[Música] o nome de vocês o tribunal que vocês estão e o por que vocês escolheram a magistratura do trabalho Começando por ele e aí você vai começar colocando o seu nome no postet em cima do crachá porque esse cchá é muito pequeno não tem mais idade para essas letras não pode começar bom dia a todos e todas e meu nome é Eduardo eu sou juiz agora no TRT Da Primeira Região e escolhi ser Juiz do Trabalho Por uma questão de vocação de gosto de afinidade e com objetivo de fazer algo bom Bom dia meu nome
é Raquel eu tô no TRT da segunda região e eu escolhi a magistratura do trabalho porque também por uma questão de vocação eu sempre quis trabalhar e com direito sociais então a magistratura do trabalho foi a minha escolha desde o início sou Rocha TRT da segunda região Eu sempre tive dois sonhos na vida um foi ser advogado outro ser juiz Deus me deu a oportunidade de ser advogado durante 16 anos e agora a oportunidade de exercer a judicatura também e ambas as profissões eu quis exercer desde de criança porque eu tinha a vontade de ajudar
as pessoas eu achava que eram duas profissões que eu poderia fazer isso meu nome é giliana venho do trt2 e eu escolhi escolhi ser juíza do trabalho Porque eu queria Independência eh segurança e também atuar na com a efetivação de direitos sociais meu nome é Isabel eu tô no trt2 e eu escolhi seiza do trabalho por um Encantamento com o mundo do trabalho si a possibilidade de da garantia de um trabalho Digno a mais pessoas Bom dia Alessandro TRT da Primeira Região fui servidor Durante 14 anos e nesse período Eu também senti a vontade eu
acho que é o caminho normal de quem é Servidor né de ingressar na magistratura para poder contribuir ainda mais com a sociedade com a questão da justiça social Bom dia eu sou Gabriel trt2 e assim como os colegas também eu acho que o caráter social da do trabalho me atraiu bastante para essa área do direito E além disso a g do trabalho nos proporciona lidar bastante com pessoas né dado seu caráter de 1 milhão de audiências por dia né e eu gosto Bastante dessa característica o que me atraiu bastante para essa área Bom dia meu
nome é Verena eu tô no trt1 eu quis ser juíza desde criança desde sempre não me lembro quando começou isso exatamente e eu escolhi seu trabalho por conta da sensibilidade das leads que tramitam na gão do trabalho é uma uma natureza assim que me agrada assim trabalhar com acolhimento com Direitos Humanos especialmente Olá bom dia meu nome é Ana Lígia eu tô no trt1 e eu escolhi ser juíza do trabalho primeiro porque eu sempre quis ser juíza deix faculdade e a área trabalhista foi uma questão de afinidade mesmo porque eu já tá trabalhando com essa
matéria há muito tempo e Bom dia meu nome é Vinícius sou do TRT da Primeira Região e eu escolhi ser Juiz do Trabalho primeiramente por uma aspiração profissional né um plano de carreira eu fui servidor muitos anos E Também porque eu acredito que é uma forma de promover justiça social Bom dia meu nome é Larissa eu sou do seu TRT do um e a área trabalhista foi escolhida com essa ideia também de ter uma uma prática voltada pra realidade social pro dia a dia no qual a gente tá tá inserido Bom dia eu sou Carolina
também sou do trt1 eh meu sonho Desde da faculdade sempre foi ser juíza meus pais eram servidores então cresci no ambiente Do TJ não do TRT e por uma coincidência do destino na época que eu tava prestando concurso para servidora eu acabei passando pro TRT me encantei pela justiça social e aí o o rumo dos estudos foi para para esse caminho Bom dia meu nome é Thiago trt2 eu escolhi a magistratura trabalhista por conta das experiências de estágio e da advocacia também que eu adorava a audiências trabalhistas o Bom dia meu nome é Pablo Eu
estou no trt2 e escolhi a magistratura trabalhista por ter já um contato com o direito do trabalho meu pai era Servidor do Ministério do Trabalho depois fiz estágio na área fui né Foi se intensificando até e passar para servidora e ter também a questão da Independência no trabalho née trato com as pessoas Então isso que foi me me levando até chegar ao concurso da magistratura Bom dia meu nome é Luana eu sou do TRT de São Paulo da segunda Região escolhi a área trabalhista por umaid e vocação mesmo atuei por 9 anos como analista e
depois assessora e aqui estou como juíza Bom dia meu nome é Mariana eu sou dot de São Paulo agora mas durante 10 anos eu trabalhava no TRT da Bahia e sendo assistente de Juiz durante esses 10 anos eu desenvolvi uma verdadeira paixão pelo trabalho e nasceu o sonho de ser juíza do trabalho e aqui estou Obrigado bom dia meu nome é Guilherme trt2 e escolhi magistrato do trabalho para defender o direito do trabalho excelente gente é um prazer eh eu era advogada Trabalhista de empresa pública antes de ser juíza sou juíza a vou completar 10
anos agora em Janeiro eh passei no tribunal de Goiás trt1 e consegui remoção pro Rio de Janeiro no Rio de Janeiro eu tô na segunda circunscrição que é de Niterói E sou conteudista aqui da mat Estou fazend um doutorado e escolhi a do trabalho também como vocês eu escolhi ser o direito com 8 anos de idade mas a questão da justiça social sempre me encantou fazer audiência é algo que eu gosto demais mas eu nem sabia que a gente fazia tanta audiência eu fui meio que às cegas mas eu queria era cuidar dos Direitos Humanos
das relações de trabalho vou passar agora pra Patrícia eh bom bom dia a todas e todos e todes Sou Patrícia Maeda eu sou juíza no TRT 15 juíza titular da segunda vara de Jundiaí e estou na magistratura há 15 anos pouco mais de 15 anos eu escolhi a magistratura do trabalho porque eu já tinha passado por tudo que era área de trabalho antes eu fui estagiária no mpt eu fui auditora fiscal do trabalho por 10 anos e aí eu entrei na na magistratura e não a Patrícia que entrou no Ministério do assim Público do Trabalho
como estagiária era uma hoje obviamente eu sou outra e essa relação com os direitos sociais ela foi se construindo ao longo do tempo então eu não me vejo fazendo outra coisa que não sendo Juíza do trabalho gosto muito defendo o direito do trabalho direito dos trabalhadores e direitos humanos é isso obrigada O Márcio é dessa turma não é tá chegando porque assim a nossa primeira instrução eraa fazer autodescrição mas Não faz muito sentido a gente fazer agora quem sabe é E aí como que a gente começa você começa falando tá bom a a A nossa
turma hoje na verdade é sobre o protocolo para julgamento com perspectiva de eh antidiscriminatório interseccional inclusiva e eu vou começar falando sobre raça no cnf por motivos óbvios já que eu sou uma juíza negra já que somos tão poucas 3% da magistratura do Brasil é formado por mulheres negras apesar das mulheres Negras formarem eh 28% da população então eu vou falar um pouquinho com vocês sobre raça e a primeira coisa que eu queria falar com vocês é sobre esse conceito de cosmovisão quem é aqui já ouvi falar na palavra cosmovisão Vocês ouviram falar em que
contexto eu vou falar justamente no no contexto pronto Márcio chegou eh no contexto de visão de de mundo como uma pessoa enxerga o mundo baseado nas suas próprias convicções na sua criação no no Seu local de de fala inserido na sociedade quer complementar alguma coisa é exatamente isso eh cosmovisão eh é a nossa modo de entender o mundo Cosmo mundo visão visão né como nós vemos o mundo são os nossos valores princípios nossos entendimentos nossos preconceitos tudo isso forma a forma como a gente entende o mundo e nós fomos colonizados pela Europa e por isso
a nossa cosmovisão é predominantemente Europeia Significa dizer que a gente tende a ver o mundo como os europeus vê só que o que a gente percebe hoje é que essa cosmovisão é uma cosmovisão possível existem diversas outras formas de entender o mundo de se relacionar com o mundo e com o outro e entender e saber que existe outras formas de se relacionar com o mundo com o outro existem outras formas diferentes de ver o mundo é sair desse lugar que universaliza a nossa própria experiência Porque quando a gente chega para um processo quando a gente
chega para um caso a gente acaba analisando Aquele caso a partir das nossas próprias vivências e muitas vezes a gente precisa eh acessar outras formas de entender o mundo então entender o conceito às vezes de corpo território para quem vai trabalhar com comunidades indígenas entender a importância de um quintal para quem vai trabalhar com quilombolas entender a o que significa favela para Quem vai trabalhar com moradores de favela são outras formas de de entender a as coisas e a sociabilidade do mundo e é muito importante que a gente saia desse lugar que universaliza a nossa
própria existência porque a gente tem uma visão de mundo não é a única não é a melhor nem é a pior é só uma e é importante a gente superar esse padrão Colonial europeu tem uma autora que eu gosto muito que é aon niger que ela fala que nós não somos o ocidente nós somos Ocidentalizados nós somos ela fala nós somos uma cópia mal diagram da Europa Então a gente tem a gente adota um padrão europeu e a gente não é europeu a gente não é ocidente a gente é ocidentalizado então a gente precisa assumir
as nossas próprias agências as nossas próprias agendas as nossos próprios conteúdos as nossas eh vivências da nossa população e não importar ou copiar coisas de terceiros por quê Porque isso gera apagamentos e Silenciamentos a gente tem várias visões de mundo que não são consideradas nos processos porque o juiz não consegue acessar aquelas aqueles entendimentos ele parte da própria experiência dele então por exemplo na questão de gênero na questão de raça Já que é a minha palestra um juiz que não entende o que que é o cabelo paraa mulher negra O que que é uma trança
paraa mulher negra vai achar que é só uma trança que foi só um mero eh de sabor ser ter sido sei lá Alguma manifestação sobre o cabelo mas o cabelo de uma mulher negra é uma questão política a gente vai ver é uma questão política é uma questão de como ela se manifesta no mundo racista e machista em que nós estamos então é uma questão muito mais profunda do que uma simples questão estética e um juiz que não consegue acessar que para aquela mulher para aquela comunidade o cabelo tem outros significados sociais diferentes do dele
é um juiz que não consegue Prestar jurisdição conforme a justiça esse outro conceito eu vou vou ler os slides pra gente poder todo mundo poder acessar são os conceitos teóricos que eu quero tratar aqui não vou conseguir tratar todos mas eu trouxe os mais importantes eh raça e racismo espécies de racismo divisão racial do trabalho como se aprende a ser racistas o dualismo e o mito da democracia racial a nossa sociedade sendo ocidentalizada Ela lê o Mundo a partir da do da ideia do eh cartesiana de sim ou não branco ou preto são dois polos
sempre no lado opostos então objetivo e subjetivo parcial imparcial sucesso fracasso tudo é lido muito claramente nesses dois polos que se apresentam e o que a gente tem numa sociedade racista e maxista é que o Polo bom é sempre associado ao homem e ao branco e o polo negativo é sempre associado à mulher e ao Negro e essa essa esse dualismo ele é complicado porque ele não dá conta da complexidade da vida a gente não consegue fazer leituras sociais só com base no sim ou não as coisas são muito mais complexas que isso então é
muito importante que a gente supere esses dualismos e a gente Entenda a complexidade que se apresenta no caso a gente consiga entender que às vezes as duas partes estão erradas às vezes eh as coisas são muito mais profundas do que o Sim ou não e esse dualismo eu gosto de falar do dualismo porque ele explica muito a Raí da do nosso raciocínio a gente raciocina sim então é um exercício profundo e muito complicado a gente conseguir raciocinar de outra maneira de ver o mundo de outra maneira porque a minha a minha o meu convite aqui
eu não vou conseguir falar a teoria de raça por completo mas o meu convite é que vocês consigam ver o mundo de outra forma para poder acessar Pessoas que são apagadas na sociedade por não não estarem nos postos de poder e daqui dos conceitos teóricos Quais são os mais o que eu quero tratar com vocês raça e racismo é muito importante que a gente uma visão biológica do racismo racismo como algo que a ciência nos diz que existe uma raça superior e uma raça inferior por quê Porque apesar da gente achar que que se criou
o conceito de raça se definiu que existia uma inferior E uma superior e aí veio racismo não foi assim que aconteceu o que aconteceu foi a gente chegou no momento da evolução da sociedade que se criou um sistema econômico capitalista que dependia da escravização de corpos para poder fazer acumulação primitiva essa escravização de Corpos essa desumanização de Corpos precisava ser justificada de alguma maneira a justificativa encontrada foi a criação do conceito de raça Então o que nós temos é primeiro se criou o racismo E depois se criou a raça e é importante a gente superar
o conceito de racismo de raça como biológico e apesar do do Morgan Freeman aparecer todo dia 20 de novembro falando que a nós somos da raça humana e que somos todos iguais eh quando eu falo de raça quando eu falo que eu sou Negra eu não tô falando da minha biologia nós somos todos da raça humana nós temos muito mais semelhanças do que diferenças só Que raça é um conceito político é um conceito social é Um conceito criado discursivamente para justificar o tratamento degradante dado a um grupo social então ele é um conceito que nos
