E aí [Música] Olá bom dia a todas e todos estamos reunidos hoje para mais uma para mais um encontro da nossa disciplina transversal de filosofia da ciência da tecnologia e hoje e hoje estamos com os pesquisadores que você já conhece bem e que usa apresentam novamente a professora Verônica Ferreira bar Calazans a professora Verônica tem graduação Mestrado em filosofia aqui pela Universidade Federal do Paraná e o seu doutorado é foi também Filosofia na Universidade de São Paulo com creio que um período de doutorado sanduíche na universidade de Paris um né no instituto de história e
filosofia da ciência que eu também como Professor Mário panza né E temos também o professor Alex Calazans que também é formado a sua graduação do seu nesse e são aqui pela Universidade Federal do Paraná aliás ambos orientados pelo Professor Eduardo bar se você lembra bem e o professor Alex tenho doutorado na Universidade de São Paulo na e também com um período sanduíche na universidade de Paris um 31 sorbonne atualmente Ambos são professores da Universidade Federal Tecnológica do Paraná do departamento acadêmico de estudos sociais então professora Verônica professor Alex é um prazer recebê-los nessa manhã e
eu e eu imediatamente é transferir a palavra Vocês mais antes antes de tá importante é da nossa organização a gente está sentindo um pouco falta da procura pela participação de estudantes durante E durante as nossas manhãs então incentivo novamente Não não fique encabuladas e a importante sempre pensar que aqui todo mundo tem o engajamento né e é na verdade um ambiente dos mais tranquilos amigáveis possíveis é a que o lugar onde a gente pode conversar de bater levar as coisas sempre por mais Alto mais alto nível intelectual são professora Verônica professor Alex bem-vindos e palavra
está com vocês Olá bom dia a todas se todos amar uma grande satisfação um grande prazer estar aqui falando sobre o autor que que nos é muito caro nós gostamos muito de estudar e principalmente entre entre colegas e num projeto que a gente que a gente acredita tanto e agora é bom dia também para aproveitar o momento só para para para dar algum dia todo só a corrida Todos e já para a gente para dizer que a gente está aqui no formato bancada do jornal assim para o que a gente vai dividir né a aula
de modo então que eu a Verônica vai começar a fala dela e daí no meio da apresentação e o retorno é para começar uma exposição também de um determinado. Ali a respeito do pensador que que nos cabe hoje é isto e aqui será o Gilberto e mundo tá então é Gilberto e mandou ele é um autor e a gente pode considerar de filosofia da Tecnologia Porque grande parte da sua obras foi dedicada a a pensar aquilo que ele chama de objeto técnico então nós temos aqui um conceito importantíssimo para se mudou que é o conceito
de objeto Tech então é o nosso conceito Central não só para a gente contextualizar um pouquinho que o bar se mandou ele nasceu em Santa que m924 E desde a sua o início da sua escolarização ele já teve interesse por assuntos diversos desde as ciências básicas a filosofia várias Várias áreas o interessavam e tô achando que depois de um tempo foi na sua biblioteca pessoal uma das obras que mais chamou atenção foi a Ciclo pedir de roupa e dá um bebé ou seja ele te interesse precoce por um conhecimento enciclopédico eu não conhecimento abrangente E
isso nós vamos ver repercutiu na sua na sua obra já no ensino médio né não lhe ser a gente eu adaptei aqui para nós adaptamos para uma linguagem brasileira mas não lhe sei ele Fez opção pela filosofia e interessante que o pai do simondon gostaria que ele tivesse optado pelo ensino técnico mas não valeu tô já pela filosofia no ensino médio e fez a graduação em filosofia e novamente mesmo fazendo a graduação em filosofia aprofundou-se em física por exemplo fez um curso completo de mineralogia aprofundou-se em artes literárias mantendo Então esse viés enciclopédico essa e
essa vontade de estudar o conhecimento De maneira mais abrangente e ao mesmo tempo integrada é algo me deixa pós-graduação seu interesse principal Voltou se parar a questão da individuação e ele fez no durante o doutorado duas teses como era o protocolo Na época na França era a tese principal EA tese complementar a tese principal é até Subimos começa pela tese complementar que vai ser no nosso nosso objeto aqui nosso foco aqui sobre o modo de existência dos objetos Técnicos ela foi publicada em 958 aí nós temos os as demais edições e a tese principal e
ela é a respeito do saber que não conceito de individuação que foi o conceito central de camisa assim interesse que é de certo modo centralizou ou todos os todos os demais interesses em física em nas Ciências Sociais e inclusivos nesse mandou ele se aprofundar bastante em sociologia e Psicologia que foi o primeiro Departamento para onde ele foi departamentos ele foi trabalhar pós-doutorado foi um departamento de Psicologia então a tese principal são as individuação a Luz das Nações de forma e de informação hoje mas vamos nos concentrar na tese complementar que é a respeito dos objetos
técnicos quem quiser sobre o modo de existência dos objetos técnicos que concentra digamos assim a filosofia da técnica doce mundo ainda que além dessas dessas Duas obras ele tem publicado diversos outras a maior parte são compiladas são reuniões de artigos ou palestras ou ensaios de então para além desta tese principal existem muitas outras obras se mudou a respeito da técnica Mas nós vamos nos concentrar nessa obra hoje e ao menos uma pequena parte uma obra extremamente densa e ó e vai ao menos nos oferecer Digamos um roteiro né então para introduzir o assunto eu gostaria
de falar sobre um Conceito que é um mote para o melhor que a gente chama carinhosamente em cima da minha mãe só no casamento de meiota sobre o modo de existência do objeto Tech que é a questão da alienação tags animação técnica versus pomada de consciência não se mandou que está preocupado com uma questão Ele está preocupado com o que ele o que ele considera uma alienação da cultura com relação à técnica eu vejo como próprio esse mundão expõe o objetivo da sua obra Esse estudo é animado pela intenção de suscitar uma tomada de consciência
do sentido dos objetos bom então a obra filosófica que propõe uma tomada de consciência ou seja uma tomada de consciência que se dá no plano da filosofia a respeito do sentido dos objetos técnicos a questão é porque é necessário tomar consciência então o diagnóstico Simone ano é o seguinte fique a cultura é entendida como o universo de Significações compartilhado pelas pessoas por enquanto não precisamos mais que isso então seria o universo de significações aquilo que tem significado é ela acaba se opondo a técnica ou seja lá coloca homem de um lado máquina do outro cultura
de um lado técnica de outro e quer dizer que a cultura não não assimilou a técnica não considera a técnica como uma parte do seu caráter humano né cultura ela é aquilo que os Homens compartilhe e acaba colocando a técnica como um extrangeiro Essa é a alienação da póximo não está falando o que é uma alienação e a oposição entre cultura e a técnica entre o homem EA máquina é falsa e sem fundamento ela esconde apenas ignorância ou ressentimento é uma máscara atrás de humanismo fácil uma realidade rica e esforços humanos e em forças naturais
e que constituem o mundo dos objetos técnicos mediadores entre a natureza e o Homem não vejo quando a cultura não reconhece a técnica como parte dos esforços humanos como parte dessa realidade humana ela está deixando de lado uma parte significativa Porque sim a técnica não é nada nem e um fruto dos esforços humanos ela não tem uma fonte alheia a humanidade ela faz parte da humanidade mas o simondon acredita que a cultura não a reconhece dessa maneira que a cultura cria uma oposição entre ela própria cultura EA técnica A minha máquina e é uma posição
falsa nota 10 na segunda parte da dessa do nosso roteiro aqui de onde vem historicamente essa posição mas por enquanto vamos ficar com diagnóstico e se mudou para põe que é que é necessário uma tomada de consciência para reverter esta alienação ou seja o objeto técnico que é considerado como estrangeiro pela cultura é cria considerar como estrangeiro cria essa esse desconhecimento da máquina e não é só um Desconhecimento de como a máquina opera É principalmente o desconhecimento da sua natureza e da sua essência o ou seja há uma ausência da máquina no mundo das significações
em para quem tem significado no interior da cultura Então se mandou já nem produção do modo de existência dos objetos técnicos e defendam a máquina é a estrangeira é a estrangeira na qual está aprisionado algo de humano desconhecido materializado escravisado mas ainda Humano então a desalienação a pomada de consciência seria é o movimento contrário é esse aprisionamento de uma o que sim o elemento humano está presente mas ele está aprisionado por que está ausente no mundo das significações dessa dessa Cultura o mesmo o que significa estar ausente do mundo de significações porque é inegável e
os objetos técnicos fazem parte do dia a dia desses dessa desses mesmos homens que constituem essa cultura desde que Nós levantamos a maioria de nós hoje acordou com ajuda de um objeto técnico nós nos vestimos e as nossas roupas são produzidas com a ajuda dos objetos técnicos nosso café da manhã e toda a nossa vida é o que significa dizer que o objeto técnico ele não tem um lugar do mundo das significações e não é que ele não esteja participando da vida isso é inegável participa da vida dos homens mas o objeto técnico ele é
reduzido no mundo das significações ao Seu um quer dizer o olhar EA cultura tem para objeto técnico não é o olhar que busca a essência que busca a mesmo funcionamento algo mais básico do que a essência a gente vai já vai dizer o que essa tá licença me encontrar mas reduz objeto técnico ao seu uso ele não me importa como o relógio funciona me importa que ele entregue as horas se eu tenho duas máquinas de lavar roupa e elas têm funcionamento completa né que de shituz Mas elas me entregam o mesmo Uso para mim elas
são iguais o Ou seja eu não me pergunto como elas funcionam Eu apenas é enxerga o uso que elas têm bom então se por um lado o a cultura reduz o objeto técnico ao uso por outro quando esse objeto técnico ele apresenta certas características difíceis de serem compreendidas e que o fazem com que ele se assemelhe de alguma maneira ao ser vivo ao ser humano e nós vimos com o professor compania a questão da dessa Dessa proximidade né com os ciborgues por exemplo Então porque a cultura não compreende o modo de funcionamento ela atribui logo
inferioridade aqui eu brinco que de certo modo é muito comum quando a gente diz assim que o computador não quer funcionar é hoje o computador está de má vontade comigo mas são são pequenas coisas só para a gente só pra gente se aproximar da ideia mas num contesto da e é muito mais do que isso porque queria Se o nome e o mito de que a máquina ela pode ganhar interioridade e portanto ela pode competir comigo comigo ser humano competir no sentido tirar o meu lugar não lá no mercado de trabalho a gente já vai
discutir essa questão que é a diferença do simondon com o Max é uma conversa importante aí mas que a máquina de certo modo ela ela assim nem ter ela tem o pode ter uma interioridade a ponto de ser por exemplo perigosa de que a Inteligência artificial por exemplo vai tomar a vai tomar o controle do mundo etc o Carlos mandou esses dois essas duas atitudes são desequilibradas elas são lados do desequilíbrio reduzir objetec comum Ou seja é reduzir ele é muito menos do que ele é porque ele não é só o uso ele tem um
esquema de funcionamento ele tem uma essência ele tem uma génese o Alex já vai nos falar sobre isso é ou ao contrário atribuir a ele uma Característica que humana que é que é de interioridade São dois lados que podem flertar com uma tecnofobia é uma tecnocracia porque o medo da de que a máquina torna o nosso lugar ele tanto pode se reverter em tá aqui no fobia no sentido de que nossa vamos evitar vamos Não não vamos mais abrir o celular para o celular tá esperando e não vamos mais ceder a tal e tal tecnologia
porque isso é isso aí vai acabar controlando a vida É mas também pode se reverter em tecnocracia como uma reação é isso bom então vamos usar isso para potencializar o poder sobre os outros depois a gente fala mais sobre sobre Esse aspecto Mas a questão é para o Simon dou é esse desequilíbrio é muito significativo e Então qual é a razão desse engano porque o nosso reduzimos objeto técnico ao uso simplesmente ou nós atribuímos ele é uma interioridade o algo mais do que é o seu plano de objeto tempo porque Segundo simondon a cultura ela
interpreta de maneira deturpada desequilibrado o que significa perfeição técnica e a cultura acabou atribuindo e nós vamos ver logo porque historicamente porque acabou atribuindo o automatismo como sinônimo de perfeição técnica quanto maior o grau de automatismo da máquina maior Teoricamente seria a sua perfeição técnica e o senão não é ressalta aqui essa esse elemento essa Identificação entre perfeição técnica e automatismo é um engano porque porque segundo você mandou e quanto maior o automatismo de uma máquina memória é a margem de determinação que que é mais margem discriminação é a sensibilidade desta máquina a informação dicas
bom Então veja se tem um objeto técnico atual né atual vamos dizer assim se mandou ele faleceu em 1989 Vamos pensar aqui o meio lote de 1958 então nós já Estamos falando de computadores já estamos falando de uma automação no sítio Industrial já estamos falando de conjuntos de objetos que trocam informação entre entre eles feliz o seguinte Vamos considerar esse objeto técnico em azul aí o objeto técnico que nós estamos analisando esse objeto ele troca informações com o meio ele troca informações com outros objetos técnicos e ele troca informação com um homem por exemplo a
programação de um objeto é uma Troca de informação entre o homem eo objeto é que é e se mas alcançássemos máximo da automação de um objeto técnico de automatismo do Jetpack ele deixaria de trocar informações porque o automatismo faz com que ele se feche nem mesmo ele deixa de trocar informações com o meio como os outros objetos e como o vamos passar por exemplo um relógio de corda ele é uma engrenagem ele é composto por engrenagens que se você der corda dele Ou seja oferecer a energia suficiente para ele funcionar ele vai funcionar sem trocar
nenhuma informação com lei ele tem sim trocas ali energia né mas não de informação ele é um objeto fechado que que você não vai dizer eu não já te fechado e que entrega uma função muito restrito né você precisa atingir uma velocidade como e é seu esse objetivo né porque não atrás nem aquele dia como velocidade constante acima o presente é longe de Ser a perfeição técnica a perfeição técnica quanto mais equilibrado for então eu vejo que eu não estou dizendo quanto maior for a margem de determinação se a gente aumentar é extremamente a margem
