Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre o deslocamento de abomaso nos ruminantes bom primeiro o abomaso ele tá localizado nessa região mais à direita do abdômen e cranial então ele fica aqui levemente cranial ao rumen e na parte mais ventral do abdômen e do lado direito o deslocamento de ab é quando ele vai sair dessa posição ou pro lado esquerdo ou pro lado direito tá bom então o abomaso saindo daquela posição ele pode ir pra esquerda ou pra direita aqui a gente tem um vídeo uma imagem simulada de como ocorre o
deslocamento à esquerda Então a gente tem aqui a visão do lado direito do abdômen do animal então abomaso aqui a direita aí na porção cranial e ventral do abdômen e vocês vão ver que ele vai se deslocar pro lado esquerdo então ele vai se distendendo por gás e aí ele vai passando por debaixo do rumen e ficando preso ali do lado esquerdo e aí uma vez que ele fica preso à esquerda do abdômen a motilidade o trânsito nele vai sendo prejudicado ele Vai acumulando cada vez mais gás tá no caso do deslocamento da de abomaso
à direita a gente tem o abomaso saindo dessa posição ventral e cranial e se deslocando caudalmente dorsalmente mente tá então ele pode somente se deslocar e ele pode se deslocar e sofrer um vvol uma torção ali bom qual que é a etiologia desse deslocamento de avom máo ele é mais frequente em fêmeas leiteiras de alta produção leiteira é mais frequente também em periparto então um pouco antes ou pouco depois ali do parto às vezes até uns 60 70 dias após parto são é o período de maior prevalência do deslocamento E como que ele vai ocorrer
Por que que tá mais ligado a esses animais Então são animais que vão estar submetidos a uma dieta com alta ingestão de carboidrato solúvel tá então por que que é mais frequente nas fêmeas leiteiras em periparto justamente porque a dieta dela geralmente tem isso aqui essa alta ingestão de carboidratos solúvel associada a uma baixa ingestão de fibra efetivo então eu tenho um ambiente ruminal um pouco mais ácido e com Baixa motilidade porque é a fibra que estimula a motilidade isso leva ao acúmulo do ácido axo volátil que tá sendo produzido pela digestão dos carboidratos associado
à hipomotilidade ou atonia do trato gastrointestinal por conta da Baixa ingestão de fibra que que pode aumentar essa hipomotilidade ou aonia situações que leve o animal a essa condição situações dolorosas então o animal que tá passando por algum processo em qualquer sistema que leve dor intensa isso pode reduzir a motilidade E aí reduzindo a motilidade esses gases vão se acumular mais outra situação que também tá associada a esse pós-parto imediato outras doenças é a cetose e a hipocalcemia São distúrbios que vão aumentar essa hipomotilidade então o animal com hipocalcemia e con cetose seja essas doenças
clínicas ou subclínicas tem maior predisposição ao deslocamento de abomaso E aí acumulando esse ácido gráo volátil esse gás ali com baixa motilidade esse órgão parado ou com uma atonia ou com uma baixa motilidade Vai acumulando o gás e aí como ele não tem essa motilidade ele não tem tensão ele se desloca facilmente então aí ocorre essa distensão do órgão e deslocamento e esse deslocamento Pode ser à direita ou a esquerda então como eu falei fatores que aumenta a chance de ocorrência de deslocamento de abomaso além daquela dieta rica em carboidratos E baixa em fibras a
hipocalcemia o cálcio ele atua na contratilidade da musculatura também da musculatura Lisa então se eu tenho pouco cálcio eu vou ter hipomotilidade ou atonia de musculatura Lisa do trato gastro intestinal casos que eu tenho infecções bacterianas casos de metrite de mastite de retenção de placenta com infecção essa infecção também vai gastar as reservas de cálcio porque o cálcio também tá ligado a fatores imunológicos então quando o animal tem um quadro infeccioso ele tem uma queda aí no cálcio e aí também vai levar a hipomotilidade a tonina Além disso essas condições vão levar a dor vão
levar a desconforto vão levar ao aumento de temperatura febre a inapetência desse animal e tudo isso leva a hipomotilidade quando eu tenho uma reticulite traumática uma retículo peritonite ou uma retículo pericardite traumática eu também vou ter uma condição de dor e também de alteração direta da motilidade do trato gastrointestinal por conta de aderências de abcessos aí nessas estruturas e de lesão em estruturas nervosas que levam a motilidade a presença de úlceras do abomaso ou de abomasite também favorece a ocorrência quadros de indigestão favorecem também a cetose também leva a hipomotilidade e a a atonia e