diz sobre como as pessoas são inseridas na sociedade como é que eu sou que sou na sociedade eu brinco falando que eu sou preta na fila do pão porque na fila do pão já sou discriminada por exemplo lá na no no shopping perto da minha casa tem aqueles carrinhos que ficam em shopping quem tem filho sabe você passou na frente você Vai gastar r$ 2 ali porque a sua filha vai querer andar naquele negócio e aí Eh toda vez o meu marido é um homem branco quando o meu marido vai com a minha filha a
menina fala assim ah só paga depois quando eu vou eu tenho que pagar antes porque a minha imagem não não tenho crédito de que depois eu vou apagar porque a minha imagem gera desconfiança gera insegurança por quê Porque eu sou uma mulher preta então eu sou preta na fila do Pão em todos os Momentos em todas as relações sociais Eu sou preta porque existe um discurso que diz que ser negra gera medo insegurança descrédito é um discurso e a gente precisa combater esse discurso você tá controlando tempo que bom vamos falar muito sobre raça hoje
gente espécies do racismo eu não vou poder falar de todos a gente tem ali racismo estrutural cotidiano individual institucional ambiental religioso Recreativo eu queria tratar de Dois com vocês o racismo estrutural ele nos ensina que o racismo está na estrutura da sociedade então a gente T achar que o sujeito racista é um maluco cara o cara sem noção foi super infeliz no que ele falou mas não é isso o racismo é a forma como a sociedade se organiza eun fona então o capitalismo precisa do racismo porque ele precisa justificar que pessoas negras ganhem menos ele
precisa que as pessoas negras ganhem menos ele precisa ter um grupo Social que seja super explorado então o capitalismo funciona a partir de princípios e categorias racistas eh a nossa sociabilidade funciona então quando a gente vai na mídia a gente vê todos os os as imagens de poder todas as imagens de sucesso todas as imagens de beleza são de pessoas brancas se você jogar no Google beleza feminina vão aparecer mulheres brancas as mulheres negras só aparecem se você botar beleza negra então o racismo estrutural nos diz Que a o racismo é como a sociedade eh
se configura a grada kilomba ela tem um um conceito que eu acho muito interessante que ela nos diz que o racismo estrutural são é a conjunção de três fatores O primeiro é a diferenciação então eu sou preta ela é branca o segundo é A Hierarquia o cabelo dela liso é melhor que o meu e o terceiro é o poder ela tem como pessoa branca no grupo social dela tem o poder de dizer que a norma então todos os os comerciais todas as mulheres Da televisão todo mundo vai entender que o melhor cabelo é o branco
porque ela tem o poder de dar sentido às coisas ela tem o poder de dizer que isso é bom Aquilo é ruim então por mais que eu possa falar olha ela é branca eu sou preta eu posso falar assim o cabelo dela é pior que o meu o meu cabelo é muito mais bonito volumoso cheio de cachinho ele anda tem vontade própria eu posso falar isso isso vai valer para mim não é isso que tá na mídia não é Isso que tá na sociedade eu não tenho o poder de dar sentido às coisas de criar
a norma de falar o que que é o padrão então é por isso que a gente também fala que não existe racismo reverso Porque por mais que eu seja capaz de no sentido lato discriminar uma pessoa branca eu não tenho o poder de fazer dessa discriminação a norma da sociedade então todo mundo que foi meu aluno sabe que não pode falar que existe racismo reverso porque porque o racismo adverso Não existe e o outro que aparece muito nas nossas ações nas nossos processos é o racismo Recreativo o racismo Recreativo é o racismo por meio do
humor disfaçado do humor Então se faz uma suposta graça para mascarar o racismo e o que que há na verdade por trás desse humor quando a pessoa faz uma piada racista ela na verdade movimenta todo um aparato eh de significados e símbolos que diz que aquela pessoa negra tem um lugar na sociedade e que esse lugar é Subalterno é isso que ela tá dizendo que aquela pessoa é animalizada que aquela pessoa é inferior é isso que ela faz mascarado de humor para não ser tão agressiva ela faz isso por forma de humor Mas o que
ela tá fazendo É racismo porque ela ela veicula mensagens racistas que reproduzem a situação desigual que nós temos na sociedade então isso tem que ser muito combatido como se aprende a ser racista eh eu acho interessante porque Engraçado Que nas outras turmas eu não falei mas já tô a AF fim de falar sobre isso eh a gente não tem uma aula da tia cocota falando olha o branco é lindo o preto é feio ninguém aprendeu isso mas crianças com 3 anos de idade já manifestam comportamentos racistas onde é que elas aprenderam na sociedade Quando vocês
vão pro pros pro restaurante com seus filhos e todos os garções são pretos e todos os clientes são brancos ele entende que existe um lugar próprio para preto e um Lugar próprio para Branco quando todas as imagens de poder todos os as Pessoas Poderosas no Congresso Nacional são homens brancos a gente entende que existem lugares para homens brancos e lugares para resto da sociedade Professor você comentou ess essa questão do dos lugares eu queria não era não era uma pergunta eu queria compartilhar um um uma situação de racismo que aconteceu com uma pessoa na minha
família eu sou branco minha esposa É branca mas a irmã dela é negra e evidentemente as pessoas acham que é muito correto e natural perguntar se ela é adotada não importa o fato que ela é filha e irmã mas que é adotada por não corresponder a a cor de pele do restante da família mas não era nem isso não certa vez a minha esposa tava com a minha cunhada na escola do meu filho lá em Pau dos fos Rio Grande do Norte ambas são professoras minha cunhada professora de Ensino Médio minha esposa professora Universitária e
estavam lá no na escola do meu filho meu filho brincando os filhos dela estavam lá em casa também passando as férias estavam lá brincando também e uma colega questionou para para ela se ela era empregada da minha esposa e ela não e ela é uma pessoa com letramento racial inclusive dá aula sobre sobre o assunto sendo que ela ficou tão sem reação que ela Segurou o choro pediu Para ir embora e foi chorar lá em casa e aquilo me marcou muito porque a pessoa não teve a curiosidade de saber se ela era uma professora nova
da da escola se era irmã da da minha esposa que realmente era mas era empregada doméstica é uma uma coisa que sai disso daí por exemplo e daí da minha vivência própria e um homem branco ele tem todas as tá ótimo tá ele tem todas as possibilidades de existência ele pode Ser quem ele quiser então um homem branco numa sala de audiência pode ser o réu pode ser o juiz pode ser o servidor pode ser a testemunha pode ser a parte o preposto ele pode ser qualquer um quando eu tô na sala de audiência é
muito comum perguntarem Cadê o juiz já aconteceu deut de toga na sentada na cadeira do juiz o advogado entrar e perguntar cadê o juiz porque eu tenho uma existência limitada ao que o racismo permite a minha existência não é plena porque o Racismo coloca preconceitos e imagens de quem eu sou muito antes de saberem quem eu realmente sou então por exemplo quando eu vou na pracinha com a minha com a minha filha que é parda perguntam se eu sou a babá porque podem presumir coisas de mim porque existem uma imagem de quem eu posso ser
então racismo ele é um problema porque ele limita a existência das pessoas aquilo que ela pode ser e onde ela pode estar a pessoa não tem uma existência plena ela não Pode estar em todos os lugares eu vou dar uma acelerada porque já cobraram tempo aqui para mim e aqui é a foto do racismo estrutural aqui a nossa e direita direita de vocês tem uma foto dos garis do Rio de Janeiro São todos homens pretos e do lado uma foto do TJ de São Paulo formado majoritariamente por homens brancos nós não temos praticamente nenhum negro
no TJ de São Paulo eu acho que não tem nenhum e pouquíssimas mulheres se nada For feito essa é a sociedade que nós temos lugares para brancos e lugares para negros e o problema é que os lugares para negros são sempre subalternos subalternizados super explorados isso que a gente tem que combater as principais manifestações racistas Eu já falei de algumas que são os apelidos as piadas eh o cabelo da mulher negra eu sempre falo gente deixa o cabelo da mulher negra em paz deixa a ser ela pode usar trança Black É só um cabelo tem
o mesmo tipo de lavagem de Cuidado que um cabelo de todas as pessoas Então vamos superar os nossos conceitos sobre o cabelo da mulher negra e é uma uma história que eu gosto de contar é do turbante e num grupo de WhatsApp lá do do trt1 um colega colocou assim gente a testemunha veio fazer audiência de turbante eu mando ela tirar Eh aí começou uma discussão sobre a natureza jurídica do turbante é adereço É religioso o que que é esse turbante E aí no final uma colega Negra virou F assim eu faço audiência de turbante
aquele grupo social só teve acesso ao que era o turbante para uma mulher negra porque tinha uma mulher negra vocês muitas vezes não vão ter isso então tomem cuidado quando vocês Ah mas isso é isso mas é isso para você às vezes um homem branco uma mulher branca o que que é para aquele grupo social para aquele indígena para aquela mulher terceirizada Para aquela mulher TRANS e exclusão isolamento e microagressões outros Pontos importantes que eu não vou poder tratar mas que eu vou deixar algumas perguntas aí terapêuticas para vocês lidarem na ção de vocês é
a questão da representatividade a importância de ter pessoas diversas nas nas zenas de poder Então como é que é formado o ciclo de amizade e convivência de vocês vocês têm um ciclo de amizade diverso plural vocês eh socializam com Pessoas diferentes de vocês ou vocês ficam na bolha de vocês o que que isso impacta na visão de vocês de mundo como é que vocês eh acolhem os diversos a importância de se discutir privilégios a branquitude é um posição de Privilégio Porque se o racismo é a distribuição de privilégios e desvantagens conforme o grupo racial que
a pessoa faz parte Se eu recebo desvantagens alguém tá recebendo privilégios então a gente precisa parar Para pensar que privilégios são esses Quais são os meus privilégios por ser uma pessoa branca por ser um homem branco sentar na sala de audiência e ser imediatamente reconhecido como juiz é um privilégio Branco um privilégio que eu não tenho existem diversos outros privilégios na vida da gente estar aqui é um privilégio os recursos materiais que a gente vai conseguir com o nosso trabalho é um privilégio então a gente precisa reconhecer os nossos próprios Privilégios Eu por exemplo sou
uma mulher preta mas eu sou católica o que me dá diversos privilégios que pessoas que praticam a religião de matriz africana não t eu preciso reconhecer para lutar contra a discriminação religiosa racismo religioso epistemicídio a gente precisa pensar como é que são as construções dos saberes e a pluralidade dessa construção vocês estudaram quantas pessoas negras para est aqui hoje quantas pessoas Negras foram exigidas no concurso de vocês durante a Talvez o concurso tenha até sido mais plural mas durante a a faculdade de vocês quantos autores negros vocês leram eu diria nenhum eu não li nenhum
então a gente precisa pensar de onde vem esse conhecimento que a gente adota e o que que ele tá apagando quem é que não está falando nele eh neurociência e atalos mentais as imagens que a gente tem os estereótipos os estereótipos são a fonte de entrada Do racismo nas nossas decisões na nossa condução da da audiência a inclusão e imersão que é a radicalidade da inclusão a imersão é a radicalidade da inclusão ou seja não adianta a gente ter uma pessoa negra uma pessoa trans nos lugares de poder essa pessoa tem que ser capaz de
influir Então a gente tem que trabalhar para que ela tenha voz para Que ela possa realmente fazer a diferença nas situações sugestões práticas não apague A sua raça eu vejo às vezes eu vou dar oficina e tem muito homem branco fal assim ah eu não sei com a minha raça falei meu irmão qual é o seu fenótipo branco sua família é o quê toda branca Você já foi discriminado não então meu irmão você é branco sabe aceita essa não apaga é para falar não eu sou branco eu tenho privilégio eu já cometi racismo assume o
que você faz eh cometeu algum ato de racismo presumiu que o preposto que é o negro era eh que O sócio que é negro era um preposto não sócio por racismo pede desculpas e segue a vida reflita sobre seus privilégios apoie políticas antirracistas conviva com pessoas diversas repense a cultura que você consome e leia autores negros aí aqui eu cito três mulheres negras que o Sandy Oliveira é uma autora infantil para quem tem filho é uma ótima recomendação filhos de qualquer raça porque crianças brancas precisam de literatura negra a Bárbara Karine é uma Influencer do
