[Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] Muito boa noite. Começando aqui mais um cartas na mesa hoje para falar sobre segurança pública. Afinal de contas, o Brasil está virando aí o refúgio dos criminosos. algumas decisões aqui de nossas autoridades recentes que nos fizeram tocar nesse nesse tema, né, Nesse assunto, até porque talvez o mundo agora esteja também virando as suas atenções para o que acontece aqui no nosso país. Para falar desse assunto, eu tenho aqui no estúdio o Cristian Lobauer, que é cientista político e professor também, o Luís Felipe de Olenes de Bragança, deputado federal e também cientista
político. E hoje com a presença também do deputado federal Ricardo Sales, deputado aqui pro São Paulo, Partido Novo, é primeira vez que O Ses participa aqui com a gente do Cartas na Mesa. Lá de Belo Horizonte nós temos o Adriano Janturco, cientista político e professor também. E lá de Porto Alegre, o Ricardo Gomes, que é advogado e professor. Todos eles participando com a gente para colocar as cartas na mesa. Eh, antes de começar, vou pedir aqui o seu like. aperte o botão aí do joinha para que o nosso programa chegue a mais pessoas, comente, compartilhe,
que isso é muito importante Também pro YouTube entender que o nosso conteúdo é relevante. Primeiro assunto que vamos falar, pessoal, é dessa concessão de asilo político que foi dada pelo governo Lula, pelo Lula, né, mais pessoalmente ali, ele atuou nesse caso pra ex-primeira dama do Peru, a Nadine Herédia. Ela que havia sido condenada juntamente com o seu esposo, o ex-presidente Holanta Umala, a 15 anos de prisão pelos crime de lavagem de dinheiro, no caso de aportes ilegais da Empreenteira brasileira Odebrecht, eh, e também da Venezuela para as campanhas de 2011 e 2006 do político peruano,
respectivamente. Aqui esses dois casos. Era uma condenação ainda em primeira instância, mas o governo brasileiro acabou concedendo esse asilo político, mandou um avião da FAB buscar o pessoal lá no Peru. Eh, a ex-preira dama recebendo aí esse salvo conduto do Peru para vir ao Brasil. Começo com o Cristian Lobuer. Como é que você viu aí Essa notícia? Eh, mais um caso aí da Lava-Jato, né? Lava- Jato que acabou sendo exportada para outros países aqui da América do Sul e agora o Brasil acolhendo aí a ex primeira dama do Peru. Lobal. Bom, uma barbaridade, né? Como
é bom ser amigo do rei, né? Eh, e o Brasil exportando, eh, exportando mais um, um produto ou um serviço. Quer dizer, além de conseguir a o milagre de de apagar a história do Lava-Jato e colocar várias Figuras lamentáveis, em liberdade, como se nada tivesse acontecido, também exportou o serviço. Tá fazendo a mesma coisa pros vizinhos, né? O Peru foi um dos países mais afetados. entre outros, Bolívia também, eh, Equador, pelo grande esquema da da Odebrcht dentro do modelo do petrolão, etc. E, e mas o Peru foi muito afetado, tanto que o Alan Garcia, que
foi presidente, ex-presidente, se suicidou também em função desse processo. Então, o Peru foi muito Estridente, foi muito eh explícita o o efeito do escândalo, né? E é isso, estão conseguindo a proeza de exportar também o processo de apagar os escândalos da história, trazer essa figura eh lamentável pro Brasil e dizer que foi tudo um grande equívoco, nada aconteceu. É o Itauarati, o governo brasileiro, né, soltou uma nota em relação a isso, falando sobre a concessão de asilo diplomático à senora Nadine Ereddia Alarcon. Temos a imagem aí dessa nota em Que eh é citada a convenção
de asilo diplomático que foi assinada em Caracas em 28 de março de 54. E aí é citado o artigo eh 11 dessa convenção, eh, dizendo que o governo do Peru outorgou as garantias e o salvo conduto correspondente, permitindo que a senhora Alarc e seu filho pudessem deixar o território peruano com destino ao território brasileiro. Eh, ô, Luiz Felipe, o governo tem usado como argumento eh o fato de que supostamente Ela estaria estaria sendo vítima de uma perseguição política. Então, que essa condenação, na verdade, ela seria inocente e haveria todo um uma perseguição por questões ideológicas
e por isso estaria justificado o asilo dado aqui no Brasil. Que que você achou desse caso? Bom, é uma grande mentira, né? A verdade é essa, uma mentira conveniente, porque existem várias perseguições, entre aspas, políticas no mundo. Ninguém Escolhe o Brasil como sendo país de refúgio. Então, é especificamente com alguns que são amigos deste, eu diria que ah, dessa normalidade que tá se tornando aí o narcotráfico, o terrorismo e a ditadura na região. Então, aqueles que são perseguidos ou amigos destes eh governos e não estão buscando o Brasil como sendo um refúgio. Mas isso não
é de hoje. Não é de hoje. Infelizmente que desde do período de redemocratização, nós vemos Aqui a esquerda criminosa assumiu o poder e deu começou a a dar salvo conduta e uma série de abrigo. virou abrigo de criminosos, tanto de criminosos colariam branco, como criminosos colariam azul de rua, né? Então agora o o aonde que a gente tem o limite, onde é que a gente chega e fala assim: "Olha, ultrapassamos aqui um limite", né? Quem é que tá estabelecendo essa risca? Institucionalmente nós não temos freio, nós não temos nenhum Observador institucional dizendo assim: "Puxa vida,
olha, o Brasil deteriorou para um estado criminoso e esse governo acelerou esse processo que já vem aí ao longo dos últimos 30 anos. Então, onde é que tá essa risca?" Não temos. É a própria sociedade. E se a sociedade aceita isso, então pronto, você então não tem limite mesmo. Aí você acaba maturando essa essa ideia. Então aqui acho que programas como esse a gente tenta trazer essa indignação, trazer Essa conscientização para que entender que institucionalmente o freio não existe. É a sociedade, infelizmente essa que é a realidade. E nessa questão do atual governo, eu acho
que a única maneira desse atual governo, do atual, dos atuais ocupantes do Estado brasileiro, além do governo, tem a burocracia do Itamarati, das Forças Armadas, da Polícia Federal, todos que poderiam estar se levantando contra esse tipo de atitude, eh esses só vão eh Sofrer algum tipo de limitação, não pela não internamente institucional, mas externamente, porque ninguém vai querer lidar com o estado que é eh corrupto, terrorista, narcotraficante e votado à ditadura e opressão da sua própria sociedade. Então, estão com os dias contados também. Eh, segundo ainda a reportagem da Fúria de São Paulo, Audebrecht reconheceu
em 2016 que pagou dezenas de milhões de dólares em propinas e doações eleitorais ilegais no Peru desde o início do século XX. E ainda, segundo a acusação, o casal teria desviado quase 200.000 000 enviados pelo então presidente da Venezuela, Hugo Chaves, por meio de uma empresa lá no país. Eles negam ter recebido o dinheiro do Chaves ou de qualquer empresa brasileira, eh, alegam ser inocentes. Quero a opinião do Jean Turco, eh, sobre esse caso. Jean Turco, o Brasil tá importando, exportando impunidade também agora, como é que fica esse caso? Pois é, estamos exportando corrupção e
importando corruptos, né? Para você ver qual é o nível. E olha, não é uma surpresa, porque na literatura científica se mostra isso. É o seguinte, Randolf Bourne mostra que os estados, os países tendem a exportar as próprias estruturas internas e também fazer o contrário. Ou seja, quando um país é muito, por exemplo, eh suas peculiaridades, se for muito militarizado, ele vai exportar essa Militarização. Se for um país democrático, vai tentar tender a exportar democracia. Se for um país corrupto, com impunidade, etc., ou for, qualquer seja sua peculiaridade, vai exportar necessariamente isso, porque transborda, vai para
fora. No caso específico, o que diria? Bom, o debreche e o caso da corrupção, Lava-Jato, etc. Na verdade, não é só no Peru, em vários dos países, não é só essa empresa. Teve operações de grande poste, de grandes Empresas, eh, fazendo construções civis, por exemplo, tanto em Cuba, quanto Peru, quanto em Angola, etc. E essas questões também precisam ser investigadas. Agora, até o Peru se demonstrou mais sério no combate à corrupção, ou seja, a corrupção teve, aconteceu, mas foi investigada, ficaram em prisão, eh, e não estão sendo soltos como como aqui. É, por outro lado,
a questão do do asilo, obviamente, olha o absurdo. Ou seja, o Brasil já virou tá virando Referência para quem tá sendo condenado reconhecidamente, fugir para o consulado embaixo da Brasileira, pedir asilo. O asilo político podia não ser concedido, foi concedido pelo Lula. Também não surpreende ninguém. Vale lembrar um dos outros vários casos quando exatamente o outro governo Lula eh concedeu asilo político para o terrorista Césare Batis. Outra outro caso de vergonha internacional. Não só não bastasse a concessão do asilo político, também Mandou o avião da FAB do exército para pegar a mulher lá e trazer
para cá. Ou seja, o exército tá sendo utilizado agora como taxi aéreo para corruptos internacionais, né? surreal. O nível de subjulgação do exército, o nível de politização do papel das funções, que deveriam ser as funções normais do exército, surreal. Tudo isso de novo, néesem na cara de todo mundo, na cara dura. Ou seja, podem mostrar, podem esbanjar, podem fazer publicamente na Frente de todo mundo, porque não vai ter consequências. Quem vai parar este pessoal ainda não entendamos. Pois é, quero a opinião agora eh do Ricardo Gomes, que inclusive fez na semana passada até um programa
Magna Carta sobre esse caso. Eh, e também depois a gente vai falar de outros casos que envolvem o governo brasileiro, as autoridades brasileiras para dar essa resposta, né? O Brasil está virando aí um refúgio para criminosos, Ricardo Gomes. Só os que forem amigos do de Lula e do PT, né? Porque, ah, obviamente ninguém pede asilo no Brasil se não tiver uma relação ideológica, né? Quer dizer, se se o sujeito tem uma causa justa para pedir um asilo político, vai pedir num país desenvolvido. Mas se não tem uma causa justa, mas tem uma uma parecença eh
com a ideologia de Lula e do PT, bom, aí o Brasil tá de braços abertos, né? Vamos lembrar que no Peru, eh, cinco Presidentes foram presos por escândalos de corrupção da Lava-Jato Peruana, né? O, um deles é o Pedro Pablo Cutinsk, que era de direita. Então, lá valeu pra esquerda, valeu pra direita. Todos foram Chilendró, menos, claro, Alan Garcia, que cometeu suicídio. O fato é que eh não se pode dizer que a o combate à corrupção no Peru é uma questão ideológica, é uma questão de perseguição política, isão de enfrentamento de corrupção. Agora, Lula de
braços Abertos, como foi com Batiste, Lula de braços abertos porque é uma companheira, né? Esposa de Olantala. Olanto Mala era um dos presidentes da que que compunham o o Foro de São Paulo, a estratégia da UNASU, uma espécie de aliança dos países esquerdistas da América Latina. Então, é bem tá bem evidente que Lula fez um uma estendeu um asilo para um caso em que eh não cabe na lei, né? né? A lei não permite a concessão de asilos para quem tá sendo julgado por crimes comuns. Mesmo assim, o o Brasil Lula, né, estendeu esse esse
esse ah asilo e o governo esquerdista do Peru concedeu rapidamente o o salvo conduto para que Nadine viesse logo pro país, né? Agora, ela poderia, como tinha um salvo conduto, poderia ter tomado um avião normal, poderia ter vindo de qualquer maneira ainda, ainda por cima, ganhou uma carona de jatinho da FAB, né? Privilégio reservado aí para presidente da República, ministros do Brasil e os Ministros da Suprema Corte. Então, tá aí um além de trazer para cá, ainda dá um uma caroninha com o dinheiro do pagador de imposto brasileiro. Quem se pronunciou sobre o assunto também
foi o deputado federal Felipe Barros. Ele que é o presidente da comissão de assunto de relações exteriores, né, lá na Câmara. Tá aí a reportagem da revista Oeste. Brasil se torna um nanico moral, diz Felipe Barros sobre o asilo à ex-preira dama do Peru. Eh, ô Sales, eu vi até que alguns parlamentares estão querendo questionar, né, esse asilo, pessoal do Novo, acho que o Vanen, se não me engano, entrou aí com questionamentos. Eh, você lá com o pessoal da Câmara, como é que recebeu essa notícia e o que algo pode ser feito em relação a
