nós amamos séries filmes livros Adoramos o Museu de Arte pinturas semiótica nosso filme preferido nos define Nossa série preferida nos ajuda a encontrar respostas para as perguntas às vezes mais difíceis passar horas e horas lendo um livro com personagens queridos nos faz pensar sobre nós mesmos sobre nossa existência sobre os nossos dilemas nossas dores sabores de sabores tem até uns e outros que resolvem escrever e gravar vídeo sobre isso mas deixa eu te contar um segredo muito Inconveniente a arte é completamente inútil a arte é perfeitamente inútil te explico mas antes se você deu o
play nesse vídeo algo que foi curioso a imagem o título a minha expressão a vitrine enfim já que resolveu entrar aqui eu preciso de alguns minutos de sua atenção plena de verdade caso não consiga por agora tudo bem deixa esse vídeo salvo e volta depois após esse texto eu garanto que a nossa relação vai mudar e você talvez passe a me entender melhor ou pior mas algo vai mudar é comum e incessante a pergunta pegar tudo que você aponta nas suas análises e críticas é realmente o que as pessoas responsáveis pelos aspectos técnicos como roteiro
de direção fotografia etc quiseram passar Será que você não está exagerando e eu te respondo de prima que sim eu tô exagerando portanto eu tô plenamente vivo Oscar Wild nos ajuda a entender isso eu vou trazer fragmentos do prefácio escrito por Ele para o seu livro O Retrato de Dorian Gray abre aspas para os eleitos é que as belas coisas significam simplesmente a beleza o conceito de Belo precisa ser entendido para minimamente aceitarmos duas coisas O que é meu não é seu e o que é da arte pode ser nós o que eu enxergo como
beleza não necessariamente precisa ser beleza para você e aqui vem um Clichê que resume o auge dessa reflexão extremamente complexa mesmo que algo seja Belo para ti não vai significar o mesmo Belo para mim eu não tô dizendo que para quem amo feio bonito lhe parece não é isso eu tô dizendo que duas pessoas que acham que algo tem Beleza ainda assim não será a partir do mesmo conceito e se for Acredite você perdeu a sua singularidade beleza é líquida não se agarra não é metódico e menos ainda não é estrutural o conceito de beleza
está nos espíritos que ficam entre a coisa observada e o sujeito observador a quem vai dizer que dá sim para saber o que é bonito ou feio no entanto erra ao confundir beleza com ser bonito ou feio errra mais ainda quando busca padrão uma vez que o padrão nada mais é do que a sua própria percepção de mundo ser feio ou bonito é estética é perfume é puramente um meio para chamar uma certa atenção a beleza não a beleza é imaterial incontável intangível imensurável portanto só cabe uma coisa a ser feita com ela discuti-la para
sempre notas resumem um sentimento mas nunca define a beleza no máximo a estética comparada a uma outra estética sinceramente de pouco vale para o debate artístico em si serve no máximo para quem não tá querendo fazer Justamente esse debate Matrix nota 9 Tá e agora vai para onde essa discussão A gente vai começar a discutir a nota e não mais a coisa o objeto belas coisas significam simplesmente a beleza e essa daí com bem maiúsculo um livro não é moral ou imoral é bem ou mal escrito é estudo há uma grande dificuldade em aceitar que
filmes ou qualquer peça de arte sejam abraçados por grupos cuja moral Pode parecer imoral para algumas pessoas assim como também aquilo que é mal para crítica sendo abraçado pelo público geral pelo mercado ou por nichos específicos e vice-versa ora a arte aqui Oscar chama ela de livro é tudo cara assim não há como encaixotar até mesmo algo que pareça pertence a uma caixa o ato de desencaixotar jamais deixa-la se enclausurar é que faz aquilo ter um valor um sentido e não confunda valor com preço nem com conceitos de moralidade Afinal como eu falei para cada
