[Música] Bem-vindos ao JKCT, o podcast de economia, finanças e investimentos com José Cobore. >> Sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do JK Cast. Se você ainda não é inscrito no canal, inscreva-se e ative as notificações para ser avisado sempre que eu postar um novo conteúdo.
Caso você goste, não esqueça de clicar no like. e fazer os seus comentários aqui abaixo. Perguntas em aud 955500.
Perguntas entre 40 segundos e 1 minuto, se identificando de onde você fala e gravando de locais silenciosos. perguntas em texto, uma leitura equivalente a mais ou menos esse tempo de 40 segundos a 1 minuto. E pessoal, muitas perguntas ainda vindo pedindo dicas e recomendações.
Para quem me acompanha mais tempo, eu não dou dicas e recomendações de investimentos. Meu papel aqui é transmitir conhecimento e vocês eh utilizem esse conhecimento para tomar as suas próprias decisões. Tem muito conhecimento técnico no canal, principalmente eh no início do canal, tudo que você imaginar de finanças, investimentos, finanças empresariais, eh avaliação de ações, avaliação de renda fixa, fusões, requisições, tudo isso tem no canal, tá?
É só pesquisar, entrar aí no canal, vocês vão ver que tem muito vídeo técnico, né, sobre valuation, sobre vários assuntos. eh que vocês tendo esse conhecimento, acesso a esse conhecimento, vocês podem tomar suas próprias decisões, né? E também de cenário macroeconômico, ambiente macroeconômico, como a economia se comporta, como a economia funciona, tudo tem conhecimento suficiente para que vocês eh não precisem de dicas e recomendações de ninguém, tá?
Essa é a minha missão aqui no canal, principalmente a parte mais técnica no canal, sempre foi essa missão é de de eu não passar dica e recomendação de investimentos, né, para só o conhecimento puro mesmo para vocês conseguirem tomar suas decisões, tá joia? Então tem muitas perguntas ainda vindo pedindo. Elas naturalmente não serão respondidas porque eu não dou dicas e recomendações.
Tem também eh muitas perguntas que não se encaixam, tá, pessoal? Entre esses 40 segundos e 1 minuto. Tem áudios aqui que mandam áudio até de 6 minutos.
É impossível até paraa equipe, né? Tinha mais de 300 mensagens eh pra equipe filtrar isso aí. Imagine você escutar 300 áudios de 6 minutos.
Ninguém vai conseguir eh fazer isso, né? É humanamente impossível. E texto também, né?
Tem gente que manda aquela tese de mestrado e no texto, eh, não tem como ler todas essas mensagens, tá OK, pessoal? Então, só para ajudar para que mais pessoas sejam atendidas e seja mais dinâmico. E caso você não tenha sua pergunta respondida, provavelmente esse conteúdo também já tem no canal.
Eu faço o máximo para não ficar muito repetitivo aqui eh as respostas, né? Para quem acompanha mais tempo. Tem todo esse conteúdo também.
É só entrar aí na playlist do JC Cast. Vocês vão ver que tem muitas eh respostas para as suas perguntas. Dito isso, eh lembrando que o ICL vai lançar um programa aí revolucionário, né?
Nos foi apresentado no evento e mais a live vai ser feita pelo Eduardo Moreira no domingo, dia 27 agora. às 20 horas, é onde vai ser anunciado lá o ICL Eterno, né? O ICL Eterno é um programa revolucionário aí de educação e conhecimento.
Eh, como o próprio nome diz, é um acesso vitalício, né, que todos vão ter aí os você e sua família, né, como assinatura. Você pode, eh, pais, filhos, né, irmãos podem acessar a plataforma do ICL com um só login e isso vai ser anunciado. Então, tem muita coisa boa vindo, além de tudo que já tem na plataforma do ICL, né, de mais de 300 cursos, né, aulas, eh, filmes, documentários.
Então, tem bastante coisa já atualmente, mas o Eduardo vai anunciar no domingo, dia 27, o que tá vindo de novo, né? E aí tem dezenas de coisas revolucionárias que estão vindo. Então não deixe de assistir a live no dia 27 agora, domingo, às 20 horas.
O link para se inscrever nessa live estará aqui na descrição do vídeo, né, nessa parceria, nessa união aí de todos que pensam uma sociedade mais justa, né, um mundo melhor. A gente tem feito essa união aí e o ICL nos convidou para fazer eh parte ali daqu todo aquele time que eles anunciaram. e realmente é revolucionário.
Então não deixem de assistir essa live, OK? Vamos aqui então a nossa primeira pergunta. Professor Cobori, antes de mais nada, gostaria de expressar toda minha admiração pela sua importância no debate público atual.
Professor, dentre todos os países, por ataques mais agressivos parecem ser contra o Brasil? Qual o motivo dessa postura dos Estados Unidos contra o nosso país? Muito obrigado por tudo que o senhor tem feito, por todos nós, transmitindo o seu conhecimento de forma gratuita e didática.
Ângelo de Florianópolis. Bem, Ângelo, então vamos lá. É porque esse ataque foi diferente, né?
É verdade que quando você olha todas as cartas, né, que o Trump tem enviado, parece que a do Brasil foi diferente, né? Foi mais realmente mais agressiva e uma mistura ali de um ataque às nossas instituições, ataque à nossa eh ao STF, né? o ataque, inclusive a nossa soberania.
Eh, e aí no meio teve a parte comercial, que não faz nenhum sentido, porque o os Estados Unidos não têm déficit comercial com o Brasil, eles têm superavit comercial com o Brasil. Eh, então me pareceu ali realmente uma carta bem diferente de todas as e ó que todas as outras são muito ruins, né, que ele mandou para os outros países, mas a nossa pareceu realmente mais agressivo, Ângelo. Então acho essa sua impressão está correta, né?
