foi quando lentamente do seu assento no canto ergueu-se sou joining TRF que até então mal havia erguido a cabeça não deixe que ela faça o discurso meia dúzia veio falar ao meu ouvido ela moveu-se lentamente com solenidade para a frente pôs sua velha boina a seus pés e voltou seus grandes e eloquentes olhos para mim ouviu-se um chiado de desaprovação vindo de cima e de baixo levantei-me e anunciei sou joining e implorei que a plateia ficasse em silêncio por um momento o tumulto amainou se de vez e todos os olhos estavam fixados naquela forma Quase
Amazona com quase 1,80 m a cabeça ereta e os olhos perfurando o ar como em um sonho com sua palavra veio um profundo silêncio ela falava em tons graves e ainda que não falasse alto alcançava todos os ouvidos do recinto e para além das pessoas amontoadas nas portas e [Música] janelas eu gosto muito de um capítulo do livro do Levi chama feiticeira é sua magia foi escrito no livro dele chamado antropologista natural Ele conta uma história muito interessante quando listrou que um habitante de uma tribo no México ele observava os movimentos dos xamãs e de
curas que aconteciam lá dentro da tribo e ele começou a questionar se de fato aquilo era eficaz e se os chamans de fato curavam alguém no meio desse habitante questionador enfim eh a tribo vivia a vida normal dela e o habitante com seu desconforto no meio de um ato de protagonismo do nosso tempo a gente chamaria ele se aproxima dos xamãs para tentar desvendar esse mistério com passar do tempo ele mesmo começa a participar das práticas que o tornariam um feiticeiro e descobre várias coisas muito interessantes uma delas é que o procedimento de cura que
os chams usavam era o de pegar uma pluma do seu cocaro mastigar e misturar isso com sangue diante de uma pessoa enferma ele extraía aquilo que ele acabou de produzir que essa mistura de pena sangue enfim como se fosse um mal retirado da pessoa e esse procedimento em tese curavam as pessoas o feiticeiro em formação claro questionava isso fato que o tempo passou e no meio do processo dele de formação de Feiticeira uma criança ficou doente na tribo o ambiente da casa todo na expectativa da chegada dos xamãs para conseguir realizar a cura da criança
os chamans olham para jovem Feiticeiro formação e diz é a sua vez e o habitante que era um um feiticeiro em informação tem que Executar a cura diante da criança de toda a plateia da tribo estabelecida ali quando ele aplica o procedimento que ele tinha aprendido sobre pluma sangue etc a criança é milagrosamente curada e nem o feiticeiro que acreditava que de fato era Feiticeiro passou a acreditar que aquele método de algum jeito tinha sua eficácia toda vez que o lembro dessa história ela me lembra uma reflexão sobre protagonismo essa condição que a gente tem
primeira de vítima da circunstâncias e todas as as expressões que que todos nós somos vítimas seja na família que a gente nasceu seja na condição social na cultura estabelecida eh no espaço de trabalho nas pessoas que a gente não escolhe se relacionar mas a gente tem que se relacionar e no extremo no outro lado do Polo onde a gente passa a acreditar que a gente pode resolver qualquer tipo de problema em qualquer natureza com a força dos nossos braços e nos coloca numa dimensão de herói o habitante da tribo vítima das circunstâncias aparentes da condição
do dos chams faz um ato de protagonismo torna-se um chaman em alguma Instância um feiticeiro e vai para um lugar que é um lugar do herói que consegue promover cura esse pêndulo que coloca a gente na condição de vítima e de herói o tempo todo é muito comum na nossa condição de liderança Quais são os problemas que aparecem pra gente em todo tempo e a gente consegue de fato endereçar Ou não e é nessa perspectiva que mora entre a vítima e o herói nesses dois caminhos que a gente pode pensar possibilidades diferentes colocar uma lente
do que é possível pra gente não cair em nenhuma das duas condições Esse é o [Música] convite é no herói de mil faces que Joseph câo Apresenta pra gente a jela do Herói a monom uma ideia traduzida contemporaneamente que a gente tem 12 steps para explicar a jornada de qualquer herói em qualquer tempo seja numa religião antiga ou nos filmes atuais de Hollywood um herói transita por 12 passos que saem de um mundo natural onde ele tem um status comum avança por um número sobrenatural e é redimido por uma nova ordem a gente vê essa
história acontecer muito presente por exemplo na história do Batman e a jornada odsa de Bruce Wayne e uma das coisas que chama Mita atenção para mim na história da D é quando Bruce Wayne batma acredita que a redenção da cidade de Gotham vai acontecer através do duas caras na figura do harver Dent quando ele vai nessa direção de de Reconstruir a cidade ele fica muito frustrado quando vê a figura do harven CD Ao lado mau eh da energia que havia na cidade quando Bruce Wayne olha para isso resolve fugir e aguardar um tempo até conseguir
pensar em outras alternativas quando eu vejo a história do Batman do Bruce Wayne lá na DC ela também me lembra alguns movimentos sobre essa história do protagonismo dentro da liderança e as tensões que estão envolvidas dentro desse ambiente e três delas me chamam atenção a primeira atenção que aparece para mim é essa história do da paralisia após a frustração ou algum evento que sai fora do contexto esse movimento de retração e de não conseguir diante dos espaços que eu tenho estabelecer as mesmas respostas que eu já tinha e essa condição de vitimização começar a ocupar
mais espaço do que deveria e a gente cai lá no extremo da vítima onde eu não consigo construir respostas ou abrir caminhos ou criar possibilidades na segunda tensão a gente vai pro extremo no espaço do herói que consegue resolver tudo que também gera o risco do espaço de frustração onde eu começo a acreditar que todos os problemas são resolvidos a partir de um chamado da minha voz quando eu tenho ambientes onde nada tá se solucionando onde todo mundo espera uma resposta e todo o entorno assim como no Feiticeiro da Isa magia espera do chaman ou
