Eh, eu sempre fui uma pessoa muito de de festas e eventos e gostava muito de sair. E desde novo eu sempre tive só a moto como o veículo principal, por ser mais em conta. Mas aconteceu o que eu comecei a misturar álcool e direção, onde que foi o meu grave erro.
Eu tinha bebido bastante, já tinha ido para um aniversário e fui para outro logo em sequência. Cheguei no outro aniversário também bebi se importar com as consequências de tá dirigindo tarde, horário do dia. E na hora de ir embora, eu cochilei em cima da moto e acabei batendo na traseira de uma carreta de prancha.
Eh, o acidente em si, eu tive muita sorte pelo fato de eu não bater em cheio, porque como a carreta de prancha é feita totalmente de metal, eu já teria morrido na hora. quebrei o dedo e o fêmor. Só que a parte do fêmor foi a mais grave, onde deu eh encurtamento devido à falta de osso que eu perdi.
E isso depois que a gente que eu acordei, né, no hospital sem entender o que estava acontecendo, foi um bac muito grande, porque ah, logo após que eu sofri, eu vi que eu precisava depender de alguém para tudo. E isso acabou afetando todas as pessoas à minha volta, principalmente minha mãe, meu padrasto, todos aqueles que conviviam comigo, porque alguém teria que ficar comigo agora praticamente todo dia para me levar ao banheiro, para est arrumando alimento para mim, para est me transportando para fora, para me dar uma respirada num ar, não ficar só no quarto. E além disso, a cabeça da gente vai a milhão.
A gente pensa, pô, por que comigo? eh, o que que eu fiz de errado? E eu vi que eu estava sendo errado.
Isso aconteceu por minha causa. Tudo aquilo que aconteceu, que eu estou passando, foi por conta que eu procurei. Minha mãe me avisava sempre: "Não vai, você tá dirigindo moto, não bebe.
Mas a gente acha que não vai acontecer na porta da gente, ninguém vai bater na gente, a gente não vai ter um descuido e vai sofrer um acidente grave e acaba acontecendo, onde foi o meu caso. Ah, graças a Deus eu consegui, com a ajuda dos meus familiares, dar a volta por cima, consegui me remoldar, mudar minhas atitudes. Hoje eu sou uma pessoa que não bebo mais.
Ah, evito festas, gosto de ficar bastante em casa, aprendi o tanto que o a família da gente é importante, ah, os laços. Então fica a dica e a conscientização de todos, né, para que vocês comecem a repensar sobre ah como está corrido tudo. a gente precisa desacelerar um pouco, a gente precisa ter conscientização sobre todas as nossas atitudes e com um uma maior cautela e tempo planejamento para est organizando tudo que você precisa fazer, que se você se organizar você vai conseguir chegar na onde você precisa e assim vai estar preservando a tua vida de todas aquelas pessoas que você ama e de todas as pessoas que estão no trânsito também tentando fazer da mesma forma que você.
Mas era sete pessoas numa caminhonete. Ano de de 1992 tava tranquila aqui verde saí resolvi ir na fazenda jogar o futebol na vinda de lá para cá na saída da rodovia do Monte Vidil. Vindo de lá para cá tarde cansado.
A gente bem devagarzinho no encostamento. Rapaz saindo de um churrasco na fazenda, embriagado. Vela cidade meia maluca.
160 por hora. bateu no meu carro. Eu vim, jogou para fora do carro.
Nessa hora passaram em cima de mim. O carro que tava vindo de frente passou em cima de mim. Me quebrei bastante, quebrei as duas pernas, bacia, machu fiquei bastante.
Vim pro hospital, fui para Goiânia, fiquei 60 dias no UTI e graças a Deus tô aqui hoje trabalhando. Sim, eu fiquei, perdi minha perna esquerda, uma amputação no quadril, perna inteira, quebrei bacia, intestino e sequela só isso mesmo. Não tem mais nada não.
