Seja bem-vindo ao canal Se Liga Brasil. A pesquisa mais completa sobre a eleição presidencial de 2026 acaba de ser divulgada. 40.
500 eleitores ouvidos em todos os estados do Brasil pelo Instituto Veritá. Primeiro turno, segunda intenção de voto, rejeição, seis cenários de segundo turno e o humor do eleitorado. Tudo isso em um único levantamento, fica até o final.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Veritá com 40. 500 eleitores em todos os estados do Brasil. A margem de erro é de apenas um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
No primeiro cenário estimulado de primeiro turno desta pesquisa, os entrevistados foram apresentados a uma lista de possíveis candidatos à presidência da República. Na liderança aparece o senador Flávio Bolsonaro do PL com 44,8% das intenções de voto. Logo atrás, em segundo lugar, vem o presidente Lula do PT com 41,5%.
Continuando no cenário estimulado de primeiro turno, bem distante dos dois líderes, aparece o governador do Paraná, Ratinho Júnior, do PSD, com 3,7% das intenções de voto. Na sequência, temos Pablo Marçal do União Brasil, com 2,6% seguido por Ronaldo Caiado do PSD, Renan Santos da missão e Romeu Zema do Novo, com 2,3% cada um. Fechando o cenário estimulado de primeiro turno, Aldo Rebelo da Democracia Cristã aparece com 0,5%.
O que esse primeiro cenário mostra com clareza é uma forte concentração de votos nos dois principais candidatos. Flávio Bolsonaro e Lula juntos somam mais de 86% das intenções de voto, enquanto os demais nomes ainda não conseguiram romper a barreira dos 4%. O quadro do primeiro turno indica que a disputa presidencial de 2026 está se consolidando como uma eleição altamente polarizada entre dois polos muito bem definidos.
A diferença entre Flávio Bolsonaro do PL e Lula do PT é de 3,3 pontos percentuais. Uma margem apertada que está dentro do limite da margem de erro de um ponto percentual desta pesquisa do Instituto Veritá. Agora vamos analisar o segundo questionário desta pesquisa que mede a segunda intenção de voto, ou seja, em quem o eleitor votaria caso o seu candidato principal não estivesse na disputa?
Aqui a liderança muda completamente. Pablo Marçal do União Brasil aparece na frente com 23,8% como segunda opção dos eleitores brasileiros neste levantamento do Instituto Veritá. Continuando na segunda intenção de voto, Romeu Zema do Novo aparece em segundo lugar com 16,9%.
Praticamente empatado com Ratinho Júnior do PSD, que registra 16,7%. Na sequência, surge Flávio Bolsonaro do PL, com 12,8% como segunda opção dos eleitores, mesmo já liderando o cenário de primeiro turno desta pesquisa. Completando a segunda intenção de voto, Lula do PT e Ronaldo Caiado do PSD aparecem empatados com 9,2% cada um.
Aldo Rebelo, da democracia cristã registra 8,2% como segunda opção. Fechando a lista, Renan Santos da Missão aparece com 3,1% da segunda preferência dos eleitores nesta pesquisa do Instituto Veritá. A leitura estratégica da segunda intenção de voto é muito relevante.
Enquanto no primeiro turno a disputa estava concentrada entre Flávio e Lula, neste segundo momento, a preferência se dispersa. Pablo Marçal lidera como segunda opção com 23,8%, seguido por Zema e Ratinho. Isso indica que esses nomes têm potencial de crescimento real em cenários de migração ou de existência de candidaturas.
Agora chegamos ao índice de rejeição, um dos pontos mais decisivos de qualquer eleição. Afinal, tão importante quanto saber em quem o eleitor vota é entender em quem ele não votaria de jeito nenhum. E na liderança da rejeição aparece Lula do PT com 52,3%.
Mais da metade do eleitorado brasileiro declara que não votaria no atual presidente em nenhuma hipótese. Logo após Lula, na rejeição, aparece Flávio Bolsonaro, né, e do PL, com 41,9%. Um percentual também bastante elevado, o que reforça o caráter altamente polarizado desta disputa presidencial.
Os dois principais nomes lideram tanto em intenção de voto quanto em rejeição. Uma combinação que costuma indicar eleições muito disputadas com forte resistência fora das bases de cada candidato. Completando os dados de rejeição desta pesquisa do Instituto Veritá, Aldo Rebelo, da Democracia Cristã, aparece com 2,6% de rejeição.
