A maioria das pessoas não sabe o que fazer com o próprio dinheiro. Deixo na conta corrente, ponho na poupança, compro tesouro, CDB, ação, fundo imobiliário. São tantas opções que realmente não tem como não ficar confuso.
E quando você não decide bem, ou o dinheiro fica parado, ou pior, mal investido. Se eu tivesse que começar a cuidar do meu dinheiro e investir do zero hoje, sem nenhum investimento, sem patrimônio, só o meu salário, eu faria do jeito mais simples e eficiente possível, aproveitando as novas possibilidades que existem há pouquíssimo tempo no mercado brasileiro. Nesse vídeo, eu vou te mostrar exatamente como separar o seu dinheiro, como funcionam os investimentos, onde colocar cada parte e por só guardar dinheiro não é suficiente.
Seja muito bem-vindo ao meu canal. Meu nome é Raquel Zuc Silveira, sou mestre em economia, especialista em investimentos e eu falo de dinheiro de um jeito que você entende. Já se inscreve aqui no canal e fica até o final do vídeo, porque em poucos minutos você vai saber exatamente por onde começar a investir do jeito mais fácil.
E esse vídeo pode mudar a forma como você lida com o seu dinheiro. Vamos começar então pelo básico. Por que só guardar dinheiro não funciona?
Por dois motivos. O primeiro, mais óbvio, que é a inflação. A inflação é o aumento generalizado dos preços ao longo do tempo, causado quando existe mais dinheiro e circulação do que coisas para comprar.
Aquele cafezinho que custava R$ 2 a 10 anos virou seis. O aluguel que era R. 3.
000. De um ano pro outro, isso não parece que pesa tanto, mas se você guardou R$ 1. 000 numa conta corrente em 2015 e deixou parado ou na gaveta ou em qualquer lugar que não renda nada, aqueles R$ 1.
000 comprariam hoje o equivalente a R$ 550, quase metade. Se o dinheiro não tá rendendo, você pode até não ver os números baixar, mas você perde em poder de compra. Há uma taxa de 5,5% ao ano de inflação compatível com a inflação histórica do Brasil nos últimos 10 e nos últimos 20 anos.
O seu dinheiro encolhe quase pela metade em 10 anos. E isso é só a pontinha do iceberg, porque a sua inflação real é muito diferente da inflação oficial medida pelo IPCA. Não porque o governo mente ou porque o IBGE não é um órgão sério ou competente, mas porque o cálculo dessa inflação oficial é fictício.
Os pesquisadores montam uma cesta teórica e colocam ali dentro arroz, feijão, carne, passagem de ônibus, internet, eletrodomésticos, gasolina, serviços variados, estimando o que uma família de até 40 salários mínimos poderia consumir e faz isso em um punhado de regiões metropolitanas do Brasil. Então, se você não consome tanta gasolina, por exemplo, e ela ficou mais barata, mas se tem filhos e a escola ficou mais cara, a sua inflação real provavelmente aumentou enquanto a inflação oficial diminuiu. O IPCA é como se fosse a média de temperatura do país inteiro, mas a mesma média que mostra 25º na média do Brasil não diz nada sobre o calor que faz dentro da sua sala.
Por isso, a sua inflação real pode ser muito maior que a oficial. E é por isso que só guardar dinheiro não basta. O dinheiro precisa, no mínimo, acompanhar a inflação oficial.
Se não acompanhar, você tá ficando mais pobre mesmo guardando dinheiro. O segundo motivo pelo qual só guardar dinheiro não é suficiente é que você precisa estar ciente do real potencial do que você está conseguindo poupar por mês. É muito comum, a gente vê aqui na internet, pessoas fazendo contas de quanto o investimento vai valer lá na frente, usando retornos incorretos, ou seja, sem tirar fora a inflação em uma projeção de longo prazo.
Isso faz com que você fique iludido em relação a quanto de fato você precisa poupar e investir por mês. Antes de começar a investir, você precisa alinhar suas expectativas. Do contrário, a chance de você perder um tempo precioso investindo errado é muito grande.
Ó, imagina o seguinte, você começa a investir agora e quer que os seus investimentos te gerem uma renda passiva lá na frente de R$ 5. 000 todos os meses. Supondo com uma conta básica que você conseguiria sacar aproximadamente 0,5% ao mês de forma segura pro patrimônio durar o máximo possível, a gente divide R$ 5.
000 por 55% e isso exigiria um patrimônio de R$ 1 milhãoais. Até agora tudo certo. Mas lembre-se de uma coisa, você quer esses R$ 5.
