Seja bem-vindo e bem-vindo ao nosso canal este evento é organizado pelo escritório da Unesco no Brasil ele discutirá questões relevantes para todos e cobrirá uma das cinco áreas do mandato da Unesco educação ciências naturais ciências humanas e sociais Cultura comunicação e informação contudo esclarecemos que as indicações De nomes e a apresentação do material ao longo deste evento não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da Unesco a respeito da condição jurídica de qualquer país território cidade região ou de suas autoridades tão pouco da delimitação de suas fronteiras ou limites assim as ideias e as
opiniões expressas neste evento são a dos participantes e não refletem Obrigatoriamente as Não mesmo nem comprometem a organização Acompanhe os canais da Unesco para outros eventos e ações da organização Boa tarde sejam bem-vindos e bem-vindas ao canal da Unesco Brasil no YouTube para assistirem ao evento do lançamento do relatório inclusão Equidade e desigualdades entre estudantes das escolas públicas de Ensino Fundamental no Brasil o Brasil é signatário da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável composta por 17 objetivos de Desenvolvimento sustentável em áreas fundamentais para a humanidade e o planeta na educação essa agenda Visa assegurar uma
educação inclusiva equitativa e de qualidade para todos que Garanta oportunidades educacionais ao longo da vida sem disparidades de gênero e etnia para as pessoas com deficiências povos indígenas e crianças em situações vulneráveis um dos princípios principais desafios dessa agenda é o monitoramento de suas metas um primeiro passo nessa Direção é tratar as informações que existem para identificar lacunas ou a necessidade de Diagnósticos específicos sobre os grupos mais vulneráveis quanto ao direito à educação meu nome é rebeccotero e sou a coordenadora do setor de educação da Unesco no Brasil este evento é muito importante para Unesco
na medida em que possibilita a disseminação de um estudo que nos auxilia a entender o panorama da inclusão e da Equidade no ensino Fundamental brasileiro a fim de fornecer subsídios para que juntos possamos alcançar o que preconiza o ods 4 assegurar uma educação inclusive de qualidade e promover as oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos e para todas o evento e o lançamento da publicação ganham ainda mais importância considerando que recentemente a Unesco finalizou e publicou o terceiro grande relatório de sua história Rei imaginar nossos futuros Juntos um novo contrato social para educação
produzindo a partir de uma concepção profundamente humana da escola o desafio da inclusão e Equidade se destaca e adquire relevo no longo caminho que começa a ser percorrido sobre os efeitos visíveis da pandemia de suas projeções sobre o futuro da educação a Unesco solicitou a um grupo de pesquisadores especializados da Universidade Federal de Minas Gerais coordenado pela Professora Maria Teresa Gonzaga Alves a elaboração de um projeto abrangente de pesquisa sobre a situação da educação inclusiva no Brasil a partir de dados disponíveis no Instituto Nacional de estudos e pesquisas educacionais Anísio Teixeira o Inep o projeto
foi elaborado e executado e seu resultado final foi uma robusta investigação sobre o cenário atual da educação inclusiva no Brasil o relatório final da pesquisa foi discutido com especialistas da área e Devido ao seu alcance para gestores graciosos e formuladores de políticas educacionais a Unesco decidiu publicá-lo no livro que agora lançamos e colocamos a disposição da comunidade de pesquisadores e responsáveis pela Educação Nacional intitulado inclusão Equidade e desigualdade entre estudantes das escolas públicas do Ensino Fundamental trata-se de uma obra que pela riqueza e pela profundidade das análises sobre Diversos ângulos das políticas de inclusão Com
certeza se tornará a uma referência necessária por enfrentamento dos Desafios do setor vou convidar para dar as boas-vindas a professora da Universidade Federal de Minas Gerais e autora do estudo minha colega Maria Teresa Alves Teresa é com você agora por favor Boa tarde a todos e todas eu vou fazer uma breve fala Apenas querendo agradecer muito ao mesmo por Mais essa parceria com a UFMG Esse é o quarto produto é o quarto relatório que nós fizemos no âmbito dessa parceria que analisamos dados públicos educacionais o primeiro trabalho que foi ainda realizado sobre a Batuta do
conhecido Professor Chico Soares é deu enfoque para a questão da exclusão intraescolar análise daqueles estudantes que matriculados estão escolas mas não estão aprendendo o suficiente o desejável que se espera da experiência na escola o Segundo trabalho ele foi uma continuidade desse trabalho de exclusão mas ele enfatizou mais relação entre indicadores de desigualdades de aprendizado com características escolares em que podemos demonstrar uma enorme desigualdade também de oportunidades educacionais nos diferentes sistemas públicos de ensino no Brasil o quarto estudo se voltou para análise da infraestrutura das escolas de Ensino Fundamental no Brasil também foi um estudo baseado
nos dados nos mesmos dados do censo e mostrou um enfoque sobre essas desigualdades na oferta educativa nos diferentes no território nacional e finalmente Esse estudo Eu quero além do que Rebeca já falou não tem muito mais que acrescentar e depois vocês vão ver o resultado eu quero dizer que esse trabalho ele foi concebido antes da pandemia e também antes da Aprovação do novo Fundep o novo fundeb ele trouxe dentre outras mudanças uma novidade que é social uma parte do seu repasse de recursos a resultados educacionais e redução de desigualdades E então esse tipo de trabalho
tanto em relação a pensar o que que aconteceu no país no campo da educação com a pandemia e também pensar como lidar com essas novas condicionalidades da do fundeb eles nos mostram a importância do acesso a dados públicos De qualidade Então essa questão do fundeb eles ela está sendo ainda regulamentada mas a importância disso porque como medir essas desigualdades como essas desigualdades estão no território nacional Então acho que é um pouco essa contribuição que o relatório embora não tenha pensado para isso ele contribui ele tem essa contribuição e finalmente eu queria dizer que esse trabalho
para nós aqui pesquisadores da UFMG professoras da UFMG ele nos dá uma Grande satisfação Porque ele coloca muito clara a missão da Universidade que é o envolvimento na pesquisa no ensino na extensão esse trabalho ele é um trabalho de pesquisa mas ele nós se envolvemos os nossos alunos da graduação após graduação que tem uma oportunidade de aprendizado enorme e também é um trabalho que dialoga diretamente com a sociedade ou seja um trabalho de extensão então é uma grande satisfação que eu encerro aqui essa minha fala Agradecendo mais uma vez essa oportunidade muito obrigado teresas que
você sintetizou bastante esse trabalhos quatro trabalhos que nós fizemos juntos assim é muito muito bacana ter esse essa série vamos dizer assim de estudos né com esse foco nas desigualdades obrigada pela sua fala Dentre os vários esforços que precisam ser feitos o relatório inclusão Equidade e desigualdade entre estudantes das escolas públicas do Ensino Fundamental no Brasil apresenta uma série de análise dos dados públicos do censo escolar e do sistema de avaliação básica saeb o Inep essa base do INEP como a Teresa já explicou e indicadores escolares construídos com esses dados as análise restringem ao ensino
fundamental público escolas estaduais e municipais devido a sua maior taxa de atendimento da população na faixa etária adequada e por ser o nível Educacional com mais Informações dos indicadores sobre as escolas vamos convidar agora nesse momento para moderar o painel onde vai ser apresentado Esse estudo e depois vai ocorrer um debate a professora da UFMG também e autora do estudo Flávia Xavier Flávia é com você Boa tarde a todos e todas que nos assistem para dar início a este painel Quero convidar a professora Valéria de Oliveira que é professora da Faculdade de Educação do UFMG
pesquisadora do Lupede que adiante fará apresentação dos principais resultados da pesquisa o professor Romualdo Portela que é professor titular e aposentado da USP da faculdade de educação da USP presidente da ampai diretor de pesquisa e avaliação do sepec é um prazer recebê-lo Professor a professora Zara Figueiredo professora da Universidade Federal de Ouro Preto da UFOP também pesquisadora da pós-graduação pesquisadora na área de Política educacional eu agradeço imensamente aos professores pela presença imensamente a professora Zara e ao professor Romualdo por terem aceitado o convite para compor os painel diante sabemos aí diante da agenda tão apertado
dos dois é uma alegria contar com vocês para os comentários desta pesquisa que com certeza serão muito importantes então primeiro eu quero pedir a Professora Valéria para fazer essa Apresentação mas antes só falar parou para aqueles que nos assistem sobre a organização deste painel que ele prever a participação do público por meio de perguntas no canal do YouTube então vocês podem nos dizer Contarei de onde são de com a instituição de qual estado e fazer comentários deixar as suas perguntas que nós vamos organizar ao final deste debate um momento para a participação do público então
Valéria Bom eu começo agradecendo também a todos que estão nos assistindo agora mais especialmente ah Unesco na pessoa da Rebeca que nos quer uma parceira como Teresa bem apresentou as minhas colegas de trabalho a Teresa Flávia e a toda a equipe desse que participou deste estudo ao professor romual da professora Zara pela presença por terem aceitado esse convite para debater conosco esse trabalho que foi tão importante de ser realizado durante esse período e que foi De fato um desafio muito grande para equipe uma vez que o período de pandemia nos primeiros meses se mostrou um
