o Olá pessoal sejam bem vindos de volta ao canal Como prometido hoje nós vamos falar sobre a minissérie Capitu né que é inspirada na obra de Machado de Assis Dom Casmurro e vamos falar também né já que a sequência sobre figurinos de novelas e minisséries de época sobre os figurinos dessa minissérie é o seguinte continuando ainda com o capítulo O que veste Capítulo desse livro aqui né a história na moda moda na história neste capítulo foi escrito pela geanneti Tavares Salomon então gente temos vídeos anteriores que vocês já viram vocês sabem que existe um figurino realista um figurino para Realista e um figurino simbólico vocês também já viram que o figurino da minissérie Capitu é um figurino simbólico e gente basta que você assista assim um segundo da minissérie Capitu que você vai ver que não é apenas simbólico como a minissérie como todo ela é bastante simbólica né a forma de filmar é bastante simbólica e existe um canal no YouTube do próprio Luiz Fernando Carvalho Luiz Fernando Carvalho que é o diretor da minissérie Capitu e com vários vídeos muito interessante eu adoro esses vídeos assim de como foi feito tal série como foi feita a novela adora essas coisas debaixo de dores e ele comenta que inclusive escolheu o título de Capitu para série dele para minissérie e não de Dom Casmurro Porque ele acha que você fazer o transporte de um suporte para o outro como assim um suporte outro existe a história que é um livro seja o livro a literatura é um suporte você querer transformar esse suporte em algo audiovisual no filme no ministério uma Label não importa é ele acha que essa transferência de suporte ela nunca fica exata é óbvio são duas Oi gente uma coisa literatura outra coisa é audivisual né e ele acha que quase sempre é um assassinato ao texto original né a um assassinato do suporte original Então por causa disso ele não chama de adaptação ele chama de aproximação ou seja ele com o ministério ele se aproxima daquela história de uma forma muito dele muito particular dele e aí razão disso que ele nem deu o título de Dom Casmurro para mim sério e deu o título de Capitu a outra coisa interessante dessa minissérie que eu gosto muito aqui a Capitu que tem ali dentro uma Capitu muito dele é uma interpretação muito dele e a menina que foi escolhida para fazer a Capítulo na história do livro né ela tem a versão dela ainda adolescente ainda menina nova e a versão já mulher adulta na versão adolescente Eles escolheram a atriz chamada Letícia persiles sei se vocês conhecem linda maravilhosa e a outra também tem um desbunde não vou bom né que a Maria Fernanda Cândido que é a Capítulo já na fase adulta e o que é interessante é que é a Capitu a atriz Letícia persiles que não é só atriz ela também tinha uma banda de música Eu acho que ela cantava nessa banda é eu acho que o nome da banda dela é flor de Manacá é isso eu vou procurar direitinho eu só sei que a menina tinha uma tatuagem aqui no braço que era justamente uma flor de Manacá e vocês sabem nós vamos fazer aqui uma uma história sobre o século 19 é por cima Capítulo mas nesse capítulo e a ser tatuada né eles poderiam ter apagado né passado uma base uma maquiagem para pagar a sua irmã na casa da menina mas não eles eles deixaram a gente também fica tudo é muito simbólico eles deixaram a for no braço dela é você ficou verde é urgente de filmar é tão interessante por vezes você nem percebe e quando você percebe se combina muito bem como com figurino o simbólico daria muito simbólico e parece que capturei assim Florida mesmo e depois na capital adulta que a Maria Fernanda Cândido eles tiveram que desenhar meu marido Fernanda cães a flor de Manacá que a menina tinha em qual foi o caminho estético que o Luiz Fernando Carvalho escolheu para essa série dele gente é muito claro que é uma coisa muito teatral muito cênica às vezes parece uma ópera né e não tem nem mesmo um cenário realista um cenário é o seguinte tem um prédio no centro do Rio de Janeiro que é o prédio do Automóvel Clube e esse prédio ele é aí do início Zinho do do Século 21 prédio maravilhoso lindíssimo lindíssimo lindíssimo é que tem um pé direito alto dentro Palace um daqueles prédios lindos do centro histórico do Rio de Janeiro tem como muitos prédios históricos do centro histórico do Rio de Janeiro ele está abandonado e praticamente em ruínas e