o próprio parto que é uma condição estressante pro animal consome ali o cálcio consome as energias do animal e também eh alguns autores acreditam que o fato do bezerro sair da cavidade abdominal geraria um espaço vazio ali que facilitaria o deslocamento desse órgão também é Outro fator que se acredita que tá ligado a esse deslocamento de abom ser mais frequente ali logo depois do par tá então no par na gestação a gente tem uma situação que o rumem tá reduzido de volume por conta da presença do bezerro E aí no parco esse rumo aí vai
continuar reduzido e o bezerro tá saindo então eu tenho um espaço vazio muito grande ali no abdômen e se acredita que isso facilitaria o deslocamento de abomaso bom o deslocamento de abomaso à esquerda que que a gente a gente tem is de sinais clínicos o animal vai apresentar anorexia hipogalactia é de um dia pro outro e e ocorre uma redução muito grande tipo um animal que tava 30 l de leite no outro dia passa D 5 l de leite o animal apresenta desidratação esse deslocamento pode levar acetose e a hipocalcemia ou a cetose e hipocalcemia
pode levar a deslocamento tá então às vezes ela se confunde aí a gente lembrar lá da etiologia da cetose por exemplo o animal que entra em anorexia que para de comer ele tá com baixo aporte energético e gastando muita energia então ele entra no quadro de cetose outro sinal Clínico hipomotilidade do trato gasto intestinal Diarreia dor abdominal leve e a presença do ping metálico quando eu faço a percussão A auscultatório então eu coloco o esteto e faço a percussão ali no abdômen do animal eu tenho um som sem é eu bater em metal com metal
então é esse que é o ping metálico quando que ele ocorre ele ocorre sempre que eu tenho uma interface entre gás e líquido então eu tenho gás em contato direto com o líquido quando eu percutir vai produzir esse ping metálico Por que que no deslocamento eu vou ter o ping metálico porque eu vou est percutindo um abomaso que tá cheio de líquido no abomaso já não é para ter fibras em grande quantidade porque essas fibras estão no rumem ali para ser ruminador eu vou ter líquido e gás Porque o gás se acumulou por conta da
disfunção de motilidade então quando eu percutir vai ter o ping tá no caso do deslocamento à esquerda esse ping ele pode ser percebido desde o nono da nona costela até a região de fossa para lombar do lado esquerdo então quando eu vou percutir eu vou escutar esse ping aqui e aí vai depender do tanto que esse abomaso está distendido a localização que eu vou escutar esse ping se é uma abomaso que tá menor eu vou escutar mais próximo aqui da nona costela se ele tá maior lá na fossa paralombar que que é válido a gente
ressaltar aqui nem todo caso de deslocamento de aboma eu vou conseguir perceber esse ping então às vezes eu faço a percussão e eu não percebo ele o animal tem deslocamento de abomaso e nem todo caso que eu tenho ping metálico a causa é deslocamento de abom porque esse som ele não é produzido pelo deslocamento de abomaso ele é produzido pela interface entre gás e líquido então toda patologia que leve ao acúmulo de gás em contato com o líquido pode produzir o ping por exemplo uma metrite com produção de gás pode se produzir ping um abcesso
intraabdominal um pneumo peritônio que é o acúmulo de gás dentro do da cavidade peritoneal tudo isso pode levar o ping e entra como diagnóstico diferencial aí do deslocamento de abomaso tá então o ping ele serve como uma forma de auxiliar a gente no diagnóstico mas ele não é é uma alteração patognomônica pela palpação transretal às vezes eu consigo palpar esse abomaso deslocado então quando eu palpo o lado esquerdo o normal é que tenha o rum em contato com a parede e com o costado com a parede abdominal se eu palpo algo entre o rumen e
a parede abdominal é esse abomaso que tá deslocado e também vai levar essa alcalose metabólica hipocloremica aí por um exame complementar eu consigo dosar e entender se isso se isso tá aconte e a forma de eu fechar esse diagnóstico Pode ser aí pela laparotomia exploratória eu abri a cavidade abdominal desse animal e ver se o abomaso tá na posição correta ou se ele tá deslocado então é a forma conclusiva aí do diagnóstico outra ferramenta outro exame complementar que a gente tem que pode ser auxiliar nesse diagnóstico é a ultrassonografia então tem algumas eh delimitações já