pessoa a um valor e para cada valor há várias pessoas recebendo-os de maneiras distintas ainda que agrupadas a arte é tudo dentre esse tudo é também Popular o objeto em sua danação mais viva possível ainda assim não é alto significativo alto significante não é ele precisa de nós precisa do lado de cá por isso ele é tudo uma vez que também somos Tudo somos muito o lado de lá como eu costumo dizer é um museu cujas peças não se movem nós que nos movemos Por Esse museu nós quem significamos e ressignificamos tudo nós observadores somos
tudo que esse resultado artístico precisa para também ser por sua vez tudo a vida moral do homem forma uma parte do assunto do artista mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito a arte ela podia ser matemática mas não é não é não é mesmo Oscar ele começa a flertar com a ideia central do texto quando traz esse fragmento por não ser exata parece que a arte é imperfeita eu concordo mas iria por outro lado também a arte é essencialmente difícil mesmo as mais populares porque como eu disse somos tudo
que ela precisa e é essencialmente somos complexos o ser humano mais simples ainda assim não é copiáveis sua Plenitude em toda sua complexidade pode se fazer até um clone mas a mente ainda não vai junto nessa não vai a vida complexa já falei arte é vida a vida não é exata não é escrita não é o nanime a arte mais fácil de ser interpretada ainda pode ser vista por um olhar completamente inquisidor e a partir disso se tornar muito mais complexo do que parecia antes e nem um olhar está errado É bom que se frise
nem o olhar está errado não olhar o artista vê e pode exprimir tudo qual o limite do artista há muita polêmico em torno disso mas mesmo que não goste eu preciso aceitar que seu artista tem limite estaremos fadados ao mínimo possível nunca ao máximo porque a arte ela é fruto do Impossível e não do possível eu não tô dizendo que Limites não possam ser impostos pela sociedade não me entenda mal na concepção o limite Aí sim precisa ser encarado como irrisório e depois dela da Concepção a sociedade define o que fazer com aquilo não é
esse o meu objeto de discussão tá como as culturas fazem uso ou desuso do resultado final né do resultado artístico eu não estou fazendo tratado social nesse texto Eu não estou preocupado com visão de grupos tão pouco sobre como as nações e culturas se organizam cultura não é arte cultura tem arte o conceito de tudo precisa ser indestacável da mente do artista caso contrário seremos nós os limitados toda a arte é ao mesmo tempo superfície e símbolo aqueles que procuram ver por baixo da superfície fazem por conta e risco eu penso no meu trabalho de
comunicador crítico escritor chama como quiser é como uma aventura Cap espada cada texto tem cara como uma missão pretenciosamente eu me vejo como um cavaleiro entrando sozinho ali numa caverna para achar uma saída do outro lado eu faço isso por minha conta e risco e de verdade eu não precisava mas eu amo fazer é assim que eu me sinto vivo é do jeito que eu me sinto mais pertencente a existência a superfície é lotada de estruturas para que para que a gente passe melhor para que a gente viva melhor construirmos aquilo que muitas pessoas por
exemplo podem se adaptar por Abrir de porta o garfo para comer melhor a roupa para não nos vermos como somos de verdade o prédio que vai abrigar cada vez mais gente por aí vai ainda que haja aventura na superfície Eu penso que as melhores estão um andar abaixo É também onde a arte um estado mais puro começa a habitar até mesmo daquilo que Teoricamente não foi pensado para ser arte toda arte É bom que se saiba tem superfície mas dificilmente arte é superfície a superfície da arte ou seja aquilo que é Ou passa a ser
palpável são os nossos olhos somos nós e é majoritariamente o resultado na nossa reflexão é como se estivéssemos mergulhando tirando pedaços lá do fundo e fazendo os boiar eternamente ou não um trabalhador de uma empresa ele tá abaixo da superfície ele tá manuseando as estruturas que faz várias outras pessoas apenas usarem o resultado daquela empresa um exemplo bem pragmático porém mesmo na realidade do Trabalhador mais matricial olha só que legal ainda a arte acontecendo embaixo dessa realidade porque Como dito por Oscar a arte é por baixo ainda que haja uma estrutura muito profunda ali sustentando
