Vamos começar então com o professor Washington. [Aplausos] Professor Washington Lemos da área de educação e processos de tomada de decisão, engenheiro de produção pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mestre em gestão e inovação pela COP da UFRJ, membro do grupo de pesquisa em aprendizagem baseada em projetos da EEL USP. Washington, seja bem-vindo. Obrigada, viu? Foi esse microfone mesmo. Bom dia. Obrigado, Rosana. Tudo bom? Bom dia a todos e todas. Obrigado. Ô, gente, vamos conversar um pouco aqui e quero começar contando uma história. Não é não, não, não é esse, mas sem problema. Não é,
não é esse mesmo. Esse é o curso que eu dei chat apt. Não, o enquanto toca ali, não tem problema nenhum, que é o seguinte, há 30 anos atrás eu ganhei um livro, eu tava Lá na escola e ganhei um livrinho lá de poemas. Eu sempre gostei bastante de literatura. E a professora era a professora Sônia, me deu esse livro e nele eu tava naquela fase rebelde dos 15 anos, foi? E nele tinha um poema do Manuel Bandeira. E este poema do Manuel Bandeira eu sou capaz de recitar até hoje. Estou farto do lirismo comedido,
do lirismo funcionário público que pare E vai averiguar no dicionário com vernáculo de vocábulo. Quero antes, o lirismo dos loucos, o lirismo dos bêbados, o lirismo difícil e pugente dos bêbados, o lirismo dos claus de Shakespeare. Não quero saber de lirismo que não seja a libertação. Isso é um trechozinho desse poema. E por que que eu acho importante trazer isso? Porque quando esse processo de aprendizagem ali, né, de dessa de eu decorar esse esse poema, tem a ver com a Etimologia da palavra. Decorar é saber de coração, né? não é saber de cabeça, é saber
de coração. Então eu estava emocionalmente envolvido com aquele processo, porque n histórias sou um aluno de escola pública, aquelas escolas com todos os problemas que tinham ali nos anos 90 e essa professora era uma professora que me acolhia demais. Via que eu tinha alguns desejos ali, principalmente por literatura, por cultura. e ela era uma professora de Português. Então ela me supria com materiais até me suprir com esse livro que para mim foi uma coisa absolutamente fantástica eu ganhar um livro novinho com antologia poética do Manel Bandeira que era para ser mais dramático que eu estaria
com ele aqui, mas eu saí de casa correndo, deixei em cima da escrivania. Mas eh esse livro e esse processo retrata bem o que é a educação, né? Que a educação ela tá pautada em coisas que você sabe de cor, ou seja, todas aquelas Suas lembranças, todos aqueles teus sentimentos pelos quais você passou, que foram despertados em você ao longo da sua vida na escola e na faculdade, elas são parte de você. E é para isso que serve a escola e que serve a universidade. A gente tem muitas vezes que responderam a pergunta, eu respondo
muitas vezes a pergunta, né, de por que que você sabe esse poema de cor, né? Para que que você sabe? E eu falo para nada, para absolutamente Nada, exceto pelo fato de eu ser quem eu sou, né? Só serve para eu saber quem eu sou. Saber esse poema de cor para o Washington diz respeito à minha personalidade, diz respeito à minha relação com Manuel Bandeira, de respeito à minha relação com literatura, de respeito a minha relação com a Sônia, que foi minha professora de português lá quando eu tinha 15 anos de idade. E é sobre
isso que eu quero trazer e trazer o contraponto, porque eu sabia Que vocês vão ouvir muitas coisas sobre a e como utilizar, que era palestra até que não foi programada, que tava anteriormente, que é como usar esse negócio e tudo mais. a gente usa bem, mas é importante refletir alguns pontos, né? Então, por quê? Eu sou Washington Lemos, quer me seguir, mas eu trabalho bastante com design think e parece uma palavra, é uma palavra metida besta, né? Para nada mais do que tentar resolver Problemas focado nas necessidades das pessoas. Então, quando a gente começa e
fala de inovação, existe, parafraseando Marx, um fetiche sobre a palavra tecnologia, né, sobre e eu quero falar bastante sobre isso, mas a inovação passa pela tecnologia em alguns aspectos, mas ela não se restringe à tecnologia. E essa é uma visão que nem sempre a gente topa por aí. Então eu Acho, me sinto na obrigação de trazê-la aqui. E para isso eu vou abusar um pouco de reminiscências aqui históricas. Então complete as lacunas lá no colégio lá, né? F the blanks. É, na década de alguma coisa, a tecnologia tal foi recebida com entusiasmos fervorosos, prometendo uma
grande revolução na educação, transcender as paredes da sala de aula, alcançando alunos em áreas muito remotas. Pode pegar qualquer coisa e Botar nessa trequinho preto ali, certo? Nessa tarja censurada. Agora, ponto é, vocês conseguem imaginar do que que eu estou falando, né? Neste caso eu tô falando do rádio e isso aqui não fosse da minha cabeça, nem do chat GPT, foi uma notícia de fato existente ali sobre o rádio. Quando o rádio ganha proporções de massa, a gente normaliza muito as coisas. Isso foi incrível, isso foi Assustador. Eu conseguia transmitir eventos ao vivo. Até então
eu só tinha um jeito de ouvir uma banda que não era de rock nunca, porque não tinha, era indo ao vivo, não tinha outra maneira de ouvir isso, certo? Não tinha outra forma de eu ter contato com esse cara. Então, na década de 20, a gente tem o rádio como uma grande ferramenta que a gente parou. e falou: "Cara, e se eu botar um rádio em cada sala de aula, eu vou ter a possibilidade de botar os Melhores professores do mundo com todos os alunos. Eu não vou ter restrição mais de geografia, eu não vou
ter uma restrição de professores, olha a massa que eu vou conseguir atender, eu vou reduzir muitos cursos, vou conseguir democratizar o acesso à informação, vou fazer tudo isso com rádio. Olha só que incrível. Então, era essa a nossa tecnoutopia dos anos 20, ter um rádio em cada sala de aula. Todo mundo sonhava com o momento que isso fosse acontecer. Todo mundo sonhava com um momento onde a educação seria nunca mais seria a mesma, seria absolutamente transformada quando a gente tivesse um rádio. E era assim que a gente pensava. falou assim: "Vamos mais, vamos botar um
rádio para cada um, que loucura que vai ser. Essa pessoa tá andando na rua e tá com um rádio lá e na cabeça." Mas tinha umas preocupações, tinha as pessoas falavam: "Olha, calma, não vai ser tudo isso. A gente tem problema, né? A gente tem vários Problemas". Os professores começaram a ficar preocupados das crianças usarem um rádio para fazer dever de casa. Olha só. E aí? E se as crianças não fizerem mais dever de casa? E se elas só ficarem repetindo? o que ouviram no rádio vai acabar com a educação. Era esse o grande dilema
de 1920, os anos 20 ali. A grande preocupação era: "Temos uma um potencial imenso com rádio, mas também temos um Grande perigo com rádio." Parece novidade para vocês, né? Não parece, né? Ah, este aqui também ainda é uma matéria que eu só botei aqui para ficar mais bonitinho, que o pessoal imaginava essa educação transcedendo. Só que esse texto aí eu tirei, ele tava numa folha de jornal, né, naquele num print de jornal e eu coloquei no chat GPT para ele transcrever e eu fui botei lá o chat GPT transcreveu. Só que ele não fez isso
sem errar, sem cometer erros. importantes aí De grafia. Mas ponto é, o chat é Peter erra, mas eu também erro, certo? O professor de Stanford Harvard também erra, certo? Albert Einstein erra, só que quando ele errou ele tava certo, mas essa é outra história. Mas é verdade essa história. O então a gente tem erros envolvidos no processo e o cara do rádio também erra, também mente, né? tá lá falando do carinha do rádio. Então, o que que eu quero trazer com isso? Que apesar de todos os desafios de que o rádio, bem, vocês sabem o
final da história, não foi tudo isso. Vocês estudaram numa escola que possivelmente não tinha um rádio para cada um e não tinha um rádio em cada sala, possivelmente vocês nem usaram rádio muito na na sua formação. Bem, mas o rádio tem o seu lugar até hoje ele tá aí rodando, ele informa, tem programas educativos na rádio, tem a hora do Brasil ali, né? 7 horas para saber a Hora que você tá na hora de você tomar banho, aquelas coisas todas. Mas ele encontrou o seu lugar. E é sobre isso que eu quero trazer. Ah, existe
esse dilema do Humberto Eco, é um escritor e ele traz um conceito sobre mídias de massa, mas que a gente se apropia paraas educação, paraa educação, que é uma briga ou uma quase impossibilidade de chegar a um acordo entre apocalípticos integrados, né? Tem quem da educação já ouviu bastante sobre isso, que é, eu Tenho um pessoal que acha que alguma tecnologia vai nos salvar completamente, vai revolucionar a educação e agora sim tudo vai dar certo, que a galera dos integrados, né, que agora tem IA, né, agora integrados com IA. E tem a galera que vai
sempre falar: "Cara, isso vai dar tudo errado bom mesmo era o que a gente tinha. Seja lá o que que ele tinha." E eu isso que eu vou chegar. que isso vai dar tudo errado. Bem, eu vou passar os próximos 10 minutos Batendo nesses dois lados, certo? Porque eu tô no lugar privilegiado para isso. Ah, então vamos lá paraa escrita, uma viagem do tempo aqui, 400 anos da era comum. E foi a primeira tecnologia, né? Esse aí é o Sócrates. E ele falava o seguinte, que a escrita não era uma tecnologia legal. Escrita vai fazer
com que as pessoas esquecessem. Sócrates era famoso pelos diálogos, bater papo, conversar, pela Maêutica de ficar criticando e gerindo a ideia até que ele chegassem a um momento de iluminação. E ele falava: "Vocês ficam escrevendo isso aí. Isso é só um fetiche". Só para quê? Só para você quando tiver velho ter acesso ao que você pensou quando era jovem. E ele falava: "Para que serve esse pensamento de quando você é jovem, quando você estiver velho? O pensamento vai mudar, as tuas ideias vão mudar. Então, para que que você vai escrever? Não faz Sentido escrever, né?"
