[Música] eh desenvolver um grau de resistência para para que a gente tenha para que a gente consiga lidar com essas mudanças e por onde a gente começa de fato a intervir por onde a gente começa a avaliar uma família né e Isso é só basicamente alguma algumas ideias para para fim de orientação mas automaticamente a gente a medida que a gente avalia a estrutura da família tá avaliando o seu tipo a dinâmica e o próprio ciclo de vida em que ele esteja começando pela estrutura familiar a a estrutura familiar ela é traduz a forma como
se organiza a família isso de acordo com o seu tipo com a hierarquia de pessoa de cada componente dentro da família e com as formas de relação familiar existentes Então eu tenho vínculos familiares eu tenho um determinado Território que essa família ocupa que cada pessoa ocupa dentro da família e eu tenho limites tanto dos territórios entre essas pessoas quanto os limites individuais isso essas variáveis elas interferem automaticamente na forma de organização e na própria estrutura familiar de forma que a gente tem alguns tipos de família né que que podem que podem tá expresso na literatura
né a família nuclear por exemplo Geralmente os familiares são consanguíneos ah existe uma uma pessoa referência né uma né que que geralmente a pessoa índice para quem a gente faz a a primeira aproximação e possui geralmente um núcleo de casal e filhos né Já a família extensiva além da geração né de de uma geração a gente pode ter vínculos que nós chamamos de laterais por exemplo a irmã de uma da da da mãe irmão de um pai ou eu posso ter outras gerações eu posso ter mais de uma geração como voz como chios né que
são as relações também e verticais na família unitária a gente não tem muito muito muito mistério ela composta de uma pessoa só namoro parental um dos pais biológicos ou não né e o filho independente das relações externas ao núcleo na família reconstituída a gente tem uma família que já passou por um processo de ruptura exemplo uma família eh vinda de uma separação e tem ver um novo formato né a família institucional geralmente tá associada a uma a um instituto que tem a função de criar e desenvolver uma uma criança um adolescente ou um instituto de
longa permanência de idosos a família homossexual como com união de pessoas do mesmo sexo né E a família com a constituição funcional que são famílias que moram juntas e vão desempenhar papéis eh parentais por exemplo em relação a uma criança ou um adolescente Por que que existe essa classificação extensa porque cada família dessa aqui ela tem papéis lembrando o slide anterior ela tem limites Ela tem hierarquias ela tem formas diferentes de se comportar e consequentemente de fatores estressores e formas de lidar com esses fatores estressores uma família unitária por exemplo ela pode est sujeita a
fatores mais eh fatores estressores mais impactantes do que uma família que tenha mais recurso né uma família reconstituída ela tem particularidades na sua fase de reconstituição que requerem lançar a mão de alguns de algumas intervenções da própria profissional de saúde para que a gente possa conseguir eh evitar agravamento de problemas né Eh é o sentido da classificação mais do que atribuir um rótulo é a gente ter entender Quais os problemas que cada família dessa pode passar mais frequentemente e a partir daí poder intervir de forma mais eficaz eh por exemplo na estrutura familiar no subsistemas
nos subsistemas familiares a gente tem um subsistema conjugal um casal que se une para formar uma família cada subsistema desse ela vai ele vai ter papéis específicos né se eu tenho outro sub sistema além do conjugal atuando dentro dessa família eu vou ter mais variáveis para poder cuidar e mais fatores estressores que podem gerar um um determinado adoecimento por exemplo Ah no subsistema conjugal é importante que nós entendamos isso também Existem algumas questões que na intervenção familiar são necessárias de atentar né o subsistema conjugal o tempo inteiro envolve relações de negociação né organiza bases de
convivência tem que ter um sentido de complicidade de reciprocidade interna para que Teoricamente esse subsistema possa funcionar e possa desenvolver uma relação de parceria o subsistema conjugal basicamente estamos falando da relação do casal não enquanto parental não no papel de pais mas só no sistema mesmo de relação entre os dois já no parental a gente já tem pessoas que vão desenvolver o papel de pais é como se além de acumular Essas funções aqui no meu subsistema eu também acumulasse essa função Essas funções como um subsistema parental é um subsistema vertical é um subsistema em que