000 com o poder de compra que ele tem hoje, você precisaria desse 1 milhão deais com o poder de compra que ele tem hoje. Então você não pode começar a investir achando que R 1 milhãoais daqui a 30 anos tem o mesmo poder de compra que R 1 milhãoais hoje, especialmente porque o real tem uma das maiores inflações anuais do mundo entre os países democráticos. Do que você precisa para começar a investir pro longo prazo?
Já com as expectativas alinhadas, duas coisas em conjunto, usar sempre a taxa real nas suas projeções, tirando fora a inflação. E na vida real atualizar os seus aportes todos os anos pela inflação. Como fazer isso?
Virou o ano, pega o valor da inflação do ano que passou, soma um e multiplica pelo valor que você já tá investindo todo mês. Esse é o mínimo que você deve investir no ano seguinte. E quanto você precisa investir por mês?
Geralmente para atingir liberdade financeira daqui 30 anos com o mesmo padrão de vida que você tem hoje, sem depender de ninguém, você precisa investir entre 15 a 20% do que você ganha todo mês. O restante pode gastar como quiser. Eu sei que pode parecer muito, mas olha só o que acontece.
investindo 20% de uma renda mensal de R$ 5. 000, ou seja, R$ 1. 000 por mês, começando ali com R$ 0, fazendo isso por 30 anos, com o retorno real de uma carteira moderada de aproximadamente 6% ao ano já acima da inflação, você pode acumular um patrimônio de aproximadamente R$ 974.
000. Isso aqui já representa que daqui a 30 anos o patrimônio que você vai enxergar na telinha do banco vai ter uma equivalência de poder de compra semelhante a R$ 974. 000 de hoje.
Com esse patrimônio, dá para gerar uma renda de mais ou menos R$ 4800 por mês, bruto de imposto de renda, vivendo dos rendimentos. praticamente o mesmo padrão de vida, sem precisar trabalhar. Agora, e se você cai numa armadilha dessas contas aí que usam taxas incorretas pro longo prazo, embutindo, né, incluindo a inflação, suponhamos aqui, de 12% ao ano, você acharia que poderia investir muito menos?
No caso aqui, esse investimento mensal poderia cair para uns R$ 320 mensais. Olha só, você chegaria num patrimônio acumulado muito semelhante, com a diferença de que isso aqui é o valor final que você vai olhar na tela do seu banco daqui a 30 anos. É o valor nominal, incluindo a inflação lá na frente.
Quanto vai custar uma cesta básica daqui a 30 anos? Ninguém sabe. Quanto vai custar um aluguel, uma cerveja, qualquer coisa que seja, ninguém sabe.
É muito difícil pro nosso cérebro fazer esse tipo de conta de tão longo prazo, incluindo a inflação. E olha, não tô falando isso para te assustar. Eu tô te falando isso para te dar mais clareza o quanto antes para você conseguir se programar.
Até aqui você entendeu que precisa investir, que precisa fazer isso com as expectativas corretas e alinhadas o quanto antes e que quanto antes começar melhor. Mas antes de sair investindo, tem três coisas que você precisa resolver. Pensa nisso como a fundação da sua casa.
Se você não fizer, tudo que construir em cima pode desabar. Primeira coisa, dívidas explosivas. Nem toda dívida é ruim, mas aquelas com juros explosivos, como dívida de cartão de crédito ou cheque especial, você precisa negociar antes de qualquer investimento de longo prazo.
Não existe investimento no planeta que supere essas taxas. Enquanto você não quitar isso, é como tentar encher uma banheira com um ralo aberto. O que fazer?
Você negocia, liga pro banco, propõe um parcelamento com juros menores ou espera um programa de refinanciamento. Não dá para acostumar com esse tipo de situação se você quer de fato tomar o controle da sua vida financeira. A única sessão é a reserva de emergência.
Você pode negociar uma dívida, inclusive pagar o parcelamento enquanto destina uma outra parte pequena pra reserva. Por quê? Porque se pintar uma emergência no meio do pagamento de uma dívida que pode durar anos, se você não tiver nada guardado, você vai ter que fazer outra dívida e aí o ciclo não acaba nunca.
Se conseguir fazer os dois, então pode. Segunda coisa, a própria reserva de emergência. Você não precisa terminar a reserva inteira antes de investir em outras coisas de longo prazo.
Mas se você ainda não tem nada da reserva, recomendo que destine a maioria do que você consegue poupar para ela e o resto pode ser para outros investimentos de mais longo prazo. Conforme a reserva de emergência cresce, você vai invertendo essa proporção. A reserva é o seu colchão de segurança, é o seu seguro próprio que você usa como você quiser.
É o que te dá tranquilidade e controle da sua vida. Caso você perca o emprego, quebre o carro, caso dê algum problema de saúde que o plano não cobre. A conta padrão é de 3 a 6 meses do seu custo de vida.