Então, Sócrates era um cara que não gostava muito de escrita, a ao ponto de não, realmente não escreveu nada, né? Tudo que a gente sabe de Sócrates veio do pupilo dele. O Platão, sempre tem um menino rebelde ou uma menina rebelde na turma. que não faz o que o professor quer. Ainda bem. Então, valorizem essas pessoas. Não fosse Platão, um menino rebelde, que não obedeceu o professor, não teria não teríamos acesso a nada de Sócrates. Em 1910, eu dei um salto aqui, passei por um monte de coisa só porque a gente não tem esse tempo
todo, salto temporal. A gente tem essa imagem que é famosíssima aí, né? E ela é como um um artista francês que eu não vou vou me eximir de falar o nome. Ele imaginou as escolas nos anos 2000. E tudo isso que eu ficar mostrando, a gente vai falar: "Ô, tá, com uma boa vontade eu consigo ver isso. Com uma boa vontade eu consigo Entender o que que esse cara queria. Aqui eu tô jogando livros e através da eletricidade, vamos botar o contexto histórico. Eletricidade era o grande acontecimento daquele momento. F assim, gente, existe um negócio
chamado eletricidade aqui. A gente tá ali tirando lampiões, né? A virada do século XIX pro século XX, né? A gente tira os lampiões das ruas e a gente tem luz pública. Isso é absurdo. Isso era inimaginável. Certo? Então ele fala: "Olha, eletricidade vai dar conta, a gente vai ter um um processo de aprendizagem para cada aluno, né? Não é novidade, a gente tem ouvido bastante sobre isso, né? Em 24, a revista Science and Innovation, na verdade, aqui da Magazine, ela falava que é o seguinte: sabe o que que é esse cara aqui? Podcast. falou, vamos
ter um rádio para cada um e Esse rádio vai contar as histórias para cada um. Isso é um livro barra áudio. Isso aqui não é feito para inteligência artificial, tá aí a fonte. Você consegue entrar lá na matérizinha do jornal e encontrar. Então, o fetiche da época era, cara, a gente vai conseguir então direcionar para cada aluno um processo de aprendizagem utilizando um livro elétrico, né? Aí não parou. Aí a gente, putz, cinema. Agora sim, se rádio foi loucura, Cinema piramos. E quando eu falo cinema, não é cinema Hollywood, é ter imagem em movimento, você
ir pra rua e gravar as pessoas. Falou: "Ué, a gente não vai precisar mais de livros de história, porque a história vai estar gravada". Então a gente falou que um cara chamado Thomas Edson falou: "Olha, não vai ter mais livro didático, cara. A gente vai substituindo isso por filmes." Não é qualquer um, é Thomas Edson, tá? Não é o Washington falando maluquí. Tom Edon Falou: "Isso vai acabar, a gente vai fazer tudo por vídeo mesmo. É isso, vai ser o futuro. O futuro são vídeos curtos, sabe? Reals. Esse é o futuro. Estamos no futuro. Estão
falando isso desde 1922. E ele falava que fazia sentido, já que se a gente tivesse a oportunidade de ter figuras históricas, né, em tempo real, sendo documentados em vídeo, por que que a gente usaria livros? Vocês sabem responder essa Pergunta? Porque vocês não viram muitos vídeos. Depois veio o LP, que grande parte aqui não tem a menor noção do que é. Eu vou explicar para vocês, tá? O que que é o LP? LP era um disco que é o tataravô do Spotify, certo? Porque depois dele veio, ele já era um menino, né? Teve o o
EP, o LP, o CD, o Mini DV e o MP3 e depois o Spotify que vocês usam aí. É, é, o Cassete foi um primo, né? Bastardo, assim, nasceu e morreu, né? Não deixou, não deixou descendentes essa linha. Então, esse livro, esse esse audiobook que de fato, se o, o rádio era uma ideia de termos, aqui, de fato, a gente tem o primeiro audebook, eram utilizados para principalmente para cegos. E pasmen, essa foi a primeira aplicação em massa de LP, não foi música. A primeira aplicação em massa de LP foi audiobook, muito moderno, né? Super
moderno. Vemos tempos modernos, temos Audebook, né? Tá aqui, temos esses cara. E em seguida TV, TV agora a gente pira mesmo. Agora pira, agora não tem como. Agora nunca mais a educação vai ser a mesma. Educação mudou tudo porque agora a gente tem TV, a gente consegue ter o rádio, a velocidade do rádio com o cinema junto. Isso, Nossa Senhora. E aí essa revista aqui ainda falou: "E a gente vai botar". A gente tava ali nos anos 50, já tínhamos entrado na era dos transistores. Falou assim: "Olha, tem um Negócio aqui que a gente consegue
interagir." Então, essa revista aqui publicou uma aula que é o vídeo acontecendo, um monte de criança com os seus equipamentos ali assistindo a aula e podendo se relacionar um com o outro por botões. Novamente, 1958. OK? Aqui ele fala: "Olha que coisa incrível, os alunos já registram a sua própria frequência. Ah, eles vão responder perguntas apertando Botõezinhos. As máquinas especiais são adaptadas para cada aluno, OK? Permitindo que ele avance rapidamente de acordo com as suas habilidades. Aqui a gente trabalha com competências. O registro do progresso também vai ser mantido nas máquinas, vão ser revisados periodicamente
pelos professores qualificados e vai haver ajuda de pessoal disponível quando necessário. Toma, esse é o futuro. Quero ver agora. Quero Ver. Deu no que deu, né? Deu em nós. Estamos aqui. Nada disso é novidade. Vocês já ouviram esse discurso. Só preciso tirar e mudar algumas coisas. Bem, agora vai, né? Agora é computador, agora a educação muda mesmo, agora nunca mais vai ser a mesma, né? Agora daqui para frente tudo vai ser diferente, né? Agora vai funcionar. Então isso aqui é uma feira de 1964. Isso é um protótipo que tava na feira registrada, onde era um
aluno, um computador que tinha Dedicação para um aluno. Então o aluno entrava ali, já não precisava de aula, não precisava de sala de aula. Ele naquele lugar fazia todo o seu processo de ensino, aprendizagem. Bem, acabamos com a escola. Realmente a escola tá ultrapassada, né? Agora não dá. Ai, aí 1980 é o ano que eu nasci. OK. E aí eu tenho um pequeno vídeo, não sei se a gente vai conseguir botar, mas também só queria botar um pedaço dele, vê aí se toca ele. É que ele, a gente já Tá numa era de, é porque
tava lá no outro, a gente já tá numa era, mas tá num frame bom aí de estão registrando em vídeo as coisas, né? Lembra lá o Thomas Edson falou que a gente Então aqui eu já tenho um vídeo, depois vocês podem pegar a apresentação da um player que é o Newton, que é um robozinho, que o objetivo dele é ajudar as crianças em sala de aula. E aqui tá funcionando mesmo, aqui tem protótipo, já tava lá na sala de aula já a Professorinha conversando. E aí onde você aprendeu isso? Ele Newton, qualquer semelhança com Alexa
é mera mera coincidência, certo? Eu falou: "Olha, como que você soube sobre isso?" Eu perguntei pro Newton, né? Perguntei pro Newton, perguntei pro robozinho. Robozinho deu lá para você. Ah, ela botou. Bota só o comecinho, por favor. Não preciso nenhum. [Música] Pode dar uma puxada pra frente aí que Vai até aparecer o [Música] Newton que eles ficam dando vários casos. Aí o Newton vai ser usado para incêndio e tudo mais. Parece piada, parece pastiche, mas é um produto comercial de fato. O [Música] quê? Não é planeta. [Música] [Música] Ah, tem as especificações que é legal
Para quem é de tecnologia. Qualquer relógio aí na mão de vocês, 20 MB e 720k. Qualquer foto do iPhone, do celular de vocês tem mais do que mais não, 100 vezes mais. OK, pode parar. Obrigado. Muito obrigado. Então, esse produto foi comercial, foi lançado, foi entregue, teve, sabe, um monte de gente histérica falando: "Agora Foi, agora não foi, o mundo vai acabar agora. O mundo não acaba, a educação nunca mais vai ser a mesma. Olha, a gente tem que segurar a educação, que que tá acontecendo?" E foi o Newton, a gente tá falando de 89
ali, né? Esse cara 86 a gente não foi invenção, isso é importante. Eu tô falando de produto comercial. A gente começou a ter um problema grave nas salas de aula, que é ter calculadora tava muito barato. O que Acontece? Os alunos começam a perguntar: "Por que que eu tenho que fazer conta? Por que que eu tenho que aprender isso? Se eu não tenho a calculadora aqui, que eu compro um prestor barba e ganho uma calculadora, certo? E faço isso. E aí o que a gente fez? A gente fez rebelião. Assim que for, acho que você
tem que clicar aí. Isso. Isso é a notícia do Washington Post de 1986. Não é fake news, tá ali, você clica, você consegue ver. E é uma Manifestação, uma passeata dos professores contra o uso de calculador em sala de aula. Certo? Os professores foram à rua falar: "Olha, acabou com isso aí, não dá, a gente tá estragando todo o processo de educação, não vai funcionar e tá tudo certo." A parte fácil é eu ser irônico com eles, mas a parte legal eu fazer outra pergunta que é, OK? A, enquanto a gente ficou brincando se usar
ou não Calculadora, pense em qualquer pessoa hoje, hoje 2025, pense num sobrinho e sobrinha de vocês, OK? e fala para ele, ela el sei lá, joga na no supermercado e fala: "OK, a compra deu 327, a gente tem 15% de desconto. Quanto que a gente vai pagar? Usa o que você quiser na mão, toma calculadora, toma internet, toma o que você quiser. Vamos lá. 3 segundos. 3 2 1 me Responda. Não vai sair. Ou seja, apesar da tecnologia, apesar de tudo, nós não conseguimos integrar a tecnologia ao nosso cotidiano em escala educacional. A educação não