eu tenho que trabalhar sociabilização tenho que trabalhar o afeto eu tenho que trabalhar senso de proteção temho que garantir desenvolvimento educação a gente viu que a função da família é garantir isso né então esse subsistema ele é fundamental para para para uma família funcionar de uma forma adequada e a gente tem o subsistema filial né que é formado pelos filhos ou por quem ou por aqueles que tem um um sistema parental como referência né Eh eles podem constituir também outros subsistemas de acordo com gênero com idade e a relação com irmãos nesse subsistema eu tenho
o desenvolvimento da capacidade de negociação O que é muito importante quando a gente fala da família como uma uma uma forma de uma oficina para para pras para pras situações sociais né para desenvolvermos futuramente relações de negociação aqui em cima né então o subsistema eh eh eh filial ele desenvolve ações de negociação de cooperação e relação com figuras de autoridade relação com limites relação com até onde vai o o o o meu querer o meu eu até onde vai até onde vai o outro é muito interessante o poder de negociação dentro desse subsistema eh deixa
eu só dá para ouvir aqui foi então eu vou abrir minha câmera aqui também ver se D certo e então eu eu só me apresentar o Marcelo Dalla sou mediador debate só para interromper um pouquinho o Zé eh eh para para fazer uma colocação assim eu acho que tem me ocorreu agora na Pode parecer meio Clichê o exemplo mas tem um filme recente de sucesso chamado a cia das Estrelas né que ele ele fala de um romance resumidamente de um um casal eh em condição terminal né doen terminais tem uma neoplasia neoplasias graves né e
eu acho interessante como que se dá as relações não sei se o Zé assistiu mas eu acho que é interessante a história que que trata de uma forma extrema eh como como que o adolescente claro que o pano de fundo é uma condição Clínica grave mas no fundo ele vai mostrando como que se dá essa relação dos Adolescentes né com principalmente com figuras de autoridade né no caso deles é com Hospital né com o médico que cuida deles né Eu acho que é interessante porque às vezes é um pouco Clichê esses exemplos né Assim são
meio extremos né uma ficção mas que serve para se a gente conseguir trazer pra realidade mostra um pouquinho que a gente dá imagina ass uma uma família pai e mãe mandando nos filhos né eh e e não é bem não é bem essa realidade de há algum tempo né então acho legal assim interessante na maneira que Zé colocou de pensar como um subsistema que tem uma vida própria a gente pode dizer is subsistema dos filhos né o sist tema vida própria tem relações entre entre eles entre os filhos entre seus amigos e a própria autoridade
de várias formas familiar Ou institucional né Eu acho que uma sugestão de quem puder assistir o o o exemplo trazer paraa sua realidade né porque Claro filme americano a gente pode trazer pra realidade refletir sobre ela também né Desculpa a interrupção Zé Mas eu achei interessante a maneira didática que você colocou e de principalmente como que a gente tem a dificuldade no sistema de saúde de lidar com adolescente eu eu digo até que o sistema de saúde ele é adolescent fóbica ele espanta o adolescente para lidar com ele ou a gente fica tentando criar uma
doença para trazer o adolescente ou os filhos né para pro nosso cuidado né Eu acho que é um é legal pensar em interessante pensar essa ideia como um subsistema que um funcionamento próprio dentro da própria família né Obrigado Marcelo eu acho que é fundamental o que você falou e e a ideia é essa mesmo foi bom você ter interrompido porque eh eu não tinha eu não é uma coisa para destacar esses subsistemas aqui por exemplo eles eles são organizado Sim né e não necessariamente num família nuclear né uma família ional por exemplo Como é o
exemplo do filme ele vai ter uma uma vai desenvolver uma relação digamos assim parental né ele vai ter uma uma uma relação de de cuidado ele vai ter uma uma uma forma de de de organização desse da da da do subsistema de forma que ah o Esse aqui esse aqui né o filial ele lide com figuras de autoridade por exemplo e com a própria cooperação né Isso é muito importante no sentido da gente desenvolver eh o tempo inteiro eu vou eu vou colocar isso é muito importante no sentido da gente desenvolver a a a ferramentas
para poder lidar com com os estressores da vida que que que que vão vir né que aparecem no no dia a dia eh mas a a andando à frente assim a dinâmica familiar né O que que representa isso a dinâmica familiar além da da da questão da estrutura que a gente já viu essa estrutura ela se comporta de uma forma né A forma como ela se comporta a forma como funciona né as relações desse desses subsistemas são território da dinâmica familiar é isso que ela representa Então ela ela tem tanto as atividades relativas à atividades
