[Música] bom Débora muito prazer só me apresentando rapidinho a gente falou um pouco né mas eu sou jornalista e hoje eu colaboro com a quem joga com alguns projetos e a gente tá se debruçando sobre esse conteúdo especial sobre o sofrimento psíquico e a saúde mental das Mulheres nesse pós pandemia e nessa volta ao normal né E aí a gente tá levantou uma série de dados assim nas principais pesquisas estudos referentes a isso então a gente já tem um arcabouço assim de informações numéricas do conhecimento mental das mulheres considerando né o recorte racial mas também
outros recortes quando a gente tem dados disponíveis de orientação sexual identidade de gênero etc e classe também e também tá conversando com especialistas porque a nossa ideia é tentar dar uma explicada Em que estruturas que geram esse sofrimento para as mulheres né porque que as mulheres sofrem mais pelo menos em relação quando a gente olha para os números né a gente tem dados que mostram que elas são muito mais diagnosticadas né com depressão e ansiedade isso se agravou na pandemia né antes da pandemia em 2019 as mulheres eram 60% dos casos de transtornos ansiosos de
transtornos depressivos no Brasil e os homens em um número menor né menos prevalente são muito mais representados em transtornos de uso de substâncias sobretudo de álcool E aí eu queria começar perguntando para você assim pela tua experiência né Tudo Que Você já estudou o que que para além de possibilidades biológicas e genéticas de cada pessoa né O que que gera esse adoecimento entre as mulheres que fatores e estruturas que estão por trás disso assim né E que mais além aprofundando quando a gente olha para as mulheres negras no Brasil quais são essas especificidades impõe esse
sofrimento psíquico a essas mulheres no Brasil Tá bom eu tenho trabalhado muito com a questão da leitura sócio-histórica dos processos de adoecimento né eu tenho muita dificuldade de trabalhar com esses horizontes biológicos genéticos porque eu acho que eles foram grandes problemas ao longo da nossa história né e fizeram com que a gente chegasse nessa complexidade que é o Brasil nos dias atuais e a situação complexa da população negra Especialmente quando a gente pensa nas mulheres negras e nos processos de adoecimento considerando que eu vou vender acompanhando no consultório nos Espaços acadêmicos nos trabalhos de comunidade
acho que a sobrecarga de trabalho a quantidade de responsabilidade é uma responsabilidade que não é partilhada não tem troca em geral toda aquela força que aquela mulher tem ela vai ela vai compartilhando com outro mas ela não tem uma troca de qualidade E aí essa eu acho que esse movimento de se doar sem receber sem ter tempo de parada acabar levando essas mulheres por um processo de adoecimento que só vai ser identificado numa situação quando chegar na situação bem grave porque enquanto é possível continuar trabalhando continuar fazendo continuar se movimentando Elas Não Param Elas Não
Param Eu costumo dizer que são mulheres que se recusam a morrer não importa o que aconteça ela se mantém em pé só que existem coisas que não estão sobre o nosso controle né E daí a gente vê se esse aparecimento já dos processos de adoecimento em estágio elevado essa né Essa necessidade essa recusa em morrer tem a ver também com o fato dessas mulheres né sobretudo mulheres negras serem nos rimos de família né serem as pessoas que estão ali dando conta e do cuidado todo também né assim se acontecer alguma coisa comigo eu vou deixar
muitas pessoas na mão assim tem a ver com isso também Eu acredito que sim sabe Pensando né quando você fez contato comigo eu fiquei pensando muito nas ações que eu fiz parte nesse período da pandemia e pensando como era o trabalho antes eu trabalho muito nessa esfera Comunitária né na pandemia foi a oportunidade de ruim por um lado mas que a gente trabalhou em diferentes frentes E aí eu fui observando algo bem interessante as mulheres negras que infelizmente por conta de um recorte histórico são a maioria nos Espaços periféricos elas em geral são mulheres que
não tem muito com quem contar não porque elas são sozinhas e abandonadas porque em geral estão vindo de famílias onde cada um tem a tarefa de dar conta da sua vida Isso já é uma coisa muito grande você não depender de uma outra pessoa da família porque tá todo mundo ali mais ou menos no seu limite essas mulheres negras que já tem que dar conta da sua rotina familiar muitas vezes sozinha mesmo tendo um companheiro e muitas vezes mesmo tendo filho é pensar a rotina da vida não só nas questões financeiras mas nessa dinâmica de