conseguiu fazer com que as pessoas sejam fluente em resolver um problema, que é o 15% do 327, usando seja lá o que for. Não é usar a briga do papel ou da calculadora, é use que é abbaco, toma. Quer Calculadora, toma, toma aí, faz o que você quiser. Me dá essa conta aí, me fala isso. Possivelmente nem com chatt isso vai sair. Faça um teste e brinca. Então, este é o ponto central. Este é o ponto central que é como que a gente da educação lida historicamente com os avanços tecnológicos, com essa tecnologia em sala
de aula, sem necessidade de cair Nesses dois pontos, né? Esse é o videofone que só para trazer isso porque esse vídeo também é engraçadinho. Bota um, tenta botar aí. que é o videofone, é o seguinte, é o que vocês estão pensando. A gente falou: "Olha, agora a gente tem vídeo, a gente tem telefone, a gente já teve rádio, não deu certo, depois a gente teve televisão, não deu certo, agora a gente tem rádio, televisão e telefone junto, misturado. Agora a educação nunca mais vai ser a Mesma, né? Isso aqui é um vídeo de 87 do
pessoal testando o conceito e mostrando. Consegui algo ou não? Legal. Só o comecinho também. Mostrando uma sala de aula. [Música] Aí tem um monte de tela, obviamente, porque a gente tem esse fetiche por [Música] telas. Aí eles vão fazer um trabalho qualquer, dividiu ali em grupos, só que ao dividir os Coleguinhas, um deles quebrou a perna. Então eles vão assistir a aula de casa, certo? Você tá assistindo a aula de casa e ele vai fazer com a aluna que ele escolheu ali. Ah, ele tá reclamando que não queria fazer com aquela aluna e tudo mais.
E como que a tecnologia ajuda ele a não matar aula? Ele queria est matando aula e agora ele não pode matar aula. Basicamente é isso. Obrigado. De novo, funcional. Não é um Feídeo de humor, não é nada disso. Isso é um produto, tava tentando ser vendido ali. Em 2022, como é que a gente tá com isso? A gente tá com chat EPT, né? A gente tá com o chat EPT. Então, o que eu quis fazer nessa longa digressão aqui histórica é: OK, não precisamos ficar histéricos, OK, não precisamos também ficar empolgados. Quer boa notícia, chatt
vai ajudar, vai achar o seu lugar. Quer má notícia? Ele não vai resolver o problema Da educação, porque ninguém vai. Não é sobre tecnologia isso. Educação não é sobre tecnologia, é sobre a dona Sônia que me deu um livro lá em 1990 e até hoje eu sei de cor o poema que estava no livro. Sobre isso que é educação. E não tô falando que é sobre dar livro, estou falando que é sobre a construção de relacionamento. É uma comunidade em todos os momentos. apocalípticos integrados Esquecem propositalmente ou não, do ponto central, que é não é
sobia, nunca foi. Então, apocalípticos, quando surgiu o GPT, eles falaram: "Vamos banir essa bagaça toda, vamos travar a internet, vamos fazer o caos todos em 2022. Não dá para lidar com isso. As crianças vão começar a colar, vão começar a botar ideias que não são delas como fizeram com o rádio lá em 1920, entendeu? Elas Vão começar a fazer isso. E veio a outra galera, falou: "Hum, vamos botar o chat GPT em tudo o lugar mesmo. Vamos demitir professor, vamos tirar essa galera daí, vamos botar um computador na mão de cada um e vamos socar
pau que vai dar certo. Spoiler, não vai, né? Não vai. Então a gente fala: "Olha, Paraná tá com 500.000 alunos impactados pela educação tecnologou em nada, filho. Você deu acesso para todo mundo, como dar acesso ao rádio não impactou a educação, Né? Ah, mas eu insisto na frase lá de trás que, apesar de tudo, o rádio encontrou o seu lugar. O rádio foi o cara que começou a minha história. A televisão encontrou o seu lugar. A gente usou televisão em sala de aula. Vocês tiveram, a internet encontrou o seu lugar, né? O videofone que eu
fiquei brincando encontrou o seu lugar. De vez em quando você liga pro seu colega e faz a a reunião de trabalho de da faculdade pelo telefone de vez em quando, né? Mas Todo mundo encontrou. Porque o processo, essa aqui são algumas imagens muito clássicas em qualquer palestra de educação, só que eu vou falar, nossa, fui sabotado pelo sistema. O o só que vou trazer essa imagem é clássica. Fala, olha como que a educação é a mesma de 1350, né? Tá ali só o texto é só para dando crédito pra foto. E tem um cara dormindo
aqui, né? Olha, educação realmente não funciona. Tem um cara dormindo. Ah, que legal. E Realmente tem um cara dormindo. Porque sabe o que vou te contar? Um segredo. Seres humanos dormem. Isso é um segredinho, certo? Seres humanos dormem. O fato do aluno dormir na tua sala não quer dizer que a tua aula é muito ruim, não. Certo? Às vezes esse garoto só virou à noite trabalhando, às vezes esse garoto só virou à noite tendo sonhos. Às vezes menina, essa menina brigou com o namorado, com a namorada. São seres humanos, é gente, certo? Não é máquina
De aprender, não é um computadorzinho de cada um. Então os seres humanos dormem. Segredo um. Então idade média. Aí a gente passa lá 1939 ali, grupo escolar. Você que é brasileiro. A gente fala: "Olha, continuo tendo a mesma estrutura." Sim, porque a gente tem algumas pontos. Na verdade, nessa época quem estava aqui era mega privilegiado. Então, a gente fala: "Olha como que era educação em 1939 do Brasil". Spoiler, não era assim. Crianças, 90% delas não estavam na escola. Essas crianças são mega privilegiadas de estarem na escola em 1939. No Brasil, 70% delas não estavam na
escola. estavam fora da escola. Então isso não é o retrato da educação brasileira 1939. Retrado da educação de 1939 era uma criança trabalhando em uma fábrica no Brasil, certo? Então a gente evoluiu muito e aí a gente chega aqui e fala assim: "OK, agora estamos moderno, demos computador para todo mundo". E Continua a mesma coisa. A gente não mudou nada aqui. Mas sempre vai ter um ser humano rebelde. Lembra que eu falei? Sempre tem um ser humano que fala: "OK, vamos conversa aqui comigo, eu tô aqui". Porque alguém falou: "Olhem pra frente, criança que a
gente vai fazer uma foto". Só falou: "Não, deixa eu ver essa foto, deixa eu aprender, deixa eu ver porque que essa ser humano que tá aqui atrás, que não é normal da minha aula, Possivelmente, o que que essa pessoa tá fazendo aqui? Isso é aqui que tá acontecendo a educação. É nesse processo aqui. Não é aqui e nem aqui. Educação tá acontecendo nos atos de rebeldia, no sentido de que, ok, conversa comigo, olha para mim, dialoga comigo, né? Não me bota na frente de uma tela só, porque a gente viu no que dá. Todos aqui
nessa sala viram no que dá. A gente passou por isso. E em março Era assim. Em abril já era assim, todo mundo entendeu o recado, né? Tô falando, tá? Entendi. Entendi que vai ter alguém falando por uma hora e meia. Legal, bacana, tá na pandemia. Deixa eu desligar minha câmera enquanto eu faço unha e vejo aqui, ótro eu almoço, vejo aqui, ótro eu vou pra vida, viver a vida no meio de uma pandemia e deixo alguém falando ali, porque isso aqui não tá dialogando comigo, isso aqui não tá Conversando comigo, não é sobre mim esse
processo normalmente é sobre um currículo, é sobre uma grade, é sobre alguma outra coisa que não sou eu. E se não sou eu, por que que eu tenho que tá aqui? Eu posso estar aqui, que diz muito, né? Eu ainda dou aula remota, ainda ainda vejo essas carinhas que não são carinhas muito. Então o ponto é esse. Ah, meio poético, mas pô, Caetano Belos é sempre um bom cara pra gente terminar, que é a gente vai falar muito Chat PT, vocês vão ter mais outras palestras, vocês tiveram, a gente vai conversar, mas eu quero deixar
um recado que é olhe para esse cara sempre spoiler. O Wason falou, não é tragédia. Não é salvação. Quem vender qualquer um dos dois tá só entre apocalípticos integrados. E ficar não no meio, mas além, é, acho que é o caminho certo, né? é não esquecer o que é a educação e como que a tecnologia pode ajudar na Educação, ajudar a criar relacionamentos, ajudar a estabelecer vínculos, ajudar a encontrar relevâncias, ajudar a encontrar o poema que você vai saber de có daqui a 30 anos, porque o teu professor era uma pessoa incrível, era só sobre
isso, entendeu? Então não é achar o que é espelho. Muito obrigado. Não quero saber de que não seja libertação. Viva dona professora Sônia minha em homenagem a ela e a gente continua a conversa, tá Bom? Beijo, até mais. Acho que agora estamos todos aqui. Ótimo. É aqui sou eu. Vamos lá. Então, dando seguimento aí, né, a ao nosso bate-papo, agora é aquele momento eh que nós vamos fazer aqui. Eu acho que debate é uma coisa um pouco a gente usar a palavra debate um bate-papo, uma roda de conversa, né? Tratando aí sobre a inteligência artificial
na educação, eh, e pensando no professor dentro dessa Nova era, bem dentro da fala da Ana Valéria, eh, se articulando muito com o que já foi apresentado aqui anteriormente, né? Então, a gente tem algumas discussões aqui para iniciar e eu quero começar com o professor Rodrigo, né, que tá chegando aqui no nosso grupo agora. Seja muito bem-vindo, né? Eh, na sua visão, professor, quais são os principais receios dos professores em relação à implementação da inteligência artificial na educação, Né? Será que isso é justificável, não é? Eh, como que você vê isso dentro do nosso contexto
atual? Geralmente quando liga funciona melhor. Muito obrigado a todos. É um prazer estar aqui. Em primeiro lugar, obrigado ao Pedro e ao Rui pelo convite. Eh, eu costumo dizer, até falei com a professora Navera ali no nos bastidores, falei: "Toda vez que eu assisto a sua palestra, eu eu fico procurando onde é que tá o meu botão de reset, né? Porque Eu falo assim: "Tá, OK, desatualizei de novo". Mais uma vez, eu acho que é muito natural todo e qualquer tipo de receio, eh, frente ao novo, frente à aquilo que te ameaça, frente aquilo que
