Pelas Club Ride, episódio 1. Você já parou para pensar como que é o passo a passo para construir um projeto do zero, sei lá, de alguma coisa que tá na sua cabeça que você quer muito que aconteça em 2026? Oi, meu nome é Luana e hoje você tá em mais um episódio, na verdade o primeiro do The Last Club Wright, seu novo podcast favorito.
Como sempre, meu café favorito, café, leite de aveia, canela. Eu amo, tomaria todos os dias. Talvez esse cenário já seja meio familiar para você, até porque se você consumiu de brand, que é o que acontecia nesse canal aqui, talvez você já me viu falando minhas reflexões, conversando com vocês e era o projeto que acontecia.
Mas e tem a ver inclusive com o título que eu vou falar hoje, ele acabou de se tornar um novo programa, mas com a mesma essência e por isso que eu continuo no mesmo cenário aqui hoje com vocês. Eu amo o fato de ser no carro, inclusive, curiosidade, a gente colocou esse carro dentro de um estúdio porque eu queria profissionalizar o projeto, mas eu não queria deixar de ser no carro porque eu realmente acho que ele traz essa proximidade. Sem brincadeira, eu acho que o lugar que eu mais acabo tendo conversas do nada, sem planejar, mas muito importantes entre amigas, namorado, família, é no carro.
E eu quero continuar tendo essa troca com vocês. Então, pra começar, hoje eu quero te fazer uma pergunta. Qual será que é o passo a passo na prática, mas assim, não coisa tão utópica?
Como será que a gente realmente faz uma coisa acontecer para você tirar esse projeto aí do papel que você quer muito que aconteça nesse ano que tá começando? Esse episódio inaugura o novo formato, como eu falei para vocês. E hoje, inclusive, eu quero te falar como que foi a criação desse projeto que você tá vendo agora.
>> Eu sempre gosto de contar alguma história minha para vocês se sentirem mais próximas. Essa semana eu tava com uma amiga minha, Amanda, que ela fez faculdade comigo e aí a gente é aquela amizade que a gente só consegue se ver, sei lá, uma vez por mês, sabe? E aí chegou nessa vez mês de ver ela.
E aí no que eu cheguei na casa dela, ela falou: "Lutou sem Instagram". Eu já sabia que ela tava sem Instagram, mas eu tinha esquecido dessa informação. E aí tudo bem, tivemos uma confraternização entre as meninas da faculdade, foi super legal.
Quando todo mundo foi embora, eu fiquei para dormir na casa dela. E nisso ela falou assim: "Me conta como tá sua vida, como que você tá fazendo o The Last Club TV Show acontecer. Eu pensei quê?
Eu tô postando tudo nos stories, eu tô postando tudo nas redes sociais. Como assim? Nem eu sei.
Eu tô seguindo um dia de cada vez e esse é um dia de cada vez. Quem tá vendo nos stories tá vendo tudo. Ela falou: "Você esqueceu que eu tô sem Instagram?
" E nisso que ela falou isso, a gente começou a ter a conversa mais gostosa da nossa vida, da 1 da manhã até 3 da manhã, em que eu contava para ela de um jeito que fazia tempo que eu não falava para ninguém que que eu tô fazendo para fazer esse projeto acontecer. Quando eu terminei de contar, ela falou assim: "Nossa, é um passo a passo muito complexo". E eu não tinha noção do quanto é complexo.
E eu tive o seguinte pensamento, quando a gente faz de pouquinho em pouquinho e a gente organiza isso por etapas, ele deixa de ser tão complexo, ele é muito gostoso e você não sente o peso de fazer tudo de uma vez só. E é disso, dessas etapas que vamos falar hoje. Mas será que antes de tirar esse projeto do papel não é legal colocar ele no papel?
E eu digo isso por ser uma pessoa viciada em escrever tudo no papel. Eu sou zero a pessoa que manja de Google Agenda. Eu quero escrever tudo no papel.
E eu achava que isso era a coisa mais normal do mundo, até eu ver que tem muita gente que não tem realmente mais o hábito de escrever no papel e o quanto isso dá um pouco de clareza na perspectiva geral de alguma coisa. E o escrever no papel também pode ser um método que não necessariamente é escrever no papel, é você saber organizar as etapas daquilo que vai acontecer. E para começar o raciocínio de hoje, eu gosto de sempre começar, voltando para conceito clássico daquilo que eu tô pensando, querendo pensar.
