[Música] pronto então a gente vai conversar hoje mais um pouquinho sobre imitanciometria então nós já temos uma primeira parte de de aula gravada que eu usei esses slides da taisan que hoje é minha doutoranda e hoje eu vou conversar um pouquinho mais com vocês sobre aplicações clínicas do reflexo acústico eh e eu vou explorar essas aplicações Clínicas Com base no arco reflexo que é essa estrutura essa esse desenho aqui que eu já cheguei a mostrar para vocês na outra gravação então para nós lembrarmos do arco reflexo né Eh se eu pensar que o o fone
tá aqui então o som vai ser transmitido pelo fone passa pelo conduto auditivo externo passa pela orelha média pela cóclea sobe pelo oitavo par craniano cruza pelo os núcleos cocleares no complexo Olivar superior e desce pelo sétimo par craniano que vai estar comunicando lá com o músculo do estapédio na orelha contralateral que vai se contrair em resposta a todo este caminho e essa contração vai ser captada aqui nesse músculo pelo estribo e essa contração vai movimentar vai fazer a mecânica aqui o movimento da orelha média contra lateral aqui vai tá a sonda e essa e
essa movimentação aqui vai ser captada pela sonda como reflexo acústico Então aqui tem uma uma imagem minha antiga mostrando né Então desse lado aqui tá a sonda no meu ouvido então eu tô fazendo curva timpanométrica do lado direito e desse lado tá o fone então eu tô faz fazend estimulação reflexo acústico do lado esquerdo para que que serve fazer reflexo acústico Por que que a gente faz reflexo acústico ã na imitanciometria para muitas coisas olhando pelo arco reflexo a gente pode pelo reflexo acústico fazer uma previsão de linear auditivo eu disse previsão de linear auditivo
então eu vou fazer uma análise da cóclea da orelha que eu estou estimulando uma análise da cóclea da aferência a cóclea da eferência onde vai tá a sonda não tem nada a ver com o processo do arco reflexo então o fone tá aqui eu vou estimular eu vou ver a cóclea da orelha que eu estou com o fone cóclea da aferência Então eu tenho uma predição de lineares auditivos eu posso ter uma análise do oitavo craniano então pode ser utilizado no diagnóstico diferencial para neurinoma tumor no oitavo par craniano no nervo vestíbulo coclear ã Então
posso ver neurinoma eu posso observar analisar núcleos cocleares e complexo Olivar superior então aqui nessas estruturas da Via auditiva Central nós temos ã diferentes idados do processamento auditivo Começando aqui essa essa rede neural essas sinapses que acontecem aqui elas já são importantes para localização sonora para reconhecimento de fala no ruído né para reconhecimento de sons onde tem competição então com reflexo acústico eu posso fazer uma uma previsão também uma predição sobre o processamento auditivo É lógico que é uma previsão o processamento auditivo ele é muito complexo ele envolve diferentes possibilidades de testes que a gente
tem que fazer mas eu já consigo falar sobre a via auditiva central com o reflexo acústico porque eu cruzo nos nos núcleos cocleares e no complexo Olivar superior complexo Olivar superior núcleos cocleares eu consigo falar sobre o sétimo par craniano então o reflexo acústico ele também nos ajuda a ver eh prognóstico sensibilização sensibilidade dos do sétimo par craniano em casos de ã paralisia facial Então se o paciente tem paralisia facial a gente pode utilizar o reflexo acústico na avaliação da paralisia facial Porque como o estímulo ele vai cruzar por aqui no arco reflexo se eu
tenho reflexo acústico significa que eu tenho uma função do sétimo par craniano quando eu estou frente a uma paralisia facial então o reflexo também nos ajuda a avaliar o sétimo par craniano eh eu fiz essa análise de aplicações clínicas pensando no arco reflexo porque o meu grande desejo é que vocês enquanto clínicos Vejam o paciente assim como eu tô aqui soma fone mas que vocês olhem pro rosto do paciente e enxerguem isso o meu desejo é que vocês enxerguem ele eu brinco sempre né com a cabeça aberta vocês com a cabeça aberta para pensar e
o paciente com a cabeça aberta para vocês enxergarem as estruturas envolvidas no arco reflexo e a relação fisiológica de cada aplicação Clínica eu não falei da análise do recrutamento então eu posso ainda falar sobre o recrutamento objetivo dems fazendo uma análise da Clea e eu ainda posso falar sobre o decamento avaliando oitava par cranian Então agora eu vou falar um pouquinho mais de cada uma das aplicações clínicas mas antes de falar um pouquinho mais de cada uma das aplicações clínicas eu quero só mostrar para vocês como que aparece o reflexo acústico no equipamento então aqui
