simbora estudar contos indígenas brasileiros Daniel mundurucu esse livro é importantíssimo porque traz a visão do indígena é o indígena contando a sua própria história que nós temos e Oito Contos né de oito povos diferentes a gente inicia ali com o povo huro com o povo do próprio autor do livro né do Daniel muku e inicia com o conto do centro do do mundo do centro da terra a o mundo de cima que é do Povo mundurucu o mito Tupi povo munduruku que vive principalmente na região Amazonas Pará e Mato Grosso Tá concentrado aí basicamente nesses
três estados e conforme o povo munduruku né havia o a havia não H né o Caru sakaibê Caru sakaibê é o grande criador e estava ali meio né ah bravo com aquele povo né desunidos os mundurucu viviam lutando entre eles e ele tinha um fiel amigo chamado rairu tá E esse rairu também era muito poderoso esse rairu gostava de brincar e se divertir um dia ele fez uma figura de um tatu ali juntando folhas e a aquele tatu ele deu vida aquele tatu né E aquele tatu em vez de né aquele tatu começa a cavar
e Em vez dele voltar né e e ele preenche ali com uma resina ele fica grudado no rabo do Tatu e o tatu cava para o centro da terra e ele chegando lá no centro da terra ele fica impressionado né porque ele encontra ali muita gente que morava lá e tinha gente de todo jeito né Tinha pessoas bonitas e pessoas feias pessoas boas e pessoas más e preguiçosas ele fica impressionado com aquilo ele quer sair de lá rapidamente para contar né pro Caru sakaibê né que já devia estar preocupado com a demora dele e quando
ele volta realmente o o riru ficou preocupado e o rairu teve uma ideia de trazer aquele povo do centro da terra né para a superfície da terra então eh ele faz uma pelota lá enrola na mão e joga e nasce um pé de algodão e ele colhe o algodão né com faz fios ali de algodão passa pela cintura do rairu e falou para o rairu Ira lá até o centro da Terra buscar as pessoas que estavam lá e trazer para C e o rairu desceu pelo mesmo Buraco do Tatu e quando ele chegou lá ele
reuniu todo mundo e falou de todas as maravilhas que haviam né lá na superfície e o povo né ficou pensando se subiu ou não e os primeiros a subir foram os feios e preguiçosos né porque eles falam bom lá nós vamos encontrar essa facilidade né Nós vamos ter facilidade de encontrar alimentos e não vamos mais precisar trabalhar e né eles sobem e depois deles sobem os bonitos e formosos só que quando os bonitos e formosos estavam alcançando o topo acorda arrebentou e um um número muito grande de pessoas bonitas caíram para o fundo do buraco
lá né e e não voltaram e não voltaram ficaram por lá como as pessoas que subiram eram muito diferentes o Caru S kaiber decidiu diferenciá-los uns uns uns dos outros as pessoas né então ele falou que cada pessoa seria de um povo diferente e ele fez isso pintando uns de verde outros de vermelho outros de amarelo outros de preto eh e enquanto eles iam pintando os que eram feios e preguiçosos adormeceram isso irritou muito né o o criador como castigo pela preguiça que que ele fez ele transformou aqueles feios e preguiçosos em passarinhos em porco
do mato em borboletas e outros bichos que passaram a habitar a floresta e aqueles que não eram preguiçosos ele disse vocês serão o começo e o princípio de novos tempos e seus filhos e os filhos de seus filhos serão valentes e fortes e para presenteá-los né Ele prepara um campo e semeia e ali nasci mandioca milho cará batata que serve de alimento para eles até hoje e foi assim que o o Caru sakaibê transformou a grande nação munduruku num povo forte Valente e Poderoso então assim termina aqui o nosso primeiro Conto o segundo conto é
o conto o roubo do fogo ele é do Povo Guarani né e é um mito Guarani povo Guarani que vive né as mais ou menos numa linha né ali nos estados do sul do Brasil ah Rio de Janeiro São Paulo sul do Brasil Rio de Janeiro São Paulo e ele vai subindo numa linha ali Mato Grosso do Sul Mato Grosso e Pará Então o povo Guarani mais ou menos numa imagina uma linha ali se você sabe geografia é nessa linha eh o roubo do fogo Ele conta a história né que os Guaranis antigos não sabiam