como Luiz Fernando Carvalho e esse espírito assim é poético teatral cênico ele resolveu filmar Ministério ali dentro tudo qualquer qualquer cena foi filmada ali dentro a casa do Bento Santiago do Bentinho a casa do da Sancha e do Escobar qualquer cena que vocês possam imaginar foi filmada ali dentro seja aparece um palco de teatro mesmo né ele só ir puxando uma cortina mudando um móvel outro por vezes eles filmavam ali dentro mesmo negócio lindo de ver lindo então só por isso você já percebem todo esse visual estético teatral e simbólico E aí é uma das coisas que a Janete fala que no no capítulo dela é que isso é interessante porque o livro do Machado de Assis é um livro realista vocês sabem que o escritor Machado de Assis apps escreveu o cachorro ele é um escritor realista então é todo o tipo de a versão que ele queria que ele fazia igual eu não fosse muitas porque esse negócio de ficar escrevendo muito ambiente a coisa mais de românticos mas assim qualquer descrição que ele viesse a fazer embora pequena era uma descrição realista então talvez algum outro diretor pudesse ter optado em fazer um cenário convencional fazer um a rua de matacavalos na rua mesmo fazer uma rua cenográfica com casinhas ali do século 19 porque já que o livro é realista Alguém poderia ter filmado de forma realista Como são feitas várias minisséries novelas do mar Luiz Fernando Carvalho Embora esteja pegando uma história Realista ele está fazendo algo completamente diferente que ele está fazendo algo teatral simbólico né lembra não é uma adaptação é uma aproximação é uma visão dele é um jeito dele de contar essa essa história é que é muito interessante e eu acho que essa ideia dele de fazer algo Ester é bem diferente do que é o livro Talvez seja até uma forma de fugir de uma interpretação que muita gente tem que coloca a literatura como algo superior e qualquer coisa que seja do audiovisual seria inferior a Jennette no capítulo ela chega dizer que a literatura sempre seria para algumas pessoas superior a qualquer adaptação né então haveria uma logofilia O que que é logofilia uma sacralização da palavra e haveria uma economia fobia o que que é iconofobia é uma desconfiança em relação ao visual né então se você resolveu gravar e transformar em algo materializado aquela história já haveria ali um preconceito em relação a isso eu acho que o fato dele ter feito algo muito próprio muito particular já foge um pouco desse tipo de julgamento de interpretação agora antes da gente começar a mergulhar umas no vídeo de filmar e tudo mais eu queria contar aqui um pouquinho da história de Dom Casmurro para vocês estão vivos que eu adoro apaixonada apaixonada desde quando eu tinha meus 15 anos de idade que eu fui ler esse livro confesso que fui esse aqui postei Escola Mundo lê mas realmente é muito bom e eu já li esse livro sei lá umas quatro ou cinco vezes porque eu gosto demais Marcelo de Assis escreveu Dom Casmurro e 1. 899 e publicou o livro em 1900 vocês sabem que 1800 99. 900 já é belle epoque né porque a história não se passa né a história que ele lembra ela não se passa no ano de 1900 e 1.
899 ela se passa em 1857 quando eles estão crianças né quando os personagens do Dentinho da Capítulo são crianças Ela tem 14 anos ele tem 15 se eu não me engano e depois quando eles são adultos se passa em mim 865 Então como vocês sabem década de 50 sobretudo 57 quando eu já tinha crinolina Então década de e daí década de 60 é o período em que as roupas femininas são a saia tá superando porque tem as crinas sobretudo na década de 60 que a crinolina arenítica né então vai fazendo um volume para trás e ver se ela é totalmente assim arredondada né ela vai fazer um volume para trás e uma cauda atrás dos vestidos que deixam amplitude das roupas femininas muito muito grande então quando eu falo para vocês que o figurino é simbólico e vocês lembram quando eu fiz a referência aí no livro do que significa um figurino simbólico média que a exatidão histórica Ela não ela não sabe a pessoa não está tão preocupada com exatidão histórica e mais cinco a simbologia do personagem apesar disso eu digo para vocês configure não está respeitando o período histórico o figurino trás nessa parte em que ele relembra da história da Infância e da vida adulta dele o figurino sim faz é pai exatamente quê Oi linda época né sobretudo