Olá, eu sou a Franca Lef, sou nutricionista e eu escolhi uma forma diferente de nutrir as pessoas. Seja muito bem-vinda ao workshop Adua Vida com a Nutrifran. Serão quatro encontros, muito conteúdo, muitos doces maravilhosos e é um prazer ter você aqui comigo.
Nesse workshop eu vou te mostrar o passo a passo de como fazer doces deliciosos e saudáveis. Tudo que vamos fazer aqui é sem glúten, sem leite, sem lácteos e sem lactose para você poder comer doce sem culpa. Doces incríveis e que realmente vão fazer bem para você, pra sua família, pros seus filhos e até pros seus clientes.
Se você trabalha com confeitaria ou pense em começar. E eu falo em doces lindos, saudáveis, porque isso é possível e comprovado. Dá uma olhadinha nesses doces que eu vou te mostrar agora.
Dá água na boca ver esses doces, não é mesmo? E o melhor, fazer esses doces não é dom. É só seguir um passo a passo e você vai ver como é simples aqui nesse workshop.
E tem mais, além desses doces serem deliciosos, eles são saudáveis, doces que fazem bem, porque eles seguem o princípio da nutrição funcional, que é a nutrição que funciona. Quer ver só? Olha os resultados que as minhas alunas têm comendo doce que faz bem.
Eu tava com 77 kg, uns 10 kg, menos 8 kg. E realmente, e estava com 12 kg, menos, bastante. 22 kg.
Eu desinchei bastante. Tô usando P quase PP. Você acredita?
Minhas roupas já estão ficando largas. Tem roupa que não cabe mais que eu vou ter que mandar apertar. A minha glicemia antes, ela tava 95, ela já não tava muito OK.
Depois que eu entrei no seu curso, eu fui medir em junho. Ela tava 85. Eu tenho certeza que eu ia adquirir a diabetes se eu não tivesse te conhecido.
Você come doce todo dia? todo dia. Isso para mim foi libertador.
Era de calça, aí eu era 14 e hoje eu coloco já 8:10. Sempre tive problema com acne. Foi no curso e comecei a notar que melhorou muito radicalmente.
É muito raro aparecer uma espinha. Legal, né? E eu vou te mostrar exatamente por elas estão conseguindo esses resultados.
Na nutrição funcional, o alimento é considerado bom ou ruim pela qualidade dos nutrientes do alimento, porque a comida afeta o corpo como um todo, do metabolismo ao humor e a sensação de bem-estar. Há dois princípios que fundamentam a nutrição funcional e que eu trago para dentro do meu método de fazer doces o doce que faz bem. Primeiro, a nutrição funcional se baseia em todos os processos que acontecem dentro do nosso corpo.
Por isso, importa e muito os ingredientes que a gente usa nos doces e a reação que eles vão provocar no nosso organismo. Deixa eu te dar um exemplo. Sabe quando a gente come um bolo ou um doce, depois se sente inchada, estufada, muitas vezes com azia, dor de cabeça, sem energia, até preguiça logo depois de comer?
Então essa sensação de mal-estar é o seu corpo dizendo isso não me fez bem é o seu corpo reagindo, é o seu corpo reclamando. E quando isso se torna constante, vem junto a inflamação, o inchaço, o abdômen sempre distendido. Sabe aquela sensação do corpo todo parecer tá pesando quando você toca na perna e dói?
ou se pressiona um pouquinho a perna, o bumbum, já fica aquela marquinha branca e funda com muita retenção de líquido. Às vezes até se percebe com rosto inchado, mais vermelho, ou então o anel que vai apertando no dedo, a roupa aperta, aperta na cintura, até a meia marca, porque o pé vai ficando inchado ao longo do dia. Tudo isso são sinais de inflamação, de inchaço, de que o corpo está reagindo ao que você tá comendo.
