Sejam todos bem-vindos e bem-vindas nesta nossa conversa de hoje aqui, com a Maria Cristina Alquezar Serafim, a matrigna Serafim, como ela era conhecida lá na faculdade. Então, é um prazer ter você aqui conosco hoje, Cristina. A Cristina, além de ter sido aluna no Getúlio Vargas, depois acabou se encontrando comigo lá no curso de Letras, né, quando a professora Ana Maria Gurel dava aulas para ela.
E aí formaram um grupo e pediram para eu fazer uma montagem com poemas lá na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba. Depois, na hora que ela entrar nessa história, eu entro mais um pouquinho também para conversar sobre isso. Bom, e a Cristina então virou uma pessoa amiga, e graças a Deus até hoje.
O irmão dela também foi aluno lá no Getúlio Vargas. Ela tem uma relação de amizade muito boa até hoje com vários dos colegas dela, apesar de ela ter ido embora para fora. Na verdade, Cristina esteve fazendo o ensino médio na Escola Municipal de Primeiro e Segundo Grau Dr Getúlio Vargas de Sorocaba, onde fez o curso técnico de redator auxiliar, imagine que ela foi a segunda turma desse curso, né?
Isso foi de 76 a 78, depois, se eu tiver errando alguma coisa, Cris, fala, tá bom? Depois de 79/80, ela ganhou uma bolsa e foi para os Estados Unidos, perto de Chicago. Ela ficou durante um ano morando lá e depois voltou.
De 81 a 83, ela fez a Faculdade de Letras Português e Inglês na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba, que é hoje a Uniso, Universidade de Sorocaba. Nessa época, nós tivemos então juntos novamente nesse grupo dessa apresentação. Depois, de 1981 a 93, ela trabalhou como secretária bilíngue em várias empresas, né, indústrias multinacionais, tanto aqui de Sorocaba como da região.
E a partir de 1983, também começou a dar aulas em escolas de inglês e em empresas particulares ao longo desses dez anos, né? É, mais até, né? Que ela acabou fazendo cursos livres de didática e metodologia de ensino de língua inglesa e se especializou em inglês para negócios.
Prestou serviço também como professora autônoma em várias empresas aqui de São Paulo e Sorocaba e atualmente continua trabalhando de forma independente, com foco em Business English, mas apenas atualmente à distância, né? Faz bastante trabalho em cima disso tudo. Então, com vocês, a Maria Cristina Alquezar Serafim!
Hoje, seja bem-vinda, Cristina! Que delícia esse reencontro nosso aqui, quantos anos, Cris? Então tá fazendo, se foi em 76, imagina?
Meu Deus, eu perdi as contas. . .
44 anos? 44 anos tudo isso! Se fosse 80, seria.
. . é, 50!
50 é 50, porque foi em 78, né? Meu Deus, quanto tempo! E eu agradeço muito essa oportunidade.
Estou muito feliz de estar aqui, estou muito honrada de poder rememorar essas coisas com você, poder falar do tanto que essas experiências escolares contribuíram com a minha formação como pessoa, como ser curioso, como professora, né? É indescritível, e eu estou muito feliz de poder dar essa visitada na ladeira da memória. Está sendo muito especial!
Gostei da ladeira da memória! Eu, desde menina, desde que eu me entendo por gente, gosto da língua portuguesa. A língua portuguesa é uma paixão e, hoje em dia, a língua inglesa também, porque é o meu ganha-pão.
Sou apaixonada também pela língua inglesa, mas o português sempre me fascinou. Então, quando eu era, assim, quando eu estava no primário, né, de antigamente, eu pedia para minha mãe comprar livros de português para eu ficar fazendo exercício. Eu tinha alunos muito famosos!
Como eu tinha preguiça de ficar pensando em nome para fazer chamada, porque eu era professora, eu pegava os livros de antologia de literatura portuguesa e brasileira e, menot delp, Fernando Pessoa. Todos eram meus alunos, porque eu tinha preguiça! Então, eu tinha que criar uma chamada e lá eu me divertia com aqueles livros; eu me divertia com aqueles nomes, achava muitos nomes engraçados.