Então, por exemplo, vim e falei para vocês como tirar um projeto do papel. Quando a gente vai e joga no Google, tirar um projeto do papel, a primeira coisa que aparece é significa você transformar uma ideia em uma execução real, estruturando os passos necessários para algo imaginado que deixe de ser apenas um planejamento e se torne palpável. E aí envolve algumas coisas: ação, organização, recursos e constância.
E agora com esse conceito na mesa, eu quero falar um pouco para vocês como que eu fiz a las acontecer até chegar hoje nesse canal que estamos gravando. Essa coisa de estar com uma amiga e a amiga te perguntar alguma coisa, eu ficar sem saber o que falar e pensar: "Caraca, isso é muito verdade. Esses dias eu tava com a minha amiga Malu e no que a gente estava fazendo o roteiro para esse novo projeto, ela falou: "Mas você acha que não tem diferença do jeito que a Láas começou com a sua visão de 17 anos pra sua visão de 23 anos, que é a minha idade de hoje.
" E eu tava dentro do carro inclusive, tá? Uma conversa profunda dentro do carro era 10 da noite, a gente estava no telefone. Na hora eu pensei: "Ah, sim, muda, mas não muita coisa".
E aí quando eu sentei em casa para lembrar como que eu acho que eu enxergo a minha história com a hoje, diferente de quando eu comecei, fiquei emocionada. Mas calma, esse aqui não vai ser episódio melancólico, motivacional, é assim, vamos junta fazer o que você quer acontecer na sua vida. Voltando há uns 5 anos atrás, que quando foi quando a L começou, quem era a Luana?
Eu estava com 16 para 17 anos. Eu tinha o cabelo exatamente igual você tá vendo nesse vídeo, porque hoje meu cabelo tá quase sem tintura, ele tá preto natural e eu usava ele muito liso. Eu tava numa época me questionando muito assim sobre onde que eu pego meu autoestima, porque eu pensava, eu não sou a mais bonita da sala, eu não sou a mais legal de todas, eu não sou a mais inteligente.
Já basei muito minha autoestima pensando, será que eu vou então me convencer com questão de notas, performance? Eu não sou a mais. Enfim, eu olhava e falava: "Eu não tenho um campo que eu sei que eu vou ser a mais, mais.
" E aí eu me sentia muito assim nos meus desenhos. Isso era uma coisa que as pessoas olhavam e falavam: "Como você consegue fazer isso? " Então, ensino médio foi o momento que eu desenhava muito.
Eu desenhava em caderno, em tênis, em mochila, fazia estampas. E aí um dia eu falei: "Ah, eu acho que eu quero uma roupa com a minha estampa". Porque pensa, se você tá considerando sua autoestima baseado nessas coisas, usar uma roupa com desenho meu era uma coisa assim de me fortalecer de alguma forma.
E óbvio o fato também que eu tinha o estilo praiano querer usar essas roupas. Fiz uma estampa, levei para estampar essa peça de roupa, fiz 1 m de tecido, nunca esqueça. Pedi pra minha madrinha, eh, Nair, o nome dela, fazer, ela costurou uma blusa para mim, usei a blusa, tirei foto e postei no Instagram.
E é muito engraçado porque eu contando isso para vocês, fez a estampa, fez 1 m de tecido e mandou fazer a blusa com a tia, eu olho pras etapas que hoje eu entendo que fazem parte da criação de roupa e de tirar uma ideia de uma roupa do papel, eu sei que não tem nada a ver. Hoje, por exemplo, a gente passa pela idealização da roupa. Essa idealização, ela tem que virar uma ficha técnica que vem pra decisão de qual fornecedor vai fazer, que vem da decisão de qual matéria-pra vai fazer, quanto de matéria-pra vai comprar.
Inisso já tem que ter decidido a quantidade que vai ser a produção final, quando vai lançar, quando vai fotografar, quando vai fazer campanha. E quando eu comecei, acho legal esse primeiro insar as coisas do papel não significa necessariamente você trazer vida a ideias com excelência em relação a programar aquilo, a idealizar as etapas daquilo. As etapas acontecem fora de ordem mesmo, tá?
