[Música] é boa noite a todas e todos os colegas as alunas aos alunos e É principalmente a nossa convidada professora Rita Segato eu queria que é começar agradecendo a presença de todas e todos agora e no futuro né então vamos falar para o futuro também é e anunciar Então essa satisfação que a gente tem em começar esse semestre oficialmente porque o semestre já começou um pouquinho de tempo né desde o fim do mês passado em abril e foi com muita satisfação que a gente organizou essa mesa para iniciar seletivo eu queria agradecer ao departamento de
história que ajudou como sempre né numa interação muito muito legal e continua né com programa de história social é agradecer a faculdade de Filosofia o departamento de visual é e dizer que é esse é o nosso novo estado de coisas né falar online falar em lives falar por meio de grandes conexões de internet pelo mundo todo que vocês vão ver agora né É mas é tem uma vantagem que a gente tem essa esse alcance e até agora é a gente tinha por vezes alguma dificuldade mas é se tem uma vantagem é essa de a gente
se conectar com rapidez com fluidez né e ficar permanentemente acho que na rede é com uma certa contribuição eu espero do programa para os nossos públicos né alunos e docentes Mas também de toda a faculdade então agradeço muitíssimo é a todos os presentes os primos assistem os interessados espero que a gente contribua para uma discussão muito frutífera essa noite aqui a gente tem a professora Rita Segatti que eu vou me isentar de apresentar porque isso que vai fazer a minha colega Elizabeth Cancele a viscondedora do programa é e vou estar aqui com vocês assistindo vou
ficar cuidando das perguntas que eu acho que nós vamos ter né após o pós da nossa apresentação mas queria agradecer a todos agradecer principalmente a professora Rita cegato é nas suas diversas ocupações arranja um tempo para falar com a gente é e uma palestra com título muito instigante que eu acho que vai fazer uma distração muito muito interessante para nós para o semestre e vamos a ela né Nós somos nós que interessamos Mas a professora então eu passo a palavra para Elizabeth cancele bom boa noite a todos e todas eu faço as agradecimentos da Márcia
os meus mas eu queria agradecer de uma forma muito especial muito respeitosa e muito carinhosa a Rita né por estar aqui conosco e por ter tão prontamente posto a vir aqui conversar na USP com historiadores e também com um público maior que tá aí assistindo a rir é difícil apresentar a reta né porque a maior parte das pessoas que estão aqui que está aqui conhece a Rita pelo seu frutífero instigante trabalho mas eu vou fazer isso né e vou começar dizendo que se a Rita pode ser definida nós a deferiríamos como antropóloga e feminista a
Rita que nesse momento tá está nos falando vai nos falar dos Anjos ela é nascida na Argentina e professora titular ementa da Universidade de Brasília é licenciatura em ciências antropológicas na universidade Buenos Aires se especializou em Eco musicologia no Instituto interamericano direto musicologia e folclore de Caracas onde permaneceu como investigadora do arquivo de música latino-americana até 1980 obteve seu doutorado em antropologia social na Conde estudou antropologia da música e antropologia social com nomes seminais da área em 1985 Foi contratada com professora da UnB no departamento de Antropologia de onde transferiu-se em 2011 para a docência
de pós-graduação interdisciplinar em bioética e direitos humanos na mesma UnB a Rita ser gato atuou com professora visitante em diversos programas de doutorado na América Latina em 1993 iniciou um longo caminho de pesquisa sobre violência contra as mulheres a partir de uma demanda do governo do Distrito Federal entre seus livros destacam-se as estruturas elementares da violência a nação e seus outros as novas formas da guerra e o corpo das mulheres a Rita recebeu quase duas dezenas de títulos e prêmios e continua recebendo o mais recente deles é o prêmio França filosófica Association [Música] vilegas do
colégio doméstico Catedral nível que Rana do museu de rainha Sofia de Madrid na Argentina medalha de prata da morte de São Inácio de Loyola da Universidade hiper americana do México e pleno americano e caribenho de Ciências Sociais da classe 50 anos do Conselho latino-americano e Ciências Sociais clássicos né e prêmio como uma das 30s intelectuais mais influentes da iberomérica pela ex-goplay Rita a essas foram uma pequena introdução e eu aproveito aqui para das boas-vindas a chefe do departamento de história a Maria Cristina Correia Leandro eu não sei se a Cristina quer dizer algumas palavras antes
de eu passar a palavra Rita para que nós possamos ouvir Cristina Boa noite Boa noite Rita é um prazer tê-la aqui eu queria pedir desculpas porque eu estava no outro evento que se atrasou também por problemas técnicos então não consegui chegar a tempo peço muito desculpas mas queria agradecer ela muitíssimo em nome do departamento de história é uma honra recebê-la e para abrir então nosso ano letivo na pós-graduação história social Então é isso muito obrigada Eu que agradeço Rita por favor a palavra é sua Rita Ok bom então boa tarde a todo mundo tô longe