te provoca. E pensando eh num no prisma mais de mercado, eu também sou da academia, faz 21 anos que eu trabalho com ensino superior, mas eu tenho uma veia muito mais para para o mercado de trabalho do que esse exclusivamente para dentro da academia. Então, Eh, quando a gente vê todos os movimentos que andaram acontecendo no ensino superior, eh, nos últimos anos, eu vou colocar de 17 para cá, de forma mais acelerada, que é desde que a gente abre uma regulação mais liberal, digamos assim, para o EAD, passando pela pandemia que mudou comportamentos. Isso fez
com que uma série de de situações se impusessem ao professor, né? que os movimentos de transformação, que todos eles bem aqui citaram, acelerassem o seu Rito natural de implantação. E ao mesmo tempo, quando a gente olha dados de censo, a gente vê uma centena de milhares de professores desempregados nesse mesmo período em função de baixas mensalidades, aquelas coisas todas que todo mundo fala de mercado de trabalho. Então o professor ele se encontra numa encruzilhada porque a profissão tá cada vez mais difícil, tá cada vez mais complexas, as mudanças são muito rápidas, os alunos também não
estão Exatamente entendendo para onde as coisas vão e ao mesmo tempo a capacidade e o tempo livre para se adaptar a essas rotinas nem sempre são possíveis. Eh, eu gosto de citar também que tudo que nós estamos falando aqui da IA em sala de aula, a sala de aula, na verdade é um reflexo do que acontece no mercado de trabalho. E aí a discussão precisa ser muito mais ampla, porque a nossa formação de profissionais, ela também passa por uma transformação de quem eu Preciso entregar ao mercado de trabalho. Porque o ensino superior não é um
diploma na parede, não, não deveria ser. O ensino superior é um passaporte para ascensão social, para novas oportunidades de emprego, para se colocar no mercado de trabalho. Só que o mercado de trabalho também já não aceita os profissionais porque tá passando pelo mesmo movimento que a sala de aula passa. Então, as discussões elas vão muito além do do como exclusivamente eu, Enquanto professor domino o meu ativo intelectual ou a minha capacidade de usar as tecnologias. Há também uma necessidade de repensar curricularmente ou de conteudisticamente, porque acho que currículo também já é uma coisa que vai
cada vez mais caindo em desuso, embora você tenha que cumprir as descends, mas eu preciso entregar um profissional diferente. Então, se eu já sei, enquanto professor que se o meu aluno for um bom Aluno de decoreba ou um bom profissional que reproduz movimentos repetitivos, eu já sei que esse cara tá fadado ao insucesso no mercado de trabalho. Então, como é que eu uso essas ferramentas para me ajudar a formar um profissional diferente para o que o mercado precisa? Então, o o o temor do professor, o receio do professor e a angústia de professor muitas das
vezes é: "Eu tenho que mudar a mim, eu tenho que mudar Também o que eu preciso transformar naquele estudante. E quase que via de regra, eu dificilmente tenho apoio institucional para entender como fazer isso, porque o professor não foi treinado para isso. São várias vertentes, né? É, a professora Ana tava falando: "Ah, como é a formação do professor? Vamos piorar isso como é o professor bacharel que nem teve formação de professor diante disso tudo, né? Então é um cenário complexo, não é uma Saída simples. Uhum. Mas a gente precisa sempre entender que o nosso propósito
é promover a ascensão social daqueles estudantes que ali estão. Então, como que o meu papel de docente precisa mudar por mim e por eles pra gente chegar nesse ponto? Eh, eh, é a angústia que eu imagino que tá em 99% das pessoas hoje. E eu acho que perpassa muito, né, pelo meu entendimento enquanto professor de todas essas mudanças e a minha abertura para essa nova eh eh vertente, esse novo Aprendizado, né, esse novo movimento que a educação vem sentindo. Eh, e eu penso assim que essa questão técnica, né, vou vou passar a bola para você
agora, Ciano, né, eh, ela é muito importante, porque o professor ele se via muito como alguém que tinha uma missão social, que nasceu para ensinar, que era algo assim quase que olha, não precisava nem de formação, já nasci para isso. E hoje a gente entende que não é assim, né? O professor é um profissional Que precisa passar por toda uma capacitação e está muito articulado com as ferramentas tecnológicas, né, trabalhando na produção de ferramentas que atendem os professores. Como que você vê isso? Alô. Ah, perfeito. Não, eu acho que é é bem essa linha assim,
eh, eu acho que a gente tem que entender as ferramentas, a tecnologia como um como algo de apoio. Eh, acontece na nossa área também fazendo uma monologia com tecnologia, Né? Eh, há muito essa esse discurso sobre boss desenvolvedores, o que que vai se tornar com esse papel do desenvolvedor hoje, o que que vai acontecer com ele, porque a gente já vê IAS gerando código também. Eh, enfim, eu acho que é um receio que todo mundo acaba tendo com a sua profissão, né? Mas o que que na prática vem acontecendo? As IAS e essas ferramentas, essas
tecnologias têm atuado mais como um copiloto, tanto que tão utilizando muito Esse nome, né? Então, mais como um assistente para te apoiar, tu realizar aquela tua atividade, aquela tua tarefa, aquela tua, a tua missão que tu tem, digamos assim, como docente, né? Então, eu vejo mais eh essa parceria essencial que eu comentei ali antes, eh, também de a gente tentar extrair o máximo que a gente pode dessas ferramentas, mas claro que há uma curva de aprendizagem a ser desenvolvida aí, né? Então, há uma contrapartida da instituição também, ã, De outras pessoas, outros papéis envolvidos, outras
empresas que aí surgem diversas oportunidades conscientizar no uso, porque um dos grandes problemas que eu vejo é há muito uso ã de forma irresponsável ao então, como eu comentei antes, a gente não pode eh somente acreditar naquele resultado, no resultado daquela ferramenta, seja seja ela qual for, e tomar isso como base, como premissa. A gente tem que ter esse papel diligente. E eu imagino que Quanto mais o corpo docente se habituar ao uso dessas ferramentas, mais vai entender as limitações delas e os perigos delas também para conseguir agir de uma forma mais adequada no repasse
do conhecimento pros estudantes, orientando ele sobre o uso desse tipo de ferramenta e tecnologia. Eh, o houve um tempo em que o professor ele eh eh podia até se disfarçar num simples usuário da tecnologia, né? Eu acho que hoje a gente tem um papel muito De participar dessa construção, né? Então, você ouviu um professor eh no sentido de que eh quais são as dificuldades, o que que eu poderia ter como ferramenta que facilitaria, que te ajudaria no trabalho, na construção de um caminho, né? Não só você sentar aí, olha, eu vou te ensinar a usar
aqui e usa aí e pronto, porque esse é um papel muito passivo, né? Então precisa se ir além disso. Eu não sou só uma usuária de tecnologia, eu também posso contribuir Com o desenvolvimento de um software, de algo que me facilite o processo de aprendizagem. Isso tem acontecido, essa participação mais efetiva? Acho que depende, tá? depende de cada cenário, assim, vai muito da contrapartida da pessoa, enfim, empresa, ã, para aderir e querer aprofundar assim o conhecimento sobre esse tipo de de solução, de tecnologia, né? Ã, acho que tem um desafio grande. Eh, como eu falei,
tem pessoas que não t essa Profundidade, não chegam a adentrar nesse ponto para conseguir efetivamente fazer um bom uso daquilo, né? Então, acho que é um problema que cada vez vai ser mais latente por conta da disseminação, do uso desse tipo de solução. Hoje, se a gente for olhar, tem ferramenta para tudo, assim, sinceramente, tem muita coisa. Tem coisa que vai te ajudar a gerar uma redação, vai ajudar a avaliar aquela redação, tem coisa vai gerar um questionário, vai Gerar, enfim, uma infinidade de coisas e cada vez vão surgir mais ferramentas nisso, porque é a
onda da vez, digamos, a gente vai ver empresas aí trazendo esse tipo de solução. Então acho que vai muito assim da contrapartida mesmo, de cada um fazer essa reflexão para si, de quão ela tá aprofundando naquele uso, quão tá sendo consciente, diligente sobre o resultado para poder disseminar de certa forma como educador isso paraas paraas outras pessoas também. Professor Precisa ocupar esse espaço, né? Ele precisa tomar esse espaço como dele também de discussão, né? Posso fazer uma uma contribuição? que acho que nesse contexto também eh com a hibridização do ensino, que é irreversível, na minha
opinião, com o novo marco regulatório deve ficar ainda mais irreversível, o tempo que o professor tem para efetivamente trabalhar o seu conteúdo ficou reduzido. e a e a as tecnologias, a I, Em todas as tecnologias, elas elas estão aqui para também nos ajudar eh a cumprir esse tempo, porque do mesmo momento em que o meu papel como professor precisa ser um pouco mais rápido, porque eu não tenho mais quatro tempos, eu não tenho mais cinco tempos, eu talvez tenha dois, existe um outro tempo do outro lado que é a parte híbrida que também mudou, porque
agora a gente precisa incentivar o estudante a ir no ritmo dele, na disponibil idade de tempo que Eles impuserem a você. Então, eh, usar as tecnologias para que a gente consiga otimizar o nosso tempo, que é cada vez mais restrito junto aos estudantes, também é um fator que a gente precisa considerar nesse desafio do docente. Então, às vezes é muito comum quando a gente fala, vamos rever a ementa, eu não posso deixar de falar sobre isso, meu ninguém disse que você vai deixar de falar sobre isso. É que você não vai ter mais aquele rito
