[Música] sejam muito bem-vindos a mais um n mérito o podcast do curso de Direito da Uniderp eu sou Rafael Sampaio estou com Everton belinate tudo bem Beleza meu diretor meu roteirista Como disse no outro podcast mandou para mim hoje cedo o roteiro falou tá aí um papel em branco mas enfim ra a mais uma semana de Podcast né gravando mais uma gravação mais um bate-papo né Como sempre agradecer né a nossa Reitoria do da Uniderp por ceder o espaço agradecer também oo nosso coordenador né o professor Caio eh e ao curso de comunicação que sem
ele nada aconteceria né rap você fala de nós dois s estamos aqui para dar risada e Demos risada no outro podcast este agora acho que é um tema muito mais sério né bem complexo é interessante acho que os meninos vão gostar muito porque é o dia a dia do presídio né então vamos falar bem lá lá dentro mesmo como acontece e temos aqui um né um diretor de uma instituição dessas para trazer né pros alunos pros egressos pros ex-alunos que estão aí né Para entender como funciona um pouco esse sistema penitenciário né É então o
leonei veio aqui CEDU um pouquinho do do tempo dele cara eu agradeço mesmo agradece já antecipadamente por por por essa generosidade né Car PR pros alunos terem acesso a isso esse bate-papo noss e já agradecer também e o carinho que vocês T pelo Uniderp lá que Vocês recebem a gente lá recebem os nossos alunos Car Vocês não tem noção a mudança que que vocês fazem na cabeça dos alunos quando eles voltam das visitas no Instituto Eles voltam com outra visão Eles voltam às vezes até mais com negócio mais humano consegue entender ele olha o agente
penitenciário com outros olhos porque às vezes tem tem até um conceito alguma coisa mas ele já olha com outros olhos assim cara olha muda realmente então assim a gente agradece mesmo e eles postam que tão lá que foram eles gostam é briga briga é a listinha do ônibus a briga não mas é eu que vou não essa semana fui eu então assim pô Obrigado por por por ter essa essa abertura com a gente lá e e saibam que a Uniderp tá aberta também que vocês precisaram e tal a gente tá aqui e mais uma vez
obrigado por você ter aceito esse convite nosso aí Eu que agradeço a oportunidade né também sou egresso aqui da un bo fiz uma pós-graduação aqui em 2007 tratamento penal e Administração Penitenciária Olha aí o primeira pós na área de de sistema prisional aham e para nós servidores do sistema é importantíssima uma oportunidade dessa para além dos alunos que vão lá conhecer como é que funciona a gente ter oportunidade de também trazer pra sociedade como que funciona um pouco int muros n porque é um trabalho é praticamente desconhecido pela sociedade exato ário vê lá cela isso
aquilo mas não não vai ter esse conhecimento aí que agora que você relatar pra gente inclusive as nossas dificuldades né em razão das das particularidades do sistema sim né bem complicado são muitas e e vamos conhecer um pouquinho você ô leonei assim como é que você chegou diretor do presídio diretor do Instituto penal cara como é que é essa carreira essa sua história profissional aí como que você chega lá a carreira começa em 2004 com concurso público a gente fez um curso de formação aqui em Campo Grande e eu assumi em 2005 em aqui da
né eu trabalhei um tempo no presídio masculino fechado passei para regime semiaberto né de atividades de semiaberto aqui dauana aí Voltei pro regime fechado e em 2009 eu vim para Campo Grande ah transferido para cá Que solicitei trabalhei alguns anos na área de inteligência uhum depois em 2016 eu fui pro jeir Ferreira de Carvalho que é conhecido é conhecido como segurança máxima aqui em Campo Grande né unidade lá do complexo do noroeste de lá Ferreira de Carvalho eu fui pra diretoria de operações 2020 de onde eu saí em 2023 para assumir a direção do presídio
masculino de Rio Brilhante voltei de de Rio Brilhante em Junho do ano passado para assumir a direção do Instituto penal tiveram outras movimentações aí de unidades experiência lá aqui vol fiz algumas outras atuações pontuais né em Nova Andradina na na Gameleira do como diretora adjunto né e algumas outras atividades do do sistema com com relação a a regulamentações de de atividade de escolta por exemplo n diversos outros atividades parte mais burr P experiência mesmo para poder chegar né na na na direção e e como que é agora essa Eh vamos matar essa curiosidade do intramuros