né Depois demorar tantos anos no Brasil sei lá quase 40 anos faz dois anos que eu não retorno né e eu estou aqui bem longe e estou falando é bom dizer né Ele é um povoado pequenininho na Cordilheira dos Santos né moro em parte né mas também com muitas muita saudade do Brasil esperava que passear então eu preparei aqui um texto estou um pouquinho com coração na mão porque eu esses dias todos esses meses todos têm usado o zoom e tenho trabalhado por vídeo conferência mas tá um pouquinho sempre a gente tem né Sempre tem
um temor que caia bom a Sky a gente reem ingressa e agradecer a vocês por esta distinção [Música] da história e então preparei aqui um texto que combina algumas coisas que eu já pensei escrevi novos a introdução contudo eu quero declarar aqui que são severamente crítica do que tem o descrito como fundamentalismo disciplinares entendo esse fechamento como foi se dando na minha própria disciplina antropologia Esse é fechamento fundamentalista disciplinar como um sino de fragilidade e insegurança que afeta nos últimos tempos e a obriga a fazer uma referência permanente a um passado depois por essa disciplinar
a uma origem tenha sentido e isso como um sintoma de perca de força e perca também tem por seu criativo e autoconfiança eu não sei sobre vocês eu não sei se a história também sofre dessa turismo disciplinar e dessa fechar a fronteiras disciplinares que circula nesse momento a uma boa parte da antropologia que se faz é se por um lado cada disciplina mantém seu debate interno entre posições e dentro de cada disciplina cada especialidade também se desenvolve quando divergências bifurcações de caminhos quando não rinha é preciso manter aberto o diálogo interdisciplinar e lembrar que é
possivelmente os momentos mais criativos da nossa disciplinas e das humanidades em geral foram naqueles momentos em que as disciplinas conversaram entre si aberto o espaço do interlocução ele é muito a fertilização entre a disciplinas Então acho que isso é que estamos fazendo aqui né dito isto quero dizer que muitas vezes na minha sala tenha falado de quê como na física da luz que onda e a partícula vejo a antropologia como a partícula [Música] como a onda nós buscamos estabilidades e vocês procuram os trânsito nós apesar dos enormes esforços por essencializar e de sustabilizar a noção
de gordura fazendo a sua armadilha Inicial Ainda temos uma dificuldade com o tempo para fazer entrar o tempo no nosso fazer disciplinar vocês acreditam a dificuldade contrária com essa estrutura e as modernizações do meu reencontro com a história e meu recurso a lançar mão dela então do relativismo cultural impossível a proposta de um pluralismo histórico em 2007 foi convocada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos deputado do congresso nacional para participar de uma segunda audiência para participar na segunda audiência a primeira tinha acontecido em 2005 destinada a avaliar o projeto de lei sobre infanticídio
indígena evangélica Na necessidade de argumentar para um destinatário que era um Parlamento branco isso deu origem mais tarde há um texto cujo título é que cada povo pensa os filhos da sua história a colonialidade Legislativa do Salvador da infância indígena não posso aqui dar um detalhe de todo o meu argumento Ao contrário ao consentimento dessa lei Mas me concentrarei em um tema central e declaro da primeira hora que me encontrava a frente é um congresso em cuja composição não existia nenhum membro de qualquer um dos povos indígenas do Brasil e que se tratava portanto e
sem lugar a dúvida de um congresso marcado pela colonialidade uma colonialidade invisível como o ar que respiramos mas feita até mim perceptível após um mergulho na perspectiva de colonial sendo sendo essa situação logo vinha perceber que o argumento do relativismo cultural seria não somente em oco para argumentar contra uma lei contra o enfaticismo mas também tem osso e afinal contraproducente para alcançar o objetivo da minha apresentação na minha apresentação da análise e argumentação que aí dessa bolinha surgiram uma série de corolários sete em total que daí diante guiaram a minha antropologia em síntese eles dizem
o seguinte falemos de povos e não de grupos um povo é um sujeito coletivo Vivo e dinâmico enquanto a iniquidade se baseia no patrimônio de Cultura o povo não pode ser referir a um patrimônio de cultura e costumes mas ao tecido de uma história comum através da discenções de consensos entre seus membros o projeto histórico de um povo é permanecer como tal no tempo e na transformações um povo é aquele que se percebe vindo de uma história em comum é indo em direção de um futuro em comum através da sua incidência esse conflitos internos todo
