Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Caros fiéis, hoje celebramos a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Este privilégio de ser preservada da mancha do pecado original foi dado a Nossa Senhora em antecipação à sua maternidade divina.
Também nós devemos, à nossa maneira, receber o Divino Salvador em nossas almas. A festa da Imaculada Conceição nos lembra como é importante manter nossas almas e preservar a presença divina dentro deste tempo de preparação para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo. Fui identificado como as crianças.
Essas criancinhas sem meu nome me recebem, e isso me permite falar hoje com os senhores sobre este importante projeto das escolas católicas. Já preguei este sermão no domingo, mas, infelizmente, ele não foi transmitido. De toda maneira, muitas pessoas não tiveram a ocasião de ouvi-lo.
Então, Marcel Lefebvre fundou a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobretudo para a formação de sacerdotes, e por isso a fraternidade é chamada de sacerdotal. Ele pensou que os sacerdotes por ele formados poderiam então ser aceitos nas dioceses para realizar um apostolado de acordo com os bispos. Contudo, a crescente hostilidade para com a tradição católica impediu que enviasse padres e abrisse as capelas para se beneficiarem do apostolado tradicional da Igreja, que estava desaparecendo completamente.
Foi assim que a providência guiou o destino da fraternidade. Depois, veio o pedido de que a Fraternidade também assumisse as escolas católicas. Isso não fazia parte, de modo algum, da intenção inicial, mas diante da necessidade, tornou-se necessário empreender também este projeto.
E, finalmente, há uma coerência, já que os padres saem de famílias católicas, e as famílias católicas permanecem católicas ou se tornam mais católicas através das escolas católicas. Na verdade, trata-se de restaurar a vida cristã tradicional em todos os seus aspectos. Esta é a missão que tem sido gradualmente imposta à fraternidade em todo o mundo.
Pouco a pouco, compreendi que deveria restaurar tudo, construir tudo novamente, não só seminários, mas também capelas e escolas. Em 31 de dezembro de 1929, o Papa Pio XI promulgou a encíclica "Divini illius magistri" sobre educação cristã. O Papa explica a importância desta educação e, portanto, a imensa importância de não errar o caminho.
A educação verdadeira consiste, essencialmente, na formação, como deve ser. É claro que, assim como não se pode dar verdadeira educação sem que esta seja ordenada para o fim último, que é a salvação. Isto é, depois que Deus nos revelou Seu Filho, uma educação adequada e perfeita não pode ser dada senão a partir da perspectiva cristã.
Então, o Papa nos lembra que uma verdadeira formação não pode ignorar o último homem; isto é, nossa salvação. Fomos feitos para ir para o céu, e a formação que recebemos deve nos ajudar a chegar lá. Uma formação que não seja cristã será, na melhor das hipóteses, incompleta, por não nos fornecer todos os meios de santificação, e, na pior das hipóteses, poderá impedir a santificação.
É esta última opção que, infelizmente, é a mais difundida hoje em dia: uma educação que está impedindo a santificação. Então, uma criança é muito maleável em sua mente e em todo o seu ser. Ela tem uma grande capacidade de adaptação, mas, pouco a pouco, à medida que o tempo passa e a idade adulta chega, todas as suas faculdades vão se estabilizando.
É um pouco como argila usada pelo oleiro: muito maleável, mas vai endurecendo. É importante, portanto, obter rapidamente as formas e marcas corretas. Para as crianças, é a mesma coisa: elas podem facilmente adquirir bons ou maus hábitos, e, mais tarde, ou aproveitarão a facilidade proporcionada pelos bons ou que suportarão as consequências das más escolhas.
Então, esta educação que pretende deixar a escolha para as crianças, que tenta fazer entender tudo para elas antes de pedir as coisas, é uma loucura, porque as crianças não têm a capacidade intelectual para entender o que estamos pedindo. Mas, com o tempo, elas vão adquirindo hábitos que são bons. Então, devemos exigir coisas boas sem esperar que as crianças sejam capazes de entender ou compreender tudo de imediato.
Já havendo as riquezas da educação, em sua encíclica, o Papa Pio XI continua: "A educação é uma obra necessariamente social e não singular". Ora, as sociedades são necessárias, distintas e também unidas harmonicamente por Deus, no meio das quais estão duas sociedades de ordem natural, que são a família e a sociedade civil; e a terceira, a Igreja, de ordem sobrenatural. Primeiramente, a família é instituída imediatamente por Deus para seu fim próprio, que é a procriação e a educação da prole, e por isso tem uma prioridade relativa à sociedade civil.
