[Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] boa noite e aí tudo bem gente vocês estão vendo o Vitor aí todo mundo bem suas no chat Rafael também tô ótimo só com o nariz horrível mas de resto tô muito bem São Paulo E terrível hoje deu uma chuvinha mas não chovia há anos a impressão é essa e é isso estamos aqui para uma aula aberta e essa aula o contexto dela é o fato de a gente tá no meio do semestre então aula de intermediação de cursos aí troca de temas e etc e aí a gente chamou
o Vitor Galdino para vir aqui para dar uma aula para gente e é isso tudo certo por aí Então tá bom queria dar um alô para o pessoal que tá aí no chat Flávia não sua amiga tá aí sempre a Mônica tá Mônica tá Aí temos presenças internacionais e poliglotas Hi good evening Lina Carlene boa noite gente Érica tá aí também legal que você veio Érica conseguiu cabular aula né ah é o Vitor Olha Que honra teve gente cabulando aula para gente ver falar hoje à noite fazendo outra coisa da hora gente então é isso
a gente vai começar a aula daqui a pouquinho mas antes vamos esperando o pessoal Chegar né a gente vai passando algumas informações que são importantes eu vou pedir daqui a pouco pro Vitor se apresentar mas também apresentar Talvez tenham pessoas aqui né como aulas abertas sempre misturam públicos de diferentes lugares Então a gente vai falar também um pouquinho do que que a gente tá fazendo aqui e quem somos nós e aí então vamos começar falando da gente quer falar quero Meu nome é Rafael Trindade ao meu lado está o meu amigo Rafael Lauro a gente
tem um site de filosofia chamado razão inadequada 10 anos de site de filosofia a gente começou escrevendo Então a gente basicamente escrevia textos de filósofos que a gente Lia que a gente gostava e tal e conforme a gente foi escrevendo a gente foi gostando cada vez mais de fazer isso então a gente foi fazendo cada vez mais isso foi se abrindo isso Foi se estendendo até que as quatro anos atrás quatro né o site para para valer né quase quase cinco o site começou a ter quatro atividades principais que é mais ou menos como o
site funciona hoje então na segunda-feira a gente grava uma live essa Live depois ela é editada ela vem do nosso podcast que sai na sexta-feira chama em postura das filosóficas se gravar aqui mesmo a gente grava aqui nesse estúdio maravilhoso se você não Conhece o que a gente sugeriria é começar por aí é muito legal a gente fala de Filosofia de um jeito mais solto mais aberto e tal nas terças-feiras que é aqui agora a gente costuma ter aulas eu vou explicar melhor mas tem aulas fechadas e aulas abertas na quarta-feira a gente faz um
grupo de estudos a gente tá lendo um livro maravilhoso da Anne Carson é do sua Agridoce usa assinantes podem vir no grupo de estudos os assinantes podem vir Nas aulas fechadas e a gente tem atividades que são abertas para quem se interessar para quem quiser ver que é os textos a gente tá publicando o texto agora toda segunda-feira a gente tá publicando um texto para falar na Live que acaba virando o podcast Então as coisas estão todas muito bem amarradas né e nas terças-feiras a gente dá aula para os assinantes e para quem quiser comprar
o curso só que isso parecia muito fechado várias vezes a gente Sentia que as poderiam ser feitas mais para fora mais abertas então a gente também dá algumas aulas abertas mas a gente tem essa vontade de encontrar pessoas que são interessantes encontrar pessoas que estão falando coisas que a gente admira muitas vezes coisas que a gente queria estar estudando mas a pessoa convidada sabe muito mais do que a gente e aí que vem essa ideia que é o que tá acontecendo agora dessas aulas abertas então para abrir o Semestre no meio do semestre e no
fim do semestre para fechar a gente ama pessoas que a gente gosta pessoas que a gente admira pessoas que a gente vê é artigos aulas nas redes sociais etc para vir aqui falar com a gente é muito legal quando dá certo né É muito legal porque acho que é muito importante a gente conseguir fazer traçar essas linhas essas pontes e se conectar né Eu acho que acontece muitas vezes do conhecimento fica meio Enclausurado ficar numa Igrejinha e ele fica lá fechado fica só circulando lá dentro quando a gente consegue fazer esse pensamento sair e ir
para lugares novos para a gente isso é muito interessante a gente quer falar com pessoas novas e a gente quer que pessoas diferentes também tem uma possibilidade de falar com outras pessoas com públicos diferentes e tal então eu acho que isso torna esse momento das aulas abertas ainda mais cada vez mais especial pra Gente né sim perfeito Então é isso nesse nesse sentido nesse contexto a gente chamou o Vitor conheço o Vitor de amizades do Twitter de trocar ideia de se esbarrar em conversas em Boas conversas em boas ideias em boas trocas e convidei Fiquei
muito feliz que ele aceitou e agora eu passo a palavra para você Victor se apresenta fala as coisas que você tá fazendo que você está estudando indicar coisas que você queira Pra galera fica à vontade não sei se estamos te ouvindo deixa eu ver tranquilo aí eu fico sempre feliz que as pessoas arrumem disposição Eliane no para assistir essa hora eu sei que fim do dia as pessoas são cansadas e tudo mais então só faz me faz apreciar Mais também que fico feliz de Pelo que vocês disseram é bom estar aqui Porque de fato alguém
tem alguma admiração que a gente faz ou fala e bom também agradeço convite bom meu nome é Victor Victor Galdino eu sou eu tive uma formação filosófica toda no instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ eu fiz minha graduação lá minha graduação sobre mestrado depois sobre filosofia Experimental e depois fiz um doutorado que eu não sei resumir um pouco de segundos Então mas trabalhando questões sobre imagem imaginação Imaginário e ao mesmo tempo reflexões meta filosóficas sobre enfim também pensando questões sobre autoria propriedade de criação foi um experimento bastante arriscado que eu fiz mas que
me levou depois disso A pensar como alguém que pesquisa Imaginário Até comecei a dizer por aí que filosofia imaginar alguma coisa que não existe o que eu achei bem apropriado porque Nada melhor do que você imaginava com uma realidade e foi por conta disso que eu comecei a me aproximar de certos livros certo pessoas porque nisso eu também trabalhava muito questões sobre identidade identidade disponíveis para nós de acordo com a imagem social e tudo mais e Inevitavelmente acabei chegando na questão da herança colonial da identidade racial e isso foi abrindo vários caminhos em pesquisa e
num deles eu retomei a leitura exatamente desse livro Crítica da Razão negra que eu já tinha aberto alguns anos atrás e eu li e eu achei ao mesmo tempo muito pesado e eu também tava entendendo muito bem eu fechei o livro daqueles de lado e só fui pegar ele de novo alguns anos depois Depois já ter também lido bastante fanon também entra em contato com glicer Eduardo então já tava no outro momento da minha vida em que talvez essas questões que o livro coloca já faziam mais sentido para minha pesquisa e mais do que isso
a maneira como o livro trabalha essas questões também ressalvam de uma maneira interessante Porque conforme eu fui entrando me aprofundo nessa pesquisa também passou me interessar Formas de Ita essa alternativo seria melhor com coisas que a gente não consegue falar de outra maneira né filosofia ela faz um pouco isso ocasionalmente inventa uma gramática vocabulário às vezes parece que inventa quase todo novo idioma para poder lidar coisas que não não se faz um pensáveis com os recursos linguísticos textuais enfim conceituais e disponíveis até então né E desde E desde que eu parei a pensar mais Isso
nessa questão como falar sobre raça e que tipo de escrita isso pode demandar ou Que tipo de escrito isso não comporta e tudo mais eu fui me aventurando cada vez mais e encontrando cada vez mais até o momento em que eu encontrei inclusive algo para compor o meu projeto depois doutorado eu faço agora eu tô dando aula como professor temporário de psicologia da UFRJ e eu faço depois doutorado no programa de pós em filosofia da Ferreira também muito fixo onde eu fiz a minha formação toda e esse esse projeto ele é sobre o arquivo da
escravidão né os limites desse arquivo o funcionamento dele a dimensão estética dele que tipo de sensibilidade tá entranhada ali de onde aquilo vem e para isso eu uso muito a gente entender o que ele tem a falar sobre raça e colonialismo sobre arquivo e esse projeto ele é uma tentativa de Pensar formas de produzir conhecimento sobre a experiência negra no mundo de aspas principalmente que não que não vão novas formas de pensar de conhecer de sentido experimentar elas não vão ser encontradas no arquivo da escravidão não vão se encontrar em certos tipos de trabalho talvez
Enquanto eu fui apresentando o livro isso fique um pouco mais claro Também E no fim das contas eu tô tentando pensar bom como é que a gente resgata um tipo de memória diferente que a memória da experiência vivida aquilo que ocupou bastante especial Negra nas coisas brancas é que ocupa bastante bem vários textos e a escrita dele as reflexões dele sobre a própria escrita me ajudaram muito nessa direção que é texto é esse que você precisa quando você tem que lidar com certo tipo de experiência E tudo mais isso abordar todos mas algumas delas eu
vou tentar enfim comentar um pouco hoje porque eu penso que são importantes para Navegar por esse livro que é um livro muito difícil mas enfim é uma sorte hein gente é uma sorte porque vocês vão ter não só uma aula de introdução um livro mas de uma pessoa que tá usando o livro de forma Criativa ativa né para pensar de fato tava até comentando hoje mesmo tava pensando sobre os limites do que é fazer uma introdução a um autor se você não realmente pegar e pensá-lo né pensar as questões junto com ele né Então nesse
isso é uma coisa que eu acho muito bom quando a gente encontrar alguém fazendo uma introdução a partir do próprio é encontro com aquele né com aquele autor e não só né distanciado como se fosse explicar uma coisa da qual não participa Né então acho uma sorte acho que vai ser uma aula muito legal e a gente vai começar já queria falar algumas coisinhas só os recadinhos de organização Nossa que é nosso trabalho ele é financiado diretamente por autores leitores alunos alguns talvez sejam autores nós estamos tentando com muito custo né nos tornaram alguma coisa
parecida com isso mas então a gente tem não site Vocês têm os formatos de assinatura lá vocês podem pagar 25 com 45 para participar em alguma medida das coisas que a gente faz seja um grupo no WhatsApp seja um grupo de estudo seja até os cursos e as aulas que acontecem as terças-feiras no caso da aula aberta a gente oferece claro uma remuneração para o professor e a gente trabalha com uma com doação Então se alguém aí quiser ajudar no nosso trabalho a continuar vocês podem fazer uma doação Do nosso pix que é o e-mail
[email protected] ou se vocês preferirem vai aparecer um QR Code na tela aí vocês podem eu vou deixar ele um tempinho aí quem quiser fazer uma doação de qualquer valor 5 10 15 20 reais ajuda muito tem uma terceira forma ainda que é se vocês assinam qualquer serviço da Amazon vocês têm direito a dar uma parte desse dinheiro que você já pagaram para o nosso canal então aí vocês procurem aí embaixo da tela um botão chamado que tá Escrito inscrever-se também é uma opção é o tal do sub ou do Prime né Vocês podem usar para
passar vocês não pagam nada mais do que você já pagaram se vocês conectarem as contas da Twitch da Amazon vocês podem passar um dia pra gente então tudo isso né correndo atrás de recursos porque a gente realmente faz tudo no corre né a gente faz tudo na independência e tem nada certo então beleza A gente pode chamar o professor que a gente quer chamar a gente pode Financiar e comprar luzes e câmeras e coisas que a gente precisa para fazer o nosso trabalho então fico agradecimento a todo mundo que apoia tem vários aí no chat
Muito obrigado e fica o convite para as pessoas conhecerem também mais formas de apoiar isso no nosso caso no caso do Vitor eu queria que ele falasse um pouquinho antes de começar né rapidinho eu vou colocar o link no chat também mas um curso que ele vai dar agora fala um pouquinho a vida para caso A galera que a gente retoma no final também mas é legal falar agora uma pessoa muito preocupada você não vai conseguir ler o livro eu não posso prometer nada mas Até porque eu também sou uma pessoa que tem dificuldade de
ler o livro Se eu não tivesse a dificuldade do livro nem poderia estar aqui falando porque se fosse uma coisa tão simples assim não teria nenhum interesse em falar sobre isso Mas alguma coisa vai acontecer hoje é sobre Ok eu vou fazer um curso por meio do Instituto de estudos de presente um curso que é uma introdução a filosofia vender a ideia eu já tinha feito algo parecido Antes pelo espaço conte bom não é mistério nenhum é um pouco menos acessível né não vou reclamar mais e desde então eu tinha essa vontade de oferecer uma
outra versão A não ser em casos como algo que eu estou sempre na disciplinas na RJ para e ficar inventando coisa todo semestre é muito tempo então aí eu abri mão pela primeira vez na vida disso comecei a tentar repetir um pouco acústico mas fora disso eu não faço isso então a ideia era pegar um pouco do Espírito daquele curso que era o seguinte a minha a minha a minha vontade básica era mostrar para as pessoas que o bebê filosofia dele era muito mais do que o Conceito de nebro político é o que o texto
