Você já parou para pensar em como o capitalismo afeta diretamente as nossas vidas e principalmente as profissões que vão lidar ali com as desigualdades sociais Pois é hoje a gente vai falar sobre isso a partir de um livro muito importante para quem trabalha ou se interessa pelo serviço social eu tô falando do livro serviço social em tempos de capital feitice de uma das maiores autoras do serviço social brasileiro Marildo e amamoto mas antes caso você ainda não me conheça sei lá de repente tenha caído por aqui de paraquedas eu sou o Adriano Felipe sim você
encontrou que tava procurando um canal que te entrega tudo sobre serviço social Olha eu não queria dizer nada não tá mas eu no seu lugar já ia me inscrevendo no canal ativando aí as notificações para você não correr o risco de perder nenhum conteúdo novo e claro deixando o seu like ó e já vai também compartilhando aí nos seus grupos pro YouTube sempre tá nos recomendando Mas vamos lá a Marildo e a mamoto é uma das maiores referências do estudo ali no estudo do serviço social aqui no Brasil isso não é segredo para ninguém que
faz parte da esfera da área então ela tem uma habilidade incrível de conectar teoria e prática ajudando a gente a entender como as mudanças no capitalismo elas vão afetar a profissão e também ela vai ajudar a gente a entender os desafios enfrentados pelos assistentes sociais ali no dia a dia Então nesse vídeo a gente vai explorar os principais pontos do livro A gente vai entender o que é esse tal de Capital fetiche por exemplo como ele influencia o trabalho no serviço social e principalmente como a autora propõe resistir a essas dinâmicas para qu Adriano para
fortalecer a luta por direitos e justiça social bom para entender o livro serviço social em tempos de Capital feitice a gente precisa começar a desvendando O que é esse Capital fetiche esse termo parece complicado sim mas eu eu vou te explicar de um jeito bem simples esse termo vem do Carl Marx e basicamente fala como que no capitalismo As coisas elas passam a valer mais do que as pessoas é como se os produtos o dinheiro e as mercadorias ganhassem vida própria e a gente esquecesse que tudo isso é criado por trabalho humano Então esse processo
cria uma desconexão ou alienação entre as pessoas e as realidades que elas vivem e o que isso tem a ver com o serviço social bom entra aí o neoliberalismo que é aquele modelo econômico que prioriza o lucro acima de tudo e reduz os direitos sociais ó ao mínimo nos últimos anos ele tem precarizado as condições de vida de muita gente e claro o trabalho dos assistentes sociais então assim o que era para ser direito como saúde educação moradia vira o quê produto de mercado então o livro da Yamamoto vai mostrar mostrar como esse contexto ele
força os assistentes sociais a lidarem ali com uma demanda crescente de problemas sociais enquanto os recursos para resolver essas questões o que que acontecem com eles Adriano ó diminuem cada vez mais É um cenário bem desafiador e é exatamente isso que o livro quer ajudar a gente a entender a enfrentar agora vamos falar de um dos temas centrais do livro a crise do capitalismo e como isso vai afetar diretamente o serviço social e olha isso não é pouca coisa galera eu vou explicar aqui para vocês a gente vive num sistema econômico que para funcionar precisa
gerar lucro a Qualquer Custo só que isso vem acompanhado de uma série de problemas como aumento das desigualdades sociais concentração de renda e Claro o aprofundamento da pobreza Quem sofre mais com isso as pessoas mais vulneráveis e é aí que o serviço social entra por quê Porque os assistentes sociais eles estão na Linha de Frente lidando com essas questões só que ao mesmo tempo o que que acaba acontecendo Adriano a profissão também sente o peso dessa crise e como com a precarização do trabalho menos recursos mais cortes Nos programas sociais salários cada vez menores condições
de trabalho cada vez mais difíceis E para piorar enquanto os recursos vão diminuindo a demanda só aumenta é mais gente precisando de ajuda para enfrentrar problemas como desemprego falta de moradia dificuldade de acesso a direitos básicos então aí a mamoto mostra como isso cria um desafio gigante para quem trabalha na área Afinal como a gente vai viabilizar o direito das pessoas quando o próprio sistema vai jogar Super contra né é um tema que dá muito o que pensar dá muito que a gente ali explorar é um tema assim que dá muita reflexão gente agora a
gente vai entrar num ponto que mexe diretamente com dia a dia da assistente social o fetichismo na prática social caramba Adriano mas o que é isso Que decho é isso Calma eu não tô falando aqui de fetiche no sentido comum mas sim daquele conceito lá do Marx que a gente comentou antes lembra o capital fetich no conceito do serviço social isso vai significar o qu Adriana que o capitalismo vai transformar tudo em mercadoria até mesmo os direitos que deveriam ser garantido para todos saúde educação moradia tudo vira produto ou seja algo que deveria ser acessível
que deveria ser Universal passa a depender de quem pode pagar e é aqui gente que começa os dilemas éticos porque o assistente social ele tá no meio de um fogo cruzado de um lado ele tem a luta Para viabilizar o direito das pessoas mais vulneráveis e do outro as pressões do mercado e do próprio sistema que muitas vezes quer cortar custos quer reduzir políticas públicas que é precarizar tudo é isso que o neoliberalismo faz precarização e desmonte então como agir nesse cenário você faz o que dá mesmo sabendo que tá muito mas muito longe do
ideal ou enfrenta o sistema de frente sabendo que isso pode gerar muitos conflitos esses dilemas vão mostrar gente como que a prática profissional é cheia de desafios éticos e políticos então a Marildo e a mamota ela vai deixar claro que seesse ismo não é só um conceito teórico ele aparece no dia a dia nas escolhas difíceis que os assistentes sociais Precisam fazer e também ele vai aparecer aonde Adriano na luta para não perder de vista o verdadeiro propósito da profissão que é defender os direitos humanos e a justiça social agora galera chegou a hora da
