o Ministério do Turismo apresenta e a gente sempre pode pisar na grama para todos os espaços utilizados né essa experiência mais próximo possível da planta dentro dessa paisagem que é muito única muito diversa tão fácil é para sentar é para correr é para deitar capilar e é um convite para parar e escutar gente vive numa sociedade a gente é engolido pelo tempo e quando a gente olha para levar essa Botânico é como se ele mandasse uma mensagem que vão respirar vamos olhar e parar para respirar para olhar como pede o tempo das plantas da música
do nosso próprio corpo um tempo diferente do que marca o relógio e que vai dar o ritmo do programa de hoje eu sou Bárbara Coren Esse é o primeiro episódio de território específico a temporada de estreia do Inhotim podcast E aí E aí E aí e essa caminhada na grama pode ser também o movimento de retorno como contou a Sabrina do Carmo que a gente ouviu no começo do programa e pode abrir uma janela para um tempo anterior a senhora tá vindo a Silva Alves do Carmo coordenadora do Jardim Botânico minutinhos e faz parte dessa
equipe que se dedica diariamente a cuidado Jardins do Instituto para que eles estejam sempre muito bonitos muito saudáveis esse pedaço de tinha que se dedica diariamente a educação a pesquisa EA conservação do hotel lugar que a gente tá ele é um cartão postal do Instituto e remete muito também aos primos O que é esse lugar já foi um dia a gente chega fazenda e ela fica bem ao lado aqui da casa que era a antiga sede da Fazenda aqui tava no início da história desse espaço [Música] exato o Tamboril é um dos seres mais grandiosas
que a gente tem na paisagem da TIM né seu tronco que realmente é muito e pelo tamanho dos braços formam uma copa que realmente é muito muito grande e já tem alguns frutos é e a Copa tá toda aberta Talita em qualquer um orquidário som do Tamboril tem várias espécies ele é o mesmo tempo né coexistindo com a gente vê que tem o Tamboril é o coração doente é ao redor dele que nasce Instituto Oi Isabel aqui com certeza já viu a gente tá falando daquela árvore frondosa alta na beira do lago chamado pelos funcionários
de Lago Ilha [Música] é aquela árvore que tem um banco do Gol França embaixo se você já visitou é provável que já tem tirado uma foto aqui foi a partir do Tamboril que eu tinha cresceu as primeiras instalações foram construídas ao redor da árvore e ainda hoje ela funciona como uma espécie de eficentro da expansão do Instituto é e é uma árvore que já terminou muita coisa né nossa estimativa entre 80 e 100 anos imagina só conta a transformação de paisagem já aconteceu nesse espaço o princípio da construção do Instituto um jardim como esse né
Nós estamos falando de 140 hectares todo dia tem uma flor nova que está surgindo E que você nunca tinha conhecido com frequência tem um fruto às vezes um fruto que é de um sabor desconhecido para você e te faça seu repertório de sabores aumentar então todo dia até uma novidade só que depende da esse olhar atento se você não tem esse olhar atento para o que tá acontecendo na vegetação Então você vai perder muitas belezas e para quem se mantém conectado ao tempo da natureza o Tamboril deixa um recado a gente ficar em casa aprender
com essa sabedoria desses corpos das plantas que existe o tempo das coisas uma etapa para ser cumprida antes de chegar numa outra e nós não precisa olhar para as plantas e entender esse recado né esse também por exemplo um dia ele foi uma muda mudam muito pequena tinha uma duas folhas no ambiente que às vezes não tá chovendo que a gente tá muito quente que às vezes tem um Predador uma série de coisas para dizer não vai dar certo não vai para frente mas eles superam as dificuldades e tá aqui se transformou nessa árvore desse
tamanho né mas eu vou tempo não foi do dia para noite não foi não fácil de mágica então eu olho para o universo Botânico e tento enxergar que existe essa lição eles estão aonde que a uma outra forma de lidar com tempo mas calma mais leve mais saudável e que repete o processo da vida [Música] respeitar os ritmos da vida e também se abre a outras temporalidades possíveis Há outras maneiras de se entender o tempo bem o o tempo evento desse universo de conhecimento né é pré-colonial africano né que veio para nós aqui nas Américas