sustentar o próprio equilíbrio da convivência essas mulheres tiveram que dar conta de desemprego de maridos tiveram que dá conta da irritação desses maridos desempregados que passaram a ficar em casa com seus filhos tiveram que dar conta dos processos de adoecimento dos seus filhos nesse período e Elas tiveram que fazer isso muitas vezes em casas pequenas com pouco espaço de vazão para poder respirar Elas tiveram que segurar as agressividades e violências decorrentes de toda essa redução de espaço Elas tiveram que se tornar professoras Elas tiveram que lutar para fazer todo mundo acreditar naquilo que elas também
não acreditavam que era nós vamos ficar vivos e isso demanda muito gasto energético muito gasto psíquico e um gasto que não foi oferecido para essas mulheres um posto de gasolina para reposição sabe para encher o tanque de novo E aí a gente vai vendo resquício disso nos dias atuais porque naquele momento de luta elas estavam pronta elas estavam dando conta de coisas que elas nem sabiam que elas iam dar conta só que a conta começou a chegar a conta desse processo E aí a gente tem nós estamos encontrando mulheres extremamente cansadas no período que os
seus filhos precisam recomeçar acreditar na vida que os seus maridos estão retomando o mercado de trabalho e elas estão esgotadas mulheres que lá atrás tinham feito o seu pé de meia financeiramente falando para viver situações um pouco melhor no futuro próximo que tiveram que pegar o pouco que tinha para sustentar a sua família direta e o irmão a mãe tiveram que dá conta dos seus mortos mais velhos né então foram mulheres que tiveram que segurar essa onda sozinho não sei se alcancei um pouco do que você me perguntou e tiveram que dá conta também desse
afastamento né de outras pessoas que também faziam parte dessa rede de apoio Possivelmente outras mulheres né assim também isso geram Impacto né sim porque apesar do período da pandemia ter colocado se muitos trabalhos psicoterapêuticos a maioria dos espaços eram online o espaço que ok acessou foi importante para muita gente mas a maioria das pessoas da Periferia não tinha condições de acessar esse espaço e os profissionais também não estavam com autorização para ir pessoalmente a esses lugares né ontem eu tava fazendo um levantamento eu faço parte de um projeto social comunitário na pandemia a gente ficou
como um ponto de distribuição de alimentos materiais de higiene enfim parceria com empresas prefeituras tudo mais e a gente tava discutindo assim nós tínhamos um alto número de mulheres negras procurando ajuda mas não era a quantidade que a gente imaginava tendo em vista o que nós estávamos vendo e aí fazendo uma leitura das informações a gente foi compreendendo que muitas mulheres ou muitas famílias negras estavam sem condições financeiras inclusive de chegar aos pontos de retiradas de alimentos e a gente vai pensando o tamanho da complexidade que foi isso e eu sempre gosto de bater na
tecla passar fome gera um sofrimento mental infinito né fome a gente fica com raiva a gente fica decepcionado com a gente com a nossa existência com as nossas possibilidades de cuidar do nossos então quão grande foi o desafio dessas mulheres aí como a gente precisa retomar imediatamente para os encontros presenciais com essas mulheres que precisam Ter suas energias renovadas não houve tempo de recuperação né disso assim e nem estruturas para que isso né que essa energia se recuperasse né o apoio necessário porque essas mulheres se reerguessem depois disso né E aí a conta tá batendo
né é como se fosse assim Aquele momento que baixa adrenalina assim daí vem tudo assim sim aí eu acho eu vou sair lá da mulher assim que tá na periferia vou passar para o outro lado assim da mulher negra profissional que também foi a mulher que ficou como responsabilidade de acolher essas outras mulheres que eram seu reflexo o seu espelho então agora nesse momento a gente pode ver assim uma situação de também ter que fortalecer essas mulheres profissionais que precisam voltar para o encontro com essas outras mulheres que precisam dessas profissionais então o momento eu
falo que a gente tem que ter uma equipe de guerra mesmo mas é uma equipe de guerra no sentido de que nós precisamos ver pessoas nas Várias Pontas nós não podemos todos ficar fazendo a mesma coisa então a gente precisa de alguém que cuida de alguém que lhe diz lá de alguém que se movimenta nos diferentes espaços a gente precisa dessa grande equipe para conseguir acolher essas mulheres nas suas muitas demandas que estão surgindo nesse período mas acolher psicologicamente tem sido urgente porque psicologicamente exausto a gente não consegue dar os próximos passos tem um dado