Por que esse ataque diferenciado, né, ao Brasil? Éí, porque que ele inclusive parece que quer escalar isso aí, né? Eu até vi agora na sexta-feira, nessa sexta-feira, uma reportagem já ali de de bastidores, se não me engano, uma reportagem da CN, dizendo que os Estados Unidos já tem ali uma escalada preparada, né, a depender, eh, já, digamos assim, cronometrada entre a resposta que o Brasil dará e a e as contrasidas que os Estados Unidos anunciarão.
Então, me pareceu algo bem grave ali o que os Estados Unidos tá pensando, né? E aí, eh, adiciona mais agressividade ainda, Ângelo. Isso que você eh, notou e fez a pergunta, né?
Eh, porque parece ali que tem inclusive bloqueio de bens, né, de de ministros do STF, eh, sanções a autoridades brasileiras, né, de alto escalão, mais sanções, né, autoridades, eh, do executivo brasileiro. Eh, e parece que no limite tem até ali a expulsão da embaixadora dos Estados Unidos, a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos. Isso aí é o limite da tensão diplomática.
Você embaixar uma embaixadora é romper relações diplomáticas com o país. É uma coisa impensável, né, que isso aconteça. Imagina os Estados Unidos romper eh relações diplomáticas com o Brasil.
Então, realmente parece estranho por que dessa agressividade, né? Será que vale a o Bolsonaro vale a pena, né? As pessoas podem estar perguntando, eh, apesar do Eduardo Bolsonaro tá lá achando que a influência dele, né, que é ele que tá influenciando tudo, mas vamos fazer um uma avaliação racional.
Será que a família Bolsonaro tem tanta importância assim a ponto dos Estados Unidos romper relações diplomáticas com o Brasil? Obviamente que não, né? Isso é uma cortina de fumaça.
Isso é um é uma desculpa, é uma um subterfúgio, né, que os Estados Unidos tá tá utilizando, que o Donald Trump tá utilizando, né, para fazer escalar essa atenção com o Brasil. Eh, porque tem algo muito mais sério por trás disso, né? Qual que é a minha leitura?
Para quem me acompanha já sabe mais ou menos qual a minha leitura, mas vou tentar ser resumidamente aqui didaticamente explicar. Quando o Donald Trump fez o primeiro ataque agora dessa última onda de ataques, né, que ele fez, é, foi justamente no último dia lá do encerramento da cúpula do Brick, que foi realizada no Brasil, lá no Rio de Janeiro, eh, em que na no discurso final, né, na no relatório final da da cúpula do Bricks, tinha ali mais de 130 decisões, né, e todas elas eh muito críticas ao papel eh dos Estados Unidos, né, nessa nessa nova tensão que ele tá criando com todos os países. Então, nesse relatório, né, eh, que foi decidido lá no final do BRIX, eh, foi feito um ataque, não, um ataque não, né, estava lá nesse relatório, eh, o repúdio, né, dos bricks, do bloco bloco, né, dos bricks contra é a postura dos Estados Unidos no resto do mundo, né, postura dos Estados Unidos, Israel.
Então, foi um, digamos assim, uma mensagem política desse bloco chamado BRIC, eh, que é considerado um bloco contraegemônico, né, contraheemônico ao sistema imperialista americano, que o sistema imperialista americano é o os Estados Unidos, a Europa e seus aliados, né, que ainda querem impor essa ordem mundial que está terminando, né, a gente tá aí eh presenciando essa transição para uma nova ordem mundial. E o que seria essa nova ordem mundial? um mundo multipolar, né?
E por que que isso está acontecendo, né? Por que que existe aí essa mudança dessa ordem? Porque essa ordem mundial atual está acabando, né?
Por um fenômeno chamado China, né? A ascensão econômica da China e a liderança, né, dessa ascensão econômica da China é o que está fazendo com que o Estados Unidos deixe de ser uma potência hegemônica. E aí, por trás e desse desafio de que por o Estados Unidos tá deixando de ser uma potência hegemônica justamente eh pela presença agora de uma alternativa para o mundo, né?
Então, a China, na realidade é uma alternativa para o mundo, porque antes os Estados Unidos, depois principalmente da queda do bloco soviético, os Estados Unidos poderia, né, estaria sempre impondo a sua forma de enxergar o mundo, né, o que ele achava correto que inclusive outros países eh deveriam seguir. E obviamente nesse sistema imperialista os Estados Unidos nunca respeitou a soberania de nenhum país, né? Ele sempre tentou impor a sua vontade e ele sempre conseguiu com a com a queda do Bloco Soviético, eh, os Estados Unidos sempre conseguiu impor essa sua visão de mundo que ele gostaria que os países fizessem.
E ao longo de todo esse tempo, já falei bastante aqui no canal, né? Teve até um vídeo que eu coloquei uma lista ali que em quase todos os anos o o Estados Unidos estava prejudicando algum país, estava destruindo algum país, seja por forma de golpes, de mudanças de regimes, eh ou até própria guerra. Então, desde o pós-guerra, os Estados Unidos vem fazendo isso sempre.
Eh, aqueles países que ele julga que não é alinhado com o que ele quer, ele simplesmente tenta destruir o país, né? Então, os Estados Unidos sempre fez isso, eh, porque ele não tinha uma outra potência para se contrapor a ele, né? A Rússia depois da queda do Bloco Soviético, continua sendo uma potência militar, mas economicamente não tinha nem como fazer frente aos Estados Unidos.
E com a ascensão econômica da China nesses últimos 40 anos, isso deixou de ser uma verdade, né? A China hoje é uma alternativa para o mundo, até porque a China, em paridade de poder de compra, a China já ultrapassou os Estados Unidos, né? E os países começam e a fazer a grande dos mais de 180 países que estão na OMC, 154 países, se não me engano, eh tem a China como seu principal parceiro econômico.
