Não é pessoal, tudo bom. Confesso que estou um pouco tímida com esse cenário novo, mas eu fiz com muito amor. Espero que vocês gostem.
Hoje, eu decidi gravar sobre um pouco da minha história com a minha saúde mental desse ano, porque é bizarra. Porque eu posso contar coisas que vocês acompanharam de certa forma, sabe? Eu queria falar um pouco sobre isso, porque enquanto estava no cenário depressivo, a minha terapeuta pediu para eu não falar sobre aquilo para me preservar mesmo.
Enfim, aquilo não é uma pauta, não para ficar pior, sei lá. Enfim, foi uma ótima decisão; ainda bem que eu escutei ela e ela pensa nessa questão. Então, basicamente, já tinha falado sobre depressão aqui no canal, mas quem ia falar do tipo "eu lado na psicóloga", sabe?
E a minha psicóloga é ótima, óbvio, mas não era uma coisa tão íntima quanto eu quero que seja, para que seja no papo. Bem, bem, assim, vamos falar sobre o assunto, sabe, sem dar muitas voltas; a gente bota as cartas na mesa e conversa um pouco sobre isso, que acho que é fundamental. Ainda mais para a geração Z; ainda é que acho que todos vocês ou, a maioria, com certeza faz parte.
A galera que não é só de depois de 94 é uma geração que já tem muito mais tendência para ter doenças mentais, etc. Então, vamos falar um pouco sobre isso. Não é novidade para ninguém que eu tive transtorno alimentar na adolescência, então já era uma pessoa que tinha uma certa vulnerabilidade para ter alguma doença mental.
Tem histórico na família de várias tretas. Enfim, eu era uma grande possibilidade de dar ruim, basicamente. Só que, nos últimos dois anos, eu estava muito mais estável em relação a isso, sabe?
Enfim, todo o processo que eu tive com o meu corpo e tal, eu estava muito melhor mesmo. Só que eu lembro que, durante a faculdade, eu comecei a acordar com o coração hiperacelerado. Tipo assim, pensa na sensação de acordar com a sua casa assaltada, sabe?
Com um super sucesso, acordar. . .
todo dia acordar já controlada, graças a uma coisa assim, sabe? Uma sensação principalmente de atraso. Eu tinha a sensação de que estava atrasada para alguma coisa, mas, nossa, a visão constante de que eu poderia estar fazendo mais, ou fazendo antes, ou mais cedo, era muito essa [ __ ].
Tanto que tem esse vídeo no canal que hoje eu vejo que ficou, mano, a hora; era claro que tudo isso eram sintomas de ansiedade, só que eu não tinha conhecimento sobre isso, sabe? Mas, se você se identifica com esse vídeo, por favor, procure ajuda psicológica, porque assim, são crenças sugestivas, sabe? Eu acho que vale a pena passar em uma escola para ver se está tudo bem, pelo menos.
Então, no fim de 2017, já estava meio instável de novo, sabe? E, enfim, o canal viralizou um vídeo, né? Enfim, além de não ser um crescimento progressivo, é porque esse trabalho é de pouquinho em pouquinho para, aos poucos, você ganhar mais seguidores e se acostumar com a proporção.
Diz porque, eu sei que não parece, mas eu sou uma pessoa normal, e eu também tenho, às vezes, muita dificuldade de lidar com tanta exposição. Então, além desse fator, tem o fator exposição. Minha mente tinha que tentar até a dimensão do quanto isso vai reverberar pelo mundo.
Aí, os criadores lidam com um dos ataques de ódio, sabe? Eu também não estava nem um pouco acostumada com isso. Quer dizer, nem acho que eu devia estar, né?
Acho normal ainda, mas é muito comum, sabe? Ser criadora, isso. .
. você toma café da manhã, lê comentários de gente dizendo que seu trabalho é um lixo. Isso é trabalhar para a internet.
Eu não estava acostumada com isso, então para mim foi uma mudança muito brusca, sabe? Aprender a lidar com essas coisas, com a exposição, foi no mês que eu tranquei a faculdade. Então, deixar de lado toda aquela socialização, prova, a faculdade faz muito bem para a saúde mental também.