do Instagram que faz eh análises muito cirúrgicas sobre as questões raciais no nosso país e a Bel hooks é uma autora norte-americana que se vocês virem uma bula de remédio da Bell hooks vocês comprem e Leiam porque vai ser edificante é sempre maravilhoso a escolha por amar é uma escolha por conectar por nos encontrarmos no outro então não podendo adotar toda a teoria racial para vocês eu convido vocês a pensar que o mundo é muito mais do que Vocês viveram e que existem pessoas diferentes com outras visões de Mundo Muito obrigada gente eu vou fazer
só minha autod descrição porque eu não fiz no começo eu sou uma mulher preta de cabelos cacheados no ombro vestido um Mac verde e óculos azul quadrado e dois combinados não um só n combinado que eu não fiz com vocês mas que a gente pode fazer a partir de agora é laptops fechados por favor Tá quem quem tiver alguma Necessidade dele aberto mas quem não tiver a gente pede para fechar Ah deixa eu colocar aqui Eno bom enquanto eu acho aqui a minha apresentação eu vou fazer minha autodescrição também eu sou bom sou patrcia Maeda
uma Muler amarela de 4 anos eu aqui noonto Eu visto uma blusa de tricô preta é a única coisa discreta na minha Vestimenta eu uso um colar indígena de miçangas coloridas uso uma saia de tecido africano do benim também toda colorida H tenho cabelos pretos lisos e curtos uso um óculos dourado ou seja eu sou perfeito estereótipo de uma juíza Não não sou eh Deixa eu só ver uma coisa é só um minutinho Márcio me pediram para entregar um pend drive para você então vamos lá depois da fala impactante da da Bárbara Eu vou fazer
uma fala bem mais tranquila né Eh para vocês até conseguirem assimilar o tanto de provocação que ela fez né enfim vamos vamos lá eh certamente Vocês ouviram falar do nosso dos nossos recentes protocolos da Justiça do Trabalho Eles foram lançados no dia 19 de agosto e Bárbara e eu fizemos parte do grupo de trabalho né que enfim que ajudou nessa elaboração a ideia eh bom vocês todos Conhecem o o protocolo do CNJ né inclusive ele foi cobrado na na no no concurso né e bom eu fiz parte também do grupo de trabalho que fez esse
primeiro protocolo E é claro né era um protocolo que que visava todo o poder judiciário então obviamente não dava para tecer muitos eh muitas considerações nem descer detalhes aprofundar reflexões a sobre as questões né da da Justiça Trabalhista né Eu acho que é muito importante tudo nele é válido tudo a gente endossa tudo mas é claro que a gente precisava aprofundar as reflexões aumentar assim a Gama né de de questões também né pra gente poder dar uma resposta adequada para pros nossos jurisdicionados e jurisdicionadas mas mais do que isso né a gente sempre pensou né
Bárbara que a embora o protocolo lá falasse em gênero não há como a gente pensar eh as relações de trabalho desvinculado da questão racial Né então o primeiro ponto Era esse e e não só né porque aí a gente começa a aprimorar os nossos olhares as nossas perspectivas eh para para grupos que são politicamente minorizados mas demograficamente bem eh consideráveis e aí enfim e aí que a gente queria fazer um grande protocolo interseccional né mas mais do que isso a gente tem também algumas questões que são importantes na justiça do trabalho né como específicas né
que demandam um Olhar específico como o trabalho eh eh combate ao trabalho infantil o combate ao trabalho escr enfim e aí tínhamos todas essas demandas lá no começo da gestão e o Opa Ah tá aqui entendi tá bom a gente tava na minha na primeira na primeira no primeiro slide Era só a arte gráfica do da identidade visual do do protocolo agora a gente tá num slide em que aparece as pessoas que participaram da elaboração do protocolo acho que não tem Todo mundo mas a maior parte eh esse o grupo de trabalho foi instituído pelo
ato TST csjt 70 do dia 5 de outubro de 2023 essa data não foi à toa era para comemorar os 35 anos da Constituição Federal E esse grupo foi pensado da seguinte maneira né a gente queria representativ assim a maior representatividade possível da nossa população ó é claro que tinha um recorte de classe Óbvio porque éramos Todos da justiça do trabalho ou servidoras ou magistrados e magistradas mas a gente buscou representar todas as regiões geográficas né ã a diversidade racial então tínhamos pessoas brancas negras amarelas indígenas ã hã a diversidade de gênero e a diversidade
sexual também e também tínhamos pessoas com deficiência participando do grupo enfim pessoas mais Como assim pessoas idosas e enfim foi o que era Possível fazer dentro do do conjunto de pessoas que trabalham na justiça do trabalho né mas não só isso né eh depois a gente queria fazer um grande protocolo Pra justiça do trabalho e a gente viu que pelas demandas aquelas que eu falei logo no começo não havia metodologia Que desse conta de um só documento com tantas sabe enfim tantas variáveis tantos fatores então a gente o grupo né o coletivo resolveu que o
ideal seriam fazer seria fazer três protocolos então Ficou eh bom antes disso a na introdução dos protocolos eh tem uma frase lá do do presidente que eu acho que sintetiza muito da ideia do começo disso tudo né que é o seguinte a diversidade nos permitiu a construção deste rico instrumento quanto mais diverso mais rico não a gente não tinha dúvidas disso né E aí surgi viram os três protocolos né então o protocolo para atuação e Julgamento com perspectiva antidiscriminatórias interseccional e inclusiva né Eh esse protocolo que é o protocolo laranja ã ele mostra várias decisões
que o grupo tomou também né primeiro que a gente gostaria embora a gente já compreendesse que o protocolo para julgamento com perspectiva de gênero era para julgamento mas também para atuação então que o julgamento Envolvia a o comprometimento do do juiz ou da juíza desde o início do processo a gente gostaria também de provocar as os outros hã participantes do sistema de Justiça Trabalhista a adotarem a perspectiva né então a ideia da atuação né atuação e julgamento E aí a perspectiva antidiscriminatório foi difícil de pensar numa palavra que resumisse todas as ideias de interseccionalidade que
a Gente gostaria de colocar porque aí enfim a interseccionalidade nasceu da ideia do cruzamento da da via que diz respeito ao sistema sexo gênero com a via racial né E se a gente usasse só esse termo não daria conta das outras enfim dos outros Marc adores né E aí pensando os três eixos né que é gênero e sexualidade raça e etnia e pessoa com deficiência e pessoa idosa a gente encontrou a palavra que enfim unia esses três eixos que era a Ideia do direito antidiscriminatório né então direito antid então perspectiva antidiscriminatório interseccional que é considerar
essas a combinação né desses marcadores e inclusiva não é apenas para eh apontar as discriminações não é apenas para apontar as falhas do sistema Mas a partir dessa compreensão fazer com que o direito expanda seus limites e consiga abarcar todas as pessoas ah o outro protocolo né protocolo para atuação e julgamento com Perspectiva da Infância e adolescência né já dizia respeito ao primeiro programa né do da Justiça do Trabalho que é o programa de combate ao trabalho infantil ah em relação ao primeiro protocolo a gente tá muito ligado ao programa de Equidade né Equidade de
raça gênero e diversidade e o terceiro protocolo que é o protocolo com perspectiva de enfrentamento do trabalho escravo contemporâneo que também se conecta com o atual programa de enfrentamento do Trabalho escravo eh com o olhar do trabalho migrante com a questão do do tráfico de pessoas eu não sei todos esses nomes que a gente acaba criando ficam tão enormes que é meio difícil de decorar mas enfim tem nós temos Ahã a política do trabalho decente é um guarda-chuva que tem esses três programas mais o programa trabalho seguro Por que não não não tem protocolo do
trabalho seguro bom porque o trabalho seguro a a questão de segurança é Transversal em todas essas eh em todos os protocolos e também porque não ia dar tempo Ah aqui tá um pouquinho difícil de ler mas o que eu trouxe aqui é o nosso sumário do primeiro protocolo porque a gente não vai tratar dos três aqui né a nossa a nossa aula é sobre gênero e Raça então apenas para explicar que certamente o capítulo um Direitos Humanos para todas as pessoas vocês já Podem pular porque isso daqui já foi cobrado de vocês no curso acho
que não tem não tem muita novidade mas é importante a gente compreender que a gramática dos Direitos Humanos ela vem sendo mais problematizada na justiça do trabalho sei lá nos últimos 10 anos né antes as é é é interessante que as pessoas não tinham a dimensão né e ainda assim tem um pouco no próprio CNJ tem um pouco de dificuldade de reconhecer Ah mas qual a importância de direitos Humanos nas relações de trabalho como assim né só tudo né a a a relação de trabalho só é a relação central da nossa sociedade né e direitos
humanos deveria ser para todas as pessoas mas enfim então aí os próximos eh capítulos o Capítulo dois gênero e sexualidade três raça e etnia quatro pessoa com deficiência e cinco pessoa idosa são questões eh trazem um pouco de teoria Então traz um pouco de história um pouco de conceitos um pouco da da dos Normativos etc né Então aí acaba vendo um pouco de cada cada marcador que a gente quis jogar luz embora existam outros né E aí aplicar a metodologia tá no capítulo se né que a perspectiva antidiscriminatório interseccional e inclusiva E aí na correria
do dia a dia convido ao utilizar o capítulo sete que é o passo a passo que ele é bem resumido você vai olhando e então é para ser bem funcional ã das provocações que eu gostaria de Trazer aqui sobre sexo gênero né E a questão de sexualidade eh é aquilo a gente endossa totalmente o o protocolo para julgamento com perspectiva de gênero do CNJ né todas as considerações lá são validadas mas para Além disso eh a nossa o nosso intento Nessas questões foi também superar o que a gente chama de binarismo jurídico né que é
o dualismo que a a Bárbara tava falando né aquilo de pensar uma sociedade só que só bom a Cidade de Jundiaí fazendo aqui um parênteses tem eh teve a inconstitucionalidade de um projeto de lei reconhecida em que dizia que a família era o grupo social formado por homem mulher e sua prol então é para vencer isso né para superar isso não eh o direito tem que ser para todas as pessoas né Direitos Humanos sobretudo então ã e o direito ainda não dá muita conta muito conta de da das questões que Envolvem eh a diversidade em
em identidade de gênero né porque é um um é um campo que ainda trabalha com a sis heteronormatividade né embora tem tenham surgido normas né que enfim tentem superar isso ainda a gente tá um pouco a quem e isso daí a gente desenvolve bastante no eh é um a depender né da sua visão de mundo pode ser um pouco incômodo né ler o protocolo né mas eu acho que é um passo importante A gente problematizar tudo que a gente colocou lá porque não é nossa a nossa visão de mundo nos informa né mas a gente
precisa prestar jurisdição para todo mundo né então a gente precisa conseguir né reconhecer a dignidade humana em todas as pessoas bom E aí a questão eh da orientação sexual também porque a gente trabalha com a heteronormatividade no direito e aí acaba fugindo das questões Que podem envolver pessoas homossexuais bissexuais Pan e assexuais ã então lá na lá no protocolo do CNJ a gente tratava a questão de desigualdade discriminação assédio eh segurança e medicina né para eh e aí eram grande assim eram macrotemas que a gente tentava envolver tudo né e aqui a gente tentou destrinchar
para alguns pontos que a gente achava que eram mais candentes né então empregabilidade participação feminina igualdade Salarial jornada de trabalho descansos eh intervalos e pausas a medicina e segurança trabalho pessoas gestantes e lactantes violência de gênero incluindo violência doméstica a questão do padrão estético e apresentação do trabalho trabalho doméstico e a questão do trabalho para população lgbtq apen mais ã em relação a aos impactos do do do do primeiro protocolo né do protocolo do CNJ eh ele ele entrou à num movimento que começou a dar visibilidade às questões de gênero né e e e e
com o aplicação e as discussões que envolviam o protocolo o que se verificou foi um aprofundamento da lente de gênero para dentro do próprio judiciário então a gente parte a compreender como o sexismo atravessa também a nossa a nossa instituição e a questão da participação feminina vem sendo cada cada vez mais bem qualificadamente colocada em discussão Né vocês devem não sei pode ser que sim eh vocês devem ter ouvido falar no final do ano passado a respeito de das resoluções do CNJ sobre as as listas exclusivas eh femininas para eh a promoção por merecimento né
isso Gero gerou muita muita discussão nem imaginava que ia gerar tanta né ã E também o percentual aí aí sim podemos falar em paridade a paridade de gênero nos cargos de poder então Eh as a Gente tem avançado nessa nessa pauta ninguém quer tirar o lugar de ninguém só só se quer é igualdade né e a igualdade é a igualdade substancial né porque não adianta a gente falar que a a norma é a mesma para todo mundo se as condições são diversas né então a gente tem que promover a igualdade substancial ã tá então para
