Olá pessoal passando aqui só para lembrar vocês que hoje é o último dia para solicitar o certificado ele comprova que você fez o curso e pode ser utilizado como horas complementares para faculdade tem 40 horas e é um grande diferencial para ter em seu currículo o certificado acompanha o material complementar do curso que é um e-book exclusivo que tem todo o material nos slides está incrível Bora para aula [Música] Olá sejam bem-vindos aula 3 sobre demências em idosos eu sou Rafael Linhares fisioterapeuta e hoje vou falar um pouco sobre a atuação da fisioterapia em idosos
com transtornos neurocognitivos maiores primeira afirmativa importante dessa aula é desconstruir essa palavra demência foi substituída recentemente pelo transtorno neurocognitivo maior e durante a elaboração da aula vou falar para vocês a importância da gente utilizar A nomenclatura correta para se comunicar principais tópicos da aula de hoje serão uma introdução sobre essa nomenclatura a definição das doenças e a epidemiologia vamos falar dos principais tipos entre eles Doença de Alzheimer cérebro vascular corpo músculos de Levi pronto temporal e doença de Parkinson e a fisioterapia a recomendação a indicação e atuação do fisioterapeuta para pessoas com transtornos maiores Então
vamos lá começando pela atualização da nomenclatura e a caracterização geral o termo demência veio do latim significa D pauta e mens mente que seria a falta da mente e isso está caindo em desuso por conta da conotação pejorativa a gente sabe que pessoas com transtornos maiores não tem ausência da mente elas vivenciam um agravo e reversível das habilidades neurais de acordo com a fisiopatologia de base mas não é uma perda da mente então a gente não pode utilizar essa nomenclatura porque ela tem um peso ele é demente a demência isso para os familiares é particularmente
desafiador então o termo transtorno neurocognitivo maior está sendo utilizado desde o dsm5 em 2013 o transtorno neurocognitivo maior é um termo geral para um determinado grupo de sintomas de natureza ne degenerativa e progressiva que evolui com perda gradual de funcionalidade o idoso vai manifestando perda de funções cognitivas entre elas a memória mas não é a única com prejuízo contínuo da sua independência é por isso que Pessoas com Transtorno maior de Alzheimer por exemplo vão ficando dependentes ao longo da vida a trajetória é marcada por declínios de grande impacto na dinâmica familiar a medida que os
idosos vão se tornando mais dependentes Isso muda totalmente a logística da família porque a família precisa se adaptar a rotina de cuidar e nem todo mundo se prepara para cuidar os transtornos neurocognitivos não fazem parte do processo natural de envelhecimento essa fala precisa estar bem clara porque a perda de memória não faz parte do processo de envelhecimento e ainda que o transtorno cognitivo maior vai muito além da perda de memória a gente precisa primeiro esta entender que perder memória em qualquer circunstância mesmo que não haja um diagnóstico de uma doença neurodegenerativa não é normal não
é natural do envelhecimento e toda a queixa de memória deve ser investigado mas o que é de fato transtorno neurocognitivo maior primeiramente né está associado com sintomas diferentes de doenças neurológicas diferentes então existem vários tipos de transtornos e nós vamos falar na aula de hoje dos principais são células cerebrais que param de funcionar adequadamente E aí dependendo da área aonde essa células param de funcionar o paciente vai ter alguns determinados tipos de sinais e sintomas as alterações cognitivas relacionadas a memória confusão mental alteração de humor e comunicação podem acontecer mas nem sempre acontecem desde o
princípio alguns tipos de transtornos maiores tem trajetória de evolução muito típicas outros não são tão caracterizadas por determinadas atitudes por isso a gente precisa ficar muito atento para não perder a oportunidade de encaminhar esses pacientes em tempo de fazer os seus diagnósticos corretos requer então uma abordagem de cuidados inclusive paliativos precocemente desde o diagnóstico Já que é uma doença que cursa né com degeneração ou seja pior ao longo da vida então cabe a abordagem de cuidados paliativos e um acompanhamento de uma equipe desde o começo para trazer para essa família todo o suporte e já
