[Música] o sujeito cerebral este é o tema que será abordado no café filosófico de hoje pelo filósofo e professor francisco ortega sujeito cerebral é a idéia de que a essência do ser humano está no cérebro a ideia é essa que ultrapassou as fronteiras do meio científico e hoje faz parte do senso comum ortega questiona essa ideia que ele chama de nova figura antropológica fazendo nos pensar em que isso implica para a formação da identidade este café filosófico faz parte do módulo a psicanálise e os novos referentes da subjetividade que tem a curadoria do psicanalista jurandir
freire costa bom café filosófico eu acredito que falar de identidade contemporânea hoje em dia uma das é manifestação é só uma das cristalizações dessa identidade é precisamente o que a gente chama de sujeito cerebral que eu acho que um é um termo que de alguma maneira tenta capturar o que eu chamaria de uma nova figura antropológica bom não sei se nova mas de alguma maneira uma figura antropológica que sobretudo na segunda metade do século 20 a partir dos anos 60 cada vez está mais presente nos somente no campo científico no campo neurocientífico no campo da
psicologia cognitiva ou no campo da filosofia da mente mais na cultura popular que uma das coisas que mais me interessam como pensa essa figura a antropológica do sujeito cerebral é stacy divulgando é no público lei essa seria uma das questões que eu gostaria de tratar com vocês hoje é esta noite aqui então alguma maneira é precisamente essa figura figura antropológica do sujeito cerebral o que querem ser sujeito cerebral sujeito a celebrar aquele ser simplesmente que a identidade pessoal está no cérebro você que é a essência do ser humano está no cérebro o que o cérebro
é a parte mínima necessária para constituir o que seja a identidade pessoal o cérebro é a parte necessária para definir o que seja uma pessoa o sangue era o antropólogo de pessoa então esse seria um pouco a idéia básica é essa figura antropológica do sujeito cerebral e ir a alguma maneira mostrar como essa figura antropológica é adquire numerosas é corpo unificações cristalizações e inscrições sociais nacional na nossa cultura dentro e fora repito do campo estritamente é neurocientífico o filosófico da filha sofia da mente entrando na cultura popular e na difusão no público leigo sede havia
revistas de divulgação mais ou menos científicas desde por exemplo revistas no brasil como a científica américa ou a nova revista que apareceu um ano passado de viver mente cérebro são previstas que tem uma grande tiragem viver mente cérebro tem uma tiragem eu acredito de 1 50 mil exemplares mas não somente ser revistas por exemplo a veja a revista veja a revista istoé volta e meia tem artigos que falam sobre o cérebro artigos capas de revistas dedicadas ao cérebro ea relação do cérebro com a identidade que nos o que nos interessa é se é nesse módulo
o série de artigos que dizem respeito aos avanços neurocientífico no tratamento de doenças neurológicas principalmente para quem são ea de raiva até artigos mais é que entra no no campo da da própria especulação filosófica que diz respeito à lugar de identidade no cérebro ao lugar na espiritualidade no cérebro há lugar de diferentes emoções no cérebro como o burundi ou inveja alegria amor de alguma maneira essa seus artigos é é ter menos a cultura todo mundo é deve ter visto essa material então essa seria um pouco a questão que me interessa e uma idéia que eu
acredito que é fundamental e que precisamente é é figura do sujeito é cerebral ela surge ou ela de alguma maneira aquiry a configuração atual porque se a gente olha historicamente e assista nessas idéias de que os de que a identidade de que a mente está localizado no cérebro de assistência no século i dc 8 sobre todo o ciclo de sinnott vi quando de função da frenologia com a difusão da cra neurologia todos os saberes que tentava localizar determinar as faculdades mentais no cérebro que mediano cérebros que meninos cérebros de pessoas famosas todos os cérebros seu
cérebro o cérebro de chile até neste século o cérebro de einstein foi metido o cérebro de lênin para ver um pouco de alguma maneira essa essa genialidade como ela é localizada no cérebro ao mesmo tempo semi dia se comparado a vencer pensava em cérebros de o que a gente poderia chamar do outro cérebros de criminais cérebros na é na américa latina cérebros e na américa do norte cérebros de negros cérebros de índios cérebro de mulheres comparados conselhos de homem para alguma maneira mostrar como o indivíduo branco ou de sexo masculino de alguma maneira ele era
