E aí, nação rubro negra, tudo bem com vocês? Eu sou Newton Júnior e essa é a tribuna rubro negra, o canal de quem vive e respira mengão. Olha, hoje eu trouxe um corte que vai te dar um frio na espinha, do bom, do nosso, do rubro negro.
Nesse vídeo aqui você vai ver um dos nossos ídolos contando nos bastidores como foi chegar no Flamengo, como foi a chegada do Mr George Jesus, aquele choque de cultura que a gente lembra até hoje. E ainda tem uma história inédita do vestiário num jogo de Libertadores que explica muito sobre o que aquele time foi capaz de fazer. Fica até o final porque tem um detalhe dessa conversa com o Jorge Jesus no intervalo que vai te arrepiar, nação.
Eu garanto. E já vai deixando o like aqui antes de assistir. Você já sabe que o like ajuda demais o canal e a tribuna rubro negra precisa de você para crescer junto com a nação.
Bora assistir você. Ah, então na verdade o Santos é que aceitou a proposta e enfim e aí não quis nem saber se você queria ou não, porque foi bom pro Santos também. No final das contas foi bom para todo mundo, né?
Mas no começo ali no início parecia, mas graças a Deus, né? Bom para todo mundo, né? Opa, opa, [risadas] opa.
Graças a graças a Deus e pra gente também mais ainda, né? Porque, pô, você chega no Flamengo e primeiro jogo, você já faz dois gols, né, cara? estreia assim, pô, com pé direito.
E E como é que foi essa chegada no Flamengo? Você falou que o Arrasca, você conhecia o o Arrasca de algum lugar ou ele te ligava assim de Não, sempre o Gabriel ligava, ele tava junto, né? Gabriel tava junto com ele.
Então o Arrasca era um um cara que eu sempre tive a vontade de jogar também, né? Vi ele jogando o Cruzeiro, a qualidade dele. Sim.
um cara que pensa como ninguém, de qualidade, de pensar o jogo também, né? Cara muito muito versátil, jogador incrível, né? E hoje também é um amigo.
Então, eh o Gabi estava sempre junto, ele e o Gabi ligava e e esse primeiro contato foi pelo telefone mesmo. Sim. E e qual foi o peso que eles tiveram nessa vida sua?
Nenhuma praticamente, né? Porque não, eu digo porque você não queria, você queria ficar, né? Então, mas ajudou a chegar, né?
Ajudou, com certeza. Eles foram fundamentais, né? Porque o Gabi, eu já tinha jogado antes, né?
E virou um amigo também. Sim. Eh, ter a vontade de jogar com a Arrascaeta também.
Isso também ali eles me ligando. Falei: "Opa, [ __ ] uns dois jogador, uns dois craques desse me ligando para mim jogar junto com eles. E então tem coisa boa aí, tem coisa boa aí.
Graças a Deus teve, né, [ __ ] Teve, teve demais. E aí a tua estet, mas eh ainda era com Abel Braga, né? Como é que foi esse início de de ano com Abel assim para você particularmente, né?
Porque eu lembro que tinha uma uma questão que ele falava que o Gabi Gol não podia jogar com Arrascaeta e tal, mas isso nunca nunca teve com você, você jogava e tudo mais. Como é que foi esse início de de processo dentro do Flamengo, a chegada, né? Como é que foi então?
Eh, é o que o Abel falou e essa fala aí não me interessa, mas o Sim, claro. Não te atinge [ __ ] nenhuma. Sei.
É, foi ele. Foi um dos caras que me pediu, né? Ele me pediu.
Ah, sim. Ele, pô, obrigada, Bel, mais uma vez. Ele me pediu no Flamengo.
Aham. E aí você teve, logicamente uma boa relação, né? Sim, sim, sim.
Quando eu vim pro Flamengo, é um treinador que me deu todo o respaldo, né? treinador que já já tinha me pedido, tinha uma confiança, né? E eu pude retribuir eh dentro de campo o quanto ele esteve aqui, né?
Sim, pô. Sem dúvida, sem dúvida. E beleza.
Aí a gente começou bem ali, ganhou ganhou carioca, né? E depois deu assim, deu um uns tropeços no campeonato brasileiro, acabou a diretoria optando pela mudança e essa mudança muda a história do Flamengo, né, que foi claro vocês, vocês três que chegaram e o Rodrigo Caio também chegou, depois chegaram os outros, Felipe Luiz, o Rafinha e tal. H, mas como é que foi a chegada do Jorge Jesus para vocês?