eu vou deixar essa imagem aqui junto com o vídeo vou tentar fazer aqui uma Não não é isso que eu quero eu quero esse eu consegui agora a pouco agora não tô conseguindo mais tá então vamos só com o vídeo aqui Aqui nós temos então um dos equipamentos que a gente tem na nossa universidade que é da interacoustics eu vou soltar aqui então o paciente tá montado daquele jeitinho que é que é o Que Vocês acabaram de me ver né sonda curva timpanométrica fone reflexo acústico então aqui ó tá escrito timp test significa que vedou
então nenhuma curva timpanométrica começa sem vedação e a vedação ela é fundamental pro reflexo acústico se não tiver bem vedado o reflexo acústico ele pode até ter tecido desencadeado mas ele não vai ser captado então é super importante ter certeza absoluta que realmente vedou aqui que que depois da curva timpanométrica não houve nenhum escape porque vocês não podem considerar um reflexo acústico ausente sem levar em consideração a vedação aqui então tem que tá bem vedad Dinho bem como aconteceu com a curva timpanométrica Então fez a curva Já mede o reflexo não mexe no paciente o
paciente vai est assim fez a curva Já mede o reflexo acústico então aqui né tá escrito timp teste e daí vai medir a curva a curva timpanométrica demora segundos nesse equipamento aqui ó a gente vê o valor de orelha média 0,78 na pressão - 148 talvez acho que é isso - 140 - 140 então uma curva timpanométrica do Tipo C na curva do tipo você tem a possibilidade da gente não ter reflexo acústico em função da eferência então aqui a gente já começa a falar de uma de um dos fatores que ausenta o reflexo acústico
então se eu tenho o fone desse lado aqui se eu tenho o fone aqui na orelha direita e a sonda aqui na orelha esquerda eu tô estimulando desse lado a aferência vai fazer todo o caminho mas eu preciso que esse reflexo seja captado aqui a condição de orelha média da orelha contralateral ela é fundamental se aqui não tiver uma curva timpanométrica a se eu não tiver uma condição de orelha média boa o reflexo ele pode até ter sido desencadeado mas ele não foi captado então aqui é uma curva timpanométrica do Tipo C vamos ver o
que que aconteceu Onde foi parar o vídeo aqui vamos ver o que que aconteceu então com os reflexos acústicos então aqui no equipamento ó tá marcado timpanometria no automático daí agora a gente vai pro reflexo acústico aqui daí a gente vai para reflexo acústico pro manual deixa eu par reflexo acústico deixa voltar só um pouquinho reflexo acústico no modo manual então reflexo acústico a gente evita de fazer no automático para que fortes intensidades não sejam rapidamente eh postas na na orelha do paciente a gente tem que cuidar essa questão de desconforto dos pacientes porque ele
vai muito rápido a 120 DBS então reflexo acústico a gente tira do automático coloca no manual aqui a gente mexe na intensidade aqui a gente mexe na frequência eu tô mostrando nesse imitanciometro que é o a26 que é um um imitanciometro relativamente antigo mas assim a a cara das coisas nos imitanciometro são muito parecidas então todos os imitanciometro vão ter a possibilidade de estimulação manual então aqui desculpa aqui eu mexo na intensidade aqui eu mexo na frequência acho que eu falei ao contrário Antes aqui eu mexo na intensidade aqui eu mexo na frequência Lembrando que
o reflexo acústico a gente pesquisa nas frequências de 500.2 E4 que são as frequências que a gente também usa na média quadriton para fazer o grau de perda auditiva pela Organização Mundial da Saúde Então essas frequências elas são super importantes tanto que são as frequências que a gente usa para capital reflexo então ã a gente muda pro modo manual e faz uma estimulação rápida neste botão aqui daí aqui ó aqui aparece a frequência e aqui aparece a intensidade eu falei na aula passada que o reflexo ele desencadeia 70 a 90 DBS acima do Limar então
eu sempre vou considerar o meu início de pesquisa do reflexo acústico Com base no limar auditivo do paciente a gente normalmente começa pela audiometria então eu vou ter o Limiar auditivo para pesquisar o reflexo se eu não tenho o Limiar auditivo do paciente se por algum motivo eu comecei pelas medidas de imitância acústica eu tenho que lembrar que eu preciso de uma forte intensidade então se eu conversando com o paciente Eu acredito que ele tem limar normal eu posso começar em 80 e daí dali eu vou subindo e descendo procurando o Limiar do reflexo acústico