que tem um prognóstico de perda de funcionalidade atuação do fisioterapeuta imprescindível desde o seu diagnóstico e o que causa o transtorno neurocognitivo maior a gente sabe que é um processo patológico degenerativo e progressivo ou seja não cura e piora com o passar do tempo geralmente acomete idosos a partir dos 60 anos mas pode acontecer antes ou depois né precoce ou tardiamente é O agravo Irreversível de habilidades mentais e motoras de acordo com a área cerebral que é afetada a idade A genética a história de vida o nível de escolaridade o estilo de vida relacionado principalmente
com alimentação atividade física e sono podem ser fatores de risco dependendo da trajetória de vida mas também existem componentes não modificáveis que são fatores genéticos a própria o próprio fato de ser mais prevalente por exemplo em países em desenvolvimento como o Brasil né então pai em desenvolvimento as pessoas por terem mais desigualdade mais durabilidade social Econômica tem mais chances de desenvolver em transtornos neurocognitivos e isso é uma questão de saúde pública porque possui grande Impacto inclusive na economia mundial vou mostrar para vocês alguns dados existe um impacto Global das demências dos transtornos maiores no mundo
todo na vida de todas as pessoas e aí eu trago agora algumas informações alarmantes sobre o transtorno neurocognitivo maior todos nós todos seremos afetados pelos transtornos neurocognitivos maiores Em algum momento das nossas vidas ou porque vamos cuidar de um paciente que tem ou porque alguém na nossa família vai ter ou porque a gente vai conhecer alguém que conhece alguém que tem um familiar com transtornos maiores ou muito próximo no nosso próprio seio familiar Ou até com a gente né estamos cercados que nós convivemos com essa doença diariamente muito de perto tenho certeza que muitos de
vocês que estão assistindo agora conhecem ou já ouviram falar de um caso de alguém que tenha o paciente ou algum familiar com Alzheimer ou outros tipos por isso que é uma doença que afeta todas as pessoas em 2015 para vocês terem uma ideia de como esses números são altos o número de pessoas com transtornos deram cognitivos maiores era de 46.8 milhões no mundo a expectativa é que em 2030 esse número chega a 74 7 milhões e em 2050 estima-se que o número chegue a 152 milhões de casos no mundo isso traz questões socioeconômicas preocupantes relacionadas
com gasto Já que é uma doença que faz com que as pessoas tomem se dependentes e com a dependência aumenta exponencialmente né cada vez mais o número de gasto com cuidados com assistência de longa permanência com o manejo né farmacológico não farmacológico dos da evolução da doença de base e esses valores são preocupantes né porque todo esse dinheiro é uma questão de saúde pública né E a gente tem um gasto muito grande financeiro e não só isso né de qualidade de vida também nas pessoas que estão envolvidas para você terem uma ideia de Valores em
2015 o gasto com transtorno maior foi de 818 bilhões no mundo em 2018 o número já chegava 1 Trilhão em estima-se que esse número chegue a 2 trilhões ou seja isso antes de covid tá pessoal a gente já tem aí estudos se desenhando sobre o impacto da pandemia e no inclusive no aumento da prevalência né na incidência né novos casos na verdade de doenças dos transtornos neurocognitivos maiores tanto pelo efeito do isolamento quanto das sequelas da doença em si então com certeza a gente vai ter o número muito maior e a gente tem como eu
falei né uma incidência maior em países em desenvolvimento como o Brasil e aí isso é um fator preocupante né já que é a gente convive mais com doenças mesmo com mais problemas sociais a gente tem que dar conta de fazer o manejo do envelhecimento com dependência decorrente dessas doenças né E aí é Um Desafio que vai além da saúde né a gente precisa de políticas públicas e organizações né governamentais mesmo que de fato contemplam as necessidades que essas famílias precisam que elas têm ao longo da vida e aí eu trouxe para vocês alguns dados sobre
os principais tipos de transtornos a gente tem o Alzheimer 6080% dos casos é o tipo mais prevalente né mais conhecido também o tipo cérebro vascular cerca de 5 a 10% dos casos e os outros tipos representam cerca de 7% além desses Existem muitos outros tipos muito raros Tá mas os que a gente comumente vê são os tipos fronto temporal corpúsculo de Levi e por doença de Parkinson a doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa também mas ela cursa Em algum momento com perda cognitiva e é por causa disso que eu coloquei essa observação Nesta aula