isso por parte da oposição? É, o que a gente pode fazer é cobrar, né? Você cobra o o governo, o Itamarati, mas diante de tantos desmandos e tantas coisas que vem sendo adotadas aqui no Brasil, grandes aberrações jurídicas e tudo, não me parece que esse seja um assunto que vai ter algum grau eh de sucesso ao ser questionado, mas é importante questionar. Na verdade, para eles, para esse pessoal ligado à corrupção da Odebrecht e outras empresas brasileiras na América do Sul, Angola, etc., Vir pro Brasil é um porto seguro. Por quê? Porque o núcleo da
corrupção da Lava-Jato voltou ao poder. Esse pessoal Hoje é quem comanda o Brasil de novo. Então eles vêm pro ninho, né? Da onde surgiu essa corrupção? Da aliança entre o Debrech, grandes empreiteiras, etc. Com o governo Lula. Bom, o governo Lula voltou. Esses grandes empresários estão tendo, todos eles foram soltos com a anulação da Lava-Jato, o o fim dos acordos de leniense, enfim, a destruição do pouco do desse rápido episódio que nós tivemos no Brasil de punição dos criminosos do sistema, tá sendo jogada Por eh água baixo. Portanto, para eles é o porto mais seguro
que há. O país da onde saiu a operação anula a operação e aí fornece um ambiente de segurança para que os colegas, os corruptos, como o Ricardo Gomes bem lembrou, a turminha do Forug São Paulo, né, venha para cá se abrigar embaixo da asa do Lula e de todos esses ex-guerrilheiros, sequestradores e bandidos aí da época do regime militar. E aí, juntamente com essa decisão, né, Esse acolhimento por parte do governo brasileiro da ex primeira dama do Peru, veio também a decisão na semana passada do ministro Alexandre de Moraes, eh, uma disputa aí, né, com
a Espanha por conta de pedidos de extradição. Então, vamos trazer aqui a reportagem da Gazeta do Povo. Morais trava pedido de extradição da Espanha após negativa sobre Osvaldoquio. Então, cronologicamente aqui, né, havia um pedido do Brasil para que o Osvaldo de Táquio, que é um Jornalista que está na Espanha, fosse extraditado para o Brasil. Ele que é acusado, é foragido aqui no Brasil, né, responde aí eh por crimes, por acusa de crimes de eh é difícil até dizer qual é o crime que ele tá respondendo lá, tentativa de abolição do estado democrático de direito, violência,
essas e incitação de ódio e outras coisas mais. Que que acontece lá na Espanha? Ele foi, recebeu esse pedido de tradição e a justiça espanhola considerou que Não, que o que ele tá sendo acusado lá na Espanha não é crime, segundo o tribunal espanhol, eh seria uma perseguição política. Então, por conta disso, eles negaram o pedido de extradição. Após essa recusa, o juiz Alexandre de Moraes, então o ministro Alexandre de Moraes, eh, também rejeitou um pedido de extradição de um traficante, um acusado de tráfico de drogas aqui no Brasil, um búlgaro que havia o pedido
para ser estragado paraa Espanha. Ele havia sido pego lá na Espanha, fugiu pro Brasil, foi preso aqui no Brasil, então virou meio que uma moeda de troca. Aí o Mor falou: "Olha, vocês não me mandaram Stack, eu também não vou mandar". esse traficante e mais ainda vou conceder uma prisão domiciliar para ele. Foi liberado, tá com tornozeleira e agora tá essa disputa aí entre Moraes e a justiça espanhola. Mas não é só a justiça espanhola, porque também nesse m nessa mesma decisão o Moraes acabou intimando a embaixada espanhola aqui no Brasil para se explicar, para
dar uma explicação aí em c dias sobre essa reciprocidade, né? Porque que em tese, na visão do Morais não houve a reciprocidade com a concessão aí da extradição do Osvalo de Ostáquio. E aí existe uma outra discussão que é se a embaixada espanhola teria a ver com alguma coisa a ver com isso, né? Porque quem negou a extradição foi a justiça espanhola e são coisas Independentes. Enfim, o caso é complicado. Eu quero a opinião do Luís Felipe que é bem ligado nessa questão internacional. Como é que o Brasil vai se livrar agora desse rolo com
a Espanha? Luiz, olha, vamos esquecer um pouquinho os atores. Esquece o Morais, esquece o governo espanhol. Eh, se estamos abrigando aqui um criminoso e o outro país pede para extraditar esse criminoso, o traficante, O traficante pede para extraditar esse traficante porque ele é já violou leis e o narcotráfico é é um crime contra a sociedade de qualquer país. Muito bem. O que que nós estamos fazendo? Então, damos um tiro no pé. Conhece aquela piada do português? Eu vou botar o português aqui na na brincadeira. Eu vou vou vou era uma piada de português. Eh, depois
se quiser vocês editam. Bragança vocês devam Bragança. Não é, mas eu vou contar essa piada Porque me veio a cabeça. Português entra em casa, encontra a mulher traindo ele com com outro. Aí ele fica completamente fora de si, pega uma pistola e aponta pra própria cabeça. E aí os dois na cama começam a dar risada assim: "Do que que vocês estão rindo? Vocês são os próximos". Então no fundo é essa que é o que que tá acontecendo aqui. Pode editar essa piada, fique à Vontade. Mas eu precisava fazer isso. No fundo é essa dinâmica. O
cara dá um tiro no pé, como se o tiro no próprio pé fosse machucar o outro país. Não vai. O outro país deve tá fazendo o que? O que que vocês está fazendo com seus cidadãos? O que que você está fazendo com o seu país? Não faz sentido nenhum essa reação. É contra o bom senso, é contra o que seria a legalidade, né? E ainda mais equiparar dois crimes completamente dissporos. Se bem que o Crime do obstáculo, eu não vi isso ainda em lei. Pode ser um crime aí por interpretação. Não existe tipificação do tal.
Não tem tipificação desse crime. Então o que que vocês estão fazendo? Mas aí você vê o qual é o compromisso do nosso judiciário com a população brasileira, qual é o compromisso do nosso judiciário com o estado de direito e qual é o compromisso do nosso judiciário com o bom senso. Ele ele atropela todos esses compromissos. Fal assim, nós estamos aqui simplesmente jogando jogo de gang e o outro lado lá não é gang, é um judiciário independente, muito melhor que o judiciário brasileiro. E isso são os relatórios internacionais que apontam essa essa vericidade. Então aí você
vê o quão disspare são as coisas e na mão de quem está o nosso país. Eh, citando aqui ainda a reportagem da Gazeta do Povo, eh, mais cedo a justiça espanhola considerou improcedente o pedido do Brasil para extraditar o jornalista devido à conduta, entre aspas aqui, com evidente vínculo e motivação política, já que é realizada no âmbito de uma série de ações coletivas de grupos que apoiam Bolsonaro e se opõe ao atual presidente Lula da Silva. Fecha aspas aqui pra decisão da justiça espanhola. Quero a opinião agora do Ricardo Gomes também que acompanhou de perto
também tá no programa dele da semana passada Magna Carta. A visão dele sobre esse Caso é que além de primeiro já seria um absurdo soltar um traficante, mas traficantes são soltos no Brasil diuturnamente pelo poder judiciário. Fazer isso em retalhação a um país que não mandou um jornalista é um absurdo maior ainda, né? Lembrando isso, que o o Osvaldoáquio sequer pode ser preso na Espanha porque as acusações que existem contra ele no Brasil não são puníveis no direito espanhol, aliás, em nenhuma Parte do mundo civilizado, né? Já houve caso aqui também de negativa de Estados
Unidos pro Brasil, do Alan dos Santos, pela mesma razão, porque o o que acusam Alan dos Santos de ter feito no Brasil não configura crime nos Estados Unidos. Foi a mesma coisa pro Osvaldo de Elustac. Mas o curioso também é que o Alexandre Morais, ele atropelou o Itamarati, porque se ele manda uma, ele pede para o governo espanhol prestar esclarecimentos em 5 dias, e ele não Manda isso por via diplomática, como a lei, a Constituição, os tratados internacionais entre Brasil e Espanha estabelecem, não. Ele manda intimar o embaixador da Espanha, ou seja, ele ele passa
ao largo e ao lado de todo procedimento legal, intima diretamente, se coloca na posição de falar pelo Brasil em âmbito internacional, o que pela Constituição é reservado ao presidente da República. Então tem mais uma aqui eh intromissão numa capacidade De um poder, de outro poder. Então, eh, Moraes atraiu para si de novo uma competência que a Constituição reserva para outro poder, pro executivo nesse caso, né? Lembrando que quem faz a a comunicação entre países, entre estados e nação, são a os corpos diplomáticos que são eh credenciados, né? se chama acreditados eh nos outros países. Então,
quando Lula ou Bolsonaro ou qualquer presidente da República toma posse no Brasil, ele recebe os embaixadores dos Outros países que vem aqui se apresentar. Olha, eu sou embaixador, tô me apresentando, me credenciando, me acreditando perante o executivo brasileiro, porque é ele que vai conduzir essa relação. Agora imagina que Alexandre Moraes passou por cima do Itamarati e mandou intimar o embaixador pro governo da Espanha dar explicações. ah, se não houver um escândalo de relações internacionais entre Brasil e Espanha, é porque o governo espanhol, Igualmente esquerdista, resolveu fazer vistas grossas, porque isso é uma é uma uma
infração ah séria dos ritos diplomáticos estabelecidos no mundo há séculos. É só mais uma, né, de novo, só mais uma. É mais um caso de impunidade, é mais um caso de de intromissão na competência de outro poder, é só mais um. Então, as coisas continuam acontecendo no Brasil a olhos vistos. Eh, trazendo aqui as acusações feitas contra o Osvaldo de Austáo, né, o Moraes Destacou que o jornalista é investigado pela suposta prática dos crimes de ameaça, perseguição, incitação ao crime, associação criminosa e abolição violenta do Estado democrático de direito. O Etaco está na Espanha desde
2023 e se coloca lá como um perseguido político eh no Brasil, coisa que a decisão da justiça espanhola acabou corroborando. Eh, Lobuer é um caso que se junta, né, a esse outro que a gente já comentou da do asilo a ex-priver do Peru e colocando a Diplomacia brasileira aí num foco, né, de decisões controversas, digamos assim. É, eu acho que são tem dois aspectos aí a serem reiterados que a gente tem observado nos últimos, talvez nos últimos dois anos. O primeiro é essa hiperatividade do do judiciário, em particular do juiz Alexandre de Moraes. Quer dizer,
é uma coisa assim que virou notícia diária das de atribes que ele vem realizando de todas as esferas. a gente não sabe muito Nem muito bem mais o que dizer, nem como reagir como sociedade, porque tá todo mundo aceitando, né? Tá se acostumando com uma série de coisas que são eh rupturas absolutas do de de tradições do direito e de todo um processo de desrespeito à Constituição que ele mesmo é pago e os supremos são pagos para para cumprir, para respeitar e para defender. Então esse é mais um desses casos. O outro que também já
é cria mais um problema institucional Brasileiro é o conflito com um um um ministério, quer dizer, uma uma pasta importantíssima que é as nossas relações externas. Eh, como disse bem o Ricardo, é um um atropelo ou um desprezo por uma pasta que já vem sendo praticamente praticamente inutilizada nesse governo, né? o atual ministro das relações exteriores, ninguém sabe nenhum nome, porque ele, infelizmente, é tratado como um despachante eh por uma quem faz esse papel mesmo por uma figura que é também Uma figura que tá nem cargo oficial tem mais, ele já foi, né, assessor especial
do presidente da República, internacional do presidente. Nem isso mais, mas é uma figura que anda e que dá as cartas no jogo internacional e que tragicamente tem posicionado o Brasil em circunstâncias terríveis, né? Em alinhamentos que são alinhamentos excludentes, com aliados que nunca tiveram nenhuma nenhuma relação de proximidade, nem de de de eh de Relevância nas relações externas do Brasil, na história da República, né? E agora é mais um caso desse. Quer dizer, eh, eu acho que independente do governo atual espanhol ser de esquerda ou não ser, eh, isso não vai ficar assim. Eu acho
que não vai dar para aceitar. ou eles vão desprezar porque vão dizer isso aí é tão é tão eh não usual o que tá sendo feito e tão irrelevante para pras relações bilaterais que talvez eles desprezem, Mas se eles quiserem ir estito senso na matéria, é um escândalo, mais um escândalo que o Stamarati vai ter que contornar em função desse desequilíbrio total, dessa hiperatividade do judiciário e da praticamente eh neutralização de uma série de ações do do executivo, como a gente tem visto, é uma aliança de submissão do executivo ao judiciário até nas relações externas.