cara como que é o dia a dia de vocês lá cara específico no Instituto penal é vamos vamos lá Poa aí o que né que você achou interessante de falar olha por exemplo na segurança máxima tem umas suas peculiaridades né já um presídio de segurança massa as diferenças porque o Instituto penal porque os presídio de segurança massa porque o trânsito a gente né acho que é legal também até alguns dias atrás a gente tinha no estado 40 unidades prisionais aí duas semanas fechou dia 28 de Fevereiro fechou o semiaberto de dourado sember feminino de Dourados
aí eu em razão das atividades desde 2009 que eu trabalho aqui em Campo Grande eu conheço eh todas as unidades de de regime fechado e Seme aberto do Estado cada unidade tem sua particularidade hum é difícil a gente falar assim ó você vai ter uma unidade padronizada eh unidades padronizadas é exemplo ali das Gameleiras né pessoal conhece ali como super máxima né o Federal Zinho esses apelidos né então por exemplo Gameleira um tem uma parte de de a forma de trabalho dela é paraa custódia de internos e tem algum relacionamento com o Primeiro Comando da
Capital já Gameleira do é presos que não t um relacionamento com com essa faz essa separação faz essa triagem antecipado e embora a arquitetura da unidade a estrutura tônica seja igual a forma de trabalho lá dentro tem razão do público que está so Custódia é totalmente diferente olha só Aí vamos trazer ali pro Jair Ferreira de Carvalho o Jair Ferreira de Carvalho em relação à estrutura é muito semelhante à penitenciária Estadual de Dourados isso lá tem um Pavilhão a mais que a que o Jair Ferreira de Carvalho aqui embora o público sob custódia também seja
muito diferente porque no Jair Ferreira de Carvalho não muda muito Embora tenha lá os três pavilhões ahara mas é um público bem homogneo já já na ped você tem três raios lá eles chamam de Raios os pavilhões aí você tem em um pavilhão de Custódia você tem população indígena população LGBT idosos separa já bem exato e em outro Pavilhão você tem presos com relacionamento com o PCC eem outro você tem relacionamento com outras facções totalmente heterogêneo Ah é assim comunidad do interior que você tem unidades bem pequenas você também tem um efetivo pequeno e às
vezes você precisa ter só um tipo de público para você conseguir gerir exemplo Bataguaçu Bataguaçu do aí acaba misturando não tem muito jeito não não mistura na verdade às vezes você separa aí você deixa por exemplo lá só crime sexuais Ah para facilitar a gestão da unidade entende coxim que é outra ponta do Estado Ah eu entendi aí você remete só crime lá naquele naquele pres você vai tentando né Às vezes você não consegue em razão da quantidade e da diversidade de públicos né você não consegue fazer essa individualização mas a gente tenta no sistema
penitenciário fazer a separação a partir da porta de entrada então o preso entrou dentro de um presídio seja ele por mandado de prisão a polícia civil cumpriu esse mandado de prisão manda manda para nós no sistema a gente vai fazer uma classificação nesse preso que chama esse período de inclusão ele vai ser atendido por assistente social ou psicólogo ou os dois e o pessoal nosso da segurança e vai fazer essa triagem vai fazer uma análise se ele já teve outros crimes e quais foram os tipos de crime se ele já teve uma passagem por unidades
grandes e se nessa passagem ele teve faltas disciplinares já saber como que é se ele tem histórico de fuga ou tentativa de fuga se ele tem histórico de homicídio dentro do sistema Então são várias perguntas que você tem que ir respondendo para você classificar esse interno sob pena de você misturar públicos e gerar inclusive mortes dentro das unidades coisa que há muitos anos nós não temos por conta de de misturar foi um processo muito longo a gente foi ajustando isso Com passar dos anos e a gente criou uma expertise muito boa que inclusive alguns estados
