Pessoal, semana passada nós falamos sobre a vocação eficaz, sobre sobre como o Senhor Deus, né, através do Espírito Santo, chama os eleitos de maneira eficaz para que haja conversão, para que eles se aproximem, se acheguem a Deus. E hoje nós vamos falar sobre a justificação no capítulo 11 da confissão. Na verdade, a partir do capítulo 10, a gente começa a eh ver o que a gente chama de os atos de redenção Ou alguns chamam de ordos salutes, ou seja, são os atos que de forma ordenada compõe o todo da salvação, né? É difícil a gente
definir uma ordem exata da salvação, do tipo Deus começa a fazer isso e depois ele termina aqui. Tem situações, tem ações de Deus que elas acontecem simultaneamente. Outras elas começam e continuam, eh, outras são pontuais como a justificação e como a vocação eficaz. É como a gente eh viu na semana passada E vai ver hoje, mas existem textos bíblicos que nos apontam para uma realidade de diversos atos da parte de Deus que conjuntamente formam a nossa redenção. E é o exemplo aqui de Romanos 8:28. Vamos ler novamente. Sabemos que todas as coisas cooperam pro bem
daqueles que amam a Deus. Esse cooperar é cooperar para salvação, cooperar pra redenção. Bem, aqui é salvação, não é simplesmente pra tua vida ficar de boa, tá? Então, às vezes a gente usa esse Versículo errado, né? Tua vida tá ruim. Não, mas eu sei que todas as coisas cooperam pro bem. De fato, Deus cuida de nós. Ele é um pai amoroso. A gente se coloca em oração, ele vai eh ouvir as nossas orações. Mas esse não é o texto, tá? Aqui coopera para o bem da salvação, da redenção. Esse é o verdadeiro bem. Esse é
o bem último que os eleitos vão usufruir, vão desfrutar na presença de Deus. Então, sabemos que todas as coisas cooperam pro bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito. Versículo 29. Porque os que de antemão conheceu lá na eternidade também predestinou para serem feitos conforme a imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogênito dentre muitos irmãos. E aí vem o que seria uma ordem. Versículo 30. Aos que predestinou, a esses também chamou. Aos que chamou, a esses também justificou. E aos que justificou, a esses também glorificou.
Então, vejam, a salvação não é uma única Ação de Deus, não é um único ato. Na realidade, é uma grande obra que começa na eternidade, antes de das de todas as coisas terem sido criadas. E ela se perpetua, ela continua através da história até que encontra a nossa história. Mas ela continua. E ela vai continuar por toda a eternidade no momento em que nós formos glorificados. E aqui só um detalhe do texto de Romanos 8. O verbo glorificou aqui, tá no passado, mas nós ainda não fomos Glorificados. Mas para Paulo, e isso é verdade, a
obra da redenção, ela é completa, ela é perfeita, de fato vai acontecer. Então, eh, reitera o a ideia do versículo 28. Sabemos que todas as coisas cooperam pro bem. Então, o Deus que chamou certamente eh vai eh que chamou e que predestinou, certamente vai chamar, certamente vai justificar, certamente vai glorificar. Então, para Paulo, isso é uma certeza tão grande que ele coloca como um ato consumado. Por Isso aqui o glorificou no passado. Tá bom, gente? Então a gente vê aqui que essa ordem de Romanos 8:28 a 30 foi mais ou menos a lógica que a
confissão seguiu, que os eh teólogos reformados do século X7, ao compor a a confissão, eles seguiram justamente essa ordem nesse momento. Essa partezinha da confissão vai falar sobre a salvação. é o nome bonito na teologia soterologia, ou seja, é a doutrina da salvação. O estudo da salvação a gente chama de soterologia. Então essa é a parte da confissão que a gente tá vendo justamente sobre a salvação, os atos de Deus na salvação. Isso começou lá nos decretos de Deus. Então é o que eh naquele capítulo sobre os decretos de Deus, como Paulo coloca aqui, chamado
e segundo o seu propósito, Deus decretou a sua vontade soberana ao eleger alguns para agir com graça e não condenar a todos, como a sua justiça então pediria. E aí então continua eh Paulo dizendo: "Antemão conheceu e Predestinou". Foram duas aulas atrás quando falamos sobre o livre arbítrio. E também chamou a vocação eficaz, a aula da semana passada. E agora também justificou, e esse é exatamente o tema da nossa aula de hoje. Herman, um teólogo holandês reformado falando sobre a doutrina da justificação, ele diz o seguinte, que a justificação é a doutrina sobre a qual
a igreja cai ou fica em pé. Ou devemos fazer alguma Coisa para ser salvos ou a nossa salvação é puramente o dom da graça. Então o que que o que que Bavin tá dizendo aqui? Que a justificação é uma doutrina crucial para definir se a igreja é de fato uma igreja fiel à palavra, sólida, concreta. E qual é o argumento de Bavink? Como que a gente vê a justificação? se a nossa justificação é acompanhada por algum ato nosso ou se ela é fruto exclusivamente da graça de Deus. A gente vai ver isso agora. Então, A
primeira coisa que a gente tem que fazer é eh definir a justificação. Então, a gente tem aqui no capítulo 11, no boletim, eh, o primeiro parágrafo e a primeira frase, na realidade, primeira afirmação. Os que Deus chamou, chama eficazmente, também livremente justifica. Então, a primeira afirmação aqui da do capítulo 11, né, primeiro parágrafo, é uma repetição é quase que literal de Romanos 8:30. Então, o que eh o que a Confissção tá dizendo aqui é que a justificação faz parte dessa obra contínua da salvação, tá? Então vamos definir justificação agora porque não é um conceito que
a gente utiliza no nosso dia a dia, não é algo simples, não é algo tangível para nós. A gente não sai falando por aí, ah, sou justificado e tal. Isso não é comum a nós. Mas a justificação, primeira coisa que a gente precisa entender é que ela tem um Sentido forense, ela tem um sentido legal. Então aqui a gente tá falando do da parte jurídica da nossa salvação, OK? relacionado à lei de Deus e relacionado a como ele aplica a sua lei. Então, a justificação, antes de mais nada, ela tem um sentido legal, ela tem
um sentido forense. O que que eu quero dizer com isso na prática? Que a justificação é o ato de declarar alguém justo, não é o ato de tornar alguém justo. Entenderam a diferença aqui, gente? Pode perguntar à Vontade, como sempre, né? Mas essa aula então que a gente não eh não sempre lida com esses termos, qualquer dúvida pode me interromper. Então isso é primeiro ponto que eu quero que os irmãos aprendam, que isso é fundamental pro nosso entendimento da doutrina. A justificação é o ato de declarar alguém justo, não é tornar essa pessoa justa. Ok?