no caso das mulheres que esse período da da quinolina quando a gente fala que ele é simbólico que eu tô querendo dizer eu tô querendo dizer que a amplitude da saia ela tá de forma muito exagerado e muito extravagante por uma razão estética da minissérie primeiro aquele lugar que eu falei para vocês o prédio do Automóvel Clube que tem que eles filmaram é um gatão amplo que sempre se colocassem uma roupa exatamente uma roupa realista né exatamente como ela era seja uma crinolina completude média por exemplo é o mesmo uma crina de noite de festa será que é de 60 que fosse um pouco maior ela ia sumir dentro daquele cenário é melhor a roupa não pode sumir ainda mais naquele tipo de gravação que o Luiz Fernando tá fazendo então as roupas tinham um uma amplitude exagerada não só para que ficasse cênico para que ficasse teatral para que impactar é mas porque o prédio de mandava isso se você colocasse uma roupa realista ali no personagem é o personagem eu subi Tá certo além disso a outra simbologia que está presente em vários personagens sobretudo na personagem Capitu que né que ela dá o nome para mim sério aí a gente vai desvendar melhor aí quando eu contar para vocês a história do livro suas várias referências ao mar as flores capítulo quando ela é criança né quando ela tem 14 anos tem tudo uma parte infantil dela com flores com passarinho de com delicadeza e tal e minúcias na roupa dela E também o fato de que ela tem muitos babados e sobretudo dessa desse de babados brancos que ficam por baixo da roupa ou seja as anáguas né que ficam por baixo da roupa por que lembra o movimento de mar as anáguas parecem uma espuma do mar tá aqui a gente vai entender porquê porque eu falei para vocês que eu ia explicar a história do livro Até a E aí eu vou fazer e depois quando Capitu quando ela é mais velha essas referências elas elas continuam aí sobretudo essa do mar é o figurino da Capítulo ele ele nunca é igual ele é todo enviesado né isso porque porque isso Lembra as ondas do mar e aquela aquela adrenalina enorme também a roupa vai se mexendo parece o mar as ondas do mar sempre se mexendo e essa toda essa ornamentação desigual que eu falei para vocês têm de um lado não tem do outro ou então tem assim de forma enviesada não é aqui aqui de forma assimétrica não estudo também lembra da todo uma movimentação é a personagem mas o porquê o mar porque essa referência com ondas do mar porque isso porque essa coisa envia usada tem que é tudo isso e vamos lembrar aí então da da história aí dessa dessa mocinha que tinha olhos de cigana oblíqua e dissimulada nenhum olhar de ressaca o livro começa com Dom Casmurro indo para casa no trem porque indo para casa do trem porque ele já morava na parte periférica do do Rio de Janeiro tá quando ele nesse trem recebe o apelido de Casmurro e ele tá ele tá narrando a história né como se ele tivesse escrevendo um livro narrando a história dele e por que que o que quer dizer que as murro Casmurro é uma pessoa que é ensimesmada fechada é tão de mal com a vida o cara de bobo né e ele recebe esse apelido de um rapaz que ele conhece no trem tava tentando ler para ele uns poemas e ele não tava nem ouvindo ele tava lá dormindo Oi e aí dias depois ele ficou sabendo que o cara começou a chamar ele de Casmurro e ele até que adota o apelido né E que fuzil deu o nome do livro de Dom Casmurro será que esse personagem mais velho ele é tão assim ensimesmado emburrado com a vida de mal com a vida aí ele vai narrar a infância dele a vida dele para que você é ele vai narrar de um jeito todo dele todo particular dele contando a verdade dele contando a interpretação dele do mundo para tentar te explicar o porquê que ele era assim então fechado esses mesmado revoltado com a vida praticamente então diz Dom Casmurro de quando ele era criança ele morava na rua de matacavalos que fica ali no centro do Rio de Janeiro centro do Rio de Janeiro na década de 50 1. 850 e também 1840 é era uma região de classe média né é uma região assim mais abastada do Rio de Janeiro e depois com o passar do século 19 e a população mais rica ela vai cada vez se mudando mais para longe Tá mas no início os bairros do centro da Lapa a glória tudo isso era era região de classe média ou mesmo de gente com mais dinheiro ali no século 19 830 40 50 aí depois quando você vai 60 70 80 90 e 1.