chamado na Procura então inclusive duas coisas diferentes porque o texto mesmo que tem esse nome que é um ensaio ele é um recorte e toda a obra dele fala sobre não é só aquilo ali então já tinha já tinha essa limitação que me angustiava um pouco e também a outra das pessoas às vezes só interessarem porque às vezes era o que tinha disponível em artigos publicados Às vezes os artigos em jornal mídia e tudo mais eu queria que as pessoas vissem mais né do bebê para além dessa de uma denúncia da violência alguma coisa assim
que nem é exatamente o que ele tá fazendo mas como só se fala né por política morte vira uma coisa que inclusive Às vezes satura o espaço imaginativo discursivo também é porque se junta outros discursos que a gente tem por aí e aí parece que falar sobre por exemplo raça falar sobre pessoas é Só falar disso só falar de violência só falar destruição só falar de morte e a obra é muito rica várias inclusive em termos de recursos que nos permite sair desse paradigma da Morte social sair um pouco dessa coisa do objeto infinito da
violência então enfim é uma obra que faz em vários sentidos Apesar dele ainda tá vivo ainda tá publicando mas é quando você começa a entrar nela são muitos camadas para ir desbravando e é uma é um exercício muito Interessante não queria trazer um pouco disso para as pessoas e é isso que eu vou fazer de novo nesse curso eu vou tentar mostrar um vender mais rico Mais amplo mais versátil mais fluido Até que esse do ensaio né que é nem um ensaio mais interessante para o próprio tema se a gente pensar mas é o que
ficou por motivos que a gente só pode Popular Mas eu vejo o artista né o tempo todo eu fico pensando Poxa mas tem tanta coisa Ali acontecendo né A gente devia tá aproveitando isso porque é realmente é ter coisas que eu leio às vezes eu fico atordoado pensando cara como é que esse cara pode fazer uma coisa para onde ele levou é um filósofo absolutamente incrível muito criativo que faz coisas que realmente valem a pena a gente se demorar mais nelas dar atenção a elas tudo mais Então esse é um Curso meio que nesse sentido
também é uma série de recorte Claro 4 aulas de farmácia e tudo mais tem muito mais para fazer ali mas enfim eu vou trazer também algumas coisas que já vem de estudos mais recentes por exemplo sobre arquivo enfim tentando sempre dá fazer algo diferente né Eu não gosto de lembrar disso Talvez seja uma patologia sabemos bem sabemos bem conhecemos Essa essa dificuldade bom maravilha maravilha coloquei o link aí no chat então vocês têm eu vou colocar mais mais vezes e a gente retoma esses avisinhos no final também para quem quiser se preocupar com isso mais
no final da aula e dito isso se tiver todo mundo à vontade eu diria para a gente começar no final a gente vai ter um tempo maior para conversar então quem quiser deixando algumas perguntas ou anotando pergunta No final a gente vai conseguir Retomar quem tiver alguma dúvida mais pontual né que livre é esse que é autor é esse sei lá também pode colocar e o Rafael a gente vai estar aqui acompanhando a aula e o chat Então a gente vai conseguir responder caso tenha alguma questão técnica sei lá a gente a gente vai estar
aqui também para para interagir e e ajudar e eu acho que é isso vamos embora né a palavra é sua perfeito bora então Ok bom então vamos lá para começar bem do começo eu queria pegar a frase que foi usada na divulgação dessa aula que ela tá logo no começo do livro no primeiro capítulo bem no começo do primeiro capítulo mas não na introdução de introdução em primeiro capítulo e que ele diz o seguinte para nós só é possível falar de raça ou do racismo numa linguagem fatalmente Perfeita cinzenta direi até inadequada eu gosto muito
dessa dessa frase porque ela é uma confissão bastante corajosa da parte que acompanha uma entrega ali de um livro que de fato ele é imperfeito ele é Cinzento ele é inadequado e isso muitos muito sentidos aliás eu tô falando Cinzento na tradução de português a palavra dúbia mas eu gosto mais Desse exemplo Porque eu acho que passa bem essa ideia de uma coisa que tá entre que não é nem uma coisa nem outra nem preto nem branco e ao mesmo tempo pode ser bom e tem várias coisas interessantes nessa frase para começar o fato que
ele diz para nós né e é muito é interessante pensar bom que quem é esse nós fala né é um livro que ele parece tal o tempo todo trabalhando um sentido de Talvez de comunidade de Pessoas que se encontram na escrita como se ele tivesse pensando uma costura de textos né que envolve por exemplo fanão que é um filósofo indispensável ele aparece tudo quanto é canto e vários livros que ele escreve mas outros também do agressão Filosofia de várias outras pessoas inclusive autores da literatura como sonho de porque eventualmente eu vou voltar pelo menos um
deles Enfim é um arranjo de vozes ali que ele vai conjurando e trazendo e faz sentido ele ele é um autor que assume várias perspectivas ao longo dos textos Então faz todo sentido ele falar nesse nós né porque lendo a gente tem essa impressão de que tem mais gente ali o tempo todo assim tem alguns momentos isso é muito muito claro e que ele fala por exemplo é como se ele tivesse continuando uma fala de fármano atualizando ela às vezes simplesmente Repetindo de uma maneira criativa e você não consegue nem dizer onde que começa um
e termina o outro quem é fanor agora e quem é beber nesse texto Então tem uma multiplicidade interessante de vozes ou às vezes uma confusão de vozes e bom mas enfim voltando ali né uma linguagem fatalmente perfeita sensação existem vários motivos para fazer uma afirmação dessa [Música] Mas antes de entrar nisso eu queria falar sobre algumas coisas que eu acho que são necessárias de saber talvez entender antes de pegar um livro desses e formular juízos e tudo mais né O primeiro é que a escrita do meme em geral Ela não é uma escrita tradicional se
a gente pensa nas disciplinas que ele mobiliza inclusive nas quais Ele se formou por exemplo ele usa o discurso sociológico o discurso historiográfico mas ele nunca tá inteiramente nenhum nem No outro ele não fala de maneira ele não fala como você espera um sociólogo Como você espera que um sociólogo Fale um Historiador mas ao mesmo tempo ele não fala como se espera às vezes de filósofos Apesar dele não tá fazendo nada de estranho com relação a as tradições filosóficas existentes criando conceitos misturando linguagens tentando produzir algo novo ou seja ele não tá fazendo Nesse nesse
sentido ele não tá fazendo nada de inédito né mas ao mesmo tempo ainda assim quando a gente pensa nesse livro e na história da filosofia realmente é um é um sopro de vida radical ali no que a gente conhece é que balança as coisas mexe com elas arranja elas de várias maneiras então é um livro que a gente pode trazer que traz algumas novidades traz alguma perturbação do que a gente conhece que coloca às vezes em questão a própria filosofia como a gente Entende isso já tá inclusive no próprio título Crítica da Razão dele quando
foi explicar esse título vai ficar mais claro mas enfim algumas informações que eu acho que são interessantes é o bebê ele ele é uma pessoa que desde adolescência ele é sempre se entregou muito a uma escrita poética participava de oficina de grupos ele ele realmente gosta de experimentar com a linguagem ele gosta de ler coisas diferentes e incorporar isso e tentar encontrar Inclusive uma escrita dele que é ela vai ao longo da biografia dele vai demorando acho que aparecer mas é hoje em dia é quase inconfundir você abre né E se encontra um outro textos
você maioria das vezes nem nem olhar o título O nome do autor e você vai reconhecer aí tem uma escrita muito peculiar em vários sentidos identificar uma assinatura e tudo mais e muito disso vem do uso que ele faz da linguagem Isso por exemplo ele tinha um livro mais antigo dele que se chama sobre a pós colônia ele tá traduzido no português mas se fosse traduzido Muito provavelmente seria esse tipo o nome francês é dela então aliás tem um pedaço desse livro junto com um amigo meu da sua Cláudio Medeiros da UFF [Música] de Filosofia
também a gente trabalha junto a gente faz várias coisas juntos Dá cursos juntos a gente fez essa tradução junto Ela tá na última edição da revista serrote então infelizmente só pagando né bom esse livro A maneira como ele fala da escrita dele é interessante porque ele diz coisas como Ah eu escrevia muito de noite no escuro ouvindo sei lá música com moleza e tentando Sons os ritmos as pulsações da própria África e é uma coisa assim é muito interessante e ele fala às vezes olha não sei mas pelo menos no francês se você ouvir muito
bem você vai conseguir ouvir essa música lá né na própria linguagem escrito então ele tem essa crença e ele diz que aprendeu isso com a própria música de que o texto ele tem que falar a todos os sentidos ele nunca pode quer dizer às vezes pode né mas para as coisas que ele Quer transmitir ele pensa eu tenho que eu não posso falar somente a razão né o entendimento ou alguma coisa assim eu preciso falar um sentido e a todos eles é o corpo isso é totalidade que tem que experimentar o texto né e por
isso ele traz muita coisa artística na literatura da música às vezes ele diz que escreve como é A escultura tradicional africana então ele tá o tempo todo se alimentando desses elementos e desafiando um pouco a academia pelo Menos aquele conheceu né no sentido de que ele força a barra na direção de dizer olha esse isso aí que vocês fazem Ok mas já deu já chegou um certo limite e eu vou trazer outras coisas aqui para essa cena textual e eu vou experimentar com isso brincar com isso e eu vou tentar produzir uma escrita que seja
muito mais do que simplesmente transmitir uma ideia de maneira abstrata explicar uma coisa oferecer uma teoria completa sobre um fenômeno sobre até a Realidade e ele e ele leva muito a sério isso ele diz em algumas entrevistas Olha eu presto atenção em cada palavra em cada frase no modo como as coisas são formuladas eu presto atenção no ritmo da Musicalidade na pontuação né ele disse para que um texto seja poderoso né e ele por Poderoso Ele entende um texto que possa curar as pessoas de alguma forma ele tem que falar ao sentido e a razão
pode Abandonar nenhuma coisa nem outra isso é uma é uma coisa importante até porque fica parecendo que com toda essa experimentação e tudo mais ele tá querendo recomendar um abandono generalizado do que se entende por razão Não ele tá querendo habitar isso de uma forma radical Então os textos deles são composições bastante cuidadosas bastante complexas ele ele é uma pessoa que se dedica isso Dá para perceber a gente sabe por exemplo Crítica da Razão Negra o cuidado que ele tem com as metáforas com as figuras que ele invoca ali nada tá ali por acaso né
Isso é uma boa coisa de se tem lente com a gente ler um livro filosófico e especial um livro desses não existe muito isso de Ah por que que ele não falou isso de maneira mais simples o que que ele não formulou de maneira mais clara não ele fez assim porque é para Ser assim né cabe a gente enfim entrar nesse movimento ou não pode ser que não interessa algumas pessoas entrar nisso e tudo bem não tem problema nenhum mas só não dá para exigir o texto ele seja uma outra coisa se a gente pudesse
remover Por exemplo essa linguagem mais poética do livro ele não seria mais o mesmo livro ele seria uma outra coisa uma outra coisa que talvez não fosse nem Capaz de nos interessar tanto assim então para que que serve verídico até porque em termos de argumentação onde ele precisa fazer isso ele também não tá apresentando nada exatamente em análise sobre capitalismo raça história da escravidão né muita coisa ele tá repetindo a partir das fontes que eu estudou e tudo mais né então tem muito mistério aí e bom e tudo começa para ele e para a gente
Quando a gente vai ler esse livro aqui no fato de que ele aprendeu especialmente com uma literatura africana que existe um lado obscuro da razão é um lado obscuro da Verdade e que para você poder às vezes expressar algo da melhor forma você tem que lidar com isso e você tem que entrar nisso e como ele diz às vezes você tem que vestir a máscara da loucura e falar e pegar tomar emprestada a sua linguagem Isso é muito claro em alguns livros dele ele assume Às vezes a perspectiva do colonizador por exemplo para remontar o
que seria a própria cena Colonial inclusive no sentido do que que é experiência de estar a experiência sensível mesmo às vezes ele ele constrói isso pessoalmente esse cenários em que você consegue ter uma dimensão por exemplo do cheiro dos sons Às vezes uma atmosfera que foca Às vezes uma coisa que parece que te Induz ao delírio calor uma coisa febril ele tem várias estratégias de composição textual que servem para você entrar mesmo naquilo ali né E às vezes para você entender o que que foi por exemplo na colônia alguém é se encontrar com poder de
uma autoridade colonial o que que foi a pessoa sentir na pele isso enfim isso é um exemplos aqui do tipo de coisa que ele ele faz né e ele pensa muito em termos de uma Profanação né de pegar coisas e dar um uso digamos assim adequado para elas e seguir até os limites assim até onde for possível então por exemplo o livro Crítica da Razão Negra ele é um livro sobre o quê exatamente o título dele bom sentido pega o título é uma referência que vai ao mesmo tempo a clássicos da filosofia como as críticas