povo é histórico isso é insistência e obedece às estruturas impostas pelo tempo a cultura nada mais é do que a decantação da experiência histórica acumulada e um mito uma forma de condensação e simbolização dos eventos do processo histórico do passado um bom estado é um estado que devolve a rede da história aos povos que habitam seu território dessa forma um território nacional e percorrido e atravessado por uma pluralidade de vetores históricos que são os povos que eu habitam após o processo Colonial devolveram o povo sua jurisdição Isto é restituir a um povo a sua justiça
própria equivaleria ali devolver a comunidade a sua história a deliberação no seu próprio foro do que deve mudar e do que deve permanecer direito é sido assim em tempos como deveres deveria ser no presente e com relação ao tema do infantil mecanismo Tornado impossível pelo fato mesmo do Congresso Brasileiro sempre um Parlamento estruturado pela colonialidade em termos de controle do território nacional o povo da nação este povo tentei dizer ao argumentar só vetores históricos que se entre cruza e compartilha alguma faceta do seu repetitivo no território nacional o pluralismo histórico conclui então é um paradigma
melhor e mais segundo que o paralítico cultural então defender esse pluralismo na nação para mim é uma meta um objetivo fundamental a perspectiva na colonialidade do poder e o giro de Colonial Qual é a referência que permite avaliar o caráter permanente a inspiração deu na Perspectiva que não reposiciona na história de outra forma e que por essa razão é chamada de giro pôr analogia ao giro que coloca o centro em outro lugar naquele lugar que se considerava a borda sei muito bem que essa viciada sobre a história formulada pelo grande Pensador peruano animaticano falecido em
2018 e pouco conhecida e geralmente citada pelos acadêmico brasileiro de forma fragmentária e sem a organicidade que a característica alguns erros também são cometidos Como por exemplo unificar o ser estudos por coloniais com a perspectiva de Colonial como se fosse a mesma perspectiva ou falar em termos como sua eternidade sobre a história e o mundo uma linha de Mira ou seja uma maneira e um ponto de situação do qual olhar para a história e para o mundo essa perspectiva afirma que embora a colonização [Música] independências e a instalação do sistemas nacionais a colonialidade do poder
e também a estrutura Colonial da subjetividades permanece eu acrescento que a exterioridade da gestão estatal e essa noção da exterioridade retirou da gestão estatal dos territórios e da vida da população da nossa República eles não se origina numa história própria dos povos que habita o território mas se origina na transposição da Sede Administrativa dela é o território para que continuar com a gerência dos bens no caso onde eu estou por exemplo na Argentina está no América devido a uma grande traição aos Heros que fizeram a guerra da Independência todos eles e elas morreram de morte
matada ou no exílio ou em situação de miséria e abandono e logo ou uma sociedade uma porção Criou já Como chamamos nós espanhóis nascidos aqui ó Mas que como eu digo joga no time do brancos né no nosso país eles fundaram a o estado traindo aquele que tinha colocado o corpo na guerra da Independência E no caso do Brasil onde se quer uma realidade Então esse é o problema da nossa colonialidade permanente interno da administração né da legislação do direito né e da gestão dos bens né da república e logo está também a colonialidade temos
a subjetividade então na minha análise dessa perspectiva com 14 eixos do Giro o virada que ela introduz né do Giro Copérnico em alguns com uma breve menção no final o tema do gênero do gênero na situação no trânsito um primeiro eixo é o reorganamento da história né E esse eixo diz o seguinte que na verdade é América inventa Europa é o contrário do que estamos acostumados a pensar né Não somente conhecido o sentido de que os metais extraídos da América foi a vacina originária do capital que a conquista da América foi o primeiro momento da
formação do mercado mundial não é por isso América o novo mundo emerge como o espaço do novo antes da América a modernidade não existia né e é muito fácil perceber porque embora Nós pensamos que a modernidade europeia europeia antes de América autorização a legitimidade de toda invenção e toda descoberta vinha do passado vinha da história Sagrada o passado era a idade Dourada depois de América o futuro se transforma Nessa idade dourada e for fonte de legitimidade para todo o evento e para todo o descobrimento e por isso é possivelmente que a gente não consiga deixar
de falar no descobrimento de América né porque temos feito muitas vezes a crítica América não foi descoberta porque já existia já estava povoada por seus próprios habitantes mas na verdade o que se descobre com a América é o próprio descobriu é o valor positivo do descobrir o valor positivo da novidade do novo da descoberta que o valor central da modernidade não existe modernidade senhor é cobramento quem sabe é possivelmente seja por isso que a gente não consegue abandonar o termo de cobramento quando fala da América apesar de saber que esse termo é errado é que