período de muito aprendizado né de trabalho online e esse produto foi concebido nesse período então é uma alegria muito grande para nós apresentar hoje essa tarde esse resultado a gente vai começar agora a fazer uma breve apresentação dos slides que compõem que apresentam uma síntese desse trabalho Não vou me alongar porque para nós é muito mais importante apresentar alguns Highlights e ter esse retorno do debate com o professor Romualdo com a professora Zara e com todo mundo que tá acompanhando a gente aí pelo chat bom Como já falamos o trabalho o título é inclusão Equidade
desigualdades entre estudantes das escolas públicas do Ensino Fundamental essa equipe que eu nós todos gostaríamos de nós todas gostaríamos de começar Agradecendo Teresa e eu e a Flávia a gente trabalhou na coordenação Mas sem o trabalho dos Estudantes de pós-graduação e de graduação que trabalharam conosco neste relatório nada seria possível então agradeço começa agradecendo ao Túlio a Cecília a Josiele a Iolanda que foram essenciais para que esse trabalho se desenvolvesse como é a própria Rebeca começou a sua apresentação dizendo o contexto em que esse trabalho foi Concebido é o contexto é da agenda 20:30 para
o desenvolvimento sustentável a gente sabe sobre o papel da Unesco na liderança e coordenação da agenda que envolve entre no caso da educação é o trabalho e a expectativa de que estão apresentadas no objetivo de desenvolvimento sustentável número 4 que é esse de assegurar uma educação inclusiva equitativa e de qualidade para todos que Garanta oportunidades educacionais ao longo da vida sem Disparidades de gênero de etnia para pessoas com deficiência povos indígenas e crianças em situações vulneráveis foi nos guiando por esse objetivo que construímos a proposta de trabalho que vai ser apresentada agora que está presente
no relatório que já tá compartilhado nas páginas da Unesco considerando isso trabalhamos com três objetivos que são os nossos nortes né que foram Norte para nós nesse no desenvolvimento do trabalho o primeiro Deles foi descrever o perfil dos Estudantes do Ensino Fundamental público segundo variáveis de sexo coroa raça condição de deficiência e nível socioeconômico da escola em seguida mapear a distribuição espacial desses estudantes no território brasileiro segundo esses mesmos marcadores de desigualdade e o terceiro objetivo que foi relacionar as condições de oferta resultados escolares e com a composição social da escola essa esse trabalho só
Foi possível porque tivemos acesso e trabalhamos com dados públicos dados secundários públicos que vão ser apresentados com mais detalhes a seguir quando falamos sobre a abordagem utilizada isso é algo extremamente caro para nós porque ao trabalhar com noção de inclusão fazemos essa esse trabalho essa abordagem de uma forma um pouco mais Ampla no sentido de que trabalhamos trazemos a noção de inclusão muito associada ao modo como com a Equidade e as desigualdades que são elementos né que tem sido extremamente trabalhadas discutidas pelo no pé então o conceito de inclusão ele se confunde com a Equidade
nas oportunidades educacionais e se manifesta por desigualdades nos resultados escolares ou seja essas três dimensões se combinam-se articulam na abordagem Que Nós escolhemos tratar Que Nós escolhemos trazer para este documento nesse sentido os as pessoas com deficiência os alunos Com deficiência eles ganham uma centralidade papel importante nesse nesse trabalho uma vez que o debate sobre inclusão ele tem sido muitas vezes e fortemente associado a discussão sobre os estudantes com deficiência mas a gente enfatiza a noção que a noção que nós temos trabalhado ela envolve também esses outros marcadores sociais entendendo a necessidade que para além
do acesso a educação a educação escolar a inclusão Prevê também educação com qualidade e garantindo Equidade então trabalhamos nessa perspectiva com o foco no ensino fundamental público analisando os dados de matrícula do censo escolar mas trazendo também os indicadores de qualidade da oferta e de resultados e trabalhando analisando isso tudo para escolas municipais e estaduais Em algum momento no nível da matrícula e depois trabalhando com informações municipais os dados portanto são os dados do senso Escolar nos três anos onde também houve avaliação do saeb o objetivo foi trabalhar com essas informações do senso nesses três
anos para que houvessem alguma medida a possibilidade de que os dados fossem analisados junto com os dados do saeb então trabalhamos com informações do senso escolar 2013 1517 e do saeb no ano de 2017 para fazer algumas análises específicas agora vamos apresentar uma síntese dos principais resultados que compõem o Nosso documento o primeiro dado que é apresentado aqui é um gráfico que compõem o nosso relatório e que apresenta a distribuição das matrículas nas escolas públicas estaduais e municipais né por etapa sexo e ano considerando aí os anos de 2013 15-17 o que é possível observar
no primeiro conjunto de barras nesses três primeiros onde se descreve percentual de estudantes por sexo no ensino fundamental como um todo é uma tendência De paridade de proximidade entre a participação de meninas e meninas meninas e meninos nos três anos observados é possível identificar principalmente para os anos finais uma tendência de maior presença feminina nessa etapa ao contrário diferente do que acontece nos anos iniciais onde a gente continua tendo aí uma participação é muito muito próxima então informações isso mostra para a gente um pouco desse Movimento entre as etapas que pode ser de alguma forma
mais favorável para as meninas em termos de permanência nos anos finais Mas é possível observar que esse marcador ele não parece ser entre aqueles que foram analisados Onde existe maior desigualdade em termos de proporção de matriculados no ensino público nos três anos analisados e quando trabalhamos e analisamos essas informações por cor raça o que é mais importante de constatar é naturalmente o Modo como as informações do senso demográfico elas refletem a distribuição dos dados populacionais O que torna Inclusive era algo que a gente conversava muito na época em que se construir esse relatório O que
traz ainda um papel ainda mais importante para o Censo escolar uma vez que ele acontece nos anos em que não acontece senso demográfico então ele parece ser uma boa aproximação dessas informações populacionais o que a gente pode Observar que pela ordem a gente tem uma frequência maior de estudantes de cor raça parda branca preta indígena e amarela mas chama muita atenção o grande percentual de estudante sem informação de cor raça com uma grande quantidade de dados ausentes nesse nessa variável que algo que precisa ser compreendido em termos de distribuição dessas das característica dessas escolas onde
há esse essa ausência de informação mas também é que esse trabalho de Compreensão de pesquisa em torno do perfil desses estudantes se torne também em políticas públicas para aprimorar a qualidade da coleta desses dados mas o que a gente pode observar em linhas Gerais é uma maior presença dessa população parda ao longo e que se mantém se sustenta ao longo dos anos e que vem se tornando até mais frequente nesses últimos nos três anos analisados em relação a composição social da escola trabalhamos com indicador de nível Socioeconômico construído a partir das informações contextuais os questionários
do preenchidos pelos estudantes no saeb e esse e esse questionar e esse gráfico ele mostra para a gente que a maioria dos Estudantes das escolas públicas estudam escolas de nível socioeconômico baixo e médio e isso se sustenta se mantém ao longo do tempo ao longo desses anos de 2013 2015 e 2017 esse nível baixo mais baixo nível socioeconômico Nessas três nessas categorias que estão sendo analisadas né o Baixo médio e o alto no caso do médico a gente está falando de uma situação de extrema privação social e que demanda portanto uma atenção especial a esses
estudantes que compõem o aluno nada dessas escolas no país falando especificamente sobre os alunos com deficiência antes de apresentar o gráfico é preciso dizer de quais são as informações que são apresentadas nesse Documento nós trabalhamos então com a definição de crianças alunos com deficiência que são que está presente no Censo escolar Então a gente tem deficiência visual auditiva física mental múltiplas e os transtornos globais de desenvolvimento além das altas habilidades e das superdotação essa última categoria não foi incluída na nossa análise trabalhamos com as primeiras Considerando a relevância dessa informação do centro uma vez que
Nem o senso demográfico trabalha com os transtornos globais de desenvolvimento então quando apresentarmos os dados para alunos com deficiência trabalhamos com as primeiras categorias de deficiência agregadas então o percentual de alunos com deficiência inclui toda ela todas elas excluindo as altas habilidades e a superdotação e incluindo os transtornos globais de desenvolvimento que a gente pode observar é que existe um aumento da matrícula do percentual de Alunos com deficiência matriculados na no ensino fundamental público a primeira parte do gráfico aponta isso com muita clareza em 2013 a gente tinha 1,9% de estudantes com deficiência matriculados no