acender fogo e eles ficavam observando eles comiam alimentos Cruz mas os urubus comiam alimentos cozidos e assados Porque só os urubus tinham poder o fogo estava com ele porque eles descobriram um jeito de de se apossar das Brasas da fogueira do grande Sol E trouxeram esse fogo Eos né os Guaranis queriam também ter o fogo só que eles não conseguiam chegar ali perto do do fogo até que um grande herói ah do Povo Guarani né o herói herói ap popoc cuva de nome NH andere Kei ele que era respeitado por todos decide roubar o fogo
e ele reúne ali todos os os animais e coloca e e fala e e e e conta o plano que ele ia né se fingir de morto aí quando né o ia enganar o urubu e conseguiria né os urubus iam achar que estava morto aí ele iria conseguir roubar o o o fogo dos dos grupos e até o cururu né o cururu que era pequenininho ali queria ir né e a gente fica né Por o cururu nessa história mas o cururu vai também e ele fica ali um dia deitado imóvel todo mundo ali esperando os
urubus não vem no segundo dia os urubus fic olhando no terceiro dia os urubus resolvem descer e quando os urubus descem né que o chefe deles ordena né a o NH nhi NH derei né ele se aproveita e e né surpreende e grita tá só que naquela correria toda né a As Brasas ficam por ali eles tentam salvar As Brasas e ninguém consegue salvar uma Brasa sequer ele sai né e ele fica triste né alguém conseguiu pegar uma Brasa ninguém ninguém ninguém até que o pequeno Cururu sai dizendo Enquanto vocês estavam lutando eu que sou
pequenininho né eles Não notaram a minha presença eu peguei uma Brasinha e coloquei na minha boca e ele Espero que ele esteja acesa e eles tiram aquela Brasa né e o herói começa ali a soprar aquela brasa e aquela Brasa começa a fazer fumaça tá e quando a brasa faz fumaça os bichos em geral foram embora porque eles falam assim ah se fogo se se fogo faz fumaça a gente não gosta de fumaça a gente vai embora e só ficaram os homens e as aves e ele né ah continua ali assoprando e logo depois do
cheiro de fumaça surge um cheiro né logo depois da Fumaça Desculpa surgi um cheiro de queimado e os Animais as aves né olharam assim ah a gente não gosta desse cheiro de queimado pode ficar vocês com esse fogo e foram embora e assim os homens se apossaram do fogo tá muito interessante essa história é são várias histórias sobre essa do fogo e essa é uma das mais interessantes que eu já vi outr outras não indígenas né claro o terceiro conto é a pele nova da mulher velha que é do Povo nambiquara mito nambiquara povo nambiquara
que habita ali eh o Mato Grosso e Rondônia tá aquela região ali do Mato Grosso de Rondônia é um tem uma população muito pequena hoje acho que não chega a 2000 pessoas e havia uma mulher que ela era muito velha alguns diziam que ela tinha 165 anos e por ser assim tão velha todo mundo se afastava dela achava aquela mulher muito feia né aí um dia ela tava dormindo ela teve um sonho e ela ficou toda alegre com um sonho né no seu sonho ela estava linda enfeitada de Colares né usavam um cocar só que
ela ficou muito triste por por quê Porque quando ela acordou né ela não conseguia encontrar penas para fazer um colar e E aí quando ela acorda ela pensa assim esse sonho é uma mensagem n ela recebeu do mundo dos espíritos eu tenho que né eu posso voltar a ser mocinha tá se eu tiver esse cocar Mas como eu vou encontrar essas penas e ela pediu para um rapaz esse rapaz tinha muito medo dela ela pediu para ele encontrar apenas para ela né ele encontrar apenas ela e ele foi lá ficou um dia na mata ficou
um tempo até que ele consegue as penas e quando ela faz o vocar dela né ela ela vai no Rio e lá no rio na beira do rio ela tira a pele velha né E ela volta a ter 14 anos de idade e ela está bonita de novo muito bonita e ela até pensa Poxa agora eu posso até arrumar o namorado e ela pendura aquela roupa velha dela ali né a pele dela ela pendura ali e ela sai quando ela está saindo do rio ela viê uns meninos indo na direção do Rio e ela grita