até copiaram da gente algumas coisas em relação a facções criminosas é porque o Mato Grosso do Sul eu acho que pela região né pegar a fronteira a gente tem esse público né de Facção aí tem como você falou indígena lá em Dourados ó vou te citar vou te citar um exemplo para você entender a complexidade que é separação de de um interno o a pessoa cai preso aqui no estado qualquer lugar do estado e ele tava levando uma carga para o Rio de Janeiro aham uma carga de drogas por exemplo você não pode misturar você
não pode colocar junto com o PCC Ah porque tava levando pro Rio de Janeiro aham Olha isso é entretanto né a gente vê pela imprensa que está havendo uma movimentação entre as organizações criminosas inclusive por uma união entre PCC e Comando Vermelho Mas isso é uma coisa para para análises que que virão aí pra frente né Mas até então a gente ainda trabalha com essa separação né para que a gente tenha essa estabilidade né de ordem disciplina e Ordem Dent unidad né dentro do presídio senão não funciona aí vira a casa da mãe Joana e
e vai ter alguém que vai querer mandar né Aí é que tá sempre tem alguém que quer mandar justamente fil normal ser humano é assim né qualquer qualquer local que você misture duas pessoas ou mais já tem alguém que é liderança vai querer fazer a liderança entendeu então você tem que ter o controle disso interessantíssimo trabalho pô não sabia falou é é é a curiosidade que é social né sociedade às vezes não tem essa visão sociedade não sabe disso não sabe agora isso aqui vai bombar e dentro da faculdade a gente estuda execução penal mas
é é a lei a lei 710 é papel você lê o papel explica aqui a nossa universidade faz um trabalho diferente que é ir lá conhecer em loco que a gente fala né o trabalho do agente de todo mundo que tá lá envolvido Né desde a porta de entrada então assim é isso eles vem depois o professor S Braga é aqui né nossas homenagens que ele é campeão nisso aí e depois ele arremata ensina fala né coloca mais ali pontua né então assim isso é diferencial aqui na universidade meso é inclusive isso até serve pra
própria instituição ter um perfil diferente né em relação ao ensino né trazer né o aluno para perto né você tá demonstrando com a sociedade né o governo na pessoa do governo que aí junto a GP e todo o trabalho né didático né porque esse menino ele acaba falando pra mãe pro isso não é não é tanto da forma como a gente acha né Não não essa que a gente acha que tá lá todo mundo e quem manda lá é tem um rei lá com a cadeira e um negócio na cabeça não não a gente sempre
percebe diversos tipos de visitantes que vão nas unidades né sejam eles de de de universidades de de eh agentes religiosos ou ou que sejam com quaisquer empresários por exemplo que que tentam a a os contratos com com o estado para para ess Serv prisal e a gente percebe que o impacto que eles têm Inicial por conta da altura da Muralha das cores né né das grades daqueles barulhos que são próprios da do ambiente prisional cheir o cheiro característico né tem aquele Impacto só que a partir do momento que você começa a explicar como é que
funciona e você vê um custodiado andando e trabalhando e conversando conosco começa a se desconstruir essa imagem que se tem e que a pessoa é um tem que tá bem longe bem distante de você é esse trabalho começa é a ressocialização ter ali ordem disciplina entender estudar tomar banho sol ele tem um horário é não é isso é viver em sociedade que seja que a gente falou né sociedade is para nós a proposta nos presid chama-se rotina isso rotina que dentro da disciplina né como se fosse uma disciplina meio militar sim então tem horário para
começar a entregar o café da manhã o horário para responder o confere para saber se tá todo mundo certinho no lugar onde deveria horário para eh começar a trabalhar o horário para começar a estudar horário para voltar de novo paraa cela para o almoço você não botar horário imina então assim é interessante mas é rotina e E aí o horário a disciplina o cara entender que ele tem que fazer enfim tá ali para para se ressocializar né pagar pelo erro que ele cometeu né E como que é a relação do do agente vocês lá no