de determinação vamos já completamente aberto eh objetos em automatismo nenhum uma ferramenta por exemplo a completamente aberto ela não tem nenhum funcionamento é de automatismo mas quanto melhor forma que lembro entre o autor batismo e a margem De indeterminação você já troca de informação com o os outros elementos Aí sim se encontra o caminho uma perfeição técnica já nos aprofundar estamos introduzindo só bom então seja me engano é seu engano nosso como cultura é de reduzir logo já pelo uso ou lhe atribuir a ele interioridade ou algo que seja humano O que é esse Equilíbrio
O que é isso que nós precisamos fazer para derrubar esse conceito de perfeição técnica que a Cultura historicamente foi foi formulando como fazer essa tomada de consciência então do sentido dos objetos técnicos ele está nos propondo que essa tomada de consciência esse de em três etapas a primeira etapa seria capturar a Gênese dos objetos técnicos a segunda seria considerar a relação entre o homem e o objeto técnico e a terceira resolver objeto técnico o conjunto do Real o que que nós podemos perceber aqui capturar a Gênese dos Objetos técnicos Então significa que a primeira etapa
é olhar para o objeto tem é fazer o que o professor companhia chamou lá na aula passada de um Teologia da técnica olhar para o objeto técnico e cantar encontrar no próprio objeto técnico seu sentido que é sobre o modo de existência do objeto técnico esse essa é a proposta então o caminho pelo qual se não faz isso é a partir do objeto tem depois lembro dia para a relação entre o homem objeto técnico Para pôr fim colocar um objeto técnico de novo do conjunto do real ou seja no no âmbito mais anos e nós
podemos passar outros caminhos outros autores fizeram outros caminhos Primeiro vou pensar o objeto técnico lá na sua sociedade onde ele foi feito etc depois eu penso homem e se mudou faz a partir do objeto depois o homem objeto e depois o conjunto completo Então como nós dividimos aqui a nossa apresentação o Alex vai ficar com a primeira etapa Aqui é aquela a qual nós vamos dar mais atenção e aí tava da Gênese dos objetos técnicos é um dia a gente pode concentrar digamos assim um uma data importante cima da filosofia da técnica desse mundão que
justamente o distingue dos diversos autores é a base e depois eu vou falar sobre as duas outras etapas uma maneira um pouco mais enxuta só para gente fazer o percurso final que nós temos uma alimentação aqui de perto que é uma alimentação Bom né E então eu vou passar a palavra para o Alex eu espero que essa parte que eu acabei de falar para vocês sobre a a máquina aberta é a máquina fechada ela fique mais clara quando eu retomar tá é a gente só colocou no início porque importante que a gente já tem em
para que lado vai a desconstrução que essa tomada de consciência vai fazer para para o processo construtivo né que ele encontrar a génese do objeto técnico e como isso vai ser devolvido depois para O contexto geral Então Alex King Ah então tá eu vou tá dentro nessa nessa primeira etapa na captura dos objetos tá é a Verônica ressaltou do que se trata essa essa primeira etapa ela ela tem muito a ver com algo que o professor Company falou lá da reflexão filosófica sobre os objetos técnicos eu não sei se vocês lembram das aulas da aula
passada que o professor pompano e colocou a questão da sua Sofia da tecnologia diante da tecnologia no sentido de que a Filosofia se de blusa é basicamente em torno de três pontos basicos diante da tecnologia a questão ontológica uma questão epistemológica EA questão axiológica a questão ontológica diz respeito ao modo de você pensar os seus objectos em especial é nessa questão ontológica que surgem Monte as funções do que definir objetos tem no que define a tecnologia não é então a questão teológica pergunta sobre o que é o objeto tem a questão epistemológica Tem a ver
com a questão da produção do conhecimento sobre a validade do conhecimento pois e tal e a questão axiológica quando entra questões em torno de valores né valores éticos e Valores em torno da política em toda a questões econômicas é nessa primeira etapa então focando especificamente no cimo quando a o simondon em termos metodológicos Então isso é muito importante ficar bem claro na cabeça de vocês de que essa tomada de consciência Dos objetos técnicos então dado que tem um diagnóstico de que é cultura não sabe o que é os objetos técnicos e e que é a
necessidade de o Cirilo objeto técnico na cultura então a essa a proposta dele se dá em termos metodológicos nesse sentido primeira etapa é necessário se voltar para uma perspectiva ontológica né ou seja perguntar se pelo que o que é como que eu posso pensar os e dos objetos então nessa primeira etapa eu vou me perguntar Sobre algo que aparece ali no já na introdução né ali basicamente no parágrafo 15 né Eu numerei os parágrafos para entregar para vocês Para a gente poder se orientar ali na obra você mudou a os parágrafos não estão enumeradas mas
como para tornar mais didático possível a exposição a gente tentou enumerar para poder se referir com mais facilidade Então se você for para lá não fala que foi 15 aparece lá por um termo que se chama processo de concretização e eu vou Tentar explorar um pouquinho então vocês tem que ter claro que isso é uma perspectiva quando o processo concretização de um problema ontológico depois disso para tornar digamos mais aplicável ao mundo assim nosso das significações eu vou tentar abordar um exemplo que é o exemplo que aparece na obra do se mudam que ele aborda
muitas coisas relacionadas é o ou cá vamos nos perguntar o que é o carro né perguntar sobre elementos técnicos e Depois eu vou tentar fazer algumas derivações sobre aspectos sociais Tá então vamos lá primeira etapa é um aspecto metodológico O que é o objeto pé e eu vou parágrafo 15 então percebe eu já disse aqui ali em cores algumas palavras centrais para a gente explorar eu não vou não vou conseguir na minha exposição esgotar essa essa situação esse essa situação é muito Henrique se então a introdução tenta resumir a obra como mas eu quero destacar
alguns pontos Importantes Então vou ler É para alterar essa tomada de consciência podemos é tentar definir o objeto técnico em si mesmo pelo processo de concretizar concretização e sobre determinação funcional que lhe dá uma consistência ao termo ao termo de uma evolução provando que ele não poderia ser considerado um puro o tecido as modalidades dessa génese permite aprender os três níveis do objeto técnico e a sua coordenação temporal não dialética É o elemento indivíduo o conjunto felicitas esse parágrafo ele tem esse temos aqui que para quem não é da filosofia para quem não estuda a
obra você mudar o mesmo que era a filosofia é pobre ler isso e tornar um pouco complicado a compreensão porque são termos técnicos é Então veja eu quero chamar atenção a que a tomada de consciência tem a relação de analisar o objeto em si mesmo veja então é uma perspectiva metodológica vamos nos Perguntar pelo objeto a partir dele não da relação que eu tenho com o objeto que o ser humano tem por objeto ou que o objeto tem em relação ao mundo não vamos pensar a partir dele ele por ele mesmo então é uma tentar
tentar uma reflexão de definição a partir do que constitui o objeto em si mesmo tentando e limpar o meio-de-campo limpar as coisas que são é é a relação com o ser humano a relação com o mundo por ele mesmo nesse nessa pessoa tipo aparece então que ele chama De processo de concretização e sobre determinação funcional isso eu vou tentar explorá-la mas isso leva a pensar o objeto em temos uma evolução né que vai contra a visão de redução do objeto técnico a ser um puro utensílio ou seja em termos de utilidade só do objeto aí
isso então a proposta dele é pensar a gente então a gente vai tentar explorar isso essa spontos aqui estão aqui presentes em e para começar então pensar se a questão Da do ser do objeto Tec Eu sempre faço exercício a partir Desses desse slide eu peço para os meus alunos O para que quando estou falando classificar esses objetos né então vamos dizer se você sabe o que objeto técnico faça um você sair faça um exercício dentro e classificar e essas três essas três objetos em grupos se vocês sabem o que eles são então vocês conseguiram
colocá-los em grupo de uma certa forma então sistema definição Então vamos ver O que que vocês colocarem uma primeira proposta que normalmente vem a ideia é a seguinte a Então temos uma campainha um relógio de parede um relógio despertador e uma arma é uma arma que ela é uma que tem o nome de besta né é besta parece um arco e flecha não é o arco e flecha porque ela tem uma constituição diferente é só do WhatsApp então ela chamada de Deus então as pessoas tendem normalmente a classificar os três primeiros objetos Como fazendo parte
do mesmo grupo e a arma como fazendo parte de um outro então aquela campainha ela serve de uma de você tá maneira para medir o tempo então tem assistir assistir filmes norte-americanos onde aparece aquelas High School novamente aparece uma campainha dessa para marcar o tempo de aula para os alunos tocarem de professor e Ou seja é um objeto que no filme aparecem para medir o tempo né e os outros dois também então eles fazem Parte do mesmo grupo então isso só suja essa possível classificação inicial a gente vai questionar essa classificação é uma só surge
porque Teoricamente Ou pelo menos no senso comum a gente sabe saberia o que é o objeto tem mas será que isso realmente é conversa e vamos avança e se mudou então vai abordar a tentativa de analisar os objetos a partir da genes mas o que és o parágrafo 1 o primeiro parágrafo do Alguns parágrafos iniciais do capítulo 1 aparece a desse Tentativa do segundão definiram que é Gênese e vai levar a ideia de concretização o goleiro ao invés de partir da individualidade do objeto técnico que até ou até de sua especificidade que que é muito
instável para tentar definir as leis de sua Gênese no quadro dessa individualidade ou dessa infelicidade é preferido inverter o problema é a partir dos critérios da Gênesis que poderemos Definir a individualidade EA especificidade especificidade do objeto até o objeto técnico individual não é tal ou tal coisa da da É Ricky at num aqui agora mas aquilo de que a um agir fé e se mudou está tentando expressar o que ele expressa Ou seja quando nós perguntamos pelo objeto que a objetos são perguntando pela individualidade do objeto então o qual que é a ideia válida a
ideia dele é não perguntar é pelo Objeto dado diante de mim aqui agora mas perguntar pelas condições que fizeram seu objeto ser o que ele ou seja inverter o problema é nesse sentido se perguntar o que fez o objeto sendo que ele é diante de tão vocês estão diante de um aparelho eletrônico seja ele o celular ou computador Vocês poderiam perguntar mas o que que é esse esse computador o que que é esse celular é você pergunta pergunta que ela individualidade dele no sentidos pode Fazer assim é esse objeto Tem o quê aí ele tem
uma tela ele tem um ele tem um mouse ele tenha teclados pé essa pergunta ela está errada do ponto de vista do cimo é aquela parte da ideia de que eu estou a partindo da individualidade para tentar definir Mas isso é errado o próximo Dom esse perguntar Mas quais são as condições históricas temporais que levaram este objeto a ser o que ler Olha a a metodologia do segundo é pensar Numa ontologia genética genética pensar a história do objeto na génese histórica do objeto então todo o processo histórico que leva o objeto a ser o que
ele é e nesse sentido o objeto está carregado dessa história então vocês quando se perguntam pelo objeto de vocês para saber o que leva vocês tem que levar em consideração que ele tem um processo histórico por trás e ele está impregnado está imanente diante de vocês todo uma uma carga histórica que faz se Objeto ser o que ele é a decepção dele começa a por esse por esse por esse elemento Então você ter o problema diz respeito a buscar a esse esse é a ções históricas interna do processo de construção do objeto não é bom
então vamos partir para um exemplo eu vou tentar começar a construir um exemplo aqui para ver as dificuldades da análise genética ou as facilidades dessa análise genética para tentar esclarecer o máximo se Nós vamos partir para nós vamos lá as pessoas cotidianamente interagem com esse objeto aí em termos digamos assim de ser um objeto cotidiano que muitas pessoas ou sabem usar dirigir e coisa e tal né e ou ele elas usam como passageiro mas alguma noção sobre sobre os objetos as pessoas têm então a gente pergunta o que é um carro O que define o
que anca né Será que o engenheiro saberia definir isso e o que ele constrói Engenheiros Automotivos desconstrói Será que ele sabe nem realmente Será que a gente pode buscar um funcionário a gente encontra uma definição boa para isso então eu entrei aqui bem eu tentei ao mais uma informação mais acessível possível acerca de uma possível definição do que é o carro essa definição vocês encontram na Wikipédia né então é o k é um automóvel automóvel carro é um veículo motorizado com rodas é usado para transporte primeira primeira coisa Enfoque na definição o termo que está
em amarelo então carro é algo que é usado para transporte observa em que esta definição não é se mundo Uliana porque ela está impregnada pelo uso eu defino o carro pelo Oi Bel Ou seja que serve para um transporte olha dificuldade definir o carro pelo uso porque o transporte a nossa a finalidade não definir realmente o teu objeto porque eu posso ter outras coisas que não são carro para para Servir como meio de transporte posso usar uma bicicleta posso usar um skate posso usar um animal num cavalo é um jegue é ou seja são vários
outros tipos de meios que eu posso usar para ajudar a cumprir a finalidade de transporte Então nesse sentido nesse sentido essa definição ela não é segundo linha não captura O que é realmente a tecnologia dita Hotel objeto técnico dito ser automóvel o carro por outro lado essa mesa definição aponta para o elemento Interno do objeto o automóvel é aquilo que tem um motor e motorizado então tá então você começou a definir de passar para manter uma pista de algo que já é próprio do carro é que diz respeito a sua estrutura né ou seja ele
tem um motor mas a gente pergunta o que é alto aí começou o outro problema né porque motor também ele pode ser tratado como um objeto né tanto que motor tem uma pluralidade então aqui eu toquei três imagens e três motores Diferentes bom então o primeiro motor é o mais antigo ele é um motor a vapor né colocaria lenha para fazer a digamos o funcionamento dele a imagem do meio a um motor elétrico e a imagem da direita é um motor a combustão é um motor a combustão dos mais modernos é então eu tentei encontrar