do cotidiano né seja na dimensão a todas as formas de comunicação no interior da família existe uma questão muito interessante dentro da dinâmica familiar que que é que é a comunicação a comunicação dentro da da da família ela é Ela é geralmente 85% ou 80 85% ela é não verbal n ela é uma forma que a gente não enxerga então uma das melhores formas da gente intervir a família estando dentro do ambiente que ela está né porque você vai ver outro tipo de linguagem e avaliar bem a dinâmica familiar outra questão interessante na dinâmica que
eu já coloquei é homeostasia familiar sempre vai ter um equilíbrio interno que conserva a unia da família apesar de várias produzidas por ela por que no seu interior porque a família evolui no ciclo de vida tanto quanto no exterior que são os fatores estressores do dia a dia então existe um equilíbrio interno que tende a manter a família no mesmo lugar que a gente chama de homeostasia familiar esse equilíbrio a gente não a gente tem que olhar com uma forma de uma forma a não gerar Rot ele não é ele não ele pode não ser
o ideal é mas é o equilíbrio que aquela família consegue ter naquele momento ag quando esse equilíbrio passa a ser problemático para isso a gente tem que avaliar como a família tá funcionando e como é a dinâmica dessa família então algumas variáveis que a gente tem dentro para avaliar a dinâmica familiar a comunicação a forma como como as pessoas se comunicam na família seja de uma forma mais agressiva seja de uma forma mais eh simbólica seja de uma forma competitiva é uma é uma uma variável de análise da dinâmica outro é o papel que cada
membro assume dentro da família esses papéis são rígidos por normas regras rígidas né esses papéis eles são flexíveis esses papéis eles se adaptam ou quando existe um determinado papel de um indivíduo que assume o papel do doente da família e esse indivíduo sai da família por qualquer motivo essa esse núcleo existente tende a colocar outro indivíduo no mesmo papel para poder manter um determinado hostas né Então essa análise ampliada das regras normas papéis né É fundamental a coesão e a diferenciação diz respeito a uma família que é mais Coesa mais ou mais simbiótica ou uma
família mais fragmentada o ideal é que ela circule em períodos Entre esses entre essas variáveis aqui né E isso tem relação com o próprio ciclo de vida que ela tá vivenciando nas famílias muit simbióticos o ciclo de vida pode extremamente estressor sequência então antecipar uma determinada etapa para aquela família de um determinado problema que possa acontecer tendo em vista o ciclo de vida pode ser um pode ser uma intervenção adequada pode ser uma intervenção que vai preparar aquela família para as etapas seguintes eh nas relações triangulares por exemplo geralmente quando eu tenho relações triangulares eu
tenho relações mais disfuncionais relações de aliança contra um determinado membro relações de eh eh de conflito com outro membro são relações que formam um triângulo entre mais de dois membros familiares né e os padrões de comportamento estão relacionados ao que nós vimos de repetição dentro da família tanto entre gerações quanto na própria na própria no próprio subsistema uma ferramenta interessante que a gente vai falar aqui é oog genograma para poder ver a transmissão intergeracional que acontece né com como é que a gente intervém então algumas etapas são interessantes né a apresentação por exemplo é uma
etapa de de de de quebra gelo né a gente chega até a família ou a família vai até até até a gente no consultório ou determinado um determinado membro vai e a ideia da apresentação é que você fale o objetivo daquela que o objetivo fique claro para aquela família daquele do Papel daquele profissional de saúde naquele momento né pouco a pouco você vai aproximando da família procurando entender o Qual papel que cada um ocupa a posição que cada um assume num determinado lugar seja no domicílio seja no próprio consultório a partir daí entende a situação
no entendimento da situação a gente tem uso de ferramentas um pouco mais específicas para poder estabelecer uma uma um início de uma de uma de uma intervenção né e a partir daí discute um fando com a família olha embasado no que eu tô entendendo ah Estamos vendo isso E para isso a gente vai utilizar também ferramentas de comunicação mas ao final da apresentação a gente vai ter e finalmente o estabelecimento de um plano terapêutico que pode avaliar de acordo com diversos níveis de intervenção familiar normalmente um médico de família aí comunidade na atenção primária ele
chega até o nível quatro alguns médicos de família tem um nível de intervenção familiar que chega da ao da terapia familiar né mas é um um nível um nível cinco um nível um pouco mais complicado esses níveis a gente vai conversar um pouquinho também aproximando então paraa aproximação para aquela primeira etapa a gente tem algumas questõe zinhas que eu coloquei aqui é óbvio que são não são são além de frases feitas né são questões que podem ajudar a aproximar de um contexto de terminado para você começar a entender uma situação então por exemplo quando você