que me chamou atenção nessa pesquisa que foi quando a gente olha para os dados de recortes raciais da pesquisa Nacional de saúde né que até anterior a pandemia né porque são dados de 2019 então isso pode até ter sido agravado né mas infelizmente a gente ainda não tem isso dimensionado é que quando a gente olha para o percentual de pessoas com depressão em grau intenso e muito intenso é o percentual de pessoas pretas e pardas com esse com a depressão ou sintomas de depressão nesse grau intenso muito intenso é muito superior ao das pessoas brancas
né as pretas 16,2% parte das 13,3 e brancas 10,6 quando a gente olha para essa depressão o que que isso indica né você falou um pouco ali né que não existe esse cuidado quando o sofrimento tá começando e isso vai ser olhado quando já né tá numa situação grave né isso diz respeito à falta de acesso à saúde O que que tá nesse contexto por trás desse contexto Vamos pensar assim que a história do próprio Brasil já tem um contexto assustador em relação ao abandono da população negra em geral quando a gente pensa no que
aconteceu nessa pandemia desesperador o que se deu É o abandono foi eu não posso dizer que foi pior mas talvez eu possa dizer que foi muito evidenciada não teve esse nenhum esforço de esconder aquilo sabe foi de tamanho absurdo tamanho a violência tamanho abandono que as pessoas negras ficaram E aí nesse sentido né eu volto lá para o começo não dá para dizer que os processos depressivos nesse número gigante que ele tá relacionado a causas biológicas ele está relacionado a esse sofrimento é impossível você ter sopro de vida esperança para o amanhã vivendo no abandono
constante né é a semana passada eu assisti alguns vídeos e pensando em toda a questão E aí eu tava chocada assim com algumas colegas porque nenhuma das imagens aparecia uma fila de pessoas negras no lixão né grande maioria as pessoas negras no lixão e tentar achar alguma coisa e algumas delas e será cenas do período da pandemia algumas delas folha de verdura fácil retirada amarrada para fazer o uso como se fosse uma máscara E aí quando olha aquela cena eu fico pensando qual outro retrato de tamanho abandono poderia ser explicitado para gente uma pessoa que
nesse contexto pandêmico onde a gente não podia fazer nada tinha que usar máscara a pessoa tem que pegar uma folha de uma verdura no meio do nada amarrar qualquer coisa e acreditar que aquilo vai protegê-la a gente também teve nesse período muitas situações de violência né E aí especialmente mulheres e pensando mulheres que ficaram em casa tiveram lidar com muitos casos de violência doméstica muitos né muitas não conseguiram sair dessa situação porque muitas não tinham para onde ir não tinha para onde voltar aí tiveram que dar conta disso muitas mulheres não foram ouvidas em delegacias
muitas mulheres não foram ouvidas em centro de referência da assistência social porque muitos desses serviços estavam fechados outros serviços públicos comunitários estavam fechados então muitas dessas mulheres não tinham com quem conversar não tinha onde pedir ajuda eu penso que todo esse contexto ele não tem como gerar outra coisa que não seja adoecimento de outro lugar não que não é o biológico é de um lugar social é de um lugar de olhar para sua vida não enxergar o amanhã mas está com a sua história fundamentada no abandono não tem como não gerado esse cimento E aí
quando você fala né dessas cenas e quando fala do histórico também não tem como separar o racismo desse sofrimento ligado a esse sofrimento o racismo é um dos crimes mais cruéis da humanidade Especialmente porque muitas vezes ele acontece de forma muito Sutil e deixa a vítima até sem condições de reagir isso traz um sofrimento de uma ordem que não tem nem como mensurar o racismo nesse período foi responsável por impedir que muitas pessoas fossem prioridades de atendimento que muitas pessoas tivessem seu direito de ir e vir negado porque se tornaram suspeita o racismo tirou muitas
crianças de suas famílias nesse período que muitas famílias estavam passando pobre mas aquelas daquele grupo específico tiveram essas crianças retiradas não tem como não falar que todas esses fatores são importantíssimos no processo de adoecimento desses homens dessas mulheres negras Mas se a gente não conseguir pensar a vinculação de tudo isso a gente cai numa armadilha biológica que não vai dar conta né dessa produção Histórica de terror e abandona do nosso país a gente também não tá falando só né do adoecimento diagnosticado sofrimento quando esse sofrimento não é endereçado aí o que que acontece né isso