um motor de automóvel mais moderno possível e no fundo no fundo esses três objetos são absolutamente Diferentes né então quem é Mecânico e mecânico do motor a combustão não necessariamente entende motor elétrico não é um bom especialista em motor elétrico e vice-versa que especialista em motor elétrico lançamento ter é especialista em motor em motor a combustão Então são três objetos absolutamente destinos né então eu poderia definir motor aquilo que permite converter uma energia e movimento energia cinética e movimento bom então o motor a combustão ele ele Usa a combustão a energia e calor para transformar
se transformar em movimento enquanto que o motor elétrico a energia elétrica para transformar movimento Mas são objetos absolutamente diferentes em torno dessa trânsito transformação bom então eu vou escolher um desses motores o motor a combustão que é o o exemplo desse mundão para explorar essa essa essa questão aí do da definição do objeto para a gente chegar lá na questão da compra fiz as Então vamos lá se eu Perguntar então a o que que é o motor é tão motor tem lá os três exemplos eu escolhi um motor a combustão mas o que que é
um motor a combustão ai o partir do motor a combustão pelo funcionamento dele então eu não eu não sou especialista engenharia mas aqui eu tenho um GIF Zinho que tenta mostrar um tipo de motor que é um motor a combustão a 4 tempos que está na maioria dos automóveis hoje em dia né Ou seja que acontece quatro movimentos internos que Define Esse motor é no sentido de que é só quando acontece isso de modo sincrônico barrel de forma coordenada que o motor passa a funcionar aqui tem outro gif Zinho e que diz em quatro movimentos
então tem um movimento da admissão do combustível né que até o movimento compressão né o movimento de combustão é hora que acontece então quando o pistão sobe é ele tem ali uma um ponto máximo onde acontece a a combustão quando acontece a Combustão então ele eles ele empurra o pistão para baixo né para virar todo o movimento depois disso tem a etapa da exaustão Esse é o movimento então acontece cada momento é a 11 desses Passos aí e definir então o próprio o funcionamento do motor para o tempo mas também temos motor a combustão a
dois tempos bom então esse é o motor a dois tempos é ele é definido no sentido de que existe movimentos ali é simples né então que há Um movimento quando a injeção do combustível ela acontece a expulsão e de sistelle ela exaustão também do da fumacinha então percebo ali quando acontece a ingestão ali acima do que estão ali perto da vela a gente são Evely do combustível é a digamos a eliminação da fumaça Então isso acontece basicamente no modo sim ou seja no sentido de que esse motor ele é diferente do Pato tempo mas ele
também gera todo aquele processo de Movimentação ou seja esse nós estamos de certa forma de forma muito abstrata ainda muito geral dando princípios básicos do funcionamento de motores 1 eu sei o que é isso que se mudou está pronto vamos ver é esse motor a dois tempos por exemplo e ele foi usado no Brasil para movimentar esse carrinho aí é o só só para registrar aqui que eu dei com a ver né Vemaguet meu pai teve um carrinho desse aí e é uma história dentro da família né Então esse é tinha que usar o esse
Motor 2 tempos é um combustível batizado com os pés ele é equilibrado né a gasolina com mais um tipo de óleo lubrificante na tinha que ser estudado isso muito muito bem essa mistura para não dar problema né mas enfim é só para registrar e você mudou ele vai no no livro dele quando vai falar de motores ele se refere especificamente a este motor o motor pief de 1904 e a esse motor Zupi esses dois motores e o pensamento zucker Nos interessa aqui para chegar a noção de genes e de concretização é que o processo de
concretização tá esse motorzinho zucker e ele foi usado nesta motocicleta asinha na watts não é de 1.131 se mudou ele parece que teve uma motocicleta asinha dessa aqui e ele ficava desmontando e montando para poder entender como é que funcionava todo esse processo tá os interessa então para começar agora entrar e especificamente no Simão E é observar o que ele fala desse motor Suzuki em torno do sistema de defesa de funcionamento do motor ou seja no sistema que ele chama ele faz se refere as aletas o que que são as letras então aqui tá o
motor zouk eu selecionei a parte daquele motorzinho de voltar aqui uma todo tempo integral a letra essa parte superior onde tem essas ranhuras linhas né de metal né Então veja bem então eu tenho ali todo o processo de funcionamento desse motor Essa parte é Onde encontra-se o pistão onde acontece a explosão do combustível e onde se aquece o funcionamento desse motor exige que ele não não perca sua estrutura o aquecimento pode levar a desestruturação do motor então criou-se o sistema de defesa que essas tais aletas o que que essa letra faz ela tem a função
de disse o térmico o motor em funcionamento e para que ele funcione de maneira adequada precisas cuidar desse funcionamento e ou as Aletas foi criada foram criadas justamente para manter a estrutura ele então a letra Nesse motor ele funciona em termos de dissipação ter é uma vez que então esse motor está dado historicamente nós estamos entendendo que ele é digamos tem um problema para ser resolvido para que ele funcione bem é vamos comparar esse motor agora um outro motor uma outra situação né É em outra motocicleta e aqui eu tenho uma outra motocicleta Essa aparece
mencionar também no livro de simondon um que é uma Sandim de 1947 eu tô colocando as datas que é importante Então veja bem esse motoro zouk o motor anterior zucker ele é é anterior e temporalmente falando da sabe mas veja o que que acontece em termos de estrutura e de funcionamento em quanto a estação Bibi estao tivemos atrito interno do motor da sabe o que é diferente Observe as aletas desse motor a parte superior do motor está cheio de Alegria é aonde está digamos opção né Onde está o que estão aonde acontece a explosão EA
parte em baixo de baixo é o que chama-se de karts né onde tem todo o digamos o mecanismo bom dia para girar o virabrequim que vai levar até o movimento das rodas né mas percebam como as aletas agora aparece diferente comparado com o motor anterior por quê que isso acontece você mudou ele vai se perguntar e vai dizer da seguinte a seguinte conclusão O quê Hoje houve uma evolução técnica temporalmente falando que as aletas agora elas elas cumprem outra função além da dissipação térmica ela cumpra a função agora também em termos da estrutura de resistência
do motor como um todo E então Percebo o que que aconteceu no primeiro as aletas o primeiro motor motor anterior a letra serve para dissipação térmica Ou seja que é só Cumprir uma função agora no outro motor a letra cumpre duas funções ao mesmo tempo São duas funções no sentido de que ela ao mesmo tempo além de dissipação térmica ela foi abordada no sentido de dar mais estrutura ao motor o que que isso significa o que que isso significa O que significa algo que já pode ter uma tirar algo como conclusão o que esta evolução
das aletas permite pensar a Gênesis do motor ou seja a Génese do motor sanbin Ou seja é se essa que tá na foto anterior a genes está presente nos motores anteriores da do pief e do motor sup Em que sentido no sentido de que o os engenheiros quando começaram a tratar das aletas eles perceberam a possibilidade de dar uma outra funcionalidade também para as aletas ou seja o motor sanbin só adquire aquela aquela perspectiva aquela cintura na medida em que já tinha um problema Anterior nos motores pief zouk que de certa forma levou a fazer
com que a o motor das a milícia adquirisse aquela Constituição de de cumprir duas funções ao mesmo tempo ou seja a génese du da de cumprido as duas funções ao mesmo tempo estava já presente a causa já estava presente do motor anterior é isso que o senhor não está chamando de Gênesis que a causa para algo que que surgiu já está no presente no é um objeto anterio O motor sambinha mais nesse sentido é mais concreto que os motores pief e zouk agora assim gente pode ir entender o que que é convergência né sobredeterminação Ou
seja a convergência e concomitância de funções a função térmica e mecânica são resolvidas ao mesmo tempo você já quanto mais unificada o objeto no sentido de cumprir mais funções é plurifuncionalidade mais concreto é o objeto né então é no sentido nesse sentido que se dá ao termo Sobredeterminação duas dois problemas que eram resolvidos por objetos diferentes é por estruturas diferentes acaba sendo resolvidas por um objeto só a saleta agora não é só a letra é a letra nervura né então quando essa essa sobredeterminação essa plurifuncionalidade se apresenta nos objetos nós estamos tendo uma harmonização interna
do funcionamento e isso diz respeito à concretização Então veja temos a Gênese E por sua vez essa Gênese da um processo Story e eleva a entender a um modo com que os objetos vão se concretizando vão se modificando ou não temos que aparece também não se mudam vão ser se tornando mais individualizados vai tendo uma individualização do objeto né a única individualização é a unificação do objeto programa A e por último o motorista me via mais concreto que os motores anteriores por sua vez o motor ep é fiz o que são mais Abstratos então o
termo concreto ele é contrário a distração então quanto mais Unificado mais harmonizado internamente objeto ele é mais concreto por sua vez encontrasse os objetos que não são unificados ele tem muitos esquemas e funcionamentos acontecendo de São mais abstratos Então é só um termo mais um termo técnico que aparece ali no no Simão a e se Vocês entenderam Se a ideia de pensar Gênesis que que envolve algo Interno do esquema de funcionamento a gente pode voltar a nossa classificação né então se eu pensar entramos utilidade é os três primeiros objetos lado esquerdo então a campainha os
dois relógios Eles estão no mesmo grupo Agora pensa em termos técnicos em termos de funcionamento que leva cada um desses objetos a existir enquanto tal se nós pensarmos em termos de Gênesis aqui surge uma outra classificação em qual sentido no sentido de que os objetos que Estão os dois do lado esquerdo eles têm um esquema de funcionamento que é converter em energia ao trabalhar com energia elétrica com pulsos elétricos então o relógio digital ele tá muito mais próximo por causa da génese por causa do esquema do funcionamento interno tá muito mais próximo da campainha do
que do relógio de cordas e o relógio de quadros e tá muito mais próximo da mola e e por sua vez da do arco e flecha e da besta do kido do Relógio digital porque porque o relógio de cordas Ele trabalha com energia potencial elástica né ou seja energia em torno de molas e o arco e flecha também então o esquema de funcionamento que certa forma constitui o objecto para o se mudam ele me permite pensar outra logicamente os objetos de outra forma e É nesse sentido que a proposta desse mundão vai se constituir objeto
ele ele a individualidade do objeto só começa a ser capturada quando eu penso a Ontologia em termos de uma genes uma outros genes é então isso é muito próximo de algo que acontece na Biologia Então veja o que que é a classificação dos animais e não que esse mundão esteja aplicando exatamente o que está na Biologia para os objetos técnicos mas essa essa essa classificação ela ela ela tem uma certa semelhança eu eu tô dizendo aqui de modo geral dá para se dizer que tem uma certa semelhança a gente não coloca uma Asi na Mesma
classe né dos mamíferos né porque porque eles são de linhagens diferentes os mamíferos ele tem um tipo de linhagem Então os objetos técnicos também tem Linhares e isso é digamos nos permite fazer várias linhagem dos objetos eu vou colocar aqui um tipo de linhagem possível de linhagem evolutivo então se eu pensar em termos de utilidade veja como que eu coloco objetos absolutamente distintos um ao lado do outro eu coloquei o relógio aqui em termos da Utilidade Então tem um é um relógio uma ampulheta relógio de bolso né que a corda no relógio digital e esse
último relógio digital é da maçãzinha né que ele até interessante que ele tem ali uns ligamos os ponteiros que simula um relógio analógico né então se for pensar em termos de utilidade eu faço essa linhagem para esse mundão essa linhagem ela tá colocando Ela Não Está capturando a essência de certa forma dos objetos ó tá só e simplesmente abordando A utilidade das temos certa forma abandonando aqui o que faz objetos técnicos serão que ele é agora por outro lado vejam essa outra classificação e só que eu encontrei numa revista e eu fiquei impressionado como isso
daqui ele é se mundo olhando vejo tem um relógio de 1860 e vem finalizar aqui em 2010 mas o que o processo a ilustração da linhagem se dá em termos do interno é o relógio de 1860 ele ele é ele é um relógio de molas certa forma ele não é Quatro né assim como o relógio 2010 internamente se preservou ao que me permite então observar como é que como é que tem uma certa continuidade na linha evolutiva desses objetos Então ela tem uma mesma genes esses relógios tem uma mesma genes então a gente poderia pensar
aqui uma classificação da linhagem evolutiva para colocar em museus Então essa é uma visão de Museu tecnológico diferente dessa outra visão né perfeito então é nesse Eu acho que já certa forma Capítulo dei o Ponto Central da questão ontológica e eu acho que tentei a explicar o ponto central dessa questão ontológica do segundo a ontologia Depende de pensar o objeto técnico em termos de sua funcionalidade e o que é historicamente leva o objeto técnico será o que ele é ele é de modo Inter agora a pergunta mas a génese determina a evolução técnica a gente
pode agora de se desdobrar algumas coisas aqui que vão para quem estuda filosofia da Psicologia Que tem entrar em torno do tema da do determinismo tecnológico né só que a Gene determina a evolução evolução técnica como é que a questão social Entra aqui eu vou botar um rapidamente aqui um filme O se mudou chama admito social a para falar do mito social vamos voltar então ao carro o carro é um tipo de objeto técnico que é um mito social tá quem é esses dois carros aqui então temos aqui dois carros se mudou 15 esses Dois
carros aqui Ah tá então ele tem novamente se ele é um objeto técnico ele tem uma genes ele tem umas técnicas algumas pensar o que que é esse carro Simca siks e o Peugeot 203 a temos que abrir e temos a funcionalidade dele tem motor Então vamos lá aqui tá o motor dos dois carros os siks e o Peugeot eles são eles são idênticos internamente não porque ó então aqui essa imagem está no livro do simondon cyclassics tem do lado do Extremo esquerdo um tipo de pistão diferente do Peugeot 203 que tá na extrema-direita tá