ensino fundamental em 2017 esse percentual já alcança quase três por cento são 2,9% dos Estudantes os estudantes com deficiência representam 2,9% dos matriculados nessas instituições E isso se mantém esse crescimento é observado tanto nos anos Iniciais e nos anos finais ainda que um resultado importante que está presente aqui nesse segundo gráfico sobre os estudantes com deficiência ainda que essa diferença ela seja reduzida quando a gente olha os dados dos anos finais em comparação os anos iniciais esse aponta é a diferença entre os estudantes matriculados no ensino no ensino fundamental 1 e no ensino fundamental 2
ou seja nos anos iniciais e nos anos finais essa Barrinha Azul fala sobre o Total de matrículas dos Estudantes sem deficiência a Barrinha não né a linha vermelha fala sobre os alunos com deficiência e o que é apresentado em cada ano é a diferença entre aqueles que estavam lá no ensino fundamental um e que permanecem no ensino fundamental 2 Então se o número é negativo a gente tem uma perda de estudantes de uma etapa para outra o que é observado é que essa perda ela é acontece entre 2013 e 15 e 17 ela de 13
15 e 17 para os alunos sendo deficiência Mas ela é ainda maior para os alunos com deficiência principalmente no começo da série da pequena série que a gente está analisando então em 2013 essa diferença essa perda de estudantes entre os anos iniciais e finais era de 40 e 3,4 que é um número expressivo dada a comparação com os alunos sem deficiência então tem uma preocupação Nossa conseguir o que é que tá acontecendo com esses alunos nos anos Finais será que eles estão sendo tão sendo matriculados em escolas com outro perfil será que eles estão deixando
de fazer deixando de frequentar as escolas então é importante observar compreender melhor o que que acontece nesse período ainda mais observando o fato de que aqui a gente estava com dados de 2017 onde havia um crescimento da presença desses estudantes nas escolas públicas no ensino fundamental público e que com a Pandemia de 19 essa presença certamente foi afetada e de forma negativa então o desafio ele se torna ainda maior porém ainda é importante observar que há ganhos Como por exemplo o crescimento dos Estudantes ou a diminuição desses estudantes com deficiência em classes exclusivas Ou seja
a maior presença desses estudantes com deficiência em turmas regulares isso é muito importante estar presente aqui neste gráfico que lá no relatório responde pelo gráfico 7 Onde a gente consegue ver como isso acontece ali no primeiro na primeira parte olhando os dados do Ensino Fundamental a gente vê que do 100% de alunos com deficiência em 2017 é 95,2% deles estava matriculado em turmas é comuns em classes comuns em comparação a 4,8 em classes exclusivas O que é algo que a gente já compreendeu o modo como não é a forma mais adequada de inclusão e esse
dado aponta com muita muita propriedade Uma segunda estratégia de análise que a gente adotou foi a apresentação desses mesmos dados como na forma de análises espaciais é até aqui trabalhamos com os dados de matrícula desagregado nas análises espaciais construímos estratégias para sintetizar essas informações por municípios Então o que vamos ver agora é uma descrição desses mesmos desse mesmo dessa medida de inclusão que a gente construiu que era proporção de Matriculados em cada um dos perfis analisados com a média dessas informações por município inicialmente temos aqui as informações sobre a proporção de alunos por raça uma
característica importante para nós que ficou muito marcada Depois dessa pesquisa é a necessidade de trabalhar com essas informações dos grupos pretos e pardos separadamente uma vez que as dinâmicas são muito distintas e esses mapas que a gente vai apresentar agora Deixam isso muito Evidente no caso desse primeiro desse primeiro conjunto de mapas a gente tem a proporção a média Municipal da proporção de alunos pardos matriculados no ensino fundamental público e o que nós observamos é uma tendência muito daquilo que a gente chamou de um padrão Norte Sul que é muito semelhante a média Municipal do
nível socioeconômico da escola mas as avessas Então se o nível socioeconômico das escolas ele cresce a medida em que a Gente se direciona para as regiões Sul e Sudeste do Brasil ou seja as escolas com maior nível socioeconômico estão nas regiões Sul e Sudeste do país o contrário acontece com a presença dos Estudantes pardos que tá concentrado tem uma tendência de concentração nas regiões norte nordeste do país então os alunos pardos eles estão mais matriculados nas regiões onde também há maiores desafios socioeconômicos a ser enfrentados Quando analisamos os dados é que eu vou voltar porque
por um minuto acho que a minha internet ficou mais isso o segundo conjunto de gráficos trabalha com as informações da proporção de alunos pretos e é possível observar o modo como a distribuição espacial é muito diferente daquela observada é para os alunos pardos aqui temos novamente uma tendência a presença desses estudantes que foram classificados como estudantes pretos É nos mesmos Territórios onde há maior presença desse grupo mas é também interessante observar o modo como ele se distribui na população de uma forma muito diferente com uma preponderância com uma presença menor nas regiões norte do Brasil
onde existe uma maior presença de estudantes indígenas e na região Sul onde tem uma preponderância dos Estudantes o gráfico da direita aponta-se aponta aquilo que a gente construiu alguma estratégia de análise que a gente adotou Que é da construção do indicador de Mourão que é uma análise espacial que tenta Analisa que tenta identificar a presença de concentração espacial em termos do perfil do comportamento da medida que está sendo analisada com seus vizinhos então é possível observar que as regiões norte do Brasil e uma faixa que passa pelo centro-oeste chega ao sul tem uma baixa concentração
de estudantes pretos e isso é compartilhado pelos vizinhos dos Municípios analisados e que A gente tem algumas alguns pontos de alta concentração de estudantes com alta declaração preta que envolve municípios do Nordeste uma parte considerável dos municípios do Rio de Janeiro e uma pontinha alguns municípios no Rio Grande do Sul Então são áreas onde se a gente entende que a atenção cuidado em termos de inclusão para esses estudantes é importante são são municípios são regiões onde é fundamental ter uma tensão Em termos de gestão quando a gente observa a distribuição dos Estudantes indígenas fica muito
Evidente um dos Desafios é justamente a falta de a grande quantidade de municípios sem matrícula de estudantes indígenas e isso naturalmente afeta a visualização dos mapas como a gente pode ver aqui mas naturalmente reflete a distribuição espacial dessa população no território brasileiro com uma grande presença refletida também na concentração Espacial por meio do indicador de Moura nas regiões na região norte e alguma coisa do centro-oeste no país em relação à presença dos Estudantes com deficiência eu acho que aqui a gente tem um dado muito interessante a gente observa uma distribuição inversa em relação ao que
é observado com a presença dos Estudantes pardos então parece haver uma correlação com o nível socioeconômico dos Municípios mas ela se dá no sentido inverso ou seja municípios De menor de maior nível socioeconômico tendem a ser aqueles Onde existe também maior presença de estudantes com deficiência o que a gente imagina que tem a relação com a infraestrutura com as condições de oferta da escola o finalmente a gente termina aí com o índice de morango a média do nível socioeconômico da escola que aponta novamente aquela grande desigualdade em termos espaciais que de certa maneira se reflete
na distribuição dos Estudantes Por matrículas como a gente já fez aqui das meninas do sexo menos mas em termos raciais e dos Estudantes com deficiência que apontam o modo Como de fato o Brasil tão grande ele tem essa clivagem entre Norte com baixo nível socioeconômico com escolas que tem um níveis uma média de nível socioeconômico mais baixo e o Sul onde esse nível socioeconômico é mais alto para finalizar a gente construiu algumas correlações entre essas informações sobre a composição das Escolas ou seja proporção de alunos matriculados com essas características que foram escolhidas como marcadores sociais
para esse trabalho e indicadores de qualidade da oferta e de resultados escolares esse primeiro gráfico e aí a gente só tem dois gráficos para não cansar porque eu já falei um pouco mais do que eu deveria esse primeiro gráfico ele Analisa ele aponta a correlação simples entre a proporção de estudantes matriculados de Acordo com o perfil analisado esses cinco grupos que a gente está trazendo e duas variáveis que são indicadores construídos pelo no pé de outros trabalhos que são a expectativa do professor e a gestão de classe todos os indicadores construídos anteriormente nesses trabalhos que
a gente já mencionou aqui em parceria com a Unesco e o que é possível observar é que essas escolas com a maior proporção de estudantes com essas características Como estudantes pretos estudantes pardos estudantes com uma média de nível estudantes com uma média de nível socioeconômico mais baixo são também escolas onde a gente observa piores indicadores de qualidade da oferta como expectativa do professor e a gestão de classe Ou seja é preciso observar o modo como essas variáveis Elas têm interagido para construir uma situação de desvantagem e de baixa inclusão que extrapola o acesso à educação