E eu já começava naquela coisa rudimentar de me formar como pessoa, porque a língua é tão importante pra gente, né? Então, foi fascinante desde sempre! Depois eu fui para o antigo ginásio.
. . E você nasceu onde mesmo?
Eu nasci em Sorocaba, nascida e criada. Depois de muitos anos, eu saí da cidade; moro em São Paulo desde 93, mas Sorocaba sempre foi o meu lar, né? Minha família toda imediata morando sempre lá.
Então, Sorocaba sempre foi uma volta ao lar. Entendi, e nunca saiu do coração. Entendi!
E quando você fez a quinta e oitava, já foi no Getúlio Vargas? Não, não foi; foi no Senador Vergueiro, no Seon Jeon, aqueles nomes todos daquelas outras nomenclaturas do sistema educacional brasileiro. Mas eu fiz o ensino médio no Getúlio Vargas, né?
Como você falou, era um curso novo, era um curso fascinante. A gente falava de conhecimentos gerais, tudo que estava acontecendo no mundo e eu me deleitava com as aulas de português, que sempre foi e de inglês, porque o professor Aristides era o nosso ídolo também, né? Aristides e Carvalho, Aristides de Carvalho.
Então, a gente adorava as aulas do Carlinhos, Carlos Camargo Costa, nosso querido, saudoso Carlinhos. Sim! E aí, as suas aulas, a experiência com teatro no Getúlio Vargas, que foi assim, muito legal.
Eu acho que leva um jeitinho para atuar, e eu adorei a experiência. Eu consegui memorizar as falas. Nós criamos uma espécie de uma pecinha, né?
Sobre uma confusão. Era uma comédia de erros muito engraçada! Tinha uma mãe que queria casar a filha.
. . É um pai que queria vender uma mula, uma égua.
E aí se confundiu tudo, chegou o noivo e ele achava que o noivo era o comprador da égua e vice-versa. Foi muito engraçado, eu me diverti muito com os meus colegas. Essa apresentação já foi lá no salão, foi no salão da própria escola.
Na verdade, isso se transformou no atual teatro auditório. Na época, era bem simples, mas tinha um palco e era o que bastava para nós. Isso fazia parte da nossa formação como técnico redator auxiliar, né?
Porque era muito importante você trabalhar a língua de outras formas, né? A gente nem sabia direito o que fazia um técnico redator auxiliar, mas era humanas. Era no Getúlio Vargas.
Tinham aqueles professores, então a gente foi com gosto. Eu adorava estudar, sempre gostei. Eu não gostava, eu gostava de ir pra escola e prestar atenção, mas eu não era muito de ficar memorizando textos.
Eu gostava de sorver aquilo que me davam, né? Que os professores me davam, prestar atenção na aula. Eu tinha esse perfil.
E de quinta a oitava, quem deu aula de português para você? De quinta a oitava, quem foi que deu aula para mim? No Getúlio tinha a Teresinha de Jesus, acho.
Na sua época não era Teresinha de Jesus? Eu não consigo lembrar exatamente quem foi. Ah, bom, mas não foi no Getúlio de quinta a oitava, não foi no Getúlio.
Entendi, foi no estado. Foi lá e lá você tinha já alguma atividade teatral ou não? Ah, com certeza a gente tinha!
Eu não lembro agora. Agora, lá na primeira formação, no fundamental, mas eu acredito que foi a Elen Maciel que deu aula para mim. Maciel, que legal!
É, eu acho que foi, foi do Colégio Dom. . .
exato! Exatamente, foi minha colega também, começamos o mestrado juntos. Foi muito legal!
E aí, quando você chegou no Getúlio, você começou a desenvolver então essas atividades. E além disso, você também começou primeiro com poemas, não foi isso? Para depois ir para essa atividade teatral.
Ah, eu não lembro de poemas relacionados ao Getúlio, eu lembro de poemas com relação à faculdade. Eu lembro que no Getúlio a gente estudou língua portuguesa e literatura, todas as escolas literárias. Eu era fascinada por tudo aquilo, mas eu também gostava muito da forma da língua, da gramática.