Então assim, eu jamais deveria ter feito a estampa antes de saber qual seria a peça final ou comprar metragem antes de saber quantas peças eu queria. Mas postei a foto no meu Instagram, algumas meninas de Mogi, sou de Mogi das Cruzes, São Paulo, comentaram: "Lu, eu quero essa blusa". Pensei, eu arrasei, eu mandei fazer 1 m de tecido.
Isso é muito tecido. Liguei pra minha tia, falei: "Vamos precisar fazer mais". E aí ela virou e falou assim: "Lu, tá doida?
Com 1 metro de tecido não faz nada". E aí de novo essa questão das etapas, né? Porque hoje em dia a gente compra metragem só depois de definir quantas peças a gente vai fazer.
E aí, a partir do momento que eu me toquei, que não tinha nada a ver com os processos que eu conhecia, eu comecei a desenhar alguns processos do jeito que eu achava que funcionava o mundo das roupas. Primeiro que eu descobri que eu não ia conseguir fazer roupas estampadas porque o processo de precificação não fechava conta, segundo que eu descobri que o timing também não dava certo, então eu fiquei curiosa para entender, tá, que tipo de roupa eu consigo fazer? E aí, nisso, olha que legal, eu lembro exatamente de numa loja de centro na minha cidade, era uma esquina, eu levava uns croquis assim desenhados, zero profissional, tá?
Falava: "Ah, eu queria um tecido que combinasse com essa blusa, qual que é o mais barato que você tem? " E aí ela virava e falava assim: "Olha, eu tenho esse tecido aqui que é ponta de estoque. " Ponta de estoque é o que tá saindo, tem pouca metragem, não tem como eles venderem mais, eles te dão um desconto.
Comprava esse tecido, fiz a minha primeira blusa chamada blusa Kyl. Falei: "Não quero lançar a marca por lançar, a roupa por lançar. Nem pensava em ter marca.
Nesse momento eu tava me descobrindo ainda nessa fase de autoestima baixa, não sei o que, que que ia fazer na faculdade. " Então eu virei e falei: "Tá bom, vou fazer essa blusa". Era um tecido de viscosa, nunca esqueço até hoje.
Essa moça vendedora da loja, ela me ajudou, ela me ajudou a ver quanto de metragem comprar para fazer seis blusas. Eu levei esse tecido e comecei a procurar a as costureiras e tudo mais. e pausa para um gole do café.
Por quê? Nesse comecinho que eu contei para vocês, quando alguém fala assim: "E se você tivesse que me dar dicas hoje do comecinho", eu falaria: "Primeiro você tem que saber o que você realmente quer". É muito engraçado porque às vezes as pessoas acham que essa pergunta tem que ser profunda, tem que ser uma coisa assim revolucionária.
O que eu quero para minha vida? Nem sempre tem que ser profundo nesse nível, mas o que eu quero agora tem que estar muito bem determinado. Hoje quero abrir uma marca de roupa e fazer umas roupas, beleza?
E depois você tem que ir atrás. Só descobri que o tecido era viscose, que existia algo chamado ponta de estoque, porque eu fui até a loja do centro e às vezes eu ir atrás a gente menospreza o que dá pra gente ir atrás. Ai, por que que eu vou atrás da loja do centro se a marca famosa que eu sigo, ela vai numa reunião linda num showro?
Não dá para eu ir atrás nesse estilo ainda, era o que dava. Então, esses foram meus dois primeiros ensinamentos e aí vamos pra mais um pouco, vamos andar um pouquinho pra frente com a história através dessa, dessa vendedora que eu conheci um contato de costureira, que ela super falou assim: "Lu, você nem faz parte da quantidade que eu preciso para fazer sentido para mim eu implorando. " Ela fez, beleza, primeiras peças.
E aí talvez vocês pensem: "Ai, a história da Laz, verdade, lançou as peças, vendeu, sucesso, esgotou, não sei o que, que nada. Eu lembro de tirar as fotos em mim. Meu pai me ajudou, depois nas minhas amigas, fiz um site R$ 6,90 mensalidade do Wix, tá?
Aproveito aqui para contar para vocês. Subi essas peças no site e aí pensei, eu arrasei. Eu tava, no dia que eu lancei o site, num final de semana na casa de uma tia minha aqui em São Paulo, ela tinha feito feijoada.