a gente tem que lembrar que o reflexo vai desencadear e é sondinha é o que a gente vai olhar agora mas eu tenho que achar no limaro o que que é estar No Limiar tem que passar deste ponto aqui que é o ponto 0,05 né que é essa essa marcação zinha aqui que eu tenho que fazer a ondinha O que que significa essa ondinha que o som passou pela orelha média pela orelha interna pelo oitavo par craniano passou no núcleo no complexo desceu pelo sétimo par craniano fez a contração do músculo do estapédio e foi
captado por essa sonda aqui ou seja toda a estrutura toda essa complexidade de rede ne que aconteceu na Via auditiva Central tá ok o músculo do estapédio Tá Ok e a orelha média que captou esse reflexo também tá ok então eu preciso de normalidade de toda de todo esse arco e da orelha média contralateral para que esse reflexo seja desencadeado E captado então ã eu começo a pesquisa com base No Limiar auditivo se eu tiver E se eu não tiver eu começo a pesquisa a 80 DBS ou mais se eu acreditar que o paciente tem
perda auditiva na annese a gente já vai ter uma noção do funcionamento auditivo do paciente então aqui ó observem aqui a estimulação é uma estimulação rápida então ó estimulou já foi mudar a intensidade aqui ó o que que eu quero que vocês enxerguem por dentro Então essa resposta aqui é isso aqui ó é o arg reflexo acontecendo Então pensando que eu tô com o fone aqui e com a sonda aqui eu tô enxergando isso se eu tiver com o fone aqui e com a sonda aqui eu tô enxergando isso então aquela ondinha que a gente
vê no equipamento é a ondinha do arco reflexo a gente não sabe reflexo acústico se a gente não souber a fisiologia dele e todas as estruturas que o compõem a gente não sabe reflexo acústico se a gente não entender que a orelha média da eferência a orelha média da sonda ela é fundamental na captação do reflexo se eu tiver uma curva timpanométrica do tipo B aqui onde tá a sonda Se for assim ó Sea curva timpanométrica for do tipo B aqui o meu reflexo acústico vai ser ausente e eu não posso falar nada sobre as
estruturas dele do arco única coisa que eu sei é que eu tenho uma curva B aqui igual as emissões otoacústicas se eu tenho uma curva do tipo B eu não posso falar nada sobre a cóclea porque quem tá ausentando as emissões é a curva b o o reflexo acústico é a mesma coisa ã eu não posso falar nada sobre o arco reflexo se eu tenho uma curva tipo B recebendo esse reflexo Então ele pode até ter sido desencadeado mas ele não foi captado aqui tá então isso aqui representa isso aqui pensando nas estruturas então aqui
foi lá e Aumentou a intensidade ó começou em 70 agora já tá em 80 eu continuo na mesma frequência que é 500 ali ó 580 DBS vai lá e dá o estímulo que é um estímulo rápido então observem o dedo ó é bem rapidinho toca e já solta tá aumentando a intensidade então acompanha a intensidade aqui ó já tá em 95 e não teve reflexo então o que que é ter o reflexo é ter uma ondinha aqui que passe do 0,05 Então isto é um reflexo aumenta a intensidade estimula ó aqui ó a gente tem
que imaginar uma linha aqui ó então ó acredito que isso é um reflexo acústico mas olha tá - 145 a pressão de orelha média Isso é uma curva do Tipo C aqui ó Men 145 ã o reflexo tá sendo captado então não são todas as curvas C as que é o ausentam o reflexo acústico pela eferência quando tem uma negatividade muito maior do que isso às vezes o reflexo desencadeia tem a contração do músculo mas esse sistema de orelha média não consegue pegar esse reflexo não consegue ter a mobilidade suficiente em função da pressão negativa
lá dentro isso não aconteceu aqui eu tenho Men 1445 depressão Então até men1 é normal tá Men 145 e tá aqui o reflexo ó Vamos ver se esse foi considerado tá em 100 DBS ó foi considerado por quê Porque já mudou para 1000 hz ali então no momento que houve o reflexo que apareceu o reflexo eu já mudo de frequência aqui ó eu já mudo para 1000 depois mudo para dois depois mudo para quatro Então esta ondinha aqui representa a onda do arco reflexo então agora vamos pegar esses 100 DBS aqui que a gente encontrou
e vamos jogar para cá tá então vamos pensar assim o fone tá aqui na orelha direita e a sonda está aqui na orelha esquerda então fone sonda tá se nós encontramos um reflexo acústico em 100 DBS aqui como que eu posso fazer a previsão do Limar auditivo dessa cóclea com um reflexo em 100 DBS Digamos que tenha sido 100 em 500 em 1000 em dois e em qu eu tô estimulando essa cóclea porque o fone tá aqui ó o fone tá aqui na orelha direita Então se o reflexo acústico desencadeia 70 a 9 DB acima