para eles né pros meninos não mexerem nada ó não mexam na minha roupa que eu deixei pendurada lá no galho tá pode ser muito perigoso para vocês só que as crianças foram lá e não dera a mínima né E eles pensaram que aquilo era um bicho e que que eles fizeram flechar toda a pele da velha e a pele da velha ficou toda ada que quase não sobra pele pra velha vestir tá Por quê Porque a velha ia passar apenas um tempo com aquela ela ia ter que vestir aquela pele de novo e aquela velha
não ia permanecer jovem né como acabei de falar e ela voltou e quando ela vê a pele ai ela a ela vestiu aquela pele toda furada e ela acaba morrendo e ninguém quis ficar perto dela depois que ela morreu todo mundo foi embora dali não ficou nenhum ser ali por perto tomando conta do corpo da velha tá só ficou a cobra o único ser que fica é a cobra né que por ter esse gesto ali de bondade recebe o dom de mudar de pele sempre que as estações do ano Muda então toda mudança de exação
As peles mudam as as cobras mudam de pele devido a essa bondade que fizeram ali com a com a velha nambiquara o quarto conto é o conto porque o sol anda tão devagar que é do Povo Carajá né é um mito Carajá povo guaj povo Carajá que habita a região do Mato Grosso e do Tocantins e o povo Carajá ele vivia no escuro né então era muito escuro e muito frio e não tinha sol lua ou estrelas para fazer né para clarear E aí eles tinham que manter um pequeno Braseiro ali dentro de casa mas
isso era muito muito trabalhoso né exigia que os homens saíssem atrás de lenha e aquele fogo não era suficiente enfim né era isso que acontecia lá com o povo Carajá até que tem um herói lá chamado can caniu que ele mora na casa do sobro e o velho o sogro dele dizer Ô meu gên você precisa arranjar luz para nós né você que é um grande herói tem que ir lá aí ele fala assim ah tá bom Um dia eu vou e ele não vai né não vai aí um dia o velho sogro já tava
enfezado e foi ele mesmo buscar lenha e lá no mato Caiu né se machucou foi socorrido e ele grita não aguento mais essa vida ah você tem que dar um jeito nisso ao menos venha buscar lenha para manter o fogo aceso mas não adianta o herói não vai e aí a mulher também começa a encher o saco dele para ele ir né até o os animais também todo mundo ali começa a encher o saco dele até os animais da floresta né começa a encher o saco dele até que Ele Decide e só que ele vai
de mãos vazias todo mundo fala mas de mãos vazias você não vai conseguir trazer o fogo né como que você vai vencer né o sol teu né e trazê-lo para nós teu Ou o sol né como que você vai vencer Rô que é a lua a a e Tainá que é estrela Como que você vai trazer irmãos vazas e ele foi lá sem arco flecha sem tacape sem lança sem nada né e ele só foi quieto apenas e ele continua seu caminho né e ele vai se perguntando qual seria o paradeiro do Sol né onde
estaria o sol e ninguém sabia direito até que um dia ele encontrou alguém que sabia onde eles viviam que disse para ele o sol a lua e as estrelas Estão lá em cima elas estão muito bem guardadas pelo han hanan rá haná quem é É o urubo rei Então se é o urubu rei eu tenho que vencer o urubu rei para ser né o o o do o poderoso agora né e assim ele fez e ele bola um plano para vencer o haná e ele chega lá no lugar bonito e ele faz mais ou menos
aquilo que fez lá no outro ponto que eu já falei para vocês aqui ele se deita e ele finge de morto né E aí para testar se está morto as moscas vem faz barulho mas ele fica paradinho né E aí todo mundo ele está morto ele está morto mesmo aí vem um grupo de urubus voaram em círculos ali desconfiados né não quiseram arriscar de descer onde ele estava tá vieram picaram A barriga dele ele não se mexe e a disser está morto mesmo vamos avisar o rei e aí o rei hanan vem sobrevoa sobre ele