dia a dia com o custodiado né tem aquela boa relação Você conhece Eles já bate um papo ali e e eles entendem a função de vocês ali e na hora de falar pô ó tá na hora vamos tem que fechar tem que entrar como que é esse dia a dia da relação eh do do agente com o custodiado essa relação Ela depende um pouco de qual unidade que o o servidor está trabalhando que o policial penal tá trabalhando do regime também vamos começar ali pelo pelo Instituto penal o o Instituto penal é a unidade do
estado mais antiga é a primeira que foi primeira que foi construída ela tem um perfil de mais voltada ao trabalho e a segurança dela não é uma uma unidade que tem um perfil de segurança mais elevado exemplo das Gameleiras então o público dela o os internos que estão sob custódia não são internos que T histórico de fuga não são internos que tem eh histó não tem Sua Ficha disciplinar qu uma condenação muito alta não tem histórico de de incidências disciplinares voltadas a motinha rebeliões Então são internos de um perfil um pouco mais diferente e isso
faz com que seja possível a interação com o servidor mais próxima tanto aí nesse aspecto por exemplo da tendo com base essa perspectiva a gente consegue instalar empresas lá dentro né Por exemplo G tem algumas empresas hoje trabalhando nós temos um público lá de é um pouco flutuante né E às vezes acontece necessidade de transferências por diversas razões nós temos aí uma média de 1500 presos hoje no ipcg nós estamos com 469 trab 470 presos trabalhando nós temos empresa de ferragem aham nós temos empresa de descasque de mandioca empresa de fábrica de gelo isso é
muito importante NS e a gente conseguiu agora uma uma uma parceria com uma empresa do Paraná através do de trabalho da gpen eh em que a empresa traz a matériaprima de prendedores e o interno faz a montagem do prendedor não a gente conseguiu isso a partir de uma uma visita que a Defensoria Pública fez no Instituto Penal em junho assim que eu assumia a unidade e e eu percebi que dentro das demandas que a defensoria nos solicitou tinha atenção à pessoa idosa até até mês passado no ipcg nós tínhamos 89 acima de 60 anos Hum
e essee presa a reclamação desse público é a questão da possibilidade de remissão de pena prevista na legislação né então três dias trabalhado ganha um dia remido só que a pessoa a partir dos 60 anos começa a ter algumas limitações físicas para trabalhar em serviço pesado e aí dependendo nós temos lá mais de 70 nós temos público mais de 70 anos então às vezes você tem uma limitação intelectual também para algumas atividades então pensando nisso a gente conseguiu essa empresa do Paraná que é a experiência que eu já tinha do interior a gente trouxe a
empresa com a possibilidade de 300 para trabalhar e a gente tá fazendo eh nós temos 12 Galerias nós estamos colocando galeria por Galeria né então nós temos a possibilidade de chegar até 300 e com um mês de trabalho nós já temos 94 trabalhando e nós começamos pelos idosos trabalhar é a luz no fim do turno exato É porque o cara fala três dias eu uma Ele conta dias ele vai ganhar 100 100 Então olha só Aí o cara fala não 100 dias 100 di três meses num ano né 90 dias então você tá aí qu
Poxa né E fora a habilidade que o cara também adquire ali que às vezes o cara o sistema penitenciário oferece cursos profissionalizantes Ah olha aí Ah então você falou uma uma indústria de ferragens ali às vezes é uma habilidade que o cara não tinha soldador por exemplo ele passa por ali adquiriu ele sai ele tem uma perspectiva Experimenta você tentar contratar um um Calheiro ou um soldador aqui em Campo Grande eu tentei Esses dias não verdade tipo cobra também que tá ficando escassa né e o que que a gente diz para eles Aproveita a oportunidade
É porque quando você sair lá fora você tem um emprego garantido você monta a sua empresa é verdade é verdade então assim não é o que você passa é o que seguinte a sociedade tem um depósito de ser humanos coloca lá e vamos deixar lá não é isso não né É um lugar para tentar ressocializar sabe que que vão falar ah não mas o cara não ressocializa sai não aí é do ser humano né o o Estado tem que fazer o trabalho de ressocializar tentar D as oportunidades né que é o que aí faz muito