passa não só por ter acesso a cuidados especializado né que na maioria das vezes nesse processo você tinha se você pensar em termos periférico as pessoas estavam tentando sobreviver elas com elas mesmas então elas não tinham rede de apoio não conseguiam ser de apoio muitas vezes entretanto precisavam ser porque eram convocadas uma loucura aí tá assim eu vou precisar do fulano mas eu vou sim Cuidado que eu preciso dele assim para eu não pedir demais então é desde a rede de apoio mais simples da vida cotidiana a rede de serviços a rede especializada o quanto
isso foi prejudicial nesse período e a importância disso retornar e a gente poder retornar para essas práticas com essa consciência racial com essa consciência que não vai mais permitir que a gente coloque essas pessoas em condições de abandono porque a gente precisa começar a entender que sim mulheres negras homens negros Eu sempre gosto de dizer assim querendo ou não são pessoas resistentes mas não porque naturalmente biologicamente assim nasceram porque tiveram que buscar essa força em algum lugar para estar vivo até hoje Mas isso não é eterna se a gente não der condições de existência para
essas pessoas a gente vai chegar em lugares mais caóticos do que esses que estamos vendo resistir é necessário mas não é para sempre existir é algo que é urgente e quando você mencionou né que o servir isso nessa série de serviço foi fechando durante a pandemia agora tão sendo retomados mas antes da pandemia Eles já não davam conta de tudo né quando a gente pensa sobre tudo em serviços públicos né O que que na sua visão precisa ser fortalecido e que tipo de iniciativas de transformação assim precisam ser feitas nessas estruturas desde o cuidado né
da saúde mental no SUS até realmente né políticas de distribuição de renda outras coisas mais estruturantes né Que que isso quais são assim na tua visão essas mudanças necessárias para que a gente reduza né acho que é uma coisa urgente ao fortalecimento das próprias políticas públicas né porque os profissionais que estão na linha de frente do serviços públicos também são pessoas a maioria são pessoas que também estão em sofrimento a maioria são pessoas que estão é muitas vezes da Periferia no máximo classe média você vai ter o número muito pequeno de pessoas que estão em
outras situação né o abandono das políticas públicas nos últimos tempos tem sido assustador tanto que você vê o grande processo de adoecimento de profissionais desse serviço também né então investir nas políticas públicas de forma adequada é um passo fundamental para que a gente reorganismos porque não adianta a gente cobrar das pessoas reposicionamento sem condições esse reposicionamento acontecer e quando a gente fala de saúde mental a gente conseguir pensar que Saúde Mental é algo que a gente cuida em diferentes espaços de diferentes formas né Não somente nos serviços do SUS mas nos serviços do sistema único
de assistência social na educação tudo isso tá aparecendo E como que é que nós estamos cuidando e olhando para tudo isso eu tenho um certo carinho pelo sistema único de assistência social né e muitas vezes eu costumo dizer que é um sistema uma política pública que vai sendo tratada exatamente como são tratados seus usuários uma política abandonada que tem que cuidar de pessoas abandonadas e que não tem condições de ser ofertada e é esse serviço são serviços importantíssimos Porque eles estão dentro das Comunidades as pessoas acessam esse serviço se a gente não fortalece suas não
faz sentido porque muitas vezes é o profissional das suas que possibilita a entrada de outros trabalhadores e muitas residências em muitas vielas em Muitas comunidades e ele é o profissional menos valorizado nessa rede toda de cuidado e eu sou insistente é sempre que me perguntam me chama como diálogo quando a gente precisa fortalecer o suas porque o suas não é o que já é muito importante mas não é só a entrega da cesta básica é a garantia da vida e dignidade por meio de uma política pública então a pessoa ela não tem acesso aos benefícios
no período que alguém quer ter ato de bondade depois não tem Nunca mais a política pública garante a dignidade e por isso a gente precisa lutar por fortalecimento dessa política pública o SUS é um serviço que identifica as pessoas que diz essas pessoas existem é um serviço que se for potencializado esse sistema potencializado ele consegue recolocar essas pessoas no mundo de outras formas porque é um sistema formado de muitos e diversos serviços capaz de acolher demandas completamente diferentes compromissadas com a dignidade das pessoas se a gente não fortalece não adianta porque ao mesmo tempo que