Só foi ficar, fiquei sem minha perna mesmo. Nossa, eu fiquei 10 anos na minha vida revolta do mundo. Para mim, eu achava que o mundo tinha acabado.
Eu que eu era incapaz, que você o que vem na cabeça da gente, que você se tornou uma pessoa incapaz, que você não é mais capaz de fazer nada. Até que eu aceitei que eu realmente tenho uma deficiência e aí comecei a viver. Mas foi bem difícil.
O que levou acontecer meu acidente foi a imprudência e o álcool, né? Álcool e volante não funciona, não dá certo. Não adianta o cara falar: "Não, eu eu tem muita gente fala: "Não, dirijo melhor quando eu tô bêbado".
Isso não é verdade. Diminui reflexo, diminui tudo. E o que me levou o meu acidente foi o rapaz ter bebido muito e a velocidade, né?
Ele tava a 160 por hora, ele bateu no meu carro a 160 por hora. Eu acho que sentimento é que você fica muito revoltado no início. Você tem que aprender a beber de novo.
Se você tá com pressa, sai cedo. Não precisa de correr. O cara entrar no carro e andar aí a 180, 200 por hora é uma arma na que ele tem em mãos.
Não, sem a família o cara fica, não consegue recuperar, não superar o negócio, não. Eu tive muito apoio da minha família, meus irmãos, a gente é seis irmãos, é muito, muito apoio da família, pai, mãe, de todos da família, porque senão você não consegue não, porque amizade é aquele negócio, você tem muito amigo para ir para boteco. Quando você cai numa situação dessa, some tudo.
Você não tem amigo, tem que ter sua família, porque senão você não consegue. Sofri acidente no dia dois, eu vou lembrar depois de 40 dias. Eu fiquei 40 dias no UTI que esses dias não existiram para mim.
Eu morri e voltei. Em fevereiro de 2022, meu pai, ele teve a vida ceifada eh por uma imprudência que poderia ter sido evitada, né? Eh, na Avenida Presidente Vargas, esquina com a rua 13, ali entre a Comigo e o Banco do Brasil do Bretas, eh, um gran Siena fez uma conversão que não podia, que não podia fazer a esquerda e, infelizmente acertou, né?
Meu pai estava de moto, né? acertou, eh, colidiu com meu pai e e ele não foi a óbito no mesmo dia, né? Ele foi pro UPA de Rio Verde porque a batida foi tão violenta que ele ficou desacordado e não encontraram os os cartões dos planos de saúde que ele que ele tinha.
Ele foi pro UPA, eh, disseram para nós que ele tinha que fazer uma cirurgia com urgência lá no no Hospital de Santa Helena, hoje é o Erso. E meu pai chegou lá e não conseguiu eh fazer essa cirurgia em tempo eh colocaram ele na sala de cirurgia ainda consciente e quando ele saiu da sala de cirurgia já saiu em coma e, infelizmente não voltou mais. Eh, e esse evento, esse fato, eh, que ceifou a vida dele, de certa forma fica um espaço vazio na nossa família que não conseguimos preencher com nada, né?
Na verdade, a dor tá aqui todo dia. A gente apenas aprende a conviver com essa dor, mas de fato sair ela não sai, né? Fica uma lacuna o resto da vida.
aqui nas nossas vidas, tivemos que readaptar tudo, né? Porque meu pai era um cara muito, muito trabalhava demais, super trabalhador, tirava tempo pra família, então, eh, era meu herói, era a minha base, né? Então, infelizmente poderia ter sido evitada.
ele apenas, tipo assim, estava desatento com relação às placas, porque a região ali é muito bem sinalizada, que não pode fazer esse tipo de conversão. Eh, mas o que a gente sabe também é que essa pessoa, ela ficou ficou transtornada. É uma pessoa que tem que fazer um acompanhamento eh psicológico, né?