enfim tentar resumir e porque assim não tem jeito Tem que ler tem que estudar Tem que aplicar e eu acho que essa essa Conversa é só uma conversa Inicial sobre os protocolos né mas tá Patrícia então a se refere à perspectiva antidiscriminatório inclusiva ela diz respeito a um compromisso de meio é um compromisso do processo não um compromisso do resultado então é o cuidado né é a perspectiva que considera as discriminações históricas contra determinados grupos de pessoas como mulheres Sis ou trans pessoas lgbtq ap mais pessoas negras indígenas pessoas Com deficiência e pessoas idosas então
considera essas discriminações históricas e considera também os cruzamentos e as relações entre os eixos estruturais de opressão como sexismo racismo Sis hétero normatividade capacitismo e etarismo e considera também as limitações ou as barreiras que dificultam o acesso à justiça e aos direitos pelos grupos estigmatizados em igualdade de condições Com as demais pessoas Então essa daí esse daí é o resumo né do que é ser antidiscriminatório interseccional e inclusivo bom então tá então na prática o que que eu preciso fazer né vocês a a Luna falou para você com vocês né na segunda-feira né então ela
falou um pouquinho deve Pelo menos era esse o combinado deve ter falado um pouco sobre ã o passo a passo né na verdade a a técnica de contar até seis e ISO até seis aham então A o passo a passo são três passos apenas o primeiro passo é verificar as vulnerabilidades e asner idades eh pra gente não apagar nenhuma dessas das dos marcadores que a gente propôs a técnica é contar até seis né Depois conduzir o processo livre de opressões e decidir o caso com a perspectiva antidiscriminatório interseccional e inclusiva contar até seis um verificar
a a identidade de gênero Ah tá dentro do do padrão hegemônico então cheque né Tudo bem ã raça etnia a pessoa não é nor assim não é comumente racializada ou seja uma pessoa branca cheque né pessoa de orientação sexual hétero cheque classe não é uma pessoa pobre cheque tem tem a condição de de pessoa com deficiência não cheque tem a condição de pessoa idosa não cheque talvez não seja o caso de aplicar o protocolo então não haja necessidade Ok tem a simetria basilar do direito do trabalho que é simetria de classe capital versus trabalho mas
para Além disso talvez você não precise trazer essa técnica trazer essa metodologia ã para esse caso né mas se aparecer qualquer qualquer eh alerta em um desses seis itens Olhe com cuidado né E aí ah conduzir o processo livre de opressões né aqui alguns dos itens a a Audiência aliás né ã o poder judiciário deveria ser um espaço seguro e acolhedor né como isso se materializa normalmente ou no atendimento ao balcão que quase não existe mais que agora é tudo eletrônico mas Especialmente na sala de audiência né então ã espaço seguro e acolhedor promover uma
escuta ativa e empática isso é desafiador especialmente Considerando o número de audiências que nós temos todos Os dias mas a gente precisa lembrar né precisa colocar um empenho nisso né adotar linguagem simples eu eu imagino que para vocês isso seja muito mais natural no sentido assim de vocês não trazerem um vício de ficar usando aquelas aquelas expressões rocambolescas nas suas decisões que vocês vão começar a fazer as a os aut textos agora mas assim eu mesma preciso tirar umas coisas que hoje eu olho assim que são bizarros quando eu voltar paraa Jurisdição vou ter que
fazer uma boa revisão né então adotar a linguagem simples mas não só nas decisões na própria audiência tenta se colocar no lugar da pessoa que tá lá assistindo tudo aquilo se ela tá conseguindo acompanhar né respeito à diversidade né respeitar também o direito de autoidentificação né A questão do nome social prover as adaptações razoáveis sempre né E a preservação da privacidade e Intimidade da vítima e aqui também tem um um aspecto importante isso é olhando da Perspectiva da pessoa humana tá a gente não preserva privacidade e imagem eh Para poupar empresas né se a se
a pessoa eh enfim vítima de vamos supor de um assédio sexual quiser falar sobre isso né não não não quiser o segredo de Justiça eu acho que é um ponto importante para vocês pensarem né Será que a empresa tem Direito a a silenciar dessa forma sob a alegação de que ah é é a imagem da empresa não sei Pense nisso enfim na na dentro da audiência não reproduzir estereótipos não desqualificar a palavra da pessoa depoente eh não revitimização criar um ambiente seguro e livre de julgamentos não admitir condutas machistas racistas transfóbicas capacitistas homofóbicas etas e
promover o uso do do nome social E o pronome que a pessoa adota felizmente com a gravação das das audiências a gente tem um rico material sobre o que não fazer nas audiências nas sessões então que tudo isso daí sirva assim não só para virar meme né mas pra nossa reflexão porque às vezes a gente no calor da emoção pode pode cometer erros muito graves mas assim também é aquilo né Ninguém é passível né de estar sempre correto sempre pleno sempre né então é isso cometer um erro peça desculpas seup e vamos adiante mas por
favor não insista no erro porque cada vez vai ficando pior tem casos que a gente pensa assim nossa se tivesse parado naquele ponto não ia ser tão grave né aí a pessoa vai aprofundando decidi o caso com uma perspectiva antidiscriminatório interseccional inclusiva é antes de tudo Reconhecer seu lugar social né de Privilégio reconhecer e considerar as opressões estruturais superar O Mito Da idade isso a gente explorou bastante lá no outro protocolo considerar os marcadores de vulnerabilidade e aplicar a legislação e jurisprudência específicas que melhor se adequem ao caso concreto daí eh enfim um pouco para
dizer sobre esse documento né especialmente esse primeiro protocolo eu Trago aqui uma parte da introdução que diz o seguinte que esse protocolo foi pensado desde corpos subalternizados trans indígenas negros amarelos femininos homossexuais bissexuais com deficiência e idosos para corpos subalternizados como forma de concretização e ampliação do lema nada sobre nós sem nós nesse entrelaçamento de marcadores e de lutas foi se construindo uma dororidade jurídica Decolonial interseccional viva e e pulsante de quem deseja um mundo mais justo mais inclusivo e menos discriminatório para todos [Aplausos] obrigada agora a gente vai começar oi Calma aí é bom
dia Alessandro se me permite só um um comentário sobre a sua fala da Bárbara especificamente me chamou muita atenção a Bárbara sim e me chamou muita Atenção porque eu sou pai tenho uma criança de 8 anos e de fato não tinha como passar na frente daquele carrinho e não pedir para usar só que de fato Eu nunca fui cobrado antes e é difícil pra gente que não tem nenhum traço e de discriminatório sentir o que a pessoa eventualmente tá sentindo é uma coisa que é muito difícil da gente que de novo não tem nenhum traço
discriminatório sentir o que o outro Sente daí eu trouxe lembrei de um episódio que aconteceu comigo que talvez os colegas eles vão conseguir sentir da mesma forma que eu senti eu tava no passeio nos Estados Unidos no ônibus daquele de dois andares e passei por um bairro lá que chama que é um bairro tipicamente ocupado por pessoas negras e eu assim não sabia não tinha estudado nada deu hora do almoço eu vi um restaurante legal eu e minha esposa Ah vamos descer aqui então daí a gente Almoça no restaurante e qual foi a minha surpresa
era um bairro ocupado tipicamente 100% por pessoas negras quando Nós entramos no restaurante só tinha gente de branco eu e ela mas ninguém o restaurante estava lotado era na hora do almoço do ran assim 1 hora da tarde muito muito cheio e aquilo foi o impacto pra gente porque todo mundo olhou pra gente provavelmente eles pensaram assim o que que esses desavisados estão fazendo aqui a gente Foi super bem tratado comemos muito bem continuamos no restaurante mas isso me chamou atenção talvez esse seja o sentimento que uma pessoa por exemplo tem ao chegar no restaurante
que é frequentado por por pessoas brancas aou ingressar na faculdade que quase não tem pessoas enfim E por aí vai só queria compartilhar essa história com vocês maravilhoso é exatamente isso eu comecei meu letramento racial só um estantezinha Patrícia meu letramento racial em 2017 Com meu mestrado e em 2018 eu fui no en jum que é o encontro nacional de juízas e juízes negros e eu nunca tinha refletido sobre isso E aí eu entrei no no auditório do TJ dft e era um auditório com 200 pessoas negras todas juízas e foi uma experiência que me
marcou profundamente porque eu não sabia que eu sentia tanta falta daquilo até ter aquilo eu tinha normalizado tanto que a judiciária um judiciário branco que eu não sabia o quão acolhedor Poderia ser um judiciário igual a mim e eu não quero aquele judiciário aquele auditório só com pessoas negras mas eu eu percebi Como faz falta ter outras pessoas igual a mim aqui eh e aí já fica o convite o en jum é aberto a todo toda toda a população todos os juízes brancos pretos pardos eh amarelos todo mundo é convidado vai ser dia 21 e
22 de novembro na Bahia então é uma ótima desculpa para a ir para Salvador eh pode Falar vou te dar um microfone Bom dia eh Márcio eh eu não podia deixar de fazer uma uma observação mas Mais especificamente Acho que tudo se conjuga né nessa questão da da da não discriminação mas tem um aspecto ali da da fala final da da professora Patrícia sobre a aquela frase né clássica que a gente repete às vezes em prova e acha bonito que é o nada sobre nós sem nós mas acho que isso pra gente que vai julgar
eh independentemente de se tratar De uma questão de gênero deficiência eh questão racial é fundamental a escuta da pessoa eh em relação à Qual o direito está sendo discutido né Eu sou primeiro magistrado de primeiro grau na justiça do trabalho com deficiência visual total e eu já vivo isso durante a vida toda mas agora eh em razão da posição que eu tenho ocupado eu tenho percebido alguns algumas tentativas de aspas dado ou de de aquela esse tratamento diferente que eu senti porque eu fui servidor durante 19 anos basicamente era bater bem gala e e trombar
em porta né e depois que eu virei juiz a cada passo que eu dou tem alguém me oferecendo uma ajuda e o que por um lado Pode parecer uma coisa muito legal só que tanto no curso de formação em São Paulo em alguns passeios como aqui aconteceu anteontem também e existem decisões são tomadas em relação à pessoa sobre aquilo que ela em tese precisa mas eu não fui consultado em em relação a algumas delas né lá em São Paulo aconteceu um outro fato recentemente o tribunal acolheu um pedido que eu fiz um processo administrativo para
minha fixação numa vara Com base no princípio da adaptação razoável em contraponto com o princípio da antiguidade né e e eu fiz uma fundamentação jurídica no sentido de que uma Norma constitucional prevaleceria em relação à previsão da Loman e etc e tal embora a antiguidade seja de fato também é uma garantia fundamental do magistrado E o tribunal acolheu minha pretensão e me fixou numa vara e antes de sair a publicação saiu uma fofoca disso porque uma das varas que em tese iriam pra Ampla Escolha já não estava mais disponível E aí eu fui massacrado num
grupo de WhatsApp Por incrível que pareça por quatro mulheres e e aquilo me chocou porque depois várias pessoas começaram a dizer o que era bom para mim não precisa colocar ele lá vamos mandar ele para para tal lugar Manda pro Sejus que mananda Porque lá ele não vai precisar trabalhar tanto porque ah se tiver muito trabalho ele não vai dar conta e não sei o qu e assim falaram várias coisas sobre mim sem me ouvir Então essa provocação que eu queria fazer PR os colegas aqui vocês quando forem julgar quaisquer questões dessas que estão sendo
tratad aqui hoje abram um espaço paraa escuta abram um espaço paraa escuta só assim há uma mínima condição de se chegar à justiça Era basicamente isso obrigada máo pela partilha por por eh confiar né sua história a nós eu peço desculpa em nome da magistratura pelos desconfortos que que foram que acontece ceram eh nós que somos diferentes Às vezes as pessoas não sabem nem lidar com a gente e a gente tem que ter uma função pedagógica diplomática Às vezes a gente quer dar voadora mas a gente sorri e fala no o que Que tal a
gente né tratar o amiguinho bem Que tal então te desejo Aí muita paciência porque tem muito aprendizado a ser feito de todos nós assim eu sou uma leiga eu tenho muita dificuldade com acessibilidade principalmente na linguagem tem eu uso muitas expressões que são do de de conteúdo duvidoso digamos assim sim mas a gente tá superando e eu vou dar a palavra só para vocês dois rapidinho porque a gente tem horário tá que a gente tem que fazer uma atividade antes da pedi a palavra a gente tem que fazer Uma atividade antes do do Coffe Break
tá quem pediu a palavra tem a lua é é só uma uma coisa também assim Às vezes a gente se constrange de perguntar o que é que a pessoa precisa se ela precisa de ajuda e aí eu só queria pontuar isso que é muito importante a gente vencer esse constrangimento e perg tá fazer só uma complementação Zinha rápida também eh é porque o o máo é um gentl man é um É um Lord como ae diz no no Ceará não sei se isso se usa nos outros estados como elogio Mas me marcou muito uma frase