o sistema único ele reconhece e identifica as pessoas na medida que as pessoas temem a sua identificação o sistema único de assistente social ela também não são impedidas de usar o serviço mesmo na sua invisibilidade elas são acolhidas Então para mim esse é um serviço fundamental se a gente quiser cuidar da saúde mental das pessoas porque sem dignidade não tem qualidade saúde se a gente não conseguir pensar nesse serviço especialmente que eu defendo e Vou defender muitas vezes né nesses sistemas fundamentais que estão dentro dos territórios a gente não consegue dar um salto e você
mencionou aqui esses sistemas e serviços estão dentro dos territórios né dentro das Comunidades e acho que isso na minha cabeça conversa muito com o que é o Hulk fala da importância da comunidade né no processo do pé de autocuidado né como é que a gente pode relacionar isso então com esse processo na comunidade promover o próprio autocuidado olha que coisa mais interessante que acontece na rede suas né redes suas tem um processo tão interessante que quando abre esse serviço a prioridade de contratação além de ser as pessoas da Comunidade São aquelas pessoas que estão no
atendimento nos próprios serviços porque a ideia é que essa pessoa possa começar a ser responsável pela sua geração de Renda pela emancipação da sua história então o serviços que estão dentro dos territórios eles conseguem por si fazer com que as pessoas possam ir criando esses movimentos os crase especialmente né os crescem no contexto mais de violência mas os crasos especialmente com a Gama de serviços de proteção social especialmente no caráter preventivo eles ofertam tantas possibilidades de diferentes formas porque você vai pegar serviços territoriais que abrem seus braços para pequenas vilas e ali você vê equipes
formação de grupos de espaços de cuidado de braços dados com a realidade daquele grupo e isso é importantíssimo porque aquele passa a ser um ponto de proteção para essa comunidade de proteção e crescimento a gente não consegue agora até por uma para entender um pouco dinâmica da rede assim né do próprio sistema Como é que os crase e o próprio suas conversas por exemplo na prática né ou como deveria ser como acontece na prática essa conversa com a rapos e com os caps assim né nesse sentido assim existe uma conexão do trabalho que é feito
nessas duas frentes como é que isso funciona um pouco da minha experiência eu sinto bastante tempo nessa nesse espaço tão pouco da Minha experiência é por território a gente tem aquilo que a gente chama de reunião de rede intersetorial Então pelo menos uma vez por mês todos os serviços do território se encontram para dizer existimos estamos aqui estamos fazendo enfim coisas e aí desse processo de se conhecer a gente pode especificar Os encontros que a hora que a gente consegue fazer discussão dos casos específicos com serviços específicos é claro que é bem verdade que as
pessoas conhecem muito mais o serviço do SUS do que as suas o suas é muito conhecida por o bolsa família de um jeito muito simplório né pensando pensa no Bolsa Família de um jeito muito ruim né as pessoas Acho que ainda tem dificuldade de entender a importância dessa política pública né a importância das famílias acessarem esse direito e muitas vezes os outros profissionais de outras áreas também tem dificuldade de entender o funcionamento do sistema único de assistência social porque é um sistema que nas grandes cidades especialmente não funciona de forma direta é uma relação com
organizações sociais então parece uma coisa desconectada porque você não sabe se você tá falando com o pessoal de serviço público se você tá falando com uma ONG né uma Oscar Enfim então mas que entre as problemáticas e as potencialidades dessas relações funciona muito quando essas organizações sociais são do território onde os serviços estão implantados porque aí você tem uma aproximação maior Porque além do serviços que essas organizações ofertam na parceria com a prefeitura elas também tem o seu serviços próprios comunitários que já existem há muito tempo antes da prefeitura entrar naqueles espaços mas existe existe
esse diálogo é na maioria das regiões mas nós temos a falta violenta de investimento o que vai dificultando com que esses diálogos produzam muitas coisas boas Porque mesmo na falta esses diálogos esses trabalhadores produzem coisas boas e transformações poderiam fazer muito mais com investimentos qualificados do financeiro a formação ao acolhimento desses profissionais mas ainda assim fazem Assim como as famílias que estão nesses locais as mulheres ainda assim fazem porque só se percebem Doente quando a situação tá bem complexa e a gente tem que trabalhar para que não seja assim mas