Enfim, convívio, trabalhar sozinha em casa, da minha empresa, que eu tinha que bancar e que pudesse. . .
rápido. A empresa, que pensa. Então, me foram muitas outras responsabilidades que apareceram pra mim, sabe?
Então, foi realmente uma fase de muita dor, a ação, porque ninguém nasce pronto para lidar com tanta gente, sabe? Principalmente de um dia para o outro. Não é um mandamento saudável; ligado por nossos ancestrais, eles só lhe davam um celular, a família, tipo, a prole, e, sei lá, algumas galera que eles vão tombar no goleiro índigo na rua.
Então, foi realmente muito complicado emocionalmente pra mim. E aí que começou a rolar, além daquela mesa que estava tendo, já admiti sentir atrasada e fazendo. .
. eu comecei a achar que eu ia errar de novo, sabe? Eu tive essa empresa muito forte do tipo assim: é melhor falar menos, e melhor eu sair.
. . euro v.
. . gente, porque a chance de falar uma besteira de novo e assim menor, sabe?
Assim, ficaram muito bizarro que depois eu conheci várias outras gravadoras e todas trazem esse discurso, assim, sabe? Todos, todos, tipo, é bizarro como isso é uma coisa que a gente vê que se repete com várias galeras, sabe? Era justamente pela ansiedade.
Como eu sempre falei, isso é um boninho, banana. Que se abertamente eu sempre troquei muito técnico e psicólogo sobre isso. Inclusive, foi por conta disso que eu conheci a minha psicóloga atual.
E ainda mais incentivo para começar a terapia. Então, logo no começo, nem começou a dar ruim e já comecei a fazer terapia. E eu acho que é só por isso que eu tive mais uma estabilidade, assim, sabe?
Não deixar a peteca cair, sabe? Ainda bem que eu estava me tratando sério, ainda bem que eu estava tratando já. .
. Eu sou psicóloga, me colocou tanto a pilha pra fazer. Terapia, e eu acabei fazendo com ela mesmo e foi massa.
Sem tratamento, foi bem interessante. Desde o começo, eu sempre adorei fazer terapia e eu recebi o diagnóstico de ansiedade. Mesmo assim, ver uma coisa muito clara, sabe?
É uma coisa que fazem de reconhecer basicamente. Passava o meu tempo inteiro pensando em coisas que eu já tinha feito de errado, por coisas que eu poderia fazer de errado, sabe? Eu não cantava "presente".
É por isso que eu gravei este vídeo, inclusive. Não tinha tempo "presente" pra mim. É um tipo de como eu podia evitar as coisas que eu podia fazer errado e como eu podia consertar as coisas que eu já tinha.
As minhas únicas preocupações. . .
A ansiedade é uma coisa muito presente na vida de todo mundo, sabe? Ter ansiedade é bom. É bom pra ficar empolgada, bom pra te preparar, é bom pra liberar hormônios no seu corpo se for necessário.
Só tem várias, várias funções. Não é à toa que a gente fica ansioso. Só que a ansiedade patológica é quando aquilo que trava, de tipo, você não queria sair, você não queria fazer nada, e você evita muitas situações, sabe?
E foi justamente assim que acabei ficando com um quadro depressivo, porque evitava tudo e todos. Então, eu queria ficar muito tempo sozinha, sabe? Eu pensava assim: eu tinha tanto desânimo para sair, saber que várias coisas podiam dar errado e não gostar da imagem que eu tinha de mim, não gostar de mim.
Eu não gostava de mim, eu estava sim, em uma relação muito ruim comigo. De novo, sabe? Eu acabei deixando tudo pra lá, tudo pra lá.
Prefiro ficar sozinha, vou ficar em casa até. . .
enfim, acabei ficando com um quadro depressivo. Então, eu tive todos aqueles sintomas clichês que a gente sempre ouve falar: eu não queria comer, eu não queria transar, eu não queria tomar banho. É uma coisa muito importante pra mim.