é porque isso são diferentes né Oi e a biela biela também é um É bem interessante tal então a biela do sinta-se que está nos superior aqui é esquerdo e um do Peugeot está no 203 abaixo do lado do lado direito Vejam a diferença desses objetos são o mesmo objeto não o que que fez essa um ser diferente do outro todo o processo de Concretização né todo o processo de de luta interna para fazer a estabilidade do objeto então é fez isso se tornar diferente Ou é bem provável que o Peugeot 203 ela é muito
mais resistente mais estável do ponto de vista da sua funcionalidade veja como o a a biela do sinta-se que ele é mais frágil Zinho né e daí tem internamente Entre esses dois digamos a tenha a biela do caminhão e de um outro reino um outro automóvel que é um de um Renault eu já explico por quê Que eles estão aqui se mudou para fazer a seguinte conclusão o que essa evolução essa modificação a lida interna dos dois motores ela se dá por um uma causa absolutamente técnica que que ele quer dizer é que é uma
causa de exigência técnica é no domínio técnico que acontece essa evolução essa modificação podes respeito ao funcionamento do objeto Olha a frase desse mundão objeto não deve ser auto-destrutivo ele deve se manter em Funcionamento estável o maior tempo possível então as bielas ali ó elas modificaram por causa desse elemento técnico interno Ou seja observou-se que os cinco aqui Six ele não era estável e foi se buscando soluções para de se tornar esta isso é um domínio de algo que ele faz parte do domínio técnico e o domínio é que não é pé e o que
não é técnico São astral e causas econômicas ou todas as outras coisas estamos veja ó ela diz respeito à Diminuição da quantidade de matéria-prima trabalho do consumo de energia durante a utilização ou outros elementos que diz respeito ao Gosto pelo luxo desejo de novidade que só existe para o usuário propaganda comercial para tentar vender mais as coisas essas causas econômicas as causas externas não é o que faz nesse treinamento objeto técnico se tornar estável ou seja não faz parte da como Ponto Central para evolução técnica do objeto Ah ah mas então eu eu a parte
interna que determina e não a parte externa Será que não tem um determinismo tecnológico aqui então essa é uma bela de uma questão para se discutir com simondon né o que que se mudam está afirmando algo que parece um determinismo biológico mas eu eu vou tentar defender que no sentido dizer que não é Veja essa essa situação o automóvel é um objeto técnico carregado de inferências psíquicas e sociais não que não convém ao Progresso Técnico os Progressos do automóvel tem origem domínio em domínios vizinhos como aviação a Marinha os caminhões e transporte fim situação que
cima não está pronto e ele tá por quando a seguinte situação é o objeto técnico rolo e quando questões psicossociais questões econômicas políticas são deixadas de lado certo então o automóvel só evoluiu com influência do que acontece na Aviação na Marinha nos caminhões de Transporte desde que esses caminhões até a década de 50 né eles não estavam preocupados com a mão é bonito ou feio não estás preocupado se ele se ele é de certa forma ele vai ser vendido rapidamente Eu não o que tá super passe ele cumpra digamos de modo adequado é a uma
determinada função se ele tem uma estrutura adequada para cumprir a função Ou seja é no automóvel não automóvel ele está impregnado de valores sociais de valores de interesses sociais isso Significa o quê que para o simondon Né que o objeto técnico não está imune de objeto de questões sociais mas o que faz e se tornar estado não é São não são questões sociais são questões absolutamente técnicas internas objeto a bom então É só colocar aqui 15 das peças do motor do Peugeot 203 estão nos problemas técnicos do motor e six e do caminhão Ford 937
ou seja o o que aconteceu no caminhão influenciou a evolução técnica Do Peugeot 203u com a evolução técnica Depende de elementos internos das gêmeas por esse mundão não nega que as causas internas externas causas econômicas interferem na evolução técnica ela interfere em que sentido em não permitir ou conduzir as vezes é uma uma certo contexto para que evolução técnica acontece Então se o questões políticas concluir que não queremos mais ao tomar é possível que o automóvel ele desaparece mas só que para O objeto técnico evoluir é necessário que internamente o próprio objeto é é seja
pesquisado independentemente de questões políticas questões econômicas que opções estéticas é ou seja elas interferem Elas Não elas não estão diz associadas mas o que importa para uma evolução técnica de certa forma para o se mundo é algo que é interno é desrespeito às suas rimas E aí e agora passa a palavra para professor De nada então fez o que a primeira etapa a etapa da génese ele encontrará genes objeto é um mergulho no objeto técnico em si então nós estamos agora voltando desse mergulho para ampliar o nosso olhar primeiramente devolvendo o homem para essa relação
para pensar uma relação entre os dias técnico e homem e então vamos destacar aqui quando o Alex estava falando sobre a carga histórica do objeto técnico ele não estava falando da carga histórico-social do objeto tem Né Ele está falando da carga histórica da história da resolução dos problemas técnicos exemplo eu tenho um objeto ele tem como consequência do seu funcionamento um superaquecimento sobrou e vamos resolver esse problema como vamos colocar a letras Ah mas ele também tem problema estrutural que a gente teria que compensado outra maneira não então vamos colocar já letras que servem como
nervuras e resolvem esse problema é dessa história que o Alex estava falando É história do próprio objeto isso não significa que o segundo bom considera que o objeto técnico tem na história alheia a a história humana ao contrário significa que o Simon dois está dizendo que é possível fazer a análise dessa génese esgotá-la o máximo para compreender a ontologia do objeto e então numa segunda etapa Vamos pensar agora a relação do homem com esse objeto e depois vamos devolver para o plano geral que a a terceira então agora sim Nós vamos falar de uma história
um pouco mais Ampla que a história da relação entre o homem e o objeto técnico G1 a passar o objeto técnico segundos mandou em três frentes o objeto técnico como elemento objeto técnico como indivíduo e como conjunto Então são níveis de complexidade distintos É sim certo modo a gente pode considerar que um indivíduo é formado por elementos e o conjunto formado por indivíduos E a não ser por uma questão quando nós consideramos ferramentas ferramentas são elementos técnicos Mas elas são elementos que podem ser considerados por si como objetos agora é se a gente pensar as
partes de um indivíduo como o Alex mostrou para nós as aletas a biela o pistão qualquer uma dessas partes também são elementos mas aquele são elementos que constituem partes do indivíduo as ferramentas não necessariamente elas podem ser Considerados por cima e também são elementos durante o século 18 é viu-se um grande progresso e aqui é muito importante que a gente se atente para a noção de progresso técnico é para o segundo porque essa noção mudou ao longo do tempo e ela mudou de acordo com a própria evolução técnica bom então do século 18 O que
significa o progresso das Ferramentas de ferramentas são elementos significa uma ferramenta ela é ao mesmo tempo ferramenta e ao Mesmo tempo instrumento em que sentir quando aquele exemplo nós temos um Ferreiro ali com a sua não sei se eu chamei esses martelo uma reta Vamos ver que seja sua meta através daquele back que ele provoca ele consegue perceber ele consegue colher informações do material deles está batendo você moles e duros se oferece mais ou menos resistência se tá estável se está instável o Digamos que nesse contexto o indivíduo Técnico é o homem é o ser
humano que é o portador da fermenta ele tá ali ele bate com um martelo nós todos temos essa experiência eu vou gerar um parafuso com a chave de fenda eu digo parafuso está espanando eu tô querendo parafuso não através da chave de fenda eu consigo perceber que eu que a resistência que ele deveria oferecer não tá algumas estão crescendo ou ele tá travado porque ele me ofereceu mais resistência do que deveria E eu como indivíduo humano ali só o indivíduo técnico eu sou aquele que percebe a evolução do do da ferramenta então o século 18
houve uma grande evolução da precisão das Ferramentas então ferramentas mais precisas mais resistentes e foi uma função sentida pelo indivíduo tag não evolução que o indivíduo consegue perceber porque a ferramenta também é instrumento porque ferramenta ele devolve informações então nós ficamos é O indivíduo humano ele perde segue essa evolução técnica porque ele tem contato direto a ferramenta é a mediadora para para ele o que acontece então no século 19 se um dia definido e o indivíduo é o portador de ferramentas no século 19 Mas vamos evolução do indivíduo técnico que não é mais humano então
nós temos agora máquinas a porque o que que Deus começa a sua nuvem objeto técnico em máquina porque o conceito de objeto técnicos Mundo é mais abrangentes né nossas ferramentas objetos técnicos não são magros aqui nós poderíamos de uma maneira um pouco abusada né mas dado a nossa alimentação aqui de para aprofundar vamos chamar de maneira mais generalizada de máquina esse indivído que é capaz de cumprir aquela função técnica que se espera o importante é a própria máquina que porta a ferramenta bom então antes o o elemento humano era O indivíduo técnico agora a máquina
é o indivíduo técnico e o homem Ele é afastado daquela ação o que ele tinha que era do contato direto com a ferramenta que fazer com que ele percebesse percebesse através do seu aparato sensorial ação técnica e ele passa a sério o operador da máquina Esse é o salto importantíssimo aqui no segundo o homem passa a ser o operador da máquina Ah e não mais o indivíduo até então o Indivíduo ele é a matéria é ele que importa as ferramentas então um diário por exemplo eu tenho as agulhas as réguas e etc tudo aquilo que
o homem ele ele tinha contato indivíduo humano tinha contato diretamente para perceber agora não ele pode apertar um botão ou girar uma manivela ou seja ele tá oferecendo a energia simplesmente mas ele não tem mais a percepção direta daquele aperfeiçoamento bom então a evolução técnica no-poo ano Dos indivíduos é uma causou um grande desconforto culturalmente falando que todos nós conhecemos todos nós estudamos exaustivamente a toda Revolução Industrial Então qual é esse desconforto Nossa vamos entrar aqui na na abordagem marxista né Isso é extremamente relevante a leitura de Marx desse processo Mas nós vamos mencionar para
para falar da da resposta simonia né Deus mandou vai ser o seguinte tem uma leitura que diz que esse desconforto se Deve ao fato de que aquele sujeito não é mais bom no dos meios de produção porque o Ferreiro a da imagem anterior ele era dono das suas ferramentas Oi e o pessoal aquele que é tercia artesanalmente era dono do seu tear e agora ele não é mais você mandou não está negando esse desconforto social e se ele está dizendo que tem algo além disso que é o desconforto de vamos fazer mais diretamente não ser
mais o dono diretamente da ação técnica não ser mais Capaz de perceber no seu próprio aparato sensorial essa evolução a percepção de produção da de uma maneira distinta agora o homem é operador Ele oferece a energia suficiente para máquina e faz a manutenção da máquina mas não é mais ele o dono da ação técnica essa sensação de estar alheio e a ação técnica é para você mandou a origem daquela relação daquela separação daquela distância que a cultura acabou fazendo do objeto técnico porque ela Porque o indivíduo humano perdeu o contato direto com a técnica então
neste ponto nós temos o início da alienação e no século 20 e nós temos um monstro nível de complexidade de objetos técnicos que são os conjuntos e são conjuntos Aqui Nós escolhemos uma uma figura de uma fábrica Alguém poderia dizer ah mas no anterior o a dos teares também tinha uma fábrica acho que é uma fábrica naquele naquele contexto era um Conjunto e máquinas cada uma na sua individualidades e eu cobrei apresentaram o tamanho da fábrica assim tem mais que áreas ou menos diários Mas cada máquina é única é um direito com o século 20
nós percebemos uma mudança no modo de considerar uma mudança no modo de considerar uma mudança na própria evolução do objeto técnico que são as máquinas capazes de trocar informação entre si e aí sim se estabelece um conjunto no sentido Simone ano a gente Pode por um abuso de linguagem dizer que a fábrica lá do século 18 é um conjunto técnico e naquele contexto a Rigor só podemos pensar que é um conjunto se as máquinas trocam informações entre é entre elas e esse esse conjunto ahn produtivo então nós temos indivíduos que trocam informações entre si e
produzem Porque é tão importante que seja produtivo porque os novos elementos técnicos nessa linha evolutiva serão fruto e conjuntos Técnicos porque nesse momento nós já temos a padronização desta análise estandardização do da produção do objeto técnico então nós simplesmente não podemos aprofundar aqui mas a evolução técnica ela se dá é Considerando o elemento indivíduo e conjunto esse conjunto ele é produtivo ele produz novos elementos então eu volto novamente ao plano do elemento indivíduo conjunto tem uma no sistema aí que simulou vai ser concessão de relaxação né É Bom então o engenheiro fim do século 19
é de Chico do engenheiro do século 20 porque a relação do homem vejo passando na capa dois estamos falando do homem com relação direta tem lá no início lá no Panda ferramenta é direto ou artesão ele tem a ferramenta é é uma mediadora faz com que ele consiga perceber a ação técnica no século 19 nós temos uma transição em que o engenheiro ele passa a ser um um agente de manutenção ele precisa manter Aquilo funcionando e fazer ser energia é ele mas ele sente o progresso mas é um o modo como ele sempre o progresso
já não é mais direto já não é através do seu aparato sensorial ele sente o progresso vendo e a máquina produz melhor ou pior mas não passa mais por ele e aí a origem da alienação do afastamento que o senhor e o século 20 nos traz a possibilidade de uma outra relação do homem com a máquina porque o engenheiro do século 20 ele não é ou não deveria ser apenas um Agente de manutenção uma das máquinas por quê Porque ele regula a troca de informações que se dá nesse conjunto técnico o engenheiro do conjunto técnico
ele é de maneira poética distrito pelos mundo como Maestro da orquestra ele rege orquestra ele Ajusta a troca de informação que há entre os indivíduos técnicos as máquinas entre ele e cada indivíduo técnico através da programação por exemplo e ajusta no plano mais geral Esse funcionamento é maestro e uma outra analogia importante desse mundão aqui é preciso que se Engenheiro seja psicólogo e sociólogo das máquinas ou seja que ele seja capaz de compreender A Essência técnica de cada um desses objetos técnicos esses indivíduos técnicos mas também seja capaz de compreender a relação entre elas e