e quando pousa nele ele apreende E aí todo mundo começa a caçoar como que esse aí pode ser o urugu rei tão Poderoso Ele não é de nada ele deixou se aprisionar de uma forma tão infantil né como que alguém pode ser rei se é uma presa tão fácil de um cara achar né e aquilo foi né irritando ele e até que ele fala liberte-me que eu lhe darei o que pedir e ele fala irá me dar qualquer coisa sim eu vou lhe dar qualquer coisa desde que me liberte e dou a minha palavra o
que você quer Em troca da minha liberdade quero a luz das estrelas e aí ele dá a luz das estrelas só que a Luz das Estrelas era fraca n e não servia muita coisa aí ele pede a luz da lua e ele traz a luz da lua mas a luz da lua era fria e sem vida né então também não adiantou muito aí ele falou quero ter o o sol somente ele tem a luz e o calor que os caras já precisam e o urubu rei foi e voltou com o sol só que o urubu
rei falou assim sol você vai passar rápido e o sol passava muito rápido ali muito muito muito rápido o sol passou tão rápido que o dia foi muito curto e todos eles mais uma vez reclamaram né ô não tá dando certo certo o dia passa muito rápido não dá tempo da gente fazer as coisas e aí o herói vai vai falar com R né ah para que pedisse que o som andasse mais lentamente aí ele falou não isso não é possível né você que tem que lar falar vai lá falar e fala você e ele
ficou naquela né que que vai acontecer e aí que que ele vai então ele vai lá pro topo de uma grande Palmeira e fica ali guardando quando sol se aproxima ele salta e ele agarra na cabeleira do Sol né só que estava muito quente ele escorrega e vai pro pescoço mas estava muito quente e ele escorrega e vai pra barriga mas também estava quente e ele escorrega e vai pra cintura o calor era insuportável ele larga e gruda na batata da perna do Sol e ali ficou firme e não largou e a firmeza com que
ele segura né segurou Sora tanta que o tu já não consegue ir tão rápido Agora o tu tem que diminuir a a velocidade e é por isso que o sol Anda devagar que tem o dia de né de 24 horas porque até hoje o canan chu está lá grudado agarrado na batata da perna do Sol o quinto conto é o conto a origem do fumo que é do Povo terena um mito terena povo terena que habita o Mato Grosso do Sul e São Paulo esse conto ele vai falar sobre uma mulher né que não gostava
muito do marido e ela fez um um feitiço contra o marido e o marido descobre né aquele feitiço né ela dá um broto pro marido comer né e ele fica fraco ali e mas ele ele descobre que aquilo ele vai tentar se vingar e quando ele chega na Floresta né el nota que há uma cobra lá e uma abira já tira no tronco da lixeira e ele vai lá tira o mel mata a cobra abre a barriga e tira o filhote que estava lá dentro e misturou com parte do Mel tá então a cobra venenosa
e colocou o mel puro em uma outra vazia né mel puro em uma Mel misturado na outra e vai pra casa e a mulher quando ele chega quer imediatamente provar o mel e ele manda ela provar mas ele manda provar o mel que está lá misturado Ela come só que ela nota que aquele mel é misturado e ela fica Furiosa que ela ameaça matar o marido porque perfeita aquela maldade e aí ele fala para ela né que ela tentou matar ele só que ela sai correndo atrás dele e ela corre atrás dele e ele foge
foge foge o ofegante e a mulher vai atrás dele e aí ele lembra que ele tem uma armadilha né e ele se esconde e a mulher cai naquela armadilha e acaba morrendo ele cobre com terra aquela armadilha que ele fez né que é um buraco e Com passar dos dias ele nota que começa a nascer tem uma plantinha ali né em cima do túmulo em cima onde a mulher e ele foi lá arrancou né mas aquela plantinha tem mav NC até que ele desistiu de limpar e depois ele viu que cresceu uma árvore né que
as folhas amarelaram e ele viu que era diferente da outra e a planta tinha um perfume muito gostoso e ele foi lá e né e não sabia direito que era foi lá e começou a pitar no seu pitozinho de Barro lá e começou a pitar aquilo né a meia-noite para que ninguém percebesse só que as pessoas perceberam né E como queriam né aquilo lá começaram a vigiá-lo e acabaram descobrindo o segredo dele né que ele entrava na mata ia lá buscar toda a aldeia foi lá né e e começaram a utilizar né o fumo do