É, e essa imagem acaba sendo ampliada, né? Teve até uma matéria da revista The Economist que tá longe hoje em dia, né, de ser considerada ali uma direita eh raiz ali, fala falou muito mal já do ex-presidente Bolsonaro, enfim, e agora coloca como problemática aí a atuação da Suprema Corte Brasileira. Ô Janturco, eh, você acha que is até essa visão de fora para dentro, né, pode trazer um freio para essa atuação e tentar acomodar melhor aí o papel dos poderes no Brasil ou é algo que dificilmente a gente vai ver tão cedo voltar ao normal?
Olha, acho que contribui agora se essa vai ser a gota de água que vai vai fazer vai vai mudar as coisas, eh, não sei. O que eu diria é no mérito, só para repetir, eh, para talvez assim na esperança assim que alguém eh queira entender do ponto de ser técnico, a coisa, etc, tal. O importante o seguinte, eh, a Espanha pode, segundo a lei, se recusar a extraditar Eustáio por um simples motivo, porque eles alegam que há perseguição política e é um Motivo válido, então, para a não extradição, para não concessão do pedido, tá? É
um motivo válido dentro dos tratados internacionais. O contrário, não. Por quê? Porque eh Alexandre de Moraes não não se recusou a extraditar o traficante búlgaro aqui que estava aqui no Brasil e inclusive deu eh prisão eh deu deu mudou o regime e deu eh prisão domiciliar. Não porque alega que tenha perseguição política, mas por mera birra, por vingança, como arma de Alavancagem. Isso não existe, isso é contra os tratados internacionais. Então não é possível. Isto não está fora da lei, não existe isso. Que seja claro, usar as pessoas como arma política, inclusive, como foi muito
bem lembrado aqui, né? Soltar a pessoa, então colocar sim, prisão domiciliar, assim, colocando em maior risco a sociedade brasileira. Exatamente. Do lado de lá estão sorrindo, ou seja, olha o que estão fazendo por uma questão política isso, Estão colocando em risco a sua própria população. Agora, entre os técnicos eh e quem acompanha nos bastidores a política, o que está acontecendo aqui no Brasil já é sabido. Então, assim, que o judiciário espanhol saiba já sabe, é que o judiciário americano sabe, já sabe, nos Estados Unidos, na Inglaterra, França, todo mundo já sabe. grosso da opinião pública,
a população talvez ainda não sabe exatamente o que está acontecendo aqui com o judiciário Brasileiro, etc. Então, alguma e pressão vai ter? É claro que não é a prioridade da Espanha. A Espanha vive seus problemas. O Brasil tá longe de ser uma prioridade. Eu só queria destacar o seguinte, notem que essa essa eh não concessão da extradição da Espanha já por si só é uma notícia. sem até deixando a questão do do traficante búlgaro aqui. Por quê? Porque na Espanha o primeiro ministro, o governo atual é também de esquerda, mas isso não Interfere nas decisões
judiciais que são mais isentas, mais técnicas. E de novo, e vocês acham que generalizando as visões dos juízes espanhóis são de qual lado? Vocês acham que lá são todos liberais ou conservadores? Não existe isso. Também tende a ser mais esquerda, mas não uma esquerda eh tão absurda que visa e eh desrespetar as normas escritas predo em branco tão declaradamente, tão explicitamente. Então, mesmo tendo essa visão eh alinhada a essas ideias, não Chegamos a tais absurdos deste tipo, né? Então, eh isso mostra de novo decisões judiciais como essas e outras nesses dias, né? eh que são
absolutamente não amparadas no direito e só uma questão política, passando por cima da questão interna, do Itamarati, do ministro das relações exteriores, etc. Então assim, é o enésimo completo, absurdo, e ninguém sabe quando e onde vai parar. Claro que a pressão externa, a me ver, é potencialmente a arma mais forte, porque Realmente aqui nós estamos praticamente assim, não passivos reclamando, mas eh impotentes per perante estes vários abusos. Então, acho que vai compor isso junto com outras coisas. É, desses dias também vale eh eh fazer um momento, um passo atrás para olhar o quadro de forma
mais amplo. Nós ficamos sabendo que os Estados Unidos estão avaliando, estão preparando algumas ações contra Alexandre de Morais especificamente e também destes dias eh aqueles prints, Aqueles aquele vazamento de eh mensagens de WhatsApp privada do Talhaferro, que é um ajudante do Alexandre de Morais, muito comprometedoras. Então, as coisas estão se movimentando. Um dia tudo isso será levado em consideração. É, esse traficante da Bulgária, ele foi pego eh na Espanha com 52 kg de cocaína, acabou fugindo, parando aqui no Brasil, foi preso e agora teve decretada a sua prisão domiciliar, então a sua liberação para Ir
para casa com medidas restritivas. Mas a decisão do Moraes deixou claro que essa essa decisão foi tomada em virtude da recusa da extradição do Osvaldo Eustáquio. O Sales, falando até de uma forma mais genérica, né, dessa questão aí de arrumação entre os poderes, digamos assim, a gente tem também essa questão da anistia dentro do Congresso, se impasse, né, algo morta vai pautar, não vai pautar. Eh, já se fala até de uma solução mais negociada do próprio Supremo reduzindo as penas dos condenados. Qual que você acha que é o caminho para solucionar isso? Uma pergunta fácil
aqui. Como é que isso vai se resolver para que a gente tenha aí uma certa normalidade nessa relação entre os três poderes? É, essa pergunta tá fácil mesmo. Na verdade, o Lula deveria ser o primeiro a querer a anistia, né? Todo governante, quem é situação gosta de país tranquilizado. Quem gosta de confusão, atrito, desgaste E tal, é oposição para você poder fazer oposição. Então, do ponto de vista político, quem tá no governo, em qualquer governo, tem que trabalhar para estabilizar o país, pacificar, colocá-lo na normalidade. Esse governo em especial faz o inverso, muito embora ele
tenha sido eleito dizendo que o amor venceu, que o Brasil voltou, que ele ia pacificar o país. O que a gente assiste é um Lula e todo o seu entorno querendo se vingar. É o governo do revanchismo Absoluto contra a direita, contra o presidente Bolsonaro, contra todos aqueles que estão ali envolvidos nesses processos do 8 de janeiro e essas essas ações todas. Então, o primeiro ponto importante é deixar claro que o governo age mal. O governo age mal por essas razões que eu acabei de dizer. Por outro lado, a classe política, e aí falando do
Congresso Nacional, Senado e Câmara, eh, ela vai de acordo um pouco com as suas conveniências e com a sua, com o seu Eleitorado, a sua opinião pública. Nós que somos deputados da direita, Luís Felipe e eu que estamos aqui, eh, temos claramente uma postura de apoio absoluto à anistia, na medida em que entendemos que esses crimes não ocorreram, que o enquadramento legal não está correto, que a dosimetria da pena é absurda, né? Absurda. Acabamos de ver um traficante de 52 kg vai para casa e a moça do batom ficou não sei quantos meses na cadeia.
Dois anos. Dois anos na cadeia. quer Dizer, é uma barbaridade sem tamanho. Então, veja só, há um sentimento de qualquer pessoa de bom senso. E aí você tem alguns deputados que não são da direita, eh, que já entenderam que essas penas desmedidas transmitem um sentimento de injustiça tão grande que elas geram ainda mais instabilidade no país. Portanto, esses deputados que não são necessariamente da direita, mas assinaram o requerimento de urgência, eles são a expressão mais evidente de Que eh esse esse assunto passou dos limites há muito tempo. O que que acontece, por outro lado, Hugo
Mota, quando foi candidato a presidente da Câmara, ele se comprometeu, assim como ao Columbri também, se comprometeram com o Bolsonaro, com o PL, com o Valdemar da Costa Neto, enfim, a deixar andar o processo da anistia. Eu acho que eles não se comprometeram com o resultado positivo. Acho que o compromisso foi de permitir que essa questão fosse Debatida, colocada em votação e deliberada pelas duas casas. O que que nós assistimos e eu fui crítico disso, eu disse: "Olha, esse pessoal não vai cumprir". E disse a época nós tínhamos um candidato, o Marcel Vanrat da Câmara
e fiz campanha pelo Marcel e acho que essa turma colume de cara já falou: "Esse assunto não é importante pro Brasil, não vou colocar para votar". E acabou o ponto final. Quer dizer, já colocou uma padical logo em cima dessa Turma que dizia: "Ah, tem que pôr o alcolumbre para ele poder viabilizar as coisas". Tava na cara que ele não ia fazer. O Hugo Mota, por outro lado, é mais habilidoso, um cara mais gentil, até mais jovem, né? Tem uma visão mais prática em relação às coisas. Ele num primeiro momento tomou uma série de posições
e fez discursos eh que animaram, digamos, a direita e vários daqueles que têm esperança e e torcem pela anistia. Mas o que que vem? E o Brasil tem esse problema grave. Ele é chamado para jantares, encontros, levado para viagem lá pro Japão, para não sei aonde. E e a corte do establishment, né, a corte do sistema, o pessoal do sistema lá em Brasília vai eh de algum modo cercando o presidente da Câmara para dizer: "Olha, não faça isso. Você tem pai prefeito, você tem irmã deputada, você tem isso, você tem aquilo, nós vamos para cima
de você". Então, eh, ele também num dado momento, Ao contrário do culme que de cara falou que não ia fazer o ponto final, caiu a máscara, ele também começa a ter uma atitude um pouco mais reticente. Parece que tá se desenhando um acordo para que mude os termos da anistia, torneo um pouco mais restritivo e talvez nesses novos termos ela tenha mais chance de avançar. Muito embora, e o Felipe pode confirmar aqui, eh, nós já tenhamos numericamente a quantidade de assinaturas necessárias para pautar a Urgência, mas ainda que tenha a quantidade de assinaturas necessárias para
pautar a urgência, a pauta é a discricionariedade do presidente da Câmara. Se ele não quiser pautar, não vai ter. Eh, vamos acompanhar, tem agitado bastante os corredores de Brasília esse tema, incluindo aí Congresso, o Judiciário e até o executivo. Bom, falando de segurança, então, né, que no fundo é é o plano de fundo aqui dessa Conversa toda e tentar responder essa pergunta, né? Nós inclusive lançamos um documentário na semana passada sobre o Rio de Janeiro, dando muito foco nessa questão da segurança. Assine Brasil Paralelo para ter acesso a esse documentário Rio de Janeiro, paraíso em
chamas, disponível para pros assinantes da Brasil Paralelo. Você pode apontar o seu celular aqui pro QR Code, link na descrição. Tem promoção aí com desconto para quem assinar. 50% de desconto pro Plano premium e 20% nos demais planos. Daqui a pouquinho eu mostro até um VT, um trechinho desse documentário para você ter aí um gostinho do que a gente preparou. E o governo preparou uma PEC, um projeto aí voltado paraa segurança pública. Proposta foi entregue eh pelo ministro da justiça, Ricardo Lewandowski, e pela ministra chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, GZ
Hoffman. Eles entregaram pro presidente da Câmara, o Hugo Mota, de quem a gente já falou aqui, essa PEC com várias medidas aí em torno da segurança pública, em termos gerais, que é centralizar mais essa atuação, né, essa e a forma de atuar da segurança no governo central, no governo federal lá em Brasília. A gente vai trazer mais detalhes sobre isso. Antes de falar sobre os detalhes da PEC, eu quero trazer aqui um artigo que foi escrito pelo Adriano Janturco lá na Gazeta do Povo, em que ele fala sobre A emergência dos latrocínios. Tá aí um