gente falar sobre a função social do assistente social caramba tem isso também Adriano Caraca professor é tem e olha esse é um papel tão importante tão importante quanto desafiador principalmente numa sociedade tão desigual quanto a nós por quê Porque o assistente social ele como um mediador entre as pessoas que precisam de ajuda e as políticas públicas que deveriam garantir o direito delas então a gente media o acesso desse usuário até os seus direitos Só que nesse meio do caminho galera surgem várias contradições vamos pensar em algumas delas por exemplo de um lado o assistente social
ele vai trabalhar muitas vezes ligado ao Estado que é quem organiza e financia esses serviços mas ao mesmo tempo ele precisa lutar pelos direitos das pessoas que mais sofrem com a falta de acesso a essas políticas e aí como a gente vai equilibrar essas duas coisas esse dilema é diário não tem jeito Às vezes o assistente social ele precisa seguir as regras e as limitações impostas por quem tá no poder gente mas ele também tem a responsabilidade ética De quê De não fechar os olhos para ess essas injustiças é como a gente tentar Remar contra
a maré Você vai precisar Cumprir o que te pedem mas sem perder de visto o objetivo maior e Qual é o objetivo maior Adriano da profissão é defender os mais vulneráveis então a Mario do Yamamoto vai trazer uma reflexão profunda sobre esse papel onde ela vai reforçar com o assistente social não pode se acomodar ou ser apenas uma engrenagem no sistema não precisa ser crítico precisa buscar entender as causas das desigualdades e agir para transformar Essa realidade é um papel de luta de resistência e de muita coragem e para fechar vamos falar de resistência e
crítica ao sistema um dos pontos mais fortes no livro da Mario do Yamamoto ela não Só explica os problemas que o capitalismo traz pro serviço social mas também vai apontar caminhos pra gente enfrentá-los e o primeiro passo segundo autor é a gente entender que o assistente social precisa ter um compromisso ético político com a transformação social não dá pra gente só aceitar as coisas como elas são Não isso não é o suficiente para um assistente social é preciso questionar é preciso Criticar é preciso buscar alternativas e isso significa o quê não se deixar levar pelo
fetiche do Capital Vocês estão entendendo porque isso transforma direitos em mercadorias e lembrar o principal gente que o foco é a dignidade das pessoas outra proposta importante da Maia de a mamoto nesse livro é a necessidade da gente entender a realidade social e isso vai muito além de observar os problemas ali na superfície ali ela defende uma análise crítica para entender as causas Profundas das desigualdades por exemplo por que algumas políticas públicas não funcionam quais interesses estão por trás dos cortes dos direitos sociais é esse tipo de visão gente que ajuda a transformar a prática
do serviço social em algo realmente e eficiente algo que vá transformar a realidade então resistir Nesse contexto não é só enfrentar as dificuldades do dia dis isso não é suficiente mas é também lutar por mudanças maiores mudanças que vão transformar as vid das pessoas mudanças no sistema como um todo e é aí que o papel do assistente social ganha ainda mais força porque ele não só atende demandas imediatas mas também vai atuar como um agente de transformação buscando construir uma sociedade mais justa mais humana é desafiador é muito mas é exatamente isso que faz a
profissão ser tão essencial ó e para finalizar vamos refletir um pouco sobre as conclusões do livro serviço social em tempos de Capital fetiche da marido e amamoto então ela deixa um recado muito claro o serviço social nunca foi nem pode ser uma prática neutra Então ela reforça a necessidade de um posicionamento polí consistente consciente em outras palavras o assistente social precisa entender que a sua atuação ela tá inserida num sistema cheio de desigualdades e não dá para simplesmente fazer o básico sem pelo menos questionar as estruturas que criam essas injustiças é trabalhar para transformar as
condições que geram a pobreza que geram a exclusão que geram essa desigualdade é Um Desafio enorme mas também é uma oportunidade de realmente fazer a diferença na vida de todo mundo então no fim das contas O livro é um convite a reflexão e Ação ele ele mostra como mesmo num sistema que mercantiliza os direitos o assistente social ele tem um papel essencial na resistência e na construção de uma sociedade mais justa mais solidária mais equitativa mais igualitária então é sobre coragem para questionar e se posicionar e principalmente lutar pelos direitos de quem mais precisa prisa
bom então é isso e bora recapitular os pontos principais que a gente discutiu no livro da Yamamoto a gente falou sobre como o capitalismo e o tal do Capital fetiche eles afetam o serviço social criando ali desafios gigantescos para quem trabalha na área a gente discutiu também os dilemas éticos o papel do assistente social como um mediador ali nessa sociedade tão desigual e claro as propostas da Yamamoto para resistir tudo isso e lutar por justiça social então o livro serviço social em tempos de Capital feitiche não é só uma leitura teórica é uma ferramenta prática
para quem quer entender e transformar a realidade social ele ajuda a gente a enxergar o sistema de uma forma crítica e a repensar O que significa realmente defender os direitos das pessoas bom e agora eu quero saber de você Qual é a sua visão sobre o papel do serviço social na sociedade atual concorda com o que a discutiu aqui tem alguma experiência ou opinião para compartilhar deixa aqui nos comentários eu tô curioso para saber como você pensa Então se curtiu o vídeo já sabe ó like se inscreve no canal compartilha com quem você acha que
vai se interessar pelo tema e até a próxima [Música] fui n [Música]