Estamos descobrindo é que na América seda cobre o decobrir e o valor então esse eu uma ideia muito centrada dessa perspectivas né que o valor você coloca na novidade na inovação E então com isso surge a modernidade como proposta os descobertas as invenções técnicas tecnológicas anteriores nessa situação e na autorização a partir da América a novidade se torna o valor dominante o futuro como maior então o momento em que se inicia o processo de conquista e colonização a modernidade e o capitalismo também davam seus primeiros passos portanto é possível afirmar que a emergência da América
sua Fundação como continente e categoria reconfigura o mundo e origina conhece o impacto O único vocabulário Um dos problemas e justamente essa narrativa só conseguiu narrar a história da descoberta termos que são posteriores ao evento toda a narrativa desse processo necessita de um lexico posterior a seus acontecimentos dando o lugar por isso mesmo ao na nova época como um repertório novo de categorias e na nova grade para aprender o mundo A grande diferença sempre apontada entre a sua perspectiva e aos estudos por coloniais asiáticos e africanos pois a emergência na América como a realidade e
o evento Central que permite a emergência da Europa não existe Europa sem um novo mundo no sentido estrito que é da originalização do planeta originalização do Globo original é a América que reoriginaliza o planeta agrave e as palavras com que falamos do globo não o segundo eixo é a ideia colonial e moderno sistema mundo a categoria moderna mundo postular por emanuellestein você vê assim reconstituída e que já vai estar assina junto conjuntamente um texto na oportunidade dos 500 anos da América vai acrescentar uma ideia a ideia demorar no sistema mundo de sangue que a América
é precondição necessária para o morar no sistema mundo e não poderia existir nesse sistema mundo e essa modernidade sem a precondição da América é sem ela uma economia do mundo capitalista não teria poderia ter tido lugar a precondição do moderno sistema mundo é a colonialidade e daí a expressão modificada para denominar Essa ordem Essa ordem mundial já não será sistema mundo Colonial será sistema mundo capitalista mas será sistema mundo colonial e moderno para apontar com essa preferência da palavra Colonial que modernidade necessita de colonialidade para sempre um outro eixo que na verdade eu eixo central
dessa perspectiva é o racismo e a invenção de raça isso é difícil às vezes de fazer entender porque é muita citações muita citações desse conjunto deste orgânico conjunto de conceitos e categorias nós se entende que ele tem seu pivo seu centro na ideia de graça você é na racialização do mundo a partir do evento colonial e até hoje o planeta é racializado o pivô do sistema se encontrou na racialização ou invenção da raça hierarquia Colonial que se estabeleceu e permitiu que seria mais tarde chamados brancos ou europeus é o controle do trabalho para que ano
é ali que se origina o eurocentrismo que logo passa a reproduzir o sistema de exploração e o critério de distribuição de valor a sujeitos e seus produtos e saberes daí essa hierarquia afeta os mais diversos hábitos da experiência organizando Sempre Em Forma desigual pares como pré capital não europeia europeia primitivo civilizado tradicional moderno ocidente primitivo irracional tradicional e moderno essas duplas na verdade orgânica no mundo desse uau e sempre a é atribuído aquele raciocínio no branco e as paisagens não brancura o termo Sul ordenado [Música] são sempre valor e referidos a superioridade ultramarina e pautada
com referência a ela como de desenvolvimento Progresso produtividade competitividade neutralidade científica relação desigual dessa raissada é distanciada de um sujeito que observa e administra um objeto um objeto que é a natureza reduzida a coisa epistemologicamente objetivada é antropocentrismo é lugar de corpo centrismo são todos esses entre outros formas de um racismo é pistêmico que não é mais nem menos que a faceta relacionar de um mundo eurocentrado e racializado eu sempre mais que dois nomes para o mesmo E aí vem a ideia central a invenção de raça Em que consiste a raça nessa perspectiva não é
inerente ao corpo mas se é inerente a relação e a racialização é histórica ou seja não é um fato plenamente histórico da raça lida como o sino nos corpos de uma posição na história nesse sentido é plenamente histórico a história o lugar dos porco na história isso é a raça e também a sua Associação com uma paisagem geopoliticamente marcada então a definição da raça para que é absolutamente eu considero absolutamente a partir do evento anteriormente mas a raça tem 500 anos e não mais por causa do seguinte a partir do evento colonial e a julicada