de uma juíza substituta que ela diz o seguinte mal chegou e já quer sentar na janela e quando uma das duas professoras comentou sobre a pessoa ir se afundando eu vi a imagem dessa pessoa porque já havin Aparecido uma manifestação de alguém ligado de várias pessoas ligadas a matra dizendo ó ele é Juiz cego e basta isso não precisa justificativa de mais nada e a pessoa foi se afundando até o o ponto que ela só veio pedir desculpas depois que o próprio Márcio se manifestou e não precisava ter sido exposto a isso e não precisava
ter se manifestado nós chegamos a fazer uma uma nota de todos os 59 da turma em repúdio essa essa situação né mas só porque eu como assim eu tenho um problema de ser língua solta eu sou Autista então tenho língua solta e eu não assim não queria deixar de falar de falar isso e é interessante essa questão de adaptação razoável essa questão de eh nada sem nós aliás e de não de não consultar de tomar decisões sem consultar as pessoas ontem eu tava refletindo com a com a Isabel comentei com ela que é uma coisa
que eu mesmo não notei mas que ofereceram adaptação aqui n é o Márcio que ele não não quis e que seria até mais mais plausível para Mim e na Claro não posso exigir isso porque na hora mesmo eu não percebi que eu poderia ter dito não bom ele não quer mas eu quero né refletindo eu pensei Poxa essa seria uma adaptação que seria mais razoável até para mim inclusive n mas às vezes a gente mesmo não nota as adaptações que são importantes pra gente eu queria fazer uma complementação ao que Márcio falou em relação a
gente fazer justiça né não muito pelo que a gente lê e pelo que a gente vê mas pelo Que a gente escuta das partes dos Advogados e tentar vivenciar um pouco disso eu sou deficiente também auditiva no caso unilateral de de um ouvido e parcial do outro e sofro condutas capacitistas de diariamente seja num numa fila de prioridade da pessoa chegar e falar aqui é o fila de prioridade e eu fal Eu sei disso e a pessoa me atender super mal e até mesmo em em ambiente né com colegas de trabalho e no próprio tribunal
eh me foi proposto uma uma a Fazer uma solicitação de fixação e eu não quis falei não eu não vou pedir fixação eu acho que é o tribunal que tem que me dar porque eu vou sofrer com isso então o Márcio sofreu com isso antes de mim e eu sei que quando eles promoverem e fizerem essa fixação eu vou passar pelo mesmo constrangimento que não só Márcio passou como todos nós porque a pessoa me olha me vê me comunicando e fala não não parece Ah não parece por quê isso é uma conduta capacitista Quais São
as dificuldades que eu tive desde a infância que eu tenho até hoje na comunicação na convivência com outras pessoas que não sabem dessa minha deficiência então é muito complicado então a gente precisa realmente ouvir ouvir e entender o lado da pessoa não por aquilo que a gente vê mas até por uma dedução P por Será que essa pessoa tão bonita tão elegante tão comunicativa está nessa fila Será que ela não tem uma perna Será que ela não Tem um pé Será que ela não tem um dedo ou será que ela é surda ou será que
ela é cega porque tem uns colegas aqui que tem e não monocular e você não diz Mas quais são as dificuldades que essa pessoa tem para est ali entendeu então é isso obrigada gente Luana assim só eh eu acho que você toca num ponto que é muito importante e a gente tá aprendendo também assim a gente tá aprendendo muita coisa né A gente tá desconstruindo todos Os estereótipos todos os preconceitos para construir uma visão mais enfim inclusiva mais humanista Mas você toca num ponto que a gente tem começado a discutir aqui que são não sei
se a nomenclatura é mais adequada mas que são as deficiências eh invisíveis né então eu acho que isso precisa ser problematizado e e Agradeço também por você trazer essa questão porque acho que a gente tem que falar sobre isso né também né Obrigada vocês são privilegiados por ter a visão deles né o conhecimento dele as experiências deles aqui tão perto de vocês então aproveitem explorem tá podem explorar bastante brincando gente a atividade agora é fazer um mapa mental o mapa mental é aquele aquela estrutura em que a gente coloca um conceito básico no centro do
do papel e vai puxando setas enfim traços indicando alguma coisa sobre aquele conceito vocês vão escolher um conceito é o conceito que tem que ter Dentro do do protocolo e o que vocês vão colocar nesse mapa mental a gente vai dividir a turma em som são 18 o em São 20 vamos dividir em qu 21 vamos dividir em quatro ficam três três grupos de quatro e de cinco e um grupo de seis aí vocês podem escolher a divisão eu pensem que tentem ser eh diversos nas divisões eu vou distribuir o papelzinho vocês tem 10 minutos
e depois a gente vai fixar aqui na parede e vai Pro é eu vi eu vi é tem até até mais tempo então vocês têm 10 minutos tá gente na nossa turma bolacha versus biscoito a gente vai começar a apresentação tá bom o grupo de vocês está com a palavra bom dia a todos e a todas vamos aqui então o nosso grupo vai apresentar aqui o trabalho realizado e escolhemos Então como palavra principal a expressão inclusão para fazer aí um contraponto Com discriminação a gente fala muito em discriminação mas pouco em inclusão e por isso
elegemos então a palavra principal como inclusão a partir daí separamos então em subtemas e puxamos também outros subtemas a partir de cada expressão e cada um de nós aqui agora vai falar um pouquinho sobre isso então só para agilizar né porque é muita gente a gente esc leu inclusão E aí a gente puxou os seguintes subtemas participação ativa diversidade desenho Universal adaptação razoável e escuta ativa e dentro desses temas os subtemas foram PR escuta ativa a empatia a linguagem simples e o lema nada sobre nós sem nós em adaptação razoável o quebra de Barreiras as
barreiras tecnológicas físicas linguísticas e atitudinais e também escolhemos como um como um subtema o desenho Universal e pros outros Nós escolhemos também eh diversidade que seria um terma um termo Guarda-chuva né para para incluir e gênero raça classe idade religião eh orientação sexual e pcds e participação ativa na na questão de de homenagear pessoas que T lugar de fala eh o que autonomia na na tomada de decisões ocupação de de espaços e representatividade tanto em mídia quanto em órgãos e [Aplausos] etc o próximo grupo pode vir eles eles vão vir aí vocês estão terminando né
A frente cada luz tá bom eh Bom dia na na nossa na atividade proposta a gente pensou na palavra principal diversidade foi até uma sugestão minha mesmo que acredito que abarcaria todo a as subdivisões existentes dentro do do tema de inclusão e também da do próprio dos próprios protocolos e cada um agora vai fazer a abordagem de cada eixo que nós Dividimos bom gente dentro do macrotema diversidade que a gente escolheu eh um dos subtemas que a gente achou por bem abordar foi so tema do Cuidado da importância do cuidado do olhar para o outro
né com sensibilidade e a gente dividiu também em tópicos o cuidado né e colocamos o acolhimento eu sempre falo de acolhimento aqui acho que pode suar até repetitivo mas eu acho que precisa ser frisado sempre ã colocamos a inclusão eh com respeito à diferenças Especialmente a escuta né que a gente falou a respeito sobre a importância de você escutar o outro com atenção sobre a necessidade que ele realmente tem e não simplesmente presumir essa necessidade e sobre a alteridade que a gente abordou tanto assim no tem abordado né na verdade no curso de formação a
alteridade para além do conceito de empatia né que é empatia no sentido de você se colocar no lugar do outro mas não tem no lugar de fala a gente não tem Essa eh a gente não poderia se colocar no lugar do outro então a autoridade iria além e no sentido de compreensão mesmo e de entender mesmo eh a diversidade eh bom Nós pensamos também em relação a a um subtópico de conhecimento porque a gente acredita que para que a diversidade ela seja observada que ela seja aplicada a gente precisa se preparar precisa estudar então eh
o o o conhecimento o letramento inclusive foi citada a questão eh racial Por exemplo Leia autores negros não somente isso mas também então a gente acha que é importante que se prepare adequadamente para lidar com essas eh para lidar com a adversidade para que não fique num plano muito teórico você efetivamente consiga aplicar aquilo na prática bom o terceiro eixo fala da política judiciária E aí não só a atuação do magistrado aplicando os protocolos né agora no no plural ali no julgamento com a questão da do Cuidado Para não revitimização por exemplo de uma audiência
quando verificado que uma uma parte ou um advogado está praticando and uma conduta an antidiscriminatório ou um próprio servidor né porque a gente sempre fala da parte do advogado Mas pode ser que a discriminação esteja vindo dentro do próprio judiciário então não só uma política judiciária com a aplicação dos protocolos mas com uma responsabilidade social do magistrado Magistrado como o agente condutor das audiências como o agente gestor como a principal qu pessoa em termos de condução dentro de cada vara Então esse foi um um dos eixos agora o último a Olá o último eixo é
o eixo da interação com o mundo que seria a interação social das pessoas vulneráveis principalmente pessoas com deficiência negros idosos e tratar portanto dessa adaptação razoável que hoje em dia tá prevista na convenção de Nova York a o Respeito às pessoas com deficiência Para não acontecer o que aconteceu com um colega de São Paulo visibilidade e ações afirmativas e o desenho industrial que são os eixos da interação [Aplausos] social só só só uma observação no nosso grupo as meninas vão falar em razão do nosso tema tem maior propriedade sobre sobre o assunto você f Eh
bom pessoal Nós escolhemos eh o falar da Igualdade Ou desigualdade de gênero que existe Especialmente porque o nosso grupo é majoritariamente mulher como acredito que todas as turmas também são porque no concurso somos maioria mulheres e nós conversamos por cerca de 2 minutos e Já conseguimos eh descrever nós três eh diversas situações inclusive recentes que aconteceram durante o curso em que nós identificamos algum tipo de de Conduta discriminatória e que no nos Sentimos de certo modo eh eh discriminadas por sermos mulheres então nós elencamos aqui eh as intersexualidad que estão envolvidas na desigualdade de gênero
que envolve eh a mulher no caso que seria eh mais velha ou mais nova eh mulher negra ou de qualquer origem eh étnica a a em razão de gênero de origem também no caso a mulher por exemplo nordestina que também enfrenta desafios maiores eh em razão da orientação sexual também eh e e as Mulheres com deficiência que também enfrentariam maiores dificuldades aqui nós colocamos o que o que se busca o que se pretende enquanto mulher que é respeito representatividade e e credibilidade e aqui os Ah sim é porque eu ia falar aqui do trabalho depois
e aqui o que as as os principais obstáculos ou dificuldades que a gente encontra que são os estereótipos a questão da dupla ou tripla jornada ou seja as maiores responsabilidades como Por exemplo aos trabalhos de cuidado que são Associados e pela sociedade à figura da mulher a aos deveres os os atributos da Maternidade né E todos os encargos que que eles que se recaem sobre as mulheres a cobrança social e também relação aos padrões estéticos que são muito mais acentuados em relação às mulheres que é os homens isso é é fato e no âmbito do
trabalho também nós citamos as dificuldades e os objetivos as principais dificuldades nós citamos o Teto de vidro como obstáculos à ascensão profissional da mulher o piso pegajoso que se relaciona à atribuição de determinadas eh determinados trabalhos à figura da mulher com base em estereótipos o assédio moral e sexual que também é uma realidade as mulheres são alvos mais fáceis dessa desse tipo de de violência a os o a desigualdade salarial também e a divisão sexual do trabalho e a as outras formas de violência como o Men planing roping Eh Esses esses outros tipos e quanto
aos objetivos seriam a igualdade salarial ade de oportunidades a Equidade Nas condições de trabalho considerando as peculiaridades da realidade das mulheres e a maior maiores oportunidades de ascensão profissional também [Aplausos] bom dia bom dia bem nosso grupo eh teve uma ideia semelhante mas com algumas peculiaridades a gente resolveu Utilizar uma técnica mnemônica que é chamada acróstico que você utiliza uma palavra principal e a partir das suas letras a gente cria outras palavras sobre o mesmo tema então inclusão puxou identidade de gênero o c de inclusão puxou pcd e por aí vai para eh fixar as
ideias contidas no Capítulo 7 do livro de protocolos que traz os seis passos para a identificação das vulnerabilidades Então a partir daí estão seis passos a partir do morte de Inclusão identidade de gênero pcd classe social idoso raça e orientação sexual [Aplausos] ber gente enquanto o pessoal vai chegando eh eu vou começar a distribuir a a nossa próxima atividade e é o seguinte a gente vai manter os grupos né que já tão já tão formados e vocês vão discutir alguns casos Hã oi a a gente vai direto pro programa Ah meio-dia Ixe é mesmo Ah
bom então paciência Então vamos só pro outro vai falando tá Ah então pode sentar nos grupos né formando os grupos novamente nós vamos trabalhar com quatro casos diferentes cada turma com um caso vocês vão ter 20 minutos para discutir e depois a gente vai fazer apresentações bem Breves para a turma e a gente vai tentar incluir o o o exercício que era enfim mais Longo vamos ver né porque eles não é vocês vão discutir depois vão relatar tá então elege quem vai ser quem vai fazer a relator H agora são 10 para 11 vamos discutir