Louca, sei. Mas o português é uma língua muito rica, né? Me fascina como português é.
Mas lá a gente via muitos conhecimentos, assuntos da atualidade, um pouco de psicologia. Mas eu não me lembro dos poemas. Com certeza estavam naquelas aulas de literatura que a gente tinha com você, inclusive.
Entendi! Eu aprendi sobre os heterônimos do Fernando Pessoa e tudo mais. Sei, sei.
E na faculdade, como que foi essa atividade aí? Como que surgiu a ideia dessa atividade do Drmon com Fernando Pessoa? Então, eu não participei dos poemas, das poesias.
Eu cantei, eu cantei em inglês duas músicas. Eu acredito que tudo começou com a professora Ana Maria Gurgel, porque a gente ia encerrar o curso, era 83. Nossa formatura foi em 84, então era o último ano do curso.
E aí apareceu esse desafio da gente misturar música, poemas de Fernando Pessoa e Carlos Drmmond de Andrade, muitos dos quais eu não conhecia a fundo, só trechinhos. E eu fiquei fascinada! A gente ensaiou bastante.
Eu acredito que era parte de fechar o ciclo do curso e também um desafio. E também porque todo mundo adorou a ideia. Eu não me lembro se era para notas, veja só, tanto que a gente abraçou a ideia que isso nem.
. . não me lembro, mas pode até ter sido, eu não me lembro.
Entendi! E olha só, olha só, olha como nós estamos: novin! Ana Maria, você, sua filha.
. . eu não lembro o nome dessa mocinha do meio.
A Lúcia? Luci? Estev, acho que Guarilha hoje, e eu, a extrema direita.
E onde foi apresentado isso? Isso foi no salão, no teatro da Faculdade de Ciências e Letras de Sorocaba. E depois vocês foram para onde?
Hã, eu não me lembro. A gente foi para. .
. próprio ensaio show. Eu lembro só de algumas apresentações na própria faculdade e aí nós fomos lá para a CM do Jardim São Paulo.
A CM? Ai, vinha. .
. olha lá! Você, olha lá cantando, ali tá aparecendo!
A gente saiu da faculdade. . .
Nossa, é mesmo! Que legal! A gente foi apresentar pros velhinhos ou não?
Na verdade, nós fomos convidados para participar de um evento, né, da Associação Cristã de Moços. E também tinha uma ligação com a prefeitura, entendeu? Alguma coisa assim.
E aí foi feita a apresentação lá. Olha, tem abertura aí que é. .
. o Júnior, o Júnior no piano. Depois entra a Rosana, aí entra você.
Você e o Júnior, olha lá, na parte da abertura! Sim, o Júnior tocou no piano “Evergreen”, da que a Barbara Streisand fez no. .
. Nasce uma Estrela. Eh, “Evergreen”!
É isso mesmo! Que legal! Nossa, eu tinha me esquecido!
Isso aconteceu em 10 de dezembro de 1983. Só meu Deus, quantos anos? 42 anos.
Então é isso, 42 anos. . .
42 anos. E é interessante que teve aqui a colaboração de várias empresas, né? Do comércio de Sorocaba, né?
Bioflora, Sorel, Atuantes, Calçados. . .
tudo colaborando, acho que na participação, na criação de espaço, tudo isso, né? Nossa! Aí, depois dessa abertura, que você estava, o balé da Academia Isadora Duncan, que já era, né?
A Doris e a Denise, né? As brilhantes proprietárias de lá. A Doris era aluna nossa!
Também. E aí? Tem um grupo todo aqui e, depois que aparece o grupo de poemas, né?
A segunda parte aqui aparece com a [Música]. Então, daí tem aqui, ó: Sandra, Laur, Paula, Vera, Sandra, Shirley, Sônia, e aí vai repetindo que é essa brincadeira do vai e vem, né? Drm, Fernando Pessoa, aquela brincadeira.
Depois, balé da CM. Olha, depois o grupo M que aparece, até o Pedro Tortello aqui, que também foi meu aluno. Nossa, que legal!
Deixa eu ver aqui, que legal! Tô falando, hein? Ainda bem que tem esse programa.