de número um, número Dois, número três, 40 minutos, 50. Não tem mais isso, né? Então, como conseguir com colocar aquele conteúdo completo pra formação do bom profissional num espaço de tempo menor? Sem tecnologia não vai ter jeito, você vai acabar pulando e pular nunca é bom, né? E aí a gente já entra na questão muito do uso eh do contraperiodo, do aluno estudando com autonomia, dele tendo essa busca por conta própria. É disruptivo não só pro professor, mas é disruptivo Pro aluno também que espera esse formato que você falou, né? o formato de olha, agora
a gente vai fazer isso porque tá aqui no cronograma e e se você deixar de cumprir alguma coisa a respeito daquilo, não, eu não posso nem ser avaliado nisso porque eu não tive isso. Então é um tem temos aí uma série de de aspectos e de mudanças que acabam acontecendo todas ao mesmo tempo, né? E na cabeça do estudante, o tempo livre que é o híbrido, eu não tenho aula. É, na Realidade é é oo contrário. Esse tempo deve ser bem ocupado, mas o pai quando chega aqui, olha, como é que eu pago medicina para
um aluno e ele tem aula qu dias na semana, no quinto dia ele não faz nada? Ele faz muita coisa, só não faz com a presença do professor, né? Uhum. É isso aí, Washington, queria ouvir um pouquinho você sobre essa questão do professor ocupar o seu espaço nesta discussão, né? deixar de ser um um sujeito passivo. Aí você trouxe aí um Histórico, né, do quanto a gente viveu aí nos últimos nas últimas décadas. Eh, alguns de nós parte disso, obviamente, mas é uma realidade, né? E e a gente por muitos desses estágios, nós acabamos passando
de maneira passiva, né? Agora vai, deixa aí que alguém tá fazendo por mim e não, né? É, é, é complicado. Você tocou assuntos muito, muito importantes também. Eu vou tentar costurar rapidamente. Eh, acho que primeiro, acho que eu entendo que a Gente usar a palavra professor, mas eu acho que a gente tem que entender como educação, né? E educação não é feita pelo professor, é feito por nós, pela sociedade. E eu acho que a gente tem que fazer um pacto. E a gente não parece que a gente não tem idade suficiente para fazer isso no
Brasil nos últimos tempos, que é sentar e conversar que nem adulto, né? O que a gente espera da educação? Que educação é essa? Qual o papel dela? Qual é o papel da universidade? O papel Da universidade é da ascensão social. Isso é uma questão, sim ou não? O papel da universidade é dar uma formação baixarolesca. É uma questão, a gente precisa, o papel da universidade e da escola é introduzir as pessoas na cultura daquela sociedade. São muitas possibilidades. Eu acho, eu temo sempre uma fala, eu sei que não foi a sua, mas eu só quero
repetir, de que pressupõe-se que a gente já teve essa conversa e nós não tivemos, não sabemos ainda qual é o Papel da universidade. que cada universidade tá escolhendo seu papel e OK, tá dentro da autonomia universitária e talvez esteja aí o papel desse professor e desse aluno e desse pai que é entender, ok, que universidade é essa que eu estou colocando, o que essa universidade oferece para o meu filho, para mim e paraa sociedade e a gente vai tomando as nossas decisões, fazendo as nossas escolhas. Mas isso não é um pato, um ponto definido e
até tenho medo do Que vai vir desse marco regulatório aí que está por vir, como também tem 1 críticas ao que já está em vigor, mas é já outro debate. É, então, posto isso, que o papel da educação, papel coletivo de todos nós, aí vem o papel do professor, porque eu sempre acredito e converso muito com os professores que cai sobre o professor responsabilidades que nem sempre deveriam ser exclusivamente do professor. Não quer dizer que ele não tem essa Responsabilidade, mas não é exclusivo como papel de protagonista da tecnologia. caso hoje, né, a gente tem
hoje um problema muito mais sério na educação do que o chat EPT, que são celulares, devices, redes sociais e tudo mais. É um assunto que a gente nesse momento no Brasil tá tratando como se já tivesse resolvido. Teve um decreto presidencial e acabou proibindo celular nas escolas. E não é isso. A gente não teve essa Conversa, a gente não acalmou, a gente não explicou pros pais o que tá acontecendo, a gente não explicou para as crianças o que tá acontecendo, mas estamos fingindo que essa conversa já foi ta, OK, proibimos o celular e agora o
problema tá resolvido, vamos pro próximo. Não, não vamos, né? a gente tem uma uma quantidade de telas excessiva, academicamente falando, cientificamente falando, isso dá eh impactos negativos no processo cognitivo das crianças. Já é Posto, aí sim não tem mais muito debate, isso já é bem conhecido já agora, né, nos últimos a gente precisou, nós precisamos de tempo para chegar nisso. Precisamos de tempos, precisamos de de estudos e das pessoas usarem. Então, a gente tem celular, né, o smartphone desde 2007, então a gente precisou de quase 10 anos aí de uso para olhar e falar: "É,
deu errado, entendi". E a culpa não é nossa, não é de ninguém, mas a gente tem que ter essa conversa e Falar: "Deu errado, isso aqui não tá funcionando". E a partir daí a gente tomar as decisões, porque a gente não tomou decisões sobre redes sociais, nem e a gente que eu falo é os pais, a sociedade socialmente organizada, as escolas e o professor. A gente fingiu que tava dando minha aula de álgebra enquanto meu aluno tá no Roblox. Ele tá no Roblox, ele tá fazendo coisas lá. E a gente tentou, a gente tentou trazer
o Minecraft pra sala de aula e talvez Tenha sido a decisão errada. Talvez a gente esteve ensinando, a gente tava incentivando nosso aluno a ter cada vez mais tempo de tela, cada vez mais tempo num ambiente de uma indústria bilionária. E a gente decidiu trazer isso pra sala de aula no momento que talvez não não sou dono da verdade e nem nem ten convicção para isso. Talvez a gente fala assim: "Opa, talvez a escola neste caso deveria ter o papel de fazer o contraponto, porque alguém tem que Fazer o contraponto. Então, se tem que ser
a escola, vamos fazer a escola. Mas a gente não teve essa conversa, eu tô trazendo tudo isso porque a gente não teve essa conversa. Como a gente não teve a conversa do chatt da inteligência artificial, está todo mundo correndo, né, com gritando apocalipse ou aleluia, mas de todo fato é: "Ah, meus alunos vão colar ou não no TCC? O que é um texto autoral? Como que faz o pacto ético?" Tá, a gente não vai ter uma conversa de 10 minutos resolver isso. Isso não vai resolver agora em 10 minutos. A gente precisa entender é qual
o papel da escola, porque aí eu vou saber o que eticamente faz sentido essa criança usar ou não, o que é autoria para pra sociedade e nos falta. O meu o meu ponto final é falta ao Brasil, eu tô falando do Brasil porque é o país que a gente tá, sentar e conversar com quem é adulto, pelo menos adolescente, sabe assim, sobre assuntos sérios. Dar a cada Um o seu lugar de fala, né? sua responsabilidade. E nesse lugar de fala, Ana, né, eu queria te chamar aqui, né, porque o professor é é esse sujeito que
tá ali dentro desse cenário eh com família, tecnologia, eh sistema educacional e resistência a quebra de paradigmas, né, eh ainda lutando para pensar numa educação que ele entenda que é de qualidade, mas que ela ainda eh ele não enxergou, ainda não enxergou que ela já Tá ultrapassada. nada em muitos aspectos e que a gente precisa se atualizar com qualidade, né? Eh, e acho que esse é um lugar de fala seu também, porque você tá ali, né, no cotidiano, no dia a dia com eles. Eh, como que você tá sentindo isso? Eu sinto muitas vezes que
o docente, porque assim, é da natureza, é da natureza do ser humano. E eu acho que isso, né, dos docentes, uma essa questão do nosso ego, porque eu tô num posicionamento de que eu sou o Professor, então eu tenho autoridade sobre aquilo que eu tenho de ensinar pros meus estudantes. Eu tenho uma autoridade também em relação a como eu conduzo essas atividades e tudo mais. Quando o professor eu percebo nas falas deles, o que eles me trazem é o medo da perda dessa autoridade, uma vez que ele está diante de algo que ele não tem
domínio. Porque a confiança, né, sobre aquilo que fazemos está porque nós dominamos aquilo que Fazemos. Quando nós não temos o domínio sobre isso, o conhecimento necessário sobre isso, nós nos sentimos inseguros. E é como se fosse totalmente proibido um professor estar inseguro diante da sua sala de aula, porque isso promove um caos, certo? E promove um caos. E hoje, pelo perfil de estudantes que nós temos, em que falta muita empatia nas relações, né, nós temos muita dificuldade de nos colocarmos no lugar Do outro para entender quais são as suas dificuldades, os seus dilemas e o
porquê de tais coisas, né, acontecerem como acontecem. Nós estamos o tempo todo apontando o dedo e criticando negativamente quaisquer situações sem conhecê-las. Então, às vezes, essa roupagem da resistência do professor, de dizer tudo isso é bobagem, nada disso vai ser necessário, é porque ele sente mais medo de a de se apropriar disso de uma Forma que ele não sabe como se apropriar disso. Então, é por isso que quando, né, eh, nós precisamos sentar e conversar com adultos, é importante que as instituições de ensino também tenham essa conversa com os seus docentes, com os seus colaboradores.