Então a gente vê esse conceito legal, esse conceito forense desde o Antigo Testamento. Então abram comigo em Deuteronômio. Deuteronômio 25 versículo 1. Deuteronômio 25 versículo 1. Em havendo contenda entre alguns e vierem a juízo, os juízes o julgarão, justificando o justo e condenando o culpado. Então, na lei eh do Antigo Testamento, na lei mosaica, qual é o papel do juiz? é identificar aquele que é justo, identificar aquele que é culpado, aquele que é condenado. Então, o papel de um bom juiz, o papel de um Juiz santo aos olhos de Deus, justo, é declarar aquele que
é justo. Vejam que no o juiz não torna ninguém justo e não torna ninguém culpado. O juiz só reconhece e só identifica aquele que já é justo, ou seja, aquele que é inocente de determinada acusação, ou aquele que é culpado e então o condena por aquilo que ele já é. Então, o juiz em Deuteronômio 25, eh, fica claro que esse aspecto jurídico da Justificação de declarar alguém justo. Provérbios 17:15. Aí eu peço que os irmãos agora pulem lá para Provérbios 17:15, a gente vê exatamente o contrário do que não deve ser feito, mas com a
mesma ideia de que a justificação é uma declaração de justiça. Provérbios 17:15. O que justifica o perverso, ou seja, aquele que declara justo, alguém que não é justo, mas o que condena o justo, essas coisas são abomináveis para O Senhor, tanto um contra o quanto o outro. Então, vejam que no Antigo Testamento tá muito claro que a ideia de justificação, na realidade é declarar alguém justo e não tornar alguém justo. É dessa ideia jurídica forense que o apóstolo Paulo se apropria para então elaborar a doutrina da justificação. Obviamente inspirado pelo Espírito Santo. Isso daí não
vem da criatividade, da genialidade de Paulo, mas o Senhor Deus já havia estabelecido Na no próprio eh eh meio judicial do Antigo Testamento, da lei mosaica, as bases para justificação, que na realidade seriam usadas para revelar a nossa verdadeira justificação, que é sermos declarados justos diante de Deus e diante de todos. Bom, quando a gente olha pro Novo Testamento, a gente então vê esse conceito aplicado por Paulo. Vamos agora para Romanos 8:33, a continuação do do texto que a gente eh leu agora, Romanos 83 e 34. Romanos 8:33 e 34. Quem tentará a acusação contra
os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica, quem os condenará? É Cristo quem morreu ou antes quem ressuscitou, qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Então o que que Paulo tá dizendo? Quem vai levantar a acusação contra algum de nós? E que e que acusação é essa? Qual é a natureza da acusação que poderia ser levantada contra nós? de que nós somos culpados, de que nós merecemos a morte Eterna, a destruição eterna, o castigo eterno. É exatamente esse o papel de Satanás como o acusador. E a Satanás, ele simplesmente mexe
com a lei de Deus. Ele não nos acusa de algo ilegítimo, pelo contrário, ele vai colocar diante de Deus exatamente os nossos pecados e então vai cobrar de Deus a justiça de Deus. Olha só como é que o sujeito é. Ele fala: "Você não é justo, tem que condenar o Víor. E de fato deveria ser condenado Eu. Entretanto, tenho um intercessor, um advogado, como João diz em primeiro eh, na sua primeira carta, no início do capítulo dois. junto ao pai, que toda vez que eu peco, eu tenho um advogado dizendo: "Mas o Vítor é justo?
Ele é justo." Vejam, é uma declaração de algo que eu já sou em Cristo Jesus. Então, no final das contas, nós somos declarados justos legalmente por Deus a partir daquilo que Nós já somos moralmente. Nós já somos moralmente justos. Já somos moralmente justos em Cristo. A gente vai daqui a pouco dar esse passinho, mas por hora eu quero que os irmãos entendam. Então, a justificação é só a declaração pública daquilo que Deus já fez por nós. OK? Então, a confissão tem esse cuidado. Vamos continuar aqui no primeiro parágrafo. Essa justificação, na segunda linha, não consiste
em Deus infundir-nos nos justificados à justiça. Então, o que que ele tá dizendo? Exatamente isso. Olha, a justificação não é Deus pegar a sua justiça e colocar em nós. Isso não é justificação. Entretanto, mas em perdoar os seus pecados e considerar e aceitar as suas pessoas, essas pessoas como justas. Então, o que que é a justificação na prática? Deus declara que somos justos. Como que ele declara que nós somos justos? Ele reconhece que agora o nosso escrito de dívida, o nosso Pecado que nos tornaria culpados agora não tem mais valor para nos condenar. Quando Deus
reconhece isso, ele nos declara justos. Beleza? Tranquilo, gente? até aqui de boa, porque isso é muito importante a gente seguir com isso entendido. Então, eh isso não quer dizer que Deus não nos coloque justiça, não nos traga justiça, tá? Ele só não vai Fazer isso na justificação, ele faz isso em um outro momento, ok? Então, sim, Deus vai atribuir, vai aplicar a justiça de Cristo em nós. Ele vai nos tornar justos, moralmente falando de fato. Mas não é na justificação. A justificação é só a declaração legal, a declaração oficial daquilo que ele já fez em
um outro momento. Beleza? Essa separação é importante. Então o a primeiro parágrafo continua: "Deus não o justifica em razão de qualquer coisa Neles operada ou por eles feita, mas somente em consideração da obra de Cristo, não lhes imputando como justiça a própria fé, o ato de crer ou qualquer outro ato de obediência, mas imputando-lhes obediência e satisfação de Cristo quando eles o recebem e se firmam nele pela fé que não tem em si mesmos. Mas que é dom de Deus. Então aqui, gente, o que que a confissão está nos dizendo? Que a fé não é
o que nos justifica. A nossa fé não é o que move Deus a nos tornar justos, nem menos nos declarar justos. Então, a nossa justificação, essa declaração de que somos justos, não vem em nada de da nossa parte, de algo que nós fazemos. Não é porque nós temos fé, não é porque somos obedientes, mas vem única e exclusivamente da graça de Deus quando ele aplica a justiça de Cristo em nós. Então a confissão tem esse esse detalhe aqui. E aqui um outro ponto que é muito importante, a Justificação, então ela não vai ser aquilo que
gera a fé. Na verdade, a fé é o instrumento pelo qual nós nos apropriamos da justificação. A justificação de Deus, essa declaração de justiça nos é alcançável por causa da fé. Mas nós não somos justificados eh de novo, nós não somos justificados por causa da fé, nós somos justificados pela fé. A fé é o instrumento da justificação. Não é em virtude da fé que Nós somos justificados. Essa doutrina ela tem detalhes que a gente precisa entender para ela encaixar direitinho. Então, e eu vou ser repetitivo, gente, para que esses conceitos fiquem firmes. Então, primeiro, a