né sobre transtornos maiores aqui tem as referências né um pouco das principais referências que eu utilizei para vocês consultarem e agora vamos entender um pouco mais em detalhe Quais são os principais tipos de transtornos neurocognitivos em idosos Alzheimer como eu falei é o tipo de transtorno mais prevalente mais comum cerca de 60 a 80% dos casos lembram que eu falei que os tipos de transtorno neurocognitivos maiores são classificados de acordo com a natureza da sua física Patologia e a área cerebral onde acontece o processo neurodegenerativo no caso do Alzheimer a gente tem acúmulos de proteínas
Beta miloide e tal nos neurônios dentro e fora dos neurônios e esses emaranhados proteicos são o que causam a morte dos neurônios tanto de dentro quanto pro si mais ou seja o Alzheimer é tão agressivo porque a gente tem morte neuronal tanto dentro quanto fora dos neurônios a evolução é lenta Então a gente tem por conta dessa morte né de neurônios ao longo da vida das pessoas com Alzheimer a gente tem um dano Irreversível ao tecido cerebral E aí por conta dessa piora né uma alma Regeneração né os neurônios vão morrendo a evolução é muito
lenta começa inclusive muitos anos antes do diagnóstico o Alzheimer tem cinco fases geralmente é diagnosticada na terceira fase a gente tem inicialmente a fase pré sim automática fase prodômica depois a gente tem a fase leve moderada e Severa Geralmente os sinais e sintomas características da doença de alzheimersão percebidos pela família e diagnosticado pelo médico na fase 3 que a fase leve mas quando muitas vezes é descoberto etc em casos muito precoces e mesmo assim a doença já tem bastante tempo de evolução né Geralmente os problemas os primeiros sintomas típicos né na trajetória típica da evolução
da doença de alzheimersão perdas cognitivas associadas com memória e essa é a queixa que os idosos apresentam ou os próprios idosos que se percebem ou as famílias né idosos que falam muitas vezes a mesma coisa que são repetitivos ou que não lembram de coisas importantes né então isso é geralmente o tipo de queixa que leva essas famílias a buscar uma ajuda e aí muitas vezes a primeira porta e para o diagnóstico O problema é que muitas vezes isso acontece depois de 20 anos é como eu falei que já tem de evolução desses dois primeiros dessas
duas primeiras fases do Alzheimer que são silenciosos e esse atraso no diagnóstico infelizmente por uma questão da própria fisiopatologia é o que dificulta tanto né o tratamento precocemente a gente tem também o tipo de transtorno neurocognitivo maior cérebro vascular do tipo cérebro vascular 5 a 10% dos casos é o segundo tipo mais prevalente em idosos percebam que aqui não tem nada a ver com emaranhados de proteína como Alzheimer aqui a causa fisiopatologia de Base é totalmente diferente a gente tem também um processo neurodegenerativo e progressivo porém de ordem vascular aqui o problema são vasos sanguíneos
esses vasos estão danificados o tecido é lesado acontecem lesões encefálicas semelhantes a um AVC porque os nutrientes não são recebidos e porque o oxigênio não é distribuído em áreas cerebrais importantes essa operação é esse essa fisiopatologia gera uma alteração que diferente do Alzheimer não começa memória para pacientes com transtorno cérebro vascular a gente tem alterações de discernimento incapacidade de decisão planejamento dificuldade para organização são sintomas iniciais seguido por prejuízo de memória Ou seja a gente tem sim um prejuízo mas não é a primeira não é aquilo que leva a família para o médico por exemplo
aqui neste caso é mais essa relação com a incapacidade de decisão planejamento e a falha de organização a gente tem olha que interessante ao contrário do Alzheimer um prejuízo motor muito característico inclusive em fases iniciais relacionado com o déficit de Equilíbrio velocidade de marcha porque porque a física patologia do transtorno neurocognitivo maior cérebro vascular é com é semelhante a um AVC certo então a gente tem através de várias lesões encefálicas que acontecem por conta de um processo neurodegenerativo diferente do AVC que é uma questão aguda a simetrias né então assim como uma sequela de AVC
o indivíduo fica assimétrico né um lado mais fraco que o outro é um lado mais acometido muitas vezes tem mais menos força mais rigidez e essa assimetria corporal prejudica a percepção do próprio corpo no espaço que atrapalha o equilíbrio interfere totalmente na marcha e principalmente na velocidade da Marcha né o indivíduo torna-se assimétrico então ao contrário do Alzheimer que existe um prejuízo motor muito mais precoce E aí o tipo de prejuízo motor e o tipo de sintoma que vai aparecer primeiro desses que eu falei tem muito a ver com a área né que foi acometida