onde nós estamos, aonde nós queremos chegar, quem é o nosso público, quais são os estudantes a que atendemos e como a introdução de novos elementos, de novas plataformas, de novas ferramentas digitais, de novos Recursos tecnológicos serão acessíveis a nós, estão ao nosso alcance para que nós as conhecemos e dominemos, né, todas as suas utilidades e que vocês estejam preparados para tal, porque senão às vezes o que acontece, né? Fica assim aquela aquele livro de coisas. Às vezes eu chego numa instituição e os professores têm uma grande dificuldade com as metodologias ativas. Aí vem o coordenador
e fala: "Mas olha o Portfólio que a gente tem de metodologias ativas". Aí eu pego aquele portfólio e vou ler. Tem ali todas as metodologias, todas estão ali, né? Como se fosse um livro de receitas, como se eu fosse hoje abrir uma página e dizer assim: "Ah, hoje eu vou usar essa, né? Eu vou usar essa metodologia. Ah, eu vou usar aquela". Não basta que eu tenha uma diversidade de metodologias se eu não sei usá-las, se eu não sei como adaptá-las, se eu não tenho como, qual o Propósito, como ela vem ao encontro dos meus
objetivos de aprendizagem, porque nós estamos falando de formação de pessoas. Então, eh, não tem como eu não falar em objetivos de aprendizagem e resultados esperados. Então nós precisamos pensar nisso, porque é nisso que pauta a qualidade daquilo que nós estamos fazendo em sala de aula. Quando você fala, Rodrigo, do ensino híbrido, ainda existe uma distorção tão grande em cenários que adotam, né, esse modelo em Que 50% será presencial e 50% será síncrono. E o AVA é um ambiente virtual de aprendizagem, não é um repositório de conteúdos, porque aí nesse momento, esses ambientes não são ambientes,
porque existem diferenças, né? O que que é um espaço de aprendizagem e o que é um ambiente de aprendizagem? Num ambiente de aprendizagem existe interação. Então, nesses ambientes, como é que trabalhos colaborativos também são Incentivados? como o engajamento eh introduzido ali, como é feita a mediação do do professor, como o tutor está agindo naquele espaço, como o estudante faz a gestão do seu tempo em relação à apropriação daquela daquele conteúdo e da entrega que ele também precisa ter, porque ele é responsável também pela sua aprendizagem. A gente fala em autonomia de estudante, protagonismo de estudante,
autorregulação do estudante, mas estudantes que estão aqui sabem bem o Que é isso? O que que é ser autorregulado? O que que significa um papel protagonista? Então, nós temos uma série de questões que também precisam ser conversadas, que também precisam ser debatidas, entendeu? Então nós temos aí de olhar e perguntar e trazer as questões. Então essas angústias dos professores e as reações dos estudantes. E quando nós olhamos para essas questões tecnológicas, né, não importa, como o Washington disse, daqui a pouco cada uma Encontra o seu lugar, cada uma vai encontrar o seu lugar, o seu
espaço, a sua funcionalidade, mas as relações humanas, essas a gente precisa cuidar. Ontem eu tava atendendo caso de alunos que fazem curso de psicologia, não são não são jovens, alunos assim na casa de para acima dos 30, que também são influencers digitais, que fazem psicologia e que fazem bullying com os colegas e violam a questão ainda Ética porque expõe as pessoas nos seus nas suas as nas suas redes sociais. Então, olha quantas questões estão sendo quebradas aí, o assédio, eh, a violação de dados de você expor pessoas sem o consentimento de imagens, uma série de
questões. E aí, quando a gente fala de pacto de ética para introduzir ferramentas digitais, nós ainda temos tantas questões éticas e morais para também Serem discutidas nas relações humanas. E só para terminar, eh, ontem eu estava fazendo, né, trabalhando também com um grupo de professores, a gente tava analisando passo a passo e olhando historicamente a metodologia de aprendizagem baseada em problemas, né, que lá na década de 60 o grupo dos cinco lá, né, da universidade decidiu que todas as disciplinas deveriam trabalhar de modo interdisciplinar e que esse conhecimento seria Construído a partir do problema. Então,
eu não preciso primeiro trazer o conceito, os alunos se apropriarem do conceito para eles resolverem problema. Eles estão diante do problema para entender que conceitos vão resolver aquele problema. E daí o perfil investigativo do estudante, protagonista do estudante, autônomo do estudante para depois trabalhar colaborativamente. Isso em que ano? Lá na década de 60. Aí a gente olha Pro perfil das metodologias, não são diferentes. Aí a gente olha pros alunos que a gente tem em sala de aula, alunos que procrastinam, que tudo é mimimi, tudo é isso, tudo é aquilo. Aí eu pergunto: "O que que
tá acontecendo com a educação que tem na raiz das suas metodologias, das suas teorias de aprendizagem, propósitos muito bem definidos que não estão sendo trabalhados? Porque se tudo fosse Realmente empregado, se você olha, né, nos nas teorias de aprendizagem, nos teóricos, nas atividades que são propostas a partir disso e nos desafios que nos são impostos, por que que a gente está diante de uma geração tão passiva? Então, assim, para assumir responsabilidades de fato em relação à sua própria formação e construção como pessoa antes de ser profissional. Então nós temos aí muitas questões, Rosana, pra gente
discutir nesses desafios e já Que você jogou essa bola aqui pro meio de campo, eu quero devolver pra plateia, né? Vamos abrir aí para um momento de participação e perguntas, porque é justamente esse eh nesse aspecto que reside aí talvez algumas angústias, algumas dúvidas, né, algumas colocações que eh eh eu creio que o pessoal possa contribuir bastante aqui com a discussão. Guerra, oi, bom dia. Eu sou o apocalíptico. Não, tirando essa questão apocalíptica, essa essa é brincadeira, é Incheção de saco. Mas uma coisa que me deixa um pouco meio preocupado com isso, essa questão de
memória. Memória é uma coisa, porque a gente sabe que memória a gente tem que treinar memória, senão a memória murcha, certo? Então a gente tem lá, por exemplo, na minha casa, eu vou na casa da minha mãe, eu tenho os álbuns de fotografia. na minha casa, dos meus filhos, provavelmente não vai ter isso. Enfim, então essa questão de memória, aí a gente pega toda essa possibilidade, um Povo sem memória fácil de manipulação, enfim, né, essa viagem toda aí, né, pegando a universidade como um contraponto disso, que ela tem que ser realmente aquela, pô, traz conteúdo,
é, né, memória, contando a história, enfim, né? Minha pergunta, qual de vocês sabe um número de telefone que não seja o seu? Só sei o do meu marido. Ah, eu sei do meu marido, dos meus Filhos, dos meus pais, dos meus irmãos. Aí que tá. Eu treino enfermeira da minha tia. Eu sócio saio da minha casa quando eu era telefone fixo. Pergunta para eles aonde tá a memória, o treino da memória. Ninguém sabe. Então é só esse é só a pergunta foi essa provocativa. É. É. Mas isso que você traz, essa questão da memória é
super importante. E aí agora nós estamos diante de metodologias de aprendizagem que Trabalham com a neurociência, né? Porque aí você tá trabalhando com essa questão mesmo da formação de memórias. E aí dentro dessa linguagem toda, o que que é uma memória de trabalho? O que que é uma memória de longo prazo? E como isso impacta na aprendizagem? E aí dentro dessa metodologia a gente tem algumas estratégias de rotina de pensamento visível que há um tempo, quando eu aplicava essas rotinas de pensamento visível, eu conseguia tirar dos Estudantes respostas muito mais elaboradas, muito mais estruturadas e
muito mais profundas. Hoje, quando eu aplico a rotina de pensamento visível pós atividade, você não extrai o conteúdo que eu não sei se por, né, ele não consegue, ele fala: "Ah, foi legal, foi interessante". Você pede para ele dar um exemplo, ele não sabe dar um exemplo, você pede para ele formular uma proposta sobre a algum item ali mencionado, ele Não se lembra. Então, como é que anda essa questão das memória mesmo frente a tudo que nós estamos ouvindo imediatamente? Como vocês estão absorvendo isso? E como que vocês estão fazendo a memória seletiva daquilo que