justificação é uma declaração de que somos justos, daquilo que Deus já fez em nós, aplicou a justiça de Cristo em nós. E ele declara: "Essa declaração é a justificação." Agora eu tô dizendo para vocês que essa Essa justificação chega até nós. O meio de apropriação, o instrumento para alcançarmos é a fé. Não é por causa da fé. Não é porque temos fé que somos justificados, mas nós alcançamos a nossa justificação porque temos fé. Fala aí, Marcos. olhar só para consolidar, porque se fosse pela fé a gente não daria a graça de Deus. Exatamente. Esse é
um ponto muito importante. Se eh fosse somente pela fé, se em virtude da fé, a gente Anularia a graça de Deus caso a fé viesse de nós. Então aqui é algo importante a gente de ser dito que a fé não salva. Como assim a fé não salva? Pastor, pera aí, não corta isso aí não. A fé em si não salva, mas a fé é um instrumento no ato de redenção para nos apropriarmos da justificação que nos salva. É um canal. Tem uma ilustração que eu gosto muito, não é Minha. Eh, alguns dizem que é de
Calvino, depois eu confirmo a fonte, mas que ele faz a a o paralelo da fé com a boca. Então, a boca é o instrumento de apropriação do alimento. Mas o que que é mais importante? É o alimento. A nossa, a vida, o nutriente tá no alimento, mas a gente precisa da boca para nos alimentarmos. Sem a boca nós não conseguimos nos alimentar. Esquece aí os Exemplos de sonda, blá blá, me ajuda aí no exemplo, tá gente? Como toda ilustração aí eu ten as limitações. Então o meio é de apropriação desse alimento, desse nutriente, dessa vida,
é a boca, assim como a fé. Então nós devemos eh olhar paraa fé dessa maneira. Por outro lado, quando a gente não compreende a fé como um instrumento da da justificação, a gente começa a ser enganado ou ca em erros do tipo, a fé é um super poder. Então não, eu vou ter Uma fé que move montanhas e aí eu posso fazer tudo agora porque eu tenho fé e a fé passa a ser um super poder espiritual. ou se eu tenho pouca fé, ou se em alguns momentos da minha vida eu questiono a Deus, então
eu já eu pode ser que eu nem seja salvo ou pode ser que eu tenha perdido a minha salvação, mas a fé é um instrumento de apropriação de algo que realmente nos une a Deus, que que nos que permite, que Pavimenta o caminho pra nossa adoção, que é a próxima e a o próximo capítulo, a aula do domingo seguinte. Deus não vai adotar alguém que não é justo. Deus não vai adotar alguém que não é tal qual ele. Então, ele torna essa pessoa justa e ele declara essa pessoa justa e então a adota, toma como
filho. Então, nesse ponto, gente, a fé é isso, é o instrumento pelo qual nós somos justificados. aquela questão de Deus eh em relação ao Valor do pecado pra justiça de Deus, né? Uma vez em Cristo a gente perde o valor, né? vamos dizer assim, no caso, em termos de condenação, mas aqui a gente ainda tá, a gente não vai tirar a consequência do fazer na nossa vida, coisa que a gente é salvo, não. Exatamente. Então, embora eh os efeitos do pecado para nos condenar tenham sido anulados na cruz de Cristo, a gente ainda sente efeitos
remanescentes desse pecado na nossa vida. A gente vai eh Chegar aqui no versículo no versículo, no parágrafo eh 5to, vai falar exatamente sobre isso, sobre como é a relação do crente, embora justificado, sob ainda eh efeito eh do pecado remanescente, tá? Mas então a gente vê que a fé é essa apropriação, é esse instrumento de apropriação da justificação. A justificação não ocorre por em virtude da fé. E aqui, gente, a gente tem uma grande eh separação entre os Reformadores. Armínio, Jacó Armínio, né, que depois deu origem aos Arminianos e e que é a doutrina que
eh acredita no livre arbítrio do homem, que nós escolhemos livremente a Deus. Então isso daí eh vem muito influência de Jacó Armínio. Armínio acreditava que o exercício da fé era a própria justiça. Então quando o ser humano livre exercia a sua fé, Deus imputava isso como justiça. E ele pega textos bíblicos que Parecem dizer isso de fato, como eh texto falando do Abraão. E Abraão creu e isso foi lhe imputado por justiça. Todavia, quando a gente olha o todo da e da escritura, a gente vê que a própria fé de Abraão não é algo que
veio dele. Abraão, na sua história, diversas vezes duvidou e questionou Deus. Entretanto, foi a obra soberana de Deus, foi a obra de Deus em infundir fé em Abraão, é que tornou possível que ele cresse. E uma vez crendo, Abraão teve Acesso, se apropriou dessa justiça. Mas ali o texto é muito curto e ele entraria em conflito com outros textos quando Paulo diz: "Porque o justo viverá pela fé". Ou seja, somente pela fé que nós vivemos, nós nos apropriamos dessa justiça, mas ele já é justo. Paulo não diz que eh nós somos feitos justos por causa
da nossa fé, mas que os justos, aqueles que já são justos, eles vivem pela fé. Então, a Armínio entendia isso, entendia que o próprio exercício da fé Era algo que justificava o homem. Lutero, então ele vem trazendo a doutrina da justificação pela fé somente que nas cinco solas é o solafides, que vai dizer exatamente o contrário de Armínio. Ele vai dizer o seguinte, que Deus concede justiça ao pecador pela sua relação pactual com o ser humano, por essa relação de graça que nós temos com Cristo Jesus. E por causa dessa graça, ele dá a fé
como dom. É isso que Paulo vai ensinar, que a fé é dom de Deus para Que ninguém se soberbeça. Uma vez que é dom de Deus, eu não posso exercitar minha fé por conta própria. Logo, ela não pode ser meio de justificação. Percebem? Não é virtude porque não depende de mim, senão ninguém seria salvo. Exatamente. Isso converte quando eh quando a gente volta lá para trás com aquele assunto, com aquele e aspecto de que Deus é quem garante o pacto. E nessa garantia do pacto, nessa garantia de Salvação, Deus vai nos dar o instrumento que
a gente precisa para se apropriar da sua justiça, da que é a justificação. Então, é, o Senhor Deus nos dá a fé que a gente precisa para que a gente então e seja justificado, se aproprie dessa verdade. Em outras palavras, somos justificados pelo Espírito Santo. Agora, sim, quando que nós somos justificados? Somos justificados quando o Espírito Santo aplica os méritos de Cristo a nós. Então, lembra que eu falei, a Justificação não é o tornar justo propriamente dito, mas é o declarar justo. É declarar eh publicamente aquilo que nós já somos moralmente. Lembra disso? Falei agora