regular essa relação entre elas significa isso significa que o homem encontra uma relação mais equilibrada do que aquela Que o mito do robô sobre qual é a produção sugere porque se forma aquele mito do robô das máquinas fechadas ou seja quanto maior o automatismo mais fechada mais perfeita é porque de certo modo a cultura o Imaginário dessa cultura ficou preso no modelo do século 19 quer Aquele modelo em que o homem é rei ele simplesmente Aperta o botão faz a manutenção mas ele não participa e não participa diretamente eles se sentem lei e essa Alienação
fascinada com a cultura cima vou fazendo o modelo que o século 20 propõe devolve ao homem um papel mas não nessa papel das Ferramentas é um papel de regulador de maestro é que ele que precisa conhecer a essência e não necessariamente ao que ocorre né nós sabemos que a formação em engenharia não necessariamente oferece essa capacitação tanto é que nós vamos pesquisar os grandes problemas da que aparecem na engenharia e frequentemente nos Deparamos com questões de mão de obra especializada capaz de regular Grande os sistemas grandes a partir é isso demanda uma compreensão dos objetos
técnicos que é muito além vai muito além dessa de mera manutenção precisa ser capaz de regular a troca de informação portanto Essa desalienação ela precisa ocorrer inclusive entre os é entre aqueles que Teoricamente somos mais próximos do objeto técnico mas que podem inclusive E manter-se alienados Por quê Porque estão restritos a um objeto técnico específico a funcionamento muito específicos a protocolos muito específicos tá então o homem Ele é forma temos o conjunto técnico que o século 20 é que o a perfeição aperfeiçoamento maior que esse mundo está chamando aqui de progresso do século 20 que
é isso que permite a troca de informação ele permita o homem papel muito distinto daquele do século 19 e que devolve uma relação muito especial Do homem com a técnica só que isso deve passar pela desalienação deve passar pela tomada de consciência então quando o segundo a pergunta Quem é que pode fazer essa tomada de consciência ele disse não é um operário que está diretamente ligado a máquina por quê e ele está muito com a sua relação muito viciada aquela vai não era empresário dono de desse desse conjunto porque ele vai faltar puro valores econômicos
não é um cientista porque o cientista ele vai Isolar o funcionamento das máquinas segundo os critérios da ciência Portanto ele vai pensar em termos de elétrica ou mecânica ou pelas leis da natureza enquanto que a máquina ela reunisse funcionamento elétricos mecânicos e eu Engenheiro é uma tomada de consciência que filosófica essencialmente filosófica mas que pode ser prioritariamente feita pelo engenheiro o e através desse engenheiro que faz a Tomada de consciência é possível devolver a cultura Esse aspecto geral que a cultura perdeu e o aspecto o mundo de significações devolver a peça única para o mundo
de significações da cultura que ela que ela perdeu é uma nova relação o homem não está ali e o homem não está para fora porque porque é ele quem coordena e que regula essa margem de indeterminação essa troca de informação entre os objetos técnicos Eu tinha muito mais coisa para falar mas para a gente respeitar minimamente o tempo eu vou rapidamente falar da etapa 3 quando um bom devolve objeto technical conjunto do real a e é interessante que essa é a terceira etapa mas é aquela da Qual o segundo fala dos primórdios podem ver nós
começamos nosso papo aqui com ferramentas já do século 18 eu não tava três coisas que estou responderia a terceira parte da obra do Essas três etapas correspondem às três partes do modo de existência dos objetos técnicos né a tese complementar o segundo mas dá para três últimos um retorna então reconstrói a relação do objeto técnico com o conjunto de do Real o mundo real lá na relação primitiva do homem com a técnica então ele coloca uma hipótese Bic no mundo primitivo a uma unificação entre o sujeito e objeto ao Mundo Mágico em que tudo está
Unificado e portanto as ações do homem elas são Como as ações é de alguém que fala com o rei e ao falar com o rei atingir o reino inteiro é o mundo mágico assim eu faço uma intervenção aqui e ela repercute no mundo inteiro ela altera o no e tem uma unificação e em que o homem não distinguiam o sujeito do mundo tudo está unificar e você mandou falar de uma primeira estrutura representativa em que os objetos a só se destacado do mundo Ou seja aquele mundo que Originalmente era Uma coisa só e que não
acredite são bem do sujeito ou relação algum essa série destaques que ele está que são esses ao Pico das montanhas a nascente do rio o início da floresta à beira do mar esses objetos passou a se destacar Oi e a medida em que o homem passa a se destacar também e se ver como algo que não é um os objetos que mais se destacam aqui primeiro se destacam de maneira permanente e de maneira estável são os objetos técnicos Bom então a primeira relação do homem com o mundo ela assa pela relação com os objetos técnicos
por isso os objetos técnicos são os mediadores entre o homem e o mundo desde o princípio e aí aparece uma parece um primeiro desdobramento para deslocamento do pensamento técnico e do pensamento religioso que são dois dos primeiros grandes pensamentos o homem depois dessa dissolução ou dessa quebra de um mundo mágico onde tudo é tudo tudo é o mesmo né não há distinção Entre técnica e divindade por exemplo tudo permanece Unificado nessa primeira nesse primeiro desdobramento o pensamento técnico surge o pensamento religioso também nós vamos considerar aqui vamos pensar no pensamento técnico e o objeto técnico
se torna um mediador entre o homem e o mundo é a questão toda do cima bom é como é que é a cultura agora pode ajustar o modo como ela percebe essa mediação porque o século 19 é tornou o homem Alheio e passo e alheio de modo a que ele não percebesse por si a mediação do a da ferramenta há um século 20 desenvolvi essa meditação faz em um outro plano é a mediação no plano da informação qual é o problema o problema é que a cultura geral não acompanhou essa mudança em geral Nós não
sabemos como as coisas funcionam mas sabemos usar Mas não sabemos como funciona bom muito a passar né Essa parte vamos parar as Considerações finais para não abusar tanto já passamos aqui do tempo previsto né é Neste contexto as nove pontos de que a ponta tecnologia se vocês perceberam bem nós falamos desde o começo da nossa foto é aqui em técnica objeto técnico a técnica técnica Até que a tecnologia para o se mudou não é o objeto técnico é justamente esta e esse conhecimento que é necessário surgir para fazer essa visualização Aparece a tomada de consciência
que é capaz de considerar a técnica a partir da sua génese então tecnologia logia reconhecimento mesmo tecnologia eu conhecimento que é capaz de olhar para os objetos técnicos não a partir da sua função meramente não a partir daquilo que Ele entrega mas sim de modo a uma piada sua génese de modo a fazer com que essa essa significação seja devolvido à cultura por quê Porque a genes devolve justamente isso devolver a história como O Alex nos nos explicou e isso para você mandou só é possível através de uma educação tecnológica agora as vejam tecnológico está
longe de ser o que comumente nos entendemos por uma educação tecnológica é o que que nós não uma vez uma escola pois é que faz propaganda de educação tecnológica o que que aparece a um tablet por aluno lousa interativa muito legal professor vai lá aperta o toca no quadro branco e as coisas se mexem nos vejam com isso para Cima bom tá longe de ser uma educação tecnológica porque isso está reduzindo o uso é isso no seu aluno a usar o tablet que que é uma educação tecnológica é a que permita o aluno não necessariamente
tornar-se Engenheiro né o próprio Simão bom não era um engenheiro ele ele tinha esse interesse pela generalidades ou seja ele te interesse em dar conta do mínimo nas ciências naturais nas técnicas e e etc porque porque para ele a tomada de consciência sua podes esse Operar-se a cultura frisar isso se a cultura não ignorar não colocar do lado e reduzir ao uso a O que é uma atividade ele O mano estou aqui também tomando aqui é a técnica né então a educação tecnológica estou aqui estava muito mais próxima daquela daquele experimento que se faz com
papelão seringa e caminhos e água colorida para para simular o movimento de uma escavadeira por quê Porque o aluno que fez isso ele é capaz De reconhecer a génese de todos os outros objetos que funcionam daquela maneira é é desmontar uma coisinha simples que vai mostrar que tal coisa funciona através da eletricidade mas tá outra funciona através da energia potencial elástica é oferecer para o aluno a mesma capacidade que a gente oferece o deveria oferecer para distinguir um mamífero de Mari E por quê Porque nós não fazemos algo decorar Isso é uma ave isso mamífero
Para todos os animais nós oferecemos um uma génese mas o filme sérios um método genético por aqui o estudante seja capaz de classificar as plantas os animais as pedras né e a tecnologia ao contrário nós oferecemos a capacidade vivos lá então tecnologia é algo para além de técnica é este conhecimento é essa por pressão da gente para o Simon má educação tecnológica só se verdadeiramente né só se dará quando a cultura foi capaz de assimilar então é é Preciso alimentar nos dois lados né o engenheiro que faz a tomada de consciência e que promove uma
educação tecnológica a cultura melhor a sua a sua melhora a sua capacidade e lá no universo de significações os objetos técnicos e isso forma Engenheiros melhores com mais café é um sistema que se realimentam digamos assim E é isso que nós temos para falar lamentamos que não foi possível dar a mesma atenção as três partes que nós Estamos mas realmente acho que a primeira partida é a parte que pode oferecer uma base inclusive para aqueles que pretendem aprofundar que tiver interesse em aprofundar nos colocamos à inteira disposição né para não só para as perguntas agora
mas para esticar a conversa e sempre gostamos de receber os interessados nesses estudos para conversar conosco e é muito obrigado professora Verônica professor Alex por nos apresentar a Filosofia reflexiva de Gilberto simondon sobre os modos de existência dos objetos técnicos e creio tenho certeza que todos é sairemos mais atentos os acerca do nosso grau de alienação acerca daquilo que está EA Central em nossas vidas é muito muito obrigado então nós vamos agora por um intervalo de 20 minutos e retorno amo sair com as suas questões Esperamos que sejam variadas e que a gente possa prolongar
o debate Tá bom então até daqui até daqui a pouco Bom então estamos de volta vamos agora para segunda segunda etapa da nossa manhã para uma sessão de perguntas e de conversa que com professor Alex e a professora Verônica Então nós vamos imediatamente da palavra é a vocês e eu começo aqui com uma pergunta do Flávio Tagima Barbosa ele faz na verdade duas excelentes questões e eu já eu gostaria então de colocar lá o Flávio diz o seguinte como se mandou ver a relação entre objetos artificiais e naturais no Texto do professor cupani ele cita
o exemplo de uma flor que se tirada do seu local natural colocada dentro de uma estufa torna-se um objeto técnico pois Depende de uma mediação é para continuar a existir e no caso do sal de cozinha que pode ser produzido por vias técnicas e a idêntico ao natural obtido em Salinas e quanto o plástico Como podemos pensar seu modo de existência e o traje eo Flávio é tem uma segunda questão que eu já os digo que a Seguinte existe uma relação entre a obra de simondon e o método fenomenológico é uma espécie de redução eidética
dos objetos técnicos Então essa já é são as duas primeiras questões que o Flávio nos envia então começa não hein e também é agradeço Inclusive a oportunidade é esta a pergunta aí para distinguir objetos naturais objetos artificiais ela é importante cima porque falar o que a gente realmente não conseguiu apagar Nós estamos a seguinte um processo de concretização que o Simon dão está atribuindo aos objetos técnicos ele é um processo que individualiza o objeto há uns objetos naturais eles certo modo tem um processo natural de individualização então por exemplo Vamos começar com os mais complexos
depois a gente volta para coisas como salvo e isso é um animal ele já nasce com o seu processo de o que seria o correspondente a sua Francis processo de concretização Devemos completo ele já massa o indivíduo e como que a gente percebe isso porque tudo que nunca mais falou da das partes do objeto técnico é que as partes precisam ser se ter uma relação sinérgica elas precisam estar em harmonia queria estabilidade sabe tudo isso já vem com o o objeto natural Ainda Que fruto da evolução e etc mas ficamos quando o indivíduo cachorrinho na
se ele já e com as suas partes bem se médicas se Tanto é que tem experimentos por exemplo para Vamos fazer um robozinho que reproduz a visão do inseto tal o inseto a mede 2mm o robozinho mede 15 por 15 porque o quê para reproduzir a mesma função um objeto artificial ele precisou de muito mais fácil porque a em casa relações entre essas partes não são tão cinéticas quanto o novo jato natural então e vamos estabelecer que existe uma ria do mais abstrato para o mais concreto Sendo que o objeto natural nasce no já como
concreto Então o que significaria artificializar um objeto que já é natural seria fazer ele regredir na sua concretização por exemplo num elemento da excitabilidade você é tira excitabilidade do objeto você tá Não ele mais artificial mais abstrato e o contrário também você tem um objeto que técnico que é artificial é abstrato e você fornece estabilidade você faz isso tornar mais concreto mais próximo do Natural O interessante é que pro se mandou mesmo que se aproxime muito Que objeto técnico se aproxime muito do natural que é aquela ideia da perfeição técnica né então a perfeição técnica
não é o grau de automatismo ela é a concretização mesmo que se aproxima muito de se aproximar Como assim tu tá você já não vai alcançar o mesmo nível de concretização do objeto natural próximo não não vai haver essa passagem do artificial para o natural e o que Seria um um potencial é um potencial comprar elemento palmito do robô antes assim ah tá bom então o robô não vai se fazer pelo aumento do automatismo mas um dia vai ser tão concreto que vai ser natural que esse mundo não é essa passagem Mas então se a