Eu estava sentada depois da feijoada falando: "Ai, meu Deus, não tô nem pronta para ver quantas vendas vão ter". Olhei o site, não tinha nenhuma venda e aí eu postando assim, gente, lançou não sei o que, vendeu uma blusa, eu fiquei extremamente feliz e depois na semana seguinte não tivemos nenhuma venda. E aí, o que eu achava que 10 blusas ia ser muito pouca coisa, era muita coisa pro que estava acontecendo.
Eu fiquei sabendo que algumas meninas da minha cidade que estavam entrando na faculdade estavam fazendo parte de um grupo no Facebook, que na época a gente ainda usava um pouco de Facebook, quase nada. tava num grupo muito legal chamado Share Your Look, que você mandava o seu look do dia, seu look pra faculdade, as pessoas votavam e escolhiam qual das calças você usava. Ela falou: "Lu, vou te colocar, só que tem que estar na faculdade".
Eu não tinha nem passado, né? Igual eu contei para vocês, ainda estava nessa fase aí de transição. Entrei no grupo e comecei a fingir que era meu look de faculdade todos os dias, só com peças lá.
Os looks viralizavam, eu ia atrás dos comentários um por um e falava: "Oi, cria um cupom de você, um cupom de desconto para você no Instagram da marca. Segue lá. " crav um cupom com o nome da pessoa e eu passava o dia inteiro fazendo isso e assim ia convertendo até ter, sei lá, uma venda por semana e depois duas vendas por semana.
Até que eu fui fazendo esse remate de cupom até levantar um capitalzinho. E quando eu levantei esse capital que eu acho que às vezes a galera fica um pouco curiosa. Ah, então é isso, Lua.
Aí você contratou influ, fez um escritório, lançou uma coleção, desenhou nada. Eu olhei e falei, tenho um dinheirinho aqui na minha mão. Que que eu faço?
Eu precisava muito fazer um produto que eu não ficasse tão refém de grade de tamanho, que eu não ficasse refém de cor e nem de estampa. Falei, vou fazer um kimono. Ele vai ser o tamanho único.
Ele vai ser só no fioart. Porque para quem não sabe, quando você tá começando, você não tem um fornecedor fixo, se eu comprar um rosa de um fornecedor e um rosa de outro fornecedor, o tom pode vir diferente, a consensa, a gramatura do tecido pode vir diferente, mesmo que você especifique. E aí falei: "Tá bom, vamos fazer assim".
E aí, desse jeito que eu entendi que além de você definir o que você quer e você ir atrás para você concretizar coisas, principalmente na vida adulta, você precisa do dinheiro, né? É uma coisa que a gente fala pouco às vezes, mas você precisa do dinheiro. E para conseguir esse dinheiro, voltei a olhar pra Luana do passado, o que que eu sou boa assim de fazer, né?
Se quando eu tinha autoestima baixa e pensava, tem algo que eu me destaco um pouco, talvez o mundo da arte. Então eu pensei, eu gosto de fotografia, eu gosto de fazer site sozinha, eu tenho essa facilidade com design, comecei a fazer todos os frilas possíveis, media kit pras pessoas, editar feed para as pessoas, editar foto para as pessoas, vender filtro de Instagram e vendia filtro de Instagram com influenciadora e fui assessora de influenciadora. Esse capital que entrando eu ia usando para fazer novas produções e pagar influenciadoras para divulgar suas novas produções.
Lu, dava lucro? Não, Lu, fazer o sentido cachão. E é assim mesmo que às vezes a gente tira um projeto do papel.
Outro insite muito importante para você começar seu 2026. Eu sou a maior fã de você acreditar muito, genuinamente, com muita confiança nas suas ideias. pesquisar, tem informação para isso, mas a coisa que mais pode te gerar de muitas frustrações, até para você começar o ano leve, é não achar que são coisas que estão diretamente correlacionadas, você ter conhecimento, confiança e dedicação que automaticamente seu projeto vai dar certo.
Isso pode te levar a uma frustração em que diminui sua autoestima como se o problema tivesse em você. Às vezes só não dá certo. E é por isso que é tão importante eu contar essa parte para vocês, porque eu achei que nos primeiros dias eu ia fazer as vendas, não deu.