bem a insut Eu costumo dizer nesse aspecto por exemplo a funtrab Às vezes tem diversas vagas que não são preenchidas porque às vezes a própria pessoa não quer aquele tipo de trabalho assim também é no sistema às vezes nós temos vaga de trabalho só que às vezes o interno não tem o perfil para aquela vaga e sequer tem o perfil perfil para estar naquela unidade aí vem a segunda parte da pergunta que você me fez e pcg com este perfil mais trabalhar então a gente tá tentando maisas empresas para aumentar esses postos de trabalho isso
incide diretamente na disciplina porque aí o interno ele tem remissão e ele ganha eu não sei se eu acho que eu não falei né Isso é ganha pro produção Ah então quanto mais ele produzir ele vai ele ele vai ter remuneração por exemplo a empresa de ferro e a empresa terceirizada de alimentação eles T um salário fixo sim tá aí o que acontece O interno que não quer normalmente que ele não tem perfil é porque ele já tem problemas disciplinares a gente diz problemas disciplinares na parte administrativa interna do sistema normalmente para fora né Polícia
Militar Polícia Civil ia tratar isso como crime naturalmente existe crimes dentro do sistema naturalmente né só que eh é o interno que a gente vai ter que tratar de uma forma diferente e aí para esse tratamento Penal de forma diferenciada a gente vai tentar individ individualizar essa conduta e a gente vai transferir esse interno para unidade mais adequ unidade né aquela unidade aqui a gente tá é para isso aqui trabalhar tô afim vou para lá vou remir Pena ex eu tô aqui aí por exemplo Vamos citar um exemplo para para se espacializar isso aqui em
Campo Grande a porta de entrada Nossa é o presídio de trânsito lá no Noroeste aí o colega que faz a triagem ele vai entender se o interno vai pro Pavilhão um ou você vai L vai pro Pavilhão dois do Pavilhão um eu vou citar um exemplo não sei como é que tá a rotina lá do Petran agora mas do Pavilhão um vai pro J Ferreira de Carvalho do Pavilhão dois vai pro ipcg engado se ele não deu certo no ipcg Gameleira dois se ele não deu certo na máxima Gameleira um ah essa logística entendi é
muito bem administrado e complexo complexo e complexo e E aí o o trabalho fenomenal da GP aqui né deixar muito muito bem feito e esse trabalho ele ele vem já de muitos anos tem pelo menos aí eu acho que mais ou menos nós comeamos trabalhar com com a parte de análise de perfil de internos por volta de 2011 2012 junto junto com a primeira vara de execução daqui de Campo Grande eh Dr Mários Baqueiro Dr Caio Brito Dr e Fleming que foi para jardim alguns outros magistrados daquela época né E aí a gente foi fazendo
isso por praticamente por tentativa erro lá ano passado é o que você falou E aí meio que vira referência porque eu fico imaginando em cidades como São Paulo Rio de Janeiro muito grande muito complexo muita gente né às vezes não faz mas não faz do jeito que vocês estão fazendo que é m porque em São Paulo é mais homogêneo mais homogneo você pega dentro da capital de São Paulo é mais homogêneo agora aqui você citou muito bem você tem a fronteira e a fronteira você vem da região norte do estado do do país né pela
163 Aí você vem aqui por Bataguaçu que você vem da região de São Paulo todinha você vem por Naviraí que você vem do Sul do Brasil Então você tem diversas organizações criminosas de diversas regiões do país que não necessariamente essas organizações se entendem e elas vão fluir tudo ali para pon Porã vamos aqui paraa Bolívia isso tudo volta para nós que é a porta final aí da da Justiça Criminal e chega e entrega pra gente para fazer a gestão dessa pessoa presa e e como que faz assim tem muito preso por exemplo de de outras
nacionalidades boliviano paraguaio tem tem mas é mais nas fronteiras né presídios lá né isso por exemplo Corumbá a gente já achou Russo chinês é já teve situações assim né no Paraguai tem tem mais é eh aqui América Latina Aham entendi interessante E e essa questão do do preso do trabalho do preso tal eh como que é o o o interesse deles lá porque assim a gente pô Beleza ó tem um idoso lá tá querendo trabalhar sai um pouquinho mais cedo né da da do do término do cumprimento de pena mas e no geral você percebe