Não obstante, a família é uma sociedade imperfeita, porque não possui em si todos os meios para o próprio aperfeiçoamento, ao passo que a sociedade civil é uma sociedade perfeita, tendo em si todos os meios para o seu fim, que é o bem comum, com a preeminência sobre a família, que atinge precisamente na sociedade civil a sua conveniente perfeição temporal. A terceira sociedade é a Igreja, mediante o batismo para a vida divina da graça: a Igreja é sociedade de ordem sobrenatural e universal, perfeita porque reúne em si todos os meios para o seu fim, que é a salvação eterna dos homens, e, portanto, suprema na sua ordem. Por consequência, a educação que considera todo homem individual e socialmente na ordem da natureza e da graça pertence a essas três sociedades necessárias e propõe diversos e correspondentes modos conforme a ordem de providência estabelecida por Deus.
Coerentemente, o Papa Pio XI nos lembra que a família é uma sociedade imperfeita. Por outro lado, ele explica que o Estado e a Igreja… Estão interessados na educação das crianças e, de fato, a família não pode dar tudo. Chega o momento em que o conhecimento dos pais não é mais suficiente para ensinar a seus filhos todas as matérias.
A educação em casa, mesmo que às vezes seja a única solução, não é isenta de dificuldades. Os pais podem ficar rapidamente sobrecarregados e têm o tempo limitado para enfrentar todas as suas responsabilidades. Além disso, porque o homem é um ser social, a criança e o adolescente precisam do contato com o mundo exterior.
Então, não esqueçamos que o objetivo da educação é a autonomia. No final de seu treinamento, o jovem adulto deve ser capaz de cuidar de si mesmo; ele deve ter adquirido as habilidades para assumir um trabalho que o alimente e à família que fundará. Ele também deve ter adquirido as convicções que lhe permitirão manter uma vida no meio das batalhas a serem travadas espiritualmente.
A partir deste ponto, podemos distinguir duas abordagens na educação em relação à expô: por um lado, uma educação superprotetora das crianças e adolescentes, e, por outro lado, uma educação que, sob o pretexto de se preparar para a vida, expõe a criança a mais, sem que ela tenha as faculdades necessárias para compreendê-lo. Observa-se a importância de uma escola católica, continuando a educação católica das crianças; ela proporciona a competência dos professores e a sociabilidade que falta na família. Então, o futuro depende do espírito de uma juventude consciente da importância da escola.
A Fraternidade de São Pio X está empreendendo este novo desafio de criar escolas católicas no Brasil, especialmente em São Paulo. Assim, a fim de motivar toda a boa vontade, deixem-me responder algumas objeções. "Padre, sou idoso, devo apoiar o projeto escolar.
" "Padre, eu sou sozinho, devo apoiar o projeto escolar. " A resposta simples é que todos os sacerdotes precisam receber os sacramentos: batismo, comunhão, confissão, e extrema unção. Todos nós esperamos receber estes sacramentos em nossas vidas; portanto, precisamos de padres, e os padres saem das escolas católicas.
Agora, no seminário de Econ, na Suíça, mais de três quartos dos seminaristas são provenientes das escolas da Fraternidade. Mas, Padre, temos aqui padres brasileiros que não saíram das escolas, portanto é possível ter vocações sem escolas católicas. A resposta é que certamente teríamos mais vocações com as escolas católicas.
Por outro lado, temos que nos lembrar de que Deus dá as graças necessárias para compensar os elementos essenciais que nos faltam quando esta falta não é culpável. Por exemplo, uma família que vive longe da missa receberá as graças necessárias para viver uma vida cristã, apesar da distância do sacramento. Família oportunamente, por capricho, pode permanecer distante e não receber graças compensatórias por um fraco negação ou preguiça.
Então, temos o exemplo de São José. Para o nascimento de Nosso Senhor, ele não encontrou melhor que um lugar, mas o evangelho nos diz que os Reis Magos não encontraram nosso Senhor no princípio, mas numa casa. Então, significa que São José se mobilizou desde que foi possível para achar uma casa, um alojamento decente para nosso Senhor.
Sempre devemos fazer o nosso dever; depois podemos pretender receber as graças de Deus. Então, sempre devemos procurar melhorar nossas condições de vida, sobretudo de vida espiritual. Na minha infância, na minha região, tinha missa aos domingos, só isso.
Não tinha escola, não tinha priorado. Agora tem. Então, eu fui na escola primária, na escola pública do vilarejo, e depois fui internado numa escola da Fraternidade.
Então, dez anos depois, minha passagem nesta escola pública, minha irmã mais velha não pôde terminar a escola primária nesta escola pública, porque eu aproveitei as professoras antigas que estavam mais sérias. Depois chegarão novas que estavam realmente agressivas do lado da religião, impedindo minha irmã, por exemplo, de usar a Medalha Milagrosa. Então, estava um ambiente diferente.
Nós devemos adaptar-nos às condições, mas recebemos as graças quando fazemos o melhor possível. Então, nunca a Igreja diz: "Vamos deixar os pagãos na ignorância", e assim recebemos graças de Deus para salvar-se. Nunca foi o jeito da Igreja.
A Igreja envia missionários que vão construir pouco a pouco capelas, escolas, seminários. Então, é nosso papel. E depois, é Deus quem vai julgar as diversas situações.