através da estabilização né dos africanos esse conceito de temporalidade dessas culturas né é são bastante distintas das culturas ditas ocidentais Esse é o artista aí são Heráclito o tempo está no centro da sua produção artística mas um tempo diferente do entendimento ocidental então diversos filósofos sobre a cultura Urbana é mas também é e as filosofias ditas bantos né muitos terreiros de Candomblé muitos espaços recortados pelo pela a religiosidade africana que fala de um tempo onde não existe essa separação né é e é sede de linear né do passado do presente e do Futuro né então
é uma visão uma visão multidimensional então o passado não não é algo distante que já aconteceu né então passado você tá se sente fica né o presente é o o imediatamente agora né e o futuro não é algo distante né ao que ainda irá acontecer o futuro está começando acontecer está sendo agora então é uma ideia muito esférica que dá ideia que nós temos né de temporalidade e o passado o presente e o futuro sendo concebidos de forma bem Unidas entrelaçadas todos acontecendo ao mesmo tempo o presente o passado eo Futuro coexistindo no nosso corpo
e nos nossos caminhos então por isso que nós por exemplo nós estabelecemos relações com os nossos ancestrais relações vivas Eles não estão no passado o poder certa forma do desencarnado ele continua conosco então quando eu saco do por exemplo certos espaços faço aos rituais e sacudimentos limpeza e não tô voltando né É lógico eu tô voltando um fato histórico né que a coisa aconteceu no passado mas e esse é as consequências são vivas no presente então é é a partir dessa perspectiva que é toda minha concepção de arte né É É atravessada esse conceito atravessa
também uma em recente do Ailson junto xaxará com grelha de tempo de 2021 tempo rege muitas coisas e sobretudo é essa ideia né de de todos esses fenômenos acontecerem de forma multi e de forma sincrônica a grelha mesmo e quando eu fiz aquela sair de juntos né que quase sempre são combinações de duas divindades quase sempre uma divindade que rege a cabeça da pessoa e outra divindade que rege os caminhos né É isso que a gente chama de juntor eu reunir o tempo é com uma divindade que é uma divindade do Panteão da terra né
que é é Omolú é o senhor da terra estamos candomblé o que eu posso dizer sobre o tempo é isso o tempo é a presentificação é que acontece no ritual no contato que você tem consagrado né que você tem com transe que você tem com esse mundo né Espiritual do Axé então a está sempre o que limpando e nutrindo o Zé Orlando é justamente por quê Porque é a natureza que nos criou que nos alimenta né E que para que a gente se desenvolva a gente tem que ter tarô que com caminhos limpos né não
pode ter impurezas sujeiras né infortúnios então a ideia da temporalidade dentro de uma perspectiva de um cotidiano Passa muito por essa ideia dessa reconexão o trânsito por exemplo do Candomblé né o Deus está dentro do dentro do corpo que é a maior igreja no lugar mais sagrado o corpo do iniciado que é da parado para que o Deus né que tá dentro dele então não é aquela ideia baixou o santo como popularmente as pessoas falam baixas tanto Santo estado e o santo a flora então é é um brilho né porque isso porque nós somos a
natureza natureza está dentro de nós né a natureza não entra na gente E aí [Música] E aí E aí E aí e eu fiz uma viagem para em Otim antes de ir eu tinha existir digamos assim essa é artista e pesquisadora Raquel garbelotti A Raquel foi convidado para visitar o Inhotim e fazer um projeto para a instituição E aí nesse momento fiz uma espécie de uma série de registro de sobretudo um espaço que eu achei muito interessante naquele momento eu fiz uma fotografia inclusive feita com câmera na lógica e e documentei uma clareira fiz uma
medição do espaço eram passo vazio cercado de árvores era um lugar era já um lugar muito bonito muito lindo e eu fiquei buscando um espaço possível já adequação de algum projeto né e achei esse espaço vazio para colocar com o passar alguma forma e ele tá vazio fotografia a imagem de escrito pela Raquel se trata de uma clareira no meio da Mata emoldurado por Palmeiras e Eucaliptos Mas a partir daquele momento né de registro eu não consegui entender para quê que eu ia conhecer não conseguia admitir Como seria uma o preenchimento não faz sentido para