Adoro tomar banho, lavar o cabelo. . .
pouquíssimas vezes eu não tinha nem pra nada. Julho, tenham ideia: uma vez eu ganhei ingresso pro show da Katy Perry e aí eu queria, eu cheguei até o metrô e voltei. Não queria.
Não estava nem um pouco. . .
acho que voltei pra casa pra dormir, tá ligado? De tristeza. Uma coisa assim, absurda.
Quando recebi o diagnóstico, a primeira coisa que eu fiz foi avisar Luís, e ele foi um anjo. Ele é um anjo! Explicou mais ou menos como é que as coisas tinham que funcionar, como ele poderia me ajudar, assim como a Mônica.
Enfim, avisei pessoas que eu sei que se dissessem "ruim", e eu falaria comigo, sabe? E principalmente, eu tentei fazer o máximo, ao máximo mesmo. Eu me esforçava demais, demais, demais, demais pra fazer tudo que a terapeuta pedia.
Mas assim, tudo, tudo, tudo. A questão da socialização, a questão das crenças, a questão da atividade física. Eu só me apaixonei por atividade física porque ela pegava tanto no meu pé em relação aos hormônios que liberam no cérebro e tal, e que era o momento em que eu estava, tipo, em escassez total.
Eu precisava daquilo urgentemente, e por isso que a atividade física era tão, tão importante. Assim como o fato de transar, que eu não tinha vontade. Eu falava sobre um incentivo pra rolar uma erotização porque eu realmente precisava daqueles hormônios da floresta.
Mas é real. Aos poucos eu fui saindo desse cenário depressivo, mesmo. Aos poucos, de verdade.
Eu lembro desse vídeo que postei nas histórias. Tipo, quando era a primeira vez que eu ficava em casa sozinha depois de meses. E foi muito gostoso, tipo, não ter medo de ficar sozinha.
Eu tinha medo de ficar sozinha. E foi lá que comecei a chorar do nada. O que fazer?
Uma besteira, sabe? Quando você tem depressão, ansiedade, ou alguma coisa do gênero, qualquer doença mental, você não tem muito controle das coisas que aparecem na sua cabeça, sabe? É como se você tivesse se apaixonado por uma coisa que te faz mal, tipo assim.
Sabe quantificar? Apaixonado por alguém, o tempo todo pensando naquela pessoa, qualquer coisa lembra ela. A depressão e a ansiedade são meio que uma paixão que faz muito mal, porque você não quer pensar naquilo, mesmo.
Sempre que o gatilho. . .
Eu tentava pensar em outra coisa, mas eu não conseguia. Era como dizer que eu não desligasse. Será como se fosse, no máximo, ele ficasse em stand by, esperando alguém ficar ali pra acender de novo.
Aos poucos, e com muito tratamento, e muita atividade física, socialização, enfim, a família. Inclusive, eu tô falando tanto sobre a arte de novo porque era uma das coisas que a terapia pediu em relação à minha essência, sabe? Fazer as coisas que me faziam sentir mais eu mesma.
E aí, aos poucos, eu fui melhorando meu cenário depressivo e depois fui me tornando uma funcionária ansiosa. Confesso, ainda trabalho as questões, vão. .
. A cidade tem várias crenças que eu ganhei desde muito pequena, que são muito difíceis de flexibilizar, que componente melhoram. Eu reaprendo, overkill, de outra forma.
Mas eu melhorei, eu quero viver. Isso é muito incrível. E nesse processo todo, eu reaprendi, querendo ver.
Acho que a parada mais impagável que a gente tem é. . .
não dá vontade de viver, literalmente dá vontade de ver. Diz "não". Preferir morrer, sabe?
Porque é uma realidade bizarra. Sabe? Eu passei meses preferindo morrer, achando que as coisas que eu tinha lidado não tinham solução.
Sabe? De pão, a única forma que eu tinha era morrer. A dificuldade era que eu achava que essas coisas não tinham solução, sabe?
