Durante mais de seis séculos, os muçulmanos invadiram países europeus, escravizaram gente para danar, tá certo? Não só na África, na África, claro que na África escravizaram muito mais mesmo, porque as tribos africanas eram muito mais indefesas do que os o os países europeus. Então, na África, vamos dizer, no mínimo, no mínimo, os muçulmanos escravizaram 25 milhões de pessoas, tá certo?
dos quais 80% eram então castrados porque eram mandados para casas onde eles não poderiam concorrer na posse das mulheres. Então eram castrados. 80% eram castrados e 80% dos castrados morriam.
Então precisava mais escrav mais isso foi a grande obra histórica dos muçulmanos. A maior realização histórica deles foi, vamos dizer, o sistema de escravização mais cruel e sangrento que já houve no mundo. Se eles fizeram e foram apoiados nisso por impérios locais africanos.
Tinha o império de O, tá certo? Era o grande escravizador na Europa, então na na África. Isso muitos séculos antes de chegar lá o primeiro europeu, o primeiro português, né?
Eh, então nesta onda escravagista, não só por escravidão, mas também por pirataria, eles foram invadindo terras na Europa. Se você observa a expansão islâmica, um negócio muito rápido e fulminante, né? Isso quer dizer que certas partes da Europa, como Espanha, Portugal, tal, estiveram sob domínio muçulmano durante sete oito séculos, né?
Depois de tudo isso, alguns príncipes da Europa resolveram se reunir para botar os caras para fora e invadir um um pedaço do mundo islâmic. Que pedaço? Uma cidade, Jerusalém.
Quer dizer, os caras ocuparam 10 países e em troca os europeus invadiram uma cidade Jerusalém. É claro que os malvados da história são os europeus que reagiram depois de sete oito séculos, reagiram de uma maneira muito mais branda, muito mais limitada, muito mais disciplinada, tá certo? E em seguida hoje são apresentados como se fosse os bandidos da história, não é isso?
Então, o que foram as cruzadas? Foram uma resposta parcial e tardia a maior agressão imperialista que a Europa já havia sofrido. Você ver que nem os romanos fizeram tanta devastação quanto os muçulmanos fizeram.
Os promotores da maior onda escravagista do mundo acusam os outros de ser escravagistas. Quando você pensa, por exemplo, que se fala hoje em minorias, as minorias oprimidas, coitadinhas, etc. Estuda a história de cada uma delas, você vai ver que elas são muito mais opressoras do que qualquer do que as sociedades do Ocidente, onde elas vêm se instalar.
Você pega a história dos índios, estuda, por exemplo, a história dos astecas. Eu mesmo na na aula outro dia eu comentei isso aí, né? Eh, não, na aula não, na conversa com o Bruno Garchagu.
Hum. Diz uma historiadora sueca chamada Inga Cléndina. Ela conseguiu juntar todos os depoimentos subsistentes de sobreviventes da guerra dos espanhóis contra os astecas.
Tudo que tinha. Conclusão. Os astecas invadiam as tribos vizinhas anualmente para pegar vítimas sacrificiadas para matar nas nos rituais de fim de ano.
Eu tive no México, eu vi os altares onde eles arrancavam o coração das pessoas, né? Não é que matava primeiro, arrancava o coração depois, não. Arrancava vivo, né?
E os as tribos em torno que um terror pânico dos astecas. Daí chegou o espanhol, começa uma guerra com astecas. Os indos falam que é a nossa chance.
Então, imediatamente se aliaram com o Herman Corte para fazer a guerra contra os astecas. Os astecas perderam a guerra, pediram pinico e o Hernan Cortez aceitou selar a paz, mas os seus aliados indígenas não aceitaram. dizend não, esses caras eles vão ter que matar até o último, porque senão esses que são pequenininhos agora vão crescer e daqui 20 anos vão fazer a mesma coisa com a gente de novo.
E os índios exigiram que os as tecas fossem mortas até o último. Daí eles e os os espanhóis mataram todos. Então esta é a história da civilação asteca.
Então veja, a civilação asteca era pior que a nazista. Você pode tolerar que algo disso subsista historicamente? Claro que não.