o cérebro dele é superior pesava mais acreditava que o peso do cérebro era proporcionar a inteligência a pessoa é uma coisa muito difundida no século xxi nova então quem é toda a série de procedimentos para mostrar como os cérebros dos negros dos índios pensava - que o cérebro dos brancos então alguma maneira essa questão mostra que essa figura do subtipo cerebral ela não é nova já assistem século 19 e assista século dc 8 infelizmente ligada a questões racistas a ligada a mostrar desigualdade entre homens e mulheres negros e brancos mas hoje alguma maneira essa figura
é muito mais presente na nossa cultura então alguma maneira essa configuração atual é que eu gostaria é centrar minha minha apresentação nesta noite aqui com vocês eu acredito que essa essa figura do gestor cerebral deve ser compreendida num contexto mais amplo do que a gente podia chamar de cultura somática se essa cultura do corpo a ser culto ao corpo contemporânea essa essa cultura nossa de é biologia estação do comportamento essa cultura nossa até de alguma maneira acreditar que a natureza da vida psíquica é medida por meio de o desempenho corporal você é tanto que os
atos psicológicos têm calças corporais como que é as aspirações morais do indivíduo as capacidades morais do indivíduo são medidas por meio de seu desempenho físico ou sea uma coisa que como nossa cultura todo mundo vê hoje em dia de alguma maneira comportamento moral está muito mais ligado às pessoas alguma maneira ser capaz de fazer esse regime de alimentação no outro a existir alguma maneira é a tentação de comer é ser doce no outro será de uma hora essa cultura essa cultura do corpo essa cultura das sensações essa cultura do espetáculo onde ser visto não é
um dos sérios e imagem e onde o corpo é disso que a pessoa será uma mulher nessa nossa cultura é mais ampla que eu acho que o sujeito celebrar se insere porque o sujeito cerebral de alguma maneira uma manifestação dessa somatização dessa corporificação diz a biologia estação do que seja a mente a identidade pessoal o psiquismo em nesse contexto mas há porque eu acredito que essa figura é antropológica do sujeito cerebral está a querer a configuração que que tem hoje é em dia então eu acho que a gente poderia dizer que o max uma básico
desse jeito cerebral que seria o seguinte a é igual a b se e só se a e b têm o mesmo cérebro seria um pouco a fórmula lógica matemática do sujeito do sujeito cerebral se o indivíduo a igual indivíduo b se tendo mesmo o cérebro a gente vê por exemplo o campo da durante todo o século 20 o setor segunda metade do século 20 das ficções científicas da do transplante do cérebro não é uma coisa que a gente conhece de filmes de de romances as ficções filosóficas também na área de filosofia da mente é de
filosofia da da linguagem existem muitas opções filosóficas um colega mente é do instituto max planck de berlim terá novidade ao ele trabalha muito essa questão definições filosóficas ligadas ao sujeito cerebral você acha que aconteceu o plano teve série c é a cola que a idéia básica é que se por exemplo o cérebro de pedro é transplantado ao corpo de joão por um exemplo no e joão que ganha um novo cérebro é pedra que ganhou um novo corpo essa é a idéia nossa é essa idéia básica é entrou no senso comum você essa idéia básica é
lá o que mais ou menos imagino que aqui todo mundo concordaria essa é a questão que eu discuto isso isso é precisamente o que o sujeito cerebral acreditar que o cérebro é a parte mínima necessária do corpo ou no ser humano para definir a identidade pessoal então essa questão nos somente dentro do campo da ficção das especulações filosóficas porque de momento aparentemente não é possível fazer um transplante de cérebro então a gente não sabe ainda é quando acontece de fato joão acordando por um novo cérebro se eleva se reconhecer como o joão me tocaram no
cérebro se vá ser pedro que argumenta digamos que corpo e se testou essa é uma questão que eu acho é que a gente ainda não tem a tecnologia para para experimentar mais força nesse campo da especulação filosófica e da e da cidade da ficção científica eu gostaria mencionar dois se sempre um esquema muito nessa linha o primeiro exemplo é o caso de um professor de cirurgia é neurológica dos estados unidos chamado de robert o haiti era o haiti foi um pesquisador que nos anos 70 foi famoso por fazer transplante de cabeça de matar com os