Assim, da mesma forma, quando não há escola católica, os pais recebem as graças necessárias para educar os filhos da melhor forma possível, apesar desta falta, e Deus cria vocações, apesar das circunstâncias. Por outro lado, quando as circunstâncias estão certas, devemos procurar estabelecer tudo que possa fortalecer a vida católica. Estamos atualmente procurando estabelecer escolas católicas, porque as circunstâncias parecem ter chegado; temos muitas crianças, temos professores disponíveis.
Portanto, é nosso dever tentar esta aventura da escola católica, e por isso iniciamos esta campanha para arrecadar doações, após a criação de uma associação e abertura de contas. Agora, a providência divina fará o resultado desta campanha. Por enquanto, não há um prazo fixo.
Abriremos a escola em São Paulo o mais rápido possível, mas, por enquanto, estamos em fase de ação de fundos e procurando um lugar próximo ao priorado em São Paulo ou à casa Vit e Maruja. É óbvio que as famílias são ricas em crianças, mas não ricas em dinheiro. Para a maioria, esta é outra razão para pedir ajuda aos sábios ou pessoas solteiras, que normalmente têm menos encargos e, portanto, mais possibilidades de ajudar este projeto escolar em São Paulo.
Importante precisar também que não pretendemos, naturalmente, desmerecer as outras escolas que já existem no Brasil, em Santa Maria e no Rio. Todavia, é importante entender que nada se desenvolverá em outras partes do Brasil até que passe por São Paulo. O bom senso e também a estratégia ditam esta escolha.
São Paulo é a capital econômica da América do Sul, tem aeroportos que o ligam a todo o Brasil e a todo o continente. Onde fraternidade tem tua mente mais fiéis, e também o estado onde podemos esperar receber o maior apoio financeiro dos fiéis, é nosso desejo para o futuro ter um colégio interno para meninas e meninos. Óbvio que vamos começar no estado de São Paulo.
É óbvio. Chegou a hora de criar a grande obra de Dom Lorenzo. Temos um grande desafio.
O Rio existe agora, Santa Maria crescer rapidamente nesta crise da Igreja, e o Magnífico Generoso tinha os meios de construir logo uma bonita capela, um priorado. Senão, Santa Maria estaria no mesmo estado que outras capelas no Brasil que, fazendo o melhor possível, pouco a pouco, mas que por enquanto não temos os meios para construir capelas e priorados. Então, precisamos entender que devemos estabelecer uma base forte e séria aqui para depois ir mais longe e também compreender que, para oferecer uma educação católica, necessitamos de padres; portanto, as escolas têm que estar próximas aos priorados onde há mais padres.
Acho que muitas pessoas que nunca tocaram no assunto das escolas não se dão conta do trabalho que isso dá, já que criar uma associação e depois achar um lugar que se pode manter é difícil, porque na maioria dos casos as famílias não podem pagar. Então, devemos organizar um sistema com padrinhos para ajudar as famílias a pagar a escolaridade, por meio de um economato dos professores que vamos pagar. Muitas coisas de burocracia e administração são muito complicadas.
Então, uma escola é um esforço imenso, mas um esforço que vale a pena. Por isso, vamos iniciá-lo. A educação é um vasto assunto que poderia nos manter aqui por horas.
Concluamos ouvindo novamente o Papa Pio XI, mas nenhuma palavra nos revela melhor a grandeza, a beleza e a excelência sobrenatural da obra da educação cristã do que a expressão sublime que Senhor Jesus disse: "As crianças, deixai que venham a mim". Neste tempo de Advento, quando nos preparamos para a vinda do Salvador, convém fazer esta pergunta: como recebemos as crianças? Então, como receber nosso Senhor?
A resposta é terrível: milhões de crianças são mortas no ventre materno. Este é o crime do aborto, e assim que recebemos as crianças no século XX. E a maioria daqueles que sobrevivem são, então, espiritualmente abatidos por currículos escolares perversos.
Assim, nossa era é provavelmente a que mais merece a condenação de Nosso Senhor. Mas, como disse, seria melhor para ele se uma dessas mães fosse pendurada ao pescoço e mergulhada nas profundezas do mar. Comete nosso Senhor, é muito severo em relação aos pecados, os pecados contra as crianças.
Portanto, todos estão entusiasmados com o futuro escolar, que não depende disso. Em 1987, no ensino e particularmente nas escolas dirigidas pelos sacerdotes, religiosos e religiosas, que pregam pelas palavras e pelo exemplo de suas vidas, onde está o futuro dos seminários, dos religiosos e religiosas, dos lares cristãos, senão nessas cartas? Não folhetem ao seu redor, sobretudo para as pessoas que poderiam ajudar-nos.
Obrigado por sua generosidade. Feliz festa da Imaculada Conceição! Que Nossa Senhora nos proteja a todos.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Louvado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.