até 11:10 não é aqui é só para apresentar tá então gente vamos lá quem é do grupo do caso um quem tá com caso um vocês podem vir não é o ideal é falar aqui da frente para todo mundo poder ver ouvir Entender Eu acho legal o grupo vir para dar apoio moral né para quem vai passar a vergonha de ter que relatar o caso né quer falar Tá então o nosso caso é assim caso um aí empresa trembão adotou uma política de capacitação de caráter voluntário que se realizaria após o término da da jornada
laboral dona Chica empregada se queixou à gerência sobre o caráter discriminatório do curso pois poucas mulheres participariam em razão De suas responsabilidades familiares para a empresa não existe discriminação já que se oferece a formação a homens e mulheres em igualdade de condições como vocês entenderiam esse caso pra gente ficou muito claro um caso de discriminação indireta né porque a a maioria das mulheres a gente sabe eh exerce a chamada dupla ou até mesmo tripla jornada então além do trabalho que é exercido de forma remunerada existe o trabalho não remunerado um Trabalho de cuidado que muitas
vezes é feito em casa então a gente anotou alguns termos aqui a discriminação indireta a dupla e a tripla jornada o impacto desproporcional em tese Essa realmente é uma política que é oferecida de forma igualitária a todos mas o impacto que ela causa é desproporcional às mulheres as interseccionalidades possíveis né a gente sabe que se a gente tá fal falando de um emprego de uma alta classe de empresárias esse Impacto é um Mas quando a gente fala de uma classe mais baixa e tratando ainda mais da interseccionalidade com a raça O Impacto é completamente outro
né muito maior também falamos sobre o trabalho de cuidado que é esse que é exercido pelas mulheres em casa Falamos também na convenção 56 da oit e alguém quer falar alguma coisa porque eu tô falando muito é com relação a à problemática que a gente diagnosticou foi essa a solução parece uma solução até bem simples Trazer o curso para dentro do horário de trabalho né em vez de ser em H ex traz para dentro do horário é bom para todo mundo que vai estar sendo remunerado por esse horário e especialmente para as pessoas atingidas para
as mulheres atingidas que não vão sofrer um um prejuízo ou de não fazer o curso ou um prejuízo com a família em casa é o último elemento que a gente discutiu ali que antes da conclusão ainda é que essa medida além esse Impacto desproporcional ele acaba também tendo uma relação Direta com a lógica do teto de vidro né porque essa mulher que fica inviabilizada de participar da qualificação ela também além de de ficar segregada desse processo que seria eh de qualificação pro desempenho da própria função indiretamente ela também vai ser segregada de uma possibilidade de
progressão ou pelo menos vai ser colocada numa posição de desvantagem dois Ah então o caso dois eh Joana diz respeito ao caso de assédio sexual Joana ingressou com reclamação trabalhista em Face da sua empregadora doces sa requerendo entre outros pedidos indenização por danos morais em razão do assédio sexual realizado pelo fiscal Robson durante a instrução a prova testemunhal apesar de não ter presenciado nenhum ato de importunação sexual relatou que havia ordem do fiscal para evitar conversas com a reclamante Que a reclamante chorava muito durante o expediente que o fiscal sempre chamava a atenção dela a
portas fechadas diferente de outros funcionários e que ela demorou a ser promovida por vontade do fiscal a narrativa da autora em audiência foi coerente com os fatos narrados ao longo de todo o processo como vocês decidiriam cas bem a gente utilizou o conceito de constelação de indícios tendo em vista a constatação empírica de que esse tipo de Conduta não é feito não é feita às Claras então a gente levou em consideração a dificuldade da produção probatória em casos de assédio sexual com a especial valoração da palavra da vítima que encontra previsão no protocolo a a
prova testemunhal indireta foi excepcionalmente admitida também considerando e essa dificuldade na constatação direta e a possibilidade de inversão do ônus da prova se fosse necessário Ah também adotamos na sistemática do protocolo adotar a oitiva Privada da vítima sem a presença do suposto agressor para evitar a revitimização e um novo constrangimento ã faríamos aquele passo de contar até seis e encontramos o primeiro deles que seria a condição de mulher e também assumiram uma postura empática com a dor do outro ou seja dororidade não julgar simplesmente como se fosse um processo qualquer porque ele encontra essa essa
legada violação e também a levando também em consideração a cosmovisão das Estruturas de violência ou seja esse contexto Empresarial no qual o fiscal eh tratava essa empregada de forma diferente e havia uma necessidade de ela encontrar alguma algum mecanismo de escapar e nem sempre era possível né Então nesse caso específico havia ordem do fiscal para evitar conversas de outros trabalhadores com ela o que leva a crer que havia um isolamento dessa trabalhadora e evitaria que ela comentasse com outros então ela tinha Que ficar sozinha no ambiente de trabalho havia uma maior dificuldade de identificação desse
assédio e de certa forma deslegitima a sua visão dos fatos também identificamos esse choro frequente da vítima que é típico das circunstâncias de assédio sexual porque a pessoa se sente envergonhada em falar e isso deixa Claro que ela ela tinha um emocional bastante abalado ã houve um tratamento diferenciado não é a conduta do aced velado e chamava a atenção da Vítima a portas fechadas o que era diferente dos outros trabalhadores então Eh também houve a promoção postergada dela na na ascensão profissional o que pode levar a uma ideia de troca de favores eh o aquela
previsão do do quiprocó que seria uma sédio por chantagem e havia uma clara superioridade er hierárquica desse fiscal então Eh havia a existência desses dois tipos eh a existência do tipo de intimidação eh para fims de Responsabilização trabalhista embora somente o que pró tenha a sua previsão na Esfera penal que nesse caso que não faria diferença para o nosso julgamento então também identificamos a ausência de alegação de medidas reparatórias ou preventivas Com base no sistema do compliance e também eh considerando que se trata de Meio Ambiente do trabalho com base nos artigos 9322 artigo 7
22 208 225 da Constituição e também da da convenção 190 que embora Não esteja ratificada é fonte material e também pode ser aplicada pelo artigo 8º da CLT nós identificamos que seria o caso de julgamento de procedência do pedido com a condenação ao pagamento da indenização a essa trabalhadora e expedição de ofícios ao Ministério Público do Trabalho e o ministério público estadual para identificação dessa Conduta do do assediador [Aplausos] grupo três caso três agora Bom gente o nosso caso é o caso três e eu vou ler para vocês tá uma mulher negra é contratada para
atuar como auxiliar administrativa em um escritório após seis meses de contrato a empregada passa a adotar tranças em seus cabelos e é advertida acerca do descompasso entre as tranças e o código de vestimenta da empresa sendo aconselhada a retirá-las por insistir nas tranças a empregada É despedida sem justa causa e por isso ingressa com reclamação trabalhista por Discriminação como vocês decidiriam o caso e bom inicialmente eh trata-se de uma dispensa discriminatória e sobre a qual incidiria uma um um um sério um arcabouo legal extenso como a súmula 443 do TST a lei 9029 de95 a
lei 12288 de 2010 Estatuto da Igualdade racial e algumas Convenções da oit como a 111 a convenção interamericana contra o racismo E também o a própria Federal eh bom em relação aos fundamentos eu vou passar aqui paraa Colega que ela vai falar eh essa questão da padronização Visual já foi abarcada pelo TST em alguns julgados é uma conduta discriminatória quando não há Um fundamento na padronização visual ou quando ainda que haja Um fundamento Para para que a empresa exija uma uma padronização esse manual de padronização visual não abarque a diversidade então eh culturas indígenas negros
e enfim eh outras raças outras culturas outras Religiões quem não se lembra da prova de sentença que teve um caso envolvendo a vestimenta do Branco a a sexta-feira toda sexta-feira então qualquer manual que não abarque essa diversidade tem um viés discriminatório e nesse caso como foi uma uma discriminação em relação ao ao cabelo que a a mulher colocou tranças não tem justificativa nenhuma e eu me lembro de conversando ali Nós lembramos de outros julgados do TST um caso em que eh salvo melhor juízo foi um segurança Que colocou um cavanhaque E aí ele foi punido
pela empresa porque ele estava com cavanhaque não tem fundamento nenhum e ainda assim um homem branco teve uma uma conduta de discriminatória e também um caso de um manual de de vestimenta que falava que mulheres com cabelo até o ombro se eu não me engano tinham que prender o cabelo mulheres com cabelos curtos tinham que prender o cabelo e cabelos longos não minto cabelo curto poderia ser solto longo deveria ser Preso e aí um caso envolvendo uma empregada negra que tinha o cabelo considerado curto mas ela foi Obrigada pela empresa a prender o cabelo e
aí também foi um caso julgado pelo TST como uma conduta discriminatória Então nesse caso pelo simples fato dessa empregada fazer tranças no cabelo é uma prática totalmente abusiva discriminatória que deve ser evitada não só na Seara individual mas a gente pensou também na expedição de ofício ao mpt para que Fossem tomadas as medidas cabíveis a fim de evitar a perpetuação por meio de tutelas inibitórias e danos morais coletivos e e afins é isso alguém quer mais [Aplausos] falar caso quatro vou ler aqui gente um homem negro segurança de hospital ingressa com reclamação trabalhista pleiteando entre
outras coisas danos morais em razão dos constantes apelidos e referências à sua raça no ambiente de Trabalho narra que seu apelido era negão e sempre que fazia algo errado ouvia seu chefe dizer tinha que ser preto Só podia ser um negão mesmo e outras frases o hospital se defende sem negar os fatos mas afirmando que o ambiente laboral era de brincadeira e que essas referências não tinham por finalidade ofender sendo comum nos locais de trabalho como vocês decidiria o caso é nós discutimos eh partindo né de uma análise aí sobre eh os protocolos que orientam
o Julgamento eh em matéria de opressão de diversidades em que pela função né profissional aí de segurança do hospital há uma indicativa aí uma marcador de classe né um profissional né geralmente é feito por é uma atividade considerada subalterna mas também a questão racial ela tá flagrante aqui no caso até pelo pelo pronome que ele era chamado e pelas ofensas mas que não seria necessário sequer a inversão doos da prova porque é Incontroverso né a reclamada aqui que é o hospital ela não nega os fatos Então ela se defende dizendo que era comum no ambiente
de trabalho e há um precedente aí saiu no informativo do TST é da sexta turma acho que de a relatora foi a ministra Cátia que trata sobre esse tema em que há uma discussão sobre esse eh caracterizaria dano moral e a utilização né do chamamento como Negão por exemplo que a gente sabe que é não é incomum no nosso país pessoas Pretas serem chamadas por ess outros apelidos né é algo que sempre foi normalizado mas não mais e inclusive no voto a gente deu uma analisada nele para poder rememorar a questão a ministra relatora ela
indicou que não é algo aplicável no caso de pessoas brancas elas não são chamadas eh por algum nome que se refira à sua raça a sua cor é algo que é feito quanto as pessoas negras e fosse pouco se o chamar de negão já eh Violaria os direitos da personalidade do trabalhador no caso concreto aqui que a questão trouxe e frases como tinha que ser preto Só podia ser um negão mesmo eh não é algo que foge da prática a gente visualiza isso é um tipo de brincadeira às vezes falada em tom de brincadeira que
caracterizaria o racismo Recreativo que não pode ser aceito então a conclusão do grupo é pela procedência do pedido e condenação a pagar uma indenização por danos morais e Que deve ser arbitrada proporcionalmente aqui para inibir esse tipo de prática e também atenta ao porte da reclamada né é um hospital Então não é um pequeno empregador de modo que a o valor né o quanto da indenização deve ser bastante elevado e também não consta aqui no rol de pedidos mas acho que seria necessário oficiar os órgãos competentes especialmente o Ministério Público do Trabalho porque se a
empregadora disse que era algo comum nos locais de Trabalho né é uma conduta a ser combatida aí nesse eh nesse hospital mais ou menos isso que a gente discutiu e [Aplausos] pensou muito bem gente eh eh tá a gente vai fazer agora uma dinâmica eh diferente ainda nos grupos a gente vai projetar aqui cinco frases quatro mentiras e uma verdade vocês vão debater no grupo e vão ter que depois falar qual é a Verdadeira aí eu vou ler mas aí vocês debatam no grupo tá assertiva um os homens têm taxas menores de absenteísmo no trabalho