que eles têm esse esse ímpeto eles têm essa visão que pô o trabalho ali vai vai encurtar a pena vai ser mais tranquilo com certeza eles eles têm Essa visão e eles pedem para nós solicita através da promotoria nas inspeções solicita através da Defensoria aham pô interessante cara coisa boa né e o o o acesso das famílias Como como que funciona o o o externo externo com interno lá com interno esse externo com interno aí eles a visita do dos familiares ela é padronizada no estado através do os patronatos a pessoa ela tem que ter
uma comprovação de vínculo né ascendente descendente eh relacionamentos ela comprova esse vínculo com prova através de documentação e é expedido uma carteirinha de visitante né A partir desta carteirinha de visitante ele é autorizado a visitar aí essa visita ela vai acontecer com base no local dentro da unidade em que ele tá alojado do Pavilhão Ah porque por exemplo e pcg nós temos dois pavilhões e quatro Galerias é não solta todo mundo por questões operacionais de segurança a gente não consegue liberar todo mundo ao mesmo tempo então você atende uma parte no sábado uma parte no
domingo na máxima é a mesma coisa nas Gameleiras tem perfil diferente vou falar cara ver no filme já todo mundo no pátio lá e tá todo mundo embolada não é muito isso é que você tá falando ordem e disciplina um dia um Pavilhão no outro dia o outro Pavilhão ex naturalmente a gente não tem as as condições ideais né para para atender de uma forma que que a sociedade julgue ideal eh porque nós temos uma uma estrutura eh pequena em relação à quantidade de vagas que seriam necessárias estado tá com déf só que não é
uma situação que é o estado Mato groso do Sul o Brasil tem ess na verdade vem de cima né mas eu fico pensando porque tem o funpen né E se você for lá no funpen tem verba mas é que não acaba lá né que foi uma das problem só que o funpen ele vai te dar recurso para você construir e o Estado tem que ter recurso para de pessoal pessoal hum uhum então fica nessa lembra que eu disse que nós nós nós temos um orçamento muito grande então assim os problemas do Sistema Penitenciário São gigantes
e até Inclusive tem algumas algumas tentativas do Governo do Estado de matog gros do Sul sei se já viam na imprensa que ia tentar uma contrapartida do governo federal aqui no Mato Grosso do Sul para que o governo federal faça um subsídio pro sistema penitenciário por conta que vem público do Brasil inteiro e cair preso aqui no metroc do Sul e a gente não devolve esse preso paraa origem dele e Te perguntaram e que a gente já viu já você já deve ter visto também Rafa muito monografia sobre isso ppp parceria público privada que que
você acha disso minha visão pessoal ou técnica não técnica pessoal não po o que você puder falar pra gente porque isso é interessante para eles porque eles perguntam né Por que is Não privatiza por que Não privatiza porque lógico aí privativa é o seguinte tem que catar nego na rua para colocar lá para fazer dinheiro mas a sua visão que tá lá dentro acho que é muito importante o Artigo 144 da Constituição na emenda constitucional 10429 nos coloca na segurança pública né o est o estado que é responsável então o dever é dever do Estado
garantir a segurança pública e garantir Inclusive a as penitenciárias eh com base nisso a gente teria que alterar a constituição né temos aí algumas algumas alguns modelos muito interessantes como por exemplo Minas Gerais né as apac tem tem tem uma uma e que dão certo Acho que sim tem um trabal mas assim em relação à minha visão técnica né eu eu vejo assim eh é de bom a vitre que a gente Copie aonde funciona sim né Estados Unidos Por exemplo abandonou as as penitenciárias terceirizadas né abandonou porém o aspecto que a gente tem que pensar
até porque eles descobriram Exatamente isso aí prendia e justamente para fornecer material para para receber recursos aí assim Brasil a gente tem uma situação diferente a gente não pode se comparar com os Estados Unidos porque nossa legislação é totalmente diferente nós não temos pena de morte nós não temos versão Perpétua tem n particularidades no Brasil eh entretanto com a nossa realidade local aqui é um pouco bem complexo de gerir isso É né é né E até o particular gerir isso né porque o que eu falo tem que ter uma informação isso o sistema de informação