transplantou a a cabeça de vários macacos possivelmente morreram e sentra e conheço ele ganhou o desvio de toda a comunidade de defesa dos animais nos estados unidos ameaças até hoje porém só por esse gosto é meio macabro mas se é o doutor robert wise ele tem a idéia de criar um procedimento que chama de transplante corporal total que seria precisamente transplante de cabeça e o do cérebro em humanos ele acha que é possível fazer com que um dia você vai ser feito então ela acha que evidentemente vai ter um grande público parece para começar por
todos os tetraplégicos se uma pessoa que é tetraplégica tem mobilizado o pescoço até os pés porque ela tem direito a ganhar um novo corpo é absolutamente absolutamente legítimo acredita que quando estratégicos é levar e vai conseguir isso mas o que nos interessa aqui porque estamos com a questão da identidade é que agora é a premissa básica na qual ele acredita é precisamente a identidade está no cérebro porque a gente poderia dizer mais votar o cérebro tetraplégico nó corpo será que vai ser o mesmo terá plástico nova ser outra identidade porque a identidade está no cérebro
quem é que disse que ela renuncie ao cérebro ser alguma maneira essa essa figura do sujeito cerebral ela de alguma maneira é arrecadar os pressupostos e é dado como uma coisa óbvia que todo mundo é acredita como essa e outras sempre interessante nesse sentido que não é da ficção científica sempre criou geninha a criogenia o congelamento dos corpos que tem por exemplo várias empresas americanas a mais famosa é a impressão conta que oferece os serviços de congelar o corpo inteiro ou apenas um cérebro o corpo inteiro de pessoas é f 1 após a morte para
elas poderem ser acreditando que a ciência vai permitir um dia serem ressuscitados se a copa congelado paga paga o aluguel é sempre o procedimento vá tem um preço e depois não querer ter um preço para para ficar guardados os seus corpos estão cérebro se daqui a 300 400 anos quando se a tecnologia permita essa os corpos serão para suscitar a nintendo wii fit no norte da áustria foi mortal uma vez fui lá então sempre acaba de receber nossas horas de dia nem câncer embora em branco se o rafael é um descanso ser só uma ótima
chance bom o cérebro no cinema é ter um bumbum enorme tem muitos filmes que falam de cérebro e que os animais agem o interessante é o fascínio por essas tecnologias em relação a aparecer nos cinemas a essas tomografias estão caras por exemplo tem vários filhos de safra do ano para cá que fala de cérebro que trata como as tecnologias o filme maior interporto divino espírito é o pagamento o efeito borboleta brilho eterno de uma mente sem lembranças e finalmente de violação de privacidade em um data center controle no williams que fala precisamente a questão do
cérebro da imagem e sobretudo a questão da memória está noutro plano a gente vem passando por exemplo randy t pec tinha crise foi logo que chegar o interessante nesse caso da criogenia é a questão do cérebro porque porque tem pessoas que congela no corpo inteiro e outro som cérebro porque mais barato de fato mais barato mas apenas floresce é porque é novo é a questão do sujeito cerebral é acreditar que ele está no cérebro que esse corpo quando cheguei a esse cérebro quando ser ressuscitado ele pode ser colocado em outro corpo que pode ser colocado
num computador talvez precisa ser corpo humano carne como nós é pressuposto básico das pessoas que congela no cérebro se aqui de novo repito a identidade é éstá no cérebro [Música] no próximo bloco o filósofo francisco ortega investiga as causas que levaram o cérebro adquirir o status que hoje tem na sociedade contemporânea por trás daquilo que parece óbvio há muito mais para ser questionado nas relações entre cérebro e identidade pessoal o café filosófico volta já com os avanços técnicos da medicina imagens do cérebro podem ser vistas por qualquer pessoa mas o que está por trás dessas
imagens muitas vezes não é tão fácil de enxergar o que dizem essas imagens o que está oculto sob aparente transparência o que significa essa cultura em torno do cérebro nesse segundo bloco o filósofo e professor francisco ortega trata dessas e de outras questões [Música] se a gente é essa e volta para o presidente poderia chamar de na fenomenologia do cérebro tem autores que tem pensado nisso o povo quer é ele fala dessa questão da fenomenologia do cérebro ledger é porque é interessante porque a gente não tem acesso direto ao cérebro porque o cérebro ela é
invisível é invisível porque ele é o órgão mais protegido do corpo ela está dentro do crânio não tem menor grau no corpo que esteja tão protegida quando o cérebro o cérebro é insensível ao tato como vocês há muitas cirurgias cirurgias neurológicas são feitas quando o paciente acordado até porque têm que ser feitas para por exemplo se tocar umas uma sonda da fala e de repente ele perde a fala saber que marcela está acordado seu cérebro é menos entre o tato ele é ao sente da apreensão direto é o sentido da visão direta fenomenologicamente assim têm