Por isso, os doces que eu faço e que eu vou te ensinar não tem ingredientes tóxicos e inflamatórios, pelo contrário, eles são ricos em compostos anti-inflamatórios que ajudam a combater a inflamação do seu corpo. A gente tira o que inflama, você vai notar depois de comer um doce que faz bem, que você vai se sentir bem e leve, sem nenhuma sensação de mal-estar. É o seu corpo te dizendo: "Gostei disso, me fez bem".
E segundo, um outro princípio que fundamenta a nutrição funcional e que eu trago pros meus doces é o equilíbrio de nutrientes. Esse equilíbrio é essencial para não causar alto pico e alta carga glicêmica no organismo. Ou seja, não sobrecarregar o corpo de glicose e açúcar logo depois de você comer.
Deixa eu te explicar o que acontece. Quando você come um doce cheio de carboidrato simples, como um bolo de chocolate com muita farinha de trigo, leite, creme de leite, leite condensado, achocolatado, todo esse combo se transforma rapidamente em muito açúcar na sua corrente sanguínea. E como o corpo recebeu muito açúcar de uma vez só, causa uma alta carga, um alto pico de glicose e ele precisa dar um jeito nisso.
Então, pra baixar rapidamente esse pico glicêmico, ele usa a quantidade de açúcar de glicose que ele precisa naquele momento para gerar energia. E tudo que ele não precisa como energia é armazenado na forma de gordura corporal e encorda. E isso definitivamente a gente não quer.
Mas pior, logo em seguida a esse armazenamento, o corpo se percebe sem glicose circulante, sem energia. E na falta nos induz buscar por mais energia, ou seja, comer novamente para poder receber mais glicose. E aí então são gerados gatilhos metabólicos e hormonais que fazem a gente sentir fome, desejo, vontade de comer um doce cheio de carboidratos simples novamente para poder ter mais glicose rápida disponível como fonte de energia.
Isso quer dizer que quando a gente come um doce cheinho de carboidrato, logo em seguida a gente vai ter fome e vontade de comer de novo. E aí a gente fica naquela sensação chata de est pensando em comida e nunca se sentir saciada. E muitas vezes essa sensação é tão forte que se torna incontrolável e por você não conseguir parar, acaba até mesmo querendo comer escondida e se sente culpada por isso.
Esse é o ciclo vicioso e repetitivo do carboidrato simples, que quanto mais você come, mais vontade tem de comer de novo. E isso também tá relacionado com o seu sistema de recompensa cerebral. Mas a boa notícia é que se a gente mudar o gatilho, a solução é simples.
A gente consegue fazer com que você se sinta saciada por horas. E eu vou te mostrar direitinho aqui como fazer isso na prática. Agora tem um outro ponto que é fundamental para mim, que é o sabor dos doces.
Doce tem que ser delicioso, tem que dar prazer de verdade. A gente tem que comer e sentir aquela sensação do hum que delícia isso. Aquela explosão de sabores na boca, aquela reação de minha nossa, que coisa mais boa é isso.
E você também vai sentir esses sabores e todas essas sensações, porque ainda hoje aqui a gente vai preparar muito doce e gostoso juntas. Hum. Mas antes de seguir, eu quero te contar rapidinho como nasceu o doce que faz bem, como eu cheguei até aqui.
A minha história com doces começa lá na adolescência, porque eu tinha um paladar formiguinho bem aguçado. Eu sempre amei doces e eu fazia muito brigadeiro para comer. Brigadeiro e bolo de chocolate eram os meus doces preferidos e eu fazia quase todos os dias.
Tudo era motivo para eu comer brigadeiro e bolo de chocolate e já era um vício que eu levei por muitos anos. vício ao ponto de nos dias que não tinha chocolate em casa, bolacha, bolo ou qualquer doce, eu subia na cadeira para procurar se não tinha nada escondido no fundo dos armários mais alto, sabe? E se eu não encontrasse, eu comia achocolatado de colher, vício ao ponto de eu e meu vô esconder doces pra gente poder comer escondido.
E na época eu não sabia, um tinha muita noção, mas o meu avô era diabético e obeso. E talvez esse fosse o meu caminho se tudo tivesse continuado assim. Porque aos 20 e poucos anos eu descobri que eu tava pré-diabética e com síndrome do ovário policístico e com os sintomas da síndrome bem aflorados.