print desse artigo. E é uma tese interessante que faz todo sentido, né? Na verdade, ele vai explicar. As pessoas, no fundo, elas não têm medo do assalto ensina de perder o celular. Claro, ninguém quer perder um bem, mas a gente tá num estado de coisas no Brasil que as pessoas estão preocupadas em não perder a vida. Janturco, fala um pouquinho pra gente e de como isso até se se difere da sensação das pessoas no Resto do mundo, né, em termos de segurança. Pois é. Olha, saíram algumas pesquisas recentes bem interessantes. Uma pesquisa da Folha que
mostra que 80% das pessoas no Brasil t medo quando uma moto se aproxima. A propósito de no resto do mundo, tente explicar isso no exterior, que significa porque as pessoas aqui associam automaticamente moto, assalto, assalto, latrocínio. Segunda pesquisa interessante, a Genal Quest mostrou que A segurança pública virou a primeira preocupação dos brasileiros. Nunca foi, antes não era. Superou questões como desemprego, inflação, economia de forma geral, corrupção, saúde, ensino, etc. Então, o que acontece? É verdade que nós temos um problema de criminalidade de forma geral. Eh, o Brasil tem a eh 12ª maior taxa de criminalidade
do mundo. É também verdade que dentro deste conjunto de criminalidade tem um subconjunto muito muito importante ainda, que é a Questão dos homicídios de forma específica. O Brasil tem a 14ª eh maior taxa de homicídio do mundo. Então também é um problema enorme. Mas fazendo um subconjunto ainda menor disso, tentando dividir um problema grande em vários pequenos problemas, nós temos um problema de latrocínios, né? Por quê? Porque exatamente as pessoas falam quem tem medo de assalto, mas na verdade não é exatamente isso. É porque nós automaticamente, implicitamente sabemos Que o assalto pode acabar é morte,
mas isso não é normal porque fosse simplesmente perder o celular, o carro, uma moto, etc., seria um problema, mas não seria um problema tão grave quanto perder a vida, obviamente, né? O problema qual é? Que é assaltos muitas vezes terminam em latrocínios, em morte. Então, eu até procurei eh se há dados, se havia dados internacionais de latrocínios para tentar comparar o número de latrocínios no Brasil com o Resto do mundo e não há dados de outros países. Já só isso é uma notícia, ou seja, é tão raro no exterior que sequer há dados, né? Ao
ponto que é eh sequer existe a palavra latrocínio em outras línguas. Não existe em inglês, não existe em francês, não existe em alemão, mesmo se dá para construir a palavra, não existe nem em albans, nada. Em italiano existe, mas significa totalmente outra coisa. Significa eh um furto na cara de todo mundo, na cara Dura. Em português de Portugal, obviamente existe porque é a mesma língua, mas é um termo utilizado mais pelos técnicos da área, juristas, jornalistas, etc. E não de uso comum, porque basicamente raramente acontece. No Brasil há dados, né? A base do CINESP mostra
os números sobre latrocínios. E o que acontece? A base vai de 2015 até hoje. De lá para cá foram mais de 16.000 latrocínios, né? Se trata de 1600 latrocínios por ano em média, mesmo se Está caindo nos últimos 2 anos. Ou seja, são 4,5 latrocínios por dia. É muita coisa. Se para alguns parece pouco, na verdade, lembre que no exterior sequer acontece. é tão frequente aqui ao ponto que é é um tipo penal específico, é o artigo 157, inciso 3 do artigo do código penal. No resto do mundo não existe um tipo penal específico. Quando
acontece raramente a pessoa responde por dois crimes: furto, roubo e homicídio. Aqui é um tipo penal específico porque Acontece, inclusive ele está dentro dos crimes entre o contra o patrimônio e não crimes contra a vida, né? Então é preciso tentar dividir o problema. Se fala assim, né? Como se come uma baleia. Uma baleia se come em pedaços. Quando você tem um problema muito grande, é bom dividir este problema. Repito, temos um problema criminalidade, temos um problema aos homicídios, mas temos um problema latrocínio. Por quê? No resto do mundo, e termino, quem morre de Homicídio geralmente
eh são ou criminosos entre eles, ou homicídios passionais, ou jovens, que por uma série de motivos se expõe a mais riscos. Claro que mesmo assim é um problema, mas agora que um pai de família possa sair de casa para ir trabalhar, um filho, ir paraa escola, etc, ser assaltado por um celular, por uma bicicleta, uma moto, um um carro, etc, tal, e arriscar não voltar nunca mais para casa é algo que obviamente coloca medo em todo mundo. Então, quando as pessoas vem estes casos aneddóticos dos ciclistas de São Paulo, etc., Eles entendem o que além
das estatísticas, dos números que citei, que pode ser qualquer um, pode ser qualquer um de nós, não tem como fugir disso, né? Você não tem como remediar. as pessoas já mudam vários comportamentos para evitar, né, horário de saída, lugares, celulares, eh, ostentar ou não, etc, tal, mas realmente não há como impedir totalmente isso. E algo, obviamente, o Latrocínio é algo inaceitável, algo impossível, algo absurdo, que é realmente deveria ser tratado de uma forma diferente. Então, primeiro é fazer um diagnóstico. Temos estes problemas, mas temos um problema latrocínio, de forma específica que deveria ser combatido. E
aí pensar em comoer isso, né? Com penas mais duras, com um policiamento mais eficaz, lembrando que só 39% dos homicídios no Brasil se descobre a autoria. E aí obviamente isso Poderia acabar. Quando você vê latrocínios, como o caso do ciclista de São Paulo, que é nem eh o cara nem reagiu, nem teve o tempo, no começo você vê o que é a certeza de impunidade das pessoas. Pois é. Eh, trazendo um pouco mais de detalhe aqui sobre essa proposta do governo, então relacionada à segurança, ela tenta dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública
que foi criado em 2018. Segundo o governo, a Ideia é que com essas novas medidas eles consigam estabelecer diretrizes para fortalecer o Estado no combate ao crime organizado. Tem aí uma listinha com alguns itens que a gente selecionou. Eh, para tanto, será necessário padronizar protocolos, informações e dados estatísticos, algo difícil de ser feito em um contexto em que com 27 unidades federativas existem hoje 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrência E 27 formatos de mandados de prisão. A padronização de dados e informações é fundamental para que se dê efetividade ao
Sistema Único de Segurança Pública, justificou em nota o governo federal. Ô Luiz Felipe, eh, em tese tudo muito bonito, né? você quer padronizar, você quer ter ali uma forma de poder gerir melhor essas informações. Eh, tu experiência aí conhecendo também o governo, conhecendo até a experiência da reforma tributária, Que a gente sempre cita aqui, eh, o receio aqui é que essa centralização acabe até tirando autonomia dos estados. É por aí. Olha, você notou o padrão? Notou o padrão? Eles mesmos criaram essa crise da segurança. Eles criaram a crise e veja o padrão. Criaram denunciar a
crise do sistema tributário. Denunciaram a crise da previdência ou ausência de previdência, crise da saúde, crise na educação. E qual é o padrão de todas Essas crises? Qual é a resposta? centralização. Vamos criar então um poder mais central e dali sistema único. Um sistema único. É isso. É o estão criando o SUS da segurança pública. Estão criando o SUS do sistema tributário. Já tem o SUS da saúde, tem a previdência, tem a educação, tem agora o SUS da assistencialista. Funcionam. Acho que a sociedade precisa entender esse padrão, que essas crises são autoimpostas, criadas pelo próprio
Governo, ou pela omissão ou pela ação. E na resposta é sempre mais poder pro governo central em resposta à crise que eles mesmos criaram. Então aqui temos de novo uma crise de segurança. Já tínhamos o país mais violento do mundo, um dos mais violentos do mundo. Então a gente nunca eliminou essa sanha da do nossa reputação, né? esse essa mancha negra da nossa reputação, porque também o nosso sistema de segurança tem problemas, tem corporativismos aí, tem rivalidades Entre polícia militar, polícia civil, polícia federal e ninguém quer abrir mão de nada, não querem discutir um uma
maneira melhor de se fazer segurança pública no Brasil. Dependem aí de personalidades individuais dentro do sistema querendo melhorar. O sistema como um todo não tem incentivo nenhum para ele próprio melhorar. Então ele também tem culpa da nossa segurança. Não vamos desonerar aqui o esse comportamentalização das polícias e Também não vamos eh eh tirar a culpa da Constituição brasileira, porque a Constituição brasileira ela trava a capacidade de você formar polícias no Brasil. Eu sou favorável que você libere o quanto mais polícias, melhor. Quantas polícias tem nos Estados Unidos, por exemplo, que é o modelo oposto do
modelo do brasileiro e de país continental, é o é o país mais seguro. Ele descentraliza quem faz a polícia é a própria população. Ela que define se vai ter uma Polícia municipal, uma polícia eh do condado, uma polícia da da escola, uma polícia do bairro, uma polícia que monitora algumas atividades que não é nem que perpassa aí várias regiões. Quem define isso é a própria população que define. É de baixo para cima. É de baixo para cima. Não tem constitucionalmente não tem limite, não tem regramento constitucional com relação à polícia tem que ser assim, tem
que ser assado. Porque o que acontece Quando você constitucionaliza? você cria só mais esses problemas de comportamentalização, de corporativismo. Você fomenta o corporativismo e você acaba ficando com tudo menos a segurança. A mesma coisa na saúde. Você fica ficando com tudo menos a saúde, com tudo menos uma previdência decente, com tudo menos um assistencialismo que de foto funcione. Então, primeiro, essas crises são autogeradas, autoimpostas e quem se aproveita é quem quer criar um Estado totalitário. Estamos no caminho oposto com essa proposta, oposto, completamente oposto. Então, a sociedade precisa entender isso, que isso aí não é
pela segurança, essa proposta que vem aí do Lewandowski, que vem do governo. Isso é uma proposta para centralizar mais e ter o comando autoritário e totalitário de todo o Brasil, subjulgar o Brasil debaixo do Comando Central. Eles ainda não têm esse poder todo, mas estão chegando lá. Exatamente. Porque a População e os políticos não reconhecem esse padrão que eu acabei de denunciar aqui. Eh, trazendo um pouco mais de detalhes, então, como a gente já citou, né, eles querem eh padronizar protocolos, informações e dados estatísticos. Essa última ilustração que nós colocamos aí na tela. Estabelecer diretrizes
para a segurança pública, ouvindo os entes federados. Atualizar as atribuições da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das Guardas Municipais, criar corregedorias e ouvidorias com autonomia funcional e criar a polícia ostensiva para a União, que seria o equivalente a uma polícia militar no âmbito estadual. E aí o Hugo Mota, presidente da Câmara, recebeu, né, a PEC e twitou a respeito, falou o seguinte: "Olha, segurança pública é um tema que nos une." Há pouco, eu e os líderes da Câmara recebemos a PEC da segurança pública pelas mãos do ministro Ricardo Lewandowski e da ministra Gleis.