acesso subjetivo ao cérebro acesso em primeira pessoa você acessar ao cérebro como eu tenho outros órgãos do meu corpo claro que muitos foram aqueles que ele funciona de maneira automática que nem o cérebro não senti meu baço no centro o meu fígado a não ser que tenha alguma doença o coração normalmente no centro e debater a nossa que esteja na situação de perigo nervosa estaria tendo um enfarte então esse é o cérebro é o centeno cento cérebro de uma coisa que eu acho fundamental do cérebro é inocente não tenho apreensão em primeira pessoa eu tenho
apreensão em terceira pessoa é objetivo é como é algo que me habita algo que está dentro de mim mas que escapa da minha apreensão esse é precisamente o cérebro o povo requer disse que a gente não poder noé em princípio não pode usar a expressão meu cérebro que a gente teria que usar a expressão a um cérebro dentro do meu crânio que é o novo sinto essa seria um pouco a melhor descrição do cérebro o cérebro seriam na inter a unidade novo vivenciada é não tenham vivência subjetiva do cérebro vivência em primeira pessoa e é
por isso que a gente meio que intuitivamente coloca a mente no cérebro porque essa tendência colocar a mente no cérebro principalmente porque o cérebro se apresenta como sendo esse órgão e invisível e na apreensível quase que em material então de alguma maneira a gente é mais fácil colocar de ser que a vida mental está no cérebro que sempre está no filho que está no coração então esse cérebro centeno sujeito cerebral e tem um normal que fugir de mim apreensão no cac40 comparado com os outros órgãos do corpo todos os órgãos que utiliza por exemplo para
o movimento braços e pernas então mas mesmo assim a gente coloca a entidade no cérebro mas sei que essa questão de cérebro ao sente invisível e inapreensível está mudando essa está mudando está mudando precisamente devido às tecnologias da imagem do cérebro aí os pontos onde eu queria ajudar aí uma das pontas onde eu queria chegar fundamental para compreender o sujeito a celebrar na atualidade há aí um dos pontos que eu queria chegar quando falava de de alguma maneira essa configuração atual dessa figura sujeito cerebral que se algumas formas ela não é nova não é uma
coisa produto das últimas décadas mas mas na configuração atual as cristalizações atuais que essa figura adquire é fundamental o papel das imagens médicas é fundamental o papel da neuroimagem fundamental o papel da imagem amento médico às novas tecnologias médicas de imagem do cérebro seja como é tomografia computadorizada scanners de ressonância magnética e ressonância magnética funcional sk tomografia por emissão de positrões todas as tecnologias alguma maneira elas permitem ver o cérebro em movimento para se dizer isso eu acredito que esse é uma coisa fundamental essa elogia de repente nos permite aprender o cérebro os é o
normal que é em si é invisível que eu escapo ensino do século 19 até boa parte do século 20 quase ninguém tinha visto ou cérebro anunciado médico fazendo autópsia a não ser as primeiras cirurgias é é cerebrais sendo feitas é uma coisa mesmo assim quando apareceu no raio x no final do século 19 o cérebro não é visto no raio x mas hoje em dia todo mundo me um cérebro essa é a questão a gente vê continuamente imagens do cérebro a gente vê capas da velha com um cérebro é discando cérebro é uma coisa dessa
imagem de pedir descanso nas imagens muito interessantes porque elas parecem um pouco as aquelas imagens de andebol off lembra um pouco as cores lembra um pouco a alma ao setut de andrew órgão não é a mera idéia de andebol com aquelas aquelas é é pacotes de detergente de latas que em abril a retração é um pouco essa coisa meio meu meio pop que essas imagens tendo elas têm um pouco essa lembra um pouco então de todo mundo tem um cérebro da moeda está mudando ele já não é mais invisível é acessível enquanto a imagem e
cérebro é cada vez mais presente é cada vez mais visível e cada vez mais apreensivo por diferentes tecnologias então essas imagens médicas elas são muito interessantes porque essas imagens ela se apresenta como sendo como na objetividade uma familiaridade uma transparência uma e meia disse dadi que é aparente você as imagens médicas elas têm um caráter ambíguo por um lado elas aparentemente são transparentes tá vendo aí está a coisa mesmo havendo qualquer pessoa princípio poderia entender essas imagens essa é um pouco a idéia são transparentes elas são imediatas elas nos transmitem uma familiaridade mas ao mesmo