de cânticos e tudo mais mas outros livros mais recentes até mesmo se eu não me engano Crítica da Razão pode Colonial que eu acho que é das pipa mas tem vários né Depois de câncer as pessoas começaram a usar essa expressão [Música] negra é um livro que não é uma crítica no sentido de uma vamos promover uma guerra contra razão mas é um livro que segue um pouco o sentido kantiano né o que que era a crítica que a gente chama a ideia a Tarefa crítica da filosofia é uma tarefa jurídica eu tenho aqui leis
da razão né Eu quero saber até onde elas se aplicam eu quero saber a jurisprudência dos vários componentes da subjetividade eu quero saber onde é ilícito e onde não é formular um juízo tal e tal eu quero saber que tipo de juízo Que tipo de julgamentos né eu posso fazer então crente tem essa preocupação muito clara Ali com fronteiras delimitação limites validade jurisprudência e tudo mais porque ele tá tentando repensar uma tradição metafísica que afirmava coisas sobre a totalidade do real sobre a natureza da Alma sobre o que tem a lei da vida sobre enfim
sobre Deus sobre uma série de assuntos que ele vai dizer assim Olha isso tá longe das nossas capacidades de conhecimento então é preciso que alguém tome De ter assume essa função de começar a cuidar da própria razão para que ela não ser seda né Para que ela saiba seu limite para que ela seja bem aplicada para que ela seja aplicada de maneira legítima como uma boa como um bom juiz Faria [Música] e bem então muito daquilo ali tem a ver com isso não que que é legítimo que não é o que que é lícito Essas
perguntas é lícito pensar que é isto dizer aquilo né Sempre pensando Claro no que quer filosófico né falar qualquer coisa na rua tudo bem num livro de filosófico que pretende oferecer um conhecimento que é um conhecimento filosófico aí ele vai pensar que tem que fazer alguma coisa a respeito ali e o Livro do Bebê ele é ele vai um pouco nesse sentido porque ele quer mostrar os modos como ao longo da história e isso vai se Agravar na modernidade mas ao longo da história juízes foram formulados de maneira completamente irracional de maneira que talvez a
gente pudesse dizer né ilícita e legítima e tudo mais esse juízo são sobre o quê bom sim sobre a África e sobre o negro esses dois nomes vão aparecer ali o tempo todo no livro Como cercado de uma série de fabulações juízos fantasias e tudo mais que revelam e última instância uma espécie de Loucura da razão se a gente volta um pouco dá para entender isso bem porque falam tá preocupado com Kelly com os modos como a gente racionaliza uma realidade produzida pelo colonialismo então por exemplo como é que eu justifico a violência da guerra
fria do animal Eu por exemplo se eu for um europeu se eu sou alguém alguém metido nesse entendimento Colonial alguém que participa por Exemplo do tráfico de pessoas escravizadas como que eu justifico isso e mais como que as pessoas vivendo e sofrendo essa realidade é vão lidar com ela porque você não tem como você o tempo todo ficar encarando o caráter abissal daquela violência ali né aquela realidade tem que fazer sentido você tem que processar ela de alguma maneira ele tem que Navegar por ela porque ela se tornou a sua realidade não por sua vontade
mas em posição armada Né isso leva ao Drama Da Vida negra na colônia né porque as pessoas começam Às vezes a racionalizar a posição delas na sociedade ou o que elas são de maneiras que só servem para perpetuar violências ou de maneiras que servem para torná-las impotentes diante dessas autoridades estrangeiras coloniais e tudo mais e bom ele é um médico né Ele é um psiquiatra ele também tá trazendo isso da experiência Clínica do sofrimento das pessoas do modo como elas tentam não ver Que elas são negras Às vezes racionalizar isso justificar isso de alguma forma
enfim elaborar todo um raciocínio para para não encarar o fato de que se elas pisarem por exemplo na Europa elas vão descobrir muito rapidamente que é elas não fazem parte da tua vida que elas não participam desse Universal humano como foi pensado ali mesmo então falando ele é uma pessoa que se Preocupa muito com isso com os modos como essas coisas são racionalizadas o ser negro é racionalizado porque você é negro ela é uma impasse uma ficção não existe isso foi produzido de alguma forma e isso serviu para criar uma cisão no interior da humanidade
e para dizer olha aqui são pessoas que na verdade não são nem pessoas talvez aqui está algo menos aqui tá algo outro é que tal que nós não reconhecemos aqui tal que não tem direitos e tal e Por aí vai né Então essas várias formas de racionalização elas acabam sendo uma espécie de enlouquecimento generalizada por exemplo em argumentos do tipo ah se a gente dizer seca é uma loucura então é como se a gente cheirasse a responsabilidade das pessoas você não eh é uma loucura assim né as pessoas estão o tempo todo falando de uma
realidade que foi fabricada numa guerra completamente Monstruosa Qual é o sentido de falar da África como falaram por exemplo inclusive filósofos ali ao longo da história da modernidade as pessoas elas são inventando coisas levei vai dizer isso muito do que a razão Negra né ele vai dizer em primeiro momento é basicamente essa esse texto ou um arquivo que reúne essas racionalizações sobre o negro sobre a e isso envolve livros de filosofia obra geográficas Antropológicas museus galeria de artes pessoas fazendo aquelas Exposições sobre né vida no planeta e mostravam como às vezes Esses povos anacrônicos primitivos
e tudo mais então isso está numa produção de conhecimento está na linguagem comum do dia a dia está em Produções artísticas isso tá vindo de várias direções como se fosse uma espécie de frente é multidisciplinar tarefa tentando dar sentido a uma fabricação é Uma fabulação tem um momento muito interessante em que devia falar é bom vejam essa situação aqui e aí é um cara que ele chega a afirmar aí eu nunca pude meus pés na África então é meio que a pergunta e última instância Cara Do que vocês estão falando então são pessoas às vezes
é uma coisa tão delirante que se a gente pega texto falando da geografia as pessoas Conseguem inventar uma geografia para aquilo ali que não faz nem sentido é só você olhar o rio tá aqui tem uma montanha e mesmo isso acho que parece que se perde ali numa convulsão uma coisa febeu uma fabricação violenta e que a pessoa ela não tem ela não tá preocupada de fato o melhor que ela esteja preocupada mas é toda atenção ao real dela todo o empirismo possível dela tá completamente contaminado por uma loucura que é ver coisas ali onde
elas Não estão e não vê aquilo que de fato tá ali por exemplo não vê a humanidade da pessoa e vê no lugar uma pessoa negra ou não vê o que quer que seja que esteja ali e vê no lugar esse lugar que né até hoje inclusive eu vou dizer até mesmo que em discursos que celebram a África fala-se como se fosse uma grande massa Geral de de unanimidade como se é África fosse um nome Basicamente de um grande país que em que todo mundo tem certas costumes tem uma maneira de filosofar também tem uma
enfim e é sempre exótico é sempre uma coisa muito Olha como eles são diferentes de nós O que é muito estranho às vezes a gente faz isso aqui no Brasil e bom o Brasil ele se ele é estranho com relação a África então nós é que nós estamos em relação ao país em que nós vivemos né porque Ou talvez né seja tudo essa questão como a lélia Gonçalves do que a gente não quer ver como sendo a própria raiz cultural da realidade que a gente vive ou seja o caráter americano então ele vai dizer olha
toda essa produção ela compõe essa razão Negra é uma racionalização dessas fábulas é uma tentativa às vezes até de dar um ar de cientificidade como a gente conheceu né chamado racismo Científico né que por exemplo frenologia Todas aquelas atrocidades é Ou seja você tá dando um ar de cientificidade para uma coisa que é puro Delírio né E você vai encontrar isso em várias disciplinas você vai encontrar isso fora da ciência das Universidades também você vai encontrar isso em relatos de Viajante vai encontrar isso de tribunais em pessoas julgando casos que tem um comércio de pessoas
escravizadas você vai encontrar isso em todo lugar como Ser a cada esquina que você virasse na Europa e às vezes mais colônias também né as pessoas tivessem dando sentido algo que nunca fez sentido nenhum [Música] e um pouco da ideia é que é mostrar a falta de sentido disso né E como essa falta de sentido surge como ela é trabalhada como ela é disfarçada e tudo mais é porque eu tive Instância o que ele gostaria né Que acontecesse com Esse livro é que as pessoas abandonassem essas racionalizações romper com essa razão Negra romper com a
racionalização da diferença radical parar de encontrar motivos para dizer isso aqui é muito diferente de mim né isso aqui é um outro com razão né maiúsculo ou isso aqui é muito exótico ele quer que isso acabe acabar com isso de acabar com a raça então para dar um eu vou pegar inclusive uma situação aqui Que tá aonde está aqui no perfil mas sempre que se tratou dos negros da África a razão arruinada esvaziada jamais deixou de girar em falso e muitas vezes se perdeu num espaço aparentemente inacessível onde fulminada linguagem as próprias palavras careciam de
memória com a extinção de suas funções elementais a linguagem transformou-se num fabuloso mecanismo cuja força vem simultaneamente de sua vulgaridade de um formidável poder de violação e de sua Proliferação irradia então ele tem várias se não são negras nessa produção de uma realidade Colonial alguma coisa se perde a linguagem ela se torna autônoma com relação a realidade a razão ela se vê racionalizando a própria racionalidade enfim ali um mundo onde tudo parece que às vezes se inverte ou então se desfaz e refaz não é a nossa realidade normal digamos assim né É claro falar isso
hoje é meio Esquisito porque se nós vivemos numa sociedade pós Colonial empate aquela realidade ali não apenas é a nossa normal como a gente nem percebe Às vezes o quanto de estranho tem ali o constrói por exemplo que ainda hoje a gente pensa em categorias raciais para que que elas servem ou qual é o contexto em que elas foram né fabricadas do jeito que a gente conhece Se esse contexto não está mais aqui o que que essa categorias estão fazendo com a gente ainda o que que tá acontecendo para que tanta coisa de um período
que às vezes a gente pode até achar que foi meio superado esteja simplesmente circulando por aí como se fosse a coisa mais normal do mundo Essa é uma das preocupações preocupado com o fato de que um poço de fantasias Por Exemplo foi aberto com a colonização e ele nunca foi fechado Ele Tá preocupado com fato que ainda hoje se produz discurso sobre a África como de maneira completamente fantasiosa Ele tá preocupado com quem desiste mesmo que ele existe Ainda existe essa forma de olhar uma pessoa de avaliar uma pessoa de tocar uma pessoa ou de
evitar de agredir e até às vezes de amar de uma maneira terrível então Enfim então ele vai dizer por exemplo bem direitinho ele vai dizer a primeira Vista a razão Negra consiste pois num conjunto de vozes enunciados e discursos de saberes comentários e disparates cujo objetos são a coisa ou as pessoas entre aspas de origem africana e aquilo que se afirma ser seu nome e sua verdade seus atributos e qualidades seu destino suas significações enquanto segmento em perigo do mundo composta por múltiplos extratos essa razão vem desde pelo menos na antiguidade suas fontes gregas árabes
ou Egípcias e até mesmo chinesas foram um objeto de número de trabalhos desde suas origens consiste uma atividade Primal de fabulação trata essencialmente distrair vestígios reais ou comprovados por dia histórias que compõem imagens a era moderna constitui no entanto um momento decisivo de sua formação Graças por um lado as narrativas de Viajantes exploradores soldados primeiros Mercadores missionários econômicos e por outro a elaboração de uma ciência Colonial cuja um Avatar ou africanismo todo uma gama de intermediários instituições tais como sociedades eruditas Exposições universais museus coleções amadoras de entre aspas Artes primitiva tudo isso colaborou na época
com a constituição dessa razão e com sua transformação em senso comum Então veja ele tá a razão Negra ela em primeiro lugar é isso ela é esse conjunto é de discursos que dão sentido algo que na verdade foi fabricado que Foi delirada o que não significa nada em termos de Ah então inventaram isso e não é real de alguma forma bom é difícil ir por esse caminho porque a gente também tá falando de uma realidade que foi produzida em nome disso por meio disso dessas ficções é uma realidade mesmo é uma realidade experimentada vivida racionalizada
e herdada em parte até hoje então é muito difícil e isso é uma das coisas que eu acho mais Interessante entender é muito difícil ir pelo caminho de equivalência entre ah fictício então é totalmente falso não devo me preocupar ou talvez baixa que eu esclareça as pessoas elas vão deixar de ser racistas ou alguma coisa assim mas não é o fato de ser uma fabulação que foi usada para fabricar uma realidade só faz com que tudo fique muito mais complexo né porque a gente tá a gente fez de Alguma forma essas coisas se tornarem realidade
a gente ainda faz Faz até hoje reproduz pedaços dessa realidade Colonial a gente mantém raça viva e a raça ela é uma ela é uma estrutura imaginária é um imaginário de um mundo e assim ele percebe em que Imaginário real começam a se misturar de uma forma que chega num ponto em que mal faz sentido você ficar dizendo Ah isso aqui não existe isso é que existe isso é que é real isso é que É difícil Isso é verdade isso é aparência né as coisas Elas começam essas oposições elas na verdade vão perdendo a única