Daremos total prioridade para a discussão deste texto. Vamos analisar e propor mudanças necessárias o quanto antes. O Brasil tem pressa para avançar com esta pauta. O global, essa pauta realmente é algo que une, né, o pobre, o rico, quem é de esquerda, quem é de direita, mas a esquerda não nunca deu muita bola para isso, digamos assim. Ele é uma pauta até bem pouco tempo atrás muito ligada aos políticos de direita. Você acha que chegou a realidade num Ponto tão grave que não não teve mais como eles ignorarem isso? Não, eu acho o debate sobre
segurança pública é sobre a centralização da segurança ou descentralização, é um debate clássico dos do sistema federalista, né, das federações, né? Eh, eh, então é o o tema em si é muito relevante e não é eh não é trivial assim, você vários países tratam desse tema com com desafio como um desafio muito grande. Então, do ponto de vista do tema em si, eu acho Importante, relevante e sempre e necessário que a gente revise, né, o nosso sistema porque um Brasil é um país cujos problemas de segurança aumentam cada vez mais e tá aí nas pesquisas
como o tema mais de maior preocupação da população brasileira. Eh, no entanto, quando você vai ver o caso brasileiro, especificamente e os personagens envolvidos e o que tá se propondo, aí tá tudo errado, porque o que se verifica é que nos países onde a coisa realmente Funciona, você tem a centralização geralmente no ponto da inteligência. a inteligência centralizada, a a coordenação dos dados e coisas desse tipo, mas as operações não são. E no Brasil o que tava se verificando e que de certa forma até tem funcionado é que as polícias estaduais, veja São Paulo, Santa
Catarina, Goiás tem apresentado bons resultados pro padrão brasileiro e comparativo com países do mesmo padrão. Então, a ideia de ser polícias estaduais Ou até e muitas vezes subregionais, ações operações subregionais, é um tema, me parece relevante e tá indo bem. Quando você vê esses personagens, Lewandowski, Gaz, governo do PT, querendo centralizar tudo e eh com esse perfil de políticas públicas que a gente já conhece em outras pastas, evidentemente que não tem nenhuma chance de dar certo. Pelo contrário, qual é o medo dos governadores e da própria população que Entende um pouco do assunto? que se
politize ainda mais o tema, que você centralize tudo e capazse a direcionar recursos paraos seus amigos ou não, ou interferir em ações de operação de operações criminosas em lugares que te interessam ou não. E para não ir muito além ser até um pouco me arriscar aqui um pouco no comentário. Um governo que tá intrinsecamente envolvido com o crime, quando você pensa que ele quer Centralizar o a a questão, você desconfia ainda mais, porque aí aí sim nós estaremos em tese, sendo comandados pelo próprio crime, se é que já não estamos, né? Então eu vejo esse
tema como um tema assim, eh, pode dizer o presidente da Câmara o que ele quiser, que o tema é relevante, é mesmo, que vão debater, etc., Mas o que tem que acontecer é que essa descentralização tem que se manter. As polícias estaduais têm mostrado uma certa competência cada Vez mais quando elas ganham autonomia. Então, me parece que a PEC é indesejável na maneira como tá sendo apresentada, tá indo na direção contrária daquilo que vem dando certo, né, esse poder local. Eh, e para provar que esse tema tá na moda, digamos assim, né, que os políticos
de diferentes aspectos espectros estão abraçando eh o problema, a Veja traz aqui uma notícia sobre a polêmica viagem do prefeito Eduardo Pais para conhecer a segurança de El Salvador. É o Salvador que tem o presidente Bukell, né, que todo mundo aqui já deve conhecer, construiu lá um super presídio, coloca o pessoal na linha, acabou com as gangs do país, tornou-se o país mais seguro do mundo, tudo bem, país pequeno, né, muito difícil comparar com a realidade brasileira, mas fato é que ele conseguiu reverter uma situação que tava completamente fora de controle. E aí eu pergunto
pro Sales, que até eu lembro o Sales, há um tempo atrás aqui, tinha uma reportagem dizendo que você tava se propondo a ser o Buquell brasileiro. Eh, tuas ideias sobre segurança pública, dá para trazer esse modelo para cá? O que que essa PEC do governo pode trazer de bom, de ruim pro Brasil? Olha, eh, coisa de segurança pública vindo da esquerda, boa coisa não é. A esquerda nunca gostou de polícia, não gosta de forças armadas, não gosta. Essa turma apanhou no regime militar, foi Preso, não sei o quê. Então eles odeiam polícia, né? O esquerda
odeia polícia. Então como é que você pega um grupo que odeia a polícia para regimentar, para colocar regras eh sobre o trabalho da polícia? Obviamente para minar a polícia, né? Para colocar a polícia no cabresto. Boa coisa em segurança pública. A esquerda não produz. Ponto. Essa é a premissa maior desse debate. Se você pegar essa proposta e smiçar, você pega um, dois pontos que podem ser Positivos até eventualmente essa padronização de boletim de ocorrência, de eh certidão de antecedentes criminais e tal. E parou por aí que começa a trazer eh prerrogativas pro governo federal dar
diretrizes. Que diretrizes que ele podem dar? proibiram subir o morro no Rio de Janeiro. Aliás, o Lewandowski era ministro do Supremo quando isso foi proibido. A decisão é do Faquim, mas o resto do Supremo referendou e tantos outras, tantas Outras decisões. A esquerda não gosta de polícia e não se preocupa com o tema segurança pública, até porque tem muita gente na esquerda que defende, né, o consumo de drogas e tudo mais. Como é que você vai combater um dos principais causas do crime no Brasil, que é a droga, se a turma da maconha toda tá
lá defendendo o pessoal que pratica crime? Então, uma contradição desde o primeiro momento. Outra questão importante, quando se fala dessa história de Buquell Aqui no Brasil, o El Salvador é um país pequeno, né? O tamanho do Sergipe. Então, como é que você vai fazer aqui no Brasil uma eh uma sistemática igual a do Buquell? Não dá, mas dá para você ter uma filosofia de linhadura que o Bukell é o nome da vez, mas você tem uma outra pessoa que é o Rudolf Juliani que fez em Nova York quando foi prefeito o programa do tolerância zero
e que foi muito importante e eu tive a oportunidade, a felicidade de poder conversar com ele em Duas oportunidades sobre o espírito e a lógica do tolerância zero. Uma das coisas que ele disse lá atrás que me marcou muito, foi o fato de que você não arruma eh uma cidade, no caso lá prefeitura de Nova York, se você não arruma a cidade de Nova York se você não arrumar a prefeitura antes, se você não fizer uma limpeza interna corpores, na estrutura administrativa daquele órgão que quer impor a lei e a ordem. E esse é o
grande problema aqui no Brasil. Nós Somos um país de mentalidade excessivamente tolerante com o crime. Eh, uma mentalidade que a esquerda disseminou com sua estratégia de gramps e tudo isso nas universidades, nas escolas, nas redações dos jornais, nas televisões, nas rádios, etc. uma mentalidade frouxa. O Brasil brasileiro, nesse aspecto, ele ele tá indignado com a insegurança pública, mas é frouxo. Nós não temos aquela aquele ímpeto de reação, por exemplo, que uma comunidade Americana, por exemplo, tem. O cara for pego nos Estados Unidos, o cara invadiu uma casa, os caras, o cara mete bala e acabou.
E a sociedade bate palma, ninguém. Aqui fica esse negócio dito pelo não dito, tal. Aí a elite brasileira, nesse aspecto ainda pior que a base da população, porque a elite brasileira, sobretudo no eixo São Paulo Rio, é uma elite meio complexada, que tem um trauma, um complexo, um ranço de não ser novayorquina. Então aquela Esquerda novaiorquina que acha, né, consumir droga acha que é cool, né, o cara tem uma atitude sexual meio esquisita, também acha que é cool. Tudo é cool. Então o que que acontece? você tem essa mentalidade que o próprio cara da elite
e o filho dele, a mulher dele, a filha dele consomem droga, como é que essa turma vai apoiar uma segurança pública mais forte? Não vai. Então nós temos um problema. Acima de tudo, o maior problema de segurança pública do Brasil é mentalidade. Hora que a sociedade entender que o problema de mentalidade permeia eh o procedimento e a criação legislativa, nós temos que acabar com a saidinha, com a progressão de pena, com visita íntima, com uma série de benefícios que são dados pro criminoso. Por outro lado, parar de dar dinheiro para essas peças de teatro que
o cara parece pelado de ponta cabeça e construir presídio, presídio de segurança máxima. Ah, mas você vai Aumentar a população carcerária. Eu quero duplicar a população carcerária, se for o caso. O que não pode colocar o cara na rua. Uma das pressões governamentais para você ter eh audiência de custódia no Brasil são os próprios governos de estado que não t mais espaço nos seus presídios e pressionam o judiciário a flexibilizar a prisão. Ó, não manda esse cara para cá não, ele manda embora. Aí você tem, além disso, uma legislação frouxa, Esquerdinha, né, que já permite
isso aí. do juiz que é mais linhadura não libera, toma ele mesmo o processo. Quer dizer, tá tudo errado. Nós é uma questão de mentalidade e de postura. Pra gente fazer isso no Brasil tem que sim ser linha dura Buquell, mas tem que antes fazer uma um grande trabalho de mentalidade. E esses nossos programas aqui na Brasil Paralelo servem muito a isso, porque vai colocando em discussão coisas que até ontem eram tabu, né? Você Não podia dizer no Brasil que você era conservador direita, liberal na economia e nem linhadura na segurança pública. A pessoal falava
isso, a turma tucan, PSDB, o cara até tremia assim, né? A turma João Almoedo e tal, os cara treme, ah meu Deus, não pode falar isso, tal. Mentalidade frouxa, porque o cara, ele gosta de eh liberar e apoiar bandido, mas vai passear, vai passar férias no apartamento dele em Nova York. Aí lá ele é o grande, né, erudito. Nós temos que Ser linha dura na segurança aqui no Brasil. E essa lógica do Buquelli vai nos permitir, vai nos permitir no momento adequado, a gente colocar a polícia para fazer o trabalho dela sem medo de ser
responsabilidade por por coisas corretas que fez. Não pode deixar fazer coisa errada. Isso não. Policial não pode ter o sentimento de impunidade absoluta, porque o poder e a violência não pode ser desmedida. Mas nós temos que colocar essas coisas para funcionar. E aqui no Brasil essa regra, já acabando aqui, aqui no Brasil essa regra que vem do SUSP, do sistema de segurança pública, não vai dar certo. Ponham isso na cabeça. Matéria de segurança pública vindo da esquerda é completamente inadequado, inviável. Pode olhar lá que tem tem mutreta, tem alguma coisa errada do ponto de vista
conceitual. Bom, e falando em paz, né, o o Eduardo Pais, prefeito do Rio de Janeiro, que tá com essa viagem programada, então, para El Salvador, a gente lançou o documentário sobre o Rio de Janeiro, focando muito na questão da segurança pública. Eu tenho um videozinho curto aqui para você ter um gostinho do que tá nesse documentário. Rio de Janeiro, paraíso em chamas. Das guerras para as ruas do Rio de Janeiro. Parece um vídeo de guerra de algum país do Oriente Médio, mas é a cidade do Rio de Janeiro. Não estamos falando de uma ficção. Tem
lugares no Rio de Janeiro que se você que é paulista, se você que é argentino, virar para cá e errar o caminho, você pode morrer. Rio de Janeiro, paraíso em chamas. Pra facção, o que importa é o território. Vender maconha e cocaína, besteira. Essa violência é real e tem mais a ver com a sua vida do que você imagina. Toque no botão agora e assine a Brasil Paralelo pelo menor preço possível. Tá aí, ó. R$ 10 por mês para você ter acesso a todos os nossos originais, inclusive Rio de Janeiro, paraíso em chamas. e tem
promoção pros outros planos também. entre em contato aí com a nossa equipe que você vai achar o melhor plano pro seu gosto. Eh, eu quero trazer o Gomes para essa conversa eh para falar o seguinte, olha só, segundo o governo, ainda falando da PEC, né, do governo da segurança pública, segundo o governo, o novo texto não prevém gererência nos Comandos das polícias estaduais, tampouco modificará a atual competência dos estados e municípios na gestão da segurança pública. No entanto, a União poderá estabelecer diretrizes gerais quanto à política de segurança pública e defesa social, que compreenderá o
sistema penitenciário. E aí minha pergunta é se isso não pode eh envolver inclusive a parte orçamentária, né? Veja só, a PEC prevê também a constitucionalização dos fundos Nacionais de segurança pública e política penitenciária e define as atribuições das guardas municipais. pode acontecer. Acho que o Luiz Felipe citou isso, né, B? Se você não seguir mais diretriz, eu não vou te liberar o fundo para você poder botar em prática aí as suas eh próprias políticas de segurança. Tua visão sobre esse problema e qual que você acha que é o caminho aí para enfrentar essa insegurança que
atinge a todos os brasileiros? Gomes? O o problema é esse. Os colegas já explicitaram, né? Tá acontecendo eh um takeover hostil. é uma nacionalização dos assuntos de segurança que são competência dos estados. Uma coisa é dizer que não vai mexer no comando da polícia. Claro, quem nome quem nomeia é o comandante da polícia é o governador em cada estado. Agora, a polícia, a sua polícia governador vai ter que seguir as minhas diretrizes. Então, eh, o que tá se Fazendo é se é eh eh disfarçadamente se tá subordinando as as polícias estaduais aos comandos que vão
ser federais e a criação de um de um de um Conselho Nacional de Segurança. Isso foi uma estratégia. Por isso vem desde a Constituição de 88. O Brasil vem produzindo estes conselhos. Nesses conselhos se coloca, vamos dizer, vai ter representação das guardas municipais, vai ter Representação dos dos das carreiras em fase de entrada da Polícia Federal. E daqui a pouco que tu vai ter um conselho de um monte de gente de baixo ranking dizendo para um governador do estado, para um comandante da PM ou para um chefe da polícia civil, como ele deve conduzir a
questão dentro do estado. Então, não é só o que o conselho nacionaliza o que devia ser estadual, é que a composição desses conselhos destrói a hierarquia e faz com que, ao Fim e ao cabo, é o que aconteceu no CNJ. O CNJ tem representação de juiz de primeira instância dizendo para ministro de de Corte Superior como é que tem, não da Suprema Corte, mas ministros de tribunais superiores, como é que eles têm que se comportar. Então, é uma é uma distorção, é uma distorção da formação das polícias. Tem uma coisa que é já atrasada e
que é uma vergonha que o Brasil não tem ainda, que é compartilhamento de dados e de sistemas De de tecnologia. Ora, o sujeito ele ele há poucos dias a gente discutiu discutiu aqui o Brasil inteiro discutiu o Pix de R$ 5.000. Qualquer pessoa que fizesse, recebesse pics de mais de R$ 5.000, automaticamente os sistemas identificariam, informariam a Receita Federal, a receita cruzaria com os dados do imposto de renda da pessoa para identificar se aquilo foi ou não eh declarado como renda e as pessoas seriam Chamadas a prestar contas. Ora, para isso tinha investimento de TI,
de tecnologia da informação, de sistemas de base de dados, de banco de dados, de cruzamento de informações no Brasil. Agora, o sujeito mata alguém em Santa Catarina, ele é fichado e no Mato Grosso não, ninguém tem acesso a essa informação. Ou seja, o Brasil priorizou investimento de tecnologia para cobrar de imposto e não para garantir a segurança pública. Então Isso é um assunto que tá atrasadíssimo, mostra o descaso brasileiro. E de novo, né, o PT agora acordou para esse assunto. O PT levou cinco das últimas seis eleições no Brasil. E agora? Ah, olha, descobriram que
não tem base de dados integrado. Mas onde é que tavam esse tempo inteiro? Tavam pensando no quê? Bom, agora, bom, agora nós vamos integrar as bases de dados e criar uma polícia nova, uma espécie de polícia ostensiva nacional. O que falta No Brasil não é força policial. Nós temos as guardas municipais que estão se tornando guardas civis metropolitanas, cada vez com mais competências. Nós temos as polícias militares dos estados, tem as polícias civis dos estados, tem polícia rodoviária estadual, polícia rodoviária federal, polícia federal, tem os os grupamentos ah táticos de de das polícias, tem os
o a polícia do exército. O que falta no Brasil não é força policial, é dar força para a Polícia. E o que esse sistema vai fazer ao centralizar tudo em Brasília é tornar cada vez mais o trabalho de um policial burocraticamente subordinado à Brasília. Isso vai colocar o financiamento da segurança pública, como tudo no Brasil tem se tornado, uma obrigação dos governadores, dos prefeitos, irem à Brasília com um pires na mão, né? e vai se tornar um grande sistema de alocar recursos bom para apadrinhamento político, como todos os fundos acabaram Sendo na história do Brasil.