tempo elas precisam de um olhar treinado capaz de decodificar essas imagens sociais ambigüidade básica que percorre as imagens médicas e que percorrerá as imagens médicas em toda a história da medicina desde os primeiros consultórios de appliances anatômicos no século 16 é um pouco essa questão você é como oferecer uma imagem do corpo que ela é absolutamente objetiva porque essa idéia objetiva e transparente científica mas ao mesmo tempo essa imagem está sujeita a determinados carnes e convenciones sé por exemplo você vicia na história da medicina no século 17 que as imagens médicas tenha que ter seguido
os canoístas da escultura clássica então a gente teve no sábado a ses anatômicos e seus esqueletos fazendo postura se posses que parece nas estátuas gregas se essa é a questão mas ao mesmo tempo elas são objetivas essa é um pouco é essa é um pouco a idéia uma parente legibilidade imediata mas ao mesmo tempo precisa de qualificação e quanto mais sofisticadas mais evidentemente qualquer um de nós leigo é ver um p-3 kan novo não valer nada a gente vai ver no pt scan o que nos digam que tem que estar sistemas e pescam sp scania
esquizofrenia a gente vai acreditar mas a gente de alguma maneira no nova' não vai ter instrumentos de avaliação então é só um pouco a questão que acho é fundamental você acha que existe algo assim como um processo um processo prévio de aculturação o qual é recalcado o qual é omitido o qual é climatizado e negado que seria o contexto no qual essas imagens estão sendo produzidas o contexto sociocultural ao contexto sócio histórico sócio técnico no qualis as imagens atingem sua inteligência e inteligibilidade que as convenções à determinada época é certa que faz com que a
gente entende essa imagem mas essa imagem se apresenta como sendo absolutamente transparentes e se essa é uma questão que acho fundamental sobretudo para entender a questão do sujeito cerebral e para atender a entender a questão das imagens é é do cérebro porque porque a imagem ela já é uma reconstrução essas imagens é hiper sofisticadas das novas é tomografias dos pet scan elas são construídas primeiro à sombra construídas porque a sombra construídas a partir de dados dados que são transformados em imagem senão é uma fotografia um p-3 khan uma imagem de ressonância magnética não é uma
fotografia existe uma grande diferença era construídas e não só existe uma infinita tecnologias de reconstrução das imagens com a câmera de nós quando um computador em casa pode botar fotografias digitais modificar essas fotos de repente deu muita luta e eu tiro halo de repente eu vou focalizar se é se a gente faz isso em caso eles fazem continuamente com essas imagens você ela está em um processo de reconstrução retoques pinceladas constantes uma coisa interessante de ver o uso das cores essas imagens uso das cores nos protestando porque porque o interior do interior do corpo ele
não tem luz ela é escuro então a gente tem que a gente quando vê essas figuras em cores é porque a gente atribui cores elas não são as cores que essas imagens em si esse corpo tênis é uma arbitrariedade ao uso das cores dependendo de uma escola e sobre outras a imagem que eu venho muito diferente que essa imagem essa imagem o pps é um pet scan é o cérebro mas eu mesmo o cérebro de uma pessoa saudável é o mesmo cérebro 42 vezes o mesmo cérebro com cores diferentes essa é uma coisa muito interessante
porque vocês vêem que segundo as cores que ouço funcionar uma impressão outra então essa neurociência que eu chamaria oficial a neurociência mais mais avançada de alguma maneira eu acredito que ela usa imagem continuamente os a imagem para mostrar a localização cerebral de funções mentais serra não são apenas funções mentais sem sal e motoras as quais a localização de clara e definida por exemplo é é que foi a relação internacional do cérebro com o movimento é voluntário ou involuntário mais funções mentais superiores como a localização da inteligência localização de todas as diferentes emoções se centra o
acesso seria um pouco esse pressuposto localizasse unicista que é essa é a neurociência mas oficial tem que ter um pouco a neurociência que que passa para a cultura popular [Música] a neurociência o estudo do cérebro saiu do campo estrito da medicina e chegou a cultura popular no caminho o conhecimento sobre o cérebro passou por modificações em novas interpretações neste bloco o professor e filósofo francisco ortega tratou dessas modificações e do que elas significam no próximo bloco ortega fala sobre ética para ele a figura do sujeito cerebral pode trazer uma perda de qualidade de vida ao