pertinência disso é o que permite vender dizer que olha Existe sim uma loucura disso tudo existe sim Existe sim uma fabulação violenta existe algo aí que que é muito preocupante porque é como é que ele vai dizer é a razão é como se fosse a racionalização do irracional da Loucura né E ao mesmo tempo enlouquecimento da própria razão onde ela se perde de vez e é curioso porque o tempo todo faz questão de mostrar que isso tudo está acontecendo enquanto por exemplo na filosofia europeia matéria política que seja as pessoas estão ali falando como se
a razão tivesse finalmente se encontrando Aliás a filosofia é isso a razão desperta para si mesmo em algum momento e aí chega ali tá perto dele E aí OK assim os sete anos falado a filosofia chegou no seu lápis a razão finalmente floresceu encontrou sua forma final e é com isso que a gente vai trabalhar agora então enquanto certo discurso europeu ali apresentando uma razão muito transparente para si uma descoberta de uma racionalidade que pode ser agora muito bem distinguida da loucura da enfim do misticismo da mitologia né da Espiritualidade às vezes até isso tudo
é meio antigo ali na filosofia moderna que todos filósofos religiosos mas esses conflitos que a gente sabe que são muito característicos da modernidade de um esforço de tentar purificar fronteirizar de dizer não peraí isso é que não né de produzir esses outros irracionais de produzir figuras da razão e nisso tudo Isso tudo tá acontecendo enquanto em algum outro lugar e às vezes no exato no mesmo lugar a razão né segundo ele tá completamente enlouquecido ele tá racionalizando sua própria loucura e tá fazendo isso é uma coisa que é se prolifera que se é uma coisa
que não tem controle especialmente é por conta do capitalismo vender ele pensa muito capitalismo como essa Abolição das fronteiras do controle do limite do imperativo Moral né fazer tudo que dela ter para acumular para produzir riqueza enfim e tudo mais e por isso que né e a presença da raça no capitalismo ela é fundamental ele vai ser muito Claro quanto a isso ele tá dizendo nada novo ele tá repetindo coisa em outros autores não tem capitalismo como a gente conhece aquilo que permitiu forma de distração por exemplo ao mundo todo continente Africano por meio de
empreendimentos coloniais mas Américas enfim dá para ir muito longe disso por isso é ótimo sobre isso Então o que acontece é que aí tá o lado obscuro da razão aí tá o lado obscuro de certos Empreendimentos europeus o lado obscuro da democracia do liberalismo de tudo isso enquanto essas coisas estão sendo erguidas e celebradas e tudo mais ali do outro lado da mesma realidade né No lado escuro da lua ou da terra atrocidades catástrofes crimes guerra de massacres e a racionalização disso tudo que é muito diferente de você ah tentar sei lá as formas iluministas
de racionalização ou as formas enfim filosóficos que a gente tem tradicionais de racionalizar algo de reivindicar um racionalismo os apelos argumentação fatos lógica verificação em bíblica tem tudo isso é tudo isso é simplesmente abandonado Essa racionalização da realidade Colonial ela ela não tem nenhum compromisso com nada disso ela inventa argumentos absurdas cria raciocínios completamente lógicos abandona qualquer forma de verificação bíblica fala de coisas que nunca viu né Ele fala muito disso né esse discurso Colonial é caracterizado especialmente pelo fato de ter um discurso sobre aquilo que se desconhece e sobre o que não se quer
conhecer porque você já tá fabricando Uma realidade no lugar daquilo você não precisa conhecer algo se você já produziu algo no lugar daqui que eu quero conhecer as várias culturas africanas nem Imaginação Eu Já inventei o que que é ser africano uma coisa assim e bom é isso é a razão dele ela também ele também usa outras caracterizações muito curiosas ele vai dizer cadê também é um paradigma da sujeição um modelo de exploração E também é um complexo psico onílico e ele vai dizer também essa espécie de jaula enorme na verdade uma complexa rede de
desdobramentos de certeza de equívocos tem a raça como sua armação então isso não é só a um Delírio Inocente né Ah então escreveram textos e produziram obras artísticas antropológicos filosóficas e aí não se tornou um instrumento de dominação É uma arma forjada numa guerra então não É só escrever um livros ali problemáticos da guerra da exploração e tudo mais E aí tem um outro uma outra coisa que não vou entrar tanto nisso assim mas ele vai dizer ele usa dois sentidos de razão Negra primeiro é essa produção de consciência europeia ou ocidental sobre o negro
e depois ele vai dizer que tem uma Reviravolta aí que as pessoas negras começam a tomar para ser a tarefa de racionalizar o que elas são né de responder a pergunta Quem sou eu e tudo mais e aí entram vários movimentos políticos artísticos e tudo mais que não abandonam exatamente a raça não abandona por exemplo o nome negro não abandonam por exemplo o ideal mítico de afta mas tentam usar essas coisas agora para outros filmes inclusive para animar a luta de Colonial Para produzir artisticamente para fazer todo tipo de coisa que a gente conhece né
desde movimentos até a arte da negritude né poesia enfim muita coisa foi produzida sem exatamente abandonar o nome negro o nome na África mas tentando talvez ressignificar aquilo ali o que para beber não é não é exatamente seja um problema mas hoje em dia é meu Óbvio até dizer que o limite disso é muito claro né porque você ainda não fez a realidade Colonial completamente se você ainda usa elementos dela se você diz por exemplo que ok Ah vocês estão dizendo que nós pessoas nós somos inferiores então eu vou dizer com nós pessoas nem somos
na verdade isso isso isso como acontecia muito um certo discurso nós somos essencialmente isso dá encontrar uma outra natureza uma Enfim tudo isso que serviu ali a última instância a luta Pela libertação desses povos mas que ainda é um giro dentro desses enfim desse circuito de racionalização da raça ou de um como se você não abrisse mão totalmente da realidade de serviço mas você tenta transformar ela Claro mas você ainda tá usando alguns pressupostos parecidos você tá compartilhando alguma coisa ali e você ainda tá fazendo esse esforço de dizer quem é o negro quem é
a pessoa negra o que que é a né É claro não teria como comparar Uma versão meio com a outra mas no sentido do que é feita a partir disso dos efeitos do que significou na vida das pessoas mas ainda assim ele não tá preocupado em condenar né em mostrar o funcionamento dessa coisa que ele chama de razão [Música] [Música] que usamos e aos dispositivos que instituímos com o intuito de submeter a animalidade ao cálculo que tem como Objetivo o último escrever um animal no círculo da extração esse segundo né o que ele fala em
segundo lugar deixa bem claro que aquilo ali funciona em substância para permitir distração para permitir tirar pessoas de um lugar levar para o outro e fazer com que dar de trabalho de forma industrializada enfim para extrair a riqueza dos territórios africanos como se não tivesse ninguém ali Como se ele fosse ele é vazio de humanidade no sentido é pensado como até experimentado como vazio de humanidade inclusive no sentido de que se usa até como se as figuras jurídicas da Europa não valessem mas ali porque não tem um cidadão não tem um sujeito não tem do
direito não tem nada disso aí não tem ninguém que possa por exemplo dizer essa terra é minha ela é minha priedade Esse é um mais uma das coisas que faz parte desse grande delivery né E você é Como se você realmente não tivesse vendo as pessoas ou que você olhasse para elas alguma coisa que você consegue entender e ao mesmo tempo que você tem que combater então Esse é um dos motivos todos os pais só é possível falar de raça de racismo numa linguagem totalmente imperfeita cinzentageria até inadequada Como diz isso porque porque você tá
falando de algo que foi produzido De uma máquina de aquilo ali não faz sentido Não é para fazer sentido qualquer pessoa que é passe muito tempo tentando explicar as violências que sofreu e que tem a ver com elas vai chegar num ponto de angústia mesmo porque existem coisas que são tão gratuitas que a gente não consegue dar sentido elas você dizer ah isso aconteceu Por isso pelo menos eu posso capturar um fato aqui eu me sinto seguro pelo menos de Saber porque que isso aconteceu comigo às vezes a gente não consegue nem isso a gente
tem a menor ideia é simplesmente arbitrário e a realidade Colonial é isso ela é uma realidade de arbitrariedades é uma realidade violenta é uma realidade caótica ela também tem uma horta Às vezes a gente fala muito da ordem né sobre como a clore funcionou a estrutura Mas ele também tá chamando muita atenção para o fato de que aquela ordem aí ela não é tão ordenada assim é uma coisa Completamente isso real às vezes é uma coisa caótica é uma ordem feita de gambiarras isso tudo se reflete na experiência que as pessoas têm seja da colônia
seja da raça né e isso é carregado para isso para as colônias né são Pontos importantes é muito da experiência pós Colonial vem dessa coisa delirante que tava ali antes e bom um outro motivo pelo qual é difícil lidar com raça de uma maneira adequada é Que Raça é algo Imaginário simples assim Quais são as disciplinas que ele ficou imaginando essa que é a pergunta que a gente tem que fazer Existe algum tipo de sociologia para lidar com imaginária em parte até assim mas até onde isso vai existe como é que como é que eu
falo disso que ao mesmo tempo ordenado improvisado é uma aparência tomada como realidade é uma ficção que define que é real é uma construção imaginária a gente não Consegue se livrar como é que eu vou falar sobre isso se o meu objeto mesmo ele ele é estranho ele é é muito fácil sair por aí falar assim raça não existe porque os humanos Como você tira um raio X é todo mundo é igual né Sem mas daí né isso não explicou nada isso não ajudou em nada e isso não levou a lugar nenhum né agora o
que que vai nos explicar alguma coisa o que que vai Nos levar algum lugar aí isso é muito mais difícil porque é muito fácil saber isso aqui não funciona que aquilo lá é um discurso um absurdo que aquilo é muito fácil saber às vezes não presta mas como a gente vai conseguir elaborar algo que de fato funciona e ou talvez algo que não funcione plenamente perfeitamente mas que seja minimamente funcional Esse é um pouco do exercício do bebê ele não quer entregar algo completo ele Não tem intenção de coisa de produzir uma teoria da raça
teoria do coronelismo ele não quer fechar nada nesse sentido também ele tem interesse em seguir exclusivamente uma tradição ou uma disciplina ele é muito Claro quanto ao fato de que ele gosta de misturar métodos diferentes que ele pega coisas da história da sociologia da filosofia da psicanálise da literatura ele Mistura isso mesmo a ideia dele é fazer algo sempre estranho e próprio né misturar Coisas aparentemente não deveriam estar sendo misturadas botar algo no lugar onde está E com isso tentar produzir algum efeito na pessoa que lê o texto alguma coisa de inesperada uma surpresa que
ele diz algo assim então tudo isso é importante lendo o livro porque a gente tem que Navegar por muitas camadas de dificuldade tem esse objeto estranho que a raça tem o fato de que ele ele não tem uma linguagem pronta para falar disso E O que ele pode oferecer esse grande experimento textual é muito insaluístico que às vezes funciona às vezes pode não funcionar também não é perfeito é um é algo que não dá segurança aquela segurança dentro se acostumou a esperar da filosofia né filosofia durante muito tempo ela foi quase como obsessão contínua com
segurança sempre ontológico né com eu preciso saber que a realidade tá firme no lugar e eu preciso saber que Eu posso saber disso basicamente é grandes abso rções da filosofia elas não surgem por acaso é difícil você abandonar esse desejo de segurança e ao mesmo tempo ele não serve de nada ele tem que ser de fato abandonado Ah eu queria uma eu queria que me dissessem de vez o que que é raça com a teoria fechadinha e qual a nossa reproduz por aí não eu queria que eu pudesse resumir o que Que é o colonialismo
não não vai né Eu queria enfim eu quero segurança eu quero transparência Total eu quero acesso a um mundo de palavras que vai resolver todos os meus conflitos não também não tem nada disso também é um texto atrás do outro nos levando por essa história do enlouquecimento da razão e da racionalização da loucura às vezes a gente lê coisas que a gente gostaria de Ter lido ele também não tem ele não poupa ninguém de nada isso aqui porque esse é o livro tranquilo dele sobre a post colônia ele é ele tem uns cara que são
tão brutais que às vezes você não consegue nem voltar mais sabe eu vou passar agora as várias formas de morrer e aí ele vai escrever cada uma delas enfim ele tem ele tem essa coisa sombria às vezes que dá vontade de falar cara Calma Aí com esse negócio Mas enfim Então a gente vai atravessando tudo isso com uma quantidade enorme de metáforas elas vem uma atrás da outra conceitos novos são criados e lançados ali e você momentaneamente pega esse conceito mas logo depois o texto dá uma volta e vai para outro lugar e aí já