tá entendendo que uma pessoa tem uma determinada situação que precise da abordagem familiar Vamos colocar um transtorno mental comum por exemplo uma uma uma depressão moderada ou grave e ou então a gente tá falando de uma e de uma de um adoecimento crônico né então que você vai precisar de um de um suporte então para poder entender a família por exemplo onde moram os pais dessa pessoa onde é que eles estão Qual o suporte que que ela teve isso proporciona uma pergunta aberta proporciona que a pessoa comece a falar sobre isso a partir daí para
começar a analisar a relação Qual é a frequência que tem de contato a gente tá colocando os pais mas pode ser tudo bem os pais não são vivos irmãos né primos né Eh qual é o contato é perto não é escreve telefona manda e-mail eh tá presente em rede social tem lista isolada não tem enfim a gente vai se adaptando ao queo que tem determinada cultura quando vocês estão sozinhos conversam sobre o quê vocês podem ver que são questões muito às vezes que a gente não lembra de perguntar porque dentro do do do ambiente de
consultório a gente tá muitas vezes preocupado com uma questão eh biológica uma questão que tem uma relação biológica e isso é muito comportamental né Eh traz muito o dia a dia da família você sempre sai para sair com alguém com com com seu pai sua mãe seu irmão como é que é a interação fora do domicílio né aqui a gente acessa estrutura próxima aqui a gente acessa o grau de intimidade frequência de possibilidade de ver como rede de apoio aqui sim um grau de intimidade ou o que o o quão um tá com tá cúmplice
do outro e aqui de fato se isso se isso tá sendo feito né para entender essa situação toda a gente para avaliar esses papéis e funções para avaliar eh como essas pessoas se encontram para avaliar a a interação a repetição existem dois eixos que a gente pode fazer o eixo do aqui o agora que eu chamei desse nome aqui né ou seja os os eh os como Cada um lida com as dificuldades da Vida do dia a dia e qual o suporte que a família dá para isso né os padrões de interação da pessoa e
da família olha com aquelas perguntas eu tô procurando justamente ver isso aqui e a partir daí também eu tenho um eixo de entender a situação que é o transgeracional o que que teve acima disso Qual o papel as funções enfim a gente tá pegando aquelas variáveis da dinâmica familiar e desdobrando em momentos né Qual o nível de autonomia por exemplo diferenciação lembrem coesão diferenciação em relação à própria família de origem O que é um um problema no ciclo de vida das famílias Quando o casal começa a uma família junto né E com isso a gente
tem algumas ferramentas A Linha do Tempo familiar por exemplo é uma família é uma uma ferramenta pra gente que avalia o eixo do aqui e o agora e ela possibilita ver como esses padrões de interação pessoal e familiar vão se comportando com essa família até o desenvolvimento do problema atual eu não tô falando de geração tô falando de um mesmo momento né A Linha do Tempo ela a vantagem dela é que ela tem uma fácil execução né ela dá uma uma função eh diagnóstica né ela ela proporciona ver onde começou o problema ela é terapêutica
porque as pessoas começam a ver onde tá o problema de fato ela gera uma organização dos principais acontecimentos que aconteceram que envolveram a família né E ao mesmo tempo permite uma correlação de efeitos estressores ao longo do tempo com perfil de adoecimento eh esses eventos estressores possibilita que a gente antecipe determinadas etapas como as mudanças de ciclo de vida aqui a gente tem por exemplo as mudanças na configuração separações reconstituições né E ela vai correlacionar eu usei a escala de Homes é uma escala na verdade com eventos de stress dentro da da da da na
vida das pessoas e entre os 15 eventos primeiros 10 tão na origem familiar né os entre os 15 maiores estressores na vida das pessoas que que que que foi documentado por a escala 10 são de origem familiar né e e o que é interessante a linha do tempo é que ela possibilita que esses eventos apareçam e façam sentido pra família eh como é que essa linha do tempo ela desenvolve Então ela é fácil de fazer basta a gente ter uma tabela ou ou linha mesmo né E você pergunta l uma pergunta Inicial pra pessoa tudo
bem eh Quando é que a família sua família começou e a partir daí ano a ano vai perguntando Então a gente tem aqui o que que aconteceu nesse ano ah teve um casamento e nascimento de um determinado de uma determinada pessoa né a no ano seguinte não aconteceu nada foi tudo bem A partir daí aconteceu uma coisa legal o pai iniciou um negócio próprio aí nasceu uma uma uma segund um segundo filho no ano seguinte já teve uma morte e aqui eu já começo a ter alguns eventos que não estavam previstos como início de diabetes