no início da aula. Quando então que Deus nos torna justos? no momento da nossa conversão, quando o Espírito Santo nos une a Cristo. E essa é outra doutrina que é muito cara, que é muito valiosa pro apóstolo Paulo e para nós, certamente é a nossa união mística com Cristo. O que que significa isso? Significa que quando alguém é convertido pelo Espírito Santo, o Espírito Santo de maneira espiritual, de maneira indivisível, inseparável, que é impossível desfazer essa união, ele nos une com Cristo e a gente passa a compartilhar da própria, é difícil de colocar isso em
palavras união com Cristo, né? sem que a gente ca em alguma heresia, mas a gente compartilha do próprio caráter de Cristo, dos próprios méritos de Cristo, da própria obediência de Cristo. Nós estamos unidos misticamente a Cristo. E uma vez unidos a Cristo, agora toda a obediência de Cristo, toda a obra de Cristo, toda a justiça de Cristo é aplicada a nós. nos tornamos justos. Nesse momento da conversão que o Espírito Santo nos une a Cristo, somos justos. Então, uma vez justos, operado pelo Espírito Santo, essa obra, Deus nos dá a fé como Domm justos. Como
que a gente reconhece isso? Passando pelo processo de arrependimento de pecados paraa vida. e confiança em Cristo Jesus. Então, quando alguém se converte ou é convertido, quando o Espírito Santo converte, alguém regenera um coração, o que que acontece? Essa pessoa reconhece que é pecadora, reconhece que é culpada diante de Deus, reconhece que merecia a morte e por isso reconhece também que necessita de Cristo. E uma vez que Reconhece que necessita de Cristo, busca o Senhor Jesus, porque o chamado é eficaz. A graça é irresistível. É impossível aquele que chegou até aqui não buscar Cristo. Não
existe isso. Então ele busca Cristo pedindo perdão, confiando nele como salvador, tendo ele como seu redentor, como o seu representante legal diante de Deus. Nesse momento, a os méritos de Cristo são aplicados a nós e a gente descansa, a gente se alegra, a gente professa a Nossa fé. E com no momento em que a gente professa, Deus nos declara justos, porque agora ele está confirmando aquilo que ele já operou pelo Espírito Santo na nossa história. Essa é a obra da justificação, uma parte muito importante da obra da redenção. Então, quando somos justificados, quando o Espírito
Santo aplica os méritos e obediência de obediência de Cristo a Nós justamente no momento da nossa conversão. É por isso que no parágrafo segundo a gente lê o seguinte: "A fé assim recebendo e assim se firmando em Cristo, ou seja, é aquela fé que vem da união com Cristo e na justiça dele é o único instrumento de justificação. Ela, contudo, não está sozinha na pessoa justificada, mas sempre anda acompanhada de todas as outras graças salvadoras. Não é uma fé morta, mas a fé age através do amor. O Que que são essas obras eh da graça?
Essas essas outras graças salvadoras que a confissão de fé coloca são as outras os outros atos de Deus na vida do crente, na vida do eleito para sua salvação, para sua redenção. Então, por exemplo, é tudo isso que eu falei aqui, é o arrependimento para a vida, é quando nós reconhecemos o nosso pecado, é a regeneração. Então, agora o Espírito Santo muda o nosso coração, muda a Disposição do nosso ser para que a gente reconheça que é pecador. Então, a regeneração, o arrependimento pra vida, a santificação, porque agora o Espírito Santo começa a agir em
nós para nos parecermos cada vez mais com o Senhor Jesus. É a adoção. Ou seja, o Senhor Deus nos recebe como filhos tal qual Cristo é. Isso vem logo depois da justificação, a perseverança. Então agora a nossa fé firmada e que se apropriou dessa justificação, ela nos Lembra dessa obra completa, ela nos traz segurança, ela nos traz essa garantia. Então, a fé também opera na nossa perseverança, nos lembrando, nos fortalecendo naquilo que nós já somos, justificados, justos e unidos a Cristo Jesus. a nossa perseverança e a nossa obediência, que é fruto da perseverança e fruto
da santificação. Na medida em que nós somos transformados no caráter de Cristo e nós ganhamos confiança na nossa salvação, nós somos capacitados Por Deus para obedecer a sua palavra. coisas tão complexas, né? Na grande assim, não é fácil ser olhar são coisas muito complexas que não são do nosso plano, né? somente, mas parte de Deus assim é difícil assim o ser humano sem a ajuda de Deus entender isso. É, e eu diria que é impossível o ser humano sem ajuda de Deus entender todas essas coisas, porque realmente a obra a obra da redenção é uma
obra Complexa. Quando a gente só olha a nossa perspectiva, as nossas emoções, o nosso sentimento, parece que é tudo muito simples. Não, um dia eu tava lá em casa triste, aí Deus tocou no meu coração, fui pra igreja, hoje eu sou salvo. Glória a Deus. De fato, isso tudo aconteceu, mas o Espírito Santo tá trabalhando na sua vida e na sua história. E Deus está trabalhando desde a eternidade para que esse momento na sua História aconteça. Esse é o Deus que nós servimos. Essa é a grande e eh o grande aspecto da soberania de Deus,
que ele vem agindo desde a eternidade. Dúvidas, gente, até aqui? Comentários. Sim, falou, falou sobre o e a terceira parte você começa com falar sobre Paulo e essa linha de pensamento, quem é? Quem é nosso é calvinismo? É. Tá. É isso que Vamos botar os termos então. Então nós somos calvinistas, OK? Calvino, em relação à doutrina da justificação, concordava com Lutero e discordava de Armínio. Tá. Importante isso, gente. Pode perguntar pra gente organizar. Às vezes eu trago muita informação aqui, eu vou batido. Então é isso mesmo. Então eh a gente tem eh essa essa visão,
né? Nós somos reformados, calvinistas e concordamos com Lutéo Nisso. Não nos faz luteranos, tá gente? não nos faz Luterando. Concordamos com Lutero na justificação. Isso é muito importante. É, em algumas partes a gente fecha com Lutero, tá? Mas o cara é bacana. Então vamos lá. Terceiro parágrafo, gente. Eh, beleza, podemos? Tranquilo. Então, vamos lá. Cristo, pela sua obediência e morte, pagou plenamente a dívida de todos os que são justificados e em lugar deles fez a seu pai uma satisfação própria, real. Então, nós somos declarados justos por uma justiça que é alheia a nós. OK? Vou
repetir. Nós somos declarados justos por uma justiça que é alheia a nós. Não é por mérito nosso, não é por obra nossa, é única e exclusivamente pelos méritos de Cristo. E como que Cristo conquistou essa justiça para nós? Cristo é justo por natureza. Ele é Deus. Isso é do atributo de Deus. de um dos atributos de Deus a sua justiça, mas ele precisava Conquistar justiça para que ela fosse transmitida a nós. Isso é muito importante. Cristo não podia simplesmente falar: "Tá aqui minha justiça". Ele precisava conquistar essa justiça como se fosse nós mesmos a conquistando,