importa um outro conceito que vai vir depois é uma linguagem que mistura estilos de várias tradições tem linguagem psicanalítica por exemplo Tem a linguagem linguagem de filosóficas tem incorporação de elementos literatura africana desses que eu falei por exemplo de bola Tem de Tudo tem de tudo mesmo né e tudo isso porque porque não existe nenhuma linguagem pronta para falar de raça não existe nenhuma linguagem pronta para dar sentido a isso primeiro porque não tem sentido não tem o que a gente gostaria que Tivesse talvez tenha outro então como é que a gente descobre ou constrói
esse outro como é que a gente pode falar de raça de uma maneira que por exemplo não seja só ficar oferecendo estatísticas da violência racial a história da escravidão que nos conta coisas como por exemplo a perspectiva em última instância do Senhor uma história da escravidão que vai nos mostrar pessoas como mercadoria e circulação de mercadorias na documentos contábeis Documentos administrativos documentos jurídicos policiais né Que história você pode contar com essa documentação toda com esse arquivo o arquivo Colonial como é que você vai falar de que você vai usar para falar de raça usar para
falar das pessoas como escravizadas e a resposta do bebê é bom eu vou usar tudo que eu puder tudo que eu puder desde que eu possa Fazer alguma coisa que não seja só descrever né aí que tá o Ponto Central muito da dificuldade que a gente tem possibilidade é que ele não é um livro meramente descritivo o bebê ele não acredita que uma obra sobre esses assuntos Deva ser meramente descritiva Ele acha que ela tem que fazer alguma coisa com você ela é muito inspirado ele tem uma coisa com a linguagem de falar quem não
é aquele tente repetir né o estilo e tudo mais mas ele é muito ele Ele foi muito impactado pela leitura de Fórmula 1 e por outras leituras também então ele pensa na linguagem como algo que tem que fazer alguma coisa tem que tocar você de alguma coisa Às vezes ele fala e temos transmitir algo diretamente no joelho no sistema nervoso ou então algo que você sente na carne algo que você mexe com o corpo todo ele não quer te descrever a realidade e dizer ah é assim que são as coisas eu Sou o filósofo descreve
as coisas e agora eu sou autoridade nessas coisas porque eu descrevo elas de maneira verdadeira e tudo mais ele quer que alguma coisa aconteça né É claro a gente sempre acha que é muito otimista com relação ao que a gente quer que aconteça comigo com as coisas que a gente escreve e ele certamente é bastante otimista nesse sentido mas dá para entender porque ele é porque para ele se você tá falando desses assuntos Você tem que ter alguma maneira de viabilizar alguma forma de cura você tem que ter uma maneira de potencializar alguma coisa que
já tá ligado talvez você tem que trabalhar isso também ele leva muito a sério o fato de falar o seu médico ele acha que tudo isso tem a ver com cura também Inclusive a violência inclusive o texto tudo que a gente faz para lidar com essa realidade Absurda fantasiosa em parte fantasmagórica Também vai vai acabar sendo basicamente um mergulho atrás do outro num terror uma coisa que pode inclusive nos deixar muito impotente às vezes eu posso até dizer que o bebê Talvez ele não seja muito bom em dosar as coisas né porque até você chegar
na parte que dá um não fôlego humano e tal você já passou por tantas coisas sombria que dá vontade de foi o que aconteceu comigo da primeira vez que eu li eu abri Numa página aleatória e falei tá muito pesado Hoje eu tive um dia bom tchau cara daqui a um ano quando tiver de saúde eu vejo isso mas vale a pena porque a gente precisa de alguma coisa encarar de alguma maneira encarar essas coisas e encarar com bons recursos é diferente de Às vezes a gente encarar isso de forma que a gente acaba só
numa impotência generalizada numa Enfim uma dificuldade De lidar com aquilo ali e esse é um dos temas do livro eu vou chegar nisso para concluída depois mas enfim acho que uma substância cada pessoa pode tirar não cada pessoa não quero ser uma falar uma coisa muito individualista até porque as formas de leitura a gente pode aderir elas muitas pessoas podem teriam uma mesma leitura mas eu acho que dá para tirar muitas coisas ali algumas coisas vão interessar Mais outras menos tem gente que chega nesse livro aqui procurando certas coisas não encontra acaba saindo com uma
frustração enorme tem gente que vem procurar uma coisa não encontra outra e acha isso mais interessante tem gente que encontra sempre o que quer e por aí vai tem muita coisa acontecendo no livro são muitas camadas de sentido São muitos temas né ele dá voltas e voltas ele tem esse estilo de sair porque ele começa um capítulo E aí Parece que você vai ler consequência linear Progressista de assuntos até chegar no final uma conclusão ele não faz isso ele dá voltas e Voltas e Voltas ali e aí começa um novo capítulo da mais de umas
outras voltas eles não são exatamente sequências muito bem ordenadas às vezes até faz sentido já é bom ler esse capítulo aqui que vem antes né é bom ler ele e depois ler o outro que vem depois ok mas assim dá para ler esse livro de trás para Frente se vocês quiserem dá para começar dá para pegar um ensaio só e ficar só com ele eu acho que a gente não precisa ter essa preocupação de uma compreensão total porque não tem nada de total no livro não tem uma teoria completa fechada não tem nada ele bem
acabado ele aliás faz questão de escrever coisas de tal forma que a gente não consiga encontrar isso nos trecho dele ele quer que a gente tem uma Leitura que que às vezes fragmentada dele que a gente lide com efêmero com às vezes uma desordenação do pensamento ele quer que as coisas sejam incompletas e ele quer que a gente participe disso E participar disso é abrir mão de muitas coisas um desejo de segurança um desejo de totalidade né por isso que eu digo não tem problema nenhum abre só um dos ensaios da Razão Negra gostei eu
vou ficar lendo só eu ok que isso seria um problema eu não saio é Um texto ele tem os seus assuntos ali é claro esse texto vai ser enriquecido por outros que estão no mesmo livro vai mas também vai ser enriquecido por textos que não são vender e vai ser enriquecido também por outros textos do bebê né então e os substância tanto faz [Música] só não dá para fazer uma divisão temática né porque ele está sentindo o livro ele fica gerando todos os mesmos temas se ele tivesse esse tipo de visão Seria até mais fácil
mas talvez aí as coisas tivessem coordenadas de uma maneira que não permite se a gente pegar um texto só e ler eu vou falar uma última parte do que eu vou falar vai deixar muito claro por tudo que eu tô dizendo que a gente pode mexer à vontade na ordem desse livro mas enfim tem livro tem capítulos que E aí dá para as vezes ver isso logo nos primeiros Pais assim para quem tem um interesse mais psicanalítico tem tem capítulos que são melhores nesse sentido para quem tem interesse em fanon tem capítulos ou às vezes
sessões que também são melhores nesse sentido aliás muitas vezes o final do livro do livro é onde mais aparece sua mão né para quem tem interesse no modo como líder literatura tem um capítulo específico para isso né para o escrava Tocantins 5 né Clínica do sujeito bom o nome já diz Tudo para quem tem esse interesse nesse tema da clínica para quem tem interesse numa visão psicanalítica para quem tem interesse em sua mão E por aí vai ah eu quero ver como ele leu liberalismo tá tem um momento ali específico e tal mas também tem
um livro inteiro ao mesmo tempo ele também tem os outros textos dele e os outros livros dele não funciona não são tão diferentes assim o político da mesma forma é um ensaio depois do Outro e ele vai e vai seguindo e dando voltas e tudo mais enfim fazendo aquilo que é um filósofo que faz o melhor né ficar dando volta fica dando voltas e te convidar para dar essa revoltas também né porque se você começa a entrar nesse desespero diário eu quero chegar em algum lugar eu quero chegar no meu porto seguro o potencial filosófico
do texto começa a morrer porque se fosse assim a gente não é um artigo científico né para começar Ah eu quero uma coisa bem segura bom dá um artigo de publicaram ainda matemática [Música] mudar a nossa forma de pensar se a gente quer se abrir a outras formas de experimentar sentir e imaginar raciocinar ler estudar inclusive falar né Se a gente quer isso então a gente tem que se entregar para as dificuldades do livro porque o livro ele vai exigir o tempo Todo algum sacrifício alguma transformação algum movimento né a gente não dá para ler
esse livro parado a gente tem que se mover de alguma forma porque abrir mão de algo pegar uma outra coisa no lugar revisar uma coisa que gera muito familiar tornar estranho é o que nos parece natural adquirir familiaridade com novas coisas então o tempo todo isso tá acontecendo de uma maneira muito mandinâmica bem né Uma coisa bem agitada é um livro que parece que ele tá um Zig Zag Frenético E isso não é por acaso é para você partilhar uma experiência não é para você ah saber uma verdade ou dominar um fenômeno capturar uma região
da realidade ele não é para isso ele é para você participar dessa Crítica da Razão e afinal é isso que a gente deveria fazer um livro de filosofia participar da tarefa que o livro Claro seja de se Identificar com ela Ah eu não me identifico porque eu acho que um livro sobre raça tem que ser muito mais seguro e tem que me dizer alguma coisa tem que usar estatísticas não sei bom ok tem vários livros para ele né dá para Não sei dá para achar a vontade Ah eu quero eu quero uma coisa eu não
gosto dessa coisa poética Ok bom dá para ler por exemplo que saiu na Política ao menos ou dá para ler outras coisas né Eu só posso entender se eu ler tal coisa E aí se torna uma leitura obrigatória não Aliás a melhor leitura filosófica que a gente pode ter é uma que nos ajuda dese entender as coisas desaprender coisas perder familiaridade estranhar coisas enfim e o livro e o texto também é muito bom nisso ele nos permite deslocamentos a gente permite sair da nossa forma de Pensar e para outras e assim aí eu vou dizer
uma coisa talvez até porque até contradido um pouco eu acabei de dizer mas porque pelo menos no sentido de que hoje é muito triste em angustiante ver como como as pessoas se contentam muito pouco quando o assunto Terraço e racismo pegar ali de novo como vender como se bastasse você saber que é uma violência racismo que faz tantas vítimas ou que não sei o que lá e que se Relaciona talvez pelo menos de gente é tudo as pessoas na hora de lidar com isso né mas na hora de lidar com outras coisas é esse desespero
por analisar minuciosamente uma nota de rodapé do livro escrito parabéns né então a gente tem que levar a sério também essas coisas ok o livro esse livro não é exatamente uma leitura obrigatória para entender de raciocínio Mas Alguma coisa difícil e complexa e múltipla e incompleta e perfeita vai ter que ser alvo de nossa leitura de nossos estudos porque senão a gente não sai de um né de um monte de senso bobo do que que é esse tipo de coisa do que que é colonialismo O que que é uma herança colonial Hoje em dia a
gente tem um mercado que é muito intenso nesse sentido da Superficialização você vende você pode vender antirracismo com muito pouco não precisa de pessoas escrevendo um livro Como isso por exemplo pode fazer uma lista de palavras para não usar então e isso acaba fazendo com que a gente não saia do lugar também né a gente precisa de uma discussão mais pesada mesmo coisa difícil a gente precisa abrir mão de certeza a gente precisa sair do familiar Dar uma bagunçado uma ajudada nas coisas eu particularmente é muito boa para isso outras pessoas vão achar outras coisas
não tem problema nenhum eu acho que participar também dessa obra de viver não precisa ser necessariamente ficar lendo ela durante anos pode ser né porque ele tá ele tá querendo mais do que descrever uma coisa com esse texto ele tá querendo produzir efeitos Às vezes a gente pode encontrar isso em outros lugares né Às vezes a Gente pode formular nosso próprio texto a gente pode fazer muita coisa né Eu acho que essa é uma das lições do livro Por isso que eu falei da Coragem dele ele tá fazendo alguma coisa que não está sentindo não
era para ele fazer ele sabe que ele faz Qual é o preço que ele paga por isso né ele tem plena consciência por exemplo do modo como os livros alguns livros dele foram recebidos às vezes na Europa né ele sabe como adoção dessa linguagem dele Diminui [Música] não alcance porque parece que eu tô falando que a linguagem tem um problema de acessibilidade Isso é uma besteira A questão é que circula menos Porque as pessoas não querem ler isso Elas não querem ver um homem africano negro falando essas coisas dessa maneira porque é mesmo para isso
porque se abriu muito as Universidades Mas mesmo para isso existem lugares muito determinados Né Ah você quer falar de raça é assim ó nesse lugarzinho aqui só vai ficar você vai se comportar dessa maneira você vai escrever esse tipo de texto e tudo mais eu lembrei chega com esses livros é basicamente para dizer Olha eu não vou eu não tô nem aí eu não vou respeitar nada dessas fronteiras Nenhuma forma de glausura eu não vou levar isso a sério eu vou fazer o que eu preciso e sabe porque eu vou fazer isso porque é isso
que a gente faz desde o início dessa História da razão é isso que a gente faz a gente toma as coisas faz gambiarras alopra elas Experimenta brinca etc incorpora o que a gente tem que incorporar inclusive o que chega nós como violência ou violento e a gente faz Vida a partir disso então em última instância apesar ele ter que dizer que ele vai falar dessa maneira escrever dessa maneira e que só dá para fazer Assim né Talvez o ideal mesmo foi que ninguém cobrasse de falar assim ninguém nos cobrasse de esse tipo de coisa né