né Eh de um de um dos membros da família eh aqui envolve um acidente de carro e aqui eu tem uma separação conjugal né Ou seja a gente vai vendo uma somatória de de eventos que podem ou não né Mas geralmente eles estão relacionados com perfis de adoecimento com graus de adoecimento a do tempo ele possibilita que isso faça mais sentido pra família e isso conforta isso é terapêutico isso é intervenção e ao mesmo tempo também é uma é um plano terapêutico eh Na Linha do Tempo partindo da Linha do Tempo pre eixo agora transgeracional
eh a gente tem o genograma o genograma ele é feito por quadrados círculos interligados né Eh e tem linhas como relacionamentos a gente inicia geralmente no primeiro processo ou no processo essa palavrinha de psicodiagnóstico eu coloquei aqui mas na verdade ela é utilizada para para para psicoterapia enfim mas ela também pode ser feita uma entrevista numa visita domiciliar e você pode tanto entrevistar um membro quanto fazer uma conferência familiar entrevistar todo o mundo que obviamente aqui eu gasto muito mais tempo aqui eu gasto em torno de 4 a 5 minutos para fazer um genograma dentro
da consulto que é bem interessante que às vezes a gente acha que vai demorar muito tempo e não tem e basicamente o genograma vai me trazer como uma e uma eh enfim como a família trouxe padrões ao longo do seu do do tempo né existem alguns símbolos regras enfim eu tenho que ter os primeiros nomes anos de nascimento as relações biológicas legais né Eh os anos de casamento falecimentos enfim e a partir daí a gente coloca também elementos da história Clínica hereditariedade e problemas A grande questão que muas vezes a gente só usa o genograma
até aqui né até hereditariedade de problemas bota as doenças e esquece da questão da dinâmica que pode estar presente e é fundamental no genograma né a partir daí a gente acessa a estrutura da família o ciclo vital a fase e a crise normativa ou acidental em que ela tá vivendo né e os padrões de repetição através das Gerações né padrões de morbidade padrões de funcionamento relacionamento padrões estrutura ais mas vamos ver isso como é que funciona no genograma aqui só para exemplificar alguns tipos de relações é interessante que o genograma tem uma legenda para as
pessoas entenderem né quando virem mas geralmente esses símbolos aqui eles são símbolos universais já são conhecidos dentro do genograma né e a a gente para entender melhor só vendo né Acho que acredito que é bom mostrar Então esse é um genograma de uma determinada família importante a gente sempre lembrar de botar data porque a família ela passa por ciclos de vida um dinogenics gerações né esses símbolos aqui tem um determinado significado a gente pode botar uma legenda que hipertensão diabetes doença coronariano obesidade família eh casal homoafetivo H uma filha adotada por essa triangulação aqui né
com asma e Uma História de alergia aqui eu tenho por exemplo esses essas linhas saindo de um mesmo lugar indicam que eles são gêmeos né E quando eu tenho essa outra linhazinha indica que são gêmeos idênticos eh enfim são vários uma simbologia que com o tempo no início é difícil a gente fazer mas depois ela é feita isso aqui por exemplo eu coloco uma relação que não é oficial né é uma relação eh que não houve um um um casamento oficial digamos assim aqui uma morte e esse simbolozinho que essa pessoa hoje tá institucionalizada é
engraçado quando não sei se vocês notaram a medida que eu fui colocando o que cada um era como a visão ela vai mudando Tem certas situações que a gente não imaginava né agora o mais interessante é a gente olha para essa família se você já atendeu essa família quando você coloca o genograma na folha de rosto e vai atender essa pessoa da da dessa ficha familiar automaticamente você lembra da família dela Essa é uma das grandes vantagens do genograma e quando a gente coloca as relações familiares até agora nada mas quando a gente coloca olha
que interessante a gente tem rompimento de relacionamento aqui né a gente tem aqui uma relação que é simbiótica que é fusionada que é de codependência com um e uma relação de afinidade com o outro e aqui uma um problema né um problema de de relacionamento aqui um problema de relacionamento também aqui uma relação de afinidade maior eh percebam Como muda a visão né se a gente olhar uma família meramente sem os relacionamentos sem a dinâmica sem a a a a a questão fina né a gente vai ter uma determinada um determinado foco de abordagem né
qual vai ser o foco de abordagem aqui depende do da pessoa índice Depende do que ela trouxer né Depende do que a gente pode fortalecer enquanto olhar essa o grau de complexidade disso aqui né eh outro instrumento que não tem tanta profundidade quanto o genograma mas ele é uma das vantagens que é bem interessante é o Apgar da família né a vantagem é que ele é uma avaliação rápida ele facilita a coleta de informações em relação a a a alguns aspectos da dinâmica familiar né e proporciona que a gente veja uma uma variavel Zinha que