Porque a gente que tava de fora, quer dizer, eu tava meio que dentro, mas também ouvia muito quem tava fora, porque eu trabalhava com a rapaziada e tal, então eu tava por dentro do processo, quero dizer. Mas a galera de fora tinha muito medo de não dar certo, porque o Jorge Jesus ele chegou parecendo um técnico muito linha dura, até vendo tamanho do gramado, milímetros do gramado, fechando o ninho durubu. Até o pessoal da Adidas ficou meio bravo porque nem a Adidas que tinha o escritório lá dentro não pôde continuar, teve que sair e tudo mais.
Acesso restrito, né? Acesso restrito, chave do ninho na mão do mister, né? É, e também com a comissão técnica dele toda.
Eu acho que foi o Tanuri até que falou assim, ó, ele ele chega e fala assim: "Pô, esse esse departamento médico tá muito vazio, aí vamos vamos ver como é que vai ficar ao longo do tempo, porque, né, ele ele botava para [ __ ] desculpa a expressão, mas ele botava para [ __ ] mesmo nos treinos. E para vocês, como é que foi essa chegada do do Jorge Jesus? Você tinha jogado na Europa, você tinha jogado com técnico estrangeiro, né?
Sim. Para mim, eu cota, acho que, cara, eh, mudança é sempre ruim, né? Mas, eh, foi o ele e a diretoria optou por ele, né?
Então, a gente abraçou, né, a o Jorge Jesus, né? Claro que ele chegou [risadas] duro, né, como você falou, eh, colocando várias regras, né? E isso é claro que pro primeiro momento ali foi novidade para todo mundo.
Uhum. Mas durante a temporada isso a gente viu que era importante, foi bom para nós. Então, cara, é a forma que ele que ele conduziu o Flamengo, cara, eu acho que foi uma forma muito muito dele, sabe?
Não foi porque era dentro do Flamengo, mas era dele mesmo. Uhum. Então é um E deu super certo, né, cara?
O mais importante que isso deu muito certo, né? E a gente abraçou ele também, abraçamos tudo que ele que ele fazia ali e por isso que a gente foi muito feliz com ele também. Não, sem dúvida.
Mas ali naquele processo não é o seu caso. Mas a gente sabe que existe uma geração, existem alguns jogadores que tem ali uma uma, como é que eu vou dizer? Não é ego, mas assim, o cara não gosta de ser chamado atenção do jeito que que o Mister às vezes chamava, né?
Aliás, ninguém gosta de falar a verdade, ninguém gosta, mas tem uns que se incomodam mais, tem outros que entendem mais o processo. E dizem que o Júlio César, que tinha saído do Flamengo há pouco tempo, mas você acho que nem jogou com ele no Flamengo, né? que ele terminou, mas ele foi um cara importante ali dentro desse contexto, porque ele falou: "Ó, o cara é bom, mas ele ele cobra muito, mas ele é muito maneiro, o cara maneiro, bom e vocês vão entender dentro desse dessa chegada dele, foi uma chegada mesmo, um choque de cultura e de realidade.
Na sua visão, quem foi a pessoa que mais ajudou nesse contexto assim, nesse nessa eh relação para essa relação não azedar no começo que o cara chegou daquele jeito? Sim, é que houve, né? É, então, eh, como eu falei, ele trouxe uma ideia dele, né?
Mas o M tinha uma coisa, cara, que era bizarro. Acho que o Gabriel já falou isso. Ele era um cara que dava dura, brigava, mas passava 2 minutos, 3 minutos ali, ele já tava ali conversando com você, brincando e rindo.
Sim. Então, a gente foi vendo isso, que ele era um cara bom, que ele era uma pessoa boa, do bem, né? Aham.
que ele, as coisas que ele falava, apelava era mais para poder a gente melhorar com eh dentro de campo e elevar o o patamar do Flamengo, [risadas] né? Então a gente começou a pegar esse detalhe dele e começamos a falar: "Cara, esse cara é é gente boa, mano. Olha para você, ele é maluco e gente boa, cara, porque ele acabou de dar dura ali um olhar, o cara tá conversando, rindo, brincando.
E isso, cara, virou piada. Virou uma coisa que, tipo assim, caraca, esse cara é maluco, mas foi uma coada legal. Sim, sim.