porque assim se eu tô dizendo tá dizendo que essa é a maneira que encontrou para falar de raça né O que que a gente vai fazer vou dizer ah não mas não é muito científico ou não é muito racional não muito lógica e tudo mais Então quem é que define as regras disso Não são as pessoas que em certo sentido mais tem algo contribuir sobre esse assunto não são elas então bom é quase como se alguém tivesse dizendo assim o ideal seria que ninguém falasse esses assuntos seria que ninguém trouxesse outras perspectiva e você aliás
seria que nada disso tivesse perto de mim naquele que pudesse voltar o tempo em que por exemplo nos departamentos de filosofia a gente fingia que nada disso é real que Não existe raça nem fala disso negros então para também [Música] eu queria terminar com um comentário sobre um capítulo específico porque ele tem um lugar especial não dado por vender ao livro que é um capítulo chamado requiém para o escravo ele é o ele é fácil de identificar o que ele tem diferente porque a linguagem não muda quando ele chega nesse capítulo E ele tem tudo
a ver com isso que eu quero dizer sobre os modos como se constrói vida né sobre todas essas gambiarras experimentos que nós usamos para fazer as coisas né porque aí eu volto de novo naqueles contra mão se eu tenho que ficar imaginando eu tenho que dar sentido para uma realidade que não faz sentido que racionalizar uma coisa absurdamente racional Então como é que o que que significa então ser racional nesse cenário O que que significa você chegar e falar assim eu tô amamentando bem ou de maneira adequada sobre colonialismo se você já tá participando ali
de uma coisa que uma faz sentido nenhum nunca fez sentido nunca vai fazer então o bebê ele continua esse problema de vai levando ele a lugares muito interessante e por isso Ele Decide que o capítulo que tem uma função especial no livro dele vai ser um em que ele abandona Muito das linguagens acadêmicas e vai pela literatura é como se ele tivesse dizendo olha chegou enfim aqui o momento em que eu vou mostrar os limites de tudo isso tudo isso que me ensinaram tudo isso me transmitindo como as formas adequadas de produzir transmitir conhecimento né
eu vou mostrar os limites disso que são basicamente eu não consigo lidar com profundidade ele dá com aquilo que eu preciso lhe dar usando essas linguagem foi a mesma coisa Que fala que fez ao misturar as linguagem psicanálise existencialismo enfim e tudo mais e ao mesmo tempo apontar os limites dessas linguagens e incorporar elas e fazer algo novo delas revitalizando elas né fazendo com que a cronologia inclusive pudesse se tornar outra coisa pois enfim o bebê tá fazendo a mesma coisa e ele escolhe nesse capítulo Literatura e ele vai dizer o seguinte É uma coisa
bem bem curiosa porque ele diz que esse capítulo em primeiro lugar tem um nome ou seja ele tá como que propondo uma espécie de ritual ali por meio do texto né E esse ritual é direcionado a essa pessoa que foi a pessoa escravizada qualquer uma delas não é um específica Exatamente porque isso ele vai dizer que ele tem uma como é que é que eu perdi A primeiro ele vai dizer que há isso ele tem uma fraqueza por figuras amaldiçoadas ele vai dizer o seguinte isso não é no livro não tá muito entrevista que todas
as pessoas que lutaram Que assumiram riscos enormes até mesmo arriscando suas próprias vidas pessoas que não deixaram ser simplesmente lançadas junto do lado para o outro né que acreditavam que havia mais para se fazer do que se curvar Diante da ordem existente essas pessoas a gente pode chamar de Mestres da decisão elas estavam conscientes da possibilidade do declínio escrito no coração da vida histórica ela sabiam que essa vida era feita de incertezas de todo tipo de ambivalências e também larga escala daquilo que é o inesperado tudo isso no entanto nunca pode servir de pretexto para
a paralisia ou para passividade e muito menos para cumplicidade Ao contrário tudo isso nos dá uma outra razão para escolher a cada vez e escolher decidir né seria interromper o curso regressivo da vida para essas pessoas a história é o tribunal permanente diante do qual alguém fazer a própria vida aparecer e muitos casos essas pessoas muitas vezes foram derrotadas algumas se tornaram Enfim foram rapidamente estigmatizadas esquecidas outras mais outras né longe de desaparecer na verdade continuam no nosso tempo como sombras mesmo depois de sua derrota parente eu só percebi muito tempo depois tinha uma parte
do meu trabalho tinha a ver com preservar a memória dessas figuras ajudar a ela ser uma espécie de enterro digno do nome precisamente para que o duplo delas fosse liberto Do peso da matéria para que ela para que Ele pudesse se reanimar as forças da vida o desafio portanto é como nós podemos trazer essas vidas de uma existência quebrada e dá elas algum tipo de casa ou lá onde elas podem estar em paz né então ele vai dizer que a escrita dele tem a ver com isso com a memória dessas pessoas que elas foram muito
mais do que aquilo que tentaram fazer delas e por isso ele tem esse Capítulo é que se chama para escravo que ele vai dizer que é eu vou ler aqui para vocês uma expressão bastante curiosa né Ai meu Deus ele vai dizer o seguinte primeiro ele vai dizer uma coisa que é muitos viram na África e nas coisas negras duas forças ofuscantes ora uma argila bruta quase intocada pelas tatuada ora um animal Fantástico mas sempre uma figura hierática metamórfica Heterogênea e ameaçadora capaz de rebentar em Cascatas Essa ordem ebulição metade solar e metade lunar na
qual uma posição crucial que nos esforçamos por evocar neste capítulo que representa Aliás o subsolo de todo este livro O seu nível Zero Hora para compreender adequadamente estatuto do Escravo negro na época do primeiro capitalismo é importante voltar a figura do espectro o sujeito plástico que sofreu um processo de transformação através da destruição Né o negro que é efetivamente o espectro da modernidade foi se desprendendo da forma escravo comprometendo-se com novos investimentos e assumindo a condição de espectro que ele pode conferir a essa transformação pela destruição no sentido de futuro E aí logo em seguida
ele vai pegar especialmente a Literatura e ele vai mostrar como é dali que ele retira uma espécie de saber sobre essa experiência Eu não vou entrar muito no que tem nesses literais Até porque eu nem conheço todos ainda faz parte da minha pesquisa analisar eles têm para entender melhor algumas coisas mas o que o bebê tá dizendo é olha esse livro aqui ele é ele tá ali no né no nível zero da coisa ele ele tá embaixo de todo o resto E por quê E essa é uma questão curiosa porque ele não responde essa pergunta
ou melhor ele responde escrevendo no Capítulo agora como isso a responder a pergunta toda uma outra coisa né mas eu acho que eu queria dizer que o que ele tá querendo dizer no final das contas é nada do que a gente puder falar sobre raciocínio sobre escravidão colonialismo sobre violência ou que seja na política etc nada disso importa se a gente não prestar algum tipo de serviço celebratório ao modo como as pessoas constroem vida Diante das políticas de morte nada disso importa realmente nada disso vai fazer sentido porque senão a gente só vai ver violência
só vai ver objetos mercadoria e ele vai mostrar o seguinte Olha o estado que eu vou mostrar aqui ele não é isso ele é na verdade aquilo que a gente mal consegue definir porque ele ele transcendeu de alguma maneira o que era para ele ser é uma figura que ela é plástica que se entrega a própria plasticidade Experimenta com ela de Formas inacreditáveis e última instância a gente sabe que isso foi a história da luta contra a escravidão porque se não tivesse sido assim as coisas não teriam acontecido como aconteceu Alguém teve que em algum
momento olhar para si e ver mais do que uma pessoa escravizada Alguém teve que olhar mais para si e ver mais que mercadoria objeto ou animal de carga ou Alguma coisa assim né então é impossível que alguma coisa tem acontecido sem isso mas ao mesmo tempo não tem como formular isso de saberes que a gente está acostumado mas se você se tornou isso no historiografia até mesmo quando você pega trabalho sobre o cotidiano das pessoas escravizadas o que você tem são números né estatísticas dados que estão no arquivo contábeis dados sobre mercadorias dados Comerciais às
vezes dado jurídicos dos documentos jurídicos e policiais a gente consegue muita coisa porque ali que a gente vê que o esforço de perturbar a ordem ele tá sendo refletido nesses documentos porque as pessoas estão sendo presas as pessoas tem coisas acontecendo tem pessoas reclamando tem gente brigando na justiça porque a pessoa se recusa cumprir as ordens enfim é muito nesse nessa parte do arquivo Evidência Clara de que as pessoas não estavam simplesmente aceitando viver daquela forma até porque isso não é viver de forma mas o bebê ele precisa de mais do que isso ele precisa
ele precisa de alque toque a gente e que mostra de alguma forma o que que é essa experiência o que que é você um dia simplesmente se desfazer da forma escravo se desprender da forma o que que é se tornar outro o que que é se Desprender de ser essas coisas Aliás não sou cotiana porque ele é em parte cotiana empate Talvez uma parte muito mal da lesão mas ele parte é o que que é esse desprendimento de si né O que que é ser essa experimentação inclusive com a identidade o que que é tudo
apontar para uma direção É sobre quem você é quem deve ser Qual é o seu lugar naquele mundo ali e você a partir de uma profundamento nessa realidade e não uma dizerção Total dela a partir de Uma profundamento nesse mundo você encontrar uma forma de ser alguma outra coisa e essa experiência que ele vai tentar mostrar uma espécie de fenomenologia esquisitíssima incorporando elementos elementos dos textos literários mesmo a linguagem muda totalmente ele justifica isso dizendo olha muda a linguagem Porque antes eu tava por exemplo falando muito da perspectiva dessa razão Negra ou então da Perspectiva
Colonial da perspectiva europeia e tudo mais dá para Aliás não estranhem nisso né de vários momentos do livro parece que ele fala como se ele fosse um europeu um branco alguma coisa mas é porque ele tá tentando simular essa perspectiva de várias maneiras ele tá sempre sim às vezes ele faz isso de maneiras aterrorizantes Às vezes a gente faz isso de uma maneira que é só a falar um Plural alguma coisa como se ele fizesse parte daquilo ali né ou falar do negro como se ele não fosse um africano porque ele tá tentando reconstruir uma
perspectiva ali nesse capítulo ele abandona isso tudo e começa a pensar a partir de uma fusão entre sujeito e objeto E para isso ele vai até a literatura do laboratório e eu vou falar só um pouco porque que ele encontra Afinal nessa literatura né de maneira geral o bebê disse que ele encontra Insetos textos Isso inclui esses dois números que eu falei ele vai falar que ele encontra uma como é que é um mundo em que o poder ele ele é sentido [Música] pelos efeitos na carne e nos vemos isso é muito importante para o
bebê porque ele tá sempre tentando reconstruir a dimensão sensível Sensorial disso tudo né O que significa sofrer o exercício de determinado poder por exemplo poder Colonial um exercício sobre a linha colonial e o que significa Você Contra isso exercer também o poder né porque ele não tá pensando na impotência versus ele tá pensando de maneira radicalmente como nós não importa que situação também somos esses né como se fosse antenas de transmissão por ele nós Como pessoas que exercemos né Nós participamos disso às vezes é menos mas não somos sempre figuras importantes a gente maltrata E
o bebê tá pensando isso e ao mesmo tempo pensando no que significa experimentar esse poder né Que que isso faz na nos músculos na carne na cabeça dos olhos Ou ele se inspiram muito no famão né O que isso faz nos nos sonhos do colonizado né Eu não tenho momentos da terra que ele vai falar sobre os Efeitos psicos do colégio inclusive nos sonhos das pessoas inclusive no comportamento muscular digamos assim né porque é uma é uma tentativa de dominação totalidade da pessoa que tá sendo alvo ali e o vermelho vai fazer o seguinte bom
para falar disso eu vou pegar uns livros um deles eu vou falar um pouco que é o protocola que se chama em português o bebedor de gente Palma na verdade chamaria não a tradução tem uma tradução Para português de Portugal eu acho que Portugal Talvez seja daqui não sei de Portugal enfim esse é um livro que em que protagonista que é esse bebedor de vinho Ele é uma pessoa que ele faz isso só ele é definido como devedor de vida que ele só faz isso ele fica vivendo né vinho de Palma é feito com a
seiva de algumas Palmeiras que tem lugares na África tem E aí tem uma pessoa que é responsável por extrair Isso Enfim fazer todo o processo ali e esse cara ele vive ali numa fazenda enfim um terreno que ele pode consumir esse vinho à vontade porque o pai dele é um som muito rica não sei ele criou toda uma fazenda ele tem um funcionário para tirar lá sempre fazer assim e o que acontece é que um dia esse cara cai do da árvore morre e ele fica desesperado porque ele precisa do filho dele ele não consegue