Mas elas tinham. Ela tinha uma solução. E falando, conversando com a sua psicóloga sobre isso, ela mesma vai te dando opções, sabe?
Ela vai abrindo o leque, mostrando como existem, sim, soluções. Então eu parei de inventar eventos que eu não me sentia. Confortável, eu parei de andar com pessoas com quem não me sentia confortável.
Eu voltei a lidar com a arte de novo. Eu vou ter que rever muito mais a minha família e não ficar no bolo da galera que trabalha com isso, porque é massa. Tem muita gente incrível, mas é uma visão muito parcial de quem eu sou, sabe?
Com a minha família, me sinto muito mais eu mesma. Eu sei que eu não sei ser completamente honesta com eles, sabe? Eu comecei a fazer atividade física.
Eu voltei a ter toda aquela parada da erotização e me senti 100% só de novo. Tudo aquilo que é fundamental para a saúde mental: só ter um hobby, que sabe, voltar a ter coragem de conversar com alguém. Carol, pessoa super ativa, e super que chega e fala.
Tem esse vídeo meu aqui, que comentou um pouco sobre isso. Eu adoro essa pessoa que chega e fala que não vê uma medida de peso interessante sentar na mesa. Estava o pessoal usando funk, mas não estava completamente diferente.
Eu não queria nem sair de casa. Queria sentar no mesmo jeito que evitava, e eram esses pequenos desafios, sabe, que me traziam muito de volta uma coisa que eu sinto que eu sou. Era realmente me esforçar muito para fazer paradas, eles, mesmo sem muita vontade, mas só para provar para mim mesma que eu consegui.
Essa cara! Quantos talkies eu não fiz nessa época só para mostrar que eu conseguia? Porque eu estava muito nervosa, muito insegura.
Você fala: "Humana, tenho aqui a parte do meu trabalho, é parte do processo terapêutico. " Sabe, dosando a exposição fazia parte do processo terapêutico. “Saberá, realmente quero fazer melhor.
” Então, eu tinha que o esporte me atacar e falar mesmo, sabe? E foi muito [__]. Cara, eu não fiquei muito mal, mesmo.
Eu não vou entrar nesse vídeo, eu não gosto nem de receber. Eu acho que toda a dor traz muito aprendizado. Cara, hoje eu entendo paradas que eu jamais entenderia se não tivesse passado por essas coisas.
Não que eu esteja sendo grata de pressão de nenhum filme com isso. Aconteceu, foi um fato. Sabe, não fosse eu conseguir ignorar, eu realizei meu sonho e não soube lidar com ele.
É uma possibilidade, sabe? O que aconteceu com, sei lá, todos os criadores, por que não aconteceria comigo? Como é que seria diferente?
Inclusive, se você é criador e você não faz terapia, por favor, sabe? Esse tem que ser o investimento número um, punk de qualquer outro. O seu canal não existe se você não estiver bem.
Eu sei que ele está na fossa, na força. Eu realmente achava que não podia melhorar, mas, mano, sempre tem jeito. Eu passei a gostar da pessoa que eu sou e não da pessoa que eu queria ser.
Esse é o ponto. Uma amiga uma vez me disse que fazer terapia é como quando a sua cabeça é a cabeça de um acumulador que tem várias caixinhas organizadas sobre várias coisas. Elas estão todas desorganizadas e a psicóloga, a partir de muita organização, coloca as coisas nas gavetas certas, que facilita o caminho, tira tudo que está errado.
Enfim, lá, organiza somente você sabe o que quer ser, o que não é, o que você precisa guardar. Você não precisa ter um pouco sobre isso. É isso.
Se você não, também, marca uma consulta, nem que seja só para descarga de consciência. Lembre-se de marcar uma consulta, lembrando que nos destaques no Instagram têm vários lugares que fazem o atendimento de graça. Outra social é esse, gente!
Muito obrigada por tudo. Desculpa um gigantesco, mas tem coisas que precisam ser ditas. E espero que tenham gostado do cenário novo.
É isso. Um beijo.