Eu tinha erçutismo, que são pelos escuros nessa região da face tinha muita acne, principalmente nessa região de queixo que inflamava, doía. E eu até cheguei desenvolver a cantose níricans, que são manchas escuras que surgem dobras do corpo. E no meu caso foi naxila e eu não tinha ideia na época, mas isso era por resistência insulínica.
Dá uma olhadinha nas fotos dessa época. Eu tava bem inchada e 10 kg acima do meu peso. Bem nova, eu já tava sentindo na pele as consequências do meu vício em doces.
E algo interessante é que na época dessas fotos eu já era formada em nutrição. Eu me formei em 2011, mas apesar do diploma em nutrição e inclusive ter me formado como a melhor aluna da turma com prêmio mérito estudantil, eu não tinha encontrado naquele momento que me fizesse, o que me inspirasse ter um estilo de vida saudável. Então, por que a nutrição?
Era isso mesmo que eu queria. Como fazer diferente? como ser a diferença?
buscando respostas. Logo que eu me formei, eu fui fazer um intercâmbio na Irlanda em Dublin. Eu sentia muito forte que eu precisava conhecer mais o mundo e encontrar o meu lugar, a minha forma de ser e desenvolver as coisas que eu acredito e buscar inspiração pro meu caminho profissional, que eu ainda não tinha certeza que era nutrição.
Eu só tinha certeza de uma coisa, eu não queria ser e fazer mais do mesmo. E aí, voltando do intercâmbio, com essa intenção, eu me aprofundei em estudos e especializações em nutrição. E esse foi o momento do limiar da minha vida.
Foi aí que eu me encantei por um mundo da nutrição que eu não conhecia. Eu nunca tinha visto a nutrição pelo ângulo que eu passei a enxergar, eu descobri o poder de ação de cada alimento no nosso corpo e na nossa mente. E como eles têm a capacidade de transformar quem somos.
Tudo que eu vim aprendendo eu colocava em prática na minha vida. E foi aí que eu me transformei a ponto de perder mais de 10 kg, mudar meus hábitos alimentares definitivamente controlar os sintomas do meu ovário policístico e afastar a diabetes. E com isso eu mudei muito.
Mas se eu não tivesse decidido por aquela mudança, hoje eu não reconheceria a Fran que eu teria me tornado. Só que quando eu mudo o meu mundo, o mundo à minha volta muda também. Então, depois da minha transformação em 2013 em diante, eu comecei também mudar o mundo de outras pessoas como nutricionista clínica e eu amava isso.
Passado alguns anos, em maio de 2016, a minha filha nasceu, a Maria, e a distância da minha casa pro consultório se tornou de 400 km, porque eu me mudei pro litoral, onde morava o Bruno, o meu noivo. Mesmo assim, por mais de um ano, eu mantive o meu consultório e eu viajava direto para atender meus pacientes. Nesse momento, eu comecei a viver um turbilhão de emoções e algo dentro de mim me fez querer encontrar um sentido diferente que renovasse o meu brilho nos olhos.
Mas como eu podia fechar um consultório cheio que me trazia feedbacks lindos, verdadeiras transformações e um grande retorno financeiro? Eu não sei, mas o coração falou mais alto ou quem sabe a intuição. Eu só sei que eu sentia que eu precisava inovar.
Não foi fácil, mas eu queria algo além. Eu queria parar de falar sobre o que não podia na alimentação e mostrar o mundo de possibilidades do que podia. E eu sentia muito forte dentro de mim que eu precisava iniciar o novo ciclo nesse sentido e construir novas pontes.
Foram meses refletindo até que tudo começou a fazer sentido. E quando fez sentido, eu voltei sentir uma força incontrolável de fazer as coisas acontecerem e muito brilho nos olhos. Eu sentia que ninguém mais podia me parar porque eu sabia agora o que eu queria e o que eu ia fazer.