Pablo Marçal, do União Brasil registra 1,5%. Ratinho Júnior do PSD, 0,7%. Renan Santos da missão e Romeu Zema do Novo registram 0,4% cada um.
E Ronaldo Caiado do PSD, apenas 0,2%. A análise dos dados de rejeição revela um cenário muito claro. Enquanto Lula e Flávio enfrentam níveis altíssimos de rejeição, os demais candidatos têm espaço muito maior para crescer, justamente por não despertarem resistência significativa.
Nomes como Caiado, Zema e Renan Santos, com rejeição abaixo de meio ponto percentual, podem se tornar alternativas viáveis ao longo da campanha presidencial de 2026. Agora entramos nos cenários de segundo turno, o momento mais decisivo desta pesquisa do Instituto Veritá. Foram testados seis confrontos diferentes.
No primeiro cenário, temos Ratinho Júnior do PSD contra Lula do PT. O resultado mostra Ratinho Júnior à frente com 52,1% contra 47,9% de Lula. Uma vantagem apertada, mas suficiente neste cenário.
A análise do primeiro cenário de segundo turno é estratégica. Ratinho Júnior do PSD venceria Lula do PT por 4,2 pontos percentuais, captando provavelmente votos de eleitores que rejeitam o PT, mas que também não são do campo bolsonarista mais radical. É um cenário que mostra que uma candidatura de centro direita pode ser competitiva frente ao presidente em um eventual segundo turno em 2026.
No segundo cenário de segundo turno, o confronto é entre Flávio Bolsonaro do PL e Lula do PT. E aqui os números são expressivos. Flávio aparece com 67% das intenções de voto, contra apenas 33% de Lula.
Uma vantagem de 34 pontos percentuais que sugere forte consolidação do voto antipetista neste confronto direto entre os dois principais nomes da polarização. Analisando o mapa eleitoral do segundo cenário, Flávio Bolsonaro do PL aparece liderando na maior parte do território nacional, praticamente todo o norte, grande parte do Centro-Oeste, além de estados importantes do Sudeste e do Sul. São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina aparecem dentro dessa área de predominância, indicando forte capilaridade fora do Nordeste brasileiro.
Do outro lado do mapa eleitoral, Lula, do PT concentra seu desempenho majoritariamente no Nordeste, onde mantém sua base histórica. Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe aparecem sob liderança do presidente. E um ponto fora da curva regional chama a atenção.
O Rio Grande do Sul aparece no campo de Lula neste cenário específico desta pesquisa do Instituto Veritá. A leitura estratégica do mapa confirma um Brasil dividido em dois grandes blocos eleitorais muito bem definidos. Flávio Bolsonaro do PL domina a maior parte do território em número de estados.
Lula do PT concentra força em regiões com peso eleitoral relevante, especialmente o Nordeste. Não se trata apenas de quem vence mais estados, mas onde estão esses votos e qual o tamanho do eleitorado em cada região? No terceiro cenário de segundo turno, Lula do PT se recupera e registra 50,5% contra 49,5% de Pablo Marçal do União Brasil.
Uma diferença de apenas um ponto percentual que configura empate técnico dentro da margem de erro desta pesquisa. Um cenário que mostra que Marçal seria um adversário competitivo para o presidente em um eventual segundo turno. No quarto cenário de segundo turno, o confronto é entre Flávio Bolsonaro do PL e Pablo Marçal do União Brasil.
Aqui Flávio dispara com 76,1% contra apenas 23% de Marçal. Uma vantagem de mais de 50 pontos que indica a forte capacidade de agregação de votos de Flávio neste confronto específico, concentrando praticamente todo o campo da direita. No quinto cenário de segundo turno, Ratinho Júnior do PSD lidera com 55,5% contra 44,5% de Pablo Marçal do União Brasil.
uma vantagem mais confortável do que a que Ratinho teria contra Lula, sugerindo que o governador paranaense tem boa capacidade de agregação de votos em diferentes cenários de segundo turno nesta pesquisa. No sexto e último cenário de segundo turno, Lula do PT aparece à frente com 52,9% contra 47,1% de Ronaldo Caiado do PSD. Mais uma vez um cenário de empate técnico dentro da margem de erro.