Se você gasta 4. 000 por mês, vai precisar em torno de R$ 12 a R$ 24. 000 guardados.
Se você quiser calcular o valor exato recomendado pro seu caso, lá no painel financeiro da Finavera tem uma calculadora de reserva de emergência que já te ajuda a projetar isso e muito mais para organizar sua vida financeira. O link tá na descrição e nós vamos falar mais sobre reserva de emergência já. Terceira coisa, seguro de vida.
Esse a maioria das pessoas ignora, acha que é um luxo que não precisa. Mas se você tem dependentes, filhos, cônjuges de pais que dependem de você, ou se você é jovem e quer proteger a sua própria capacidade de trabalhar e de poupar, você precisa pensar nisso. E não é só para caso de morte.
As coberturas em vida são muito importantes. Invalidez, doenças graves, incapacidade de trabalhar. Se você fica impossibilitado de gerar renda, o seguro te protege.
O tipo mais eficiente paraa maioria das pessoas é o seguro temporário, não resgatável whole life. O seguro temporário é mais barato porque você não tá pagando por uma poupança embutida, tá pagando só pela proteção, tipo seguro de carro. Escolhe o prazo que te leve até os 65, 70 anos, quando teoricamente você já vai ter patrimônio suficiente para não precisar mais de um seguro.
Resolveu essas três coisas? Agora sim você tá pronto para organizar o seu dinheiro de verdade. Se eu fosse começar do zero hoje, a primeira coisa que eu faria depois de resolver a fundação é separar o meu dinheiro em três porquinhos, três destinos diferentes com objetivos diferentes, preferencialmente em contas ou aplicações separadas.
Não adianta ter tudo junto e tentar controlar de cabeça, porque isso não funciona. O dinheiro se mistura, você gasta sem perceber e aí no final do mês não sobra nada. Cofrinho um é paraa emergência.
Esse você já conhece. É o dinheiro sagrado, intocável, só existe para te salvar quando a vida tentar te dar uma rasteira. Onde é que você coloca esse dinheiro?
em algo que não tenha risco de calote, que não tenha variação de preços para baixo e que você possa sacar a qualquer momento e que renda pelo menos a taxa básica de juros, como por exemplo, CDB com 100% do CDI e liquidez diária de algum bancão, caixinha de reserva de emergência do Nubank, que nada mais é que um RDB, com rendimento de 100% do CDI e liquidez diária, ou um tesouro Selic. Esses investimentos t o mais alto grau de segurança, dá para sacar a qualquer momento e não variam negativamente. Ou seja, você não coloca R$ 100 hoje para ver 98 amanhã.
Não tenta inventar aqui na reserva. O objetivo desse dinheiro não é crescer o máximo que der, é tá disponível quando você precisar. No cofrinho dois são as metas de consumo.
Esse é o dinheiro dos seus objetivos que geralmente vão acontecer nos próximos um a 5 anos. Então é uma viagem, entrada do carro, festa de casamento, uma reforma, troca de celular, tudo que você quer conquistar em breve. Onde colocar renda fixa com prazo compatível com seu objetivo.
E lembra que renda fixa não significa retorno fixo, ele é um contrato com regras fixas e o prazo de vencimento é uma dessas coisas. Como você vê o prazo desse investimento? Se tiver liquidez diária, dá para sacar a qualquer momento, independentemente da data de vencimento.
Mas se não tiver liquidez diária, olha ali a data de vencimento. É nessa data que o dinheiro vai cair de volta na sua conta e o investimento acaba. As melhores opções para esse tipo de objetivo são títulos bancários, como CDBs, LCI, LCAs com vencimento compatível com a sua meta ou tesouro e PCA+ também com vencimento compatível com a sua meta ou mesmo ETFs de renda fixa como NTNS11 ou LFTB1 que são ideais para metas a partir de 1 a 2 anos e tem liquidez diária com imposto de renda sempre a 15%.
Não importa quando você saque. O cofrinho número três é o cofrinho da liberdade financeira. Esse é o dinheiro do seu futuro.
É o que vai te permitir parar de trabalhar um dia ou trabalhar só porque você quer e não porque você precisa. É aqui nesse cofrinho que entram aqueles 15 a 20% que a gente falou. E é aqui que você constrói patrimônio de verdade pro longo prazo.
Nesse cofrinho você deve investir em renda fixa e também pode investir em renda variável caso você queira. onde éocar exatamente depende muito do seu perfil, mas as opções mais eficientes, especialmente para quem tá começando, são tesouro e PC mais de curto prazo, um tipo de renda fixa que te protege da inflação e não varia tanto quanto um tesouro de PCA+ com vencimento mais longo. ETFs de Tesouro e PCA+ como IMA B11 e em renda variável ETFs de ações que são fundos negociados em bolsa, que investem em dezenas ou centenas de empresas de uma só vez, garantindo retorno de mercado com risco mínimo e máxima eficiência.