gente pegar os outros exemplos então o plástico o sabe o que foi exemplo que ele deu né sempre a questão Ela não é uma questão binária de sim ou não é natural ou artificial a questão do quanto é concreta uma questão De escala bom então obter mais ou menos concreto e em comparação com o que então a gente vai pensar por exemplo e estabilidade quanto mais estável mas concreto sinergia entre as partes quando couber né então quanto maior a sinergia entre as partes quanto menos as partes forem cada parte uma função isso é a relação
partes Extra partes do simulou cada parte Tem uma função separado e aí a gente junta Estou nas funções são Objetos muito abstrato então quanto mais sinérgico mas concreto rompendo um pouco um pouco com a distinção de um efeito o homem artificial não é feita o homem é natural e não um tempo completamente porque é justamente é a questão do mito do povo não por isso mandou não vai ver a passagem então ainda tem referencial aí de que o ser vivo por exemplo já nasce com alto grau de concretização Mas se nós vamos passar nos meios
termos ali Que objeto é mais ou menos concreto nunca vai ser é concreto leve sabe é mais ou menos concreto estar mais próximo do concreto mais próximo do abstrato é sempre uma questão de graus eles vão comentário acerca dessa disse que estão aí do Claro que a questão do Flávio tem uma problemática em todo o que diferencia ou natural ou artificial Então o que lembrando algo que haver uma ligada apresentou que a noção de genes é que vai fazer essa linha Então age A vida do objeto artificial é diferente da Gênese do dos objetos naturais
ela que vai determinar de certa forma uma coisa outra agora amassem intervenção em torno dos objetos naturais já Montana objeto técnico já de objeto natural objeto técnico assim como máquina Então vale lembrar que uma discussão que se mudou teve com vários autores da sua época um deles é é um que conhecido como o pai da cibernética a obra do senhor do impossível de ser lidas em o diálogo com Esses autores em especial uma por chamado Norbert wiener não vinhas da filosofia da tecnologia que o professor Company é fez em ação na aula da semana passada
mais oviner na obra divina o matemático que estudou na I Might né que foi responsável por criar uma nova corrente de estudos que ficou conhecido como cibernética a base da cibernética que alma ideia de regulação de autorregulação em torno da teoria da informação que é comum tanto Os seres vivos quanto as máquinas de sentido ouvindo ele parece eliminar as fronteiras né do que se define como natural e artificial então é que o Simon dou na obra dele está propondo é uma luta contra essa tese geral talvez dúvida de que nós em termos de seres vivos
somos absolutamente iguais né nascença as máquinas não se mudou ainda tenta manter uma linha demarcatória mínimo mesmo que a uma intervenção nos é por exemplo nos seres vivos uma plumagem O processo de clonagem ainda não altera genes e dos dos animaizinhos me parece uma resposta possível seria essa é uma intervenção é a técnica o progresso técnico em torno da manipulação só não do objeto em si objeto é um ser vivo ele é Unificado ele ele não tem processo de unificação como são as máquinas os os animais já nascem modificado já nas indivíduos essa esse me
parece ser um ponto importante para ler citar essa função do segundo e você Escrever alguma coisa a dizer sobre a segunda questão do Flávio se existe uma relação entre a obra de simondon e o método fenomenológico existisse em isso é registrado em vários comentadores a uma tentativa de explicar essa um diálogo 51 com A fenomenologia o problema é sempre discutido aqui qual fenomenologia é porque afinal a palavra fenomenologia ela não se resume a somente essa essa discussão assim de redução aí E os objetos inclusive isso o que que essa redução então é pensar uma fenologia
do ponto de vista do curso é uma coisa é pensar em função do meu local a outra né então gente sabe existe contato muito forte você mudou um com o melhor continuar é um time parece que fez parte ele ele ele assistiu a defesa do mundão lá na tese principal né que o meu pote ele assistiu aqui a discussão né até ser complementados com a tese principal a o devido às vezes ele então Eu tendo a observar que essa discussão fonológica não se mudam entra se quando se mudou vai discutir os as percepções o modo
de percepção dos indivíduos tem um quando se mudou vai tratar da percepção e ele entra nessa questão ainda é a dever-se a redução do modo de percepção do indivíduo ela ela ela dialoga com a metodologia do geral assim da noite agora enquanto a outra logia talvez aí eu já tem um pé atrás é talvez ele entraria em uma discussão mais com Bergson é ou inclusive talvez ali como um outros tipos de autores inclusive até bate lá gente possa pensar um pouquinho ali mas não necessariamente de uma visão fenomenológica é que pensa ontologia em torno do
sujeito né Tá OK muito obrigado primeiro ao Flávio pela pergunta e pelo pela apenas pelos esclarecimentos que vocês deram então eu passo agora para uma segunda questão que na verdade é do Ricardo Neto Ricardo Neto gentilmente nos mandar duas questões também em uma Terceira é que eu então já o Silas então obrigado Ricardo a pergunta do Ricardo é a seguinte aprender como fazemos a análise das Gênesis quando a história EA relação entre os objetos técnicos não estão disponíveis dizer Minha tese será sobre modelos hidrológicos conceituais que existem aos montes diz ele e não há registro
de suas genes o problema é prático como responder à questão ontológica nessa nessa situação e a Segunda questão eu já aproveito diz o seguinte o Ricardo a persistência da alienação que não está ligada a redução brutal dos envolvidos como elementos técnicos o windo comparar o século 18 e o século 21 terceira O Ricardo vai dizer que a pergunta do Fernando é excelente então depois eu volto com a pergunta do Fernando tá bom Só agradeço aí o Ricardo professores por gentileza então eu não tenho eu não tenho um mínimo de votar em Comum com você Ricardo
para entender os modelos hidrológicos conceituais Então eu não sei exatamente Que objetos técnicos você está falando para poder eles ar essa essa resposta agora é importante dizer que a génese não necessariamente é a história registrada do objeto é digamos história social do objeto muitas vezes pelo próprio objeto sem conhecer uma história registrada você consegue reconstruir a história um beijo soluções de problemas que Levaram aquela configuração eu não sei olho vamos lá de volta por exemplo todo o Alex você olha pistão que tem a letras você sabe que aquelas letras elas foram colocados ali para resolver
o problema do superaquecimento do daquele pistão a uma peça que é de tal e tal forma porque ela é tal e tal fora porque ela quer ela precisava resolver aquele problema problema tal ali e e por isso ela é daquele jeito nem sempre você vai ter ou vai vai poder recorrer a história Registrada Mas pelo próprio objeto Você consegue imaginar que tipos e problemas foram solucionados e dificilmente Essa génese é única daquele objeto porque por exemplo se a gente pegar um se a gente pegar um objeto complexo como o carro quantas Gênesis E se nós
pegarmos lá o relógio smartwatch o Alex colocou na em um dos slides ele tem uma génese compartilhada com Smartphone mas ele também tem uma genes e compartilhada com os relógios Porque pulseira ele nem Então não é assim é seria seria mais fácil Se a gente pudesse eu saio em uma única a gente mas objetos complexos nunca tem um homem a questão é pensar o seguinte que não importa qual o objeto técnico seja ele não foi criado a partir de um projeto do zero e é aí que você identifica genes pense a quem foi que inventou
qualquer coisa que se diga que foi que inventou o telefone como a levantou ele pegou um papel em Branco e criou todas as peças do telefone do zero na sua mente e formou um projeto que virou o telefone não eles já conheciam bom tanto dessas peças e o que ele inventou foi uma configuração dessas peças ainda que tem que ter criado peças novas para encaixar ele e cada uma dessas peças podem ter a sua génese por isso deslocar a ideia de Gênese de uma história registrada Às vezes a Gênesis é é mesmo seu olhar ali
os negócio sério para resolver tal Problema provavelmente resolvi até o problema então outra coisa que nem é o objeto técnico analisado porque ele compartilha uma génese com um outro agora Ricardo eu o nosso praticamente nos muito interesse em continuar essa discussão pelos depois você puder entrar em contato para nos falar sobre modelos hidrológicos conceituais para a gente pensar juntos e às vezes vai ser vai ser bem legal eu não compreendi completamente agora não Não é é a questão do Meio isso é sem a persistência da alienação não está ligada a redução brutal dos envolvidos como
elementos técnicos das pessoas é que no caso elementos técnicos para os mandou seriam ferramentas ou partes né se for a questão da objetificação e não porque Natura pela própria evolução o homem deixou de ter o deter o status indivíduo técnico ou seja ele deixou de ser portador de ferramenta Então ainda que tenha havido uma outra objetificação e certo é consequência dessa primeira dessa primeira alienação né alienação aqui poderia ser pensado em termos da dessas visões e que leia a revolução tecnológica Como aquela era aquele momento em que o homem se torna o objeto da própria
técnica né é o Simonal tá falando de alienação em outro sentido de que uma vez que nós perdemos né da passagem do 19 do 18 para 19 Quando surge indivíduo técnico perdemos a Digamos aquilo e compacto e o a noção do Progresso do da ferramenta uma vez que o indivíduo se torna o indivíduo objeto até que você fala indivíduo técnico né Nós perdemos o vimos um modo com que ele ele evolui nesse sentido que a alienação está está se propondo é que eu não sei o que é o objeto então alienação não é no sentido
da objetificação do homem senão não tá falando disso necessariamente está falando da falta de conhecimento sobre o Que é o objeto técnico e essa falta de conhecimento objeto técnico nos faz a tratar o objeto técnico de maneiras absurdas inclusive criando os tais mitos do robô de rede de proteção do homem em relação as máquinas de nós vamos lá quebrar as máquinas né Porque Nós pensamos que suas máquinas elas elas elas elas têm intenção contraponto a gente falar com um objeto tem intenção contra a gente já é o conhecimento sobre o que é a essência Do
objeto Tech Então isso é isso é importante isso é alienação ou seja o extravasamento é isso faseamento do objeto não do homem é isso vai ser Algum objeto reduzindo ao uso né Eu não sei como funciona o negócio você que ela vai botão ele faz o que o que eu quero fazer acho que eu nós possamos Jair por uma questão da Elisa talvez ajude a esclarecer é um ponto isso que vocês estavam discutindo é a Elisa Nascimento é obrigado a Elisa e ela faz a seguinte Questão como a professora diferencia ferramenta de instrumento quando comentou
que a ferramenta seria ferramenta e também instrumento e se não crio porque ele usa gostaria de um esclarecimento um pouquinho veja quando não tem um instrumento que é só instrumento por exemplo uma lupa o botão instrumento ela me permite ter a visão ampliada de algo que só com o meu a palavra que eu não conseguia enxergar eu tenho uma luneta é um instrumento mas Desde que com a lupa eu não realiza nenhuma ação técnica eu digo eu simplesmente nem ofereço para o meu aparato sensorial algo que ele não tem por se eu melhoro o meu
acesso ao mundo através do instrumento a ferramenta ela tem como primeiro objetivo ação técnica o martelo ele foi feito para pregar o pé só que além da são técnica que também a minha mão não tem a dureza necessária para pregar um prego do mesmo jeito né meu jeito que meus olhos não tem a não São aguçados o suficiente para enxergar coisinha pequena Eu preciso da lupa a minha mão Mas você já ia para enxergar a minha mão não tem a dureza necessária para pregar sozinho e eu brinco que todo mundo já fez a besteira de
querer parafuso apertar o parafuso tão ruim e se deu mal porque a unha não tem a dureza necessária para isso então quê que eu pego uma ferramenta que é a chave de fenda ela vai me ajudar porque ela vai me oferecer Uma extenção para minha mão que é minha mão num templo sik aquela dureza que o acontece aqui e além de ela também é instrumento porque ela me oferece informações sobre se o parafuso tá preso além da conta se tá espanando o buraco ali que eu deveria estar perto do parafuso se o parafuso tá ela
me oferece informações eu não ponho meu dedo lá no parafusar através da chave de fenda que eu sei se parafuso tá apertado é através do Martelo que eu sei Se a madeira é mole é dona então além de me ajudar a realizar ação técnica ela também meu festa informação enquanto que o instrumento ele é para fornecer a informação diretamente Então as ferramentas são em geral sempre também instrumentos mas não necessariamente os instrumentos são ferramentas é a luta não é uma ferramenta a luneta na Ferro e isso é importante porque justo também é o que conecta
o homem ou o mundo né através do relação é por aí que passava A relação do homem com o mundo pelo objeto técnico antes do processo de alienação na fase dos artesanatos século 17 16 e sétimo É mesmo muito bem mas que ajudou a esclarecer a eles então vamos agora para questão do Álvaro o cogumelo Obrigado Álvaro e o Álvaro pergunto o seguinte professor é quero saber se entendi você disse que o carro está impregnado e questões sociais o que ri confirma para mim que a tecnologia como construção humana é ideológico Porém Ouço muito em
ambientes educacionais que se diz que a tecnologia neutro e depende do seu uso e não é neutro porque quando a Apple faz computadores pessoais está pensando a partir de uma concepção política de uso portanto a tecnologia de ideologia de João Álvaro ou eu estou errado e as ferramentas como está a fala da professora rosca cheguei para isso essa última questão né Verônica Então essa questão do Álvaro Um excelente alvura essa questão ela é digamos uma das mais duras mais difíceis em torno da filosofia Simon Damiana né porque ela toca em uma questão que vários autores
estão abordando então o por exemplo daqui a um tempo nós teremos uma aula aula do sobre Singer artigos do Finger que tendem a ler o segundo Bom como alguém que parece contribuir com uma ideia de neutralidade na tecnologia veja bem o se mudou não está falando que a tecnologia ou os objetos técnicos eles São neutros Eles não estão sofrendo constantemente influências é de valores políticos econômicos e éticos estéticos necessariamente também né eles sofrem essa é mas a pergunta é que o que isso não faz é esses valores definem o que é o objeto técnico não