una na natureza ao corpo do vencidos é que logo se transforma muito rapidamente se transforma pelo pela parceria entre o cartesianismo e a ciência com o processo Colonial se transforma numa biologia o vencido tem uma outra biologia diferente do vencedores raça é a bioglogização da posições Coisa que jamais se sentiu então a própria mobilidade [Música] da extração dura mais-valia segura porque na classe Claro rapidamente possibilidade de uma mobilidade social com a biologização da posição do derrotado nesse processo nessas batalhas coloniais que eu acredito que não se encerraram foi um período histórico é a biologização do
corpo da fixação na posição biológica faz muito mais difícil a mobilidade social que a raça que a classe ainda preserva então por isso a raça é uma categoria Central na Perspectiva da e finalmente o tema da colonialidade e do patriarcado no qual eu tenho feito algumas contribuições centrais que tem a ver com que passa Qual é a continuidade que a colonialidade introduz a forma que não lança o patriarcado a forma em que transformam e aqui o pensamento feminista de Colonial em duas correntes né que tem grandes afinidas mas também tem diferença uma corrente que diz
que afirma a não existência de um patriarcado [Música] e a minha visão da coisas como antropóloga porque em geral as pessoas que aderiram o formularam Inclusive a perspectiva da inexistência de um padrão como por exemplo a Maria Luana muito avassada muito embaçada no textual a invenção das mulheres meu campo é antropologia e é absolutamente impossível afirmar a inexistência de um patriarcado na sociedade trivais pré-coloniais ou com baixíssimos [Música] mas é sociais tem várias instituições como por exemplo a caça dos homens né da iniciação masculina que tem característica clássicamente de todo o patriarcado ou seja o
mundo dos homens como o mundo de autoridade de construção não prestígio para a masculinidade [Música] África e também o nosso mundo então qual é a nuance que a colonialidade o processo Colonial é imprime né Para mim tem três como na raça acontece no gênero a naturalização mais tarda biologização da posições de gênero embora existiam patriarcado originário mas a posições do masculino do feminino não tinham nada dobrado de biologização como tem no mundo por colonial no mundo introduzido pela colonização a transitividades antropologia fez muito antes da existência no feminino ela escreve sobre o casamento no seu
livro é Maria ele vai falar do Casamento entre entre papéis e não entre corpos né no mundo tribal a maçônico né ter classes do Paraguai né o certo e o e o arco e o sexto ele vai falar de um personagem hoje já María absoluta mas ele não problemático [Música] tem muito relatos muito relatos sobre aceitação Sem problema sem problema essa transitividade que indicaria que tal Como aconteceu com a raça o gêneros não era não sofria a naturalização a biologização que passaram a sofrer após o processo A primeira é no 11 a primeira inflexão colocada
pela colonização no patriarcado original a segunda grande inflexão é o trato no meu aspectos como a transformação da dualidade é binarismo o mundo indígena como qualquer indígena vai falar sempre é Dual né mas dualidade não são a mesma coisa então eu analiso em diversos textos a diferença duas estruturas né a estrutura Dual é estrutura de Dois Mundos né o espaço dos homens espaço público cidades próprias completos ele não só incompletos no mundo na transição para a moralidade para coloniais nessa transição o sujeito Universal e seus outros ou seja esses outros são seus defectivos né a
mulher o índio sexualidade incidentes enfim todas as outras áreas com relação ao sujeito pleno o sujeito Universal dona da política né E quem queira entrar a falar com ele vai ter que fazer vários exercícios da transformação ele é negociação para poder ocupar como sujeito Universal porque aí esse lugar é um lugar natural do que muitos femininos sempre falaram né do Branco letrado [Música] Branco letrado proprietário Pater famílias é prefiro mencionar como dono de uma família mas que falar da sua sexualidade porque sua sexualidade não sei invisível e como nocível ou seja está curta mas seu
dono de um grupo familiar Então esse esse sujeito o sujeito pleno e suas autoridades outras áreas ou perfectivos [Música] [Música] estava pornográfica Em que sentido em que transforma a vida em coisa e o corpo em coisa ele olha o colonizador e conquistador vai vir em busca de coisas né o ouro né E vai transformar o Espaço Vital que encontra aqui e seus corpos por coisa e isso estamos sofrendo a Deus eu acho que eu vou então deixar por aqui e também ficou disponível para algumas perguntas muito linda sua fala muito instigante muito Profundas várias questões