a exercendo, para que através de uma representação legal ele aplicasse essa justiça conquistada a nós. Entenderam a diferença? É por isso que dentre muitas coisas ou muitos motivos Cristo encarna. Porque ao encar Encarnar sem pecado, a gente já viu isso sobre a natureza de Cristo, ele obedece. a Deus em todas as coisas de forma perfeita. É a obediência ativa de Deus, eh, de Cristo. Isso daí a gente até mencionou o texto de Hebreus, que em tudo ele sofreu como nós, porém sem pecado. É esse sofrimento como nós, porém sem pecado, que faz com que a
obediência ativa de Cristo seja e passível de aplicação, de transmissão a outro. Mas também temos a obediência Passiva. Era ativa, tá gente? Falei errado aqui agora. Obediência ativa é a obediência ativa de Cristo em viver perfeitamente sem pecado. E a obediência passiva? A obediência passiva é de se submeter ao decreto do Pai e se entregar à morte da cruz por nós. Isso é obediência passiva. Quando ele faz isso, ele reúne em si tanto os méritos da obediência quanto a condenação por conta do pecado. E ele transmite tudo isso a nós. Ele transmite a justiça conquistada
na obediência dele, como se nós mesmos fôssemos obedientes para lei. E a sua justiça conquistada na sua morte. Por a justiça de Deus foi executada na cruz. A ira de Deus foi derramada sobre Cristo. E naquele momento a justiça de Deus foi satisfeita. Essa justiça satisfeita também é aplicada a nós e por isso nós podemos ser justos, chamados justos e transformados justos, porque o Espírito Santo aplica os méritos de Cristo a nós. É isso que a gente quer dizer quando a gente fala sobre os méritos de Cristo. Às vezes aqui na liturgia, percebam isso. Eu
agradeço pelos méritos de Cristo, principalmente na oração de contrição e agradecimento pelo perdão de pecado. Senhor, nos aproximamos da tua eh diante de ti nos méritos de Cristo. Por que que eu falo isso? Porque é única e exclusivamente da por causa da obediência ativa e passiva de Cristo aplicada a nós, que nós podemos nos Achegar diante do Deus todo- poderoso, sem medo de ser condenados, sem medo de ser consumidos pela sua ira. são os méritos de Cristo. É a obra, é a obediência de Cristo ativa e passiva aplicada a nós. Então, Deus agora nos trata
como ele trata o próprio filho, porque isso foi transmitido a nós no momento em que o Espírito Santo nos uniu ao Senhor Jesus. Beleza? Então, a gente tem essa essa justiça aplicada a nós. Logo, A segurança da nossa justificação está exclusivamente na obra do Senhor eh Jesus, na obra de Cristo. E então a gente começa a olhar paraa nossa vida, porque nós temos a que se apegar. Nós temos a segurança que é a obra do Senhor Jesus em nós, a quem nós estamos ligados pelo Espírito Santo. Então, a justificação também tem esse caráter de continuidade.
E aqui é algo muito importante, porque a justificação como ato legal, como ato forense, ela é Pontual. Então, nos Deus nos justifica, nos declara justos e ponto. Ele não permanece nos declarando justos, OK? Ele bate uma artéria e fala: "Somos justos. Cristo ao interceder por nós, ele só lembra, entre aspas, traz à tona o documento que garante que nós somos justos." Então, a declara, a justificação como ato legal, ela é pontual, mas os seus efeitos são contínuos. Então, efeitos como, por exemplo, para nos livrar do acusador de Satanás todas as vezes que ele se levanta
contra nós quando pecamos e também para nos lembrar de quem nós somos. Então, é um papel do Espírito Santo lembrar-nos o tempo todo dessa declaração de justiça, de que nós não somos mais condenados, de que nada vai nos separar do amor de Deus, porque nós fomos declarados justos. E aqui, gente, é algo interessante, por quando nós recebemos do Espírito Santo essa graça, essa confirmação, isso não vem de formas É muito mágicas, não, tá? O Espírito Santo não vai descer como uma pomba sobre a sua cabeça e falar: "Você é justo, lembra disso". Isso daí vai
ser justamente na medida em que a gente vai é tendo relacionamento com Deus, vai orando, vai lendo a palavra, vai tendo intimidade e a confiança na salvação vai sendo nutrida. Essa confiança na salvação são os efeitos contínuos da justificação também, que contribuem paraa nossa Perseverança, paraa nossa santificação. Então, essa justificação que é declarada pontualmente por Deus, é relembrada ao nosso coração pelo espírito, é uma antecipação pessoal daquilo que vai ser realizado no dia do juízo final. Porque no dia do juízo final, quando Jesus voltar em glória, com poder e glória, para julgar a todos, ele
vai simplesmente declarar aquilo que Deus já declarou Oficialmente. Esse é justo. Esse foi declarado justo. Venha ao meu reino. E vai receber no reino aqueles que receberam essa declaração de justiça, que foram justificados. Então, aquilo que acontece no nosso coração hoje é uma antecipação do dia do juízo. Essa declaração vai ser vai ser visível, vai ser pública, vai ser universal. Deus vai declarar aquilo que ele fez por todos os santos, por todos Os justos, aqueles a quem ele justificou. Ele vai declarar isso no dia do juízo, no grande julgamento, quando Cristo estiver assentado como juiz
sobre tudo e sobre todos. Então, a gente tem no nosso coração hoje uma antecipação daquilo que vai acontecer no dia do juízo final. Ainda no parágrafo, então, no parágrafo terceiro, né? Cristo, pela sua obediência e morte, pagou plenamente a dívida de todos os que são justificados e em lugar Deles, fez a seu pai uma satisfação própria, real. Contudo, como Cristo foi pelo Pai dado em favor deles e como a obediência e a satisfação dele foram aceitas em lugar deles, ou seja, a obediência e a satisfação da condenação da morte foi aceita por Deus em nosso
lugar. É isso que ele tá dizendo aqui. Ambas livremente, não por qualquer coisa neles existente. A justificação é só da livre graça, a fim de que tanto justiça Restrita como abundante graça de Deus sejam glorificadas na justificação dos pecadores. Então, a confissão repete essa ideia de que essa apropriação dos méritos de Cristo, essa aplicação da obediência ativa de Cristo e da sua morte, né, a obediência passiva a nós, não ocorre por conta de nada que nós tenhamos feito, de nada que nós somos ou fomos, única e exclusivamente pela graça de Deus que age livremente de
acordo com a sua vontade de acordo com o seu Propósito, de acordo com seu decreto, é direcionada exclusivamente aos eleitos. Beleza? Então a gente vê que a justificação esse é o ela une tanto o atributo de Deus de justiça quanto o atributo da graça. Porque no momento em que Deus nos declara justo por conta dos méritos de Cristo, ele tanto traz à luz a sua e justiça, porque ele condenou o seu filho para não nos condenar, mas ele Também traz a sua graça, porque exatamente essa aplicação é um ato gracioso que não depende de nós.