Então, quando a gente pega aqueles mapas lá que mostra, né, a influência dos países, um mapa mund era representando Estados Unidos, o azul, né, um mapa mundo, se você olhar hoje, esse mapa mund tá quase todo vermelho, né? Quer dizer que cada paisinho pintado de vermelho é aquele país que tem a China como seu principal parceiro comercial. Então, o mundo hoje é muito mais influenciado economicamente eh pela China.
É, porque a China é o maior parceiro comercial. O que que é ser o maior parceiro comercial? É o que compra mais produtos e desses países, né?
Faz mais transações comerciais com esses países. Inclusive o Brasil, né? O maior parceiro comercial da do Brasil é a China, né?
Não, mais os Estados Unidos já há algum tempo. Os Estados Unidos é o segundo maior parceiro comercial é do Brasil. Depois vem a Argentina como o terceiro maior parceiro comercial.
Então, a China tem hoje essa influência econômica sobre o resto do mundo e isso que vem desafiando eh a hegemonia, né, do império americano, né? E mas como que que isso é ameaçado? Pela hegemonia do dólar, né?
o que permitiu que os Estados Unidos eh no pós-guerra primeiro foi determinado lá no acordo de Breton Hond que a moeda de reserva mundial seria o dólar. Isso lhe deu um privilégio exorbitante, porque o dólar utilizado pelo mundo inteiro, o único país que imprima o dólar é o próprio Estados Unidos. Então imagina, você tem a impressora do dinheiro que é utilizado o resto do mundo, né?
Então essa hegemonia do dólar que permitiu com que os Estados Unidos fizesse toda a sua expansão, não só econômica para o resto do mundo, mas principalmente militar. Eh, e por que que permitiu? Porque como o mundo inteiro utiliza dólar, quando os Estados Unidos emite dívida, ele tem o mundo inteiro para vender a sua dívida.
Então, ele tem um mercado mundial para financiá-lo. Então, quem financiou toda essa expansão econômica e militar dos Estados Unidos foi o resto do mundo. Eh, e só que para isso tem um efeito colateral.
Ele precisou ter déficit comercial com do mundo, porque a forma dos Estados Unidos colocar dólar na economia mundial é ele tendo déficit comercial. Se ele tiver superáve comercial, não tem como ele pôr dólar no mundo. Então, eh, os Estados Unidos inundou o mundo desde o pós-guerra de com dólares, principalmente em 1971, quando eles aboliram, né, unilateralmente o padrão ouro, ou seja, o dólar não precisaria mais ter lastre em ouro, passaria a ser só uma moeda fiduciária e na confiança que o estado americano tem credibilidade para emitir essa moeda.
Logo em seguida, em 73, veio, né, o sistema petrodólar. O Estados Unidos fez esse acordo com a Arábia Saudita, mas para fazer esse acordo ele precisou matar o rei da Arábia Saudita, porque esse rei que foi assassinado era não era com Estados Unidos. Então ele simplesmente foi lá, né, assassinou o rei e fez mudar o regime.
E aí o novo regime que assumiu a Arábia Saudita fez o famoso acordo do petrodólar, que era simplesmente eu compro todo o seu petróleo, você aceita dólar, eh, e depois você guarda esses dólares comprando títulos da dívida americana. Então você me financia, eu compro seu dólar, mas depois logo em seguida você me financia para eu emitir dígida. Eh, isso fez com que obviamente a Arábia Saudita, como maior produtor mundial de petróleo, ela fazendo esse acordo, todos os outros países, né, passaram também eh a utilizar o dólar para fazer essas transações com petróleo, por isso chama sistema petrodólar.
Não coincidentemente, o primeiro país que o Donald Trump visitou agora nesse mandato foi a Arábia Saudita, justamente para renovar esse acordo do Petrodólar com os Estados Unidos para que a ele tente defender, né, esse mercado mundial da hegemonia do dólar, porque ele precisa continuar se financiando. Não coincidência também que até antes de de o Donald Trump assumir em janeiro desse ano a presidência dos Estados Unidos, eh ele ele já tinha ameaçado o Bricks, né, que se o Bricks utilizasse eh tentasse não utilizar o dólar para fazer suas transações, eh os Estados Unidos iria taxar na época, ele fez até uma ameaça, iria taxar em 100% os países do Brigs. Isso não aconteceu, mas ele já reiterou essa ameaça várias vezes, né, que os países do BRIC não deveriam ousar deixar de utilizar o dólar americano.
Olha, se for pensar na arrogância, né, por que os outros países são obrigados a usar a moeda desse país? Mas ele fala como se fosse uma coisa natural, não ousem deixar de utilizar o dólar. Como assim?
Mesma coisa eu ten um talão, nem existe mais talão de cheque, né? Mas eu tenho um talão de cheque aqui. Fala assim, ó, nenhum de vocês, vou no comércio, né?
Vocês não ousem não aceitaram o meu cheque? Não. Qualquer um pode aceitar ou não.
É uma decisão de cada país. É isso que a gente chama de soberania, né? Só que obviamente quando os Estados Unidos estava sozinho, era muito fácil ele fazer essa ameaça, até porque ele era a única grande potência econômica do mundo.
Eh, e ele podia fazer essas ameaças. E aí, com a ascensão da China, a China passou a ser uma alternativa, né? Então, quando você me ameaça, eu tenho uma alternativa, eu posso, você não quer comprar de mim, eu vou lá vender pro outro.
E a China é muito mais forte, compra muito mais. Como eu disse, ele é 154 países tem a China como seu principal parceiro, né, comercial, inclusive o Brasil. Então, a China como cliente, né, pro Brasil, a China como cliente é um um cliente muito mais importante que os Estados Unidos.
Óbvio que você precisa ter um equilíbrio, né? você não, ah, vou deixar de vender paraos Estados Unidos, a China vai comprar tudo de mim também não. Mas existe o resto do mundo para se reequilibrar eh essa situação.
Então, a China passou não a só ser essa essa nova potência em acessão econômica, uma potência em paridade de poder de compra até superior aos Estados Unidos, uma economia até maior que a economia americana quando a gente utiliza a paridade do poder de compra. Eh, e aí, obviamente, com uma nova potência global, econômica, ela começou a atrair em sua volta os outros países. Todo mundo quer ter aquele cliente que é o maior cliente do mundo, eh, quando eu estou falando de transações comerciais.
E aí ao entorno da China ela faz acordos com todos esses países e logo depois da crise do subprime surgiu o termo bricks até cunhado por um próprio economista americano. E aí os bricks se formaram, acharam legal a ideia, né, da siga bricks, que começou com brick, né, em 2009, era Brasil, Rússia, e China, aí depois entrou a África do Sul, aí entrou o bricks, o S, né, South Africa. Então virou Brasil, Rússia, China e África do Sul, que inclusive o ignorante do Donald Trump achou que o S era de Espanha, né, de Spen.
Logo que ele assumiu o governo, né, para você ver o tamanho da ignorância dele, nem sabia quais eram os, apesar de ficar ameaçando os bricks, ele nem sabiam, ele nem sabia quais eram os países do brick, né? Ele achou que o S lá era de Espanha e não, a Espanha não faz parte do Brix. E aí, obviamente, depois desses eh cinco estados originários, Brasil, Rússia, Indina e África do Sul, depois entraram mais países.
Hoje são, se pegar todos os países plenos, né, parceiros e aliados, já são, se não me engano, 36 países aí que gravitam em torno desse bloco. Então, já é um bloco gigantesco, né? Quando você olha os números do BRIX, ele é gigantesco.
Ele tem 40% da do PIB mundial, 57% da população do mundo, produz 50 50% do petróleo do mundo, mas consome 35. Ou seja, ele tem um superavit ali de tudo que produz ainda de 15 e% da produção mundial de petróleo. Ele não consome, ele só consome 35.
Então, os números do Brix hoje são impressionantes. Na realidade, é um bloco contraegemônico, né, contra o sistema imperialista americano e tem um poder econômico tremendo como enquanto bloco. Como a China faz vários negócios bilaterais, como fez agora com a África, com a com o continente africano, com as 53 nações africanas, eh tem os acordos lá no Sudeste Aiático, fez um acordo agora na Ásia Central, né, com cinco países da Ásia Central lá no Cazaquistão.
É, tem o acordo ali com a Rússia. Então, a China já fez vários acordos de cooperação econômica eh com mais de metade do mundo. Na realidade, quem tá ficando isolado é os Estados Unidos e a Europa.
A Europa, com esse ataque, os Estados Unidos começa também a conversar com a China. Rivais históricos como o Japão e a Coreia do Sul estão falando, se falando entre os três para fazer acordos. É justamente porque o Don Trampo tá atacando todo mundo, né?
Então, mas como bloco, eh, digamos com intenções realmente políticas, geopolíticas, é o BRIX. Apesar da Rússia ter vários acordos com com continentes, com blocos separados, o bloco que representa mesmo politicamente nessa disputa geopolítica é o BRICs. E aí a intenção dos Estados Unidos é a intenção, o objetivo final é confrontar a China.
Só que para confrontar a China, ela tem que minar os seus aliados e minar esse bloco. Minar esse esse bloco se chama bricks. Por isso, né, os seus ataques inclusive militares ao Irã, né, por isso essa guerra que ele incentivou a iniciar com a Ucrânia, que é a Rússia e a Ucrânia, é que ele tenta manter, né, então essa guerra ali no da Rússia Ucrânia, tenta manter essa de Israel em Gaza, né, são focos de de tensões que os Estados Unidos mantém, que é o que ele sempre fez depois do pós-guerra, né, manter o mundo sempre com essa estratégia do caos para que o poderio militar dos Estados Unidos continue sendo digamos assim, um fator relevante, né, eh, no equilíbrio geopolítico mundial.
Então, esses ataques não são a Rússia, o Irã, as três potências que os Estados Unidos eh tenta minar ali diretamente, né, que ele julga como três potências e do Brix, é Rússia, Irã e China, que é o corredor ali da Eurásia, né, pegando, até porque o Oriente Médio, às vezes ele chama de Ásia Ocidental, justamente por isso, né? Então você pega Rússia, Irã e China, né, daquele lado e ele tenta sempre manter essa tensão e minar. Quando você pega os bricks, a Índia é sempre ali pendendo sempre pro lado dos Estados Unidos e o Brasil ali com uma potência continental e uma potência regional, já que os Estados Unidos considera o Brasil e a América Latina no seu quintal.
Falou isso literalmente, né? O Pitt Heget, que é o secretário de defesa, falou que não poderia deixar a China ter influência sobre o quintal deles. Então, imagina chamar os outros países de quintal a América Latina toda.
Então, o Brasil como um bloco, um país continental representando em um bloco regional, porque quando eu tô falando das outras potências do Brix, eles estão lá, né? Índia e China tá lá na Ásia, o Irã tá ali na Ásia Ocidental, Oriente Médio, a Rússia tá ali na na Europa Oriental. Eh, e realmente quando ele olha o mapa do mundo, ele acha que a América Latina é o quintal dele, né?
Então, a única potência, grande potência realmente que está fora ali da Eurásia é o Brasil, né? É o Brasil que tá aqui eh na América do Sul. E aí ele focou os esforços por isso, Angel, ele tá sendo muito agressivo e usando esse negócio da da perseguição do Bolsonaro como a um pano de fundo, mas a intenção dele é garantir que a América América Latina continue sendo seu quintal.
E para isso ele precisa minar o Brasil como potência regional, até para dar exemplo para os outros países, ele tem que atacar o Brasil. Então ele mantém a América Latina fora da influência da China se o Brasil captular. Com isso, ele tirando a América Latina eh da influência da China, elimina o poder já do bloco, diminui um pouquinho o poder do bloco que a China comanda, que é o Brix.
Paralelamente tá com essa esses ataques na Rússia e no Irã. E ele tenta minar, né, esse bloco contra hegemônico ao sistema e norte-americano. Eh, e obviamente por trás de tudo isso tá a hegemonia do dólar.
Por isso ele sempre ataca e fala assim: "Não ousem não utilizar o dólar, porque se o dólar deixar de ser hegemônico, os Estados Unidos perde simplesmente o seu poder de continuar se financiando eh na economia mundial. E aí a tendência é que ele vá defihando, até porque ele tem uma dívida de 37 trilhões, que vai agora fechar 2025, 39 trilhões. Ele já conseguiu uma autorização para aumentar mais 5 trilhões.
Mas aonde você vai pôr essa dívida se o dólar deixar de ser hegemônico, né? Então, os Estados Unidos, para quem eu gravei um vídeo dia 22 de janeiro desse ano, onde eu falei o tid do vídeo, era Trump, o início do fim do império americano. Se vocês revisitarem esse vídeo, vou pedir para pôr na descrição e assistir ele de novo, você vai ver que tá acontecendo exatamente tudo que eu falei.
Os Estados Unidos tá em declínio e tudo que ele tá fazendo tentando demonstrar força quando ele, na realidade só demonstra força quem já apresenta sinais de fraqueza, né? Quem é forte não precisa ficar falando para todo mundo que é forte, né? Eh, isso é reconhecido naturalmente.
Então, essa tentativa de demonstração de força, na realidade, é um sinal de fraqueza, porque ele tenta eh reverter, né, essa tendência do declínio do império americano. Então, o Brasil é uma peça chave, né? Quando os Estados Unidos ataca o Brasil, ele tá atacando o Bricks e em paralelo tá atacando a China, né?
O objetivo final é eu ataco o Brasil, eh, enfraqueço o Brix, enfraquecendo o Brix, eu enfraqueço a China. Então é uma tensão geopolítica, é um objetivo estratégico geopolítica para isso. Vai escalar até o ponto de expulsar a embaixadora.
Independente se vai escalar ou não, o Brasil não pode baixar a cabeça. Concorda? Nós somos soberanos.
Nós somos país o Brasil é dos brasileiros, não é dos Estados Unidos também, não é da China, não é de quem define os destinos do do Brasil são os brasileiros, né? as nossas instituições estão funcionando, estão funcionando no sistema da marcada, porque nós fizemos a nossa democracia dessa forma. Então, ele não tem o nenhum país tem o direito de interferir em outro país eh nos seus assuntos internos.
Então, o Brasil é dos brasileiros. Eh, e você já vê agora que tem até uma intenção aí das terras raras, né? Já começaram a soltar no nos bastidores aí que, né, se negociar as terras raras e aí voltam novamente.
Que que são as terras raras, né? São ali 17 elementos químicos, né, que são importantes e o Brasil tem 90% das terras raras do mundo, né? E o Brasil não explora, entendeu?
Então assim, eh, terras raras são para produzir semicondutores, produzir, tá ligado à defesa, produzir mísseis, né, produzir equipamentos militares e smartphones, painel eólico, tudo que hoje o mundo precisa precisa das terras raras. Por isso até esse acordo que o Trump queria fazer na Ucrânia, né? Pegar metade da Ucrânia só porque tem as terras raras lá e eles não têm nem de perto a quantidade que o Brasil tem, né?
E minerais críticos, a China tem quase todos 90% dos minerais críticos também eh estão na China, né? No Brasil 90% das terras raras. Então assim, é tudo interesse econômico, geoestratégico para ter acesso a esse tipo de de material que é o material do futuro, né?
Tá ligado? a transação, a transição energética, a renovação, eh, energética aí de energias renováveis. Então, tudo que é estratégico tá tá ligado a isso.
E aí, voltando atrás do Brasil, a gente tá aqui produzindo commodity, né? A riqueza natural que a gente tem, estratégica, né? O Brasil deveria explorar isso.
E eu acho que, pelo amor de Deus, né? Vamos acordar e vamos explorar as terras raras no Brasil. Ah, o Brasil tinha, eu já falei aqui várias vezes, né?
Durante a pandemia, o grande problema do mundo era chip. E o Brasil tem chegando agora na na maturação do investimento numa empresa eh de produção de chip, o Brasil, Paulo Guedes, queria fechar a empresa porque ela tava com, sei lá, um déficit de 300 milhões. Os os países aí dão bilhões e bilhões, chegando até na casa de trilhões.
Quando você vê que todos os países investem, né, para desenvolver a sua indústria de chips e semicondutores. O Brasil queria fechar eh a CTEC porque tinha dado um déficit de R$ 300 milhões deais. É ridículo, né?
né? As pessoas não têm, conseguem ter um planejamento estratégico. Então, para encerrar, assim, nós temos todas as riquezas naturais, estratégicas que o mundo precisa.
Nós precisamos explorar isso. Para explorar isso, a gente precisa ter um plano de nação, como você fala, um plano nacional de desenvolvimento com foco no longo prazo pra gente explorar toda essa riqueza natural que a gente tem, toda a biodiversidade que a gente tem na Amazônia, que o mundo sempre tá de olho, eh, que só o Brasil tem, eh, reindustrializar o o país, investir em ciência e tecnologia, pesquisa em desenvolvimento, em educação, levar o Brasil, né, com a sua industrialização pra fronteira tecnológica, nudo que a gente precisa para isso. Você vê os países estão aí querendo fazer guerra para ter acesso a isso.
A gente tem tudo e não utiliza e não consegue explorar isso de forma estratégica. Então, Ângelo, acho que eu até me alonguei demais aqui na minha resposta, mas a minha visão é essa, né? A minha visão que esse ataque agressivo contra o Brasil tem nada a ver com o Bolsonaro.
Você pegar o Bolsonaro agora, botar num numa caixa e falar: "Toma, Trump, leva para você". Ele não tá preocupado com o Bolsonaro. O Bolsonaro é só uma desculpa para ele fazer tudo isso.
Tanto que ele até falou isso de foi questionado esses dias, né, se ele era amigo. Falou: "Não, não, não sou amigo, não sei quê". Mas ele não é amigo de ninguém Donald Trump, né?
Ele só é amigo lá do do Epstein, né? Que fazia as festinhas com ele. Mas o restante é tudo interesse, né?
O o que o Donald Trump tem é interesses, né? Interesses privados disfarçados de interesses públicos. Então, eh, é isso, esse ataque agressivo ao Brasil tem um um objetivo geoestratégico muito maior por trás disso aí.
E no final das contas, o que ele quer é atacar a China, né? Ele ataca o Brasil, ele ataca o Bricks e atacando o bricks, ele ataca a China. Essa é a minha visão, tá OK?
Angelo? Desculpe ter me alongado demais aí nessa resposta. Vamos à próxima.
Olá, senhor Cobore. Meu nome é Henrique de Caieira, São Paulo, e gostaria de saber se a taxação dos super ricos, pessoas físicas mesmo, apesar de seguir os princípios da equidade e justiça social, não pode ser visto como uma silada, já que haveria fuga de capital investido dessas pessoas e um impacto negativo na macroeconomia do país. Conheci o senhor há algum tempo e tenho me interessado muito pelas vertentes tão divergentes de outros especialistas em economia.
Gentilmente aguardo o retorno. Forte abraço. Vamos lá.
Henrique de Caieira, São Paulo. É esse. Eu tenho vídeos aqui que eu já gravei, nes vão fugir.
Vamos pegar lá o exemplo lá da acho que na foi na França, né, quando a França decidiu tá achar os super ricos. Aí o ficou famoso lá que é aquele ator, né, o Gerade de Parier, que é um dos atores lá do, se não me engano, é do Asterix Obix que ele que ele participa, né, que ficou conhecido mais por, acho que todo mundo deve reconhecer ele por isso, mas ele tem vários outros bons filmes, um bom ator, né? E aí ele decidiu sair da França para não ser taxado.
Aí, ó, vai ter uma fuga de capitais. O capital desse Gerrad pardier capital produtivo que tava dentro do país, da França. Ele só tirou da de lá e foi para outro país.
Prejudicou o país, zero, nada. Eh, aí você fala aqui no Brasil vão sair capital especulativo de pessoa, inclusive você citam de pessoa física, sei lá, o cara tem 100 milhões aqui investido, aqui, 1 bilhão investido, eh, em títulos da dívida pública, né, com esses juros exorbitantes que a gente paga. Só se for louco, né?
Para não tá, se eu tiver 1 bilhão, eu ia tá ganhando 15% sem correr risco nenhum. Aí ele vai fazer o quê? Ele vai tirar e vai embora.
Esse capital era produtivo aqui no Brasil? Esse um bilhão de que ele tá fugindo. Falando tipo capital assim líquido, né?
O cara tem um bilhão líquido, ele vai embora, vai. Não, até porque é o inverso, né? É o resto do mundo que vem aqui para para investir nessa taxa de juros exorbitante que a gente paga aqui.
Então, ninguém vai embora. O cara que tá líquido, ele vai achar um retorno livre de risco de 15% aonde? Em lugar nenhum, porque o Brasil é a maior taxa de juros real do mundo.
É, então uma pessoa física que tem a riqueza está líquida, ela não vai sair do Brasil porque vão cobrar imposto dela. Não vai, tá? Eh, e que saia, ah, saiu esse 1 bilhão dele que tava investido em ti da renda pública que era produtivo.
Não era especulativo. Era um rentismo que tava só rendendo juros aqui, inclusive esfolando nós contribuintes que pagamos o imposto para pagar os juros da dívida para esses camaradas aí. Então, impacto macroeconômico zero, não vai ter nenhum.
Aí você fala: "Ah, mas aí não tô falando de cara que tá líquido, tá, né? líquido. É, tem lá 1 bilhão em dinheiro investido.
Ele Tudo bem, isso aí eu não tô preocupado. Tô preocupado com o empresário que vai embora. Empresário vai embora para onde, né?
Ele vai fazer o quê? Vai fechar as empresas dele aqui. Se é daqui que ele tá extraindo riqueza, ele vai fechar as empresas e vai embora.
Pegar um exemplo aqui que todo mundo do velho da van. O velho da van falou que vai embora se taxar os super ricos. Eu vai fazer o quê?
Vai pegar a estátua, aqueles 170 estátua da liberdade, vai pôr na mala e vai embora. Vai fechar as lojas e vai embora? Não, até porque a riqueza dele a princípio tá nos negócios, né?
Há há as suas dúvidas. Tem muita crítica aí que faz. Primeiro que ele não pai é o negador de imposto.
Segundo é que ele eh as lojas dele lá não vende, né? Você passa na frente da loja da vanta, aquele monstrengo lá feio, inclusive de mau gosto, né? com a estado da liberdade na frente, aquele aquele negócio parece um palácio romano.
Aí você olha dentro da loja, você não não vê movimento. Pelo menos todas as que eu passo não vejo movimento. Então é meio estranho aqui o negócio, mas digamos que seja um negócio, né, normal que tá funcionando.
Ele vai fazer, vai fechar a loja e vai embora. Se a riqueza dele é ele extrai dali daquele negócio, né? Ah, não, ele vai fechar o negócio, vai embora e tá, ele vai fechar o negócio, vai embora, vai fazer o quê?
Destruir os prédios e queimar todo o estoque que ele tem e vai embora. Não, ele vai vender o negócio dele, né? Então, se ele vendeu o negócio dele, o negócio vai continuar funcionando.
Só ele que foi embora. Ficou líquido lá e foi embora. Mas alguém entrou, comprou um negócio dele e continua funcionando, né?
Então, quais as hipóteses? Essa é uma mais provável que ele obviamente não vai destruir as lojas e queimar o estoque dele, vai querer vender para ele poder ir embora. Então, o negócio vai ficar, vai continuar funcionando.
Digamos que ele seja um louco varrido. Vou fechar tudo, destruir e embora. Outras empresas vão tomar o lugar dele, os clientes dele, né?
Não vão. O cara ia comprar uma geladeira lá na na Avan, não vai deixar de Ah, agora o cara foi embora no Não, vai comprar uma geladeira lá no na outra loja de departament lá no Magazine Luía. Vai comprar em outro lugar.
Então o mercado vai se readequar. Então é esse é terrorismo, né, de quem não quer pagar imposto, vai embora, vai nada, não vai acontecer, não vai por mim. OK.
Vamos aqui à próxima pergunta. Então, professor Cobori, meu nome é Amanda e falo de Cascavel Paraná. Admiro muito o seu trabalho, sempre trazendo discussões disruptivas e construtivas.
A minha pergunta é, considerando o debate sobre o declínio da hegemonia do dólar, o avanço econômico da China e o fortalecimento dos bricks, porque o dólar ainda se valoriza frente ao real brasileiro? Se esses fatores realmente indicam uma mudança no sistema financeiro global, não seria esperado que o real ganhasse força ou pelo menos se estabilizasse em relação ao dólar? Quais mecanismos econômicos explicam essa aparente contradição?
Bem, Amanda de Cascavel. Vamos lá. Como eu já falei bastante, né, sobre a parte geopolítica aqui, eu vou responder essa aqui bem pontualmente, né, sobre aqui por que o real se valoriza ou se desvaloriza e se tá mudando o sistema financeiro global.
Inclusive, eu dei uma palestra, né, na em Salvador agora sobre exatamente isso, sistema financeiro global e a política monetária nos Estados Unidos, política de juros eh, do Banco Central, né? Mas vamos focar aqui, como eu já falei bastante, né, na da parte estratégia ou política, tentar falar dessa parte do do sistema financeiro global mesmo. Primeiro, esses movimentos que estão tendo agora, a gente não pode olhar só a taxa de campo brasileira, porque é um movimento na economia global, né, como você falou, sistema financeiro global.
o fenômeno do real frente ao dólar se desvalorizar ou não, isso tá no curto prazo muito de movimentos, fluxo de capital especulativo, até porque diante da imprevisibilidade, da instabilidade, ninguém consegue mensurar o risco. Se você não consegue mensurar o risco, você não consegue se planejar, você não consegue saber o que vai acontecer e precificar aquele risco que colocar e nas suas contas. Não tem como fazer isso.
Então, esses movimentos que tem é movimento especulativo. O cara acha que pode piorar, então antes de piorar eu vendo meus meus reais aqui, compro o dólar e vou embora. Ou o inverso, né?
Ah, deu uma acalmada, então eu venho aqui, vendo meus dólares, compro em reais e invisto no Brasil de novo. Então, por isso que a taxa de câmbio fica volátil. Então, num curto prazo, não tem como você saber se o dólar vai se valorizar ou desvalorizar, o que vai acontecer, até porque ninguém sabe o que vai acontecer.
Então não tem como você precificar isso. Mas no sistema financeiro global, que a gente precisa ficar de olho, não é no dólar, é num índice que chama DXY, DXY, tá? DXY.
Que que é o índice de XY? É que demonstra o que seria o valor do dólar frente a uma cesta de moedas, né? Uma cesta ponderada de moedas.
E essa cesta ponderada de moedas, ela é composta por seis moedas. Isso aí todo operador de mercado financeiro conhece esse índice, né? chama DXY.
Eh, e esse índice ele é de uma cesta ponderada de moedas do yene japonês, do euro, do dólar canandense, da libre esterlina, da coroa sueca e do franco suíço. Então essa cesta de seis moedas é que formam o índice chamado de DXY, que é nada mais nada menos que mostrar a força do dólar frente a essa cesta ponderada de moedas, né? Então, se o índice de XY está mais forte, é porque o dólar está mais forte.
Se o índice de XY estiver mais fraco, é porque o dólar está mais fraco. Mais forte ou mais fraco em relação ao quê? A essa cesta de moedas, né?
Então é uma forma de ser comparar o dólar com a economia mundial, né? Quando ele faz essas seis moedas, o dólar está mais fraco ou mais forte no mundo, no sistema financeiro global. Então qual a sinalização que a gente pode dar?
Que eu sempre falo assim, para quem não entende muito do sistema financeiro global, eh ele pode olhar uma coisa e achar que é outra. E na realidade é mesmo, tá? Às vezes pode indicar uma coisa, às vezes pode indicar outra, mas você tem que olhar mais uma série de movimentos que acontecem no sistema financeiro global.
Mas a princípio, quando o índice de XY está fraco, que o dólar está se enfraquecendo na economia mundial, você pode falar assim: "Ah, igual acho que o Trump falou ontem, né? Isso é bom porque aí o pros Estados Unidos exportar é melhor". É, realmente é melhor.
Mas o dólar fraco, o índice de XY se enfraquecendo é um sinal que a economia mundial está se redolarizando, ou seja, está utilizando dólares porque tem um excesso de dólares no mercado. Com o excesso de dólares no mercado, a tendência é que o índice de XY comece a cair. O inverso é verdadeiro.
Quando o índice de XY começa a subir, ou seja, o dólar começa a se valorizar frente a essa cesta de seis moedas, quer dizer que tem menos dólares no mercado. Então, com menos dólares no mercado, o índice de XY começa a subir. Com menos dólares no mercado, quer dizer que a economia mundial está se desdolarizando.
Então, assim, existem sinais que a gente tem que, isso é assim de forma macro, né? E você tem que olhar outros sinais, outras variáveis. é para confirmar isso, esse, né, essa tendência eh de dolarização ou desdolarização, tá?
Então, assim, o sistema financeiro global é um pouco mais complexo de de se utilizar, né, de se olhar. Então, quando você olha isso, pode ser também eh porque as operações com dívida americana elas também mexem com a liquidez ou não de dólar na economia mundial, né? Então isso aí você também tem que ver o movimento que os os maiores detentores da dívida pública americana, que são os outros bancos centrais do mundo, né?
A maior é o Banco Central do Japão, depois é o Banco Central da China, depois se me engano está lá na Inglaterra, né? Então, eh, esse movimento de compra e venda de títulos do tesouro americano também você tem que casar com o índice de XY para fazer uma análise um pouco mais completa. Aí você faz uma análise um pouco mais completa, não tá tão completa.
Que eu falei lá no início, na primeira movimento do Trump que eu dei uma olhada no mercado, eu falei: "Ó, isso na realidade o que tá acontecendo é isso. " Por quê? Porque essa esse movimento de venda, compra e venda de título americano também não é só na economia real.
Não quer dizer que as pessoas estão comprando título americano para pôr na sua reserva ou estão se livrando dos título americano para, né, diminuir os ativos denominados em dólar na sua reserva. Às vezes é porque títulos americanos são utilizados também como colateral de outras operações, como eu já expliquei aqui do carry trade, né, do basis trade, eh, que você toma um impression, digamos, na mais comum, você faz um carry trade no Japão. Quando você pega dinheiro emprestado no Japão, ele te empresta, mas ele pega um colateral.
E o colateral que ele exige é títulos do tesouro americano, né? Por isso que o Banco Central Japonês é o maior detentor de títulos do tesouro, justamente pelas operações de carry trade. Então, eh, ele tá colocando lá como colateral.
E aí quando ele coloca como colateral, deu aquela confusão no mercado financeiro mundial, eh, o Banco Central Japonês começou a vender tiro de tesouro americano. Aí as pessoas falaram: "Ah, o Japão está se livrando de tiros do tesouro americano". Não, aquilo era um colateral de uma operação que deu errado, que era um basis trades que tava sendo feito eh no sistema financeiro global, que aí aquela oscilação da taxa de juros de longo prazo do dos tibondes de 10 anos começou a ficar muito instável.
Então várias operações eh que são operações de arbitragem, né, de comprar, vender, compra a vista e vende a futuro, vende a futuro, compra vista, compra futuro, vende a vista. São várias operações de arbitragem feitas para tentar equilibrar o preço do título. Pela instabilidade da taxa de juros, começou a dar errado.
E aí começou a dar errado, começou a dar prejuízo em algumas operações. Começa a dar prejuízo em algumas operações. Eh, esses fundos, grandes fundos de R, são chamados na margem, né?
São chamados na margem. Que que é? Você tem que redepositar margem para tentar manter as operações, é, que você tá e não ser retirado do mercado, né?
não ser, como eles dizem, stopado ou zerado a sua posição, você não oferecer risco ao mercado. E aí quando ele é chamado à margem, para chamar na margem, o Banco Central Japonês vai lá e liquida os títulos dele para fazer frente a essa liquidez que ele precisou. Então assim, é um sistema muito intrincado e complexo.
Você tem que analisar vários fatores para saber o que realmente está acontecendo, né? Então, quando você olha todos os fatores, tem as suas explicações, aí você fala assim: "Realmente essa queda no índice de XY está mostrando uma redolarização da economia americana ou eh o índice de XY está se valorizando, está mostrando uma desdolarização da economia mundial. Então é muito mais complexo que isso, tá?
Mas Amanda, esses movimentos de curto prazo, eh, na nossa taxa de câmbio aqui, dólar frente a real, não quer dizer muita coisa, né? Até porque não existe ainda um equilíbrio, né? Depois que o Donald Trump e iniciou essa guerra tarifária.
Na verdade, o mundo ainda tá numa espécie de estratégia do caos do Donald Trump. Então, ele está jogando com essa imprevisibilidade e na imprevisibilidade ninguém consegue precificar nada. Então, esses movimentos não tem como você ler ele de uma forma, ó, existe uma tendência de de desvalorização do real ou existe uma tendência de valorização do real.
Aí não tem como se fazer uma análise muito concreta, né? Todos esses movimentos de curto prazo são especulativos. OK?
Espero ter te ajudado. Esse episódio fica por aqui. Lembrem-se do evento do ICL agora, dia 27 de julho, às 20 horas, o ICL Eterno, onde será divulgado nesse evento um programa de acesso vitalício à plataforma do ICL, não só como ela já é hoje atualmente, mas com todas as novidades aí que serão divulgadas e nesse evento, né, novidades revolucionárias na área de educação e conhecimento.
OK? Então não percam eh o ICL Eterno, dia 27 de julho, domingo, às 20 horas da noite. O link de inscrição vai estar aqui na descrição do vídeo.
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