realmente se tem vontade de ficar com você durante vários meses a conversar sobre cada uma das inúmeras questões que você colocou eu gostaria Rita se possível de fazer a você duas questões acho que a primeira delas eu gostaria de Se pudermos fazer um paralelo entre o que você pensa sobre as estruturas elementares da violência e uma episteme que em outros textos seus você vai dizer que são uma episteme de direita ou fundar fundamentalismo disciplinar como você colocou aqui ou negação do pluralismo histórico né com as questões sobre as estruturas elementares do corpo tá então as
estruturas elementares do corpo Então você disse que na violência use abuso do corpo do outro e o aniquilamento da vontade da vítima a vítima expropriada do controle sobre o seu espaço então o estupro é o alegórico por Excelência da definição da soberania quer dizer você tá tratando isso como poder como controle restrito vontade Soberana autoritária e discricionário na episteme da direita você trabalha com essas metas históricas formas de felicidade projeto civilizatórios e concepções de futuro e centros de civilização do moderno ocidental e aí eu te pergunto me parece há também uma apropriação da vontade não
um canibalismo da vontade do outro no pensamento e na ação é uma outra espécie de estupro estupro que também tem pressuposto uma estrutura de privilégios de direitos de herança não dá um estupro da negação do pluralismo histórico né E aí quer dizer eu acho que a sua fala gostaria que você falasse um pouco mais disso que é essa proposta de falar de um campo à esquerda que fuja dessa [Música] desse estupro vamos dizer da episteme que a epistemo de direita minha outra questão é uma questão que nos liga né Muito eu vivia Essa é você
teve uma importância Central na implementação das cotas raciais nas universidades brasileiras né uma importância que extrapolou de muito a Universidade de Brasília onde você foi uma das líderes né de movimento até aquela época inédito no Brasil nessa trajetória de tanto você encontrou uma série de resistência uma resistência acadêmica que não energia a Universidade de Brasília mas foi uma resistência nacional e no campo eu acho que da antropologia mais ainda né e uma resistência política e eu gostaria se você pudesse falar um pouco A esse respeito e fazer considerações em relação a própria violência de gênero
e a discriminação né contra a mulher [Música] e a sua leitura embora você não seja né uma leitura que fizeram de você como estrangeiro no Brasil seriam as duas perguntas Então a primeira pergunta é alinhava vários temas que eu tenho trabalhado o corpo o último espaço de soberania da pessoa quando o sujeito a sujeita não tem nada mais tem seu corpo né então o soro passando o controle sobre o próprio corpo seja como seja aquele autor e sempre no meu livro Essa estrutura se alimenta que acredito que justamente pela segunda pergunta sua que a pergunta
sobre a minha participação que o primeiro dia né com Jorge de Carvalho da proposta é um livro que até agora nunca ou seja nunca se pode publicar no Brasil foi meu primeiro livro né assim depois depois do livro que sai da minha tecido autoral que está sem publicado pela Universidade Brasília e que essa publicação precede a ligação que eu chamo a luta pelas gotas o segundo livro foi dessa estrutura sementária violência quem nunca consegue publicar no Brasil agora acontece que todos os meus livros todos juntos depois disso me ofendi e falei Ah é Então não
vou publicar nem um livro no Brasil e não vou falar um palavrão publicar isso foi o melhor que me aconteceu na vida porque porque o mercado de leitor o mercado editorial em espanhol imensamente mais amplo que o mercado editorial em português e também a pessoa que leia a pessoa que não lê no Brasil Então não é só pela demografia mas também sei sua educação da maioria então publicano cada vez Tenha paciência na vida porque muitas vezes quando alguém tenta não prejudicar nos está ajudando Esse foi o caso um dos ondas ajudas que recebi daqueles que
Tentaram me prejudicar então nenhum então todo publicados em espanhol agora está sendo [Música] o inglês por exemplo a crítica que é a maior Editora acadêmica em língua inglesa e então agora a Bazar do tempo vai publicar no Brasil porque eu achei 40 anos né foi embora então a orar meus livros será publicadas em português é muito estranho já estou fora desse dessa problemática mas eu acho que que a Universidade Brasileira deveria é fazer uma reflexão sobre meu câncer sem nomes ou não mas o casulo na pessoa aqui ela aconteceu isso porque é muito estranho e
porque o Brasil não merece isso não foi um prejuízo a mim o prejuízo ao Brasil não tenho nenhuma dúvida nenhuma escrúpulo é dizer isso Então essa estrutura fala né dessa dessa ideia fala dos dois seixos a violação não é uma relação entre agressor e agredida e o agredido Porque também tem violações de homens né É mas é ou na relação entre homens ou seja entre agressores você é um pacto que sei lá o poder e a Corporação [Música] corporativa replicar todas as outras corporações então ali a o efeito de do que eu chamo não tenho