Então a justificação ela eleva os atributos de Deus da justiça e da graça. Então, nós glorificamos a Deus pela sua justiça e pela sua graça quando nós compreendemos a justificação. Dúvidas? Vai lá, Willam. em relação eh algum livro dessaidade de Baseado de ser Deus, ele não não deveria, mas ele não podia foi um assunto entre debate Uhum nós teremos perse para poder falar que isso não é verdadeiramente Deus poder, devolver. Uhum. E esse é esse é um tema, né? Um ponto aqui que pega principalmente nas religiões orientais. Quando a gente olha um pouco mais pro
ocidente, né, as religiões nórdicas ou Panteão grego romano, essa ideia de deuses e semideuses e até de morte dos deuses até que é razoável, mas quando a gente olha para matrizes orientais, eles não consideram que divindades podem morrer. E aí, por isso, uma crítica ao cristianismo, uma dificuldade. Como que um Deus, um Deus todo-pereroso que é Cristo pode morrer? E é exatamente a gente se assegura, a gente se protege desse tipo de questionamento na dupla natureza de Cristo. A gente precisa se Relembrar que Cristo assume a natureza humana, une de forma perfeita, justamente para nos
substituir. E aí talvez a dificuldade maior não seja nem lógica, não seja nem um tanto de um Deus não pode morrer, mas é que Deus é esse que morreria no meu lugar, já que eu sou culpado? E aqui é é a grande distinção da fé cristã, da fé bíblica em relação a todas as outras religiões. Porque a fé cristã é a única que vai dizer que o homem é o Problema de tudo, que ele eh deve ser condenado por Deus, que não tem nada que ele possa fazer para se salvar. Mas ainda assim Deus nos
amou de tal maneira que ele inverteu tudo e fez o que a gente não podia fazer e morreu no nosso lugar e nos salvou mesmo condenados e nos perdoou e nos recebeu na sua família como filho legítimo. Na sua soberania se satisf satisfez a justiça. Mas para muitos o mais o ponto Mais difícil é o amor de Deus. Que amor é esse que vence a própria justiça? Que esse é o centro, esse é o cerne? Que amor é esse que vence a própria justiça de um Deus soberano? Não existe amor eh como esse no mundo.
Não existe referencial de amor. Não é possível existir um Deus que nos ame a tal ponto. De fato, quando a gente olha e procura um referencial e para comparar o amor de Deus, não tem como. O amor de Deus, de fato, é incomparável. E é isso Que nos que torna ainda mais belo a nossa salvação, a nossa redenção. Então a obra de fato, ela vem exclusivamente de Deus e movida pelo amor de Deus, literalmente pelo amor de Deus. Sim, fazer uma pergunta até com ele, mas que falou de r curiosa. E o que os judeus
esperam do Messias? O que que os judeus esperam do Messias? Eles não vão entender que o Messias é esse sacrifício expiatório. O Messias Pro eh pro judaísmo eh ortodoxo vai ser aquele representante último da aliança. Então ele é o último e representante de Abraão. Ele é ele é como se fosse o representante pactual por excelência. Então ele vai conquistar tudo aquilo que os outros representantes da aliança não conquistaram. Ele vai conquistar a terra, ele vai estabelecer o reino e manter o reino. Porque Davi não não manteve o reino. Josué conquistou o reino, mas eh tornou
Manteve ele impuro, entre aspas. Ele não fez muitas coisas que deveria ter feito. Então, a figura do Messias vai unir e cumprir todas as falhas dos anteriores. Então, essa é a visão do Messias judaico. Aí há as diferentes eh eh linhas dentro do judaísmo, assim como tem as linhas evangélicas, Arminiano, calvinisto. Então, uns vão dizer que a figura do profeta por excelência da reencarnação de Elias seria o mesmo Messias. Outros vão dizer que são Figuras separadas, que vai vir o profeta e vai vir o Messias. Então aí você tem as as distinções aí dentro do
judaísmo ortodoxo. E aí não morrerá porque ele vai estabelecer o reino eterno. Esse Messias que é um homem, ele vem para estabelecer o reino de Israel. E aí, então, o rei de eh o reino de Israel vai ser estabelecido eternamente. Aí também tem outras divisões. Alguns dizem que o próprio Yahé vai descer de novo do céu e habitar no meio do povo eh dentro do do Templo que vai ser eh reconstruído. Outros vão dizer que há uma nova lei, uma nova Torá agora perfeita vai ser estabelecida. Porque a palavra de Deus que vem do céu
representa no judaísmo e do Pentateuco, o judaísmo Deuteronomista, aquele que é baseado fortemente no Pentateu como a própria presença de Deus. Então, assim como eh Moisés subiu ao Sinai para receber a palavra de Deus, a lei, então a lei desceu ali, é como se O próprio Deus estivesse descendo ali naquele momento. Não é por menos que como que João começa o seu evangelho, no princípio era o verbo, na verdade aqui, ó, no princípio era a palavra. Pra gente não se confundir aí com os gêneros no feminino, no português traduziu como verbo, mas aqui é a
palavra relacionado à lei. Então, no princípio era a palavra e a palavra estava com Deus, a palavra era Deus e ela veio a nós, ela tabernaculou a nós. Ou seja, o que que João tá dizendo? Aquela palavra que desceu no Sinai, que representava a própria presença de Deus, a própria presença de avé no meio do povo e que acompanhou todo o povo no deserto, é Cristo. Ele é essa palavra esperada. E aí os evangelistas eles vão construir as suas narrativas, construir no sentido de registrar, tá gente? para mostrar que a pessoa de do Senhor Jesus
representa e reúne todas essas expectativas judaicas. Então, ele é o Profeta. Então, perguntam, Jesus pergunta: "Quem as pessoas dizem que eu sou?" Uns dizem que é Elias, outro que é João Batista, outros até que é o profeta. Quem é esse o profeta? é esse profeta eh judaico que havia essa expectativa. Outros vão aí em outro momento os evangelistas vão afirmar que ele é o Messias. Então, por exemplo, é quando João Batista pergunta: "Você é aquele que deveria de vir ou a gente deve esperar por outro?" Ou seja, será Que você é só o profeta ou