o último Gráfico fala também sobre essa relação entre as características da escola e a composição social mas aqui nós falamos a respeito das taxas de rendimento da taxa de aprovação Então o que a gente consegue verificar é que a proporção principalmente né em relação às informações como a proporção de alunos com deficiência matriculados a gente tem um bom resultado com que apontado aqui por esse gráfico que é o fato de que Escolas onde tem mais alunos com deficiência também são escolas Onde existe mais existem mais professores com a formação adequada para esse para recebê-los né
com a formação para educação especial porém essa mesmo resultado não é observado quando a gente fala do nível socioeconômico Então existe uma correlação que é inversa do nível socioeconômico com a presença desses professores com formação para atendimento educação especial e A Gente Tem aí outras variáveis que vão apontar sobre os desafios em termos de qualidade da oferta e a relação desse com a composição social da escola finalmente observando o modo como essas variáveis se ligam aos resultados e as condições de oferta a gente consegue verificar uma relação espacial também entre duas variáveis que já estavam
no nosso Horizonte por causa de trabalhos anteriores né a infraestrutura que foi o Objeto do último relatório desenvolvido pelo no pad Antes desse sobre inclusão e parceria com Unesco e a taxa de aprovação Municipal como um dos indicadores de resultados escolares o que a gente tiver mais uma vez uma sobreposição espacial entre essas medidas ou seja as regiões onde a gente tem maior resultado melhores resultados em termos de aprovação também são aqueles Onde existe melhores resultados em termos de Indicador de infraestrutura ou seja os desafios de inclusão eles são grandes e eles se distribuem no
espaço em correlação em Associação uns com os outros e colocam para a gente esse desafio de pensar tanto no nível mais pau macro quanto o nível da escola uma vez que variáveis como expectativa do professor presença de professores com formação adequada ou não para o atendimento a crianças e adolescentes com deficiências Se distribui de uma forma que não é aleatória e Visa e tende a reforçar desigualdades a gente agradece muito a oportunidade e aguarda o debate E os comentários muito obrigada Valéria nós vamos agora neste momento passar para a professora usar no Figueiredo para fazer
os seus comentários considerações sobre os resultados da pesquisa e depois nós retomamos novamente Valéria Obrigada Sara OK boa tarde a todos boa tarde a todas bom eu começo agradecendo né as professoras Maria Teresa Flávia Valéria bem como Unesco pelo convite né por estar aqui hoje fazendo esse importante debate olha para mim foi um privilégio ler esse relatório e é um privilégio maior ainda poder discuti-lo né com vocês e também com as pessoas que estão aqui acompanham debate além do professor Romualdo que faz parte dessa mesa também né Eu venho Acompanhando os trabalhos da professora Teresa
Flávia professora Valéria Professor Romualdo e São pessoas que me formaram e continuam a me informar não é por meio dos trabalhos que vocês têm produzido e produzem eu confesso que enquanto eu li o trabalho relatório ele me deixou com digamos o gosto Agridoce na boca digamos assim né isso porque de um lado é muito saboroso intelectualmente a gente lê um relatório de pesquisa tão denso com Rigor Metodológico tão apurado não é o que não é uma novidade isso inerente aos trabalhos da professora Maria Teresa da Flávia do professor Chico que em vários momentos né Tem
produzido com elas também mas também com a incorporação de um conjunto de inovações na minha na minha análise né por outro lado a parte amarga da coisa é a gente observar que nós continuamos a lidar com estado que aceita e naturaliza Essas desigualdades né Não só aceita naturaliza como ele produz condições muito disso por isso afinal de contas aí nação delibe também uma forma de política mas de todo modo o relatório de vocês é um relatório denso necessário e principalmente oportuno né eu ouço a dizer eu ouço dizer que vocês não só cumpriram aqueles três
objetivos Alcançar aqueles três objetivos que você se propuseram né O que vocês propuseram alcançar mas eu acho que vocês foram Além desse conjunto de objetivos e aí pelo menos dois eu acho importante trazer aqui um é na minha análise vocês qualificaram com esse relatório a própria agenda da educação 2030 da ONU né na parte que diz respeito à educação eu eu já tive né manifestei essa preocupação em outro momento com Unesco mas não me parece factível a gente pensar em desenvolvimento su sem colocar a questão racial no centro do debate a meu ver agenda 2030
ela não fez isso ao Ds4 nem a meta 4 elas não expressam essa preocupação né não com a centralidade que ela precisa e eu acho que é um equívoco porque trazer as desigualdades raciais de uma maneira mais transversal não me parece que dê conta de uma agenda sustentável de educação e nesse sentido eu acho que esse relatório ele resgata esse tema e dá para esse tema centralidade que ele precisa na agenda Educacional e também Na agenda Claro 2030 uma segunda um segundo objetivo que não tava me parece pelo menos explicitado como um objetivo de vocês
mas que eu acho que ele cumpre esse objetivo é esse relatório ele é um importante potente instrumento de colisão de defesa para área de educação Principalmente nesse momento político né e me parece que ele precisa chegar aos candidatos pelo menos na maior parte dos candidatos vocês entendem o que eu digo Naquilo que de fato importa né quer dizer os dados que você trazem é são dados que precisa estar na agenda do próximo governo tanto Federal sobretudo Federal mas também nos governos estaduais agora é difícil você fazer um recorte é tão instigante relatório tão instigante nós
poderíamos falar dele por horas e horas mas não é tem um tempo é preciso fazer recorte então eu vou fazer alguns recortes do ponto de vista das recomendações Quando vocês vão abrindo né Eu acho que foi foram muito as recomendações de vocês foram muito acertadas porque vocês basicamente trazem para as recomendações pontos estruturais do sistema educacional não dá para falar de política educacional se você não entra na estruturalidade da coisa a parte sistêmica e aí vocês trazem as recomendações absolutamente necessários para esse debate não é que a professora Valéria já Disse que é a atenção
para os dados né atenção para esse número grande de dados de ausência de dados um quarto de a questão de identidade racial não marcada mas mais do que isso você chama uma atenção para que isso se torne objeto de política pública que haja formação desses atores responsáveis para a inserção e a produção qualificada desse mais do que nunca esse debate é importante haja Vista a própria condição Da ausência nesse nesse momento de apagão de dados com os quais nós convivemos vocês trazem nas recomendações um Ponto Central que é esse processo de coordenação da política para
que a qualidade do dado ele Melhore isso não acontece de forma gratuitas ou conscientização você precisa de uma coordenação sobretudo Federal para que isso aconteça não é principalmente na secretarias municipais e na secretarias estaduais vocês trazem um ponto muito Caro para mim especialmente que é e a professora Maria Teresa já trouxe aqui que é pensar não é o ganho do novo fundeb ao relacionar o ar com condicionalidades de redução de desigualdades e de aprendizagem para essa agenda da Educação E além disso nós precisamos pensar que nessa agenda também do financiamento é preciso que o ICMS
Educacional que acaba o prazo agora e também tá posto dentro da lei da emenda constitucional 108 que Ele seja pensado nesses termos né de desigualdade e de aprendizagem e que Minas Gerais até hoje por exemplo já que nós estamos aqui né com trabalho da UFMG não regulamentou até agora se a gente entrando quer dizer esses recomendações de vocês para mim são muito importantes e é isso que faz dela também uma potente colisão de defesa não é para essa agenda entrando no desenho da pesquisa eu acho que parece que não tem dúvida de que Vocês trazem
um monte de avanços né assim do ponto de vista substantivo Eu acho que o desenho de vocês ele assumiu uma forma muito promissora que é assim quando você se propõe a privilegiar grupos com maiores chances de exclusão dentro da educação né quer dizer essa pergunta né digamos deliciosamente atrevida que vocês põe como é possível a gente estudar exclusão se o acesso à educação pelo menos no ensino Fundamental tá praticamente universalizado quer dizer isso é muito inovador para se pensar o debate da Equidade da inclusão e da desigualdade e daí a partir dessa pergunta vocês dá
uma elasticidade conceitual importante para inclusão ao definir esse padrão de inclusão né E que na minha leitura é muito interessante porque essa essa elasticidade conceitual de vocês quando vocês definem Qual é o padrão de Inclusão que eu vou discutir dentro do meu trabalho e portanto para isso eu vou pensar Quem tá fora você se assume uma perspectiva que eu gosto muito que é da arbitrariedade moral ou seja os grupos que vocês que vocês assumem como excluídos é uma exclusão que se efetiva por circunstância que estão fora do controle do indivíduo né como gênero raça necessidades
especiais nível socioeconômico então quer dizer as Pessoas elas são excluídas não por algo que elas escolheram né você não escolhe a cor da sua pele a sua raça a família o capital cultural informacional enfim em que você nasce portanto essa perspectiva né de exclusão por uma digamos naquele cross vai chamar de arbitrariedade moral eu acho que ela foi acertada né e outro ganho importante no trabalho de vocês é que vocês deram um passo adiante nos estudos que vem produzidos sobre condições de oferta né como Infraestrutura Quer dizer vocês vão além embora as condições de oferta