Então, eh, sem contar o subfinanciamento das polícias, o SUS é um caso que precisa ser entendido pelo Brasil. A tabela do SUS não paga procedimentos de saúde. O governador Tarcísio há um há há poucos dias disse: "Um parto pela tabela do SUS pagaria R$ 400. O estado de São Paulo paga R$ 2.400". Então, a fantasia de uma de um financiamento tripartite fez com que a todo o poder regulatório fique na união, mas o custo De prestar o serviço regulado fique nas partes mais fracas, nos entes mais fracos da federação. Então o custo vai ser de
estados e municípios, mas a União vai ficar determinando lá, olha, a câmera corporal, a cor do uniforme, a abordagem aqui no Rio Grande do Sul, quando o PT governou, acho que no governo Olívio Dutra, a Polícia Militar, a gente chama de Brigada Militar no Rio Grande do Sul, atendia o telefone dizendo assim: "Governo popular e Democrático, brigada militar, boa tarde." Então, era um procedimento de vai lá ideologização do aparato policial. Ah, lamentavelmente o que tá se construindo é um instrumento nacional para que isso seja repetido no país inteiro. Pois é. Eh, pela ordem aqui, o
Janturco pediu para complementar. Tem até uns mapas aqui que nós separamos, que ele enviou pra produção e aí depois tem mais Gente querendo complementar esse comentário. Diga lá, Janturco. Obrigado, Renato. Sim, vou me estender um pouquinho, até porque para de vez em quando criar um pouco de debate entre nós, que acabamos concordando bastante. Eh, gosto muito do Ricardo, concordo com 90% do que falou, mas me permito discordar em algumas questões sobre a opinião da opinião pública da população. A meu ver, a população, grosso modo, claro que estamos generalizando, no Brasil não é leniente com o
o crime. Muito pelo contrário. Veja, por exemplo, eh como muitas vezes tem linchamentos, é um dos países onde mais tem linchamentos, eh vários casos aneddóticos de pessoas eh suspeitas, por exemplo, de estúbros, estúbros de menores e a população prontamente vai lá e lincha a pessoa até a morte antes da polícia chegar. Veja, por exemplo, a quantidade de pessoas que é em favor da pré morte, eh, Uma barbaridade que foi eh praticamente quase extinguida totalmente em todo o ocidente, em todos os países livres, com poucas exceções. Tudo isso por, na verdade, então então na verdade a
maioria da população é muito dura, queria ser muito dura. Eh, e essa visão conivente com o crime, que não acho nem frocha, é connivente mesmo, é só de uma elite e de uma minoria barulhenta, organizada. Eh, fizeram lavagem cerebral, Lobotomização na cabeça das pessoas, na cabeça especialmente dos operadores do direito, mas a população, a pança do país, a barriga do país, se você for na na na nas periferias, no sertão, nas favelas, etc. Então, muito pelo contrário, que é pena de morte, linchamento, a ideia bandido bom e bandido morto, que também é outro absurdo. E
essa visão é tão extrema eh e vai gerar sua visão oposta do bandido coitadinho vítima à sociedade. A me ver, Na verdade, o debate sobre segurança pública no Brasil é uma das coisas mais ridículas do planeta Terra e nunca sairamos deste desta situação também por isso, porque há uma elite política judiciária conivente e porque a a a as posições são extremamente eh eh dicotómicas e falta bom senso. Por exemplo, pena capital, não precisa de pena capital. Entendo que o linchamento vem de um cansaço da população. Por quê? Porque vem exatamente esses casos que a Polícia
prende o cara 10, 20, 30 vezes e o judiciário solta. Então, compreendo perfeitamente as causas, é perfeitamente compreensível, não justificável, mas compreensível, mas deveríamos fazer exatamente o que é eh o que é a mesma coisa que ele Carlos estava falando, ou seja, algo duro, mas ao mesmo tempo admitir também algumas questões. Por exemplo, eh citei antes alguns dados. O Brasil tem a oitava polícia mais letal do mundo. Geralmente isso é algo que as Pessoas da direita respondem, tipo assim: "Ah, não me interessa" ou "É isso mesmo, tem que fazer isso mesmo, etc". Eu entendo de
novo, a causa vem de um cansaço de ver aquela pessoa solta repetidamente, mas também dessa forma e negando isso, nós vamos, cada vez que você nega isso, cria uma pessoa mais para falar: "Bandido, coitadinho, vítima à sociedade, tá vendo a culpa da polícia, etc e tal". Agora, bom senso, tentando resolver as duas coisas sobre Essa essa questão aqui. E acho de novo que a população, na verdade, tem uma posição muito dura, é que, infelizmente, a elite política judiciária totalmente descolada do resto do país, faz o que bem entender, às vezes, ideologicamente, às vezes, a me
ver ameaçada, ameaçada por crime organizado, por exemplo, no interior, tá? sobre essa medida específica da PEC. Bom, primeiro relembrando que poucos meses atrás eles vieram com o programa o plano pena justa E agora com a PEC. Primeiro é enésima PEC, porque o Brasil já tem a constituição mais e emendizada do mundo, com mais emendas do mundo. Isso é fato, não é minha opinião. Mas tudo bem. Vejam como já o plano Pena Justa era uma barbaridade, era pura ideologia, neomarxismo enfiado dentro de uma coisa com chamado pena, que nada de justo tinha. e agora estão se
moderando. Então, muito bem-vinda a pressão popular, porque quem sabe pode vir algo Mais certeiro prximamente. Eles estão fazendo por quê? Só para tirar essa pauta da direita, dos candidatos da direita que vão se candidar em 2026, porque entendem que a população, como citamos antes, está sempre mais preocupado com este assunto. Eles não ligam de jeito nenhum para essa pauta. O plano é o seguinte, no mérito, eu digo o seguinte, tem algumas algumas algumas questões que são até eh podem até estar certas, como a questão de Compartilhamento e uniformização dos dados, porque realmente se a produção
puder colocar, por exemplo, o o mapa sobre apuração de homicídios, o que acontece? Como citei antes, nós temos cerca de 40.000 homicídios por ano, a 12ª taxa de homicídio maior do mundo. Eh, mas só 39% dos homicídios se sabe a autoria. Agora, veja, este mapa aqui mostra que há uma diferença interna no Brasil. Há estados onde essa taxa de apuração é boa, os estados em verde, Goiânia, Distrito Federal, Mato Grosso Sul, etc. Está em patamares eh europeus, americanos, para nos entender. Estados bem piores, 30%. E há estados onde não há dados, né? Rio Grande do
Sul, Minas Gerais, etc. Isso é gravíssimo. Então, primeiro, nós precisamos ter esses dados. Segundo, exatamente essa questão da centralização, concordo que é um problema, porque inclusive a redefinição dos papéis das polícias, da Polícia eh Federal rodoviária que está ali no projeto pode esconder algo bem diferente, um controle da polícia para fins políticos. E segundo, lugar da centralização que deveria ter. A coisa boa da descentralização que você vê vê ali é poder aprender com os caso de sucesso. Então pega lá Goiânia, Distrito Federal, Mato Grosso S. Bom, como é que você chega a 70 90% de
taxa de apuração? Vamos copiar os métodos de vocês. É isso que deveria ser. E não centralizar, Resetando tudo, não olhando os casos de sucesso. Ali tem que tem coisas boas para aprender e tem estados que não tem dados e deveríamos ter estes dados, né? Sobre essa questão dos dados até OK. O problema maior, a meu ver, do plano eh da PEC é o que não tem na PEC. A PEC basicamente fala só da questão da polícia, como se o problema do crime no Brasil fosse um de polícia. E não é, sabemos perfeitamente, a polícia prende
várias vezes. Quem solta é o judiciário. É, é virou até cliché, repetiros e tal, mas é evidente sobre o olhar de todo mundo. Então, o que falta lá? Lá falta, por exemplo, primeiro um olhar ao judiciário e segundo a redefinição da legislação penal. Eh, audiência de custódia, OK, tem no mundo inteiro. Agora, as coisas também têm que ser ponderadas. É justo ver se o preso foi preso justamente, se não teve excesso de força, se não teve eh irregularidades. Mas agora que qualquer Mínimo detalhe, qualquer mínima irregularidade seja e eh a desculpa para soltar o sujeito,
independentemente da gravidade da irregularidade, independentemente da gravidade do crime que ele cometeu. Recentemente, quatro sujeitos no Rio de Janeiro presos por sequestrar a menina, três foram soltos na audiência de custóia. Onde já se viu isso? Então isso tem que ser ponderado, não pode ser desse jeito. Ainda é a questão da prisão perpétua. Eu bato Muito sobre essa tecla aqui, faço até um apelo para quem está ouvindo, etc e tal. Acho que hoje tem uma onda sobre segurança pública que pode ser muito promissória para as eleições de 2026. Vejam, prisão perpétua é a normalidade no mundo
inteiro. O único continente ou continente onde mais países não têm prisão perpétua é a América Latina. Eu estou conduzindo uma pesquisa inclusive com o meu aluno e já chegamos aos findings, as evidências empíricas que Mostra dentro da América Latina países que têm prisão perpétua e países que não têm prisão perpétua controlando por PIB per cápita, IDH, por desigualdade econômica, etc. tal. A diferença de de taxa de homicídio obviamente é enorme. Países que têm prisão perpétua tem uma taxa de homicídio muito menor. Tem um estudo muito interessante do periquida que pergunta para os mesmos presos o
que faria com que você não cometesse o crime e taxas de homicídio, etc. e tal. E eles Mesmos respondem, 40% deles responde, prisão perpétua. Então imagina se nós pudéssemos projetar este dado 40, se tivesse prisão perpétua, 40% eh teria poderia ter 40% a menos de homicídios por ano. É uma cidade inteira salva cada ano. São números enormes. Não é mais admissível agitivo. Prisão perpétua sozinha não resolve, claro, mas prisão perpétua a cascada resolve muitas coisas. Por quê? por exemplo, saidinhas das quais todo mundo reclama e que Realmente é a enésima jabuticaba. Não se vê em
lugar nenhum do planeta. Isso aí poderia acabar com a prisão perpétua, porque a justificativa das sedinhas é sempre a mesma. É, no ordenamento jurídico brasileiro, o preso mais cedo ou mais tarde terá que sair e voltar pra sociedade. Então, é bom que ele aprenda gradativamente e para se reinserir a sociedade. Mas ali que está o erro, tem gente que não tem que sair mesmo. Quem matou gente, quem estuprou pessoas, Comprovou repetidamente que não tem como conviver em sociedade. tem que dar prisão perpétua sem progressão de pena, sem benefício, saída, saidinha, Natal, o dia da mamãe,
a festa X, a festa Y, etc. É fechar a nação perpétua e jogar a chave fora. Então, sem isso, não se resolve. Ao mesmo tempo, reconhecendo que há um problema de violência policial, de letalidade, etc., né, que pode muito bem ser resolvido entre várias coisas, com os dados e, por Exemplo, com as câmeras corporais que estão muito bem sendo eh aplicadas, instaladas, por exemplo, no estado de São Paulo. Assunto certamente vai dominar aí essa disputa para 2026, né? A gente sabe que chegou no nível que a população não aguenta mais, tanto pra presidência da República
como pros governos também estaduais. E é, como o Getúrico disse, temos bons exemplos aí, bons casos pelo Brasil que podem ser copiados pelos outros estados. E sobre essa questão da esquerda, né, adotar essa bandeira e o Jantco até falou, né, das saídas da progressão de pena, a gente teve agora recentemente também alguém que foi paraa casa, que foi o brasão, né, o suposto mandante aí da morte da Marielle Franco, essa esse assassinato brutal que foi tão explorado, né, tão repercutido dentro da esquerda ao longo de todos os anos aí, se anos falando desse assunto, quem
foi que mandou matar, quem matou e tudo Mais. Aparentemente tá bem encaminhado ali a solução do caso e veio uma canetada, mandou para casa por questão de saúde, mas você não ouviu nada de reclamação, nenhum pi por parte desses mesmos apoiadores, eh, porque, enfim, não quiseram questionar a decisão que foi dada mandando ele para casa. E aí do outro lado, né, você teve o caso lá do Cleão, que também tinha problemas de saúde, acabou ficando preso mesmo assim e acabou, infelizmente, perdendo a vida Dentro da penitenciária. O Lobuer pediu a palavra também naquela sequência, não
é? comentário sobre o o novo documentário Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Não sei se aplica ainda, mas eu tive na Premiere, inclusive encontrei com você e depois assisti com o meu filho. E o que é interessante para mim, talvez is até até ingenuamente, eu achava ainda que a questão da droga era muito mais relevante do que ela é hoje. O que você Aprende, entre outras coisas, no documentário, é que a ocupação do território, quer dizer, a territor a territorialidade e a ausência absoluta do Estado é que se transformou no grande negócio do do crime,