você considera importante, daquilo que você vai descartar? Então, quando a gente fala de memória, a gente fala de memória de trabalho, que é essa memória presente, a memória de longo prazo, que é aquilo que você se lembra de para usar Naquele momento e que impacta a aprendizagem, a memória seletiva, aquilo que eu guardo, aquilo que eu desprezo. Então, isso que você traz guerra é muito importante para que nós também na no papel, mesmo quando nós estamos aí selecionando conteúdos de aprendizagem na ementa, eu não posso excluir isso, eu não posso excluir isso por quê? Como
que isso que é? tão importante vai mesmo entrar nesse processo de aprendizagem, de absorção, de apreensão desse Conhecimento para ele aplicar quando for necessário. Eh, eu só vou aproveitar a tua provocação do Bolverini, que é só para só para acabar ou tirar da mesa uma coisa sempre aparece em debate quando a gente tá com o professor que é não existe nenhum antagonismo, nenhuma polaridade entre memória e metodologia ativa, memória e aprendizagem. e pode substituir memória por decoreba, por tudo isso. Eh, faz parte do processo de Aprendizagem memorizar. Ponto. Isso, isso tá integrado. Acho que a
grande crítica é o que vai ser memorizado, como vai ser memorizado e com que propósito saber as os afluentes da Amazônia pode ou não ser relevante para uma determinado tipo de conhecimento, um determinado tipo de pessoas. Mas cada um, aí vem, eu acho que a o que eu abri falando, vai ter as suas razões pelas quais eu tenho, acho que a função da educação é dar a cada um a oportunidade De encontrar as razões pelas quais vai saber de cor um monte de coisa que não necessariamente são iguais. No meu caso foi saber alguns poemas
do meu bandeira, mas o outros pode ser saber um o s = s t + at²/ 2. So um monte de fórmula que não preciso saber. E a gente e a gente fez engenharia, a gente não vai usar essas fórmulas, mas estar memorizando faz parte do processo, não é qualquer coisa a qualquer custo. Este é o ponto. Acho que esse é o é a questão. E fazendo Defesa básica da da geração Z, eles são igual a todas as outras gerações. Eles memorizam coisas diferentes, coisas diferentes, né? Tá completa igual a gente, não igual eu. Eu
eu sou uma geração que decorou a letra de Farote Cabôlo. A é a minha geração. Eu sei a letra de F cabôlo de cor. Se botar um violão aqui é que a gente canta toda ela. Agora para quê? Para nada. Para absolutamente nada. Mas faz parte do processo de memorização. Então cada Geração vai. Então talvez, né? E é um grande, talvez a aquilo que a gente não tá tirando, e tem é muito complexo falar, resuzir isso, mas eh talvez a gente esteja debatendo que tipo de repertório nós queremos construir. E aí eu puxo pro qual
é o papel da escola da universidade, porque se o papel da escola é ter o é possibilitar que todos nós compartilhemos um repertório comum, Uma parte de repertório comum, termos um denominador comum, e é isso que nos faria uma nação, ou seja, termos algum denominador comum de valores e de repertório, repertório cultural, sabe? saber quem é Gonzaguinha, repertório cultural, saber o que que é Xuxa, isso é repertório, né? É o papel ou não da escola fazer isso? Esse é um debate que a gente tem que chegar, porque é isso que vai debater, vai chegar depois
no chat GPT da vida, Que é quando a gente tá dando o cursinho de chat GPT, eu falo pro meu aluno, eu possivelmente vou fazer muito melhor uso do chatt do que você que tem 19 anos, porque o chatpt lida com repertório e eu tenho 30 anos a mais do que você. Eu tenho 30 anos a mais de leitura, tem 30 anos a mais de música, tem 30 anos mais de decepções amorosas, tem 30 anos a mais de conversas, de passeios, de viagens, de debates. Eu tenho mais repertório. Então, eu tenho uma grande vantagem em
articular tudo isso e pedir pro chatt. Eu tenho 30 anos a mais de filmes. Então, fazer uma lista de filmes e pedir pro chat GPT, cria uma cena parecida com o filme tal, tal, tal, com uma câmera tal, eu tenho, e não é porque eu sou mais inteligente, é porque eu sou mais velho e mais vivido no sentido de que ao longo da minha vida eu fui acumulando repertório, né? A gente tem um repertório de música, a gente conversa Sobre música e então eu posso pedir pro chatt, como eu fiz nessa madrugada fazendo a apresentação,
a crie uma cena do Sócrates com a mão levantada, cena clássica do Sócrates, onde ele diz que não faz leitura. Isso é o meu repertório, eu não precisei ir no Google, porque eu já vi essa foto do Sócrates infinitas vezes na minha vida. E não é porque eu sou inteligente, é porque eu sou mais velho. E porque a escola e a universidade e a sociedade me Permitiu criar um repertório. Talvez a gente devesse pensar em qual repertórios nós estamos permitindo que o nosso aluno tenha. Vai ser diferente do nosso, isso não tem menor dúvida. O
ponto é qual é o denominador comum que nós queremos ter. Bom dia. eh num governo em que a educação é pouco valorizada e o professor tem deixado de ser o o o detentor do conhecimento hoje em dia, fazendo a mediação entre o aluno e a inteligência artificial, não vai fazer Com que essa nova geração, ela se ache autossuficiente, deixe de ter eh de usar a sua criatividade para eh responder determinadas questões jogando toda a o conhecimento pr [Música] pra inteligência artificial, fazendo com que o mesmo sofresse como se fosse uma uma teoria da evolução, ao
contrário, se acomodasse na situação e jogasse todas as soluções dos problemas para a inteligência artificial. É, eu mencionei isso no finalzinho, né, da minha fala. quando eu tratei da questão do gerenciamento, né? Porque você pode ter o a falsa sensação de domínio sobre aquela situação. E a partir do momento que você se se pauta, se baseia só nas informações que ela traz, acontece o que o Washington acabou de dizer. Eu não tenho repertório suficiente. Eu não tenho uma bagagem cultural, uma experiência suficientemente Sólida para confrontar aquilo tudo que ele tá me trazendo. E daí o
risco, sim, aí é se usa até a expressão, né, de alto risco, né, é algo que tá sendo aí discutido. O que que é essa ideia do alto risco? é justamente que nós nos acomodemos nisso. E aí a minha a minha pergunta às vezes quando eu olho para o docente é que nós ainda estamos com docentes meio a meio. O que que é o docente meio a meio? Muitos docentes que ainda são que eram analógicos e que daí Passaram a ser digitais. Mas a partir do momento que nós estivermos no cenário da educação toda uma
geração que, né, vem nessa coautoria e, né, de trabalho compartilhado, cooperado por meio de as generativas, aí eu me pergunto como vai ocorrer o processo, né, de conhecimento, se vai ser sempre recorrendo a uma base de dados e, né, porque existem aí algumas questões de que eu preciso apenas de uma base de dados para poder Te dar uma resposta e em que momento eu vou saber tomar atitudes e fazer gerenciamento de conflitos e resolver problemas de fato, entendeu? Aí, qual vai ser o perfil dessa geração que outorgar 100%, né, da do do seu da sua
formação a uma inteligência social, a uma inteligência artificial? Sim, é um risco. E o governo ele precisa ter um uma tomar uma posição em relação a isso. Sim. Agora mesmo no café eu conversava Com a professora. Como é seu nome, professora? Juliana. Juliana, não é? Professora com a Juliana. E a o Rodrigo eh testemunha porque no ano passado nós conhecemos algumas instituições no Japão e aí nós visitamos instituições com muita tecnologia, com muito aparato que não abala a o posicionamento ali dos japoneses, porque eles sabem que aquilo é um meio, não é um fim, não
é? e que aquele meio apenas favorece que eles se tornem ainda mais Investigativos, ainda mais curiosos e que queiram responder a coisas que ainda lembra-se daquela instituição da questão da luz solar, o tipo de palestra que a gente ouviu. Então assim, às vezes eles estão querendo então agora já resolver outras coisas e a tecnologia vai ajudar, vai ajudar, mas eles estão no processo de criação, eles estão entendendo qual é a necessidade da comunidade, qual é a necessidade do seu povo, qual é a necessidade da humanidade, entendeu? Então eles enxergam o problema e estão buscando. A
tecnologia auxilia, facilita processos, otimiza, né? cria, mas quem tem que fazer a leitura da realidade somos nós. E aí sim a gente corre um risco, aí eu vejo isso de que você perca essa noção do que é realmente a realidade e de quais são os problemas de que a gente precisa resolver. Só para complementar bem rapidinho, que eu sei que o tempo tá curto, de forma muito Pragmática. sempre vão ter os que vão tentar pegar o atalho e a vida vai ensinar porque não vai conseguir. Então, por exemplo, se a gente for um pouquinho pegando