mim colocar uma escultura assim uma escala pública Então esse não fazer sentido foi Acho que ser respeitados né a ideia de clareira também como esse espaço aberto né que que se abre para alguma coisa para ser finalmente ocupada né ou não né alguma coisa que está da Ordem do espaço vazio né é um espaço que a gente nem sabe mais localizar e saber qual é de tantas transformações o tempo a durante toda essa temporalidade entre a primeira o primeiro registro EA noção de obra né E aí o trabalho ele ficou na ordem de uma esfera
projetual e eu achei isso muito interessante eu falei no momento que eu tive esse tempo né digamos assim pra entender qual era a ordem natureza de alguma coisa que eu queria tinha ver como é a produção era a natureza projetual a natureza de uma potência é projetual e não a produção numa escala agigantado de alguma coisa E aí um pouco do trabalho é isso assim essa distância entre alguma coisa pensada e alguma coisa produzida ou não produzida né mas da Ordem do pensamento sólido de cursos à medida que os anos passavam a foto da clareira
vazia ganhava potência eu ia deixando o campo apenas projetual eu quero passado da Raquel e do espaço que ela fotografou lá atrás aos poucos se mesclando agora é bonito ver por também no primeiro interesse existia mesmo eu tinha lugar imaginado não tinha Ainda nenhuma não tinha nenhuma projeção do que você vê aquilo tá então acho que o trabalho ele vai acontecer nessa muito tempo depois dessa primeira chamada assim a gente tem um tempo que é da de olhar o espaço-tempo da fotografia o tempo de se relacionar com a sua imagem o tempo de entender essa
coleção formato que eu trabalho só passou a ter sentido quando espaço não existe mais é o tempo daí da obra se colocar numa outra no outro este localizacional acidente seria a uma obra dentro dessa coleção uma obra dentro desse espaço e levou tempo mas a obra encontrou seu lugar nessa coleção há 15 anos depois de revelada a fotografia a clareira de Raquel garbelotti foi exposta no em Otim pela primeira vez em exemplo de 2021 a exposição coletiva deslocamentos eu acho que esse trabalho fala disso também no deslocamento também de lugar assim por mais que ele
fale de mim eu tinha Ele fala também ele relata ele narra sobre as potências desse espaço as transformações desse lugar é quase como se o tempo ele se fechasse né esse se eu tivesse uma coisa circular voltasse uma relação Inicial só que com uma resposta diferente não tempo diferente no formato diferente E aí [Música] o tempo é um grande mistério na física em qualquer outro lugar na psicologia Então esse é o físico Marcelo gleiser o paradoxo do tempo é que quando a gente começa a pensar nele e comparar ele com espaço a gente fica realmente
confuso né porque a gente tem Nós seres humanos e todo tudo que se mexe na natureza tem a liberdade de andar no espaço nas três dimensões dessa pode ir Norte sul leste oeste para cima para baixo então você pode usar vamos ver a sem o seu livre-arbítrio a sua escolha e falar eu quero subir a escada eu quero descer a escada né e tal mas com o tempo isso existe né o tempo vai para frente Independente de você querer ou não até a chegada de uma nova teoria que mudou tudo o que a ter atividade
trouxe de novo nessa nossa visão né do tempo Como o Rio né é que a passagem do tempo quer dizer o ritmo com que o tempo passa pode variar é só para outra de um observador para outro dependendo de como esses dois observadores estão se mexendo uma em relação ao outro né EA relatividade permitiu esticar noção de livre-arbítrio para bem longe Então o que a gente sabe de qual crédito é o seguinte que em princípio é possível viajar para o futuro Ok então você pode criar uma máquina do tempo que vai para o futuro e
o modelo dessa máquina seria por exemplo um foguete que viaja 10 por cento Vinte por cento quanto mais perto da velocidade da luz melhor então se você mandar um astronauta nesse foguete que viaja muito rápido então para o relógio dele vão dizer que passasse um ano quando ele voltasse para a terra esse astronauta e até um ano a mais mais velho mas o pessoal aqui na terra e até envelhecido muito mais do que isso bom então o cara envelhecer um ano Mas chegou aqui na terra e a mulher dele envelheceu 10 anos então ele viajou