né? A distribuição do gás, a distribuição da internet, a distribuição do da da da energia, enfim, essa essa essa substituição dos serviços pelo crime é que se transformou no big business. E aí ficou ainda mais difícil de solucionar a questão do Rio de Janeiro, né? Bom, queria, achei que era interessante não só promover, como você tem feito na no como você tem feito no programa a o novo o novo documentário, mas também esse essa nova dimensão da violência e da ausência do estado na questão da segurança que gerou uma coisa quase que não sei, não
diria que é insolúvel, mas muito difícil de resolver no Rio de Janeiro. Eh, e a gente tem casos aí, né, de internet e vários serviços aí que o crime organizado Simplesmente tira de circulação as empresas privadas e eles é que vão ser os provedores paraa população ali de uma determinada região. O Gomes quer falar também? Não, rapidinho, só porque concordo 100% com o Jean Turco, né? A população brasileira dá atenção pra segurança. Quando eu disse nós não damos, eu me referia ao nosso governo. O governo prefere investir em software para o Ministério da Fazenda, pra
Secretaria da Receita Federal, do que investir em software para integrar base de dados da da segurança pública. Então tá tá certíssimo ele. Subscrevo tudo que disse o Jean Turco. Esclarecido. Agora é o Sales que tá na fila aqui. Veja, eu eu não acho não. Eu eu aqui vou discordar. Eu acho que a sociedade brasileira é tolerante demais e o Rio de Janeiro é a o exemplo pronto e acabado desse excesso de tolerância. Lá você tem vereador envolvido no crime, Deputado estadual, Tribunal de Contas, eh enfim, tá todo mundo, meu irmão, no esquema e todo mundo
convive. E o cara que critica a segurança pública, que vai fazer passeata contra o policial violento, é o que vai comprar droga na boca da favela para a BMWzinha que ganhou do pai, vai comprar cocaína. Ou seja, nós somos tolerantes como país institucionalmente com as coisas erradas. Se nós não fôssemos tolerantes, nós já tínhamos tocado para fora da Política um monte de político ladrão que rouba dinheiro da saúde, da educação, do transporte e da saúde e aí joga um monte de criança eh no crime porque o político roubou esse dinheiro e a pessoa por necessidade,
por uma série de questões, acaba indo decaindo ali para pro crime, pr pra violência. Nós também somos a sociedade que o riquinho, a classe média, etc., vai comprar droga na boca da favela e depois fica criticando o problema de segurança pública do país. Escuta, meu filho, a culpa é sua. A culpa é sua, que compra droga e depois vem criticar o sistema. Então, nós somos um país tolerante, sim, com problema de criminalidade. Claro que quando você assiste as manifestações ou faz uma pesquisa na sociedade sobre bandidos terceiros, nós somos uma sociedade muito rigorosa com os
crimes dos terceiros. Mas quando os crimes, em vez de ser dos terceiros, tão eh sendo praticados por pessoas próximas, aí começa esse Sentimento de, ah, deixa para lá, vamos entender o que tá acontecendo, não seja tão duro assim e tal. Então eu acho que quando nós e e temos defendido como tese a história do Bukelli aqui no Brasil ou do Rudolf Juliani do tolerância zero e tudo mais, nós temos que entender que essa regra do tolerância zero é para ser cumprida por todos. Não é para ser cumprida pelo desconhecido. E o cara que tá perto
de você, você aceita que ele fique fumando maconha do teu lado ali no Na praia, não não sei aonde. Então esse é o nosso problema. Nós somos tolerantes demais e lenientes demais. Talvez não com terceiros, como disse o Janturco. Realmente a sociedade tá com saco cheio disso tudo. E aí ela vai para cima. Mas você pergunta: "E o teu irmão que fuma maconha na piscina da tua casa, do teu lado, o que que você acha?" É difícil, né? Pô, tá reclamando o quê? Então essa essa é de fato um problema de frostidão da nossa sociedade,
frostidão moral e Frostidão de regras. E pra gente colocar ordem nessa bagunça que tá aqui, não tem outro jeito. É política da tolerância zero contra todos os tipos de crime, inclusive os de colarinho branco, inclusive os praticados pela elite, pelo empresariado, pelo molequinho do clube, por toda essa turminha aí. É, aí vem essa frase do Juliane, né? O Tirança Zero foi o que o a política que deu certo lá em Nova York. Temos aqui agora um uma frase do Lewandowski, né, do Ministro da justiça, afinal de contas, eh ministro da justiça e segurança pública e
ele falando sobre a dificuldade de cooperação entre os estados, né, para justificar essa tentativa de unificação. Vamos ver o que disse o ministro. Nós temos uma cooperação internacional muito mais intensa com outros países do que entre os estados da federação. Nós somos membros da Amer. Recentemente ingressamos na Europol, é o terceiro País não europeu. O Brasil ingressa na Europol. Nós conseguimos eleger o vice eh o o secretário executivo, que é o cargo mais importante da Interpol, que é o delegado de polícia federal, Valdeci Urquisa. Nós temos vários acordos do âmbito do Mercosul. Mercosul, por incrível
que pareça, para mim também não está morto, tá vivíssimo. Tem vários acordos, pactos em várias áreas. Então, na área do Merconsul temos recentemente assinamos o tratado com a França, eu Estive com o ministro da justiça francês, Luiz Felipe, ele dizendo então que tem mais apoio de fora do que internamente, né? E até eh alguém citou aqui a questão da das câmeras, né, corporais aqui no estado de São Paulo. Eh, sem entrar no mérito se a câmera é boa ou ruim, mas o fato é que deu para perceber que foi uma coisa imposta pelo STF ali,
né? teve audiência com Barroso, se não me engano, e o o governador Tarciso acabou cedendo e instituindo a As câmeras corporais. Eh, você vê um risco nessa insistência, então, de você ter essa maior unificação, né, das diretrizes e principalmente na parte de liberação de recursos, né? É um risco pros estados se não seguirem, ficarem sem receber? É um risco total, é um risco eminente e é um risco presente. Se eles lograrem vitória, se os deputados e senadores aprovarem essa Proposta, nós é mais um tijolaço na criação desse desse forte apache lá de Brasília que vai
dominar todo o Brasil. dominar, dominar do pior jeito possível por extorção, por barganha, tomar lá daak. Vamos só lembrar, não, não obstante a questão da segurança pública, que é um desastre, né? E não é culpa dos policiais, deixar isso bem claro, os policiais são os grandes heróis aqui que se lançam no desafio desse de resolver esse problema Na ponta todo dia. O problema é exclusivamente político e organizacional. A política do Brasil é podre. Nós temos o o segundo judiciário pior do mundo e Pasm. Acho que o ranking dos políticos, que você, Renato, conhece muito bem,
publicou recentemente, que nós temos o segundo parlamento mais corrupto do mundo. Então, você imagina que agora um grupo criminoso assume o poder executivo e ali ele tem o pior judiciário do mundo De um lado e o parlamento mais corrupto do outro. E é para esse pessoal que você quer dar mais poder, mas não faz sentido nenhum nesse espectro. Então não faz sentido nenhum. Aí você fica no desespero como cidadão e fala assim: "Puxa vida, então quer dizer que o o parlamento não vai segurar isso?" Olha, se vocês não se mobilizarem, meus caros, a gente, eu
acho que o o Sales colocou aqui muito bem, né? A a sociedade elegeu 400 Deputados corruptos, além de 50 ou 60 senadores corruptos, porque isso é relatório internacional, não é eu que tô bravejando aqui. Tô só refletindo os estudos internacionais de como é que o Brasil se pode. Então, quem que colocou esse pessoal lá? Quem são? Fui eu. Eu só tenho um voto e eu votei em mim mesmo. Então, e me considero da parte que é honesta, que tem uma parcela minoritária de honestidade no parlamento e também no Tanto na Câmara como no Senado. Mas
e os outros 400 deputados? E os outros 50, 60 de 80 senadores, né? Quem é que colocou eles lá? Então, o ruído que esse poder central tem para confundir o eleitor e se dizer de bonzinho, se dizer que tá resolvendo problema, se dizer que agora olha, em nome da da tecnocracia que que a informações vão ajudar ao combate ao crime, ao crime e temos que centralizar isso tudo. Meu Deus, a gente tá botando mais poder e dinheiro na mão de quem Criou os problemas. Não tem cabimento. Nós temos que acabar com esse poder de Brasília
num bom sentido. Eles têm que deixar de ser relevante na condução do país. Temos que dar à sociedade mais poder. E muitos dos policiais sérios, os policiais de verdade, isso se vê até no Brasil, mas também se vê nos Estados Unidos e pronunciamentos lá. Eles querem armar a população. Eles são os policiais sérios. fala assim: "Pom, para baixar a Criminalidade no seu, na sua última instância, todo mundo tem que andar armado." Você vê vários policiais falando isso, defendendo o armamento da população. Quem defende uma população desarmada é exatamente faz parte do grande problema, né? Ou
por ideologia ou por imbecilidade. Então, por mau compromisso, tá compromissado aí com com os bandidos. Então, a gente tem um problema muito grave dessa visão e de entender esses padrões e o que que tá em Jogo, porque este ruído ele é dissimulado. Veja como é que, ah, você vê o Lewandowski ali, poxa, se colocando como sendo o grande árbitro do que seria a balança, o certo, e você vê ali uma plateia escutando aquilo. Não é verdade é isso. Mas é esse grupo neste contexto de pureza que tá fazendo a coisa mais espúria possível, tá conduzindo
o país a a completa falência. E é isso que tá tá isso que tá bem óbvio. Quem trabalha de dentro do governo, quem tá dentro do Estado, você vê que acabou a Constituição, acabou a legalidade, acabou qualquer respeito das leis. O estado trabalha por simples incentivo e às vezes os incentivos dão algum resultado positivo às vezes, porque na maioria do dos casos esse estado não foi constituído para dar certo e não foi constituído para dar cidadania ao cidadão. Muito pelo contrário, é isso que a gente tem que combater. Então vamos tornar esse estado irrelevante e
o Problema todo é central. Temos que descentralizar isso tudo, meus caros. Ejam que quem queira dar mais poder à sociedade e tirar poder de Brasília, por favor, na próxima eleição. É, e um exemplo é do tipo de política que pode ser colocada, né, através dessa centralização, é um decreto que o governo ditou até antes de enviar essa PEC, eh, um decreto para atualizar regras sobre o uso diferenciado de força pelas polícias. E aí alguns detalhes Aqui, ó. O documento confere ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a competência para editar normas complementares, além de financiar,
formular, ó lá o financiar, ó, além de financiar, formular e implementar e monitorar ações relacionadas ao tema. Entre os principais pontos está a definição de que o recurso de força somente poderá ser empregado quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os Objetivos legais pretendidos. Também cita o uso de arma de fogo. Diz que esse uso será sempre medida de último recurso. Também há previsão de que sempre que o uso da força resultar em ferimento ou morte, a ocorrência deve ser detalhada nos termos que serão elaborados pelo Ministério da Justiça. E aí,
aspas aqui, né, pro decreto, olha, dentro do estado democrático de direito, a força letal não pode ser a primeira reação das Polícias. É preciso que se implante de forma racional, consciente e sistemática o uso progressivo da força. Só podemos usar a força letal em última instância. Preciso que a abordagem policial se dê sem qualquer discriminação contra o cidadão brasileiro, se inicie pelo diálogo e, se for necessário, o uso de algemas dentro dos regulamentos que existem quanto a esse instrumento de contenção das pessoas, evoluindo eventualmente para o uso de armas não Letais. instrumentos não letais que
não provoquem lesões corporais permanentes nas pessoas, explicou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandovski. O Lobauer, até citando novamente o documentário, a gente vê, viu até eh casos, relatos de que líderes de facções de diversos estados acabam indo para o Rio de Janeiro porque lá encontram um local onde eles se sentem protegidos, né? no caso as favelas, pela falta das da operação eh policial lá Nesses locais. Então, eh, eh, essa falta de autonomia, né, dos governos locais, o governador do Rio já reclamou bastante sobre isso, acaba abrindo brecha para esse tipo de situação.