E se eu tivesse refém desse dinheiro? ou se eu tivesse refém de precisar disso. Então, precisar fazer outras coisas às vezes para tirar essa ideia que tá escrito no seu caderno faz parte disso, tá?
Mas teve um momento também que aas começou a dar certo e funcionar do jeito que eu sonhava lá nos primeiros dias. Então, se nos primeiros dias eu pensava, será que um dia vai ter vendas constantes? Será que um dia a loja vai girar, vai justificar eu realmente um dia querer trabalhar com isso?
E chegou esse momento. E aí é muito engraçado, muito louco, porque quando chegou esse momento, eu falei: "Agora vamos diminuir os nossos problemas". E aí que eu descobri que surgiram muitos outros, mas principalmente relacionado.
Olhem, as coisas sempre se conversam entre si, né? Se desde o dia um eu falei para vocês que a autoestima ela guia tudo e ela até te salva em momentos que você não sabe como resolver aquilo, chegou o momento que eu falei: "Agora a marca tá virando uma marca, uma empresa". Então foi o momento que a minha mãe pediu demissão do trabalho dela, que ela tava 25 anos e veio trabalhar comigo e não tinha ninguém da minha família que tinha empresa, tals, então para mim foi um baita susto.
E aí eu falei, será que o que eu era boa no começo vai ser o suficiente para eu continuar esse projeto? Por exemplo, ser boa de ideia, ser boa de vender? E a resposta é não.
E aí eu entendi que entrando pessoas no projeto, eu tinha que ou ter capital para contratar alguém que fosse especialista naquilo, ou eu me adaptava para entender sobre esse tema e ficar por dentro disso, conseguir fazer uma boa gestão. E aí assim, essas coisas que foram acontecendo entre a gente nova e faz contratação e treina e se reinventa dentro das habilidades que eu achava que eram boas, aí tinha que ter outras, eu pensava assim: "Tá, por que que será que eu tô fazendo essas coisas agora? " E aí uma coisa ficou muito na minha cabeça, que é se eu quero chegar nesse resultado que eu tinha muito claro na minha cabeça onde eu queria que a marca chegasse, o que que eu tenho que fazer hoje.
E é no hoje que entrava todos esses processos que eram um pouco complexos, confusos naquele momento, mas eles te dão te dá clareza que assim, tá, o confuso de hoje é para eu chegar no objetivo que eu quero, que talvez tá um pouco ali pra frente. E é sempre bom lembrar que eu acho que projetos crescem puxando até para um lado assim um pouco sentimental para vocês fora do racional. Projetos crescem quando você enxerga do fim pro começo, lá pra frente e aí você vai voltando assim, ó, como a linha do tempo.
E eu acho que eu já contei para vocês, mas eu sempre tive muita vontade de viajar, sabe quando você é criança assim, você vê um tipo de lifestyle de vida e você fala: "Nossa, um dia quando eu quer ser você é assim". Eu tinha muito, muito isso com pessoas que eu olhava viajando, descobrindo o mundo. Por muito tempo entendi que por eu escolher empreender, não ia fazer sentido, mas olhem como as coisas funcionam.
Eu tinha muita certeza que ela as ia crescer. Não pensava diretamente sobre isso em viagem. Tinha certeza que ela as ia crescer.
Hojeas cresceu e ela me permitiu fazer uma viagem a trabalho. E quando estava nessa viagem a trabalho, eu olhei para trás e falei: "Que legal! Até esses objetivos que eu tô contando para vocês, que você pensa: "O que que eu tô fazendo hoje para chegar onde eu quero?
" Às vezes o chegar onde eu quero você tá com pensamento, mas ele tá interligado com outros sonhos seus que você às vezes não pensa logo de começo e vira uma bola de neve. Isso é muito gostoso. E falando em viagem, queria falar pra vocês sobre quando eu fui pra essa viagem agora.
Foi em outubro, inclusive, eu fui pra Nova York, fui fazer pesquisa, foi uma coisa muito feliz. Eu nem acredito até hoje que aconteceu. E numa das palestras que eu fui, porque eu comprei um curso e fui ver esse curso, eu vi uma coisa que não saiu da minha cabeça de jeito nenhum.