você também é o Messias? Próprio João Batista ainda não tinha entendido. Será que é você que vai reunir todo mundo ou vai vir mais gente? Porque tem várias figuras. Tem o Messias, tem o Libertador, tem o rei do da linhagem de Davi. Quem é esse? Cristo é o rei dos reis. É o início e do evangelho, que ele é o rei dos judeus. É o que os magos do Oriente vem. Nós viemos ver o rei dos judeus que nasceu em Belém, né? Então assim, os Evangelistas estão nos ensinando que, na verdade, Jesus reúne em si
todas essas expectativas messiânicas. proféticas reais do eh Antigo Testamento. No judaísmo não. E aí vai depender de cada linha. Alguns vão dizer que o Messias também é o rei, outros vão dizer que tem o rei e o profeta. E aí eles que lutem. A gente tem as nossas próprias lutas aqui, né? Mas é isso, gente. A gente vê, então, que Cristo é realmente a união eh de todas essas Expectativas, inclusive da expectativa da justificação, aquilo que já havia desde o Antigo Testamento e que Paulo nos mostra e nos concentra na pessoa do Senhor Jesus. Tranquilo?
Vai lá, Willam. Opa. Eh, eu quando eles fazem a a interpretação salvos eh dasções pedemo para o da da Palavra para falar que o dom não é a não é a fé, que é a graça, né? Uhum. E aí a fé separado a coisa do homem, né? Isso aí. Eh, colocando o poder do homem de responder a essa graça com a fé. Vale sim, vale sim. Vamos lá. É o seguinte, então. Abram então em Efésios 2:8, Efésios 2:8. que é o texto em que nos mostra justamente sobre a fé como graça, como dom de Deus,
né? Através da graça, Na verdade, porque pela graça sois salvos mediante a fé e isso não vem de vós, é dom de Deus. Então, eh, aqueles que defendem o livre arbítrio, eles não podem defender que a fé é um dom de Deus, porque a fé seria fruto do exercício da sua própria liberdade individual, certo? Então, como que eles se livram ou fogem aqui desse versículo? Então é o argumento que o William colocou que esse isto aqui e isso não vem de voz, na verdade se refere ao a Toda a ação. Não é nem a graça,
mas é toda a ação. Então é a fé que vem pela graça. E pela graça de Deus nós podemos agir com fé, mesmo sendo pecadores. Olha quanta informação eu coloquei no versículo. Olha a construção que eu tive que fazer. E isso não tem base gramatical nenhuma, porque embora alguns digam que isso eh esse isto aqui eh representa eh tá se Referindo tanto à graça quanto à fé, na realidade esse pronome é singular e na construção grega ele vai se referir ao que tá mais próximo, que é o pistéus, que é fé. Então, gramaticalmente, esse argumento
é muito ruim, assim, sendo bem direto, gente, é bem fraco, tá? E isso é pobre, é isso, é a fé, não tem como. É, é dom de Deus. Se você dizer que a graça é dom de Deus, ainda é redundante na sua essência, porque graça é algo que é Merecido, já é dado. Então você dizer que a graça é dom, é, é lógico que a graça é um dom, porque se fosse conquistada não seria graça. Então você tem um argumento gramatical que não se sustenta, você tem um um argumento semântico que não se sustenta e
você tem um argumento teológico que não se sustenta, tá? Então, os nossos irmãos arminianos precisam melhorar. Seguindo aqui, então, esse Esse então esse versículo. Então, os irmãos já sabem, se alguém argumentar eh Efésios 2:8, agradeço a Deus que a pessoa trouxe esse versículo à tona, tá bom? Então, tá. capítulo e parágrafo quarto, Deus de toda a eternidade decretou justificar todos os eleitos e Cristo, no cumprimento do tempo, morreu pelos pecados dele e ressuscitou paraa justificação deles. Contudo, eles não são justificados enquanto o Espírito Santo no tempo próprio não lhes aplica De fato os méritos de
Cristo. Então é isso que a gente já veio conversando até aqui. Aqui a a confissão está nos contextualizando dentro da história da redenção. Então, o que que aconteceu em cada ato e o que cada pessoa da trindade fez? Então, onde que a gente encontra a justificação na história da redenção? Na eternidade, antes de tudo ser criado, o pai decretou justificar os eleitos. OK? Prerrogativa de Deus Pai, decretar, justificar todos os eleitos. Então ele Elegeu alguns para si, aqueles que seriam salvos, que não receberiam a sua condenação. Então ele pensou, é lógico que isso daí não
existia, né, gente? Tudo ao mesmo tempo, né? Mas a esses ele decretou, ele determinou que se que eh os declararia justos na cruz. Então, na história, é o que a confissão aqui vai falar eh no cumprimento do tempo. Na cruz, o filho Jesus espiou os nossos pecados. O que que é essa palavra expiação? É retirar a Culpa através de um sacrifício. Isso é expiação. Então, o que Jesus fez na cruz foi exatamente isso. Ele retirou a nossa culpa quando ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito, para que então vencendo a morte ele adquirisse, ele conquistasse
os méritos que seriam a nós transmitidos. Então Jesus fez isso na cruz e o Espírito Santo no momento da nossa conversão. É isso que a confissão fala na sua última afirmação. Contudo, Eles, os eleitos, não são justificados enquanto o Espírito Santo no tempo próprio não lhes aplica os méritos de Cristo. Então, em outras palavras, o Espírito Santo vai nos regenerar, vai transformar a nossa disposição, vai nos trazer pro arrependimento, vai nos infundir a fé. Com a fé nos apropriamos da da justiça de Deus, somos declarados justos. Nesse momento, o Espírito Santo aplica os méritos de