como infraestrutura né sejam absolutamente importantes elas são insuficientes para explicar a Equidade né E principalmente a ausência dessa Equidade então eu gostei muito muito acho que a contribuição enorme a incorporação dos indicadores de qualidade como liderança administrativa pedagógica currículo mas sobretudo expectativa do professor Eu gostei muito de vocês trazer eu acho que São ganho substantivo né e gostei muito também das variáveis que vocês trouxeram como condições de oferta e e a roupagem que vocês deram para essa variável de condição de oferta Ou seja você pensar na existência de professor com formação nem digamos adequada mas
aderente as exclusões que vocês reconhecem dentro do relatório de vocês então a formação de professor aqui não é uma formação no nível unicamente do Ensino superior mas existe aqui uma preocupação de vocês na formação de professor e na aderência que essa formação tem continuada em relação aquilo que vocês estão assumindo como fatores de exclusão Então acho que isso é um ganho enorme né E daí eu chamo atenção sobretudo para essas duas variáveis expectativa docente e liderança administrativa Então eu acho que são ganhos Importantes não é que vocês trazem eu acho que os dados que também
vocês trouxeram é do índice de Mourão foi muito importante e eles dão para nós pistas importantes para a política pública principalmente se a gente pensar numa perspectiva de associacionismo né se a gente pensar nos consórcios então assim na fragilidade dos Municípios então esses achados de pesquisa do índice de Mourão eu acho que traz importantes pistas para nós e assim Eu confesso quando eu tava lendo já fiz um conjunto de anotações já me veio uma série de questões de pesquisa enquanto eu li o relatório de vocês o que que me digamos na minha análise e aí
eu queria ouvir vocês me parece que tem um ainda para aperfeiçoamento a partir do relatório de vocês um primeiro ponto é assim é bem na introdução vocês assumem Equidade como um processo E a igualdade como um resultado né o final é eu tenho na minha leitura me parece que a gente precisa fazer um esforço maior de definir bem na educação O que que a gente tá chamando de Equidade uma primeira coisa que quando a gente lê os trabalhos que tratam de Equidade vários né inclusive no próprio relatório que o professor Romualdo fez há uns anos
atrás coordenou sobre as desigualdades intra-escolares a gente percebe que a Equidade ela ela é explicada muito mais pela ausência dela e menos do que ela é mas a minha a minha o meu senão aqui é me parece que a Equidade pelo menos a minha o que eu tenho pensada a respeito disso vai nesse sentido que é Equidade ela precisa não em termos apenas procedimentares de processos mas ela também precisa ser pensada como resultado como um produto né Então veja bem se a gente toma Equidade como uma igualdade devida Por Justiça Ou seja eu Tô assumindo
com Equidade é uma igualdade devida Por Justiça então eu vou reconhecer que o direito à educação em larga medida ele não tá sendo garantido em decorrência de uma arbitrariedade moral né quer dizer as pessoas por serem negras sobretudo pretas ou pobres elas não têm sido objeto desse direito a educação que é pública e subjetivo Mas por outro lado veja se a estrutura básica da sociedade né é que nada mais é do que as leis e as Políticas públicas educacionais no nosso caso relação efetivas e se voltam para esse grupo essa estrutura básica ela passa a
criar uma sociedade quetiva portanto ela passa a ser também o resultado Então me parece que nesse sentido é Equidade ela é um resultado porque ela expressa um tipo de igualdade que ela nula as coerções que são derivadas do seu pertencimento racial ou social não é então obviamente que ela não lida com as Desigualdades que ainda correm de escolhas nossas Mas aquelas que são arbitrárias ela lida com elas Então me parece eu tendo a discordar no primeiro momento eu queria ouvir vocês de que a Equidade ela não é só um processo mas ela também é um
resultado E daí um segundo um segundo ponto eu fico pensando assim na liderança administra eu acho que talvez um esforço que a gente precisa fazer seria no próximo etapa do trabalho de Vocês é levar para unidade de observação não apenas o diretor mas o gestor Central Eu Não tenho certeza mas eu acho você sabe melhor do que eu vou saber dizer que eu mas em alguma edição do saeb havia algumas questões do gestor não é digamos do secretário de educação me parece eu não tenho muita certeza mas de todo modo me parece que nessa variável
liderança administrativa nós ganharemos muito se a nossa unidade de observação incluísse o gestor o gestor Central porque porque ele tem mais relação com a tomada de decisão por exemplo de alocação de recursos o diretor Ele tem ele tem baixa discricionariedade para atuar sobre por exemplo o financiamento para locação de recurso a não ser uma pequena parcela do discricionário mas também para locação de professores em Áreas que mais se precisa deles não é então me parece que a liderança essa unidade de observação Talvez tivesse um ganho se a gente pensasse de trazer o gestor Central para
ela né E aí a professora Teresa já disse né esse relatório é construído no momento em que a política de fundos ela tá sendo construída não é e daí eu acho que talvez no próxima não a próxima etapa nesse trabalho exatamente pensar a inserção do financiamento como uma variável para essa discussão absolutamente necessária a gente precisa Romper essa lógica de política jornalista universalista na aplicação e na locação de recursos né E daí eu já tô caminhando para o final tô tentando controlar o tempo aqui e aí as questões que eu trago para vocês são duas
ou duas questões na verdade elas vão na seguinte direção Então deixa eu pegar aqui onde eu anotei Ok bom vocês como eu disse vocês trazem um monte de questões assim fantásticas Para a gente pensar a questão dos alunos de necessidades especiais que a professora Valéria já trouxe é quando vocês dizem da questão de gênero quer dizer você não tem uma uma desigualdade de gênero pelo menos do ponto de vista da matrícula mas o que que acontece onde é que a chave vira que quando as mulheres chegam no mercado de trabalho é passa a ver uma
desigualdade sala salarial de cargos de direção etc vocês trouxeram um conjunto de questões Bastante intrigantes mas a gente precisa fazer escolhas então vou fazer escolha uma área como me sinto mais confortável de leitura não é de análise que é a questão de um dos grupos excluídos que são os negros mas sobretudo os alunos pretos Então veja vocês os achados de pesquisa de vocês nos mostram que quase 30% de não declarado para o quesito raça né um quarto das matrículas do Ensino Fundamental isso tem um efeito grande sobre a possibilidade de você pensar políticas um outro
momento vocês mostram que os alunos negros Preto sobretudos em 2007 eles tinham uma diferença de cerca de 15 pontos em leitura em matemática em leitura e matemática na escala do saeb em 2017 isso aumenta para 25 pontos nessas duas competências isso sem analisar os impactos da pandemia né possíveis impactos da pandemia Vocês outro achado de pesquisa que os alunos pretos eles não usufruem do ganho da melhoria das escolas da infraestrutura né de maneira que os alunos brancos por exemplo eles têm ganhos com isso vocês mostram também que as escolas com alunos brancos não é eles
apresentam maiores taxas de aprovação taxas menores de distorção idade série essa correlação não tá posta para os Alunos negros sobretudos Os Pretos a questão da expectativa docente também em relação aos alunos negros me parece também extremamente grave né então esses são achados de pesquisas que vocês trazem e em alguma medida alguns corroboram com já dados de outras pesquisas outros são mas são originais né então assim me parece que esses fatores intra-escolares em relação a raça eles derivam de um lado da estruturalidade do racismo na sociedade Brasileira e de outro lado do ponto de vista da
política pública eles decorem me parece de uma democracia racial educacional que foi traduzida na minha análise como uma negação do reconhecimento da raça na Perspectiva da política educacional na elevando aquilo que a gente tem chamado de um estado color Blind Então a primeira pergunta que eu faço para vocês é vocês dizem que a exclusão de estudantes dessa trajetória regular é um problema Invisível que o indicador oficial de qualidade o Ideb ele não captou Então isso é muito importante não é porque o Ideb ele ganhou capilaridade pelo menos em termos de números de saber se a
escola vai enfim qualquer outro debate use de uso dele mas Ele alcançou uma capilaridade bom a minha pergunta é Então qual que é o investimento já que a gente tá no fim de um primeiro ciclo de monitoramento Que acaba em 2022 não é qual que é o investimento e diante desses dados todos que vocês levantam e nos trazem riquíssimos Qual que é o investimento ético político intelectual que é necessário que se faça em torno do novo indicador não é que precisa ser produzido não é esses dados nos aponta para necessidade de você ter um novo
desenho de indicador mas a gente sabe também que os indicadores não dão conta de captar todas as dimensões que são Importantes na educação Então qual resposta que se espera de um indicador diante desses dados tão ricos que a pesquisa de vocês traz e por fim não é quando vocês os mapas 14 15 de vocês eu acho que são esses mesmo que vocês trazem representação espacial é do indicador de ti é um dos achados de Pesquisa diz respeito Essa representação espacial das desigualdades entre municipais E Tá lá posto no 14 do 15 dos alunos pretos e