substituir a pessoa ele Precisa que seja aquele só aquele sabe fazer um negócio direito e ele vai entrando numa num desespero porque os amigos dele vão embora né tipo assim você não tem mais vinho ele vai indo para abstinência Ou seja a vida dele vai ficando terrível e Ele Decide então que ele vai até o mundo dos mortos atrás desse funcionário e toda essa jornada para o mundo dos mortos ela é uma jornada absolutamente surreal estranha perturbadora em que o tolo ele Usa elementos de enfim folclore histórias assustadoras que contadas para crianças e ele leva
isso a um ponto cenas né então o que o bebê tira dali são essas figuras elas são compostas de partes inadequadas né seja pelo tamanho das partes o olho gigantesco tem uma pessoa que nasce de um dedão enfim é uma coisa muito muito real e pessoas que pegam partes emprestadas de corpo não sei aonde que muda que tem a cabeça e rada tem a cabeça Tem uma lógica da composição ali muito doida e o bebê ele quer incorporar isso porque ele pensa ele quer dizer que isso é esse tal do desprendimento da forma escada se
dá por uma nova dinâmica incondicional Ou seja é criando novas lógicas é tipo assim sendo o que quer que seja necessário para não só sobreviver mas para viver também né então é durante todo esse capítulo Ele vai dar uma incorporada nesses textos literários que inspiram ele vai citar e vai trazer elementos figuras nesses livros e vai começar a falar sobre o que que é essa essa o que que é e última instância poder né O Poder como farmácia ele pega aquela coisa né Platão farmácia Farma com que é veneno tempo e ele disse que o
poder é isso ele poderia significa que ele é tanto que você usa para destruir Então o que interessa ele é saber como essa figura do escravo ela ela não é aquilo que se tenta fazer dela Como ela é uma figura de um outro tipo de intensidade que é que está entregue a essa a uma outra lógica da composição em que se tornar outro se desprender de si se transformar tudo isso é parte de uma realidade de gambiarras e de incertezas e de ambiguidades e de voltas e reviravoltas que vai levar essa pessoa em última instância
sua própria Liberdade ou seja que vai fazer com que a pessoa consiga ser mais que aquilo que tava prescrito que aquilo que dá a ela como destino então a ideia desse Capítulo como um é quase que celebrar Celebrar essa figura que nunca deixou se levar pela morte pelas forças políticas essa figura que ela nunca vai ser simplesmente um alvo da necro político essa figura que nunca vai ser objeto da Violência ela não é nada disso porque ela viveu mesmo que essa vida fosse um jogo completamente caótico com a própria morte mesmo que essa vida tenha
sido uma outra vida se ninguém gostaria de ter distância né é aquela que tá ali e aquela que essa pessoa pode criar simplesmente para não se deixar morrer aquela morte ali então tem e tudo isso depende dessa Plasticidade fundamental do sujeito tudo isso depende de ser dessa participação do poder de uma capacidade metamórfica ele vai dizer o poder você poder tem a ver com forma não dá uma forma assumir uma forma nova como se tornar outro e transformar uma coisa em outra coisa né então é só por conta disso que o poder pode ser pode
fazer parte de uma estratégia de cura de liberdade também né porque é você consegue Você consegue exercer o poder é isso ele diz é poderoso quem sabe dançar com as sombras ou seja e a sombra né Isso são metáfora o tempo todo no livro da sombra dessa sombra porque é isso a pessoa escravizada a pessoa colonizado a pessoa racializada ela vive num mundo que é tudo feito de reflexos no espelho reflexos no olhar sombras Belgaspectos né e ele sabe que isso faz parte da experiência de você dessa experiência na razão e isso você não vai
encontrar em certos trabalhos em certos níveis de certas disciplinas às vezes né por isso que como ele fala da saída a literatura ele faz questão de falar porque eu tô atrás dessa coisa do espectro falar da experiência de uma realidade isso não é uma coisa simples assim né mas ao mesmo tempo eu sei Sabe sim eu Poderia tá dizendo que isso faz parte da vida dele Isso faz parte da vida enfim eu consigo assimilares de mim olhar para o passado e olhar as vezes para o futuro e eu consigo ver isso porque isso também tá
que é uma outra outra que a gente lei diz por que que a gente diz para não é atual porque a gente lê aquilo ali e ele tá falando ainda tá tocando ainda com o texto e ele tá tocando Com mais intensidade precisamente Quando você diz ok sim eu compartilho com você dessa experiência né às vezes angustiante às vezes terrível mas às vezes também bastante prazerosa às vezes estante às vezes poderosa né eu compartilho essas coisas apesar de você tá num outro tempo um outro lugar e você tá antes né bebê não tá no pós
né ele cresceu vendo a independência dos Camarões que foi um Evento traumático da vida dele talvez seja exatamente que leve ele assim que voltar a falar né pensar o que que aconteceu com o sonho que aconteceu com todo aquele discurso do combinado da terra é para onde foi parar isso tudo no momento da independências reais né E ao mesmo tempo ele escreve essas coisas reclamando falando mas colocando algo dele também isso nos toca e você vê sentido nisso e é o tipo de coisa tal que eu vejo sentido eu sei que isso é Real eu
sei que isso acontece eu entendo completamente essa experiência mas como é que eu provo isso como é que eu demonstro isso qual o tipo de argumento que vale para isso né que que sistema lógico sei lá o que e aí que a gente volta no começo né como é que você fala de [Música] algumas pessoas talvez não aceitam que seja tem que ser uma linguagem completa uma linguagem cinzenta uma Linguagem perfeita [Música] E aí a gente vai fazer o que com isso também a gente vai continuar forçando a barra numa coisa que não funciona a
gente vai ver se agora vai funcionar vai se entregar essas estratégias de esclarecimento por meio de estatísticas manuais antirraxistas né Isso não serve para nada quase até agora no máximo a gente consegue uma política pública ali que é basicamente você maquiar uma Parede toda destroçada por fungos e tudo mais então de um lado parece que não faz sentido certas coisas certas maneiras de escrever falar pensar por outro parece que talvez a gente esteja Abrindo mão de muita coisa para se entregar Por exemplo uma escrita como a do bem bem mas talvez não talvez não porque
de novo ele não tá propondo um abandono da razão ali o sentido do texto dele tá Precisamente no fato de inclusive um pouco como Kant ele tá tentando ser mais racional que racionalista né porque se você tá denunciando a loucura da Razão Qual é a sua posição afinal né do louco que não é você tá pode ser uma posição transformada de do racional do racionalismo Mas ainda é uma posição assim um pouco assim porque você vai dizer isso daqui é coerente Isso daquela população absurda isso daqui é viver assim daqui enfim todas essas coisas que
ele tá dizendo parece que nos indicar que na verdade ele tá reivindicando [Música] algum tipo de relacionamento tem Essas doideiras aí você mais doidão ainda apesar de às vezes exatamente mas É porque sem esse tipo de racionalista exige ser um pouco doido também ou é um pouco que é um frade uma história sobre algum ponto ele tem que reconhecer que aquilo ali que ele tá levando a gente chama é uma doideira e é uma doideira porque as formas de do racional já tão dadas as formas hegemônicas racionalidade são dadas E você tá fora nada né
a pessoa racionalizada tá fora ela já tá afastada da Razão afastada de Tudo né ela pode argumentar impecavelmente vão dizer que uma pessoa está exaltada que tá sei o quê que é muito emotiva sabe que não adianta sabe que a gente pode botar o nosso melhor Terra no nosso melhor discurso ainda assim não funciona então por outro lado então lidando com esse espaço saturado de racionalizações completamente identificados de um Que é um mundo de terror parece que você tá vendo uma obra de ficção são totalmente sombria ali então como é que você vai lidar se
é isso que tá sendo racionalizado o que diabos vai ser o que significa ser racional em substância tentar se comportar de matar uma maneira que nem os europeus estavam aderindo completamente porque de um lado eles estavam tratados de tudo lógico de outros estavam justificando atrocidades Coloniais então o que que é exatamente você vai imitar esse ser racional então não sabe que ele tá se entregando uma coisa ali que vai parecer loucura porque o terreno já foi tudo bagunçado mesmo né o que que era para ser racional e irracional tudo isso né já era virou uma
zona virou uma né e o bebê tá fazendo a mesma coisa né ele tá sendo ele tá reivindicando última chance de uma forma de razão ali né porque se ele quer Denunciar se ele quer criticar se ele quer fazer uma crítica né no sentido do caixão você tem que se entregar a razão também né mas ao mesmo tempo O que que significa isso agora significa que lá no quase no final do livro ele pode começar a falar né do espectro do mundo fantasmático de Farrapos humanos de pessoas animais não sei o que lá e espíritos
e dizer que isso é quem buscava que isso é o solo né Isso agora vai ter que fazer parte dessa racionalidade né porque ele tá indo pelo que funciona ele tá indo pelo que ele pelo menos espera que vai exercer os efeitos desejados ele tá ele tá pensando na economia do texto né ele não tá jogando coisa porque eu achei bonito isso daqui no livro Não ele tá tentando produzir algo que exerçam é feito esse efeito para além da descrição como o livro tem que ir para além da Distinção né esse efeito ele tem que
ter a ver com uma vida que se vive uma luta que se luta né Ele tem ele tem tudo a ver com esse capítulo como é que a gente lida com tudo isso né enfim eu acho que a gente tem muita coisa que a gente pode tirar disso infelizmente eu vou parar mais ou menos por aqui agora mas é um livro muito tem muita coisa que isso pode falar sobre esse livro muitas das vezes eu vou falar No curso Mas uma coisa que não dá para dizer é qual é a forma segura de ler um
interpretar ele ou o que que a gente pode extrair ali em termos de uma teoria fechada essas coisas elas não vão acontecer não adianta se alguém não gostou disso bom não posso fazer nada é melhor ficar longe da Filosofia Contemporânea porque isso virou nada e tá cheio de coisa assim mais segura pegar um tratado moderno Dessas mas enfim o que importa é que essa dificuldade toda essa complexidade multiplicidade esses vários estilos essas várias abordagens disciplinares esses vários recursos essas experimentações poéticas textuais isso tudo é pode ser tanto uma coisa que nos afasta como uma coisa
que na verdade nos convida E aí que eu acho que esse livro ele Talvez como pouquíssimos hoje ele cumpre Uma das tarefas principais da filosofia porque eles nos convida a tomar alguma outra coisa a pensar de outra forma abandonar essas formas de pensar ou mexer com elas transformar elas que seja para poder lidar com coisas que são muito difíceis eu não tenho nenhuma resposta simples sobre a raça nenhuma resposta simples sobre colonialismo o que a gente pode fazer é entrar nisso e ver o que que vai dar vai se frustrante é uma leitura Pesada e
tal mas veja não importa não importa tanto assim ah eu não entendi sério texto vai seguindo seguindo assim até linguagem começar a tocar até alguma coisa fazer sentido ali de pegar porque ele é um texto muito poético ele não ele não tá contente apenas em transmitir uma informação ele quer falar a razão e aos sentidos a todos os sentidos é como ele sempre diz então não tem problema nenhum entender uma coisa passar para outra sessão vai Ler vai de trás para frente começa pelo requer escravo não entende nada do que escreveu ali volta Esse é
muito difícil porque ele fala Ah isso aqui é um capítulo que que esse domínio porque aí você começa a se confundir porque parece que ele tá jogando conceitos ali e que você tem que lidar com esses conceitos de uma maneira mais tradicional só que a linguagem que vai incorporando essa literatura completamente Bizarra em vários sentidos ela impede que você lide com esses conceitos da forma como o nome que você poderia fazer né então você fica ali tentando lidar não pera aí ele apresentou aqui o que que é isso não sei que ela fantasmal o sujeito
fantasmático tá isso aqui é um conceito do Dendê agora vamos tentar entender se você e quando você tá fazendo isso o texto tá dando umas voltas e te levando de um lado para o outro e a coisa de Cada vez mais estranhas e começa a surgir mais expressões ainda eu tava abordando errado é melhor em outros momentos o texto vai ser tranquilo e arrisco dizer inclusive nesses momentos ele não tá tentando fazer algo às vezes é quando ele tá retomando argumentos já abatidos sobre sei lá capitalismo colonialismo agora quando ele tem que dar as maiores
contribuições a ele pesa na linguagem mesmo é muita Muita metáfora algumas são muito difíceis de entender algumas talvez talvez a gente precisa ter visto ou ouvido ou sei lá sentido alguma coisa que Ele experimentou alguma música Eu já até tentei fazer isso uma vez eu tentei criar uma playlist tá dando recuperar músicas que fossem mais ou menos da mesma época do mesmo lugar quando ele tava escrevendo um livro e ele falou ah eu tava ouvindo música com moleza E eu pensei vou tentar recuperar isso achei uma coisa ou outra que eu acho que talvez ele
tenha ouvido enfim podia ter ligado mas e é uma experiência assim porque aos poucos eu fui entendendo um pouco essa questão musical dele a questão da arte em geral porque fica tentando extrair Uma tese só uma coisa assim isso empobrece o texto aí você faz o quê você tira é igual as Pessoas vão de Platão mas não é ele é fazer essas recriações literárias de diálogo filosóficos do tempo dele e aí você vai pegar aquilo ali não eu vou pegar só a partir de sócrate faz uma afirmação né sobre a justiça sobre o que que