negligenciar a vida social do indivíduo daqui a pouco no café filosófico [Música] o sujeito cerebral cria a ilusão de que o cérebro é recortado do corpo e recortado do ambiente isso conduz ao reducionismo do ser humano a processos neuroquímicos e também traz uma grande perda ética que é a negligência da vida social para a formação do indivíduo neste último bloco o professor e filósofo francis cor pega e discutir as implicações do sujeito cerebral para a vida individual e para a vida social e fala das conseqüências lógicas e éticas dessa visão [Música] então eu acho que
de alguma maneira essas imagens essas imagens do cérebro ligadas à questão é do sujeito cerebral elas nos oferecem uma coisa muito interessante que seriam as pessoas que eu chamaria de uma ilusão de fragmentação a idéia de que o cérebro é separada do corpo quando a gente vê um p-3 khan agora temos a imagem de do mesmo cérebro da idéia de que cérebro primeiro está na atividade nossa imagem mostra a atividade é vivo não é ela é vivo e ele não precisa do corpo se as imagens nos fornecem essa evolução de separação de fragmentação de do
corpo do cérebro sea o corpo reduzindo ao cérebro o corpo que interessa é o cérebro é a parte básica e as imagens dos oferecimentos essa ilusão de fragmentação de que o corpo não na totalidade do corpo fragmentado que está ligado também ao próprio progresso da história da medicina a história da medicina a partir do século 19 na medicina cada vez mais especializada não seja no entanto precisamente essas especialidades médicas nos fornecem essa ilusão do the party solados da nato linha muitas pessoas reclamando os médicos precisamente desse o cérebro que é recortado do corpo o corpo
reduzindo ao cérebro e o cérebro que recortar o ambiente e essa é uma questão que acho fundamental porque uma das características desse sujeito cerebral seria o chamado na negação ou pelo menos uma negligência do que seria da vida social e do mundo compartilhado essa é uma questão que eu acho é fundamental porque a água num momento em que em que é o procurou a calça é é cerebral de qualquer coisa qualquer coisa de qualquer doença de qualquer distúrbio no cérebro eu estou de alguma maneira negligenciando se não negando e seus aspectos mais ambientais aspectos mais
sociais estou evidentemente falando dessa ciência mais radical mais reducionista observe atentamente tem muitos autores muitas pessoas na área da neurociência na área da psiquiatria pela alguma maneira levando em conta os dois fatores o seu fator genético fator cerebral e ao mesmo tempo fator ambiental ou seja quando eu faço essa é a ambição mais mais crítica ou mais do sujeito cerebral é precisamente a essa parte mais reducionista então a psiquiatria teria uma de seus carros por sua vez a questões muito mais clara na psiquiatria o que se chama se vem chamando desde os anos 80 de
psiquiatria biológica que cada vez está ganhando mais e mais espaço perdendo para a psiquiatria mas psicodinâmica mais orientada a psicoterapia e com influência na psicanálise se tratou essa essa psiquiatria biológica é evidentemente sobretudo os mais radicais eles trata doenças mentais como se fosse emissões no cérebro e é basicamente dois exemplos que estão muito trabalhados é a depressão e as que sofreram linha de pressões que sofremos minha é reduzido as implementar lesões cerebrais eu acho que essa é uma questão é muito muito importante e que eu acho que tem um lado positivo e um lado negativo
quando você pensou nesse módulo das novas identidades se mostrar sobretudo a influência do corpo do cérebro nessa identidade contemporânea e mostrar qual é que são os ganhos os ganhos e as pernas não é certo tem ganho pelas o lado positivo eu acredito que ser que alguma maneira seria o que eu chamaria da desculpabilização você é tratar uma doença mental como uma lesão cerebral serve para tanto para o portador dessa doença como para os familiares pais e familiares para desculpabilizar eu não tenho culpa uma doença cerebral é como se fosse uma doença do fígado o alguma
outra coisa é se eu acho que um pouco o lado positivo porque isso permite que as pessoas convivam as pessoas familiares com essas doenças é noviças mais como neste rumo não vista mais como um critério um critério de exclusão eu acho que hoje em dia as pessoas facilmente confessa até na tv que são portadores de transtornos bipolares e terá enquanto que 20 e 30 anos atrás de alguma maneira essa era um pouco tabu seria um pouco o lado que eu chamaria é é positivo seria um pouco de ser sonho como fala uma psiquiatra americana de