tá na na avaliação geral Global da família na escala de avaliação Global da família que é o clima emocional da família parece uma coisa bem subjetiva mas ela é muito palpável quando a gente tá numa conferência familiar e auxilia outras escalas né Eh também né o Apgar na verdade vai ser uma um conjunto de letras que vão refletir a adaptação o companheirismo partnership a o crescimento dessa família como é que é o afeto e os recursos que ela tem pra gente poder colocar a o Apgar Existem algumas perguntinhas que podem auxiliar né então podem ser
obtidos em separado na forma de Conferência familiar também assim como genograma e como é que a gente acessa a primeira letrinha do do abgar que é adaptação né você tá satisfeito com a ajuda que recebe de sua família quando tá preocupado com algum motivo ou quando tá doente né É uma pergunta aberta que propicia a gente chegar a essa Dimensão em relação ao companheirismo partnership você tá satisfeito com uma forma na família divide os problemas com você existe uma uma parceria nisso né e em relação ao seu crescimento né a growth né O que você
acha você acha que se a Família aceita e apoia as novas coisas que você quer fazer e você concorda né no Afeto na forma como os sentimentos de raiva de amor de alegria ou de tristeza são demonstrados dentro da família e Finalmente né em relação aos recursos para saber se a família é fonte de recursos vocês gostam de ficar juntos ou seja é uma avaliação rápida também de fazer é é possível fazer no consultório Mas é claro que na conferência ela vai demorar um pouquinho mais de tempo e atribui uma nota né Eh a a
pessoa é orientada a responder quase nunca às vezes ou quase sempre E aí você coloca sug óbvio que como toda a escala o objetivo é sugerir a gente não não vai trazer uma verdade absoluta mas sugerir um grau de disfunção familiar e isso vai sugerir uma determinada intervenção mais ou menos complexa para aquela família né continuando a intervenção tanto o genograma quanto a linha do tempo e quanto áa eles podem se aplicadas em todas essas etapas aqui no ciclo de vida da família e aí a gente tá andando um pouco mais a intervenção familiar né
essas etapas elas são obviamente diferente de acordo com a cultura a família de uma uma classe Popular ela tem várias fases com os seus estressores em cada etapa em eh eh Unidos em uma determinada né uma determinada uma determinado momento do ciclo de vida e a família geralmente de classe média ela tem uma as etapas um pouco mais definidas né as etapas da família de classe Popular normalmente elas circulam elas vão e voltam o que propicia que elas voltam entrar em contato com os estressores de novo cada etapa Por que que é importante o ciclo
de vida análise do ciclo de vida cada etapa Ela traz valores e questões que família nem sempre coloca porque muitas vezes não são abordadas e porque muitas vezes não são conscientes Então a gente tem por exemplo eh Isso é para para só para destacar o que eu falei sobre as né as etapas do da classe média e as famílias de de classe Popular né mas no ciclo de vida por exemplo ah na família com filho saindo de casa eu tenho uma diferenciação do eu né em relação à família de origem eu enquanto profissional de saúde
tenho que ter consciência disso como é que tá sendo isso para essa pessoa o que tá relacionado Será que isso tá relacionado a determinado grau de adoecimento né como o estabelecimento do eu em relação ao trabalho e a independência financeira que ele tá tendo nesse momento né no casal que se une perguntas sempre abertas e bem diretas estímulo ao casal a comunicação nada tem que ficar subentendido porque muitos conflitos e muitos adoecimentos começam em que cada um acredita que a sua história é válida para outro mas cada um três histórias diferentes e tudo precisa ser
acordado uma coisa que é fundamental renegociar relação com família de origem nessa etapa do ciclo de vida para evitar que o casal ele ele venha a a a entrar numa numa numa crise né e perguntar abertamente sobre vida sexual do casal como é que a vida eh deles né né em em eh na na na na vida íntima do casal existe prazer para ambos não existe sempre foi assim como é que tem sido porque a rotina ela vai mudando a vida do casal mesmo né outra etapa interessante é o nascimento do primeiro filho que é
uma das que é mais causa eventos estressores na na família porque a gente tá partindo lembra do concelho de subsistemas a gente tá saindo da de um determinado subsistema para mais de um para três na verdade né então a estrutura do domicílio tá preparada não tá onde é que tá onde é que essa que esse novo membro vai ficar eh como é que tá sendo o a presença da da do pai durante a esse processo a própria cha mentação Educação de cuidados básicos a forma de aproximação mãe pai bebê né pesquisar como tá a relação