É uma cultura que tem que ser desarraigada como uma praga. Pô, as templar são um problema muito ambíguo porque eh sabe os claros que foram inventaram, por exemplo, a letra de câmbio, né? O pessoal depositava dinheiro na Europa e retirava dinheiro quando chegar em Jerusalém, né?
E eles roubaram um monte de dinheiro. Esta que é verdade. E quando o rei Felipe Belo decidiu dar um jeito neles, matou lá o seu chefe Jaque Demolé, juridicamente ele tava certo.
Daí os crimes existiam o mesmo, havia provas mais do que suficientes, etc, etc. Mas ao mesmo tempo existe toda um legado heróico e místico do dos templários. E tem pessoas que até hoje estão empenhadas na vingança templária, não é isso?
E para mim tudo isso é maluquí. Isso aí é que nem o pessoal português fica esperando a volta do Dom Sebastião. Fala: "Pô, mas mataram mataram 10 séculos atrás, agora não interessa mais.
Isso aí já foi, né? Eh, se queria se vingar de laguno, porra", né? Então, existe uma mística, né?
do dos Templaros que passou de algum modo para, vamos dizer, as maçonarias modernas. Eu digo as maçonarias, porque hoje é bastante conhecida, vamos dizer, eh, a existência de conflitos internos nas organizações maçônicas, que são a briga de foice no escuro. Existe um autor italiano chamado Joel Magaldi, que é um maçom de altíssimo altíssimo grau, e que ele descreve a a ruptura intermaçônica hoje, em termos quase que de esquerda e direita.
Existe uma esquerda maçônica, existe uma direita maçônica e aquilo que aparece em público como direita e esquerda é o contrário do que tá lá, né? Então, a ideia, por exemplo, de que eh de um um governo hierárquico, né, uma espécie de tirania tecnocrática, isso corresponde à direita, segundo Joel Magd corresponde ao que seria a direita dentro da maçonaria. Mas isto é o que é esquerdo na na sociedade externa.
E aqueles que querem um, vamos dizer governo mais democrático, onde o povo possa interferir, etc. , são chamados à esquerda, viu? maçonaria é outro outro problema assim enormemente complicado.
É muito difícil você generalizar o que quer que seja a esse a esse respeito, né? Você vê mesmo dentro do Brasil, eu tive ocasião de fazer alguns hangouts com o pessoal maçom que estava tentando esclarecer os outros maçons a respeito da corrupção do PT, etc, que eles não queriam ver. Então ali também você tinha maçom petista e maçom antipetista, né?
Então, é claro que muitas coisas que acontecem na história, no panorama mais amplo da história, são exteriorizações de conflitos que começaram dentro da maçonaria, né? A nossa república, por exemplo, ali todo mundo era maçom, os republicanos era maçom, imperador maçon, os ministros era maçã, todo mundo era maçã, tava lá dentro da loja brincando, de repente a coisa aparece do lado de fora, né? Então é é besteira dizer, não foi a maçonaria que fez a república, né?
O maçonia que fez a Revolução Francesa. Fala: "Bom, na revolução francesa também o rei também era maçom, né? Então você tinha eh não é eu acho uma estupidez você ver a maçonaria ou qualquer outra sociedade do mesmo tipo como sendo a força secreta que está dirigindo os acontecimentos".
Não, ela tem os mesmos problemas que tem na sociedade fora tem lá dentro também, né? Só que é evidente que dentro de uma sociedade secreta ou discreta, as coisas aparecem primeiro, né? acabam se exteriorizando de algum modo.
Então, vamos dizer, eh, eu não sou um um um devoto da do do do dos Templários, tá certo? Também nada sai contra eles além daquilo que foi provado nos nos processos. Eles roubaram dinheiro, roubaram mesmo.
Mas inclusive você tem nos cárceres da época, você tem confissões. Os caras deixaram confissão escrito na parede, né? Eu falo, não tem não tem como negar.
né? Agora eu acho muito estranho sempre que as pessoas tomam posição em conflitos que já acabaram, entende? Melhor coisa que o sujeito, né?
Mas não, nós temos que romper relações com o terceiro rajompemos, já acabou a guerra, já não tem sentido, né? Agora, existem forças históricas que continuam existindo às vezes sob outra forma. Não é o caso do nazifascismo.