Eu queria fazer doces extraordinários e saudáveis. Todos aqueles doces lindos e maravilhosos que eu ficava babando na internet, eu queria fazer de um jeito que eles fizessem bem. E foi aí então que eu mergulhei nesse mundo apaixonante dos doces e me dediquei muito para então criar o meu método e o meu jeito de fazer doces com todos os princípios da nutrição funcional, que foi o que transformou a minha vida e de tantos pacientes.
Eu juntei todo o meu conhecimento e nutrição com a minha paixão e eu fui percebendo que tudo era possível fazer em uma versão saudável. Além de bolos, era possível fazer tortas, sobremesas, bolos de festa, doces franceses e até os meus doces preferidos, como patachu, brownie, bolo de chocolate, peigatô, brigadeiro, até macarrons, tudo em uma versão saudável. Não só fazer, mas o sabor tava sendo surpreendente.
E aí eu me desafiei, eu preparei sozinha todos os doces da festinha de 4 anos da minha filha. todos os doces saudáveis, sem glúten, sem lácteos e sem lactose, só para ver o feedback dos convidados. Eu fiz brownie, fiz cupcake, alfajor, patachu, macarrons e até o polo de aniversário.
E foi um sucesso. Não sobrou nada no final da festa para contar a história. E a partir daí, nossos amigos e convidados já vinham ansiosos nas próximas festas para comer doce que faz bem.
Esses doces transformaram a minha vida, me trouxeram a liberdade que eu sempre busquei de poder comer doces, todo tipo de doce que eu amo de um jeito que só me faz bem, de ter os meus momentos, de curtir com prazer um doce gostoso, com a consciência tranquila de quem tá se cuidando, de quem tá se nutrindo, de quem tá se amando. Isso sem falar dos momentos em família que esses doces me proporcionam. ter sempre um bolo gostoso que a minha filha ama, fazer bolachinhas juntas, fazer os bolos de aniversário juntas, memórias afetivas que ela vai levar pra vida toda.
E eu tranquila, sabendo que eu não tô influenciando nela os problemas que eu tive. Ai, as tortas e sobremesas de família agora fazem bem, todo mundo ama e o doce tem um lugar especial na nossa mesa e na nossa vida. E o meu propósito com tudo isso sempre foi impactar a vida das pessoas com saúde, nutrição e felicidade por meio dos doces, para que mais e mais pessoas pudessem transformar sua relação com os doces, assim como foi comigo.
E foi aí então que nasceu o doce que faz bem. Hoje a gente tem uma comunidade forte com alunas em todos os estados do Brasil, em mais de 55 países, nos cinco continentes, tendo uma vida mais saudável e vivendo a liberdade de comer com prazer doces deliciosos. Eu pedi muito para Deus para que eu pudesse tornar a vida das pessoas mais saudável e mais feliz.
E ele vem me capacitando. E eu sinto Deus comigo desde o começo. Teve receitas do doce que faz bem que me vieram em sonho.
E o que eu mais quero agora é que você receba tudo isso e que entenda que você também pode viver a liberdade de comer doces que só fazem bem. é para fazer parte da sua vida e daqui paraa frente eu vou te conduzir. Eu venho estudando a fundo o mundo dos ossos saudáveis há muitos anos, acompanhando de perto os resultados que as minhas alunas vem alcançando e o que há de mais atual no mundo da saúde e nutrição.
E eu posso te falar que hoje tem exatamente três caminhos para você seguir. O primeiro é dos doces tradicionais. Você sabe que eles fazem mal, mas insiste em comer.
Come e depois se sente inchada, inflamada, mal até culpada por ter comido. Sabe disso, mas não aguenta ficar sem doce. Pode até parar um dia, dois, mas no terceiro já tá subindo pelas paredes, só conseguindo pensar numa fatia de bolo de chocolate ou um pedaço de torta na sua frente.
Isso, aliás, é efeito do sistema hedônico que está ligado ao sistema de recompensa cerebral e faz você sentir um forte desejo em meio a essa privação. E aí, nessa situação, sem aguentar ficar sem doces, come. e o vício se alimenta e o ciclo se repete.