negros né E aí me parece que o que aparece o que está posto ali é que é desigualdade ela parece que aumenta a medida que se tem uma alteração na tonalidade da pele então quanto mais retinto diminui a chances de ser recebido por um conjunto de escolas corrijam estiver errado mas a minha leitura do mapa 14:15 foi essa bom isso para mim é Seríssimo né porque a gente não teve no Brasil pelo menos legalizado Uma era de um Supremo atuando no caso como Brown versus education mas e sim mas nós sempre convivemos com formas veladas
de aluno mas aqui o que eu tô vendo né O que os dados de vocês sugerem é que nós temos escolas estatais produzindo uma segregação e uma geografia de oportunidades por esse próprio estado o que isso leva a ter implicações muito sérias sobretudo do ponto de vista do financiamento né então Você precisa repensar fundeb ICMS para lidar com esses dados E aí a minha pergunta é isso em termos políticos em termos teóricos e metodológicos Qual é o desafio que na análise de vocês que esse elemento não é coloca para uma agenda futura de pesquisa quer
dizer o efeito território com uma categoria analítica que a gente já conhece ela é suficiente para dar conta desse caso e acaba aqui agradecendo Mais Uma Vez pelo privilégio Já passei para os meus alunos boa parte dele está aqui para os meus amigos né porque foi de fato um privilégio ler esse relatório e eu agradeço não só pelo convite mas por ter nos dado a oportunidade de ter acesso a ele vara nós que agradecemos o privilégio de ouvi-la nesse momento seus comentários são super pertinentes muito ricos antes de passar a palavra para o professor Romualdo
eu só queria registrar aqui um pouco a movimentação do nosso chat com Pessoas participando Professor José Francisco Soares é logo já nos dando boa tarde lá no início vários pesquisadores estudantes e professores da UFMG da UFOP professores da rede da rede pública do ensino básico Então já temos algumas perguntas eu peço para que as pessoas façam seus comentários coloque as suas perguntas um chat esclarecendo que o relatório já está disponível no site da UNESCO O link nós Colocamos aqui no chat também está passando em tela o endereço para o acesso do relatório Então eu vou
passar a palavra agora para o professor Romualdo fazer também os seus comentários e depois nós retomamos Valéria para retomamos aí com um pouco com os comentários de Valéria e depois com as perguntas Professor Boa tarde a todas e todos é um grande prazer estar aqui conversando com vocês eu queria iniciar agradecendo a equipe Do no pede e a UNESCO O convite e poder compartilhar essa mesa com Flávia Valéria Teresa e a Zara eu tenho três questões mas eu queria iniciar saudando a realização a elaboração desse relatório desse estudo Porque quanto mais informação nós pudermos agregar
sobre qualidade e desigualdade na educação brasileira mais condições nós teremos de formular políticas educacionais que nos permitam dar o Salto de qualidade que nós precisamos e eu queria Então iniciar enfatizando Esse aspecto eu acho que nós temos na literatura muitos estudos que correlacionam a importância da qualidade para o desenvolvimento econômico e social do país mas é importante nós não perdermos de vista que quando a gente faz esta correlação nós estamos fazendo com médias e portanto nós não estamos dando conta da desigualdade né a média pode ser alta e a desigualdade muito Alta e portanto você
tem uma exclusão que tem que ser levado em conta na formulação de políticas então nessa perspectiva eu acho Por exemplo que na hora que nós formos discutir o novo Ideb nós tenhamos que incorporar na elaboração do Ideb um indicador de desigualdade esse Professor Francisco Soares tem enfatizado isso nos debates que eu tenho tido oportunidade de acompanhar e acho isso absolutamente importante né Especificamente sobre o relatório eu queria elogiar a qualidade técnica da sua elaboração eu acho que vocês trazem pontos bastante importantes para a gente como os dados vem até 2017 eles nos dão uma boa
linha de base para qualquer comparação que nós venhamos a fazer no futuro para pensar os efeitos da pandemia né e isso é importante nós vamos precisar né ter estudos bastante qualificados que nos ajudem a Dimensionar os efeitos da pandemia e que acho que é esse é um ponto de partida importante quer dizer ele é um relatório não contaminado vamos dizer assim pela pandemia que vai certamente nos trazer muitas dificuldades para interpretar dados e eventualmente até melhorias relativas como nós tivemos com a reprovação no Censo do ano passado né a pandemia criou uma situação extraordinária que
reduziu a reprovação no Brasil mas isso não quer dizer que na Prática concreta das nossas escolas isso tem a ocorrido eu tenho três questões que eu gostaria de compartilhar com vocês que me menos menos que críticas mas observações para a gente pensar e que vale a pena uma delas a primeira de certa maneira tem uma uma uma proximidade com um aspecto que a que as arara nos trouxe que é o uso do conceito de Equidade né ano passado eu tive oportunidade de coordenar uma mesa não impede em que nós Nos debruçamos especificamente sobre este conceito
e que nós tínhamos três pesquisadores a Vanda o Walter Berg e o sua Mila da Federal da Paraíba e cada um deles digamos assim recorrendo a um referencial teórico para discutir Equidade né e eu na introdução me valendo do Halls né que é o meu autor nesse tema então e nenhum deles trabalhando especificamente a diretamente De toda maneira eu acho que uma coisa que me chama atenção nos estudos brasileiros que usam Equidade é que ela não é definida ela ela em geral ela é dada como um conceito de domínio público e ela não é né
Nós precisamos a tentar para isso quer dizer com que sentido nós estamos trabalhando Equidade e o segundo problema decorrente dele é o problema de como medi-la ou seja nem sempre é muito simples passarmos da da definição ou Seja de uma definição para sua medida essa passagem ela é uma passagem complexa que acha que vale a pena gastar um pouco de tempo aí eu não passaria por cima do conceito supondo como dado né esse seria meu primeiro ponto o meu segundo ponto diz respeito a um outro elemento que me parece importante a gente a gente debater
eu não sei se nós Conseguimos tranquilamente resolvê-lo mas ele me parece um problema complexo nós temos uma vasta literatura que mostra que a desigualdade social é o dado fundamental das desigualdade escolar inclusive né uma parte grande da desigualdade De proficiência por exemplo desde o Coleman é atribuída a família em última análise as condições sociais de cada estudante o que me preocupa é a transferência Desta desta desigualdade social para as nossas medidas de desigualdade escolar ou seja vamos dizer de outra maneira se uma parte grande da proficiência por exemplo mais da metade 70% em geral né
algo em torno disso se deve às ao nível socioeconômico as desigualdades de entrada do estudante do sistema educativo e nós vamos pegar resultados escolares Como Nossa medida de saída quer dizer uma parte desta desigualdade está digamos contaminada pelas condições de ingresso e mais né quer dizer mesmo que todos entre eles entram desiguais a família continua agindo para perpetuar o amplificar a desigualdade na medida em que ela busca digamos as melhores as melhores oportunidades educacionais possíveis para os seus filhos né Então por exemplo Toda temática da Shadow education a educação nas sombras ela não aparece e
ela e ela age fortemente né a família tem condições de Desenvolver atividades complementares a escola que é muitas vezes jogam no sentido contrário a ação equalizadora que eventualmente vem a fazer né eu típico seria as aulas particulares os cursos de inglês o Kumon enfim Todas aquelas oportunidades que famílias com melhores condições têm condições de de Propiciar seus filhos e que outras não tem né Tem até um estudo que eu gosto muito que é um americano que estudou o efeito férias né exatamente por isso essa diferença de possibilidades que as famílias têm elas se intensificariam nas
férias porque a escola Deixa de funcionar e portanto aquele efeito de redução da desigualdade de origem que a escola pode ter não aparece por que que eu tô falando isso porque me parece importante a gente Conseguir avançar no debate de qual é a contribuição da escola para a redução da desigualdade quer dizer você pode ter uma desigualdade na saída que eventualmente é grande mas é menor do que na entrada a escola teve um papel positivo e se a gente não leva em consideração a gente vai continuar enfatizando Que bom não chegamos a igualdade é não
chegamos mas a escola teve um papel progressivo na redução da desigualdade e Portanto nós temos que pensar isso e e do ponto de vista da política educacional é uma questão muito importante a gente pensar Qual foi a ação da escola que fez efeito sobre a desigualdade porque é digamos assim do ponto de vista Educacional do ponto de vista da ação dos sistemas educacionais é isso que nós podemos fazer né porque a desigualdade social ela ela tem que ser combatida mas ela tá em outro digamos em outra gaveta né ela tá em outra esfera Provavelmente na
política econômica na política social em Geral do Estado né E quando a gente pensa em política educativa digamos assim o que que as escolas podem fazer o que que o sistema educativo o que que os governantes da área da Educação pode fazer portanto pensar essa dimensão da nossa da nossa desigualdade é importante acho que vocês trazem uma contribuição importante porque nem sempre a gente quando a gente Pensa né os marcadores clássicos de desigualdade né raça ou raça cor é gênero sexo e renda ou classe né eu tô falando os dois porque às vezes a gente
