animal?
" Outro episódio foi que Jesus estava atravessando, vamos dizer, uma plantação de trigo. Jesus estava atravessando lá a plantação de trigo, pegaram as espigas e estavam debulhando e comendo, porque estavam com fome. Só que eles iam dizendo: "Você não pode fazer isso porque é proibido trabalhar no sábado!
Vocês estão colhendo! " Então, Jesus lembrou um episódio em que Davi, no dia de sábado, entrou no templo e estava com fome, e o sacerdote deu para ele os pães que eram destinados somente ao uso religioso. E Jesus então diz: "Eu sou o Senhor do sábado!
Eu sou, eu sou aqui quem é maior do que o sábado! " Então, Jesus se colocou acima do sábado, se colocou como sendo aquele para quem o sábado apontava. Ele é a consumação do sábado; ele é o descanso que o sábado apontava.
E aí, continuando a história, quando Jesus ressuscita, ele ressuscita em que dia da semana? Ele não ressuscita no sábado; ele ressuscita no primeiro dia da semana, que é o domingo. E depois ele aparece duas vezes aos seus discípulos.
Em que dia ele aparece aos discípulos? Duas vezes no domingo, primeiro dia da semana, quando eles estão reunidos, e dá para eles as instruções a respeito da Grande Comissão. E por aí vai.
Os apóstolos de Jesus Cristo já demonstram, em seus escritos, esse entendimento de que o sábado se cumpre na ressurreição e que o dia do cristão deixa de ser sábado, sendo de Israel, e que o dia do cristão da consumação é exatamente o dia de domingo. Tanto é que, lá no livro de Atos, no capítulo 20, verso 7, está registrado uma fala de Lucas. Estava ele, Paulo, e mais uma comitiva, não sei se Silvano ou Timóteo, o texto diz lá, mas eu sei que a comitiva de Paulo parou para partir o pão no primeiro dia da semana.
Ora, partir o pão era algo que era feito durante o culto; os discípulos se reuniam para partir o pão e celebrar a morte e a ressurreição do Senhor Jesus. E quando é que eles faziam isso? No primeiro dia da semana!
Fazer no primeiro dia da semana, em adoração ao Cristo ressurreto. Tem um texto escrito por um historiador romano, inclusive inimigo dos cristãos, que ele, ao descrever, no século primeiro, sobre os cristãos, diz que os cristãos eram cidadãos do império romano que, no primeiro dia da semana, logo de madrugada, cantavam um hino ao Cristo ressurreto. Então, já registrei que os cristãos faziam isso no primeiro dia da semana.
Lá na carta de Paulo aos Colossenses, Paulo diz que os sábados, ele fala lá: "dia de festa", "é sábado e lua nova"; isso tudo são sombras que cessaram com a chegada da vinda de Jesus Cristo. Ele se refere ao sábado como sendo uma sombra. Eu gosto de usar essa figura: Nadson, se eu tiver de costas para a luz e olhar no chão, eu vejo minha sombra projetada.
Se você se aproximar de mim por trás, eu vou ver sua sombra chegando, mas, quando você chegar diante de mim, eu não preciso mais da sombra, porque eu já estou vendo você. Então, o sábado era uma sombra de Cristo. Cristo caminhando na história.
Agora que Cristo chegou e eu olho para Cristo, eu não preciso mais do sábado como tipo, mas do que o sábado representa, o significado. Eu descanso no dia em que Jesus entrou no seu descanso; no dia da ressurreição, o dia do Senhor, que os discípulos se reuniam para partir o pão. Último argumento aqui, Nadson, lá no livro de Apocalipse, no início, João disse: "Eu estava na ilha de Patmos, no dia do Senhor," quando eu tive aquela visão.
O que é o dia do Senhor? Então, o dia do Senhor é o dia de Cristo. E que dia é o Dia de Cristo?
Qual é o dia que marca o momento mais importante da história de Cristo? É o domingo! É o dia em que ele ressuscita para nossa justificação e para ser a nossa esperança.
Aí o pessoal vem dizendo que foi Constantino quem inventou essa coisa. Os cristãos já partiam o pão no domingo, já celebravam a Cristo no domingo. O que Constantino fez foi legalizar, já que o cristianismo virou a religião oficial do Império Romano.
Então, essa é a resposta que nós damos, pela qual nós hoje entendemos que estamos, sim, obedecendo o mandamento de Deus ao passar no domingo e usá-lo como o dia do Senhor. Amém. Pois é, então fica aí essa importante resposta para vocês, nossos ouvintes, que perguntaram, identificaram.
. . não sei seus nomes, mas o nosso programa teve essa intenção de responder em poucas palavras.
Fique tranquilo, pastor. Acho que ficou bem respondido, apesar do tempo curto. Nosso desejo é tentar esclarecer sobre esse assunto.
Ficou muito bom, muito jovem. É isso aí. Cristo é o nosso.
Sábado, nosso descanso. Honre a Deus com Cristo. Em nome de Jesus, ficamos por aqui nesse programa, agradecendo a sua audiência e estando sempre à sua disposição para ajudá-lo na compreensão da palavra de Deus.
Não esqueça de compartilhar os podcasts com seus amigos e amigas que não são cristãos e que não conhecem esse descanso chamado Jesus Cristo. Pastor, muito obrigado pela sua audiência. Que esse programa seja uma bênção em sua vida.
[Música] [Música] Venha estudar a palavra de Deus com profundidade toda quarta-feira, das 20 às 21 horas. Na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, o Pastor Augustus Nicodemos apresenta Exposições Bíblicas que podem ajudar você na caminhada cristã e no entendimento dos seus desafios como pessoa no mundo. Todas as quartas, das 20 às 21 horas, com espaço para perguntas.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, Rua 68, esquina com a Rua 71, no centro de Goiânia.