Se você não tá pronta para servir, você não tá pronta para fazer marketing. E eu fiquei muito reflexiva com essa frase, porque às vezes eu acho que inclusive não se aplica só no marketing, mas talvez se você não tá pronta para servir, você não tá pronta para tirar o seu projeto do papel. Inclusive, eu acho que é muito importante a gente entender o raciocínio de que isso desde o dia um ficava na minha cabeça, não com essas palavras, mas assim, eu quero vender uma blusa, certo?
Eu não posso vender uma blusa porque a Luana gosta dessa blusa, ela acha bonita e ponto. Eu preciso para vender a blusa, sentir que essa blusa tá agradando as pessoas que eu quero conquistar, tá agradando o público que eu quero ter. Quero ter uma estratégia de comunidade.
Vou falar na linguagem do porque a Luana gostaria de que falassem com ela assim, eu não posso. Eu até posso, mas se essa linguagem, se é que eu também sei que o público que eu quero atingir, olha e fala assim, é uma coisa que eu eu quero e que faz sentido. Só que para você ter esse pensamento e principalmente quando o seu projeto vai crescendo, tá?
Porque tem toda essa diferença de tirar do papel e aí parece que vai para outros papéis, né? Aí você tem que levar para cadernos mais chiques o seu projeto. Você vai perdendo um pouco da humildade.
E essa humildade faz você ter a clareza muito grande de que para sempre ali no seu projeto, óbvio, servir não significa você tirar sua essência ou aceitar desrespeito, mas você vai estar servindo para alguém, servindo um produto para alguém, servindo uma solução para alguém, servindo um um serviço para alguém. E para isso não adianta isso ser de agrado para você e não para alguém que você quer servir, sabe? E aí, vamos voltar mais uma vez pro primeiro tópico de que quando eu estava falando com vocês no episódio de hoje da minha autoestima e que às vezes ela me lembrava o quanto quando eu fortaleci ela de alguma forma, ideias vinham e pensamentos se resolvem.
Parece que as coisas se resolvem. E aí, o que eu realmente acho para você servir? Você precisa ter humildade, certo?
Só que para você ter humildade, você precisa ter autoconfiança, porque senão você tenta ser humilde e você pensar: "Ai, tô meus presentando". Não, quando você tá confiante de você, sim, tô sendo humilde, tô aqui para ouvir, tô aqui para aprender. E para você sustentar essa autoconfiança, você tem que tá autoestima.
Então, voltamos para Luana de 17 anos, quando eu estava pensando, que que será que eu sou boa para construir minha autoestima? E talvez você pensou que para você tirar esse projeto que você tá querendo do papel de 2026, volta primeiro lá na sua autoestima. Dá uma arrumada nisso aí.
Lembra quanto você é boa, as coisas que você mais gosta em você, as coisas que sabe te fortalecem como pessoa. E acho muito importante falar que essas coisas que talvez você tá pensando no dia de hoje, tá, mas que que vai construir minha autoestima? Que que eu acho, que que eu sou boa?
Não necessariamente algo que você nasceu, tal, que tá com você desde criança. Muitas coisas são construídas. Hoje uma das coisas que eu mais gosto de fazer e que mais me traz autoestima é treinar, é fazer esporte.
Mas na educação física eu não era escolhida para nenhum time de tão ruim que eu era. [risadas] Eu era muito ruim mesmo. E falando nisso de você ter a construção desses processos, eu acho que também não tem tempo certo pr as coisas acontecerem.
Então, quero trazer aqui para vocês a minha série favorita, Sex in the City. Eu amo essa série. Eu assisti ela inteira para depois estar conversando com uma pessoa, ela falar: "Mas você já se tocou numa conversa que eu falei que eu tava velha e a pessoa falou assim: "Você já se tocou?
que essa carie aí que você tanto ama, que a Charlotte que você tanto ama, parêntese, a Charlotte é minha favorita. Elas começaram a série e toda essa narrativa e enredo de vida delas super legal quando elas tinham 30 anos. Então não sei por que a gente fica se achando velha pras coisas, que a gente acha que as coisas tm timetime, sabe?