Esse tipo de investimento no Brasil só se tornou popular e realmente acessível para pessoas físicas há pouquíssimo tempo, cerca de 5 anos, e é o melhor tipo de investimento para pessoas reais. exemplo de ETFs, que é LBR11, que reúne as empresas de maior qualidade no Brasil e reinveste os dividendos já dentro do fundo. NV11, que reúne as empresas que pagam dividendos com critérios de qualidade no Brasil e distribui dividendos.
IVVB11, que replica o SP500, as maiores empresas dos Estados Unidos, e o World 11, que replica um índice global, te permitindo investir em milhares de empresas do mundo inteiro, sem ficar refém de um único país. Com um único ETF, você já tem diversificação automática, barata e eficiente, sem precisar escolher ação por ação, sem precisar acompanhar balanço de empresa, sem precisar virar um grande especialista. Se você ainda tem medo de renda variável, tudo bem, começa com renda fixa e vai migrando aos poucos paraa renda variável conforme você ganha confiança e conhecimento.
O importante é começar. Lembrando, nenhum investimento que eu citei como exemplo é recomendação de compra. Cada pessoa tem uma situação única, mas a estrutura dos três cofrinhos funciona para todo mundo e o painel financeiro da Finavera te ajuda a organizar isso de forma bem visual e sem complicação.
Agora, olha só, eu sei que dá vontade de esperar um pouco mais, esperar ganhar mais, esperar sobrar mais dinheiro, esperar o momento certo para investir, mas o momento certo é agora. Eu vou te provar de um jeito provavelmente você nunca viu. Imagina duas pessoas, a Ana e o Bruno.
A Ana começa a investir R$ 300 por mês aos 20 anos e faz isso de forma constante, atualizando só pela inflação, sem aumentar os aportes. E o Bruno espera, ele começa aos 35, mas investe quase o triplo. R$ 800 por mês todos os meses, também igual a Ana, até os 65 anos.
Quem chega lá com mais dinheiro? A Ana. E ela desembolsou o equivalente a R$ 162.
000 R$ 1. 000 apenas. Já o Bruno desembolsou R$ 288.
000 no período. Esse é o poder dos juros compostos e o tempo é o fator mais poderoso e mais importante na hora de fazer o dinheiro trabalhar. E também o tempo é o único ingrediente que você não consegue comprar depois.
Você pode aumentar o valor da porte, mas você não pode voltar no tempo e ter começado antes. Por isso que eu te digo, começa agora, mesmo que seja com pouco, o valor importa menos que o hábito que você vai construir. E esse hábito de investir mais a constância e a paciência de esperar o tempo passar é o que torna qualquer pessoa comum um excelente investidor.
Recapitulando, se eu fosse começar do zero a investir neste ano, primeiro eu ajustaria minhas expectativas e aprenderia como projetar meus investimentos de forma realista. Depois eu resolveria a fundação que taria dívidas explosivas, começaria a minha reserva de emergência e pensaria em um seguro de vida, especialmente se eu tivesse dependentes. E em seguida eu separaria o meu dinheiro e meus objetivos em três cofrinhos: emergência, metas de consumo, liberdade financeira.
Eu colocaria cada um no lugar certo. Segurança e liquidez pro curto prazo, crescimento pro longo prazo. E eu começaria hoje.
Não amanhã, não o mês que vem, não quando entender tudo sobre investimentos ou quando sobrar mais dinheiro. Hoje não precisa ser perfeito, só precisa começar. E se você quer ajuda para fazer sobrar mais dinheiro no fim do mês, organizar suas metas financeiras e enxergar para onde tá indo cada real seu, eu criei o painel financeiro da Finavera.
Ele te mostra tudo num lugar só. Quanto entra, quanto sai, quanto você tem de parcela, quanto sobra para investir. O link tá na descrição e eu tenho certeza que ele vai mudar o jogo para você nesse ano.
E se você quer entender melhor como funcionam os investimentos, eu escrevi o livro O mínimo sobre investimentos. É o livro que eu gostaria de ter lido quando eu comecei a estudar sobre isso e é o ponto de partida mais direto que eu conheço para sair do absoluto zero. O link também tá na descrição.
Se esse vídeo fez sentido para você, se inscreve aqui no canal. Aqui a gente fala de dinheiro de forma simples e aplicável à vida real. Se você conhece alguém que precisa desse guia, manda esse vídeo.
Ele pode mudar a vida dessa pessoa.