Movimento nazifascista hoje é é absolutamente irrisório. É só um band. Nos Estados Unidos eles fizeram as contas.
Sabe quantos neonazistas tem aqui? 4. 000.
Num país de 300 milhões de habitantes. Tanto tempo que o neonazista diz ou deixa de dizer, não fede nem cheiro. É certo?
Claro que você tem elementos fascistas, por exemplo, na organização desses eh movimentos populares de Trump, você vê uma disciplina tipo camisa parda, né? Camisa parda da do alemão ou camisa negra dos dos fascistas. São tropas armadas feitas para romper, né, comícios, etc.
, etc. É a técnica fascista. O o tem estudo Carlmanheim, muito bonito.
Carlmanheim, o grande grande sociólogo da num livro que aliás foi traduzido no Brasil chamado Diagnóstico do nosso tempo, tem um capítulo brilhante chamado estratégia do grupo nazista. Quando você estuda hoje, você vê que todos esses movimentos, tipo eh, blacks, eh, black lives matters, é toda a estratégia nazista de novo. Mas eles não são ideologicamente nazistas, estão usando, vamos dizer, a técnica nazista.
sobre outros pretextos ideológicos, né? Mas isso foi a a profecia do Winston Churchill. Os fascistas do futuro se denominaram antifascistas.
É claro, o fascismo pegou mal, foi um verchajame colossal, enterrou, falou: "Bom, agora como é que nós vamos fazer a mesma coisa de novo? " Só se for com pretexto contrário. Isso é um enigma, porque você tem o fim da ordem templária no tempo de Felipe Belo, o fechamento da ordem templar.
E depois você tem no século XVI a fundação da maçonaria na Inglaterra por Henderson Desaguil, né? E eles alguns se alegam portadores da tradição templá. Digo, mas não há continuidade histórica, pode haver uma continuidade simbólica, né?
Quer dizer, o negro di, bom, passados cinco séculos, eu tinha uma tive uma ideia semelhante a dele, mas isto não marca uma continuidade causal histórica. É como o pessoal fala, por exemplo, dos Illuminati, eu di, bom, existia a ordem Illuminati no começo do século XIX, fundado pelo Adam Bar e tinha um projeto revolucionário assim, assim, assim, assim. Eh, daí a ordem é denunciada, o governo da Prússia manda prender todo mundo e aparecem depois outros movimentos parecidos, mas não há uma continuidade de ação.
Por exemplo, sei lá, o mesmo cara que recebeu a iniciação Illuminati aqui, passou pro outro, que passou pro outro, que passou, isso não existe. É uma inspiração. Então, nós temos que distinguir muito o que que é uma continuidade meramente cultural, eh, ou simbólica e o que que é uma efetiva continuidade histórica.
Em geral, o pessoal não distingue muito isso. Claro que a continuidade cultural tem a sua força, tá certo? Mas ela não reflete uma ação deliberada.
E esse é, segundo o grande eh filósofo do direito, Georg Yellinek, no livro Teoria Geral do Estado, ele começa o livro com uma advertência que eu nunca mais esqueci, porque aqui foi como que caísse escama dos meus olhos. Ele disse, em todas as ciências sociais, especialmente na história, o problema principal é distinguir as coisas que aconteceram. por uma decisão, por uma deliberação, por um plano consciente e as coisas que aconteceram por acumulação de causas que ninguém controlou.
Este é o problema principal. E a confusão entre essas duas coisas é geral. O pessoal que se mete, por exemplo, a estudar de conspirações confunde isso o tempo todo.
Quer dizer, você vê, ah, aqui aparece um símbolo, sei lá, um pato. 10 séculos depois aparece um pato no escudo do outro. Fala, tá vendo?
É a mesma coisa, continuidade, tem tudo coisa de maluco. Quer dizer, falta muitas vezes as pessoas têm eh boas ideias, são coisas que até vale a pena investigar, mas não desse jeito. Meu Deus do céu, né?
Isso é que nem o nosso Gustavo Barrosos, né? Ele via símbolo aqui, tal mesmo símbolo, é a mesma coisa, tal. Então, acabava vendo linhas conspiratórias que só existiam simbolicamente, viam no mundo ficcional, mas é um mundo ficcional que parece com a realidade, sobretudo, vamos dizer, para outras pessoas que também não conhecem, que não conseguiram colocar o problema, vamos dizer, com uma metodologia histórica séria e e não conseguiram, portanto, levar em conta esta advertência básica do Yelinec, né?