O excesso de carboidrato e a alta liberação de glicose vão causar um efeito rebote com uma queda glicêmica rápida, despertando uma vontade incontrolável por outros alimentos ricos em carboidratos. Pronto, você refém novamente. E muitas pessoas tentando sair desse caminho acabam caindo no caminho dois.
Esse segundo caminho bastante difundido, infelizmente, é dos doces fantasiados como saudáveis. Se baseiam em marketing, que tá na moda, nem sabem direito o que estão fazendo e você já pode ter caído nesse conto. Tem três erros bem comuns que só fantasiam, mas não tornam doce saudável de fato.
Vê se isso já apareceu para você. Primeiro, doce sem glút bom de marketing. Sabe o que é isso?
É uma receita de doce sem glúten, mas que é cheia de carboidrato e altamente inflamatória, só que usa o marketing do sem glúten para pegar as desavisadas. Olha esse exemplo, já apareceu isso para você? Uma receita sem glúten e sem açúcar que leva 300 g de amido de milho, duas xícaras de chá de amido de milho e ainda 150 g de chilitol mais 35 g de chilitol na cobertura.
Essa é uma receita com altíssima quantidade de carboidrato, que apesar de ser sem glúten e até com adoçante no lugar do açúcar, vai causar um alto pico glicêmico no corpo e alimentar o vício por mais carboidrato. Ou seja, mesmo sendo um doce sem glúten e sem açúcar, vai continuar induzindo a vontade de comer mais doce e mais carboidrato e estimular o aumento de gordura corporal. O glúten realmente é um problema.
Um estudo da revista Nutrients, uma revista científica mundialmente renomada, em um artigo de 2023 mostrou que a gliadina, que é o glúten do trigo, é uma proteína de difícil degradação, difícil quebra e que existem pelo menos 50 tipos diferentes de gleadina que tem um papel citotóxico inflamatório e que impacta diretamente na saúde intestinal. E não só isso. Em 2024 foi publicado um estudo na revista Gut do Jornal Britânico de Medicina, que é considerado um dos jornais mais influentes do mundo, mostrando que um grupo de proteínas do trigo, além do glúten, chamadas de inibidores da milástripina, são resistentes à digestão e aumentam a inflamação intestinal e até inflamação do sistema nervoso central.
Esse estudo teve um grande impacto e vai ser falado muito ainda sobre isso daqui para frente. O fato é que os estudos vem mostrando cada vez mais a relação do glúten e do trigo com a inflamação intestinal e a inflamação do corpo como um todo. E isso tá se tornando cada vez mais comum.
Só que quando a gente fala em uma receita, simplesmente trocar o glúten a salvação. Um doce não vai se tornar saudável só porque ele é sem glúten. Mas se o adoçante Fran, aí tá o segundo erro.
Uma grande parte das pessoas acredita que trocar açúcar por adoçante é a solução mágica para tornar um doce saudável, mas muitas vezes isso tá apenas fantasiando o doce como saudável. O que parece uma solução mágica não vem ajudando em nada. Você pode até ter tentado já trocar açúcar por adoçante e viu que não teve resultado nenhum por isso.
E isso porque o adoçante não é uma solução, ele é uma compensação e isso tem danos. Deixa eu te explicar um dos problemas do adoçante. Quando você consome adoçantes, as papilas gustativas detectam um sabor altamente concentrado.
Nesse momento, o corpo interpreta que tá prestes a receber uma grande quantidade de energia e começa a se preparar para isso. Só que essa energia não chega e o organismo sente a necessidade de compensar. E ele faz isso absorvendo mais glicose dos alimentos consumidos e acionando gatilhos metabólicos e hormonais que aumentam a busca por comida e a vontade de comer doces e alimentos ricos em carboidrato, tentando compensar a energia que o corpo esperava receber.