do estado é muito rico nisso nas facções e isso você passar por é porque o Estados Unidos tem isso tem as empresas privadas que atuam na segurança né E aqui no Estados aqui no Brasil já não eu eu sou funcionário público há 20 anos e eu também Vou defender a minha casa né não e a gente vê olha só o que você tá falando aqui visão su essa essa administração que vocês fazem hoje aqui é é de excelência cara é de excelência Pô então talvez um uma uma melhor eh olha os melhores paraa execução da
pena por parte do Estado poder fornecer melhorar e eh recursos tal talvez Poxa seja realmente eh efetivo engrandecedor é que é é que o Leoni Falou cara e deve ser complicado porque assim é o cobertor curto né tira daqui paraar na saúde tira da saúde para colocar na segurança o dilema né do orçamento apertado um estado inchado por isso que tem que né enxugar a máquina pública para sobrar recurso que senão vai cair aonde impostos no no cidadão tem que arrecadar mais para colocar mais dinheiro lá senão aí você tá tirando da educação botar entendeu
para pra saúde que é muito importante o cara lá fala Meu deixa o Car lá ele que se vira ele cometeu o crime de qualquer maneira o quero saber aqui no posto de saúde que tem dinheiro que ten um remédio então é um pro governo né cara tratar isso o orçamento mas mas ainda para pegar um gancho nesse assunto para para para para não deixar ele passar finalizado nesse ponto interessante um detalhe A as possibilidades de terceirização das atividades normalmente são para internos com o perfil que nós temos no ipcg entend ah ah os outros
perfis ficariam Com certeza ficariam com o estado não D entendi de organizações criminosas é muito mais complexo não isso que eu i falar não é uma coisa fácil não é você tem que ter uma estrutura por trás de polícia de inteligência de tudo inteligência de força né força do estado é a força do estado você colocar isso na mão do particular ele não muito é muito diferente uma um interno um custodiado que quer trabalhar por um que se recusa a trabalhar gestão disso é totalmente diferente porque deve ter aí é outra pergunta deve ter um
cara que fala não eu não tô aqui para trabalhar não eu vim para já cometi o crime já entrei aqui 10 vezes e minha vida não vai sair disso tem né Tem certeza como é que você vai gerer um cara desse é ó aí colocar na mão de um particular tem que ser a força do Estado M complicado agora é uma curiosidade muito pessoal minha E aí também pô você Você tá no no no no Instituto penal tal o que que você pode me falar aí talvez o acesso que você tem em relação a essa
modificação que teve na lei da saidinha eh teve algum um reflexo você sabe de teve algum reflexo dentro do sistema penitenciário eh Melhora mesmo muda o que você tem a visão O que que a sociedade tem a visão o cara não tem que sair porque sai não volta essa é a visão mas ele sai todo dia para trabalhar então a Mas é interessante falar isso porque eles não não entendem é é é um pouco utópico da sociedade né achar que que o governo que o governo tá beneficiando o o o preso que que não devia
de fazer isso é que talvez seja falta de conhecimento de rotina de como é que funciona um presídio em regime semiaberto a a legislação diz que o semiaberto ele não pode ter e Barreiras para que impeça a fuga é a a a individualização da pena passa pela progressão o regime aberto que que praticamente deixou de existir ele não pode ter limitação nenhuma porque depende do interno para cumprir pena então por exemplo aqui em Campo Grande nós temos lá no na na saída da Gameleira né temos o centro penal Agroindustrial da Gameleira o O interno que
tá trabalhando ele volta se ele quiser se ele não quiser voltar aí no dia da saidinha é o mesmo preso que se quiser não voltar é o preso que tem autorização para passar o final de semana em casa é ele se não quiser voltar já então assim Às vezes a gente vê muito isso o jovem né o eh vê isso e não consegue compreender eh vem uma rede social por exemplo aquela imagem que é clássica né um portão de um presídio com monte de gente saindo né e uma legenda explicando né e uma um familiar