do Limar eu não sei se foi 70 se foi 80 ou se foi 90 mas é 70 a 90 acima se o reflexo desencadeou em 100 100 Men 70 é 30 100 Men 90 é 10 Então essa cóclea aqui ela teria limiares que poderiam estar entre 10 e 30 mas como assim profe limiares entre 10 e 30 o reflexo não desencadeia 70 DBS acima do Limar 70 a 90 DBS se eu tô com o fone aqui na orelha direita eu tô estimulando Essa cóclea eu fiz todo o arco reflexo aqui eu tenho uma curva do
Tipo C porque tá menos 140 mas o reflexo apareceu em 100 DBS eu tô falando dessa cóclea eu tô fazendo previsão delinear dessa cóclea como eu faço sua conta 100 que é o valor do referencial menos 70 que é o mínimo que eu preciso de intensidade para desencadear o reflexo dá 30 100 - 90 que é o o valor maior pro pro reflexo desencadear 100 - 90 dá 10 Então essa Clea aqui tem um Limiar entre 10 e 30 Por isso que é uma previsão do Limiar auditivo eu não consigo saber exatamente o limar mas
eu faço uma previsão pelo valor do reflexo Então se o reflexo fosse 100500 100 em 1000 100 em do e 100 em qu eu teria um reflexo uma previsão de Limiar auditivo entre 10 e 30 DBS nas quatro frequências como que eu cheguei nessa conta eu peguei o valor do referencial que é o valor que eu encontro lá no equipamento então lá no no equipamento eu encontrei um valor de 100 esse valor que a gente encontra aqui no equipamento é o referencial então eu pego o valor do referencial o ref que é o valor do
meu reflexo acústico e subtraio do 70 e do 90 por que 70 e 90 porque é a intensidade que eu preciso para desencadear o reflexo se eu encontrei o reflexo que é o que acontece aqui esse limar pode estar entre 10 e 30 que é essa diferença entre o ref o referencial e e a o nível de intensidade que eu preciso para desencadear então eu sei que essa cóclea aqui ela teria uma resposta entre 10 e 30 debs Digamos que nós estejamos atendendo uma criança de um aninho uma criança de um ano a gente precisa
de exames objetivos da audição então a gente recebeu a criança fizemos o acolhimento fizemos a anamnese e essa essa família traz na história indicadores de risco para deficiência auditiva Então vamos pensar que essa criança ficou que ela é prematura de 32 semanas e que ela ficou 30 dias na UTI com ventilação mecânica e recebendo autot toxicidade essa criança saiu e falhou na triagem auditiva Neonatal e dela foi encaminhada para diagnóstico ao ser encaminhada para diagnóstico foi realizada a avaliação sendo iniciada pela curva timpanométrica curva timpanométrica do tipo a a reflexos acústicos em 100 DBS nas
quatro frequências sem DBS nas quatro frequências e emissão Auto acústica transiente transiente presente nós estamos de frente a qu uma criança com perda auditiva ou uma criança com limiares normais eu tenho certeza absoluta que essa criança tem limiares normais por quê ela tem transiente presente transiente presente função coclear normal se o reflexo acústico desencadeou em 100 DBS eu acabei de fazer a continha que que o limar deve estar entre 10 e 30 então se o linear está entre 10 e 30 com transiente presente com emissão Auto acústica transiente presente tá normal eu tenho função coclear
normal seria necessário fazer um PA neurodiagnóstico frequência específica dessa criança assim é é interessante complementar essa avaliação é possível complementar essa avaliação mas a gente sabe que nós estamos de frente de uma função coclear normal então a gente não vai encontrar perda auditiva com o peat a gente vai conseguir fazer uma audiometria por frequência específica com a criança dormindo sem a resposta dela mas eu já tenho a previsão do Limiar auditivo pelo reflexo acústico eu posso fazer só o reflexo sozinho para dar previsão de Limiar se eu não tenho mais nada no consultório se eu
não tenho nenhum outro equipamento se eu não tenho só tenho audiômetro imitanciometro e não dá para fazer uma audiometria porque uma criança de um aninho é difícil colocar na cabina dá para tentar d a avaliação comportamental é sempre o padrão ouro mas se não conseguir porque é muito pequenininho dá para dar uma previsão sim dá para fazer um relatório dizendo que os limiares previstos possíveis são entre 10 e 30 mas que é necessário uma avaliação complementar emissão Auto acústica e potencial de tronco encefálico pra gente realmente configurar a audição dessa criança eu dei o exemplo
de uma criança porque é o mais padrão é o mais típico na previsão de limar auditivo Mas isso pode acontecer em outras idades então Digamos que nós pegamos para avaliar escolares que a gente tá fazendo uma avaliação em crianças escolares vamos pensar em crianças de 6 anos Vamos pensar numa criança que não condicionou para audiometria que não conseguimos pelo lúdico fazer com que ela respondesse paraa audiometria eu posso pelo reflexo acústico fazer a previsão do Limar dessa criança então a continha é sempre essa eu pego o valor do referencial que eu vi lá no equipamento