do feiticeiro uma resposta pronta a terceira atensão para mim mora no espaço de desconfiança depois de uma tentativa de passar esse palco construído ou de colocar outra pessoa para atuar no meu lugar e isso é frustrado eu começo a temer se de fato aquele ambiente consegue sobreviver sem a minha presença essa ambição essa arrogância de acreditar que nada funciona sem a nossa presença é muito comum se em todos os ambientes que a gente experimenta ele só funciona quando a gente tá lá nesse espaço onde mora a desconfiança me lembro um artigo publicado pela Unicamp que
confiança é um negócio super simples de explicar baseado em três referências o espaço da integridade onde você cumpre promessas Então você tá prometendo uma coisa para mim e você cumpre eu vou confiar em você mas cai em duas dimensões uma afetiva e uma cognitiva na segunda opção para além da integridade eu enxergo competência o espaço que eu vou confiar em você por aquilo que você consegue fazer a a competência comprovada ao longo do tempo o espaço que você me mostrou que você sabe fazer aquilo e na outra dimensão afetiva da benevolência de saber que você
nunca faria mal para mim é nessas três dimensões que eu consigo questionar ou não a tensão da confiança Será que de fato se eu não tiver presente tudo isso consegue sair do lugar ou acontecer de uma Dena natural é entre a paralisia a chamado ao palco a condição do Herói onde se eu não estou lá as coisas não saem e a desconfiança de o que aconteceria caso eu não estivesse que mora um ambiente de tensão do protagonismo quando eu vou me lançar à frente decidir que eu vou ocupar esse espaço de levantar uma bandeira e
sair na frente de todo mundo essas tensões estão o tempo todo presente a pergunta que surge a partir daí é quais caminhos que a gente consegue construir o que maises que a gente consegue Navegar para construir caminhos possíveis para uma condição de liderança de um jeito que a gente mobilize as [Música] pessoas é no livro A queda do céu que o David copena conta a história dele junto com o antropólogo francês e uma das passagens aliás em mais de uma delas ele diz sobre a dificuldade que era se comunicar com o povo branco como um
indígena pela própria construção da língua e a construção histórica que foi feita ancestral de um povo e ele conta uma passagem que ele abre dizendo eu não sei se vocês vão me entender mas eu preciso falar e ele diz o que precisa ser dito e evidentemente as pessoas compreendem o que ele tinha a dizer naquele momento há um espaço de caminho no protagonismo que abre fendas no meio dessas tensões que começa na causa a autenticidade da causa pode dar voz a um caminho que não coloca a gente nem na vítima e nem no herói a
causa empurra pra frente e não dá espaço para ficar se segurando porque ela começou antes de você é ancestral a causa que tá sendo defendida essa condição de liderança tem uma transição nesse espaço e nesse momento da causa é que eu consigo compreender que não cabe heróis porque ise não foi concebido em mim e nem vai terminar em mim há um espaço de transição a ser conduzido e o segundo caminho possível para além dessa perspectiva que mora na autenticidade da causa a gente encontra um caminho na sobriedade de recuar ninguém dá conta de resolver tudo
o tempo todo ninguém dá conta de carregar todas as dores do mundo debaixo de uma única causa uma história que me chama muita atenção sobre recu um ceou na pandemia disse que escolheu colocar na cadeira de CEO o vice-presidente de RH porque diante de um desafio de saúde o que a organização precisava de liderança era de alguém que cuidasse de gente não era a estratégia a grande temática em Pauta ou execução da gestão da organização que a organização precisava era de uma liderança de saúde esse CEO que recua do seu protagonismo a sua condição de
palco para dar lugar a outro reflete essa sobriedade de que eu não vou est presente o tempo todo e resolver tudo o tempo todo numa terceira perspectiva aparece para mim para além da autenticidade da causa ou a sobriedade do recuo essa capacidade de estabelecer espaços de confiança esses espaços de confiança são construídos a partir de uma perspectiva que eu enxergo um caminho de integridade de competência de benevolência no meu time onde todo mundo tem a intenção de fazer o melhor tá competente nas suas funções e entregar aquilo que é preciso e um time que cumpre
as promessas e os acordos coletivos que são feitos e É nesse espaço de competência integridade e benevolência que eu consigo construir um ambiente que não necessariamente precisa da minha presença para funcionar é Um Desafio gigantesco no meio dessa tensão que o protagonismo chama pelo nome do líder o tempo inteiro mas talvez Abrir fendas e meio essas tensões caminhos que leve a gente paraa causa pro o espaço do recu e da confiança ajude a não cair na tentação de ser vítima de uma circunstância ou avançar na condição de querer ser o herói que resolve tudo o
tempo todo são nessas três possibilidades que talvez a gente consiga caminhar de um jeito mais legal um jeito mais Virtuoso na direção de um protagonismo que não paralise e nem coloque a gente numa condição de herói onde a gente Possivelmente vai se cansar e não consegue sustentar por muito [Música] tempo e é nessa perspectiva de protagonismo onde a gente encontra o polo da vítima e o extremo do herói que aparecem os caminhos do solo caminho do solo que transita por a autenticidade da causa o recuo possível em algumas circunstâncias e a confiança maior no espírito
do time e ali nessa lente provocadora possível eh e real que a gente encontra a perspectiva do solo também [Música] protagonismo n