Cristo. OK? Então, é assim que acontece na nossa vida, na história da redenção. Dúvidas? Essa é mais simples, só é densa, mas beleza. Então, gente, o último parágrafo, os dois últimos parágrafos, na realidade nós vamos ver sobre a preservação dos justificados por Deus. Como vive então nós que somos justificados por Deus, fomos justificados. Deus continua a perdoar os pecados, parágrafo 5º, dos Que são justificados, embora ele nunca possa decair do estado de justificação. Ou seja, ela é pontual, ela é definitiva. Uma vez declarado justo, seremos sempre justos. poderão, contudo, incorrer no paternal desagrado de Deus,
ou seja, cair em pecado. Não vai cair da do do status de justificado, mas a gente ainda pode encorrer no pecado aquilo que o Marcos eh mencionou. E por conta disso ser desagradaremos o nosso pai, é o Paternal desagrado de Deus, e ficar privados da luz do seu rosto até que se humilhem. Aqui é uma licença poética da confissão para falar sobre a disciplina. Então, nós vamos eh amargar muitas vezes os resultados, as consequências do nosso pecado até que a gente se arrependa. E isso é um modo de Deus, o nosso Pai amoroso, nos disciplinar,
nos tratar, nos corrigir. Isso os justificados também passam. Eles confessam seus pecados, peçam perdão e renovem a sua fé E o seu arrependimento. Então, vejam, é interessante a confissão colocar: "Renovem a sua fé". Porque uma vez com a fé renovada, nós então nos lembraremos daquilo que nós já somos em Cristo justificados. Então, a fé é esse instrumento de apropriação da justificação, da justiça de Deus, mas também é esse meio pelo qual nós nos apegamos a essa realidade. E por isso, irmãos, nós temos aqui uma grande segurança, um grande conforto. Eu Já disse e eu vou
repetir. Não há fé fraca o suficiente. Então, há momentos da nossa vida que, sim, a gente vai ter a nossa fé abalada, que a gente vai ter dúvidas, que a gente vai ter questionamento, mas a nossa fé não é a medida da nossa salvação. A nossa fé é instrumento de apropriação da justificação. Isso ocorre uma única vez por ato soberano de Deus. E a nossa fé vai abalar e nós então perseveraremos, nós Lutaremos, nós desenvolveremos a nossa salvação, como diz o apóstolo Paulo. Ou seja, a gente vai se esforçar para fortalecer a nossa fé. Não
porque a gente precisa fazer isso para ser salvo, mas isso só é possível porque nós somos salvos. E então isso nos dá ânimo para continuar, continuar buscando a Deus, continuar lendo a palavra, continuar orando, continuar estudando, continuar vindo à igreja. Vão ter momentos que as nossas orações parecerão não ser Ouvidas. Vão ter momentos que a gente vai ler a Bíblia e não vai entender ou até vai questionar a veracidade dos fatos. Isso faz parte dessa condição precária que a gente se encontra, entretanto, esperançosa, porque a gente tá firmado a Cristo e nem isso vai nos
afastar do amor de Deus, porque somos justificados. E aí, então, o versículo o versículo parágrafo sexto, ele vai apenas tirar uma dúvida. É uma Observação ali para ninguém ter dúvida, o a justificação dos crentes no antigo eh era em todos os aspectos a mesma justificação do Novo Testamento. Ou seja, tudo isso que nós conversamos sobre a ação do Espírito Santo, de Deus Pai e de Cristo sobre os eleitos, se aplicou também no Antigo Testamento. Mas você pode perguntar, pastor, mas como isso se Jesus nem tinha morrido ainda? E essa é a obra soberana de um
Deus eterno. Lembrem-se que quando eu defini A eternidade de Deus, é que ele está fora do tempo. Ele não tá sujeito ao tempo. Ele age no tempo, mas ele não é escravo do tempo. Ou seja, o Espírito Santo é Deus eterno. E como um Deus eterno, ele pode aplicar a obra de Cristo que ainda haveria de acontecer antes mesmo de acontecer. A soberania e a obra e o poder do Espírito Santo vencem as barreiras do espaço-tempo para aplicar os eleitos do Antigo Testamento aquilo que Cristo Ainda haveria de conquistar na cruz. Isso é obra do
nosso do nosso Deus. Isso é a obra miraculosa, milagrosa, maravilhosa do Espírito Santo. Quando a gente olha para isso aí, a gente realmente se coloca de olhos diante do Espírito dizendo: "Você é Deus. O Senhor é Deus. O Espírito é Deus. é Deus eterno. E ele vence todas as barreiras do tempo para resgatar os eleitos, para uni-los a Cristo antes mesmo que Cristo encarnasse. Somente o Espírito Santo, Sendo Deus poderia fazer isso. É isso, meus irmãos. Então, no final das contas, a justificação é isso. É a declaração que somos justos. É uma transferência de honra.
A gente recebe a honra de Cristo e Cristo toma de nós a nossa deshonra. É a grande troca. É disso que trata a nossa justificação. Dúvidas? Não. Vamos orar. Senhor bondoso Deus e amado Pai, só temos que te glorificar, Pai, diante da Maravilha das tuas obras em nosso favor, diante da grandiosidade e singularidade do teu amor, Senhor, só podemos te glorificar. Glorificado seja o teu nome pela tua justiça aplicada em Cristo em nosso lugar e aplicada em nós por conta de Cristo. Louvado seja o teu nome, glorificado seja o teu nome pela tua graça, Senhor,
porque o Senhor nos declarou justo pela obra do Espírito Santo, Pai, poderosa, soberanamente Sobre nós e sobre todos os eleitos ao longo da história. Louvado seja o teu nome. Por isso te pedimos perdão, Senhor, pelos nossos pecados, quando agimos muitas vezes contra aquilo que nós já somos em Cristo, mas confiados nos méritos de Cristo. Pai, nós pedimos perdão ao Senhor e pedimos também que o Senhor transforme a disposição do nosso coração. Continua agindo com Teu Espírito, nos enchapo, esse mesmo que nos uniu a Cristo Jesus, Pai, de modo Que cresçamos em caráter, em proximidade ao
nosso Senhor e Salvador Jesus. Senhor, reafirma em nós a nossa salvação. Alimenta-nos a fé. Dá-nos ainda mais fé, Senhor, em nome de Jesus, para que jamais duvidamos, Pai, duvidemos daquilo que o Senhor fez por nós e daquilo que já somos em Cristo Jesus, justos e justificados paraa glória do teu nome. Amém.