produtivo dois as mulheres são mais capazes de Desenvolver atividades monótonas e repetitivas em razão da ação de hormônios específicos três homens e mulheres TM diferenças biológicas e hormonais que influenciam nos desempenhos individuais na sociedade Quatro a testosterona aumenta aumenta de nível Quando o homem apaixonado percebe o cheiro a voz ou qualquer outro dor da pessoa amada por isso é tão difícil para o homem controlar impulsos sexuais cinco não duvidem gente cinco o assé sexual coloca-se como uma questão sexual na medida em que viola principalmente a liberdade sexual da vítima vocês têm 10 10 minutos para
debater Se terminarem antes a gente começa antes tá Qual é a verdade Gente vamos lá vamos lá vamos lá podem sentar Já conseguiram achar a verdade a verdadeira vão deixar então os outros falarem Primeiro vamos vocês estão mais animados qual é a verdadeira então eh a gente teve uma uma pequena divergência inicialmente em relação a a três e a c eh a um A2 e A4 são na nossa visão são frases né que não são mentiras a3s a gente acabou eh tendo Veredito de que também seria uma mentira de acordo com a interpretação que se
extraiu disso eh porque poderia ser uma frase utilizada justamente para eh justificar uma discriminação né Principalmente no trabalho eh embora existam diferenças de fato biológicas entre homens e mulheres biológicas e hormonais não significa que isso necessariamente vai trazer um baixo ou um maior desempenho né em tarefas individuais na sociedade E o fato do gênero inclusive é utilizado como uma justificativa para existir uma divisão sexual no trabalho geralmente mulheres são colocadas em postos de em ocupações de menor relevância então a gente entendeu que seria uma uma uma mentira e o cinco seria a verdadeira embora o
assédio sexual né viole não só a liberdade sexual né também outras outros direitos outras outros valores é V passar geral vamos falar só que Vocês entenderam verdadeiro que depois a gente Vai passar uma a uma qual é a verdadeira então a gente ficou em dúvida entre a um e a CCO É não a gente teve uma pequena divergência que a gente ficou em dúvida entre a um e a cinco num primeiro momento a cinco seria a verdadeira assim de cara mas depois a gente debate eu e a gente chegou à conclusão talvez não sei se
exatamente é uma conclusão porque ficou polêmico de que de repente poderia ser a primeira a verdadeira ainda que Soui num primeiro momento discriminatório tá gente um é a gente também teve uma dúvida parecida com com a dos colegas aqui entre a um a cinco eu acho que há uma tendência para considerar a um verdadeira maior parece né Eh enfim um e a cinco Apesar de que a um eu acho muito difícil responder sem ter um dado concreto Né agora o último tá um dois para um e um pro cinco não para para mim é claro
na na minha visão específica que a um é verdadeira e as demais são mentiras mas o grupo teve uma divergência e ficamos entre a um e a três tá ótimo a gente vamos começar então pelas pelas duas que ninguém quis colocar as mulheres eu faço uma você faz a outra as mulheres são mais capazes de Desenvolver atividades monótonas e Repetitivas em razão de hormônios específicos não há estudos que mostrem que os hormônios específicos das mulheres fazem isso o que que a gente tem é uma sociabilização das mulheres que faz com que elas tenham mais paciência
e mais delicadeza para atividades eh monótonas e repetitivas Mas isso não é biológico isso tem a ver com a forma como as mulheres são socializadas elas são socializadas para a aceitarem mais a monotonia para serem Mais compreensivas para serem mais pacientes isso faz com que elas se DM melhores nesse tipo de tarefa a quatro né a testosterona aumenta de nível Quando o homem apaixonado percebe o cheiro a voz ou qualquer outro ativador da pessoa amada por isso é tão difícil pro homem controlar impulsos sexuais né não é é é é que bom que para para
vocês foi bem claro porque esse essa é uma desculpa muito comum na nossa Sociedade é do homem é biológico né é assim é irresistível é é da natureza do homem então que bom que nós sabemos que enfim eh e aí Ah eu vou posso fazer o gancho com5 isso é E aí gente que tá a falácia da coisa a gente biologizar uma questão porque assim a violência de gênero sobretudo a violência sexual assédio sexual não tem a ver com uma condição de impulso sexual não é uma questão sexual é uma questão de Poder é uma
questão de poder não é uma entendeu então daí cai a quatro mas cai também a cinco cai a cinco porque Ok mexe com a liberdade de sexual da vítima sim mas não é uma questão sexual é uma questão de poder é uma questão social o exercício de um poder pois não não tô falando subordinação eu tô falando poder da hegemonia masculina entendeu é o poder do Homem Sobre a mulher é é a objetificação do corpo Feminino que é algo que é construído tá só para complementar Talvez para também ajudar no na nas dúvidas eh a
mulher quando tá em um ambiente laboral ela é vista por algumas pessoas como um corpo disponível essa disponibilização tem vários graus é quando você tá trabalhando e alguém fala assim Nossa você ficou bonita com seu com essa roupa eu não dei intimidade para ninguém falar da minha roupa eu tô aqui como uma profissional eu quero ser elogiada pela Minha competência pela minha capacidade de coesão não pela roupa pelo meu cabelo então isso é por quê Porque a mulher ali ela é uma mulher ela não é uma trabalhadora Ela não é uma técnica ela não é
profissional ela é vista como uma mulher como um corpo disponível é claro que esses graus de disponibilidade que os homens vem a mulher eles ele pode aumentar a ponto de achar que a a disponibilização sexual também é uma uma vertente a outra que está errada agora é Um ou a três é a um a um tá errada os homens têm taxas menores de absenteísmo no trabalho produtivo há um estudo da Laissa bramo que foi diretora da da da sedó do do órgão que controla a sedó agora não lembro o nome do órgão ela também ela
fez um estudo que mostrava o mito da contratação da da do custo da contratação da mulher e ela mostrou que apesar das mulheres terem mais faltas em razão da licença maternidade e das das idas preventivas Ao médico porque as mulheres têm um hábito de preventivamente aos médicos os homens por não irem quando iam ao médico se afastavam por longos períodos isso faz com que as mulheres não tenham um absenteismo maior que os homens isso é na verdade um mito que se tem no meio de trabalho pode é o estudo considerava todas as razões de ausência
né ela ela via Essa ela via que os homens não ganhavam porque eles têm afastamentos por doenças bem maiores Do que as mulheres afastamentos esses que ganhavam até da própria licença maternidade E aí quer Completar é e esse estudo é essencial justamente pra gente quebrar essa heurística de pegar e olhar para uma mulher quando tá fazendo a seleção dela seleção de emprego olha pra mulher e fala assim ah ela vai faltar mais entendeu então não é porque ele precisou faltar ele precisou faltar pera aí De eh foi nos colocado a questão dos assistentes né E
durante umas algumas palestras os próprios juízes que já estão na há bastante tempo eles falaram né sobre a questão de assistente mulher não Eles não disseram isso Mas eles disseram assim eh durante o contexto né Por exemplo para Quem escolheu assistente mulher podem já eh ter is mente elas vão se afastar por causa de licença maternidade então assim já Trazendo um problema pelo fato de quem já escolheu uma assistente mulher desestimulando ação é e vamos combinar né não é uma novidade para ninguém tipo não é uma uma uma informação privilegiada mas frisar isso nesse contexto
eu acredito que é uma discrimin não cham mulheres isso e fala Desembargador é um desembargador conhecido porém não vou citar nomes e uma das primeiras coisas que o assessor Principal me perguntou durante essa seleção foi Você não pretende de engravidar né nos próximos tempos e na época isso tem alguns anos nem me soou como nada eu só respondi naturalmente não não pretendo por agora muito nova e tal mas depois né quando eu fui refletir sobre essa questão eu falei gente o quanto que isso era grave né na justiça do trabalho então assim especialmente Pois é
Verena e assim as normas que nos protegem em relação a isso já são Antigas né Eu acho que daí a importância dos protocolos que a gente publici essas reflexões todas porque a sidol é de 79 né a a convenção da eh não e a convenção da própria it né a 101 né enfim de 1950 de 1950 então quer dizer tá certo foram eh introduzidas mais adiante mas a a própria 929 né 9029 É 9029 então então é antiga e ainda assim eh era natural responder a isso não não é tipo não interessa que que isso
tem a ver com o cargo que eu vou Exercer ah sim porque a pessoa nasceu de chocadeira né foi uma produção espontânea assim é a gente percebe que mais do que legislação a gente vai mandar mudar a cultura a forma como a gente enxerga os fatos E aí a verdadeira é homens e mulheres T diferenças biológicas e hormonais que influenciam nos desempenhos individuais na sociedade Por que que a gente fez questão de colocar essa essa frase que é problemática porque a o movimento Feminista os movimentos raciais tal raciais não mas movimentos feministas eles não negam
as diferenças biológicas homens e mulheres são diferentes a questão são os sentidos que nós damos para essa diferença são os resultados e as consequências jurídicas dessa diferença no caso por exemplo eh ter o filho é o fato gerador da licença maternidade licença paternidade é o mesmo fato gerador mas é o direito que diz que se você for homem você vai ter Cinco dias de licença e se você for for mulher e você vai ter 120 dias então não é a biologia que falou isso é o direito que fala isso então a gente tem tem que
pensar nos significados que a legislação dá para o fato de você ser homem e ser mulher e muitas vezes pensar que a proteção da mulher vem a partir da proteção do homem então por exemplo se a mulher eh não pode carregar 60 kg por que que o homem pode por que que a gente vai exigir isso do homem talvez se Padronizassem para pro pro peso que a mulher pode carregar a gente conseguisse um mercado de trabalho muito mais humano até mesmo pros homens e mais igualitário então é pensar numa outra lógica eh sem negar a
Biologia você quer apresentar quero quero sar é a ideia né Eh enfim que o direito ele parte de um sujeito Universal pretensamente neutro né que é o homem né e o direito do trabalho não faz diferente o direito do trabalho foi Pensado a partir de um perfil de trabalhador homem branco Urbano né se a gente pensar Quais foram os recortes lá na na na Fundação né enfim na na promulgação da CLT E aí o que aparece o que os corpos que são diferentes desse né Desse perfil eles são vistos como corpos estranhos Então são tratados
de maneira diferenciada né então ã falava em proteção da mulher proteção eh do do da Criança e do Adolescente Quando na realidade é isso que a Bárbara falou né A questão do do Peso né se Se colocasse todos na mesma proteção seria melhor tanto para homens quanto para mulheres né na verdade essa diferenciação existia para desigualar desigualar no mercado de trabalho né e Em outro momento a gente pode falar sobre isso mas nem é mais tão adequado a gente pensar na chave de proteção da mulher eh é mais é mais coerente a gente pensar Na
Equidade na Equidade de gênero Mas a gente pode discutir isso em outro momento é inclusive porque a CLT a em geral ela tem uma proteção paternalista ela quer Tutelar o corpo que precisa de proteção ao invés de às vezes efetivamente proteger Então a gente tem uma CLT que toda vez que ia proteger a mulher tirava a mulher do mercado de trabalho não a mulher não faz hora extra a mulher não trabalha no horário noturno a mulher não faz isso não faz aquilo Essa era a proteção que se dava se a gente pensar hoje a Lei
Maria da Penha a Lei Maria da Penha quando vai pensar o trabalho pensa o quê afastamento da mulher no trabalho ela não pensa na proteção da mulher pelo trabalho no trabalho então a gente precisa pensar em outras lógicas aqui eh a gente queria falar falar um pouquinho também sobre as imagens e como a gente tá falando muito de construção de discurso como a diferença é é um discurso que se Constrói o discurso da diferença o discurso de que somos eh diferentes e por isso merecemos tratamentos diferentes mas isso é um discurso é uma imagem que
a gente cria E aí eu tenho aqui para mostrar isso eh umas imagens pra gente pensar sobre a questão de gênero o que que é força para no gênero Aquilo é uma mulher forte e aqui é um homem forte Quem são os verdadeiramente fortes será que as mulheres não são fortes Fisicamente biologicamente ou porque nos incentivam a ser forte sendo assim magra ser forte é ser magra Qual é a capacidade do meu corpo se eu sou incentivada a ser Graciosa delicada e não a ser musculosa ser forte ser grande isso é um discurso O que
é bonito pro homem não é bonito na mulher e a gente pode pensar o seguinte quem é forte aqui o homem ou a mulher percebem como a gente consegue manipular a biologia e subverter essa lógica de Que o homem é forte e a mulher é fraca então o que que é biológico a gente não sabe até onde vai a influência do biológico e do discursivo a gente entende e respeita que existe uma diferença biológica mas a gente precisa também questionar o quanto de discursivo tem nas diferenças do que a gente faz a mulher sempre fez