10 menos 19 anos para o futuro Então essa é possível em princípio a gente não tem uma máquina sempre a gente não consegue viajar perto da velocidade da luz mas não existe nenhum princípio físico não é uma lei da natureza que proíba esse tipo de viagem já para o outro sentido dessa linha do tempo mais para o passado as leis da Física não permitem uma viagem para passado Ok e essencialmente isso tem a ver sem entrar em grandes detalhes tem a ver com a velocidade da luz as leis da física hoje em dia são baseadas
no fato de que a velocidade da luz é maior velocidade possível natureza e ela que controla vamos dizer assim a transmissão de informação então por exemplo você tá me vendo aí porque e a luz da minha do meu lustre tá batendo em mim tá indo no teu olho Então está viajando até você então a gente constrói essa observação da realidade sempre baseada em informação tudo para gente informação né na velocidade da luz para você ir para o passado você teria que ter alguma forma e além da velocidade da luz inverter esse processo de informação e
chegar no lugar antes de ter saído dele bom então por que que você confuso isso é confuso Porque existe o famoso paradoxo do Você conhece paradoxo novo paradoxo você imagina que você possa viajar para o passado e você vai para o passado e você encontra com o seu avô quando ele ainda era o aluno de ensino médio e você mata o seu avô meio dramático esse paradoxo se você mata só você muda o curso da história se você não ia mais existir nessa linhagem da história então que que aconteceu com o tempo que então então
você voltar para o passado e significaria que você poderia inverter esse processo e mudar o curso da história e isso daí é impossível a noção de um tempo elástico nos leva a uma outra parada nessa viagem que embute o risco para o assunto Super Interessante que a questão da imortalidade né você usar a ciência para tentar driblar a passagem do tempo né que é uma coisa que super presente sempre né várias histórias antigas mitos de você bebe da fonte do elixir da Juventude net seja a gente tem que ele teve essas maneiras meio mágicas de
tentar lidar com essa passagem do tempo que eu faço que nós somos seres Imortais Mortais né de queremos ficar Imortais em alguma forma né então 2021 eu falei transumanismo né se fala em você usar tecnologias digitais para você extrair a essência de quem você era e colocar essa informação no computador então você deixa de existir em carbono e você passa a existir só de uma digitalmente em computadores e os seria uma espécie de imortalidade digital contanto que você fizesse um backup né Então até que ponto isso aí é viável ou não né Essa Ideia de
imortalidade de tal eu diria que é totalmente inviável e absurda mesmo que existe um monte de gente que leva as ideias super a sério né então a ciência como a disciplina que vai conseguir ganhar driblar a nossa mortalidade né e eu acho que esse sonho ele sempre gente muda de roupa entendeu antes era ele cidade agora tecnologias digitais e tal mas a verdade é que existem várias Barreiras práticas e e fez para que a gente faça isso e sem dúvida a gente pode aumentar Nossa expectativa de vida e a gente dobrou né em 100 anos
120 anos por causa da ciência medicina antibióticos saneamento etc e eu acho que isso essa tendência vai continuar o dia que a geração da minha neta talvez consigo ir até 120 anos numa boa mas para sempre me não dá para sempre é uma ideia não é uma coisa realista Entendeu agora do infinito no espaço da Eternidade no tempo São conceitos não são questões viáveis que a gente pode realmente a alcançar no mundo físico e desembarcando dessa viagem junto com blazer existe uma coisa palpável ao nosso alcance e sem precisar ir para frente ou voltar tenho
poder de fazer o tempo parar eu acho que o fato da gente entender que nós temos um tempo limitado no mundo de certa forma incita e a nossa mola criativa para que a gente deixa alguma forma de permanência da nossa existência né E muito da arte e muito da ciência e a receita da vovó tudo que permanece de uma certa forma é uma forma de mortalidade Ou pelo menos de perpetuação de uma presença né então a gente fala que a gente só morre quando as pessoas deixam de pensar em você bom então de uma certa