E depois que entra esta parte aqui, lá. . .
Ai, que máximo! Então vem o balé. Depois do balé, vem esta parte toda aqui de música, que aí entra até o Pedro Tortello.
Olha só que legal! Daí desse daqui tem o grupo Musa e, depois, tem a de MPB, que, aliás, eles cantam, né? MPB, várias músicas.
E aí, nesse grupo, daí, está também o Pedro Tortello. Que barato, né? E o encerramento é "Canção da América", do Nascimento, com.
. . Ai, foi lindo!
Copla com a Lúcia Guariglia. Yeah, muito legal! Então, é dessa apresentação que você participou também.
Fora esta aqui, foi dentro da Faculdade de Filosofia, e disso aqui surgiu o convite que nós fomos embora para a CM FA. E aí vocês se apresentaram na CM lá! Muito divertido!
Eu tinha me esquecido, tinha me esquecido dessa apresentação da CM. Incrível! Obrigada por você reforçar a ladeira da memória.
Então, Cris, e disso tudo, né? Desse tipo de participação que são participações artísticas, poemas, música, junto. .
. Não deixa de ser um sarau. Então, na verdade, essa montagem toda, sem a gente utilizar o nome sarau, foi um sarau, né?
E porque um sarau, tendo poemas, músicas, dança, né? Isso é muito incrível. Mas foi um sarau desenvolvido lá naquela época, na CM do Jardim São Paulo.
E é uma atividade como essa hoje, né? Como que você vê você naquela época e você hoje? Isso serviu para alguma coisa?
E por quê? Nossa, serviu muito! Porque eu adquiri um gosto por poesia.
Eu passei a apreciar poesia, eu apreciei muito mais as artes de performance em geral. Eu conheci uma outra forma de fazer arte, usando poesia que estava lá, aparentemente, somente fechada num livro. .
. De repente, não. Foi assim, compartilhado com uma plateia!
Eu fiquei fascinada com tudo isso porque eu comecei a querer ler mais poesia. Música sempre foi muito presente na minha formação, não como musicista. Eu não toco nenhum instrumento, mas eu sou sensível o suficiente para me emocionar com música.
Eu presto muita atenção nas letras. Eu aprendi inglês assim, então tudo isso só contribuiu para aumentar o amor que eu tenho pela língua portuguesa e pela língua inglesa, porque, afinal de contas, eu cantei duas músicas em inglês. A outra era do Bob Dylan.
Então eu também comecei a ter uma formação de música internacional. Eu fiz francês com você, depois eu fiz francês e espanhol nos Estados Unidos. Abriu todo um leque na minha cabeça!
As aulinhas de francês, cantando "Cidade Maravilhosa" em francês, e até música do Carlos Chagas. . .
[Música] Continua, retorna lá. . .
Mais Roberto Carlos. Né? Era muito divertido, tinha músicas muito gostosas.
Nossa, que legal! Eu me diverti muito e foi um trampolim para as outras oportunidades que a vida me deu, e eu soube aproveitar, né? Como você falou, a minha experiência nos Estados Unidos, eu não deixei de aprender duas línguas estrangeiras lá, aliás, três, né?
Com a língua do país. Então, eu pertencia ao grupo de francês, ao grupo de espanhol, e vivia o inglês, que foi um sonho realizado. Porque, como eu te falei, eu sou apaixonada por idiomas, né?
E a língua portuguesa foi a base de tudo, porque quando você tem essa intimidade, esse amor pela língua mãe, ela serve como uma base para as outras. Você consegue entender a gramática, o léxico de outras línguas por causa da sua. Então, foi muito bom para mim, foi essencial participar de todas essas atividades porque me abriu a cabeça.
Eu passei a ver um mundo mais colorido, mais cheio de beleza. A beleza emociona, a beleza toca. Então, e aí você se aproximou mais ainda do teatro por causa de um tal de Trigan, né?
Sim, eu casei com um homem que ama teatro e que fez rádio teatro como Uderico Amêndola, que fez história de teatro em Sorocaba, né? Teatro do SESI, quando não existia o Teatro do SESI físico, o antigo Teatro do SESI, com o Rubens Pelini e com o Odair Moura. Então, ele também me passou muito disso.