que eu acabei de mostrar aqui para vocês e subtraio do valor que eu preciso para desencadear o reflexo 70 a 90 acima então ali eu vou ter uma margem do possível limar eu não configuro audiograma com reflexo mas eu tenho essa previsão tá a segunda aplicação Clínica do reflexo acústico que eu falei antes é para nós analisarmos se tem aqui Um neurinoma então o paciente tá com o fone aqui desse lado tá com a somba aqui desse lado vai vir o estímulo aqui pi um estímulo de forte intensidade nas frequências de 52 E4 esse estímulo
ele tem que passar pela orelha média pela cocle ele tem que passar por aqui ele precisa gerar uma rede sináptica aqui para subir pro núcleo pro complexo e para descer se eu tenho condição de orelha média na referência se eu tenho uma curva timpanométrica do tipo a aqui eu tenho uma cóclea aqui que me permita a aferência que me permita a subida do som Então vamos pensar que no audiograma nós encontramos limiares em 40 aqui limiares em 40 e Aqui nós temos uma curva timpanométrica do tipo a percebam que eu estou falando do fone aqui
da sonda aqui e eu estou falando que eu preciso de uma curva do tipo A e que essa cóclea tenha limar para desencadear esse reflexo que essa cóclea permita a aferência e eu estou falando em 40 por quê 40 mais 70 é 110 a intensidade máxima do equipamento é 120 então eu teria a possibilidade coclear desse som subir e chegar aqui eu tenho o mínimo que eu preciso de intensidade para desencadear o reflexo eu falei na outra aula que a gente não desencadeia reflexo instalando o dedo a gente desencadeia reflexo com sons de forte intensidade
Então se o limar é 40 e eu preciso de no mínimo 70 40 mais 70 110 eu ainda não cheguei na intensidade máxima do equipamento que é 120 então se eu tenho uma cocle 40 e uma curva do tipo A eu Pi estimulo aqui com o fone estimulo estimulo pi chego em 120 intensidade máxima do equipamento o som cruzou e o reflexo não foi captado então quando a gente não tem reflexo a gente tem uma resposta assim ó Isso é uma ausência de reflexo eu não cruzei do 0,05 aqui Então vamos imaginar que aqui nós
já estejamos em 120 nós já estejamos na intensidade máxima do equipamento e não teve reflexo intensidade máxima do equipamento ausência de reflexo com eferência normal e com cóclea que permite a aferência se eu estou frente a um caso de uma possibilidade de neurinoma eu posso sim pensar que esse Son não está subindo e que esse reflexo não está desencadeando porque eu tenho um neurinoma aqui quando eu não posso pensar em neurinoma pelo reflexo acústico Digamos que esse Limiar aqui desta cóclea desta audiometria já seja 60 Digamos que na audiometria eu já achei 60 60 +
70 é 130 60 + 70 130 130 já ultrapassou a intensidade máxima do equipamento se eu já ultrapassei a intensidade máxima do equipamento com a mínima energia que eu preciso para desencadear o reflexo eu não posso fazer nenhuma inferência nenhuma suposição sobre esse arco reflexo se eu não tinha Limiar para desencadear ele eu não tinha aferência aqui na cóclea suficiente para desencadear ele então para nós fazermos qualquer qualquer suposição qualquer inferência qualquer possibilidade Clínica sobre o reflexo acústico a gente precisa de cóclea que permita a ferência e e de orelha média que permita a referência
percebam que eu tô o tempo todo dando exemplo com a sonda aqui na orelha esquerda e o fone aqui na orelha direita para que vocês não se confundam depois eu vou inverter mas eu quero que vocês registrem que vocês não esqueçam que paraa aferência pra subida do som que é o lado do fone eu preciso da integridade coclear se a intensidade máxima do equipamento é 120 DBS o Limiar aqui o máximo de Limiar que eu posso ter para desencadear reflexo a 120 é 50 porque 50 + 70 é 120 então pensando numa cóclea normal sem
recrutamento Eu não cheguei no recrutamento ainda pensando numa cóclea normal que eu quero estudar que eu quero avaliar que eu quero saber sobre oitavo parcani ano núcleo complexo sétimo par se eu quero alguma informação pós cóclea para eu ter uma informação pós cóclea a máxima perda auditiva que eu posso suportar aqui que eu posso permitir aqui é limar em 50 DBS nas frequências de 500 1002 e 4 que são as frequências onde eu eh estim estimulo o reflexo acústico se eu tiver uma perda maior do que 50 aqui Digamos que essa cóclea aqui já esteja