O resultado mostra que Lula mantém competitividade frente a determinados adversários, especialmente quando o campo da direita está fragmentado entre vários nomes. A síntese dos seis cenários de segundo turno revela algo muito importante. Não existe um vencedor absoluto neste momento.
O resultado depende e muito de quem chega ao segundo turno. Flávio Bolsonaro do PL vence com grande margem os dois cenários em que participa. Lula do PT vence contra Mar e Caiado, mas perde para Flávio e Ratinho.
do caminho até outubro ainda é longo e cheio de variáveis. Agora analisamos o humor do eleitorado, o termômetro mais profundo desta pesquisa do Instituto Veritá. Começando pela orientação ideológica, o cenário é bastante claro.
A direita lidera com 55,7%. Somando com a centro direita, que tem 7,4%, o campo conservador ultrapassa com folga a barreira dos 60% do eleitorado brasileiro neste momento. Completando o retrato ideológico do eleitorado, a esquerda aparece com 26% e a centro-esquerda com 8,5%.
Enquanto isso, o centro puro representa apenas 2,5%, mostrando que o eleitor brasileiro está cada vez mais posicionado e menos neutro. O ambiente ideológico é claramente favorável ao campo da direita neste momento da corrida presidencial de 2026. Analisando até a avaliação do governo Lula, os números mostram um quadro bastante desafiador para o presidente.
A avaliação ótima chega a 21,2% e a avaliação boa a 12,9%. Enquanto isso, 10,7% consideram o governo regular. Esses números de aprovação somados ficam abaixo dos 45% do eleitorado desta pesquisa nacional.
O lado mais crítico da avaliação do governo Lula é ainda mais expressivo. 10,4% avaliam o governo como ruim e 44,8% como péssimo. Ou seja, o maior grupo isolado é justamente o de avaliação negativa máxima.
Esse dado ajuda a explicar diretamente os altíssimos índices de rejeição ao presidente que vimos anteriormente nesta pesquisa do Instituto Veritá. Na avaliação dos governadores estaduais, o cenário é mais equilibrado. 27,3% avaliam como ótimo e 18,6% como bom.
19,2% consideram regular. Por outro lado, 12,5% avaliam como ruim e 22,4% como péssimo. Um quadro dividido que reflete percepções bastante distintas de acordo com cada estado.
A análise da avaliação dos governadores revela uma base relevante de aprovação, mas também um nível considerável de insatisfação. 45 9% dos eleitores avaliam positivamente seus governadores. Esse cenário é típico de um eleitorado dividido, onde a percepção local varia muito, conforme a gestão de cada estado e a relação do governador com os campos político e ideológico predominantes na região.
Na avaliação dos deputados estaduais e das assembleias legislativas, o predomínio é de percepção mediana ou negativa. Apenas 4,3% avaliam como ótimo. 38,5% consideram regular.
Os que avaliam como ruim somam 24,2% e como péssimo 20%. Números que indicam confiança bastante limitada nesse nível de representação política. Na avaliação dos deputados federais e da Câmara dos Deputados, os números são ainda mais críticos.
Apenas 3,3% consideram ótimo e 9,7% avaliam como bom. Por outro lado, 31,5% classificam como regular, 27,1% como ruim e 28,4% como péssimo. Um claro predomínio de avaliações negativas.
O que todos esses dados do humor do eleitorado mostram são três características muito claras do Brasil político de 2026. Um eleitorado ideologicamente inclinado à direita com mais de 60% nesse campo. Crítico em relação ao governo federal, com quase 55% avaliando negativamente o governo Lula e profundamente desconfiante das instituições políticas representativas do país.
Depois de analisar todos os dados desta pesquisa do Instituto Veritá, o que fica claro é que o Brasil caminha para uma eleição marcada por polarização, mas com elementos novos. Flávio Bolsonaro e Lula lideram e concentram votos. mas também carregam altos índices de rejeição.
Nomes como Ratinho Júnior, Marçal, Zema e Caiado aparecem com baixa rejeição e podem se tornar decisivos ao longo da campanha. E agora eu quero saber de você, depois de ver todos esses números, quem você acha que está mais próximo de vencer a eleição presidencial de 2026? Comenta aqui embaixo, porque o debate enriquece a análise.
Se inscreve no canal Se Liga Brasil, deixa o like e compartilha esse vídeo com quem acompanha a política. A gente se vê no próximo com mais pesquisas e mais análise.