É uma pessoa que ficou muito abalada, é uma pessoa também que não tinha recurso, a gente nem sabe como é que ela ela conseguiu pagar. essa essa indenização, né? É uma pessoa também que a gente não encontrou eh frente à frente, ele sempre intermediou por algumas outras pessoas.
Mas enfim, a nossa a nossa vida nós tivemos uma perca irreparável, né? E a pessoa também que colidiu, a gente percebe que ela também sofreu e sofre pelos acompanhamentos psicológicos que até onde a gente sabe ela ela precisa fazer. Desacelerar não é perder tempo, é cuidar do que há de mais importante, preservar as vidas.
Aí ele falou assim para mim falar: "O que que isso e esse ocorrido acarretou na minha vida? " Falei: "Cara, é meio difícil falar, eh, porque foram muitas coisas, mas de de uma forma resumida, foi um hard reset na minha vida que eu perdi tudo, né? Aí tô tendo que reconquistar tudo de novo.
" Para meu primeiro acidente, o rapaz tava embriagado, sobrefeito de drogas, ele for e eu bati. Às vezes você pode até dar certo, mas se você tiver embriagado ou com sono que seja, é, você pode provocar um acidente, por mais que você tenha sinalizado. Não que não seja importante, a seta é importante.
No segundo, a mulher virou sem dar a seta, ela veio na direita, virou pra esquerda, na minha frente sem dar seta, no outro aconteceu do mesmo jeito. O rapaz virou pra esquerda sem dar seta nenhuma. Eu bati sempre foi pouca coisa.
uma falta de atenção, um segundo de bobeira, porque o trânsito ele é muito rápido. É um segundo que você fica ali despercebido, você pode provocar um acidente. Hoje em dia eu tenho, depois desse acidente agora, eu tenho a consciência do quanto é importante andar mais devagar, mas eu corria muito e por mais que eu tava certo na minha mão, eu não não respeitava a sinalização, mas o fato de eu estar rápido eh me impossibilitava de fazer alguma coisa, de desviar, de feirar, de fazer alguma coisa.
Fo nó nós saímos para ter um dia em família em Jataí e voltando a gente encontrou o pessoal, tava chovendo no dia, a gente parou para ajudar o pessoal justamente por isso, porque tinha dois rapazes e na chuva precisando de ajuda, a gente parou para ajudar. Quando o caminhão veio, a gente ficou lá um tempo ajudando ele, na hora que a gente entrou o carro para ir embora, foi quando aconteceu isso. Aí nisso veio um caminhão desgovernado e em alta velocidade, porque a frenagem dele deu 45 m.
Se ele tivesse devagar, ele tinha parado e colidiu com o meu carro. Onde nessa colisão eu fiquei deu tramaniando, fiquei entado um tempo, teve dois óbitos, cheguei a ver nada, né? Porque o caminão veio de trás, eu tava parado no carro e o caminão veio de trás.
Eu nem vi o caminhão. Quando eu quando eu vi, eu acordei em casa, no hospital, não sei, depois de quase 20 dias, uns 15 dias, eu acho, dei traumatismo, fiquei com algumas sequelas, não ando direito ainda. Eh, morreu minha esposa, minha filha, no acidente, o carro da perga total.
E é isso. A casa que eu tinha eu tive que desfazer. Os móveis que eu tinha tive que desfazer.
Meu serviço eu não consigo mais exercer minha função que eu exercia por conta do das sequelas que ficou. E tô tendo que recomeçar a vida de novo. Não corra.
É porque se você anda dentro do da velocidade permitida, que já não é tão devagar, você ainda tem ali alguns recursos para fazer em um em um momento em de apuros, mas se você tiver acima da velocidade, as na maioria das vezes você não vai ter nada o que fazer para evitar, por favor. Desacelere. É melhor chegar atrasado do que nunca chegar.
Vamos preservar o que há de mais precioso. A vida.