em 70 as respostas em 70 70 + 70 é 140 eu já estourei a intensidade máxima do equipamento então eu não tenho como esse som pum chegar eu não tenho Como ter energia eu não tenho como ter descarga eu não tenho como jogar essa informação das células ciliadas externas paraa interna pro oitavo par craniano porque me falta energia coclear então eu já tenho muita lesão de célula ciliada externa a movimentação de membrana basilar ela já é falha a transmissão para CCI já não acontece com a mesma energia e essa energia não sobe não dispara som
não dispara sinapse para que eu tenha conexão rede neural trabalhando no oitavo par para subir pro núcleo para cruzar pro complexo para descer pro sétimo e para chegar lá na orelha média contra lateral contraindo o músculo do estapédio e fazendo a mecânica dessa orelha média aqui então nós falamos sobre previsão do Limar auditivo nós falamos sobre a importância da cóclea na aferência o meu Limiar é no máximo 50 que eu suporto de perda auditiva aqui onde tá o fone para o som subir nós falamos sobre eh previsão possibilidade de termos de fazermos a avaliação do
neurinoma de um tumor no oitavo par craniano para nós pensarmos num tumor a gente tem que ter aferência aqui então o exemplo que eu dei foi uma cóclea em 40 o fone tá aqui cóclea em 40 40 + 70 110 dá para desencadear o reflexo se eu tenho o uma um o otorrino investigando um neurinoma linear em 40 aqui curva timpanométrica do tipo a aqui e eu não tenho reflexo acústico e daí eu mostrei o que que é não ter reflexo acústico não ter reflexo acústico ai deixa eu voltar pro meu vídeo não ter reflexo
acústico é isso o reflexo a ondinha não passou do 0,05 aqui então nós falamos dessas três coisas previsão de Limiar importância da cóclea na aferência investigação de neurinoma e a importância da curva timpanométrica na eferência eu não posso pensar em absolutamente nada sobre o arco reflexo sobre as estruturas envolvidas no arco reflexo se eu não tiver uma curva do tipo a na eferência então esses quatro pontos que nós falamos até agora ele eles são importantíssimos a gente tá falando de aplicação Clínica do reflexo olhando as estruturas envolvidas então agora voltando paraas estruturas envolvidas Deixa eu
ver se eu consigo ver aqui quanto tempo já deu dessa aula não tem aqui eu não cuidei o horário não sei que hora eu comecei eh voltando para as aplicações clínicas e paraa estrutura a gente vai acrescentar aqui o qu ponto que é uma investigação do sistema nervoso auditivo central uma investigação já de possibilidade de eu pensar no processamento auditivo desse paciente pelo reflexo então a literatura nos traz que uma ausência de reflexo em 4000 hz ela já pode ser um preditivo de alteração de processamento ou que reflexos acústicos ausentes acompanhados de uma história Clínica
diz eu tenho dificuldade de percepção de falar no ruído eu tenho dificuldade de me concentrar eu tenho dificuldade de falar no telefone quando tem barulho eu peço muitas vezes para as pessoas repetirem num paciente com limiares normais eu posso usar o reflexo para pensar no processamento auditivo desse paciente pensar no processamento auditivo desse paciente e não fazer diagnóstico dpac pelo reflexo como isso vamos pensar que nós temos lineares normais nessa cóclea o fone tá aqui a sonda tá aqui aqui eu tenho a aferência aqui eu tenho a eferência eu tenho uma cóclea normal e eu
tenho uma história clínica que nos traz uma possibilidade do transtorno do processamento paciente traz essas queixas que eu acabei de relatar a gente ã faz audiometria limiares normais índice percentual de reconhecimento de fala em 96 6% 100% porque nós estamos dentro de uma situação confortável supraliminar no silêncio e eu vou observar os reflexos então eu venho aqui pi tá tudo bem aqui cóclea normal pi pi cheg em 120 DBS nas quatro frequências e não encontro reflexo acústico Por que que eu não tenho reflexo acústico Será que tá bem vedado som da fone tá bem vedado
tá tá bem vedado cheguei na intensidade máxima do equipamento vou lá estimulo nada não vejo reflexo O que é não ver reflexo isso eu não tenho a ondinha depois do 0,05 aqui no equipamento e agora não tenho reflexo e o paciente tem história de transtorno de processamento auditivo o que que faltou faltou sinapse Auto ativação da rede neural nessa região de tronco encefálico nessa região de núcleos cocleares e complexo Oliv superior que são super importantes pro processamento auditivo então a gente tá falando em resposta reflexa em resposta rápida imagina se o sistema nervoso auditivo central