quer trabalhar um conceito mas a gente mede outro né mas enfim De toda forma nós temos isso no radar importante mas eu acho sempre muito importante a gente trazer a dimensão territorial né em duas dimensões que me parecem muito importantes primeiro porque é mais fácil Fazer política no território uma política de gênero por exemplo ou de raça ou de classe é classe tem uma demarcação territorial mais forte né mas raça em gênero tem em todo lugar né pode ter mais ou menos né e portanto no fundo elas demandam esta preocupação de tratar a diferença ela
é generalizada Mas e quando você pensa a as desigualdades territorialmente elas são bem demarcadas né E aí nós temos né as regiões Periféricas das grandes cidades né os cinturões periféricos né são são muito importantes para a gente pensar políticas aí dentro como por exemplo questão da fixação de professores etc e os nossos biomas né o semiárido é muito importante no caso brasileiro porque é uma área de extrema pobreza e o norte né o Amazônia Legal pela pelas distâncias pelos desafios e pela cobertura relativamente menor do sistema de ensino Então acho Que a dimensão território é
uma dimensão importante que vocês trataram que eu acho que vale Vale a pena a gente enfatizar e por último eu queria tratar de uma de matemática que me parece que vale a pena uma reflexão que diz respeito ao fundeb né o fundeb como nós o aprovamos ele representou um salto de qualidade muito grande em relação a situação que nós tínhamos anteriormente né na medida em que se ampliou a complementação da União né de 10% para o Fundo para 23 isso foi foi bastante bastante importante e quando nós passamos para a complementação não só aos Fundos
estaduais mas também depois da complementação os Fundos estaduais a gente tem a complementação as redes mesmo em Estados em que não havia a complementação e vice-versa né não complementar municípios naqueles estados que têm complementação porque Eles teriam condições relativas menores esses dois tiveram um impacto muito grande na Redução de desigualdade Mas eu particularmente acho que o ar né aquela complementação por resultados ela é contraditória com a lógica do fundeb na seguinte medida a lógica do fundeb me parece essencial é criar as condições de financiamento é mais equitativas possíveis ou com menor desigualdade possível do ponto
de vista de recursos disponibilizados quando e portanto digamos assim as duas primeiras dimensões deles são muito Claras no Sentido de que elas complementam aqueles mais pobres né no primeiro momento os Fundos estaduais no segundo momento as redes agora quando eu estabeleço condicionantes para o repasse de recursos que já que tem condição determinados resultados como esses resultados muitas vezes são enviesados por investimento eu mudo a lógica Ou seja eu acabo jogando é o investimento em quem já recebe mais e Portanto ele não tem o efeito de redução das Desigualdades que as outras duas dimensões têm E
aí o argumento que a gente ouviu na época do debate é que você tinha que ter levado em consideração você tem que ter algum monitoramento de resultados né que que sejam importantes eu não tenho dúvidas disso mas eu acho que isso é uma outra legislação que deveria ser contemplados ou seja trabalhando na perspectiva das condições de funcionamento do financiamento que ela sejam as mais Equitativas possíveis nós discutimos os resultados é em função das condições que nós damos agora quando a gente mistura as duas coisas na política de financiamento eu acho que cria confusão e nós
não sinalizamos com toda a clareza que me parece necessário da importância de nós termos uma redução do valor de recursos disponibilizados por aluno em cada rede de ensino né então me parece que são questões que valia a pena a gente Apresentar sem nenhum demérito para o trabalho que vocês apresentaram que me parece uma contribuição na medida em que nos disponibiliza mais dados nos permite análises em que e que portanto subsidiam a formulação de políticas e eu queria cumprimentá-las e cumprimentar Unesco por estar divulgando esse tipo de trabalho que sempre ajuda né na formulação de políticas
públicas quanto mais a gente fizer políticas informadas né baseado em dados e depois em Evidências é muito importante para a gente dar um salto de qualidade quer dizer temos que resgatar que há uma ciência aí né Há um conhecimento na formulação de políticas públicas não é só manifestação de ideologias no sentido marxista do termo né de falsa consciência né uma visão de mundo né É mas há conhecimento compartilhado pela comunidade científica tem que ser a base Para formulação de políticas né eu paro por aqui para não me estender demais e agradeço mais uma vez a
oportunidade cumprimentando a vocês e a Unesco pela realização desse trabalho muito obrigado nós que agradecemos Professor Romualdo pelos ricos comentários é a que eu queria registrar a presença de pesquisadores também do Rio de Janeiro de São Paulo do Ceará da secretarias alguns dos Secretaria de Educação outros ligados a universidade Eu acredito que a gente tem algumas perguntas aqui do chat que eu vou formular nós estamos quase atingindo teto para este painel né de tempo para esse painel então eu vou sistematizar aqui algumas perguntas algumas delas o professor Romualdo urgentemente já nos respondeu né ao falar
sobre o Ideb sobre essa necessidade da reforma que nesta reformulação da criação do novo Ideb a necessidade de a gente incluir essa Dimensão das desigualdades né É claro que nós temos aí uma uma discussão importante sobre as maneiras de se fazer isso e também a pergunta sobre os próprios dados né que a Aline Simões fez é se a gente se vocês obtiveram esses dados no centro escolar de 2017 esses números podem estar desautorizados e que que é o índice de Mourão né talvez não dê tempo de dizer todos os detalhes né Valéria mas o Professor
Romualdo já até respondeu isso para gente adiantou essa resposta também sobre a sugestão da linha de base Aline também pergunta se vocês têm dados de interseccionalidades tipo pessoas com deficiência indígena pessoas com deficiência e negros e Quais os indicadores de qualidade de oferta da educação o Túlio Silva de Paula Ele gostaria de deixar um questionamento Que tipo de sinalização para as Políticas públicas educacionais nós podemos ter diante do cenário apontado pelo relatório né ele vai falar sobre o afastamento entre os indicadores de composição social nas escolas e indicadores de ofertas escolar por exemplo os que
nós utilizamos de liderança de gestão de classe de tal maneira que quem mais precisa dos benefícios da oferta Educacional menos ter acesso os melhores condições como o novo fundeb pode ser apropriado das Conclusões desse relatório para melhorar a oferta da educação pública e qual seria peculiaridade da situação dos Estudantes com deficiência e das escolas em que estes estudam em relação às desigualdades de gênero e cor né ainda nesse contexto de sinalização para orientação de políticos públicas já Então qual que é a orientação de políticas públicas de oferta Educacional principalmente essa pergunta tem a ver com
os dois últimos gráficos Apresentados Então eu acho que a gente pode sintetizar talvez aqui as perguntas para que valer agora possa são essas duas perguntas para que valer possa responder aos comentários da professora Zara e do Romualdo que tarefa difícil hein professora Flávia você deixou para mim porque a gente tem que pouquíssimos minutos para responder cinco minutos Ai Jesus bom eu agradeço muito ao professor Romualdo A professora Zara pelos comentários eles nos instigam a pensar coisas que nós enfrentamos durante a concepção desse trabalho parte desse debate sobre Equidade sobre qual conceito sobre como mensurar foi
tomou talvez a maior parte do processo de construção do relatório porque a gente tinha um desafio muito grande que era trabalhar com dados nacionais De maneira construir um relatório que oferecesse um bom diagnóstico um bom Panorama daquele momento sem necessariamente se aprofundar em nenhum dos Municípios construindo uma análise que tivesse como tratar desse conceito que é tão diverso com várias possibilidades de modos de manejar de uma forma o mais completa possível e que dialogasse com os dados que a gente tinha Então a nossa escolha por caminhar nesse sentido de Trazer essa informação sobre a proporção
sobre a composição como uma medida que nos aproximasse o máximo possível daquilo que a gente gostaria de analisar que era de fato o quanto que essas populações estavam representadas na escola que era algo difícil de fazer sem os dados do centro populacional então isso também trouxe para nós um desafio do ponto de vista de trabalhar noção de inclusão e de Equidade no acesso em função da ausência das informações sobre Qual o tamanho da população que deveria ou não estar matriculada que deveria ou não estar incluída Então essa questão metodológica ela atravessou grande parte do nosso
da nossa construção e isso reflete se naturalmente nas escolhas em termos das medidas de Equidade que conseguimos construir Então os mapas que as áreas citou o indicado o índice de Tail ele é uma tentativa a conta do modo como essas matrículas ela se distribui no município ainda que a gente não tenha Informações né atualizadas sobre qual é a proporção a composição racial por exemplo do município naquele momento uma vez que a gente sabe que os dados de 2010 São muito desatualizados então o que a gente vê com aquele indicador é uma tentativa de identificar aqueles