isso a mulher não se incomoda por exemplo carga Mental é uma eu brigo muito com meu marido lá porque ele acha que eu lembro das coisas Naturalmente e não é eu fui treinada a vida toda para lembrar que tem que colocar o lxo para fora tem que comprar o material da criança tem que fazer aquilo não é natural é um treinamento da socialização de de mulher então a gente precisa questionar isso por que que é natural para mulher qual é o hormônio que fala não tem hormônio que faz isso né não tem porque não é
um hormônio é o discurso e você quer cimentar p seguinte E aí disso gera uma série de Mitos sobre a mulher e sobre o papel da mulher na sociedade então a mulher não tem liderança a mulher ela ela é mais submissa a mulher não tem voz ativa a mulher não gosta de certas coisas a gente vive muito isso e o mito interessante pro Judiciário é o mito da Autonomia o mito da Autonomia ele fala o seguinte Às vezes a gente tem aí um lugar é lembra um pouquinho a ideia de teto de cristal um lugar
em que a mulher pode de chegar onde ela quiser e a gente Esquece que existem estruturas que impedem que ela chegue onde ela quiser e a gente fala não você é livre para ser quem você quiser você pode fazer de acordo com as suas capacidades E no entanto você enche ela de trabalho doméstico enche ela com uma neurose pela estética você enche a mulher pela questão do etarismo e você acaba eh destruindo aquela mulher como alguém potente então por exemplo por que que a gente tem tão poucas ministras porque as Mulheres sequer se candidatam a
Patrícia tá aí travando uma guerra para que as mulheres se candidatem aos cargos de CNJ CS JT para que a gente tenha mulheres se candidatando por as mulheres sequer se candidatam quando você vai perguntar para elas pros homens eles fal assim as mulheres não querem as mulheres não querem ser ministras as mulheres não querem ser conselheiras mas se os homens querem tanto por que que as mulheres não querem e aí a pergunta que a gente tem Que fazer esse por Por que que as mulheres não estão querendo ser ministras por que as mulheres não estão
querendo ser conselheiras E aí quando você falar com as mulheres você vai ouvir assim ai mas é um ambiente tão masculinizado eu vou ter que enfrentar tanta violência para est lá ah eu vou ter que sair da minha casa eu tenho neto eu tenho filho eu tenho trabalho doméstico Ah não tô afim disso no final da carreira eí você vai ver que o Problema não são as mulheres mas a estrutura no qual as mulheres estão então o que que a gente quer aqui de vocês hoje que vocês questionem o que é dado porque a gente
a gente cresceu todos nós crescemos numa sociedade racista machista homofóbica capacitista e todas as nossas presunções as nossas premissas são são cheias de estereótipos e de preconceitos e a gente tem que se colocar nesse lugar de questionar Tá mas por que que ela não Quer ir para lá por que que ela não quis então assim um caso por exemplo ah a trabalhadora não quis ser promovida Por que que ela não quis ser promovida é qual é a lógica se fosse um homem ia querer por que que ela não quis então e além da pergunta da
resposta ela não quis para entender Quais são as estruturas de opressão que envolvem aquele contexto e determinam que a mulher mesmo querendo ou não que determina Na verdade o querer dessa Mulher né Essa é a questão vocês querem falar alguma coisa ficaram com alguma dúvida Rocha Eu tenho um comentário e uma dúvida e não tem nada a ver um com o outro são duas questões completamente diferentes é porque o professor falou de Mito de submissão submissão Feminina eu me lembrei de outro dado que eu acho muito interessante para o mal né paraa compreensão eh a
gente tem uma quantidade muito Pequena de mulheres com o diagnóstico de tea transtorno espectro autista por qu normalmente pessoas com tea T eh características que a sociedade acha desejável nas mulheres gostar de ficar em casa não gosta de conversar não se relaciona muito com os outros então é a tidda entre aspas mulher para casar e muitas vezes as próprias mulheres não percebem que aquilo pode ser um um transtorno para procurar um diagnóstico é só porque eu dou dou uma palestra Sobre sobre isso eu me lembrei do dado mas só para complementar minha dúvida era outra
não tem nada a ver com isso mas tem a ver com com a questão do do apelido eu é uma dúvida mesmo assim uma questão de ignorância peço até desculpa eu tinha um conhecido na época que eu fazia computação muitos anos atrás que era carioca negão e ele se apresentava dessa forma dizer ol Se você perguntasse o nome dele ele tinha 50% de chance de se apresentar como carioca ou Como Negão numa situação como vamos supor o mesmo caso lá do dos meninos mas fica comprovado através de Testemunhas que na verdade o trabalhador se apresentava
daquela forma O resultado é o mesmo e tipo eu eu até Considero que talvez a pessoa tem um tem um que de racismo estrutural mas para fins de de de indenização ou mesmo de instrução processual eu posso dizer que aquela pessoa que se identifica como como como Pel um termo negão sofreu um dano se outra pessoa chama Dessa forma não tô brincando fala quer cumprimentar dele Ah no voto não então voto da minist F rxa Nós lemos o acord aqui ou trechos dele e ela fala exatamente isso que se o trabal ador tivesse se identificado
ou se autodeclarado né se apresentado assim o o vocábulo não seria discriminatório naquele contexto mas isso depende de uma análise sensível né do caso e outro Exemplo que eu comentei com os colegas aqui que eu sou de Salvador e elas também quando eu me formei lá eh no colégio eh era comum nós nos tratarmos como eh negão mas ela era esse nome de cara São Paulo é cara assim e aí negão tudo bem como é que tá seu dia qualquer pessoa se tratava assim e não tinha nada a ver com a pele então é Isso
muda muito de acordo com o regionalismo né E tem que ver o contexto também é as eu concordo com o ministra Cátia claro não Sou boba né Eh mas eu queria pontuar algumas coisas que eu acho interessantes desse desse caso que é são os seguintes eh primeiro a gente tem que pensar que a pessoa negra ela tá muitas vezes inserida num contexto extremamente violento Nesse contexto violento racialmente violento ela estabelece formas de sobrevivência essas as formas de sobrevivência podem parecer muitas vezes aceitar o racismo Recreativo no qual ela tá eh submersa então assim eh Não
nos cabe é claro condenar a vítima ela tá fazendo o que dá para ela fazer mas a gente tem que pensar se a gente vai querer colaborar com aquele ainda que com consentimento dela a gente vai querer colaborar com aquela prática racista ou não e o outro ponto que eu acho que eh na outra turma Perguntaram assim eu tenho um amigo muito próximo meu que eu chamo de negão eu tô comentando racismo e a gente precisa separar o seguinte o racismo ele se dá Nas relações de poder racismo é uma relação de poder se você
tem uma relação de afeto não é uma relação de poder é uma relação de afeto e nas relações de afeto eh você adota outros parâmetros outras medidas tem a ver com a sua intimidade com a sua forma de de de se dar no mundo e tal então você tem liberdades para fazer e falar coisas dar apelidos às vezes apelidos politicamente incorretos Mas é uma questão da relação de você com Aquela outra pessoa se há minimamente de uma relação de poder aí a coisa muda porque na relação de poder O que você tá fazendo é lembrando
aquela pessoa que na sociedade ela tem uma um lugar próprio e esse lugar é subalternizado no exemplo da outra turma o ele falou que o o amigo dele que era negão era na verdade personal trainer da academia eu falei então não é só relação de afeto você tem aí uma relação de poder ele é um contratado seu E aí você tem que rever Como é que você vai eh se se portar mas eu queria fazer essas observações pra gente debater né mesmo havendo uma certa horizontalidade numa relação de amizade Considerando o racismo estrutural e sei
lá e de repente até uma uma alteração na própria consciência e na na própria postura da da pessoa que é apelidada isso não não pode ser revisto Então o que eu quero perguntar é o seguinte Será que essa decisão de se é discriminatória ou Não não tem que passar sobre assim não tem que se perguntar como a pessoa recebe o apelido sem dúvida a gente tem que ver se aquela pessoa tá aceitando aquele apelido porque tá numa estrutura opressiva porque ela naturalizou as opressões ou se ela tem consciência de que ela é uma pessoa negra
e ela tá super valorizando a Negritude dela essas coisas devem ser eh elaboradas Mas a gente não pode negar que as relações de Afeto elas elas merecem um olhar diferenciado das relações de poder respondi eh o que eu ia falar em relação a isso é que realmente é uma é uma situação diferente né que a pessoa se identifica dessa forma para fins eh trabalhistas para fins eh de uma indenização mas eu acho que é algo realmente pra gente refletir de Por que a a pessoa ela aceita ser chamada dessa forma ainda que eventualmente ela não
ligue ou ou acha que não ligue e e como Isso pode ser por exemplo eu vou trazer um caso de um amigo que é faz parte de um grupo de uma empresa que eu trabalhei há muitos anos atrás e como é uma empresa multinacional etc ele era o único Preto retinto desse grupo embora houvessem outras pessoas pardas enfim como eu era enfim quando eu trabalhava lá e o apilo dele era clarence clarence por causa do jogador sdorf só que ele não tinha nada a ver com sidor Então seria a mesma coisa como por exemplo Bernardo
fosse apir fosse Messi ele não tem nada a ver com Messi ele só é branco como Messi a mesma coisa do CL do Desse colega que chamava Bruno Então acho que ocorre muito isso com pessoas negras e também com pessoas amarelas que não tem nada a ver com a outra pessoa que seja negro amarela mas somente tem a cor da pele e por conta disso se colocam apelidos que em tese não Ó o clar dorf é um jogador é um craque foi um craque enfim aposentado que venceu na vida etc Então assim a princípio não
não seria algo discriminatório chamar ele de clarence doff Mas por que se ele não tem nada a ver com clarence sabe então isso é uma coisa que serve pra gente refletido por que que a gente eh muitas vezes e acaba e tira individualização das pessoas negras por conta desse tipo de de postura excelente só para encerrar para não pegar o tempo de vocês do do almoço isso aí tem muito a ver com uma coisa Que eu não falei na palestra que foi sobre o conceito de microagressões super Sutil porque tá tá colocando ele no mesmo
patamar de uma pessoa que é um ídolo um super bom jogador e tal mas o que que tá dizendo que preto é tudo igual que a sua individualidade não interessa o racismo tem dois dois eh duas dimensões da coletivização a primeira dimensão é achar que nós somos todos iguais eu já recebi apelido também de uma pessoa a você parece com aquela Atriz da Globo o olho do o branco dos olhos só né porque não tem mais nada parecido os amarelos também sofrem muito isso muito isso e E então a coletivização nesse sentido a segunda dimensão
da coletivização é responsabilizar o qualquer Preto pelo ato de qualquer Preto então por exemplo eu me lembro que na época que o Obama era Presidente o Obama falava alguma coisa as pessoas vem perguntar assim e que que você achou do que o Obama falou Eu falei cara não tem que achar nada o Obama que falou Pergunta ele mas as pessoas fazem essa coisa Ah o preto falou ah o que que o Silva de Almeida O que que você acha do que o Silva Almeida fez cara não sou eu que tenho que falar o que que
só porque ele é preto todos os pretos estão imputados também no que ele que a pessoa faz ou não faz então são dois processos de coletivização São típicas do racismo também e a microagressões No gestos na fala no tratamento que nos lembram a todo momento o nosso lugar na sociedade tem um exemplo que eu gosto muito que é extremamente Sutil que todo mundo pratica que é a questão tem a ver com a questão de gênero eh todo mundo tá acostumado a ver o Jornal Nacional com William Bonner e todo mundo chamo boner de quê boner
porque amar pelo sobrenome é um sinal de respeito é uma deferencia e tal mas a Renata vasconcel a gente chama de Renata porque mulheres não TM a Mesma mesmo respeito e deferença que o homem é uma Sutil ela vai processar a humanidade porque cham ela de Renata e não de Vasconcelos Claro que não mas isso mostra que aquele grupo social que ela representa tem um sinal de respeito que os outros os homens os homens têm um sinal de respeito que as mulheres não têm gente era isso posso encerrar Patrícia era isso muito obrigada Ah é
tem que sortear a gente vai sortear dois exemplares do protocolo físico oo já Rece o má recebeu o pen drive com a versão em Word para ele é o único que tem a versão personalizada Patrícia você vai escolher você fica lá eu vou falar um número ela vai ver quem é lá é de 1 a 21 São 21 21 Então coloca 17 ela contar gente quem ganhar Tem que ler resumido D pra turma tá quem Raquel a resenha crítica tá em três Laudas o outro pode ser o três qu mesmo grupo mas tá bom Parabéns
gente vamos tirar uma foto da turma