marido da mulher feiticeira né a mulher que tinha feito lá o feitiço pro marido assim termina este conto o o próximo conto é o conto depois do dilúvio do Povo kaingang né o mito kaingang povo kaingang que habita o Sul do Brasil e o estado de São Paulo um povo que vive mais pro sul da família G este conto depois do dilúvio ele vai falar sobre né Eh que a terra teve um momento dilúvio observa que muitos contos eles têm alguma né coisa com né com de povos não indígenas também né na Bíblia H dilúvio
aqui também há dilúvio Esses povos né não se encontraram Então observa aí semelhanças né e e mitos de um e outros acreditam que aquilo é a verdade verdadeira então é isso que eu tô querendo dizer e choveu tanto que apenas um pico né de uma serra a serra do kingin kimb tá ela fica descoberta e as pessoas começam a correr para lá só que muitos morreram naquilo né e os espíritos né foram para o centro da Serra né onde fizeram a morada deles lá no centro da Serra só que as pessoas sobreviveram era tantas que
o pico não comportava mais todo mundo né e alguns tiveram que viver nos galhos das Árvores enquanto outros continuaram vivendo ali na terra aquele povo ficou começou a ficar preocupado que a água não baixava eles começaram a passar fome né tinha a fome ali Ah quando tudo parecia perdido eles ouviram um canto que era o canto das saracuras e as saracuras traziam dentro dos seus papos terra para aterrar o dilúvio Olha que curioso né aterrar O Dilúvio e as aves né foram atendendo os pedidos os humanos pediram para ajudar e elas foram começaram lá né
a colocar ali a terra para terrar o dilúvio e como aquilo Demorou muitos homens que estavam sobre as ávores acabaram virando macacos e saíram pulando de galho em galho contam os antigos vou ler um trecho aqui contam os antigos que como as saracuras vinham de onde o sol nasce as águas acabaram todas correndo para o poente indo em direção ao grande rio Paraná Então observa por que que eu li esse trecho que na região sul maior rio da região sul é o que ele nasce na divisa de São Paulo né ali São Paulo Mato Grosso
do Sul e ele vem né para o Paraná e vai descendo tá então né bem bem bem dessa dessa região aí como os mitos eles né Tem elementos da sua própria região e Esses povos depois se dividiram que sobreviveram ali em dois né E eles começaram a fazer desenhos né da a ali com cinzas começaram a fazer animais e faziam diversos animais e eles estavam fazendo um animal muito bonito um animal lindo e para que esse bicho ficasse perfeito só faltava a língua os dentes e algumas unhas mas eles não iam ter tempo de completar
então o que que eles fizeram colocaram varinhas na boca do animal e disse né o ancestral como vocês não TM dentes comerão apenas formigas e é por isso que o tamando a é um animal inacabado incompleto e Imperfeito eles ainda fizeram muitos outros animais né que soltaram por ali tá criaram muitos outros animais eles criaram também os entre entre esses animais os jaguares Só que os jaguares começaram atacar né os os humanos e eles construíram uma ponte ali e jogaram aqueles jaguares no Rio só que alguns ainda sobreviveram e é por isso que os jaguares
até hoje tem medo de água apesar de serem excelentes nadadores tem medo de água nesse tempo eles ainda não conheciam a dança não faziam festa porque não conheciam a dança né e um tio chefe curé né e ele presencia uma dança lá de varinhas né e e chacoalhando as varinhas né e todo mundo viu e gostou e algum tempo depois ele encontrou um tamando do amirim e ele foi matá-lo mas o bicho ficou de pé e começou a dançar o tamando do amirin E aí ele com compreendeu que era o bicho quem havia ensinado tá
a a dançar que o bicho tamando doá era o mestre da dança aí o tamanduá pegou o seu bastão dançou e devolveu o homem dizendo o filho que tu a mulher está esperando é um homem fica estabelecido entre nós que quando tu ou Teus parentes se encontrarem comigo e me entregarem seu bastão e com ele eu dançar terão filhos homens e quando eu largar sem dançar terão filhas mulheres e aí ele voltou e contou aquilo e todos ficaram admirados e a partir daquele dia todos os King gang compreenderam o qu que o tamanduá é um