repertório aqui, eu não sou dessa geração, mas quando começou a calculadora, diziam que ninguém mais ia saber fazer matemática. Quando começou o computador, meu pai é engenheiro, engenheiro aposentado já. Ele reclamava muito. Nos novos engenheiros que chegam não sabem fazer nada no papel. Se acabar A luz, não sabe fazer na bálma. para isso, botaram bateria no computador. Mas assim, as coisas vão evoluindo e os recursos vão ganhando o seu espaço e a sua acomodação natural. Eh, é claro que se você for dependente do recurso, o que você vai construir para você é commodity, ou seja,
você é um belo candidato a nada. E aí tem gente que vai querer ser uma commodity. Cada um constrói a sua Vida e a sua carreira da forma que quiser, mas no tempo a história vem mostrando que tudo aquilo que surge de novo, em algum momento ela vira normal, natural, faz parte do fluxo e a vida vai seguir de outra forma. A gente ainda não sabe exatamente qual vai ser esta outra forma, mas ela vai e eventualmente ela vai até simplesmente desaparecer. ajusta o orelhão, o telefone de ficha, enfim, as coisas vão, mas o atalho
ele vai ser sempre uma tentação Para aqueles que quiserem construir o nada. Aí vai depender de cada um. Obrigada. A minha pergunta é sobre exclusão digital, que a gente tava comentando anteriormente na apresentação do Washington, vários dos quadros demonstrados mostravam uma elite, tendo acesso a novas tecnologias. como que a gente faz no Brasil, né, que é um país onde em várias comunidades você não tem nem acesso à conectividade, como é que a gente evita e e possibilita Que eles sejam incluídos também e não fiquem nesse abismo maior de de divergência social e e exclusão? Quer
falar, Ciano? Quer falar? Então, e essa questão é exato. Eu vou eu vou procurar ser um pouco eh breve aí nessa questão. É, é um é um um desafio, né? Eu fui professora na rede pública, eh já sou aposentada e vivi muito nesse quesito. Entendo que a gente tem um abismo entre uma realidade eh eh de de repente uma demanda de rede particular Ou até mesmo de escolas públicas mais centralizadas do que essas mais afastadas. Mas entendo que isso acaba sendo um movimento, né? a gente não consegue atingir todo mundo no mesmo tempo, da mesma
forma. Eh, esse progresso, não sei se essa é a palavra mais adequada, ele ele ele vem arrastando todo mundo, né? E cada um vai catando a sua a sua carona ali de alguma maneira. Então, de algum modo, eu via meus alunos na pandemia, por exemplo, Né? eh, tendo aula comigo online com um chip de celular que era coletivo da família, que um usava uma hora, depois o outro usava uma hora e eu não podia ficar mais do que uma hora com aquela criança, mas a gente fazia aquilo que era possível. Criamos grupo de WhatsApp, mandamos
lições e a gente buscava alternativas para tentar suprir um pouco mais. Isso. Acho que caminhamos bastante nessas questões. Vejo as escolas públicas hoje, mesmo aqui em Guarulhos, Na periferia, com conectividade precária, mas existe, né, com um projetor em sala, eh, equipando devagarinho as coisas, né, substituindo a famosa lousa de giza. Eh, a gente tem esse abismo. O nosso trabalho é fervoroso no sentido de minimizar e de diminuir isso cada vez mais. Não depende, obviamente só do professor. A gente tem o envolvimento de políticas públicas nessas questões e isso, né, tá muito Relacionado a ao que
se pensa da educação no nosso país e a quem está lá pensando essa educação. Mas dentro do que está ao alcance do nosso braço, né, a gente vai trabalhando e fazendo. Tem gestores públicos muito bons que utilizam as verbas que chegam até eles com muita eficiência e fazendo o seu melhor pela comunidade que está ali. E eu acredito que esse processo vai ser realmente mais lento para alguns e um pouco mais ágil para outros, né? É um o Caminho, não tem muito o que fazer aí. Rosana e era a última pergunta, mas o chefe dele
quer fazer uma, então não é mais a última. Não, desculpa, pessoal. Eh, mais aqui uma pergunta. Acho que tá sendo super rico essa semana toda aqui juntos, né? E aí eu acho que dá para colocar tudo isso num pacote assim, se vocês me derem um momentinho de fala e aí como vocês também não me derem, o microfone é meu. Eh, peço desculpas. Eh, tem uma coisa Muito bacana que assim, o NA que nasceu porque o computador foi inventado, né? Então, a gente usa o nosso nome, ele é inspirado no primeiro computador. E quando a gente
nasce como instituição de ensino, a gente nasce com esse propósito de trazer a máquina para perto das pessoas em uma cidade aonde não necessariamente eh o recurso ia chegar, numa realidade eh que a gente sabe que é pioneiro e e tá fazendo uma coisa que que vai gerar o bem comum e e precisa Ser feita. E aí a gente, quando a internet foi inventada, a gente é muita gente. O meu pai virou provedor de acesso à internet. Ele fez todo o processo, abriu o CNPJ e fez todo o processo junto com a Natel e tudo
mais, porque a gente estava muito preocupado em não ter acesso à internet por aqui. Então a gente se propôs a ser provedor de internet. No final das contas, isso virou um negócio muito lucrativo, muita gente veio e funcionou. E aí a gente Pintou aqui o I e o A do NX, porque acho que esse momento da inteligência artificial é muito isso, né? É, é, é. Se a gente tá preocupado como professor o que diabos vai acontecer com a gente e todo mundo que participou aqui ontem, os contadores estão preocupados o que que vai acontecer com
eles. Os gestores financeiros estão preocupados o que vai acontecer com eles, os advogados estão preocupados e que vai acontecer com eles. A gente precisa se preocupar muito Mais do que com nós mesmos, com os nossos alunos. Então, no primeiro dia da conversa, o pessoal do terceiro ano do ensino médio tava aqui com a gente. E a preocupação, imagina a preocupação deles, né? Se o meu professor tá com medo que não vai fazer diferença no mundo e não vai servir para nada, imagina eu que não sei nada e depende do meu professor. Então acho que a
provocação maior que que precisa ficar com todo mundo primeiro é existem Lugares comuns como esse que a gente tá fazendo aqui, esse festival de inovação, para essas discussões acontecerem e as pessoas que esverem dispostas, né, e preparadas para darem esse primeiro passo na inteligência artificial, com certeza vão se dar melhor assim. Acho que também isso não tá aberto para debate. E aí, só respondendo a pergunta do Washington, o que que eu acho que é o propósito da universidade e da escola é justamente isso, né? É prover o acesso, É criar o ambiente pra gente ter
a discussão, porque ele não vai acontecer na esfera pública e ele também não vai acontecer na esfera privada. Então, acho que o mundo acadêmico eh mais do que nunca tem essa relevância hoje da gente ser essa argamaça que junta todas as partes, traz esses essas pessoas para um lugar comum pra gente poder ter as conversas difíceis. e poder ter essas conversas difíceis, podendo expressar a sua opinião, seja você de direita ou de Esquerda, goste você de qualquer figura política que você quiser. A gente tem que estar aberto para essas discussões acontecerem como adultos e caminhar
adiante. Mas eu queria agradecer muito, especialmente porque esse é o painel que tem mais representação feminina. Então, muito obrigado eh por estarem aqui com a gente. Foi uma dificuldade quando a gente montou, né, essa visão de como é que a gente traz mais mulheres por palco, mais pessoas de cor pro palco. Então, tô muito feliz que a gente tá conseguindo fazer isso também. E queria agradecer publicamente ao professor Carvalho, eh, que ajudou muito a tudo isso a acontecer. Carvalho, sem professores, eu tenho certeza que o mundo é muito pior. A gente precisa de vocês e
fiquem mais tranquilos, porque essa nova era professor dentro também. Posso entregar presente agora também? Aproveitar que eu roubei o que acho que não É suficiente para fazer que eu acho que um dos caminhos, eu acho que respondendo à pergunta do que que a gente pode fazer através das universidades, das instituições de ensino superior que tem o debate, mas também tem as ações na comunidade que agora são mais do que obrigatórias, são curricularizadas. Então, acho que é um pequena contribuição que eu acho que a gente consegue dar. Acho que essa é a resposta Mais ou menos
longa, né? curta é que a gente vai ter que lidar com essa diferença de social mesmo que é a característica nossa do Brasil e continuar lutando para diminu