eles são secundários eles estão presentes né então a Apple por exemplo tá cheio de intenções políticas econômicas por trás de um aparelho como esse daqui mas a pergunta É o que que permitiu esse objeto técnico ser o que ele é não é uma decisão política não é uma decisão Econômica impura meu Eu Não Posso reduzir a definição desse objeto tudo a em termos da definição do que faz sobre a ser o que é em questões políticas e sociais não há elementos técnicos precisos então por exemplo eu tenho um livro tem um livro que fala sobre
sobre a importância do investimento do estado no surgimento do iPhone é muito legal esse livro eu tô Eu tô lendo e fala o investimento que que a que o estado teve em algumas alguns algumas pesquisas tecnológicas que geraram a produção do iPhone em especial da tela touch tela touch ou seja até o atacante ela ela só foi possível só foi possível Depois de várias pesquisas técnicas não foi uma decisão decisão do Steve Jobs a vamos fazer a tela tela touch né vamos vamos inventar aqui tá lá touch do nada não foi uma uma questão técnica
Então o que Se mal tá dizendo o que importa para que o objeto seja o que ele é é uma questão técnica e detalhe essa questão técnica ela é Ela é tão importante que as pessoas às vezes jogam fora origem dessa dessa questão técnica para por questões políticas o na biografia sobre Steve Jobs Não aparece nenhuma é uma linha sobre as investimento do estado para para o surgimento da época da idade deve-se a ele é um empreendedor eles põem uma questão sob Econômica de a De criar um novo objeto não tem uma questão técnica que
foi desenvolvida que permitiu a ele pensar uma nova constituição o cima não está dizendo isso que a elementos técnicos que que fazem a coisa surgir não é por decisões políticas econômicas que as coisas resolve um exemplo bem rápido aqui há algum tempo atrás ficou muito famoso na internet como meme de um motor movido a água né Morgana pergunta que se faz é por que que você botou no se desenvolveu E aí é porque é o a questão Econômica não permitiu Será Que Será que não é uma questão Econômica ou e questões técnicas mesmo questões de
estabilidade interna do funcionamento de ter um motor que faça a Hidrólise né a separação a separação do oxigênio para ter o hidrogênio para gerar o motor né É de um carro será que não é isso que mais determinou devemos ou não não popularização do objeto do que só questões econômicas então o cima não tá Levando a ideia de que as questões técnicas que geram o funcionamento do objeto relação mais importantes para a constituição definiram que o objeto técnico é do que as questões econômicas ainda que ele Não negue que é efetivamente a interferência dessas questões
econômicas e tomou ao contrário elétrico sempre mudou não teria problema em dizer tá aí a técnica é viável É sério não tem interesse em desenvolver e é mas seja é diferente Álvaro pensar a Possibilidade de analisar o objeto por si é uma coisa distinta digamos assim uma ética da tecnologia que assumiria que não há a interferência vejo diferente uma coisa a dizer não tem interferência social Não é isso não acontecendo é 300 sinta interferência social mas eu posso no processo de Gênese de estudo da génese analisar isoladamente as questões técnicas os critérios técnicos é uma
por cima Alice não é uma uma um comprometimento com a Ideia de uma tecnologia neutra e eu acho que é questão que fica mais Paquistão que Andreia Mendonça magra descemos André vai também nessa direção e talvez um segurança também refletir um pouco a partir dela é por isso que eu coisa para pergunta anterior as ferramentas na mesma coisa é o mesmo que a gente fala para os objetos complexos poderemos pensar para as ferramentas elas só é mais fácil de atualizar e mais não não é uma questão de ser neutro uma Questão de eu posso fazer
análises e dos treinamentos que são técnicos por exemplo eu não posso fazer um martelo quiser não ser viável fazer um martelo de isopor é o maior interesse social que eu tenho nisso e fale isso não faz sentido eu tenho um elemento do Marcelo que técnico tem que ter a dureza necessária a natureza pode passar né então para perguntar eu pergunto então de André Mendonça Ela disse assim professores e Ciências Sociais estaremos falando em tecnologia o conhecimento da Gênese de movimentos sociais de relacionamentos em sociedade ou das genes do comportamento humano em sociedade a pergunta da
Andreia Mendonça difícil porque ao contrário de marburg e o segundo quanto foi o objeto técnica tá falando E aí na materialidade tem uma pergunta intermediária que eu já acho difícil quero saber se os digamos os softwares São objetos técnicos os algoritmos podem ser considerados objetos técnicos ou não agora quando a gente fala para além disso em termos de comportamento social e etc é complicado responder eu tento isso que a gente precisa ver a tese principal para responder mas também acho que o nome que o senhor não daria para isso não seria tecnologia É isso aí
a tecnologia tá ligada mesmo os objetos tem precisa pensar no conceito de individuação social mas o Nome não sei então eu acho que abriria aqui um outro uma outra linha de raciocínio tá ótimo Então agora eu passaria para a questão do Alex Constâncio Que pergunta o seguinte me parece que se mudou estava inquieto com a abordagem apenas utilitária nos objetos técnicos o que ele procuram corrigir com a sua proposta bom então justamente abordagem apenas utilitária ela não oferece para Cultura a oportunidade de conhecer o objeto Porque eu retomando essa essa pergunta de certo modo vou
fazer de retomar a linha principal da nossa fala que ajuda também quer se eu tenho dois relógios que aparentemente são iguais e giram os ponteiros da mesma forma e eu considero esses dois relógios idênticos porque estou vendo apenas por uma abordagem utilizar apenas pelo uso das luminárias o segundo nos convida a Abrir o relógio é sempre muito importante essa essa metáfora aí que nem Sempre metal pelo mesmo Reza a lenda que você mandou dava aula disse abrindo o motor Reza a lenda de que ele fazer os alunos dele abrirem mão uma fechadura e desmontar uma
fechadura e montar novamente explicando nos aspectos genéticos e que se a fechada não voltasse a funcionar o sujeito perde a nossa e várias lendas em torno do se mandou com professor aí deve abrir é que me permite compreender o objeto e não apenas a função que me entrega e Compreender o objeto a compreender o que a sua génese e portanto a sua essência e aí sim entender que ele que certo relógio ali que foi Olá tudo a gente conhece nessa loja da China que evitam o relógio que é a corda mas na verdade ele tem
funcionamento elétrico E se o exterior desses dois relógios um foram Acorda filho tradicional e o outro foi elétrico mas o exterior foram mesmo tu não abordagem utilizar É só um mesmo Objeto mas o que eles respondem eles escondem aquilo turma nismo fácil não ver humanismo fácil ele reduz a técnica a sua utilidade e portanto mesmo quando ele pretende falar da técnica ou da tecnologia na sociedade ele vai falar o que o uso que nós fazemos do modo como a sociedade se perdeu utilizando os objetos técnicos etc mas não tem a digamos a coragem do enfrentamento
de abrir e entender o próprio objeto e aí a gente reduz e acabar achatando tudo na Mesma e categorias que são apenas pela pela utilidade e não vendo o próprio objeto então eu vou o tomate uma coisa que eu gosto muito de falar que eu adoro aquelas aquelas plaquinhas que tem de mercado né Jesus a gente vê na internet seleção de placas engraçadas e mercados o e placa me chamou muita atenção tá escrito assim todas as aves em promoção da embaixo de um* o exceto Coelho E rimos todas as aves em promoção em baixo exceto
com ele nós rimos porque todos nós tivemos uma Educação Básica científica suficiente para saber que coelho não é Av e agora qual era o raciocínio do sujeito que fez essa placa é um raciocínio completamente maluco ou tinha uma certa lógica a lógica do sujeito que fez essa placa e eu consegui vamos supor que você tem uma receita para fazer aí vai coelho e você não tem Coelho você vai Substituído por um outro mamífero tipo um carneiro um boi para você assistir pato ou frango será substituído por pato frango porque na função culinária O coelho tá
mais próximo do pato e do Frango Quem fez a placa todas as aves em promoção é certo com ele nivelou coelho com as aves pela sua função para a culinária é só que você formação científica mostro Absurdos isso quando a gente me Vela dois relógios comum relógio simplesmente Que os dois mostra uma hora a nossa educação tecnológica não é suficiente para gente rir a gestão sobre os relógios ok aqui eles entregam uma hora entrega relógio é pato pato Coelho tudo mesma coisa para cozinhar relógio vai eletro-eletrônico elétrico acorda tudo a mesma coisa para ver ela
é isso a corrigir uma vez que você pela génese sabe o que é o objeto técnico então é você vai na cultura trabalhar a relação do homem e com o objeto técnico de uma Maneira mais saudável eu diria assim a uma psicanálise do objeto técnico você conheceu que o objeto técnico e sim a genes é estabelecer uma psicanálise uma depuração fala da relação com o objeto tecto eo mito do robô é um efeito negativo não conhecimento do objeto está impregnado na cultura então por exemplo o professor Roney aqui é o ano passado não retrasado fez
uma um evento sobre a obra do Frankenstein o que que é obra do Frankenstein sobre feita pelo uma chave é uma denúncia é uma possível denúncia do perigo do objeto técnico se voltará contra nós A então o Frank está é um algo artificial né que adquiri uma consciência uma intencionalidade e que se revolta contra o seu Criador o cima não desista mito Isso é só ficção se você conhece o objeto técnico na sua génese você ele não é ele não é negativo ou cima não tem uma visão Positiva em torno da técnica então o conhecimento
Técnico é fundamental ele valoriza necessidade de conhecer os objetos técnicos o conhecimento dos Engenheiros é fundamental Não há maneira alienada mas conhecer em termos da sua interioridade não só em termos do uso porque daí você nunca iria dizer a a inteligência artificial vai adquirir uma consciência e de repente ela vai pular em cima de mim porque isso é só fricção então filmes como por exemplo de volta para o Center na dor do Futuro aqui vale a seguir uma ficção é só no domínio da Imaginação para o consumidor mais Okay um código errado da nossa relação
com uma com a tecnologia então o corrigir acidentes região que ela é corrigir a nossa os códigos que regulam a nossa cultura isso é fundamental e ela é desse jeito que você falou aí psicanálise perdeu o avançado da hora eu já aproveito tem uma questão do Reginaldo irá oca Obrigado o Reginaldo que toca um Pouco nisso e a gente já Aproveita e você faz um comentário a questão é a seguinte que É possível estabelecer entre a psicanálise do conhecimento de Bacelar EA Gênese dos objetos técnicos de simondon enquanto método de tomada de consciência e saída
da alienação e eu acho que tá já cantei um pouco a bola que você pode esperar genes e o processo histórico então vejo o Baixa lá tem muito nesse processo de que o que há Uma epistemologia histórica envolvida Então você conhecer esse processo é o que ele faz entender o que é objeto Até que em depurar né a nossa relação é de curada retirar os impecilhos epistemológicos da nossa compreensão do que o objeto técnico me parece que tem muita afinidade se tem muitas e detalhe disso aí resulta assim uma ética é possível de pensar no
simondon que na Essência na génese do objeto técnico a elementos que dão uma complementariedade E da nossa do nosso comportamento é enquanto os seres humanos que lá na terceira fase é possível investigar por exemplo porque que uma perspectiva de uma de uma e a pena de morte do ponto de vista da tecnicidade ela é antiética porque o processo evolutivo de vir técnico é sempre em termos dias e se estruturar e nunca de eliminação de desestrutura então o Devir técnico é de uma harmonização para se individualizar E aí Pensando naquele plano mais geral que a gente
não pode desenvolver né que é o objeto técnico já no contexto do real que o segundo o que é já na relação com o mundo o homem todo o plano da materialidade Então essa ética Por exemplo essa compreensão só é possível na medida que a gente limpa todos esses empecilhos eu acho que tem muito a ver uma bela muito bela programa de pesquisa né Vaneide Sem dúvida sem dúvida uma bela questão em Belo uma bela a bela Questão de pesquisa é mas vamos passar agora para questão do Fernando Fernando também gentilmente em 1 semana um
dois e a primeira é a seguinte essa também que o Ricardo show bacana Creia outra mulher disse assim tu Fernando no ponto de vista da raça da Razão do engano como pensar a inteligência artificial e relação à margem de determinação a primeira questão do Fernando e a segunda eu já aproveito perdi o seguinte pensar a auto Destruição do objeto técnico ou obsolecência puro e simples e pensar de forma reducionista na simples condição utilitária ou de uso do objeto técnico desta forma compensar o objeto absoluto seis intencional dos dias de hoje na visão Simone Ana questão
existe obsolescencia programada tem e eu posso ver a primeira por gentileza um arraso me engano e compensar a inteligência artificial esse uma questão fácil da gente realmente confunde a Menos mão porque quando ele fala em automatismo ele tá falando no automatismo pensado como no século 19 que o automatismo é que fecha a máquina é aquele em que você tem todas as condições iniciais já poças da máquina uma vez que você coloca ela em funcionamento ela vai cumprir ela também tá aquilo que foi programado para ela esse é um autômato um brinquedinho de corda você deu
corda por mais complexo que seja para ser aquele autômato do Hugo Cabret daquele filme maravilhoso que faz aquele desenho ele faz uma coisa complexa Mas cada vez que você de corda nele e ligar ele vai fazer a mesma coisa com pais é esse automatismo que é o que instalado image e da cultura e que leva o mito do robô a inteligência artificial ela trabalha Justamente na margem vida determinação por quê Porque todo tipo de programação é troca de informação entre programador e a máquina Ah e quanto mais avançado força Inteligência Artificial mais Entra naquele contexto
em que o homem é um regente o quê Porque por mais que aquele objeto tem um grande uma grande autonomia Então vamos diferenciado automatismo que automatizam fechado Mas você tem que agregar economia ele tem um programador que regula essa autonomia que oferece informação você já troca de informação sempre que lembrar do objeto com outros objetos do objeto com o meio E do objeto com o homem que nesse caso aí da Inteligência Artificial é aquele que programa o que acontece que assim o se mudou ele não viu ou o Florescer da Inteligência Artificial que nós vimos