algo a arte ela sempre vai estar um andar abaixo olhando para cima como se pudesse ver todo o céu e refletir a respeito daquilo que vê buscando como se fosse elefantes e nuvens Oscar alerta que o risco de mergulhar é completamente nosso de fato Nem sempre o artista pede isso Às vezes tem até artista que não quer isso o objeto por sua vez nunca perde esse nunca perde é Você quem decide ir ou não é você quem decide terminar ou não um vídeo terminar ou não um filme debater ou não um filme um quadro ou
quer que seja é você quem decide fazer da arte símbolo é o espectador e não a vida que a arte realmente reflete Muitos dizem né eu quero algo para desligar o meu cérebro Ótimo existe mas não é o algo que desliga o seu cérebro é uma escolha sua é uma escolha do espectador ao entrar nessa caverna profunda eu vou de capacipada como eu disse porque eu vou com todos os meus sentimentos alertas vivos vibrantes em saturação máxima daí as ansiedades daí o medo do que inicialmente parece escuro e começa a oferecer singelos pontos de luz
agora perceba Cap espada não requer escudo isso eu ignoro vermente mente e nesse trecho que Oscar nos deu de presente vem uma das respostas mais objetivas para pergunta PH o criador realmente começou naquilo que O Observador está pensando não é evidente que não e mesmo que tenha pensado pensou a partir de percepções diferentes porque o mundo é outro e não importa como ele pensou majoritariamente inicialmente não importa a arte reflete o espectador ela pode ter origem na visão de um mas depois de lançada ela só será plena se vários espectadores não a encarar em como
nula não desligarem Portanto o seu cérebro se o cérebro for desligado como muitos dizem para que que serve aquilo que está sendo consumido Qual o valor básico daquilo dali que está sendo observado entretenimento seria um excelente resposta porém errada arte não é entretenimento pode ser mas por culpa do entretenimento que a retém não por pedido ocupa da raiz existencial da arte não confunda Oscar ele complementa pensamento dizendo que a diversidade de opiniões a respeito de uma obra de arte mostra que essa obra é nova complexa e viável ou seja Enquanto estivermos nos alimentando dela independente
da opinião reflexão argumentação ou utilização ela automaticamente se tornará nova complexa e viável inclusive quando colocado como entretenimento porque assim ela ganha também um valor reflexivo afinal se algo não te faz pensar como alguns dizem dá para pensar sobre a capacidade extraordinária de algo que te tira de si mesmo e isso também é genial quando os críticos diferem o artista está de acordo consigo mesmo porque conclusão gente conclusão é coisa de tese arte não é tese é sempre hipótese sempre ainda que seja tese ainda que seja conclusiva para alguém Isso só vai acontecer para aquele
alguém daquele universo ela em si continua hipótese para sempre se deixar de ser se houver a conclusão ou unanimidade ela falhou a arte ali naquele momento deixou de lado a sua inutilidade ela virou o útil ela virou artefato ela virou coisa não requer mais nenhuma reflexão podemos perdoar a um homem ter feito uma coisa útil enquanto ele não admira a única Desculpa de ter feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente um copo um copo não requer reflexão alguma e por isso ele é completamente útil nem eu e nem os que estamos dizendo que você não
pode refletir sobre algum copo pode até demais mas caso não faça a gente consegue te perdoar tranquilamente bem como também consegue perdoar o criador do copo o criador da palha de aço o criador do armário do mouse do smartphone etc são utilitários e assim foi independente da nossa visão a arte não a arte ela é diferente uma arte Ela é completamente inútil e por isso Só nos resta refletir sobre não observar não parar para pensar não mergulhar não entrar na caverna é o sacramento dessa inutilidade se não há nenhum pensamento a respeito acabou é fim
com tudo entre todas as possíveis e impossíveis belezas é preciso que se entenda de uma vez por todas a arte não é fim arte é começo é perfeitamente inútil logo imperfeitamente [Música]