Então, no estudo, todos os estudos que eu faço no Brasil, a primeira coisa é esta. Foi alguém que fez isto ou a coisa se fez, como dizia o Max Weber, como resultado impremeditado das nossas ações? Isto é a coisa básica, é uma sobrevivência simbólica, né?
Quer dizer, uma similaridade, vamos dizer, nos ritos, nos símbolos, na mentalidade, existe mesmo, mas houve uma continuidade efetiva. Quer dizer, as iniciações, veja, as iniciações estão para as sociedades esotéricas, como está, vamos dizer, a ordenação sacerdotal pra Igreja Católica. Isso quer dizer, Jesus ordenou o primeiro sacerdote, que ordenou o segundo, que ordenou o terceiro.
você tem uma linha de continuidade documentada até hoje, não é isso? Agora, nesses casos, você não tem nenhuma linha de continuidade, você tem uma similaridade. Agora, eu vou te contar um episódio.
Eh, 40 anos atrás, eu estava visitando a dona Ema de Macheville, famosa astróloga alemã, casada com conde francês Alberto de Macheville, que era primeiro violino da orquestra de Paris e que era na França o grão mestre da ordem marinista, fundado pelo tal do San Martin. O homem já tinha morrido e a dona Ema tava muito velhinha e ela tinha um porão cheio de documentos que ela jamais teria energia nem física para pegar aquilo e organizar. E ela me autorizou a entrar no porão e pegar lá o que eu quisesse, pegar e copiar o que eu quisesse.
E lá no meio encontro todos os documentos da ordem marinista com todos os ritos, símbolos, etc, etc. Tudo com a caligrafia do Alberi. Ô meu filho, eu podia ter fundado uma ordem marinista, seria os mesmos ritos.
falou: "Ba, agora vouçar uma grana aqui, vou oferecer iniciações maristas para tudo quant é empresário idiota, político, né? E faço lá os ritos e digo: "Eu sou o herdeiro continuador da ordem marinista". Isso acontece com uma frequência extraordinária.
O que fundou a a Ordem Rosa Cruz, Spencer Lewis, que que era um cara milionário, chegou lá na Europa, comprou um monte de documento de antigas sociedades secretas e montou uma nova ordem. Mas não há continuidade histórica, não é a mesma ação histórica. Se você pega, por exemplo, as ordens místicas islâmicas, o pessoal chama de sufre, na verdade essa palavra não existe, né?
Eh, elas têm uma continuidade histórica. Quando você entra numa na sede de uma organização sufi, você tem que ter atrás da porta a árvore genealógica. Quer dizer, je tal deu iniciação a fulano, que passou pro fulano, passou pro fulano, passou por fulano.
Então você tem histórias ali de 1200 anos, né? Então se isso você pode dizer sim, isto é uma ação contínua ao longo do tempo, né? Mas por exemplo entre a ordem de Cristo e os templários falam: "Bom, você tem um iato aí que é preenchido por uma série de similaridades simbólicas que podem expressar uma continuidade real e podem não expressar nada.
Jamais quer saber? Jamais saberemos, né? Não temos acesso às provas.
Então, no máximo, você tem um monte de pergunta. Aliás, se você quer estudar a história a sério, então isso, seja a história política, seja história cultural, seja a história das religiões, etc. , você vai terminar com muito mais pergunta do que resposta.
Isso é fatal. E se você só tem a pergunta, então não saia proclamando a sua resposta com áreas de certeza. Você pode querer aquilo porque você incorporou aqueles valores na sua pessoa e você então quer representar uma tradição, né?
Mas isso a mesma coisa que o nego, sei lá, ele leu eh umas obras dos santos, ele se convenceu do catolicismo, ele se autodeclara bispo. Mesma coisa. O pessoal diz que é a mesma coisa, tá certo?
Mas como é que vamos saber? Mas uma inspiração, vamos dizer meramente cultural pode produzir resultados similares ou análogos, etc. Mas pode pode produzir uma outra coisa diferente que os os caras vão dizer que é a mesma.
M.