velho sábio e os primeiros habitantes do planeta né lá desde os tempos antigos assim finaliza esse conto o próximo conto é a proeza do caçador contra o Curupira que é do Povo tucano é um mito Tucano povo tucano que vive no Amazonas tá no Estado do Amazonas Ele conta a história de um caçador que sai para caçar porque Sua fam sua família estava com muita fome né mas e não tinha nada para comer e ele consegue caçar apenas um macaco e ele está lá quando ele vê é noite e ele está já à noite e
ele começa a pensar Ah não eu não vou ter que dormir na floresta e tinha toda aquela questão do medo da Floresta né o Curupira que pode aparecer por ali e ele pensando não vou dormir no oco de uma árvore e vou ficar em silêncio vou tentar passar desapercebido aqui e o Curupira chega perto da árvore né e e ele fica Escondidinho só que o Cupira não conseguia vê-lo né porque mesmo né com com a cabeleira cor de fogo dele né a luz ali ele não conseguia vê-lo só que o Curupira percebe pessoal é muito
engraçado que esse mito aqui a gente vê lá algo muito parecido Provavelmente o Mário de Andrade ficou sabendo disso porque lá no Macunaíma tem isso né esse diálogo aqui do Curupira Macunaíma tem lá com kurupira também só era com Curupira ou com aora agora eu não lembro mas acho que era com Curupira mesmo com Curupira sim e aí o Cupira pergunta igual lá no de Andrade tá igual lá no Macunaíma Como você está meu neto Estou bem meu avô e você como está Estou bem meu neto então perceba que o Curupira ele vai chamando de
Neto né e o Cupira fala que está com fome você não caçou nada não não caei nada não ah mas eu tô com muita fome você não consegui nenuma caça Não meu avô não vim caçar ah mas eu tô com muita fome tá então eu vou ter que comer sua mão e o e o o homem vai lá corta a mão do Macaco e joga para ele ele come agora eu quero outra mão meu neto e ele come outra mão Ah tá tudo delicioso meu neto mas ainda lhe resta o coração pode me dar o
coração aí o o caçador extrai o coração do Macaco e joga n pro Curupira aí o Curupira come fica satisfeito e falou pro caçador que ele queria né que ele daria oo caçador que ele quisesse o caçador esperto né fala assim então eu quero o coração do meu avô Curupira né acho estranho mas eu prometi né e ele né fura o peito e morre o caçador volta para casa e o o o Curupira fica lá e o filho né quando o caçador chega em casa fala pai por suas suas caçadas não tem sido bo ah
meu filho acho que as pontas das minhas Flechas eu não consigo acertar em nada elas são muito ruins ah pai Disseram para nós que osso do Curupira da ponta forte Certeira o homem pensou pô Curupira tá lá morto eu vou voltar lá vou pegar o osso dele eu faço uma flecha daquelas e ele vai lá e quando ele chega o Cupira começa a se mexer e o Curupira fala assim ó que sono Comprido eu tive Puxa meu neto você ficou esse tempo todo me vigiando né vá buscar um pouco de água para mim ele vai
lá mata a sede do Cupira né o Cupira fala para ele peça o que você quiser peça O que desejar aí ele fala eu né que ele veio procurar pontas fortes né porque ele precisava dar comida aos filho dele mas a flecha dele é muito fraca o Cupira fala vou dar te dar uma flecha que não é alvo nunca e saíram os dois lá até que chegaram no mar árvore e ele fala ó eis a sua flecha mas toma cuidado não revela para ninguém de onde ela foi tirada esta flecha Sagrada e não deve ser
levada para dentro de casa deve ficar no oco da árvore se outra pessoa usar ela se transforma numa surucucu e mata a pessoa estarei sempre Nesta mesma árvore quando precisar vem até mim e o Caçador vai e o Caçador começa a caçar caça caça caça e todo mundo começa Nossa esse cara né como que ele né né é caçador desse jeito e eles começam a seguir o caçador né para ver qual o segredo dele só que como o caçador viu que né estava sendo seguido ele vai até a árvore do Curupira e conversa com o