Além disso, o consumo regular de adoçantes diminui a sensação de saciedade, altera o paladar e a percepção do sabor doce e ainda altera e desequilibra a microbiota e a saúde intestinal. Recentemente saiu uma metaanálise da Organização Mundial da Saúde, mostrando que o consumo prolongado de adoçantes pode estar associado a aumento de peso corporal, a obesidade, ao aumento de diabetes tipo 2, ao aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares, alteração da microbiota intestinal e desequilíbrio metabólico. E mesmo os adoçantes classificados como naturais têm efeitos adversos.
Estudos publicados na revista Nature Medicine e no Jornal Europeu do Coração em 202324 mostraram que o consumo prolongado e excessivo de eritritol e chilitol pode ter efeito negativo na saúde e aumentar o risco pra doença cardiovascular. Então fica o alerta mesmo para esse tipo de adoçante. E ainda a nova tendência agora é usar fibra de mandioca ou fibra de tapioca na composição dos adoçantes.
Porém, em alguns casos, essa opção tem mostrado provocar uma alta resposta glicêmica. Por isso, essas receitas cheias de adoçantes que aparecem para você abandonar, isso não vai te fazer bem. É um atalho que não vai te levar para lugar nenhum.
e tem efeitos adversos, vai alimentar sua busca por alimentos compensatórios e acabar com seu intestino. Existe um jeito certo de adoçar os do ossos saudáveis, um jeito certo para quem quer mais saúde, para quem quer emagrecer e até para quem é diabético ou está com pré-diabetes, tem um jeito certo e eu vou te ensinar. É no terceiro caminho.
Só mais uma coisa, gelatina, light. Eu não preciso nem falar, né, gente? Aquela prateleira dos produtos dies e lights do supermercado, eu passo bem longe e você devia fazer o mesmo.
Esses produtos, eles podem até ter uma diminuição ou ausência de açúcar, gordura ou sal, só que na ausência de um repõe outro. São ultra processados, mascarados e saudáveis, cheios de aditivos, corantes, conservantes, que destróem a sua saúde e que inflamam cada vez mais. E pasm, a indústria dos alimentos lights e dies cresceu 870% nos últimos 10 anos, enquanto que os números de diabetes, obesidade, síndrome metabólica não param de crescer.
A diabetes aumentou 67% nos últimos 10 anos e a obesidade se tornou um dos maiores problemas que a gente enfrenta hoje. Definitivamente, esses produtos não ajudam em nada. Então, se aparecer para você receitinha indicando produtos lights e até zero, foge que é furado.
E o terceiro erro dos doces fantasiados como saudáveis vem mostrando ter um grande impacto na saúde. São os doces feitos cheios de leite, creme de leite, leite em pó ou ainda tudo isso na versão sem lactose, simplesmente sem lactose. Ai, Fran, mas não tem lactose.
Vamos entender o que isso realmente significa? A lactose é o açúcar do leite. Então, quando um produto é sem lactose, isso quer dizer que ele recebeu a adição da enzima lactase, que quebra a lactose em duas moléculas menores, glicose e galactose, facilitando a absorção para quem tem baixa produção de lactase e não consegue fazer a quebra desse açúcar.
Mas, Fran, se o problema do leite não é a lactose, qual é o problema? Então são dois mais especificamente, epigenética e má digestão da proteína do leite. Você já ouviu aquela frase?
O humano é o único mamífero que consome leite de outra espécie ou que consome leite na vida adulta? Eu nunca achei tão relevante essa frase até me deparar com um estudo publicado na Universidade de Oxford do Reino Unido, uma renomada universidade que trouxe uma grande questão em relação ao leite de vaca afetar a regulação gênica. O leite de vaca contémxossomos, que são pequenas cápsulas que carregam micro RNA de uma célula para outra.
E esses micro RNAs que são transportados pelos hexossomos possuem informações, comandos que influenciam 60% dos nossos genes. Quando a gente fala em leite materno, os micrás presentes no leite materno têm um papel positivo. Eles carregam informações celulares que ajudam no desenvolvimento do sistema imunológico do bebê e no desenvolvimento do metabolismo do bebê.