Onde existe uma presença equilibrada vamos dizer assim ou pelo menos bem distribuída entre as escolas do município o fato de haver se desequilíbrio pode se relacionar a Vários fatores Associados por exemplo a posição distribuição ou as questões espaciais mesmo da escola dentro da cidade onde ela está localizada as áreas Onde existe maior ou menor presença de população negra dentro da cidade uma vez que a cidade é também segregada e isso reflete no perfil dos Estudantes Então a nossa escolha em termos de indicador de desigualdade como esse indicador ela reflete muito das nossas limitações de Acesso
a dados naquele momento mas claro naturalmente essas ferramentas de exclusão essas ocultas que você mencionou elas estão presentes e ela se fazem necessárias quando a gente pensa na atualização de um indicador como Ideb Eu acho que o professor Romualdo falou disso melhor que eu tava nas suas perguntas mas certamente a dimensão da desigualdade que o professor Chico em um grupo de professores inclui por exemplo A Teresa Flávia mas vários Que Tem trabalhado com ele nesse sentido já tem apontado modo como essas desigualdades são centrais para qualificar e para definir o perfil das escolas e assim
os resultados que eles são alcançados porque esses mesmos pesquisadores já vem apontando a muito tempo como os resultados eles também são marcados por desigualdade Então quando você fala de Equidade sem algo relacionado ao processo bom nesse caso a gente está Trabalhando mais com os indicadores de processo do que necessariamente com os de resultado mas a gente entende que isso atravessa o percurso escolar e reflete em momentos diferentes dessa trajetória né bom a Aline tinha perguntado sobre o sobre o indicador de Mourão em síntese Aline é uma medida que trabalha condução de que pode ser algo
que Professor modo e professora Zara falaram Pode ser que um determinado fenômeno ele não se dê só Em um município ele seja uma característica compartilhada pelos vizinhos por aqueles municípios que compõem uma pequena região ou uma grande região enfim a gente viu aqui pelos mapas que essa concentração ela pode variar então o indicador Ele vai construir uma medida que leva em consideração não apenas a proporção de alunos matriculados no município mas também a média dos vizinhos ou dos municípios que estão no entorno se eles Tiverem um padrão semelhante de presença dessas matrículas e aqui eu
tô falando da variável que a gente tá usando mas pode ser aquela que você está analisando eles que vão apresentar uma associação estatisticamente significativa que naquele mapa do indicador de morango Mostra alguma cor ou ela é vermelha ou ela é azul ou rosa ou azul claro a depender do tipo de perfil Então se os municípios eles compartilham de uma Mesma característica a gente fala de um efeito de transbordamento quer dizer que aquela área toda tem uma presença elevada daquela dada característica se é o contrário é a gente muda a cor mas ainda continua observar o
mesmo efeito e a gente pode ter situações em que essas medidas elas sejam mais ou menos híbridas né então o município tem características muito diferentes dos seus vizinhos e é uma exceção um caso a ser avaliado [Aplausos] é naturalmente esse debate sobre o efeito do nível socioeconômico Professor afetando os resultados e as condições que a gente Analisa quando fala de educação é o desafio de todos os pesquisadores que trabalham com esses dados quantitativos que é de conseguir identificar Quanto é de cada um né e diz atrelar esses essas variáveis de maneira conseguir identificar os aspectos
que extrapolam o Nível socioeconômico e a partir daí consegui identificar os efeitos próprios da escola e onde a escola consegue atuar uma vez que o nível socioeconômico não pode ser entendido aqui como determinante dos resultados e dos processos que acontecem nesses espaços nesse trabalho de como a gente tem um perfil muito mais descritivo e de correlação é mais difícil estabelecer essas diferenças uma vez que quando se Analisa uma daquelas variáveis em Correlação as demais naturalmente o nível socioeconômico é um fator que condiciona também as de qualidade oferta de perfil da escola é mas a gente
tem uma série de outras iniciativas que do ponto de vista metodológico trabalham mais com estratégias que visam controlar o efeito do nível socioeconômico para identificar para Além disso aqueles aspectos em que a escola e a gestão em todos os níveis tem capacidade de intervir e isso tá Presente na nossa produção nas referências que a gente utiliza mas é Um Desafio muito grande porque existe uma correlação muito intensa entre as variáveis entre o nível socioeconômico das famílias e das escolas e os indicadores próprios os indicadores escolares e a gente consegue Observar isso muito claramente quando olha
para os dados espaciais que mais quando o Túlio fala das políticas públicas eu acho que a gente Tem um desafio a gente eu acho que esse é o momento de falar sobre isso né se a gente está discutindo inclusão numa perspectiva mais Ampla é observar o modo como aspectos tal como infraestrutura as características as condições de infraestrutura associadas por exemplo aos estudantes e que visam oferecer melhor qualidade para os estudantes de aprendizagem para os estudantes com deficiência é uma das indicações muito importantes desse relatório uma vez que Se como professora Zara bem pontuou e o
relatório também pontua a gente tem essa correlação inversa entre expectativa do professor e escolas onde a gente tem maior presença de alunos com deficiência certamente tudo que for possível construir de maneira a tornar esse ambiente cada vez mais acolhedor e a relação do professor com esse estudante também mais positiva é necessária então além das questões culturais a formação desses docentes em temas Associados à Inclusão no sentido mais amplo a educação do ponto de vista é das relações étnico-raciais que é algo que precisa atravessar a formação do docente desde a formação Inicial mas também em termos
de formação continuada e com certeza algo que a gente pontuou em vários momentos desse encontro e pontua também do documento a necessidade de manter a construção de bons indicadores de uma prática de monitoramento das informações da educação e de Participação ativa de pesquisadores como nós todos os que estão participando aqui os que estão ouvindo na construção de trabalhos como esse que acabam por orientar o gestor na intervenção tanto no nível escolar quanto no nível da gestão Municipal Estadual infelizmente a gente não tem informações com a mesma frequência como você perguntou né sobre a percepção gestores
e atuação dos gestores municipais e estaduais em Relação a essas políticas mas é algo que a gente também busca por meio de outras estratégias mas esses dados públicos eles se concentram mesmo nas informações dos diretores os dados municipais então a gente acaba tendo menos informação sobre isso a vejo eu tô falando demais desculpa é infelizmente a gente precisa encerrar que a gente já bateu o que o teto né do tempo eu quero agradecer agradecer em nome do no pede A presença de todos a Zara o Romualdo pelas considerações e eu quero chamar novamente a Rebeca
Otero para fazer as considerações finais e encerramento deste painel muito obrigada Flávia eu acho que o painel foi riquíssimo né agradeço muito as contribuições tanto da equipe da UFMG quanto da professora Zara que trouxe pontos extremamente importantes Professor Romualdo também eu acho que Esse debate faz com que a Unesco compra uma das suas funções que é ser laboratório de ideias que é promover o debate Educacional né então acho que isso nos trouxe um grande ganho a todos que assistiram né gostaria de colocar para professora Zara professora Zara a Unesco tem uma preocupação muito grande na
implementação do ds4 com o tema da educação das Relações raciais da de redução da discriminação racial por meio Da educação né a gente tem impulsionado isso em vários países tentando trazer sempre essa agenda desde a elaboração da história geral da África materiais pedagógicos relacionados agora com três novos volumes que nós vamos lançar até o final do ano acho que já estamos lançando já estão prontos estão em fase de editoração trazendo a questão da diáspora e vários outros temas e debate né também gostaria de informar a vocês que a Unesco Instituto De estatística da Unesco produzir
uma publicação que foi publicada em língua portuguesa em 2019 denominada manual para medição da Equidade na educação e essa essa publicação é muito interessante para quem trabalha com o tema Equidade na educação porque realmente Como já foi colocado aqui essa questão da medição da Equidade em educação é um tema bastante importante relevante E então institutos estatística trouxe essa contribuição que É eu acho bastante rica quem tiver nos assistindo pode gratuitamente no site da Unesco a publicação que nós estamos finalizando aqui hoje lançando né na verdade ela já está no ar ela já está para download
qualquer pessoa pode acionar e em breve né teremos novos estudos né Teresa teremos novos estudos aí com a equipe da UFMG que é grande parceiro da Unesco já de longos anos e nós queremos realmente dar continuidade essa série de Trabalhos que a gente faz qual FMG tá e agradecemos então a todos que participaram do evento Desejamos a todos uma ótima semana e este webinar ficará gravado e disponível no YouTube da Unesco em português e que a publicação estará disponível para download no site como eu já disse tá bom muito obrigado agradeço a todos Obrigada boa
tarde a todos boa tarde também pessoal Obrigada pela oportunidade pela audiência Obrigada ao Professor Romualdo professor e a Rebeca e a todo mundo organização Tchau pessoal Muito obrigado um abraço [Música]