Fala galera da Psicologia sejam muito bem-vindos aí a mais um vídeo do canal nesse vídeo Estou trazendo para vocês a parte dois da reforma psiquiátrica na qual eu falarei um pouco aí da reforma propriamente dita então para quem não assistiu a parte um no qual eu falei sobre a história da Loucura eu fiz uma linha do tempo até chegar nesse vídeo de hoje eu vou estar deixando na descrição aqui desse vídeo então assistam então sem as demoras também vamos começar bom no século XVI Felipe Pinel considerado aí por muitos o pai da psiquiatria propôs uma
nova forma de tratamento aos loucos libertando-os das correntes e transferindo-os aos manicômios que eram destinados somente a princípio aos doentes mentais onde aí várias experiências e procedimentos foram desenvolvidos e difundidos pela Europa o tratamento nos manicômios defendido por Pinel baseava-se principalmente na reeducação dos alienados no respeito às normas e no desencorajamento de condutas inconvenientes e que para ele a função disciplinadora do médico e do manicômio devia ser exercida com firmeza porém com gentileza indicando aí o caráter essencialmente Moral com o qual a loucura passou a ser revertida no entanto com o passar do tempo esse
tratamento moral de pinu vai se modificando e esvazia-se das ideias originais do método permanecendo apenas as ideias corretivas do comportamento e dos hábitos dos doentes porém como recursos de imposição da ordem e de disciplina institucional que se estende aí ao século XIX onde o tratamento ao doente mental eh incluía medidas físicas como duchas de água fria chicotadas sangrias e máquinas giratórias aos poucos com a evolução aí das teorias organicistas o que era considerado como doença mental passa a ser considerado também como uma doença orgânica mas no entanto as técnicas empregadas pelos organicistas eram as mesmas
técnicas empregadas pelos AD débitos ao tratamento mental só que com uma concepção diferente sobre a loucura decorrentes aí das descobertas experimentais da neurofisiologia e da neuroanatomia onde a medicina justificava que essa estratégia de tratamento era necessário e importante para o processo terapêutico o Brasil Copiou o modelo hospitalocêntrico das experiências europeias do século XIX onde os hospitais eram administrados pelas santas casas de misericórdias que tinha como gestores a igreja católica a detentora do Poder o primeiro hospício no Brasil foi inaugurado no ano de 1852 no Rio de Janeiro era chamado de I surgiu aí como resposta
à loucura e ao louco e foi criado devido ao crescente número de pessoas livres ociosas e alienadas que circulavam pelas grandes cidades da capital esse hospital tinha como objetivo implícito limpar a cidade dessas pessoas que eram denominadas improdutivas como vocês podem ver a história da loucura estava lado a lado com capitalismo momento esse onde foram criadas as primeiras indústrias farmacêuticas e os psicotrópicos tinham como objetivo propiciar a cura para doença mental porém seu segundo plano era lucrativo E mais uma vez a repressão o descaso ao louco e a submissão do louco permaneceu e adentrou o
século XX a partir do século XX Franco basag é um psiquiatra italiano inicia uma radical crítica e transformação do saber do tratamento e das instituições psiquiátricas esse movimento ele teve origem na Itália mas teve repercussões aí em todo o mundo e muito particularmente Aqui no Brasil é nesse sentido que se inicia então o movimento da luta antimanicomial como muitos de vocês conhecem senão todos que nós militamos comemoramos todos os anos esse movimento em prol de dizer não aos manicomios e essa luta ela nasce profundamente marcada pela ideia de defesa dos direitos humanos e do resgate
da Cidadania dos que carregam transtornos mentais aliado e em paralelo a essa luta nasce o então movimento da reforma psiquiátrica que mais do que denunciar os manicômios como instituições de violência propõe a construção de uma rede de serviços e estratégias territoriais e comunitários e o legal disso é que essas estratégias são profundamente solidárias inclusivas e libertárias