tempo para responder a sua pergunta é longa Elizabeth então eu falo que o mundo hoje não está caracterizado como pela donidade ou seja o senhorio é o mundo muito maior que o existiram na idade média e também com quase a inexistência de passou comuns né da vida e da Morte senhoras desses enorme nesse territórios E aí o corpo da mulher o corpo território da mulher jogam papel que sim muito importante você já porque ele é como o sintoma desse mundo a prática da violação do feminicídio assim foi meu análise do feminicídio tem essa característica de
capacidade de dominação da capacidade de senhorio flexível no senhorio sobre o corpo mas na verdade está mostrando né é ter uma dimensão territorial meu análise já é antigo né da situação fronteirista desse aquário usa esse esse método de análise que agora veja o sábado muitos outros lugares que é a violação como nação territorial Então realmente afetando a vida genitais [Música] [Música] o entendimento da vítima [Música] isso para mim é também não sei se respondo depois você menciona a questão do projeto históricos eu falo de dois grandes projetos históricos sem curso no planeta o projeto histórico
da coisas né e da classificação da vida da apropriação da coisa e o projeto histórico dos vínculos e digo que todas as pessoas viveram com o pé cada um do projeto olhando para as duas metas né mas é no organistas em que é necessário recolher porque a coisa se eu vim quando são metas Opostas da Felicidade né Não sei se você se referia isso mas eu tenho a palavra projeto agora tem a outra questão do pluralismo E aí o homem seria muito longo mas o laudo que eu fiz para o caso você puxar cor de
malha sobre a guerra repressiva indígena fundamental para garantir a própria sobrevivência da espécie sobre o planeta por quê Porque não sabemos Qual dos seres humanos Qual dos povos que habita o planeta aquele que está é um santuário intocado na maçoninha na Amazônia né português Qual será o povo que será capaz de atravessar o próximo cataclismo a História Natural sempre teve catástrofe né é impossível de previsar o resultado dessa catástrofe A única garantia sobrevivência da espécie no planeta e não é exterminada momento humanitário é um argumento pratico A única garantia sobrevivência que ela seja plural ela
esteja destruída muito tipo muito tipo de vida e é muito ser passos geográficos e é muito provável que o mármore amanhã saia de um santuário amafônico então por isso a meta do pluralismo na meta fundamental para garantir que continuamos que os humanos continuamos a vida por aqui mas é outro tema sua palavra também sempre cortou um pouquinho né sou eu Então para mim eu sou feminista mas meu feminismo no pluralismo antes só pluralista do que feminista é quer dizer o feminismo se somos pluralistas se não inclusive aí tem problemas entre o próprio feminismo que são
alguns problemas de patrulha moral por exemplo não aceito nenhuma Patrulha morar nenhuma tipo de patruísmo que vem isso não é feminista [Música] que está na rua é isso é visível e deu na forma não necessariamente orquestrada e piramidal ela é coisa feminista está tomando posições hoje em dia em todo lugar não existe seriado da televisão projeto político no mundo né Possivelmente o Brasil neste momento mas no mundo no Globo né é o recurso está em paz apareça sempre marca a presença Então acho que esse essa esse momento histórico muito particular em que eu acho que
eu na profunda a transformação histórica está por acontecer e outro tema muito importante que claro eu era uma fala hoje né que é o seguinte só com o demônio do mandato a história muda a história muda né é vejamos O que foi a história da humanidade por amor por a tragédia pura tristeza pura sofrimento físico e também espiritual e moral A Guerra Não só necessárias né só que é o mandato de masculinidade que mantém a Terra é o momento isso me ocorreu há um tempo na costa pacífica da Colômbia né onde estavamos falando sobre o
problemas né territórios que o alimento das pessoas que são elevadas a fugir e a deixar o territórios livres para os Empreendimentos Empreendimentos familiares portos né como esse lugar onde me encontrava nesse momento no porto de buenaventura E aí alguém me perguntou como terminamos com essa guerra como terminamos com essa guerra que não termina com pactos contatos entre A FARC e o estado colombiano nunca tinha pensado como terminar a única forma de terminar com a guerra é desmontando o mandato da Imaculada a questão [Música] até 2010 e o Curioso era que era muito mais fácil e
comecei um engenheiro um físico alguém do campo das disciplinas da ciência verduras que convenceram na antropolo né de que as cotas para estudante negros era uma uma medida importante na política importante para a consciência racial do Brasil eu não sei como está a sua disposição mas a gente tem várias perguntas no chat mas eu não vou fazer todas já peço desculpa para o público que é muito interessado em saber sua opinião sobre vários pontos diferentes né mas eu se você não se incomodar eu faria as três primeiras perguntas um pouco para você também sentir Qual