sexual e E elido durante esse momento né e a partir daí você vai encorajando também o casal manter a sua relação quando chega um novo membro monitorar o grau de interferência dos avós sempre né aqui você Quando chega alguém você questiona e que você monitora Porque supõe-se que as regras tenham sido estabelecidas nessa etapa e existem famílias que entram em conflito que o pai deixa se coloca num papel e completamente secundário quando o grau de interferência de um terceiro membro é maior né monitorar o grau de interferência tão importante e estimular o diálogo para educação
dos filhos nada tem que ficar subentendido né analisar de acordo com a classe social as mudanças econômicas decorrentes de um novo membro na família e a gente chega numa das fases que o Marcelo colocou muito bem que é uma etapa de crise no ciclo de vida familiar né e qu pouco a gente tá preparado para lidar com isso é uma etapa em que o adolescente ele tá passando por pressões de todos os sentidos pressões eh na vida muitos começam a trabalhar pressões na vida escolar pressões na vida eh da do trabalho pressão na família e
aí ele tem que se adaptar a tudo isso ao mesmo tempo e que tem que entender do sistema que ele veio então aqui estimular a uma relação eh e que reflita aumento de autonomia mas ao mesmo tempo estabelecer bem até onde né Quais são os limites eh qual é a flexibilidade que existe né fornecer informações sobre o desenvolvimento do Adolescente também interessante enfim conversar sobre possíveis vulnerabilidades não só achar que adolescente está vulnerável a a DST ou ou a drogadição Mas quais outras vulnerabilidades Ele está ele tá tá ele tá suscetível né adequar isso à
família né Eh enfim e finalmente a gente vai vendo para paraas outras relações que são paraas outr paraas outras etapas do ciclo que a gente tá chegando na na na na na saída do do dos filhos de casa né onde esse casal ele tem que se redescobrir e muitas vezes isso é difícil muitas vezes o casal ele não consegue e estabelecer uma nova uma nova forma sem ter passado por todas essas etapas se não tiver um grau de parceria de complicidade se o subsistema conjugal não tiver muito eh muito muito eh muito muito forte né
na última etapa do ciclo de vida a gente discute envelhecimento normal né o planejamento mesmo do final da vida saber lidar com os lutos o luto do corpo o luto social né revisar as realizações de como ferramento para saúde mental assim super importante as pessoas eh olham para trás na vida e e veja que vejam construções para fortalecer resiliência Isso é uma ferramenta muito boa de usar dentro de uma de uma entrevista eh preparar lidar para para lidar com a perda do Companheiro encorajar interesses individuais e compartilhados são questões bem interessantes não a preparação para
lidar com a perda do Companheiro não precisa feito de uma forma direta você pensou por exemplo com o que vai acontecer quando o seu parceiro partir não precisa ser assim né mas como a gente prepara como é que a rede de apoio dessa pessoa como é que ela o que que ela tem fora do Lar né Eh Lembrando que a morte de uma de um dos cônjuges leva mais ou menos um aumento da mortalidade do do do cônjuge restante por mais ou menos 80 por 2 anos e alguns dados chegam até 70 80% de de
morb mortalidade do cônjuge que que fica né nas crises além dessas crises todas a gente tem as crises acidentais né que a gente tem que lidar com de preferência com todo grupo familiar estimular o novo padrão de interação da família e ver qual a rede de apoio que existe amigos vizinhos instituições né um determinado adoecimento Qual a instituição que vai se comportar eh quem pode est ajudando quando eu ten uma fragilidade maior né os grupos de pessoas com problemas comuns atenção primária são muito importantes nesse nessa etapa porque elas fazem com que a as pessoas
discutam sobre seus problemas e e Tragam os problemas encontrados na família também isso resulta na prevenção de diversos transtornos né finalmente assim a dinâmica da entrevista ela ela Visa eh eh observar o sistema familiar como um todo né é lembrar que a gente conversou a soma não das partes não reflete o funcionamento do todo né o sintoma como uma mensagem Ou seja aquele que a família aponta como doente a entrevista ela deixa isso muito claro né na intervenção familiar a gente aborda aquilo que a família apontou como um problema com clareza E aí a gente
vai pensando né Eh como a gente fortalece a presença de familiares a consulta lembrar que normalmente a a a ausência de um determinado membro ele não é ele não é ele não é impeditivo da realização mas a presença deles ajuda muito né ressaltar o lado positivo das mudanças é muito interessante dentro da família uma posição que o médico tem que assumir Além disso é de não julgamento né ele não tá ali para julgar a família eh e auxiliar mas mas sim né auxiliar a família nos seus próprios caminhos Então clarificar as relações as funções de