porque ele falou assim até morre mas ele viu as possibilidades lógicas dessa Inteligência Artificial que não eram novidade para ele é a questão que se põe agora é até que ponto a aprendizagem de máquina por exemplo seria um contra-argumento Colocaria um empecilho aí para para leitura de simondon de que não haverá essa passagem da máquina para o uma individuação digamos do natural aí tem questões sim isso não tá fechado alguns outros né não ele viu as possibilidades lógicas e e a gente não saiu dessas possibilidades lógicas outros homens é não a máquina tá a inteligência
artificial já é o torno o suficiente para vencer essa a gente vai ver logo essa linha ser cruzar aí são outras Questões Mas é uma questão interessante cima nós temos o nosso no nosso grupo de estudos um diálogo com o pessoal da Computação que é bem interessante porque aí a gente consegue testar os limites do Simão bom com aquilo quem vive tecnologia de ponta Inteligência Artificial né através da desses interlocutores que nós temos que são são mais estão imersos nesse nesse universo são essa questão bem vem relevante a outra questão qualquer né Ainda né Eu
gostaria de comentar auto destruição do objeto técnico a questão da obsolescência programa assim a minha opinião ela é antes e mundo antes se mondoni Anna a noção de obsolescência programada por quê que ela em especial por causa dessa noção de de vir técnico né de vir acertar para o simulam a génese do objeto faz objeto surgir sempre numa tentativa positiva de estabilidade interna Então você olha por um objeto técnico ele não é um indivíduo Acabado igual um o ser humano igual um animalzinho ele ele está em processo de individuação por quê Porque tem um monte
de probleminha técnico interna que precisa ser resolvido ele demanda parece que o devido do objeto demanda uma uma correção dessas imperfeições de harmonização interna então por exemplo a aleta nervura é a um exemplo de isso né a demanda do motor anterior de aquecimento de estrutura exigiu parece Do próprio objeto que é a letra nervura cumprisse a mesma função né então isso é um dever positivo que busca aparece no próprio objeto busca internamente sempre uma estabilidade uma harmonização Só que essa correção interna desses efeitos ele tem limite ou simulam chamar isso de saturação vai chegar um
momento em que essa saturação ela não vai ela não vai resolver vai ter o por mais o mais Oi gente resolver vai atingir uma estabilidade e daí depois dessa Habilidade precisa dar um salto e criar um outro objeto de novo daí Surgiu uma nova um novo objeto isso é muito ilustrado na história dos as válvulas não li o livro do Simon história muitas válvulas como é que o diodo levou o período do período levou o petróleo dentro do teclado levou tem todo essa engenharia toda ela atingiu uma saturação que tá lindo o tempo todo depois
do cantor do nome se conseguiu evoluir daí passou-se para outro objeto Daí um outro tipo de semicondutor que é uma outra outro objeto técnico então a obsolecência eu uma clara interferência externa Econômica política no objeto técnico mas que não define e que vai contra o sentido da concretização que vai contra o sentido da concretização contra a perspectiva próximo o processo evolutivo do objeto técnico então às vezes se a gente olhar um o próprio carro no motor do carro às vezes o motor de um Fusca é muito mais Interessante do ponto de vista da sua harmonização
da sua estrutura da sua solução do que um carro absolutamente contemporâneo atual né um computador de bordo e daí por diante né Tudo bem a gente tem várias perguntas eu passei agora para o Pablo Assis Obrigado Pablo perguntei assim você entende a aula dizer para o autor mais importante do que eu uso da técnica é a sua ontogenia se então o mesmo que dizer que mais importante sua função seria sua Estrutura se colocaria simondon mais próximo das tradições estruturalistas e crítico da cidade os funcionários eu aprovei também colocar a questão do Lucas é Aproveita então
ele disse pessoal Alguém sabe Mais especificamente o encontramos trechos do pensamento de simondon sobre a relevância do papel do engenheiro para a tomada de consciência da cultura técnica para desalienação técnica pedindo mais específico do Lucas se vocês tiverem Essa informação a gente já passa aí depois a gente veio para a última rodada questões tá bom temos ainda 12 minutos na questão da o som do objeto técnico Ou seja eu vou estudar o objeto técnico sim é mais importante eu estudar a sua estrutura do que eu sou um não significa que o senhor ou seja dizendo
que o uso é desimportante é o que não faz diferença porque veja Olá Luigi o que que acontece o objeto técnico é o mediador entre o Homem e o mundo e é através do seu uso uso do objeto importantes mas para entender o objeto é mais importante entender a sua estrutura vamos não significa dizer que em si a função não seja importante afinal de contas é o que se espera que objeto entregue é sua função é eu espero que o martelo que ele martelli bem e agora a questão é para compreender o objeto e para
o processo de desalienação para que a cultura rexoria técnica certo Sim é eu devo me portar mas na sua estrutura do que no seu uso mas a distinção aí é importante de não jogar fora mousse não é para Que objetos e agora espaço opções aí da tradição estruturalista bem rápido aqui é daí tem que pesquisar o que que você tá entendendo como extrutura lista porque se for uma visão estruturalista que relembra as vezes até o a visão assim meio que de tirar estruturas e que leva para uma visão transcendental e o tem Umas estruturas transcendentais
dos objetos técnicos talvez eu tenho século receio quanto a isso é tem que pensar um pouco mais mas mas eu eu é o que está claro é que o que mudou parece que tá indo contra visões É funcionalista no sentido utilitário pragmático né que os objetos se define pela sua pelo seu uso isso é é o colocar para gente o e tentando encontrar os preços dos Pensamentos mão sobre isso não próprio Da próxima introdução lá do do meu tem isso muito claro né mas Mais especificamente na segunda parte que é onde ele trata da relação
entre o homem e o objeto técnica então ou modo de existência dos objetos técnicos é dividido em três partes Na segunda ele vai aprofundar essa essa função do engenheiro no papel de tomada de consciência mas Lucas a gente pode continuar essa essa conversa mais tarde também para de repente localizar com Mais precisão agora saiu recentemente a tradução para o português né do modo de existência dos objetos técnicos Então já temos mais uma mais um jeito de localizar estão mais facilidade muito bem e então você pode continuar E aí obrigado Verônica de 13 questões agora para
gente nosso tempo está acabando e ao menos eu gostei do comentário de vocês e é da Beatriz a Beatriz pergunta o seguinte simondon faz alguma construção sobre as mudanças na Relação do ser humano com a tecnologia e questões éticas e Morais em qualquer dimensão é estudo sobre moralidade e ética tema de pesquisa Beatriz a Marina Fogaça de lado Mariana pergunta o seguinte pensando na docência em disciplinas específicas das engenharias com uma abordagem relacionada ao enfoque CTS quais seriam os instrumentos de avaliação possíveis do aprendizado sobre as questões abrangidas pelo enfoque CTS o mais viável A
avaliar separadamente os conteúdos específicos esse conteúdo os CTS Eu me refiro a avaliação do aprendizado visando também o aperfeiçoamento da atividade docente e uma última da Elda Silva isso seguinte a célula artificial capaz de reproduzir apresentar metabolismo próprio estaria mais próprio mais próxima desculpa do concreto ou abstrato para simondon uma vez que esta célula possui estabilidade fisiológica se vocês puderem ou menos rapidamente Uma luz para a primeira e essa da célula artificial vai muito na linha de uma pergunta que foi feita lá no começo sobre o artificial e o natural Sim quanto mais estabilidade mais
próximo do concreto então uma célula ainda que artificial reproduz consertar e é eficácia digamos assim o comportamento natural outra mais próxima do concreto no que dor extrato Mas ela é menos concreto do que essa natural pela sua génese Mas ele é muito estável não Está próxima do mais próximo do concreto do que do ano está aí a pergunta do meio o e Exatamente olha Marina essa é uma questão interessante cima e que nos diz respeito diretamente que nós somos professores da UTFPR né Nós estamos lidando todo dia com os nossos colegas que estão justamente nesse
caso de docência em disciplinas específicas das Engenharias e você mudou ele não é um clássico do que se chama enfoque CTS aí você não vai Encontrá-lo entre os autores tradicionalmente chamados de CTS ainda que você mandou ontem assim uma visão sistemática ou sistêmica suficiente para a gente pensar nesse mais Ciência Tecnologia sociedade e etc mas ele não compartilho das bases do tipo praticamente se chama o enfoque CTS porque justamente porque ele faz o caminho contrário ele começa o projeto técnico para alcançar o plano geral e não vê a sociedade e localiza a Tecnologia lá lá
no meio no final das contas os percursos podem ser equivalentes quanto a sua abrangência ainda que não compra outras estratégias vou responder essa pergunta substituindo enfoque CTS por Simone ano porque é o ponto de vista a partir de onde nós falamos né para o segundo e não são distintas bom então fácil que você mandou que você montar uma disciplina de engenharia Eles já montaria um com o máximo de Desalienação possível ou seja ele já ensinaria aquilo para que ele não era um engenheiro né mas nunca se ele fosse fosse da assistência para alguém tá montando
a disciplina engenharia ele já teria não não basta esse na função tem que ensinar a Genius etc agora vamos pensar na realidade prática disso porque porque a gente sabe que tem no currículo mas ser cumprido nós fizemos pelos nossos alunos que fazem em geral o seguinte vão lá assistir em disciplinas Que são absolutamente técnicas e e conteúdo na veia e não tem esse até Zinho e depois separadamente vem para nossa filosofia da tecnologia que eu falo para isso e você não precisa interromper o seu professor que tá falando de caixa-preta por exemplo acho que você
nem precisa pedir ali Fabi caixa-preta que que é é um circuito que não sabe como funciona mas você sabe qual é a entrada que é saído você precisa interromper o seu Professor dizer Professor esses a sua abordagem alienante a gente não sabe o que tem dentro de ser muito basta que o seu olhar para isso seja instrumental você diga assim tô aprendendo essa matéria que você cuide vou prender esse negócio sabendo que tem na entrada e saída mas eu sei que se eu tivesse falando doido é tu técnico eu teria que Abrir e ver o
que tem dentro então tem os dois lados né Eu não sei se seria viável não consegui já era inteiramente Integrado com a esse daria bola para aprender tudo que você aprendeu no curso ingerir é a gente tem Três minutinhos filme Questão e ainda queria que sim ainda sistema última que a gente encerrar o bloco de questões então aí a gente encerra com a questão do Danilo brigado Danilo e ele diz assim se a cultura não acompanhou a evolução dos objetos técnicos em sua internalização de maneira que ficamos presos ao uso das Tecnologias então a leitura
realizada em telas digitais seria mais superficial e menos críticas pelo fato dos leitores não conhecerem a internacional internalização das Telas e as técnicas de leitura em mídias digitais percebo dizer-lhe que existe uma relação direta entre a cultura do homem leitor com alimentação do próprio cérebro no objeto técnico complexo das Telas digitais e uma evolução acelerada constante e da alienação é de pensamentos é de Pensamentos você consegue Lena isso aqui a partir de o anterior rapidinho e daí a gente volta para essa aqui para ele que interessante Então sobre a ética e o mesmo que falei
já um pouquinho inteiramente mais basicamente o que eu tenho levantado porque eu tô construindo um artigo para exatamente em torno dessa questão da ética né é o que que você mudou me parece que tá pronto óleo é possível pensar uma ética e derivada derivada da Reflexão da tecnicidade dos objetos tem só que não é uma não é uma ética só da tecnicidade porque Vale lembrar que se mudou é crítico da visão e cibernética primeiro. Então a ideia de que sim estudo da Gênese dos objetos técnicos me permitem encontrar elementos envolvidos na Essência técnica na génese
na ontogênese objetos é que podem usar pode ser usado como modelo para parâmetros Ah pois é por isso é que o objeto técnico tende a sua estabilidade não sua Auto destruição então nós retiramos do próprio objeto técnico uma visão Nossa de que nós para nós as nossas relações também não podem ser auto-destrutivos por isso que eu comentei ali a questão da pena de morte a pena de morte do ponto de vista da tecnicidade ela é antiética nenhum objeto técnico tem de auto-destruição agora descrição do outro do outro também é então nós tendemos a alta a
nossa autodestruição do ponto de vista a tecnicidade é também anti não Derivam mete só que só isso não resolve a ética um geral a necessidade de pensar também as nossas relações enquanto os seres enquanto o ser humano então mais que a ideia é fazer uma ética de complementar e habilidade aqui poderiam fazer uma bela de uma discussão e em diálogo com a Jonas que é um outro autor de importantes sobre isso E para finalizar ao comentário a questão dos Animes sim eu penso que é é bem isso a animação ela tem várias frentes e elas
Estão conectadas agora é importante pensada em que o desafio para a desalienação num avanço tecnológico como o Da nossa época é Um Desafio muito grande é porque eu fiz uma luta por conta o conhecimento enciclopédico não é que todo mundo seja Engenheiro mas que todo mundo tenha um mínimo para entender os esquemas e funcionamento daqueles objetos com os quais lida todo dia obviamente isso no nosso contexto é Um Desafio muito grande e e sim é contra a Corrente do que do que cada dia está mais comum que a relação em todas as frentes e Ainda
mais nesses movimentos anticientificista veja alguns mudam é absolutamente que é contrário esses movimentos antes cientificidade tá pegando o contrário a necessidade para resolver a gente tem eu tive que Tecnológico de coisa sim e é isso nem sabe microfone está no mudo e é perfeito então Muitíssimo obrigado Professor Alex professora Verônica Agradeço a todos que nos acompanharam muito muito grato pelas questões excelentes que possibilitou a gente conversar ainda mais aprofundar questões que interessa a vocês então ficamos por aqui na agradecemos toda a equipe que nos acompanha e até a próxima Até a próxima semana tá bom
então tenho todos até a próxima da equipe ou a estudante que ficaram conosco as perguntas fantásticas Obrigado também gente Obrigado valeu mesmo e foi um prazer passar essa manhã aí conversando sobre esses assuntos tão difíceis e complexos até a próxima um prazer foi todo nosso todos estão muito obrigado e até a próxima E aí