achar a penicilina para a doença mental século entre anderson era penicilina para doença mental que permitirá tratar a esquizofrenia a autismo de pressão como se fosse uma enfermidade infecciosa qualquer que a gente achou antibiótico bronquite tuberculose seriam tratadas da mesma maneira da mesma maneira como por exemplo ajudaria tudo isto no lado positivo dessa dessa visão cerebral da doença mental é ajudaria por exemplo um problema grave nos estados unidos um problema bastante grave o caso de que seguro de saúde muitas vezes e negra tratado em segmentais você é a segunda saúde têm muito mais dificuldade para
pagar a psicoterapia o uol psicoanálise que muito mais fácil mandar um psiquiatra que deu remédios e alguma maneira essa permitiria também maior acesso às pessoas a esse tratamento e menos aborrecimento nessa hora o lado negativo o que eu vejo seria precisamente essa negação da vida social do indivíduo do mundo compartilhado acreditado alguma maneira que essa vida é a vida mental se reduz um pouco a mais a ser condicionado cento neuroquímico de química cerebral seria uma coisa que acho fundamental que seria uma espécie de uma perna a ética muito grande os entrando no campo da ética
eu acho que reduzimos os comportamentos ao cérebro ela tem como consequência não sou na versão mais simples mais reducionista do ser humano se há negligência dessa vida social desse mundo é é compartilhado sem contar toda uma série de problemas é da ordem lógica epistemologia que existem nessa questão de localização de funções de localização de doenças é por exemplo o problema da cal sally davies aos aliados sempre mal dupla se a nós ou cérebro causa depressão como fala nem uma nem se fala psiquiatria biológica ou as correntes mais reducionista é o cérebro que causa depressão o
ambiente também causa da empresa será evidentemente é uma alteração nos níveis de serotonina causa de pressão mas o indivíduo de repente ouviu talvez uma história triste pode ficar deprimido ou tristes essa tal salinidade sempre de mal dupla vai para o cerebral mas vai também para parar para o o ambiental se encontar é outra questão importante seria a heterogeneidade dos fatos psicológicos frente à homogeneidade dos correlatos neurais sede lentamente posso dizer que a pessoa está deprimida e que essa depressão na ativa determinada região no cérebro 8p pescar mostra precisamente esse indivíduo deprimido mas isso não diz
nada porque esse indivíduo está deprimido que deprime os indivíduos todas as depressões são a mesma coisa se essa riqueza do fator psicológico ela alguma maneira a equipe sabe a essa homogeneidade do colatto neural mas eu gostaria falar mais mais centrado agora na questão da arte e gostaria falar o que eu chamaria de arte cerebral é uma série de artistas na safra de artistas que de alguma maneira eles trabalham com neuroimagem é uma arte que o cheque que tem sido chamada que permeia o que atravessa a ciência por uma arte que de alguma maneira ela tenta
dar uma resposta a ciência é uma arte que critica precisamente essa ilusão de transparência que a ciência que a neurociência que as imagens médicas nos prometem está essa legibilidade imediatas a transparência imediata das imagens ela questionada por todas seus artistas é questionar um pouco a idéia é que a identidade de que a individualidade da pessoa se encontrar no cérebro funcional e um artista que trabalha com imagens médicas um artista com formação filosófica e que veio a se interessar por esse tema da do uso de imagens do cérebro na na arte depois de a mesma ter
se submetido a uma série desses cães scan cerebrais para algum tipo de problema suspeita de problema neurológico então a partir daí ela começou a se interessar por essa ideia e começar a problematizar essas questões a idéia dela é a identidade cerebral a entidade celebrou até que ponto eu possa localizar a identidade dos cérebros e quais são os limites dessas dessa é imagens até que ponto eu possa localizar a consciência no cérebro é seria um pouco o o tema é chamado tem o título vitor na fim a uma foca entre uma coisa eo pensamento que seria
basicamente na questão da neurociência se a relação entre uma coisa que o cérebro uma coisa material eo pensamento que nem material até que ponto posso localizar até que ponto são duas ordens ontológica diferentes no século 19 uma questão fundamental que se colocava a idéia do cérebro duplo que o cérebro do duplo a idéia de que o cérebro tem dois hemisférios dois lados do hemisfério direito inferior esquerda que elas são assimétricos que um sistema um lado tem uma função e outro tem outra essa ideia por isso precisamos de cérebro dupla éu éu [Música] então isso é