at algumas definições da ultrassonografia que a gente alguns pontos que a gente pode colocar c o a prob para identificar se o abomaso tá deslocado ou não Tá então é outra forma da gente fechar esse diagnóstico sem ser necessária a laparotomia exploratória tratamento do deslocamento de abomaso esquerda ele pode ser feito de forma conservativa com eh efetividade variável aí De que forma fazendo a fluidoterapia repos fluídos desse animal repor cálcio pode ser feito os catárticos salí como forma de estimular de aumentar tá essa motilidade talvez melhorar esse trânsito ali dos gases dentro do bomas e
facilitar a resolução do quadro caminhar com esse animal pode estimular também a motilidade fazer com que esse abomaso volte ao lugar e tem o rolamento que seria eu colocar esse animal em decúbito e rolar ele de um lado pro outro para esse abomaso voltar na posição correta e também é sempre importante tratar aquelas enfermidades que podem estar ocorrendo ali então se o animal tá com quadro de cetose tratar essa cetose tratar hipocalcemia então eu faço esse tratamento conservativo em alguns casos se relata que existe a resolução do quadro tá mas a gente não consegue ter
certeza porque para ter certeza eu teria que abrir a cavidade abdominal do animal para ver se esse abomaso voltou a posição correta tá então o problema do tratamento conservativo é esse Às vezes o animal pode ter uma certa melhora ali mas ainda continuar com abomaso deslocado tá então esse tratamento Ele é bem controverso esse tratamento com observativo para deslocamento de abomaso a esquerdo a forma mais indicada aí de tratamento e a mais utilizada e que a gente consegue ter um diagnóstico mais seguro é o tratamento cirúrgico quando eu faço a laparotomia exploratória eu já consigo
confirmar se esse abomaso está realmente deslocado e eu consigo corrigir esse deslocamento de abomaso E aí eu vou fixar esse abomaso na posição correta ou através da abomaso pexia que é a fixação do abomaso ou através da aumento pexia que é eu fixar o aumento tá associado ali ao duodeno para impedir que esse abomaso se desloque bom e o deslocamento de abomaso à direita ele é menos frequente do que o deslocamento à esquerda porém ele é sempre mais grave tá sinais clínicos quando eu tenho um deslocamento aí de 90 a 180º sem eh estrangulamento Eu
tenho um deslocamento de abomaso os sinais clínicos são menos intensos se eu tenho um deslocamento aí uma alteração desse abom com o estrangulamento e essa torção é acima de 180º Eu tenho um quadro de vôvô volemia mais rápida às vezes ele tem uma sobrecarga ruminal porque não tá passando pelo abomaso então o animal pode inclusive começar a voltar alimento Ali pela cavidade oral e esse animal entra em choque e vai a óo muito rapidamente se eu tenho esse estrangulamento sinais clínicos dor abdominal intensa distensão abdominal o ping que é semelhante ao que a gente escuta
lá do deslocamento à esquerda ele vai ser ouvido do lado direito da região cranial a 13ª costela tá isso do lado direito do abdômen mesma consideração a presença do ping não confirma o diagnóstico de deslocamento e a ausência não descarta o diagnóstico de deslocamento de abomaso e nesses quadros de deslocamento a direita o animal vai est desidratado e essa desidratação tende a ser bem mais grave do que no deslocamento de ab à esquerda vai ter uma alcalose metabólica hipocloremica e hipocalcemia associada taque Cardia e taque pineia bem mais intensa do que no deslocamento à esquerda
e o tratamento do deslocamento à direita é sempre uma emergência no caso do deslocamento à esquerda Às vezes a gente pode programar uma cirurgia pro outro dia por exemplo pode fazer o tratamento conservativo no deslocamento à direita não é sempre uma emergência sempre tem que ser tratado de imediato e o tratamento conservativo é contraindicado o tratamento geralmente é cirúrgico E aí esse tratamento cirúrgico a gente vai fazer a laparotomia exploratória para confirmar o diagnóstico e aí o tratamento pode ser feito aí esvaziando bomas voltando na posição correta e fixando através da aumento pexia ou da
abomasopexia bom sobre o deslocamento de abomaso era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula