[música] Olá, caros alunos. Sou professora Juliana, sou doutora economista, também sou colunista da CBN e consultora. e estou aqui para dar as dicas de como resolver a nossa atividade mapa, que está relacionado a vocês poderem calcular a viabilidade econômica financeira de um projeto de produção de mandioca.
Então aqui eu tô apresentando para vocês um estudo de caso, né? Suponho que vocês têm uma propriedade em torno de 40 ha que 20 delas inicialmente vocês vão destinar pra produção de mandioca. E o objetivo de vocês é, com base no valor do investimento inicial e das receitas, verificar se esse projeto é viável ou não é viável, tá?
Então eu quero que vocês leiam com muita atenção aqui esse estudo de casos. Toda análise de investimento de projetos, a gente tem que construir uma demonstração de resultado para o pelo menos a vida útil do projeto. E nesse caso aqui, o nosso projeto, ele tem 5 anos, a vida útil dele.
Então significa que eu vou fazer uma projeção de receitas, de custos para os próximos 5 anos. Com base, né, no dado de que eu vou utilizar 20 alqueres e no valor da do preço e da produtividade, que tá no slide anterior, eu calculei aqui qual que seria a receita total com vendas, né, base e tô tô tomando como base que eu vou vender toda a produção, tá, pra indústria local, tá, no primeiro ano e com aumento gradativo para os próximos 5 anos, que é limitado pelo tamanho da minha minha propriedade que é 40 ha. Em cima disso, eu calculei os custos variáveis com custo de produção, impostos e transporte, que é que é uma proporção, né, em cima do valor da venda e ele aumenta a conforme aumenta a quantidade produzida e os custos fixos, que eh eles não são iguais e consecutivos, porque eu fiz ali já um reajuste de acordo com a inflação.
E esses custos fixos operacionais, eles estão ali distribuídos entre mão de obra, FR laabore, materiais de limpeza, contador. O que nos interessa para fazer o cálculo de viabilidade econômica financeira de investimentos é encontrar esse valor aqui final. Qual que é o resultado líquido?
que pode ser positivo e pode ser negativo. No nosso caso aqui do projeto, ele foi positivo em todos os anos, que também então coincide com o lucro líquido. Esse é o resultado que eu vou utilizar para poder fazer os cálculos de viabilidade econômica que eu quero.
Então, baseado, né, numa TMA de 11%, o que que é TMA? TMA é a taxa mínima de atratividade, ou seja, é o mínimo que esse projeto tem que me dar de rentabilidade, né? Eh, ou é a rentabilidade de um ativo de baixo risco, né?
Se eu tiver que colocar o meu dinheiro, ao invés de colocar nesse projeto, eu coloco meu dinheiro em um ativo de baixo risco, que normalmente a gente usa Selic. Ou eu posso utilizar como TMA também o Capm ou CMPC ou WCK, como a gente também fala na área de finanças, tá bom? Nesse caso aqui, eu utilizei uma TMA de 11%, sendo aí em tese a taxa real de juros, né?
eh, que é a CELIC menos a inflação. E eu quero que vocês calculem o valor presente líquido, a taxa interna de retorno e o payback descontado, que é o tempo de retorno do investimento, tomando como base esse projeto. E eu quero que vocês justifiquem, né, se é positivo, quero que vocês calculem, eu quero que vocês interpretem esses indicadores também para falar se o projeto é viável ou não.
Valor presente líquido, o que que é? Ele é o valor extra gerado pelo projeto depois que ele recuperou o seu investimento inicial, né, a uma taxa de juros denominada de TMA. Então o que que eu quero saber?
se a somatória do lucro líquido, né, do valor presente do lucro líquido que eu projetei descontando o investimento, se isso vai ser positivo ou não. Ou seja, se eu quero saber se nesses 5 anos eu consigo ter o meu dinheiro de volta e se vai ter uma sobra. Por quê?
Porque esse valor positivo do meu pele é exatamente a minha lucratividade real. Ou seja, porque eu como investidor só começo realmente a sentir o lucro depois que eu recuperei o meu dinheiro investido. Então a condição de aceite é que esse VPL que representa esse lucro seja positivo.
Se for igual a zero, indiferente. Se for menos que zero, eu rejeito o projeto. Como que eu posso calcular isso?
Eu posso calcular pelo utilizando uma financeira simples, uma calculadora financeira simples. E daí é só eu colocar na fórmula, ou seja, vou calcular o valor presente de cada fluxo de caixa. Então, no ano um, né, eu desconto um período, no ano dois eu desconto dois períodos e assim sucessivamente, tá?
E depois eu faço a somatória e deduzo do valor de investimento. Ou eu posso utilizar HP12C. Então, na HP2C, aqui eu coloquei já um linkzinho para vocês.
Vocês vai usar exatamente essa formulazinha. Você vai colocar o valor do investimento inicial, vai digitalizar aqui, vai fazer o CHS, que é para inverter o inverter o sinal, né? Porque investimento ele é uma saída financeira.
Então, eu tô falando isso com a calculadora. GCF0 porque é o valor no período, é o fluxo de caixa no período zero. Aí nos outros períodos vai ser o fluxo de caixa no período um, que é o lucro líquido do período um, do período dois.
Então, sempre GCFJ, ó, Z G CFJ, Z CFJ. Então, você vai buscar onde que tá o CFJ aqui, que é aqui. E aí você aqui, ó, CFJ.
E aí você vai colocar aonde que vai estar aparecendo CFJ aqui embaixo. Então G CFJ olhando aqui pro lado aqui aqui embaixo no azul, tá? O valor da TMA que é 11%, não é 0,11, você vai digitar exatamente 11 izinho e aí você vai apertar o FNPV, que é esse que fica em cima do PV aqui, ó.
Tá? Quando você fizer isso, o valor que aparecer aqui vai ser exatamente o valor do VTL. E aí você tem que interpretar se ele é positivo é negativo.
O que que significa isso? A taxa interna de retorno é a taxa que zero o VPL, é a taxa interna de rentabilidade do projeto. Eu quero saber quanto, se eu colocar meu dinheiro nesse projeto, qual é a rentabilidade dele esperada?
É tanto. Então é esse, é isso que ele vai falar para nós. E a fórmula é a mesma.
do VPL. A diferença que a incógnita agora é a ti. Se eu quiser fazer pela HP do, se eu quiser fazer pel uma financeira normal, eu vou ter que fazer por tentativa e erro.
Ou seja, eu vou colocando taxas de descontos mais altas que a TMA, até que eu chegue numa taxa em que a somatória disso aqui zere o VPL. Ou eu posso fazer na HP 12C, que eu vou mostrar para vocês qual que é a condição de acente. A TIR tem que ser maior que a TMA.
Se ela for igual, é indiferente. Se ela for menor, inviabiliza o projeto, porque a taxa interna de retorno do projeto vai ser menor do que a da alternativa de investimento de baixo risco, que seria TMA. Bom, HP1C vocês vão ver que é a mesma forma que eu vou utilizar na VPR com uma diferença.
Aqui embaixo eu vou apenas apertar o FRR. Então eu vou colocar o valor do investimento inicial, vou digitalizar aqui CHS GFJ CF0. Depois eu vou colocar o valor de cada lucro líquido, né?
G, CFJ. Não preciso colocar eh períodos aqui. É só o valor do primeiro período GCFJ.
O valor do segundo período G CFJ. Vou colocar os dos cinco períodos aqui, G, CFJ. E depois eu vou simplesmente apertar o fzinho que é o laranjado, e vou vou procurar aqui em cima aonde que aparece o IRR.
Daí eu aperto a cédulo, tá? I RR é a taxa interna de retorno. Feito isso, eu tenho que analisar se ela é maior que a TMA, se é igual a TMA, se ela é menor que a TMA e baseado nisso, se o projeto é ou não rejeitado.
Então eu quero saber o valor e eu quero saber a justificativa. E por último, vocês vão calcular o Payback descontado, que ele vai medir o tempo necessário para recuperar esse investimento total, considerando que [roncando] o valor do dinheiro no tempo, ou seja, então eu tenho que achar o valor presente de todos os fluxos de caixa descontado pela TMA. Qual é a condição de aceite?
tem que ser menor que o tempo de vida útil do projeto. Vou trazer aqui um estudo de caso, porque nesse caso não é direto, a gente tem que construir uma planilha financeira. Então, suponha que um projeto custe R$ 3.
000 para ser implementado e que eu vou ter um lucro de R$ 2. 200 no ano 1 e R$ 2. 420 no ano 2.
Se eu fosse fazer uma conta por cima calculando um payback simples, eu sei que eu vou recuperar esse investimento já no início do segundo ano. Eu já consigo ver isso, tá? Mas eu quero saber o payback descontado, se ele é viável ou não.
Então que que e a minha TM é 10%. Então o que que eu tenho que fazer? Primeiro eu vou calcular o valor presente do primeiro fluxo de caixa, do primeiro período, que vai ser 2200 div por 1 + 0.
1. Porque aqui eu tenho que tirar do valor [roncando] do valor percentual, né? Elevado a 1, que vai dar R$ 2.
000. E no segundo período o valor presente também vai dar R$ 2. 000.
A diferença é que aqui eu tô descontando dois períodos e aí eu construo um fluxo de caixa como esse, tá? Então o período zero, o saldo devedor é o próprio valor do investimento inicial que é 3. 000.
No período um, o saldo devedor vai ser 3. 000, já menos os R$ 2. 000, que é o fluxo de caixa descontado do primeiro ano.
E eu já vi que falta recuperar ainda R$ 1. 000. No segundo ano eu tenho esses R$ 1.
000 menos 2. 000 que eu já trouxe, então já deu um valor negativo. Se deu um valor negativo no segundo ano, eu já sei que eu vou recuperar um investimento em um ano e alguns meses do ano seguinte, né?
Quanto do ano seguinte? Então eu vou pegar esses R$ 1. 000, que é o que falta recuperar, e dividir aqui pelo valor de R$ 2.
000, que é o fluxo de caixa descontado do ano dois. Isso aqui vai me dar igual 0,5. Eu multiplicando por 12, eu vou ter que esse 0,5 ou 50% do ano seguinte representa 6 meses.
Então é 1 ano e 6 meses. E no caso do nosso estudo de caso, vocês vão fazer isso aqui para 5 anos, tá? Vocês vão ver ali e o ano que der o negativo, você sabe que é o que vai eh utilizar como referência, tá?
para poder fazer o cálculo de meses. Bom, pessoal, espero que vocês tenham gostado. Uma dica é que vocês vejam também o estudo de caso que eu mandei para vocês, que eu ali eu tô resolvendo também um plano de viabilidade econômica financeira de um projeto que vocês também podem estar tendo como referência para eh desenvolver aí o estudo de caso, né, a atividade mapa de vocês.
Até mais. Yeah.