É, não, esse texto que se você leu agora, que eu não tinha visto, ele é uma doutrina, ele é muito, ele ele segue um padrão muito conhecido. É esse que no no documentário também a gente vê que se atribui ao Leonel Brizola no primeiro governo do Rio de Janeiro, mas que depois acho que De forma justa não não deve ficar só atribuído a ele, ele é reproduzido depois pelos governos posteriores, Moreira Franco e assim por diante. E essa ideia de que você primeiro não deve entrar, né? E depois você tem que ter todo esse essa
quantidade de condições para você executar o monopólio da força, né? para você realmente eh fazer o que a gente acha que deve ser a atuação de força para manter a sociedade em ordem. O contexto, não só o texto, mas as Expressões, o raciocínio desse texto do Lewandowski é um pouco o que explica a condição atual de de perda de controle. E o que ele tá tentando fazer? Resgatar essa história de que tem primeiro você tem que ver, não pode ser violento, depois você tem que ver ver qual o grupo social que ele pertence. Não, não
vai funcionar porque nunca funcionou, tá certo? Nunca funcionou. É a reprodução de políticas que deram errado, que estão embutidas nesse tipo de política. Eh, e Que eu acho que deveria acontecer eh, é que um outro tipo de política deveria ser desenhada e desenvolvida e aplicada para ver qual é o resultado, porque a gente não teve os últimos 50 anos no Brasil, desde a democratização ali, desde meados dos anos 80, início dos anos 80 até hoje, a gente só teve aplicação desta política. O resultado me parece que não deu certo. O país, todos os dados que
o o Janturco apresentou, que o texto dele representa e o que a Gente comenta aqui, quer dizer, um país mais violento, mais desorganizado, com desequilíbrios enormes, com estados onde tem 15% de apuração eh de de dos crimes caso da Bahia. Por quê? Porque o Bahia é governada pelo PT quanto? vai fazer 24 anos que é governado pelo PT com esse tipo de política de segurança, com uma uma polícia totalmente eh eh desacreditada, desapoiada, enfim. Então, assim, os números provam que esse tipo De política, dessa doutrina que tá nesse texto não funciona, tem que partir para
um outro. É. e a oposição acabou protocolando uma PEC alternativa a esse texto do governo. O texto eh dá o Congresso Nacional a competência exclusiva para legislar sobre segurança pública, porque tem a a suposta interferência no executivo, né, nas políticas dos governadores, mas também a questão da legislação, né, do do que que vai ser colocado ele como lei que agora O Congresso coloca um texto para se proteger de uma possível interferência também do judiciário, ou melhor do dessa PEC do governo, né, eh, com a autoria de 27 senadores, incluindo parlamentares de partidos da base aliada.
A proposta atribui ao Congresso Nacional a competência exclusiva, como eu disse, para legislar sobre normas de segurança pública. A iniciativa ainda reafirma a autonomia das unidades federativas na Gestão da segurança pública. Uma contrapartida a iniciativa apresentada pelo Ministério da Justiça. E aí na justificativa que tem como autor principal o senador Messias de Jesus, que é do Republicanos de Roraima, a proposta salienta que as unidades federativas não podem ter interferências indevidas e devem atuar de acordo com as suas realidades específicas. Gomes, você acha que tem chance aí dessa PEC da oposição Prevalecer sobre a do governo?
Vai ser uma disputa intensa, eu imagino. Estamos tem o seu áudio. Agora vai, vai ser uma disputa intensa e o ambiente agora é o Congresso Nacional, ou seja, a aprovação de uma PEC não é algo simples do ponto de vista de número de votos e o governo vai ter que fazer concessões e construir. É muito provável que esse processo ao final ele não seja nem a proposta que o que o governo federal tá mandando e nem o texto que a Oposição tá sugerindo, mas parece haver espaço para algum grau de construção. Agora, como o governo
tem maioria no Congresso e tem usado a maioria no Congresso, alguns dias o Luiz Felipe ah pontuou, nós pontuamos aqui, né, que o que o governo vem perdendo o apoio do centrão. Este é um tema eh fundamental paraa eleição de 2026. É um tema que chama a atenção da população em qualquer eh pesquisa de opinião que se faz na cidade para ver quais são os problemas Sentidos pela população. A o drama da segurança pública sempre ponteia alto. Então esse é um assunto que vai tá na pauta da eleição em 2026 e, portanto, os os parlamentares
eh vão querer de alguma maneira participar desta discussão. Ah, vai ser o suficiente? Olha, na reforma tributária não foi. Na reforma tributária, o governo conseguiu impor essa visão de mundo centralista que que subjulga os os demais entes federativos. Mas a contraproposta da Oposição pode ter sim alguns pontos e que vai que podem terminar ah tendo sucesso, né? O Jean Turco aqui já apresentou alguns casos, né? Essa ideia da do uso da violência como última instância parece razoável como algo abstrato. Ah, sim. A a força letal deve ser a última, o recurso de última instância. Sim,
mas em que circunstância, né? O problema é quando se aplica isso paraa realidade concreta, as ideias são puras e abstratas. A Realidade é concreta e impura. O sujeito vai subir, vai entrar numa comunidade que tá tomada pelo crime organizado, eh, propondo uma negociação, pedindo licença, eh, enquanto o outro lado tá armado de fuzil, o policial vai ter que dizer: "Olha, se se o senhor não ceder, eu poderia até algemá-lo". Isso obviamente não funciona. Então agora vai ter um jogo de Congresso Nacional e isso é importante porque é a hora também da população exercer sobre os
seus Parlamentares a pressão necessária. É difícil, claro que é fazer a opinião pública vencer no plenário do Congresso quando tem um jogo de interesses do governo federal sendo jogado de forma tão pesada. Lewandowski parece ter uma ideia muito clara do que que é. e a oposição precisa se unir e precisa conversar com o centrão, senão eh o governo vai terminar passando o projeto dele como está. Então, tem alguma esperança de que alguns pontos das da Proposta da oposição possam vingar, já que o sistema de emenda constitucional exige muito voto. Isso tradicionalmente leva para algum grau
de negociação no plenário do Congresso. Eh, um outro exemplo aqui da da centralização, né, da falta de autonomia dos estados e até das cidades, uma decisão do ministro Flávio Dino no STF eh impede a mudança de nome da Guarda Civil Metropolitana aqui de São Paulo paraa polícia municipal, né, de São Paulo. Então, havia aí essa tentativa do prefeito de São Paulo para fazer a mudança do nome. É, primeiro houve uma decisão do TJ de SP do de São Paulo, do Tribunal de Justiça e foi mantida a decisão, então, pelo ministro Flávio Dino. Segundo o ministro,
a denominação Guarda Municipal é um componente essencial da identidade institucional desses órgãos. Para ele permitir que um município modifique essa nomenclatura por meio de legislação local, Representaria um precedente perigoso. Isso equivalharia a autorizar estados e municípios que alterem livremente os nomes de outras instituições cuja nomenclatura está expressamente prevista na Constituição Federal, argumentou o Flávio Dino. Eh, essa decisão ainda vai pro plenário. O Sales, aqui um exemplo prático, né, dessa falta de autonomia, sem também de novo entrar no mérito se seria uma boa mudança ou não. Eh, mas como é que você Sente que dentro do
Congresso essa disputa vai ocorrer? Que que vai prevalecer? A centralização ou a descentralização em relação à segurança pública? Eu acho que os temas eh você tem ali no Congresso Nacional as bancadas das polícias. Então você tem delegados de polícia, policiais militares, policiais federais, eh policiais penais. Então essa turma vai se mobilizar muito para evitar a perda da sua autonomia. Não, eu acho que ali Nós temos, nós vamos juntar essa turma de uma maneira mais evidente. Você tem a própria bancada do agro, né, da Frente Parlamentar da Agropecuária, que é muito sensível a esses sistemas de
segurança, principalmente pela falta de segurança no campo. Então, quando você eh transmite à sociedade a impressão correta sobre este projeto, sobre essa PEC, que é de que isso vai enfraquecer ainda mais a falta de segurança no campo na medida em que tira autonomia dos Estados. Veja só, você colocar eh numa realidade lá do Mato Grosso do Sul, são os dois estados que estavam lá, Mato Grosso do Sul e Caiado, né, Goiás, são dois estados de agro forte, com uma visão cuja a política de segurança pública é de tolerância zero contra o crime, contra os bandidos.
De repente você coloca uma política nacional idealizada por um carioca lá do Instituto o Piauí, esses nomes de índio que a turma inventa, vai acabar com a Segurança pública do desses dois estados. É óbvio que o homem do campo não vai aceitar isso, assim como não tá aceitando essa política desarmamentista do governo federal. Então veja, essas bancadas vão se mobilizar, a bancada eh da segurança pública como um todo, a bancada da bala, a bancada do agro, muito embora tenham aí uns viracacas que não quiseram assinar a urgência da tramitação da da do pele da anistia
e esses aí serão eh punidos nas urnas. Eu Não tenho não tenho dúvida disso, mas eu acho que vai ter muita resistência pro governo, mesmo utilizando esses mecanismos maliciosos que o governo do PT usa com grande facilidade, que é cargo, Codevasp, banco de não sei aonde e tudo mais, né, emenda e tudo quanto é malabarismo com o nosso dinheiro, diz passagem, eh, ainda assim vai ter muita dificuldade, até porque este é um assunto de tamanha relevância e impacto, por ser a primeira preocupação Justificada adamente a primeira preocupação da sociedade brasileira, isso vai ter muita repercussão
eh nas redes sociais e é importante que as redes sociais, que as pessoas exerçam pressão absoluta sobre os seus representantes para que eles ajam de acordo. Veja o tema aqui. O Jancur tocou, você tocou, outros tocaram no tema da câmara, da câmara corporal. A câmera, eu sou totalmente contra o uso de câmera corporal e já conversei com Muitos policiais sobre isso. Eles dizem: "Olha, a gente é vítima das emboscadas dos criminosos". Que que o criminoso faz? Se o policial tá com a câmera ligada, vai, tem outros problemas, mas você tá um, a câmara corporal tá
ligada, tem um crime sério acontecendo, coisa séria, acontecendo há dois, três quarteirões ali na favela. Eles põem uma molecada para passar fumando maconha na frente do policial com a câmera ligada. O policial é obrigado a parar o que ele Tá fazendo e levar esse pessoal paraa delegacia e perde a tarde inteira fazendo lá um termo circunstanciado de que o sujeito tava com droga ou tava com não sei o que e tal. E o crime de verdade para valer vai ser vai acontecendo em outro lugar. Isso é só uma das malandragens do crime se aproveitando da
Câmara Corporal. Portanto, de novo, se a esquerda quer câmara corporal, se o Barroso, se essa turma toda quer para já é que nem a PEC Da segurança pública. Se a esquerda quer, boa coisa não é. Melhor não não deixar. Muito bem, o debate continua. É um tema que realmente mexe com todos e como já dissemos, né, certamente estará aí no foco das eleições em 2026. Esse programa mais focado no tema de segurança pública. Falamos também das resistentes decisões aí. que acabam também trazendo para esse tema aí de impunidade, né, de transformar o Brasil num local
aí que Acolhe, né, os bandidos, os criminosos. Então fica aqui o nosso espaço para esse debate, para tentar achar soluções e os caminhos para melhorar esse cenário. Agradeço a sua audiência. Relembro que nós temos aí o lançamento do nosso filme, nosso documentário sobre o Rio de Janeiro, lançado na semana passada, disponível pros assinantes da Brasil Paralelo. Se você já é assinante, ainda não assistiu, corre lá porque tá muito bem feito. Se você ainda não é membro da BP, aproveite e mire aqui o seu celular pro QR Code que tá na tela. Link também na descrição.
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