abraçando aquilo ali acontece todo dia de manhã cedo entende não e assim no meio disso óbvio que vai ter o cara que não vai voltar mesmo né ele foi lá agora pro semi aberto de cara pegou S dias ele não vai que ele já tava intencionado é aí é o seguinte você não tem uma paridade igual todo ser humano mas a sociedade tem o cara que comete o crime Tá ligado tem uma parcela mínima da sociedade que comete crime sim que tá todo mundo solto tá tdo tudo muito bem isso é história da humanidade exato
e uma parcela da sociedade tá presa dentro dessa parcela vai ter alguém que vai descumprir a regra Eu acho que isso é o normal isso faz a faz parte né não é da essência do ser a saidinha a saidinha nada mais é do que ele pegar uma uma folga de S dias para ele conseguir passar em casa para ficar direto lá só para ficar direto porque ele não consegue ficar direto porque ele tem que estar lá final de semana ele vai ter que voltar só que ele durante a semana ele sai para trabalhar Aliás ele
só sai se ele tiver trabalho entende só sai se ele tiver trabalho então se a essa pessoa que está neste processo de redução né da da Vamos colocar redução da das características de onde ele está preso né estava no regime fechado tá em semiaberto e depois ele vai para tornozeleira vai direto pro livramento condicional depende dele o cumprimento da pena Isso é uma característica da nossa legislação é e assim o pessoal pensa mas fala assim é lógico os regramentos são diferentes dos Estados Unidos mas lá tem o cara que tem que tá na condicional tem
até o agente do condicional que vai lá olha conferir se ele tá lá mas tem o cara na condicional que comete o crime de forma análoga nós temos aqui no Brasil também que é o Patronato que ele também faz essa fiscalização é então assim né é que assim é óbvio que é pontual e aí por causa da insegurança que já tá uma problemática quando o cara na Saidinha E Ele comete um crime aí pega aquilo lá fala isso aí não serve pro out pro sistema não é isso tudo né É mas até dentro do que
você falou agora eles já saem todo dia né a gente sabe disso né eu queria que você falasse pra gente ver se mas por exemplo essa semana agora eu vi é uma uma notícia não lembro o que que eu tava vendo na na não sei se era CNN alguma coisa no YouTube e a e a manchete né era assim e hoje em São Paulo 20 000 presos estão na rua pela saidinha tal tal e aí justamente falei cara esses caras estão todo dia na rua 28.000 todo dia eles estão lá né é que lá talvez
lá acho que tem a a colônia Industrial né que talvez ele não saia ele fica por lá e aqui mas aqui também fica no final de semana e tem e também tem trabalho interno só que o que que dá mais mídia é o final do ano é o natal é ano novo porque daí vários pegam no mesmo momento e por conta do fluxo e por conta do fluxo do Comércio também aumenta a incidência de furto e r ló só que a gente não consegue individualizar aí assim nós aqui inclusive nós sist penitenciário não trabalhamos com
isso quem vai trabalhar essa estatística vai ser Polícia Civil Polícia Militar a gente não não vai conseguir passar isso pra imprensa de forma maneira pormenorizada exato e também não vai ter interesse da Imprensa de é falar não é só segin saiu 20.000 e só dois cometeram quando TJ que normalmente a estatística traz é quantos saíram de Saidinha E quantos não voltaram só que experiência própria minha experiência mais de 90% volta eu eh eh % mais ve até muito mais que 90 a gente conversou com o Luiz Felipe aqui eh juiz da execução e até acho
que no ano passado ano retrasado o TJ noticiou que teve eh zero de evasão e tal no período da da da saidinha né só que isso aí não ganha repercussão né ISS isso é Infelizmente o o sistema prisional como um todo é isso é um um Karma do nosso da nossa profissão tudo que nós fazemos de positivo é pouco conhecido muito pouco conhecido Inclusive eu pessoalmente eu já recebi algumas algumas sugestões de magistrados de de de alguns colegas de outras forças Ah podia escrever para algum blog podia escrever para alguma revista para mostrar o que
que a gente faz não sim mas tá aqui o canal aberto Justamente a gente abertas indicar vir outro diretor pra gente inclusive eh de 2020 para cá quando houve no final de 2019 a a regulamentação da polícia