é a direção da dos ouvintes né E talvez eu posso fazer as três de uma vez [Música] posso fazer uma de cada vez sim eu vou dizer uma coisa para vocês publicamente aqui eu não sou brasileira eu nunca me naturalizei brasileiro então eu não vou responder nenhuma pergunta sobre política se eu fosse brasileira era respondaria E se eu não tiver ser morado No Brasil se fosse uma absoluta que estrangeira também responderia mas retorna a situação intermédia que torna a minha legitimidade para responder a pergunta sobre a política do Brasil nesse momento é não tem uma
assim que tem uma legitimidade plena que não se preocupe eu acho que todas as perguntas e toda sua fala se refere claramente ao Brasil também mas a gente não precisa enveredar por perguntas tão específicas seriam pouco para contemplar os ouvintes uma primeira pergunta seria qual sua opinião sobre o conceito de entre lugar para pensar América Latina pós colonial sim são conceitos que eu não uso nessa faixa na minha vida eu tenho um repertório de conceitos que eu uso é de alguma forma a pergunta da Elizabeth tem um pouco a ver com isso sobre eu esqueci
de responder sobre a apropriação da subjetórias conceitos que estão associados [Música] mais que é a reconstrução onde a gente escolher o que se chama e eu iniciasse uma pessoa de um grande Pensador já muito velhinho daqui desse lugar voltei aqui e encontrei ele na rua me chamou para quem me falou assim quando eu finalmente entendi a minha mãe então eu fiquei meio descolada né porque ele tem um sobrenome ilustre daqui um sobrenome de um dos da guerra da Independência que é uma família muito grande que depois da independências e ele tem esse sobrenome né que
digamos assim dá um prestígio e ele me disse quando finalmente entendi eu falei e por quê ele me disse minha mãe era A Criada indígena da casa ou seja ele se chama ele recebeu o sobrenome ele se chama que esse sobrenome ilustre ele poderia postar porque ele recebeu o reconhecimento optou pela mãe Então esse é o epígrafe do meu texto e eu quero dizer com ele que é o que no Brasil né A questão do avô português meu avô português não vamos ver construir um estudante muito querida maravilhoso dissertação do mestrado que se chama o
direito humano a memória dos a memória dos Santos genealógicos no nosso continente aparecemos na orfanato [Música] uma pergunta você acha que essa noção que hoje tá voltando de necropolítica ela se casa com esse esse [Música] acabamento que a gente está tendo que fazer dessas dessas ancestralidades esse renascimento eu não sei se acho que sim mas eu tenho compartilhando alguns lugares você tem sido professora junto com bmb embolonha em algum lugar a capacidade do governantes mas eu acho que como comoção e fazer a fase desse desse desse anterioridade do pensamento fuquatiano eu acho que é uma
contribuição importante muito usada que gera uma consciência né uma consciência do genocídio contemporâneo Talvez uma última então para encerrar que a participação do público tem uma pergunta específica mas eu acho que também ela pode pode conectar a sua fala com a nossa questão da história né se as reflexões sobre práticas comunitárias entre povos indígenas nos permitiriam pensar em outras narrativas históricas outras tradições para doença de disputa concorrências né claro que tem patrimônio e cultura mas está no permanente transformação agora a narrativa dessa história é fundamental Claro que sim né é um para si na narrativa
desse né não sou o fato de ser mas também o fato de ser relatar É fundamentar sim acho que natural [Música] teríamos poderíamos discutir várias coisas diferentes mas eu eu vou passar a palavra parabéticas que podem encerrar esse evento mas eu queria que pelo programa e pelo departamento é um evento muito marcante Eu acho esse programa por uma gestão não sei se Então acho que isso faz diferença assim para uma gestão de mulheres que não não disputa Espero que não esteja disputando questões de gênero propriamente mas eu acho que demonstrando capacidades interesses alegrias sensibilidade Eu
imagino né Espero que seja isso espero que eu não esteja exagerando na minha na minha expectativa das nossas dos nossos lugares administrativos que no fim tem uma limitação e tem enfim tem umas exigências que não são nem tão tão criativas assim quando a gente gostaria né mas eu queria agradecer muitíssimo a sua participação É acho que para nós foi brilhante e para o público Foi um sucesso vamos dizer assim que se estivéssemos fisicamente próximas teríamos sentidos dois auditórios do departamento teria sido uma festa [Música] [Música] [Música] em breve nós possamos fazer isso de novo ao
vivo nos vemos em breve em São Paulo muito muito obrigado boa noite a todos Então vou encerrando essa essa Pompéia Nossa obrigada gente até a próxima e bom semestre para todo mundo ainda que já começar [Música]