em nível de tronco encefálico em nível de núcleo coclear complexo ele não tá conseguindo dar uma resposta rápida uma resposta reflexa para um som de forte intensidade Como que essa estrutura neural se comporta quando eu tenho sons mais fracos e com competição Então a gente tem que pensar nos neurônios trabalhando eu tenho umas imagens aqui de sinapse aqui ó a gente tem que pensar nessa atividade neural aqui a gente tem que pensar nessa rede sináptica funcionando no silêncio funcionando no ruído funcionando com competição em todas as intensidades possíveis então se eu tenho fone sonda limar
normal curva do tipo a tô disparando um som de forte intensidade nas frequências de 500 E4 em 120 E essa ativação neural aqui que vocês estão vendo aí muito bonit sinapsis se elas não acontecem lá em nível de núcleo coclear e complexo Olivar superior PR som simples e forte imagina como seria como pode ser esta rede neural essa sinapses para sons mais complexos e com competição então percebam que o reflexo acústico ele precisa ser desencadeado ele precisa ele tem uma super importância Clínica se ele não aconteceu tem alguma coisa mal em nível de núcleo coclear
complexo Olivar superior Possivelmente por que que eu posso pensar que Possivelmente tenha porque se todas as outras estruturas envolvidas nesse arco reflexo que é uma galera para pensar na aferência eu tenho que pensar na orelha média na cle no oitavo parano Tá todo mundo bem aqui cheguei no tronco passei pelo núcle pelo complexo desci pelo sétimo tá tudo bem com o sétimo e eu tenho uma curva do tipo a aqui hum eu acho que o problema é aqui eu acho que o problema é no tronco encefálico então o quinto ponto importantíssimo daa nossa aula hoje
é pensarmos que o reflexo acústico sim ele faz uma previsão uma predição sobre o processamento auditivo central por meio da análise do reflexo então a a ausência do reflexo Pode ser sim um sinal de que existe uma falha sináptica aí nessa região nessas sinapses que vocês estão vendo aí no vídeo tá a outra possibilidade de análise clínica que a gente tem pro reflexo acústico É sobre o nervo facial Então se a gente recebe um paciente com paralisia facial e o médico pede reflexo acústico para investigar a paralisia facial o que que acontece eu preciso preciso
sempre garantir aferência e garantir aferência garantir aferência é o quê eu preciso de no máximo 50 DBS na aferência orelha direita mais que 50 eu não vou ter limar para desencadear o reflexo e eu preciso garantir que a referência seja uma curva do tipo a porque vai ter cont desse músculo e essa mecânica de orelha média para captar essa contração desse músculo precisa íntegra Então tem que ser uma curva timpanométrica normal pode ter pressão negativa mostrei vocês o exemplo de um vídeo antes quea em men 140 e o reflexo desencadeou e foi captado bonitinho o
reflexo lá o que que é Reflexo presente reflexo presente é quando esta ondinha aqui cruza o 0,05 Então isso é um reflexo presente Qual que é o valor desse reflexo é o que eu encontro aqui de Limiar eu preciso como eu tô procurando Limiar eu preciso sempre que essa ondinha esteja o mais próximo possível do 0,05 se essa ondinha tivesse vindo aqui em cima eu teria que Diminuir a intensidade e deixar ela o mais perto possível aqui do Limiar do reflexo o Limiar se dá por esta da linha e daí eu vou mudando as frequências
aqui e procurando Limiar aqui por meio dessa estimulação que eu faço aqui rápida 1 2 segundos então se eu garantir a aferência se eu garantir eferência e eu tenho um paciente que vem com uma história de paralisia facial e o médico pede reflexo para investigar a gente tá com o fone aqui fone na direita subiu PI 120 DBS nas quatro frequências pi não teve reflexo acústico se não teve reflexo acústico e eu tenho certeza que as outras estruturas envolvidas devem estar íntegras eu posso fazer uma previsão uma predição de que o sétimo par craniano não
tá bom então isso não é um prognóstico bom para paralisia facial Isso não é um prognóstico positivo para a paralisia facial é para isso que a gente usa o reflexo daí Digamos que esse paciente tenha ido pra terapia tenha feito diferentes terapias fonológicas ou fisioterápicas para reabilitação dessa paralisia facial daí o paciente volta e a gente faz o reflexo acústico de novo o fone tá aqui a sonda tá aqui eu tenho aferência eu tenho eferência subiu desceu Digamos que eu tenha conseguido captar 500 ficou faltando dois e qu o que que eu penso Opa esse