Mas o que o estudo de Oxford mostrou é que no caso do leite, no leite de vaca, a história é diferente. Os micrás bovinos podem impactar negativamente a saúde humana. Um exemplo é o micro RNA21 presente no leite bovino, que tem gatilhos relacionados à inflamação crônica e doenças autoimune.
E no nosso organismo envia essa informação para as nossas células. Eles trouxeram que mais de 11. 000 e os genes humanos podem ser impactados negativamente pelos micrás bovinos.
Então fica a dúvida, será que o corpo humano, o seu corpo, dos seus filhos, está realmente preparado para receber comando genético que foi originalmente feito pro desenvolvimento de um bezerro e que outros impactos ainda desconhecidos isso pode ter na nossa saúde? Além disso, a proteína do leite é uma proteína grande, de mais difícil quebra e que se não bem digerida, chega no nosso intestino causando inflamação, irritação, disbiose e permeabilidade intestinal. Recentemente saiu um artigo no jornal da Organização Mundial da Alergia falando sobre a alergenicidade da proteína do leite, mostrando que o processamento industrial do leite altera as estruturas da proteína do leite, aumentando a alergenicidade do leite.
E a exposição repetida aos alérgenos do leite leva à inflamação crônica. Por isso o problema tá na má digestão da proteína do leite, que não tem nada a ver com lactose, que é o açúcar do leite. Quando você come um doce com leite condensado sem lactose, doce de leite sem lactose, creme de leite sem lactose, leite em pó, você ainda sim está induzindo gatilhos inflamatórios independente da lactose.
E aí a gente vê receitas como essa. Um pudim saudável, sem lactose e sem açúcar, que leva meia xícara de adoçante da sua preferência, qualquer um serve, e ainda 500 ml de leite, zero lactose. Depois, na calda mais meia xícara de adoçante.
Haja saúde intestinal. E esse aqui é um exemplo. Nesses doces, o perfil alergênico é o mesmo.
Eles continuam gerando gatilhos e inflamação no seu corpo. Todos esses erros, doces sem glúten, mais ricos em carboidrato, doces zero açúcar, mais cheios de adoçante, doces cheios de leite, lácteo sem lactose, mas que induzem gatilhos e inflamação. Podem até fantasiar o doce como saudável, mas é um jeito errado de fazer porque não torna os doces saudáveis de fato.
E quem vai por esse caminho não sente resultado nenhum no corpo, resultado nenhum na saúde. Infelizmente esse é o caminho mais vendido, pura enganação. Mas quem não tem o acesso ao que você tá tendo aqui, cai facilmente e só perde tempo, dinheiro e saúde.
Quem vai por esse segundo caminho só tá ali porque desconhece o terceiro. Realmente não é todo mundo que chega até aqui e que vai ter a oportunidade de acessar o que você vai acessar e de conhecer o que você vai conhecer. Na próxima aula desse workshop, eu vou te mostrar o terceiro caminho, o jeito certo de fazer doces realmente saudáveis.
Um caminho que apresenta resultados. Resultados como da Val, que emagreceu 15 kg com doce que faz bem. A Silvia emagreceu 14 kg.
A Mônica, que eliminou mais de 10 kg, a Eliana baixou os triglicerídios de 500 para 200. A F, a Silvia, Gláusa, a Carmen deixaram de ser pré-diabéticas e tantos, tantos outros resultados mostrando que esse caminho é verdadeiramente saudável. E antes de eu acabar, eu tenho um presente.
Eu preparei uma aula bônus para te ensinar um doce que faz bem incrível, delicioso e ultra fofinho, nosso cascata de nozes. É só clicar no link aqui embaixo na descrição da aula que vai te direcionar para essa aula extra. E quando você fizer o nosso cascata de nozes, posta no Instagram e me marca no @francalef que eu vou amar ver.
Agora eu vou te deixar aqui com gostinho do que minhas alunas vem fazendo. Um grande beijo. Nos vemos na aula dois.