E ele mesmo conseguiu se ajudar dentro do Flamengo dessa forma, entendeu? Então a gente viu muito isso e ele foi feliz por causa disso, né, cara, que ele dava duro, cobrava bastante, mas era um cara muito parceiro. Na hora de cobrar cobrava, mas na hora de de tá sempre ali do lado, ele tava sempre do lado de qualquer jogador, de um conselho, de falar, conversar, deixava a sala dele sempre aberta para ir eh conversar com ele.
Então, cara, esse foi o o fator ali dele de expertize dele ali, né? Sim, sim. É, pô, legal ouvir isso, porque a gente não ouve o tempo.
É claro que a gente gosta de saber dos bastidores, mas a gente não ouve o tempo todo essas histórias, né? Você lembra de alguma alguma alguma questão contigo e ele assim, alguma conversa que vocês tiveram ou alguma dura que ele te deu que você [ __ ] depois você entendeu no jogo [risadas] no jogo Libertadores, Flamengo e e Internacional, né, que a genteou de 2 a 0. Tipo assim, o jogo truncado, jogo muito difícil, né?
Intervalo 0 a 0. Aí ele chegou no vestiário. Ele chegou no vestiário com raiva, xingando todo mundo e veio pro meu lado.
É, se você não fizer o que eu fal que eu tô mandando, eu vou te tirar agora. Falei: "Mas mister, que que eu tô fazendo, pô? Tô fazendo tudo que você tá pedindo.
Tem umas coisas que você não tá fazendo, pá. " Falei: "Que coisa, M, não é possível, cara. Você tá voltando muito e você é nosso jogador de escape.
Você não volta muito, volta até meio-campo ali no máximo um pouquinho ali para baixo, mas não volta muito porque a gente não tava conseguindo chegar muito, não tinha um jogador tipo assim que agudo, né, igual eu tava. E foi isso. Eu não comecei a a não voltar muito e as as a os passos começou a entrar, comecei a receber bola profundidade no pé.
E ali a gente começou a jogar melhor. E você fez o gol? E fiz os dois gols.
Então é, pois é. E fiz. Aí acabou o jogo, ele veio conversar comigo.
É, tá vendo? Porque eu falei com você, era [ __ ] é pro seu bem e não é pro seu mal. Falei: "Caramba, mano".
Aí daí para lá eu eu comecei a entender melhor ele, as críticas dele, as dúas dele que ele sempre dava, era para poder tá ali ajudando de alguma forma, cara. Pô, e ajudou para caramba, né, cara? Cara, que entrevista, mano.
Que entrevista, nação. Você viu o que eu vi? Primeiro ele chegou no Flamengo porque o Gabigol e o Arrascaeta pegaram o telefone e ligaram pessoalmente.
Dois craques do nível desses te ligando para jogar junto. Eu também ia falar: "Opa, tem coisa boa aí? Igual ele falou".
Risos. Quem não ia? Mas o que me arrepiou mesmo foi a história do Jorge Jesus.
Olha que coisa bonita isso. A galera de fora, eu me lembro, tinha muito medo quando o Mister chegou. Aquele negócio de fechar o ninho do urubu, milímetros do gramado, acesso restrito, parecia militar.
A torcida estava apreensiva, mas o que ele tá descrevendo aqui é exatamente o que fez aquele Flamengo de 2019 ser histórico. Um treinador que cobrava para caramba, mas que 2 minutos depois já tava rindo com você. Isso cria uma confiança absurda no grupo.
O cara não era carrasco, era líder de verdade. E a história do jogo contra o Internacional pela Libertadores. Intervalo 0 a z0.
Jesus chega no vestiário xingando tudo, vai direto no nosso jogador e fala: "Se você não fizer o que eu tô mandando, eu te tiro agora". Coragem. E o recado era simples.
Para de voltar tanto, você é nosso jogador de escape. Resultado, dois gols no segundo tempo e classificação. Isso, Nação, é o que separa um time campeão de um time comum.
Detalhe tático no intervalo que virou gol na Libertadores. É por isso que aquela geração foi tão especial. E é por isso que a gente ainda fala daquele mengão com tanto amor e saudade.
Que time foi esse, meu Deus? Saudações rubro negras para aquela geração que fez a gente chorar de alegria. Gostou desse conteúdo, nação?
Então se inscreve no canal Tribuna Rubro Negra e ativa o sininho para não perder nenhum vídeo. A gente traz os melhores cortes, análises e bastidores do nosso mengão todo dia aqui para você. Até o próximo vídeo.
Saudações rubro negras. Flamengo.