nervo facial tá melhorando esse nervo facial tá voltando isso é um prognóstico bacana paciente vai volta pra terapia F audiológica ou fisioterápica faz mais uma semana de exercício todos os dias ele vem a gente faz reflexo de novo PIP subiu desceu Digamos que agora nós tenhamos conseguido as quatro respostas de reflexo acústico numa intensidade de 110 DBS foi uma intensidade forte foi precisou de muito estímulo para desencadear precisou Mas se a gente for pensar no acompanhamento desse nervo facial a gente já vê que ele melhorou a gente já vê uma resposta positiva a essa terapia
que está acontecendo o prognóstico para essa paralisia facial ele já é melhor talvez ainda não tenha uma mudança na face do paciente talvez ainda não dê para observar a movimentação mas tendo uma resposta do reflexo acústico tem temos uma possibilidade de que essa paralisia facial regrida E que esse paciente consiga melhorar então é muito bacana a gente poder olhar observar analisar o facial para pensar no prognóstico da paralisia facial mas eu não posso fazer nenhuma inferência se eu não se eu não ã garantir as outras condições se eu não garantir aferência integridade de oitavo par
integridade de tronco núcleo e complexo como eu vou garantir profe o paciente não pode ter perda auditiva maior que 50 DBS do lado da aferência eu não posso ter uma história clínica de dificuldade de percepção de fala de dificuldade no ruído de pedir para repetir os sons Porque daí eu já estou de frente a um paciente com problema de com possibilidade de tpac tpac com possibilidade de alteração do processamento auditivo então eu não posso falar sobre o facial se eu já tenho uma dúvida no arco reflexo quando eu o que o o nosso ouro né
O que manda no nosso raciocínio clínico é a história clínica que o paciente traz então eu sempre falo muito para vocês que a Amnesia ela vale diamante ela não vale nem ouro então o paciente ele traz uma história clínica de dificuldade de percepção de fala e ele tem paralisia facial ele está com paralisia facial o reflexo acústico ausente ele já vai ser duvidoso porque eu não sei se quem tá ausentando o reflexo é a falta sináptica no tronco ou se realmente há falta sináptica no sétimo par craniano Eu tenho um paciente com histórico de ã
otite de repetição ele está com o tit no dia da avaliação e daí vocês fazem a curva timpanométrica aqui deu B na orelha esquerda deu B na orelha direita deu a e vocês querem avaliar analisar estudar o facial desse lado a eferência do lado da otite esquece eu não posso pensar em nada do facial porque eu não tenho curva tipo a na eferência vai subir pelo lado direito descer pelo lado esquerdo a decida a eferência onde eu avali sétimo comunicando conversando com o músculo do estapédio tem que ser uma curva do tipo A então o
sexto ponto que eu comentei aqui nessa aula super importante é a investigação do sétimo par craniano pelo reflexo acústico sempre em todas as aplicações considerando a história Clínica do paciente para eu ver se eu realmente consigo fazer uma inferência sobre a estrutura que eu quero avaliar então das aplicações clínicas que é a nossa proposta de aula hoje de conversarmos hoje ainda ficou faltando o recrutamento e o decut momento para essa aula não ficar muito comprida eu vou encerrar por aqui vou deixar o recrutamento e o decamento pra próxima aula e vou fazer mais uma vez
um registro visual fone sonda sobe desce subida preciso de cóclea na aferência essa cóclea pode ter uma perda de no máximo 50 DBS lembrem que eu não estou falando do recrutamento estou falando de uma cóclea normal a gente vai falar de recrutamento na próxima aula Subiu Subiu cruzou desceu aqui na descida na eferência Eu preciso de uma curva pétria boa o que que é Reflexo presente mais um registro visual Opa volta reflexo presente é isso aqui no equipamento esta ondinha passando do 0,05 reflexo ausente é isso aqui tá bom então por hoje é isso falamos
seis pontos super importantes a importância da cóclea na aferência da curva timpanométrica tipo a na eferência cóclea até 50 para a gente poder fazer uma inferência sobre eh as outras estruturas do arco reflexo então importância da cóclea da curva timpanométrica na inferência análise do neurinoma oitavo par craniano análise do núcleo coclear complexo pensando nas questões de processamento auditivo pensando no tepac pelo reflexo análise do facial do na paralisia facial que que eu esqueci previsão de limar foi o primeiro que a gente conversou previsão predição ar auditivo Com base no reflexo acústico então Esses foram os
seis pontos que a gente levantou aqui hoje tá bom um beijo então até a próxima aula Deixa eu voltar para cá para nós encerrarmos a gravação