Então você toma mais um gole café e eu quero que você entenda o time ideal é quando você se compromete. De coração aberto para vocês, eu tô aqui formulando o Dear Brand, trazendo outro nome para ele, porque sendo muito sincera, ele é um projeto que para continuar acontecendo, eu fui entendendo que, ok, tirei ele do papel do jeito que dava, igual eu tava contando para vocês sobre a las. Então, todas as segundas-feiras eu ia, ligava minha câmera, minha Sony DV1 para quem tem curiosidade, meu microfonezinho de lapela que eu ganho dos meus sogros, inclusive parava o carro na frente da rua de casa, se tivesse sol, porque se não tivesse sol não tinha como entrar a luz, e gravava o episódio.
Nisso eu me comprometia todas as semanas, todas as segundas ter um episódio para vocês e ver onde esse projeto ia me levar. Esse projeto me mostrou resiliência porque tinha segunda que não abria sol, então falava: "Não, eu vou gravar na terça, eu vou dar um jeito". Tiveram várias vezes que por eu ser a câmera man e o microfone, eu gravei reflexões inteiras.
Já chorei o episódio. Aí não tinha captado áudio nenhum. Eu não tinha gravado nada.
Fui para São Paulo, né, porque eu sou de hoji, chamei convidadas que separaram tempo, dia, estavam lá comigo, mas não abri o sol, eu não tinha outro lugar para gravar, porque eu não tinha estúdio e gravava na rua e elas ficaram assim sem aparecer no vídeo quase de tão escuro que ficou. Mas eu sabia que manter esse comprometimento todas as semanas de ter um episódio era de mostrar para mim que eu acredito nesse projeto e que tudo bem tirar ele do papel da forma que faz sentido naquele momento. Então aquela frase que eu falei para vocês, você faz o hoje tendo muito claro onde você quer chegar.
Eu sabia que eu não queria estar gravando desse jeito na rua, que eu queria, não queria estar gravando na chuva. Eu regravando mesmo o raciocínio depois de chorar pensando naquilo ou passando vergonha com convidada que eu chamava. Aconteceu de um dia eu estar tão atrasada que eu levei minha irmã no vestibular e aí eu comi um sanduíche com muito queijo, caiu queijo tudo em mim e depois a convidada chegou e eu pensando, gente do céu, que vergonha, sabe?
E o vídeo ficou todo escuro e eu suando, eu pensando, tô fedendo, não sei o qu. Mas era o jeito que dava para tirar do papel naquele momento. E eu sabia que era tirando no papel desse jeito para est aqui hoje.
Então hoje você tá fazendo parte de como se fosse quando eu rasgo o papel e aí vai pra outra etapa em que estamos gravando num carro que eu tenho uma luz constante, não vai acabar do nada, que não estamos na rua, então não vamos buzinar do nada. Muitas vezes eu tava gravando na rua e me parava, falava Lu, paga a zona azul e eu, ah, sim, sim, não sei o quê. e construindo raciocínio e sendo profissionais incríveis participando desse projeto comigo.
E é isso. E aí tudo isso só me lembra de eu na casa da Amanda, Amanda Mota, minha amiga, 3 da manhã, em que ela falava: "Como assim você tá tirando esse projeto do papel? " E aí o que mais fica na minha cabeça é para oferecer você precisa estar disposta a servir.
E ainda em relação a esse novo projeto que tá acontecendo, eu só consegui desenhar essa segunda etapa dele em que a gente tá gravando hoje, entendendo o que que eu tinha que oferecer pr as pessoas que eu tô servindo nesse projeto. E quando eu conversava com as meninas que eu vi um de brand, elas falavam: "O que eu quero é ouvir sua reflexão". E às vezes eu falava: "Vou perder engajamento porque a gente não vai gravar mais na rua" ou porque não vai aparecer, sei lá, tal elemento.
Quando você entende o que você precisa servir e quem você tá servindo realmente procura, você consegue focar naquilo, entregar aquilo com maestria e realmente fazer aquilo de coração, sempre alinhado, óbvio, com a sua humildade, autenticidade e para tudo isso a sua autoestima. E hoje a Luana de 23 anos, viraria pra Luana de 17 anos e falaria: "Para de alisar seu cabelo". Brincadeira, gente.
Mas coisas que eu realmente falaria pra Luana que tava aflita se ia dar para tirar um projeto de papel. Tudo dá para ser tirado do papel quando você entende que jeito que der você faz as etapas que der e você se compromete com aquilo e você deixa muito claro na sua cabeça onde você vai chegar e para chegar lá o que que você faz hoje, o que que você faz amanhã e o que que você faz depois de amanhã. Com isso não tem erro, você vai.