forma o tempo a ver a realização da nossa mortalidade tem a ver com a memória que a gente deixa nas pessoas Essas são memórias potentes ao ponto de nos levar a pensar em outros tempos outros futuros possíveis fala de afrofuturismo já é legal a perspectiva eurocêntrica do tempo né bom é meu nome e zaika dos Santos né de Inocência mesmo né é o nome africano eu sou o Multi artista pesquisadora cientista do afrofuturismo África futurismo e Afro presentismo mas que futuros e que presentes são esses sensualidade com uma referência maior com dentro de afrofuturo alidade
a gente vai ter o África futurismo que vai falar dessa perspectiva inovadora do continente africano em si né e não como uma negação da dieta mais uma leitura das construções foram feitas Dentro do continente africano e É de fato importante a gente pensar mais de duas mil línguas né no só no continente africano não de eletros se línguas Cinco Famílias linguísticas né e trinta por cento aí da língua Mundial muita coisa né então tem uma construção muito grande no próprio continente Africano Então dentro disso O África futurismo ele fala desse pioneirismo agora o afrofuturismo em
si né ele vai nessa dinâmica de Passado Presente e futuro né O que foi negado historicamente a participação a presença de africanos e afrodescendentes o processo da história da ciência da tecnologia e da Inovação né bem como no campo das Artes aí você vai ter o afro presentismo que é o tempo agora é o afro presentismo que eu tô conversando contigo aqui agora né que de fato a gente tá falando e o presente quem for ouvir o podcast vai ouvir no tempo presente então esses afetamentos de conhecimentos conceitos fala as práticas né que vem trazendo
vai afetar essa pessoa no tempo presente momento presente que ela recebe então é muito importante pensar o afro o presentismo por essa perspectiva do agora como você se conectar com agora Como você consegue acessar essas camadas né históricas sociais para conectar no tempo agora e no Brasil a gente vivem Cia esse hibridismo também nessa o sincretismo quando ele acontece enquanto religião de matriz africana afro-brasileira se dá muito numa dinâmica de manter vivo né manter no agora né não deixar esse apagamento acontecer pelo processo da escravidão que foi algo muito violento mas ele fuma um é
uma perspectiva muito Ampla né falar da religiosidade afro-brasileira eu vou trazer para um recorte bem O que significa Ao qual eu trabalho no registro do tempo também e com a perspectiva da performance E aí eu trago para uma performance linha que vai falar um pouco sobre isso né o tempo do corpo não sei o tempo do relógio uma das performances um do jeito de expressar essa percepção do tempo passa pela música assar que é DJ e uma das fundadoras do movimento salto sound system aí falando no processo musical artista que trabalha com afro turismo na
Perspectiva da música Eu acho que o que acontece comigo é muito um hibridismo mesmo de fazer uma busca pelo portal do agora e consegui acessar essas conexões que se pautam nessa discussão tanto em África e um diálogo África Brasil né mas ele também acaba pensando numa sonoridade da diáspora em sua totalidade enquanto perspectiva musical Tão dentro da ação System dá Salto São System a gente e o iniciando o processo é pela Perspectiva da música jamaicana né que é o que acaba acontecendo muito Quais são esses tens só que aí depois de um tempo a gente
foi desmembrando para tudo que a gente queria fazer né Gente pô eu quero trabalhar com sonoridade que me interessa é o som como surgiu Como surgiu o som na Perspectiva da música afrodiaspórica Quais são os ritmos de afro-diáspora e E aí [Música] E aí [Música] E aí o portal da agora se torna conexão muito potente né você quer abraçar tudo você quer fazer o outro viver em excesso emissão Então queria trazer todas as referências nomes listas pai e tal e eu vou começar por ele calça amarrar né Você fala muito de São raro uma perspectiva
artística da raiz tava lá na década de 70 e são ra fica famoso porque o futurismo vivem se esse Boom tem umas que são raras chega até falar que nós somos um mito né é ser um mito é o quê para para honrar é uma perspectiva de não existência dentro dessa diáspora que nega a presença da população negra o prefeito [Música] fez Play bem tudo bem feito também tem que também Jesus vai tudo bem tudo bem tudo bem tudo bem aí [Música] E então como construir o fragmento seguinte o que eu quero no fragmento seguinte