cada membro E aí a gente vai entrar para nos últimos slides a gente já tá finalizando como é que a gente faz isso como é que a gente fortalece essa comunicação tem algumas técnicas né de comunicação que a gente já tá falando eh do da habilidade do profissional de saúde né então eu posso usar a metáfora para poder causar o impacto Numa família eu tô entendendo que esse problema que vocês estão vivendo parece uma uma um tufão Mas isso pode orar isso passa isso fortalece vínculo a espontaneidade terapêutica por exemplo é uma ferramenta que a
gente requer a a gente mesmo na nossa narrativa de experiência para poder ter acesso às regras de sistema familiar Ou seja Olha eu já dentro da da minha vivência familiar eu já vivenciei Isso vi que eh quando mudou eu eh houve uma melhora nesse sentido ou então o nosso próprio nosso próprio eh o que a gente traz experiência profissional também né na dramatização você sugere que a família enene uma situação vivenciada quando a gente tem uma situação de conflito né ah o planejamento você propõe faz um planejamento com com na família para aqu elas famílias
têm uma dificuldade de concretizar maior os as tarefas que tem que fazer da da das normas de funcionamento do ciclo né na mudança você de fato coloca mudança que tem que colocar uma intervenção bem mais direta a focalização quando eu tenho um problema maior que eu tenho que trabalhar para aquela determinada família né então eu vou ter uma uma um um determinado problema em que eu vou priorizar né eu tô vendo que aquele problema tá tá afetando ali eu vou priorizar a intensidade eu faço a família se veio ouvir uma estratégia boa aqui é modificar
posição dos membros durante uma entrevista eles geralmente sent sentam no mesmo lugar e a gente tenta modificar e eh a gente tem também outras intervenções aqui as construções onde você constrói uma realidade possível pra família olha se vocês chegarem a conseguirem esse esse esse essa ação talvez vocês chegam nessa realidade o que que vocês acham parece uma realidade Interessante não parece finalmente a gente tem intervenções diretas e as paradoxais as intervenções diretas a mudança por exemplo é uma intervenção direta a gente propõe a mudança quando detecta que o problema tá no isolamento de um membro
por exemplo né propor a mudança tirar aquele membro de um isolamento intervenção paradoxal e você vai propor uma intervenção no contrário do que você quer mas aqui é uma intervenção um pouquinho mais complexa de fazer então você tá suspeitando que uma família que gosta de ser desafiada pode colocar de uma forma Olha eu ia propor uma determinada tarefa mas acho que talvez vocês não não tenham ainda o momento para fazer mas eles tem na verdade então você coloca uma uma uma forma dela poder ser desafiada a tentar fazer um determinado um determinado momento né se
a gente resumir tudo isso o practice ele possibilita que todas essas dimensões sejam abordadas então mais uma vez o problema apresentado pela família os papéis e estruturas da família o afeto que circula nessa família a comunicação como tá sendo feita D dessa família de acesso dinâmica qual fase do ciclo de vida quais as doenças presentes e como elas se comportam como ela enfrenta os problemas no dia a dia e qual rede de apoio que ela tem eu gosto muito do practice pra gente colocar na na visualmente pra gente lembrar o que que tem que ver
dentro da família e a partir daí utilizar uma das Ferramentas que que foram trabalhadas aqui por exemplo na conclusão A ideia é discutir a influência que a família exerce sobre um determinado processo com uma pessoa né E quando a gente já faz isso já ajuda uma pessoa a lidar de outra forma com com a doença e se a gente acessa a família no modo sistêmico maior o potencial que a gente tem ainda eh geralmente a gente começa a fazer isso estabelecendo uma relação dos sintomas com as crises do sistema familiar né Eh alguns cuidados que
a gente tem que ter sempre evitar rótulo né não atribui o rótulo de uma família disfuncional ol é disfuncional ou é uma família paralisada tudo bem mas é uma família paralisada por que motivo Onde tá o problema lembrar que existem crises passageiras na família né E isso deve ser colocado para eles né com até desenvolvimento da resiliência né acessar a capacidade que essa família tem de resolver problemas e aí compreender a organização da família e o clima emocional presente e essas são algumas referências que eu usei eu me alonguei muito mais do que eu gostaria
mas vocês viram que o tema é bem extenso né Eu queria agradecer a paciência e à disposição para pra gente conversar se