muito interessantes a idéia dessas ele teria celebrado por que a figura de cérebro do duplo é uma figura que se existiu na dentro da neurologia sobre toda a segunda metade do século 19 em 1863 1990 aparecia muito essa figura e depois vai aparecer de novo a partir dos anos sessenta do século 20 tem um espaço mais ou menos entre 1920 e 1960 onde essa figura importante porque é importante porque influenciará psicanálise e porque a influência da psiquiatria mais dinâmica então alguma maneira uma psiquiatria influenciada pela psicanálise que busca mais a causa das doenças mentais nos
sintomas do que em determinadas lesões cerebrais foi tem uma frase muito bonita que freud se a histeria se comporta como se a anatomia não esse estresse é uma ideia muito muito interessante então é um pouco essa influência da da da psiquiatria a dinâmica da psicanálise e sobretudo também na própria neurociência neurologia durante essa época está voltada mais para uma idealística do cérebro o céu cérebro ele funciona de uma maneira mais total não existe tanta diferença entre um hemisfério em outro hemisfério é a influência por exemplo da da própria psicologia da restart na neurologia curva está
em e outros autores que examinaram muitos feridos da primeira guerra mundial com distúrbios neurológicos elas de alguma maneira tem dia mais para saber se são mais holística mas a partir ea parte que nos interessa aqui é vacinar quando o sujeito cerebral a partir de 1960 volta muito essa idéia de um cérebro assimétrico da simetria do cérebro ligada a esta imensa contra a cultura é um movimento de contracultura um movimento de contracultura como todo mundo sabe um movimento muito forte de crítica nacionalidade que se acreditava instrumental crítica da tecnologia porque é desconfiança da ciência porque a
ciência que tinha produzidas bombas atômicas é um pouco essa idéia então de alguma maneira volta essa idéia do cérebro assimétrico mas partida agora aparece um elogio do hemisfério direito porque está na moda porque ele é o hemisfério da criatividade ele é um mistério que foi reprimido é uma esfera do misticismo é o hemisfério oriental é o hemisfério oriental hemisfério é um mistério do cérebro o lado sem do cérebro você é semi espera lhe for reprimido pelo lado esquerdo o lado esquerdo responsável pelas bombas atômicas é responsável pela guerra de bia não é responsável pelos campos
de concentração agora alguma maneira o que se trata é símbolo ver o hemisfério direito que foi reprimido essa época a idéia até hoje desenvolver o lado direito do cérebro que esse lado mais criativo aí por exemplo fiz um levantamento no site da livraria cultura é de todos os livros que tinha em português falando desse lado direito do cérebro tem uma lista muito interessante é que vou ler para vocês é uma delas chama o gerente que pensa o lado direito do cérebro como usar o poder da mente para obter sucesso e se está esgotado esse deve
ser um negócio aí tem outro a revolução do lado direito do cérebro o lado direito do cérebro e sua exploração animal e desenhando com o lado direito do cérebro aprendizado com o lado direito do cérebro em 30 dias o cérebro outro que se chama cérebros quer no cérebro direito então mostrar um pouco essa é a idéia da do cérebro direito como mudou historicamente quando a gente vê e essa idéia do do sujeito cerebral e interessante nessa os livros que eu chamaria de autoajuda cerebral é precisamente essa ideia do alto onde estamos um pouco a idéia
do sujeito cerebral é sempre alto é o eco o outro não existe se essa ideia um pouco de como você será autossuficiente seu cérebro que disser você fazendo a aaa ginástica certa para seu cérebro você não precisa de ninguém você vai ter sucesso na vida vai se dar bem é um pouco e sair dessa essa amiga do outro essa negação da vida social essa negação do mundo compartilhado uma grande pedra ética que eu acho que existe nessa nesse tipo de definição da identidade é uma visão muito parecida e que eu acho que que é importante
é ressaltar no programa de hoje o filósofo e professor francisco ortega falou sobre sujeito cerebral que é a tendência de identificar o cérebro como a essência do ser humano eo que isso significa para a vida pessoal social e psíquica de cada um de nós obrigada ea gente se ver o próximo café filosófico