E aí, lembrem-se, para você conseguir botar essas etapas em prática, você tem que servir. Para você servir, você tem que ter humildade. Para você ter humildade, você tem que tá bem com você mesma.
Então, com certeza, eu daria um abraço assim, ó, em mim na 17, de 17 anos, assim como eu daria um abraço em você que tá vendo esse episódio de hoje, relaxa, não leva as coisas tão a sério e todo mundo tem uma coisa boa. Você sabe no fundo no que que você é muito boa, qual que é a coisa que você mais se destaca em você, o que que você acredita em você. E isso assim de ai o que você ama, o que você gosta de fazer, não necessariamente tem que ser um talento louco, tá?
Por exemplo, eu tinha uma obsessão muito grande em desenhar e eu tinha obsessão em desenhar porque eu tinha uma obsessão nessas estampas meio rips, arabescas, tinha obsessão em caneta, tinha obsessão de fazer alguma coisa enquanto eu escutava aula, porque eu não queria ficar só escutando aula. Essas eram as minhas obsessões que me trouxeram até aqui. E aí, falando em obsessões, coisas que eu estou obsecada recentemente.
Vamos começar pelo café da manhã. Todo santo dia estou tomando morango congelado. Você vai bater esse morango congelado com um pouquinho de leite de aveia, algum e pode ser qualquer sabor.
E você vai pôr num pote como se fosse um sorvete que tá muito quente esses dias. Você vai jogar granola e mel e vai ficar a coisa mais deliciosa do mundo. No dia que você não quer comer como se fosse um bol, quer levar para tomar, você vai bater uma dose de café e parece muito gelo.
Leite de aveia, canela e uma dose de leite, preferência de caramelo salgado, que é uma coisa que eu estou obsecada. Outra obsessão muito forte, unhas curtas. Eu não imaginava que ia gostar tanto de unhas curtas.
Tava com unha de bolinha esses tempos gigante. Aí falei: "Cansei, quero cortar". A hora que eu cortei, eu senti uma paz que eu não sei explicar para vocês.
Outra obsessão também, uva. Como pode? Estou amando uva.
E aí eu gosto de fazer o seguinte, eu pego a uva, eu tiro todas do cabinho, eu congelo e eu fico comendo, vendo filme como se fosse uma balinha. Outra obsessão que todo mundo já tá cansada de saber, esse meu óculos aqui, o modelo dele eu sempre esqueço, é o tradicional da High Buck. É quadradão.
Perdi ele, sobre outro, achei, ele estava embaixo do banco do carro, agora eu tenho dois, aí vou est sempre usando ele. Também estou obsecada por Friends. Se você assiste Friends, me fala nos comentários.
Devo continuar com a obsessão, devo parar, devo insistir, faz sentido, porque tô vendo todos os dias antes de dormir e peço inclusive para que chegue logo hora de dormir para poder ver friends. Faz sentido isso? Última obsessão e eu indico você sair desse episódio e vai ouvir para alegrar o seu dia, o que está alegrando o meu.
Minha playlist natalina do Justin Bieber, músicas natalina Justin Bieber. E aí você vai ouvir Miss Toto to e fala lá que é são duas músicas que eu amo. Eu sinto.
Clima de final de ano é muito legal. E é isso. Não comentei com vocês, mas esse episódio faz parte de um episódio piloto.
Não sei como serão os próximos episódios do The Last Club Ride. Não sei se teremos convidadas ou não. E é isso.
Espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje e da nossa nova fase de podcast aqui comigo no The Last Club Ride. Me contem se vocês gostaram desse jeito, se foi gostoso de ouvir, se alguém deve estar na minha carona na próxima vez e quem, se eu continuo com esse projeto ou se eu paro. E lembrem se dessa pergunta que eu tô fazendo para vocês, é porque eu quero servir o público alvo que eu tô tentando conquistar.
E é isso. Às vezes para tirar uma ideia do papel, você só precisa de uma conversa com uma amiga sua 3 da manhã que está sem Instagram, então não sabe o que tá acontecendo na sua vida. Um beijo e até o próximo episódio.