a justiça e aí eu pego isso aqui o diversas de Platão sobre a justiça e joga tudo pelo amor de Deus Joga todo o resto fora sse sobre justiça pelo amor de Deus agora é todo um exercício incrível que Ele tá fazendo ali Literário de que mistura mito história realidade são várias coisas tudo isso numa tarefa impossível que é reproduzir filosofia que ele acha não tem como fazer na escrita pelo menos aparentemente acha né então tem uma coisa acontecendo ali aquelas voltas e Voltas aqui diálogos às vezes sentando em cabeça aquelas cenas são construídas ali
Elaboradas né O que que é tudo aquilo ali porque que importa a sorte falou que a justiça é isso é a mesma coisa Claro a gente não vai se livrar dessa necessidade de entender isso acho que a gente já tá longe demais coisa cultural claro vai vai querer entender alguma coisa de livro vai pegar falar não pelo menos para sei lá para recomendar um amigo uma amiga eu quero dizer alguma coisa que eu entendi do livro Tudo bem vai entender não tem problema nenhum e ele filosofia todos eles são compreensíveis basta que você mude sua
forma de pensar isso às vezes envolve ler várias vezes ao mesmo tempo às vezes envolve letes sobre o texto sobre o texto sobre o texto às vezes Envolve você dá uma volta e ter outras experiências na sua vida às vezes você me envolve você ler outras obras filosóficas não entende nada eu falei assim cara eu Não sei nem o que que é ordem Eu não entendi o que você está falando e assim vou ler três vezes ah ok entendi um parágrafo pelo menos usar isso na minha avaliação porque o resto quase uns 10 anos depois
eu peguei esse livro de novo para ler sem ler ele de novo no máximo eu peguei uma uma citação e botei na epígrafe da Minha tese e isso já não é porque eu não lembrava que eu não tinha entendido O texto eu só botei [ __ ] aí eu li de novo uma vez porque uma turma umas pessoas falaram Ah porque a gente tá tendo Sei lá uma aula sobre ordem de discurso num outro matéria você podia falar um pouco sobre isso é claro eu peguei e disse que lá falando e aí só depois eu
me toquei que eu nunca tinha entendido aquele texto Ou seja faz 10 anos depois eu abri e eu não tinha nada ali que me parece ser obscuro e depois eu fiz as coisas de várias vezes e eu sempre olho e falou Assim não isso porque porque sei lá eu vivi coisas porque eu estudei muito banner que em parte fui cotiana que eu li talvez inclusive para poder enfim de alguma maneira a minha maneira a minha forma de pensar foi afetada a ponto de eu conseguia sintonizar ali na forma de pensar simples assim não era o
mistério do entendimento ele não Existe né É porque a gente talvez só esteja indo atrás deles equivocadas que a gente acha que a gente faz uma coisa lendo ele que ele faz uma coisa enquanto a gente lê Talvez seja esse problema né porque se a gente pensa assim olha eu não vou entender isso mesmo Enquanto eu não mudar a maneira como penso né quando não puder me abrir para assimilar uma nova forma de pensar né porque quando a gente presta atenção nisso e ajuda isso a Acontecer tudo foi muito melhor então uma hora entende várias
coisas aqui e uma hora entende também o que que tem para não entender porque esse livro é cheio de coisas que não dá para entender como dizem jovens é para sentir parece uma forma meio boba de dizer as coisas mas é verdade por acaso que ele fala que o livro O texto tem que falar o sentido das razões ele quer que você sinta alguma coisa se você não tá sentindo nada se você abre esse requieto Não sente nada então não tem nada aí para você mesmo pode pular ele né ele tá ali para você talvez
ter essa experiência né do que que é dançar com as sombras e é isso ser poderoso enquanto alguém que sabe dançar com as sombras Ah mas eu não entendi bom ok tem problema não Bora para a próxima o resto do livro Inclusive ele não é tão poético assim ele é bastante plástico o tempo todo né mas esse capítulo para ser diferente deliberado ele quer mostrar que a maneira a perspectiva ele mudou que a linguagem mudou que tudo mudou porque agora ele tá falando é de algo mais Fundamental e algo que mais fundamental que ele só
consegue capturar comida literatura não nem da filosofia ainda está na sociologia são as disciplinas inflamação nessas áreas É só Por isso que eu tô falando essas coisas não apesar de tudo bem por isso que eu tô falando não é porque ele tem né ou Ciência Política ele tem informações sociais e história e filosofia e ele não vai encontrar nada disso ali ele vai até literatura para ir atrás do tal do espectro da experiência dessa vida espectral essa realidade essas coisas todas que muita impressionam né nossa que conceitos são Esses mas tem que parar para pensar
para prestar atenção no que ele fala no começo que é o que ele quer fazer né E onde ele tá indo buscar as fontes dele né Aí ele foi para o campo da literatura ele acabou esse papo de Ah agora eu vou usar toda essa parada hermenêutico normal da filosofia não não vai funcionar mais ele tá na literatura Leia como se fosse literatura vai ser uma vai ser uma experiência muito mais interessante Inclusive em termos de entendimento que se tentar ler aquilo ali como se fosse um artigo como o ensaio dele sobre o mais tradicional
em termos de escrita agora o resto do livro não o resto do livro você segue nessa mistura normal de abordagens né que uma hora você tá vendo fatos históricos na outra hora você interpretação filosófica às vezes uma coisa até me cotiana de lidar com a história Às vezes Você tem umas metáforas ali frases não sabem dizer Às vezes você tem um debate crítico como autor Às vezes você tem uma análise de um conceito Às vezes você tem uma crítica enfim várias coisas vão acontecendo ali em geral e o melhor que a gente pode fazer é
ter atenção para essa multiplicidade não tentar chutar um texto planificar demais um texto é não tentar reduzir ele o melhor que a gente pode fazer é nos Abrir mesmo né deixar que a riqueza dele seja também a nossa riqueza acho que essa única coisa realmente que importa tudo que eu tava dizendo aqui [Música] agora eu vou parar de falar estamos voltando aqui a gente estava alucinado que aula Mano que é isso gente anotei milhões de coisas e obrigado primeiro Obrigado primeiro pela pela Aula pela introdução acho que foi muito bem executada exatamente até no que
a gente tinha conversado sobre né uma introdução interessada né não resumo conceitual e chato do que é o livro que é isso né Sei lá só interessa manuais não sabe acho que para muita coisa no fim mas enfim eu queria agradecer e queria dizer que eu tinha anotado perguntas mas você se fez essas perguntas na maioria das vezes de um né De maneiras muito mais inteligentes do que eu seria capaz de fazer inclusive Então eu acho que que a gente tá tá bem de questões né Não sei se vai fazer por alguma coisa se alguém
do chat quiser fazer algum comentário também eu saio com ótimas ótimas coisas para pensar já tô super feliz eu acho que o que mais fica é claro que a gente poderia continuar essas conversas e poderia fazer várias Outras perguntas só que tem esse esse duas coisas que eu acho que ficam que é esse caráter do aberto que você salientou mais de uma vez eu concordo plenamente aliás eu acho muito muito legal você ter trazido isso esse caráter do aberto e esse caráter do interesse então isso deixa a perspectiva aberta para a gente te convidar para
fazer outras coisas eu tava pensando aqui né Caramba Como seria legal ter você no grupo de estudos sobre isso como seria legal ter um curso sobre isso enfim o que eu quero dizer é as perguntas existem existirão o texto é difícil não é tudo que vai ser sanado e é isso tem que ter essa abertura tem que ter essas perguntas tem que ter esses caminhos abertos e tem que ter isso que você falou esse essa vivacidade que permite esse percurso Continuar então enfim eu acho que foi ótimo Foi incrível foi muito bom aliás eu falei
essa coisa de interesse inclusive porque eu mesmo em algum momento não me interessei pelo texto eu me interessei Como já abri o livro olhei e falei olha não agora não Talvez um dia quem sabe mas sem nenhuma promessa e de repente em outros momentos eu li e eu nunca mais consegui parar de ler Tem uns capítulos trechos ali que eu já li mais de 20 vezes uma coisa e lendo para ficar sempre nesse nossa tem mais coisas que tem muita coisa e talvez a tarefa não seja encontrar todas essas coisas mas se encontrar também ali
de alguma forma né comprar aquilo que toca porque isso algumas coisas podem tocar outras pessoas outras não tem um recorte racial Óbvio para pessoas Algumas coisas vão ser pesadas até de ler nesse livro Acho que até nem tanto entender que é coisa de eu não conseguir mais retornar o texto mas ao mesmo tempo eu acho que para todo mundo que quiser realmente ouvir uma pessoa né um homem africano nele falando sobre tudo isso e dando a contribuição dele a história da filosofia e falando sobre o colonialismo sobre razão sobre raça etc etc né quem quem
se abria isso vai encontrar alguma Coisa ali com certeza que não pode não ser esperado Mas vai encontrar alguma coisa e essa coisa vai transformar aquilo isso eu posso garantir Maravilha tenho certeza que muita gente vai sair Mega empolgado para ler porque acho que é isso fala de um lugar de encontrar o texto e se abrir para para que o autor traz de forma mais Ampla né não esperando já não esperando sair um Caminho já dado e mapeado né então muito bom muito bom eu acho que a gente fala coisas parecidas de outros textos de
filosofia contemporânea eu acho que de fato tem um recorte também de época e de maneira de fazer Filosofia mas eu acho que quando o assunto é raça eu acho que esse comentário ainda mais importante porque se tem uma expectativa de solução para um problema que talvez ainda não tenha sequer sido Bem formulado bem formulado ou pelo menos nos termos que ele tá trazendo como razão Negra né ele tá sendo eu anotei numa hora até que né a gente ainda né as duas maneiras Parece que ainda pelo avesso né a gente ainda tá pensando a questão
negra de alguma forma pelo avesso e claro isso é produtivo Isso é uma isso promove reparação isso promove luta promove o movimento mas eu acho que eu também buscaria né nesse Texto que o que a gente tem para Além disso e o que que isso né Essa multiplicidade que que tá ali subjacente né ali é só um comentário rápido essa também é a importância desse texto aqui emprestado porque ali essa fibra do escravo não é exatamente mais escravo não é exatamente mas é alguma outra coisa é uma é uma criatura metamórfica e ali tá a
possibilidade de um futuro sem rato Ali está a possibilidade de transformações e toques encontros e de novas formas de fazer comunidade que um dia talvez significam viver sem como ele diz não é o fato da raça Então é isso gente queria reinforçar alguns avisos primeiro deles te coloquei o link novamente no chat do curso que o Victor vai dar sobre o autor que a gente tratou aqui a Chile in baby que vai acontecer quando começa As quatro terça-feira de Junho às sete da noite Bom exatamente nesse horário então inscrevam-se já e o meu tempo livre
Então aproveitem que bom que deu certo né de você ver é já deixa reservada esse horário e faz a inscrição no curso de nossa parte ficam agradecimento muito grande também lembrete de que a gente tá aqui na Twitch toda segunda-feira essa aula vai para o YouTube também Provavelmente amanhã é assim que né a Gente processar aqui o vídeo subir lá todo esse processo aí pode demorar um pouquinho mas amanhã no máximo quinta-feira essa aula vai estar lá disponível para ficar lá no nosso canal e então quem quiser assistir vai ter lá essa aula com esse
mesmo nome tudo vocês acham fácil e também né então reforçar estamos aqui toda segunda-feira gravando podcast nem sempre a gente tá aqui com aulas mas na Terça que vem a gente vai estar aqui com uma aula que aí já não é professor convidado já entra no nosso calendário de curso Rafael preparou uma aula sobre tempo né concepção de eternidade E aí cheguei na terça exatamente semana que vem a gente vai falar vai ser uma aula aberta igualzinha aqui na Twitch igualzinho a gente tá fazendo agora para falar sobre nit tempo Eterno Retorno basicamente isso né
dizendo de um jeito mais rápido isso então terça-feira que Vem 7 horas vai ter essa aula aberta a gente se encontra aqui de novo e por hora acho que ficamos por aqui obrigado Vitor Valeu demais por ter vindo e pela aula obviamente foi excelente fico o convite para vamos gravar um podcast vamos fazer outras coisas se tiver por São Paulo em algum momento um congresso alguma coisa senta na mesa com a gente porque quando voltar recentemente eu fui só para ficar Comendo comida japonesa mas é o meu momento mas provável que eu volte ainda pelo
menos uma vez esse ano E aí eu aviso qualquer coisa fica o convite estando aqui a gente grava e a gente bate um papo também pensa um texto junto pensa uma um tema que seja legal enfim Obrigado todo mundo que veio né todo mundo que está presente pessoal que tava no chat o pessoal que acompanhou muito Legal a presença de vocês Valeu obrigado e é isso gente apoia tem aí um QR Code aí duas horas que eu esqueci de tirar Mas é para fazer um pics basicamente para doar para o nosso site continuar existindo e
é isso até mais gente fiquem bem beijos valeu [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música]