Curupira o Curupira fala não se preocupa não meu neto Não se preocupa não homens adultos não podem entrar nos Ministérios da feitiçaria basta você dar uma volta eles ficaram perdidos e ele fez assim só que o que que os homens fizeram né chamaram dois meninos dois meninos poderiam conseguir e os dois meninos vão e descob um segredo só que eles não vão levar o segredo para os velhos no dia seguinte Eles foram lá no esconderijo pegaram a flecha e foram caçar passarinho um dos meninos hora que ele né Mira solta a flecha surge uma imensa
surucucu tá que o deixando morto e o amigo sai disparada paraa Aldeia e gritando que o surucucu picou o amigo sur com amigo as pessoas né não acreditam naquela história mas o Caçador acreditou na história do menino ele sabia o que era aquilo aí ele foi lá e viu que a flecha não estava mais lá só que ele ficou triste tá muito triste por qu porque ele não tinha mais a flecha dele e aí ele fica triste e sem vontade de viver esse é um conto muito interessante e chegamos ao conto do povo taul pang
que é a onça valentona e o raio poderoso que é o mito taul pang o povo taul pang que vive eh em em Roraima em Roraima é um povo com uma população bem pequena menos de 1000 habitantes um povo bem pequeno e vamos lá ao ponto né a onça valentona e o raio poderoso e eu dou uma pausa para me lembrar um pouquinho tá é um segredo aqui então Eh os velhos lá do povo zipang eles contam né que antigamente no início lá dos tempos né a a a onça era um bicho muito metido a
besta então a onça gostava de aparecer a medrar todo mundo né e e ela fazia para se alimentar Claro mas também para convencer a todos que ela era a fotona né a poderosa do lugar Um dia ela encontrou um moço lá beira do rio né Tava preparando o bastão dele e a onça ia matá-lo só que a onça Se até ela quer humilhar né E ela passa por cima dele e fala com ele e e ela fala ah Olá meu cunhado queria saber se você é tão forte quanto eu eu quebro tudo que vejo em
minha frente você quer ver e ela nem espera resposta el vai sobe num áv ela quebra e ela fala viu como eu sou forçudo nada pode me deter agora eu quero ver sua força e o nome desse rapaz era raio né o raio permaneceu onde parava e onde estava né e ele apenas fala para ela eu não sou forte como você cunhada não tenho a sua força mas a onça né Eu sou forte eu vou lá e soltou uns zurros e foi lá e subiu na árvore e destruiu árvore e fazia isso fazia aquilo sou
a fodona do lugar né Aí quando a onça acaba aquela demonstração de força dela né ela senta-se de costas para o raio e zombando dele né ah aí o que que ele faz ele balança o seu bastão produzindo faíscas trovões trovoadas ciscos de todo lugar de todo jeito e atordoada onça ó despenca né despenca pelo mundo correndo a onça começou a fugir né para encontrar um abrigo até que ela se enfia no buraco de um tatu gigante e o raio vai lá e abre a terra com seus raios poderosos e faz a onça fugir de
lá e a onça fica assustada e a onça não tem para onde fugir e o o raio vai lá você viu minha cunhada e ele fala para ela que ele tem uma uma força muito maior que a dela só que ele não vai fazer nada com ela e ele fala assim ó eu vou embora mas você vai sempre se lembrar de mim e a onça ficando envergonhada para despara e e vai pra sua casa e dizem os velos desse povo que é por isso que até hoje a onça tem tanto medo de trovada é que
dentro dela mora a lembrança da existência do poderoso raio e assim nós finalizamos este livro é muito legal é muito importante né esses elementos indígenas né a o surgimento de Mitos né mitos eh São histórias para né claro histórias fictícias para justificar algo né algo que acontece tenta uma justificativa por que que isso é assim tá então espero que vocês tenham realmente gostado tá eh tem análise de outro livro do Daniel mundurucu aqui já um autor que não é o primeiro livro que eu faço e tem de outros autores indígenas também se você quiser conhecer
mais Espero realmente que tenham gostado por hoje é isso e simbora estudar