Ele só complementou fatos incríveis do teatro de Sorocaba que me orgulham muito. Eu frequentei muito teatro em Sorocaba. A Demir Felizi, a Maria Cristina.
. . me achará que agora eu não lembro o sobrenome dela exatamente.
. . A Edmeia.
Eu encontrei a Cristina no avião, ela era comissária de bordo. É verdade! Eu lembro que ela estava nessa carreira.
E o Mário Piccolo sim. E o Oliveira Lima. .
. Oliveira Lima. .
. Liando de Oliveira Lima. A gente ia no Bar do depois, porque o Sérgio saía de lá, isso na frente do Getúlio, lá na esquininha, na frente do Getúlio, com o Nilo.
Lá, tá vendo? Que o universo vai costurando as linhas. Muito bom!
Então agora eu quero que você diga alguma coisa que você não falou ainda e gostaria de falar. Ah, sabe, eu sou muito grata a todos os encontros, a todas as aulas que eu assisti, porque eu sorvi, eu prestava atenção, e isso me abriu um leque de possibilidades na vida. E hoje eu posso não saber muito, mas eu sei um bom tanto que me.
. . Dá alegria para viver e tô sempre curiosa.
Essa coisa de ir envelhecendo com curiosidade e com brilho nos olhos! O meu trabalho, que eu faço há mais de 40 anos, é impagável e eu devo a essa forma ação. Eu devo a tudo isso que eu vivi nas minhas experiências, no Getúlio, na faculdade, nos cursos que eu fiz posteriores.
Mas eu, essa vontade de aprender, essa vontade de ver a diversidade do mundo, de ir jogando fora meus preconceitos, eu vou te dar um exemplo. Eu participava de um grupo internacional onde havia muitas pessoas do Oriente Médio, e eu tinha um certo preconceito por causa do jeito que eles tratam as mulheres. E foi tão lindo porque, através da língua inglesa, como uma cidadã do mundo, eu diminui os meus preconceitos.
Eu pude respeitar a cultura do outro, e isso só abriu a minha cabeça. Eu encontrei isso ao longo da minha trajetória desde ter idade, porque eu tinha uma voz muito diferente do tradicional, pessoas que não se negavam a falar com certas pessoas que a sociedade excluía, por exemplo, prostitutas que, antigamente, na Vila Ortência, parece que tinham um grupo delas morando lá. Então, era muito lindo de ver.
Eu vi essas histórias que os meus avós respeitavam, então eu cresci com essa coisa da diversidade, essa coisa do "não importa o que a pessoa é", é o respeito. E eu cresci muito com esse grupo internacional. Eu sinto que tudo isso, essa diversidade de arte, poesia, música, conhecer outras culturas, a nossa também, saber de onde nós viemos, como nós fomos formados como brasileiros.
Não admirar o estrangeiro, mas não querer ser estrangeira, porque eu não quero perder minha identidade de brasileira. Isso tudo me enriqueceu como ser humano. Eu posso dizer que eu sou um pouquinho melhor porque eu tenho olhos para isso, para respeitar, ou pelo menos tentar respeitar.
Não tô dizendo que eu sou isenta de preconceito, porque todos nós temos os nossos vieses, e a gente precisa crescer em cima disso. Então, era isso que eu queria te falar, Cris. Muito obrigado, querida, viu, por esse nosso rápido, né?
Mas muito obrigado pela sua presença, né? No Getúlio, na faculdade, na nossa vida. E continuar, né, com essa presença tão maravilhosa que é você, viu?
Muito obrigado, S. conosco. Obrigado, viu?
E vocês que estão nos acompanhando, muito obrigado também por essa presença constante conosco, escutando essas histórias de vida, principalmente ligadas a teatro, arte, educação, né? Ensino de línguas e a paixão pela profissão. Isso é fundamental, né?
Precisamos amar aquilo que fazemos, e daí dá tudo certo. Obrigado, Cris, obrigado, gente. Até a próxima, viu?
Obrigadão! Fiquem com Deus! Tchau!
Também tchau!