como criar essas relações por intermédio da música Como criar essas relações por intermédio da arte eu gosto muito de pensar elas pela por intermédio da tecnologia e da ciência Mas de fato tem uma coisa com a arte que é a perspectiva de conseguir falar o que não se fala com palavras sabe conseguir alcançar o corpo do outro da outra e da outra Sem Palavras só com a conexão que se dano interno e externo afetamento mesmo né E aí E aí E aí E aí E aí E aí ó e aqui no meu TIM eu gostaria
de destacar né a música que nós ouvimos não só no dia a dia dos nossos projetos mas a música que a gente ouve na natureza né e no canto dos pássaros o barulho das Águas no vento batendo nas folhas e sabe que interessante que no silêncio também porque o silêncio faz parte da música Meu nome é César Timóteo do seu Maestro da orquestra de câmara em Otim coordenador dos projetos socioeducativos de música do parque e gestor de Educação no Instituto compositores colocam sempre com passos tempos de silêncio e tempos de pausa e é muito interessante
porque nesses tempos a música continua ela não para você desce a gente pode ouvir algumas coisas também se nós nos concentrarmos né esse é um tempo que se mede pela ausência pelos intervalos e quando a gente pensa nesse nesse tempo musical né nessa experimentação a gente vai entender que a música é feita de pulsações e isso é muito bonito porque a pulsação ela é algo muito orgânico porque vem do nosso coração nosso coração pulsa por isso que a música Viva né a música auxilia muito nessa nesse nesse nesse encontrar mesmo né dessa construção orgânica desse
tempo interno é Tá calma muitas vezes da Tranquilidade O maestro né ele vai indicar pulsação através do gesto então e da larga um gesto é diminuir gesto ele cria situações expressividade E aí os músculos continuam tocando na construção mesmo que o maestro por um momento outro né trabalho com expressão né Isso vai muito daquilo que a gente falou da função interna né grandes músculos tem uma pulsação interna muito bem definida eles têm ou desenvolveram isso também durante a vida né E isso traz E cria um peso plataformas musical muito interessante e diferente aí não deixa
de ser apenas o cognitivo e se torna também sensorial eu acho que a música Ela vem para nos ajudar nisso também sabe ela nos mostrar que o tempo precisa para ser bem utilizado né visto que a música acontece sempre no espaço de tempo e com pulsações muito bem definidas Então eu acho que quando a gente faz música quando a gente trabalha com música A gente tem esse privilégio né de poder também refletir sobre essas questões e que vão ser levadas e vão ser expandidas para outras áreas da nossa vida né e Olá eu sou a
Bárbara cole e esse foi o primeiro episódio de território específico a temporada de estreia do Niltinho podcast no site em Otim. Org. Br/podcast você encontra conteúdos extras dos episódios dessa primeira temporada além de conhecer os acervos de arte e botânica programação informações sobre visitação no Inhotim a música e porém eu tinha na sua plataforma de Podcast preferida e ative as notificações para ser avisado dos próximos episódios ou se preferir você pode ouvir a temporada também no canal do YouTube do Inhotim eu fui eu tinha podcast é uma produção do instituto Inhotim com a rádio novelo
a concepção de Inhotim podcast da Lorena vicini a Coordenação Geral é da Paula scarpim e do Renan só que vícios com apoio do Vitor Hugo Brandalise e do Ricardo Lopes a Lorena vicini a Gabriela longman são responsáveis pela pesquisa e pela falta a produção é da Gabriela Varela e do Renan se o que vícios o Vitor Hugo Brandalise assina o roteiro deste Episódio a edição e de Julia Matos a captação externa do Gustavo zysman a música tema foi composta pelo Luiz Rodrigues e pelo João já base da pipoca são que também fazem a mensagem a
identidade visual é assinada pela allislaw Juliana e Ricardo Lopes cuidam da Estratégia digital e e eu tinha podcast patrocínio do Itaú por meio da lei federal de incentivo à cultura e da Fiat realização do instituto Inhotim secretaria especial da cultura Ministério do Turismo governo federal pátria amada Brasil te espero no próximo episódio até lá [Música]