ali a área de vasos cerebrais que param de funcionar adequadamente Qual é o tipo e a extensão das lesões existem dois tipos de lesões ou isquêmicas ou hemorrágicas e a área que elas acontecem então em poucas palavras o transtorno neurocognitivo maior cérebro vascular é como se fosse um AVC que nunca para de acontecer só que ao contrário do AVC não é um evento agudo e muitas vezes se forem lesões pequenas a família nem percebe o que leva mesmo eles buscarem ajuda são esses outros sintomas mais Associados a cognição e a comportamento que Eu mencionei assim
agora a gente tem um outro tipo de transtorno neurocognitivo maior que é o transtorno por corpúsculos de Levi 5% dos casos aproximadamente assim como Alzheimer acontece por acúmulo proteico Mas é uma proteína diferente aqui não é pau nem Beta melóide a gente tem acúmulo de proteína alface nucleína nos neurônios do Cortex os sintomas iniciais do transtorno neurocognitivo maior por corpúsculo de Levi realmente envolvem distúrbio de sono então São pessoas que têm sonhos vividos que evoluem com o passar do tempo para um quadro de alucinações o déficit visual Então existe uma incapacidade ou uma dificuldade de
navegação né que é o direcionamento de situação seu próprio corpo no espaço então esses pacientes geralmente não dormem né à noite por conta dos distúrbios de sono sonhos vividos então não se revigoram de um dia para o outro eles têm uma aparência geralmente muito apática muito aquela cara de quem não descansa Nunca porque nunca dorme uma noite inteira de sono e aí essas alucinações deixam esses pacientes muito agitados Então são geralmente pessoas muito angustiadas e aí por conta dessas alucinações de não dormir direito muitas vezes vira um desafio para família né dentro de casa especialmente
à noite e teste vezes espacial também leva faz com que essas pessoas acabem se perdendo né Por causa dessa falha de navegação geralmente São pessoas que trombam nas coisas porque não tem uma percepção do próprio corpo no espaço né mesmo de uma forma eficaz a maioria dos casos está associado com a própria Doença de Alzheimer existem transtornos que são mistos né E aí o diagnóstico fica um pouco mais difícil já que a fisiopatologia é um pouco semelhante né são proteínas diferentes mas são aglomerados proteicos com morte neuronal né E aí depois desses sinais que eu
falei que ele evolui com perda de memória então com falha de memória então percebam que na verdade a gente tem aqui vários tipos de doenças neurodegenerativas que evoluem de forma diferente então não dá para tratar essas pessoas da mesma forma fisioterapia para elas por exemplo precisa ser diferente são doenças diferentes são pessoas diferentes né E aí a importância de nós sabermos quais são essas diferenças é justamente na hora de fazer a nossa avaliação de saber o que esperar primeiramente depois de identificar em qual momento da trajetória essas pessoas estão né ou seja se a gente
conhece toda a trajetória E aí é por isso que eu escolhi estudar os transtornos maiores muito além da fisioterapia e trabalhar especificamente com essa população é porque essa é a minha área de atuação profissional de escolha quero ser o fisioterapeuta referência em trabalhar com pessoas com transtornos maiores que são as demências E aí a gente se torna muito mais específico inclusive na hora de fazer intervenções que vão além da Fisio mas de orientação essas famílias que precisam é tanto né que essas pessoas permaneçam o mais funcionais possíveis pelo maior tempo possível retomando então Levi é
o terceiro tipo de transtorno cognitivo maior prevalente em idosos E aí a gente tem também o tipo fronto temporal e na minha opinião é um dos mais desafiadores de lidar tem pacientes com este perfil porque eles são muito imprevisíveis né esse tipo é mais comum em idosos mais jovens tá então de 60 a 80% dos casos eles aparecem em pessoas com 60 anos né E aí a fisiopatologista associada com células nervosas nos lobos frontais e temporais que são afetados e por isso atrofiam diminuindo de tamanho as camadas superiores ficam mais esponjosas e aí alteração de
ligação numa proteína específica DNA tdp 43 é o nome da proteína então só para a gente lembrando né para fixar Alzheimer proteína tal e betameloide doença cérebro vascular é uma alteração no vaso sanguíneo que causa lesões encefálicas Levi proteína alface nucleína fronto temporal atrofia em região pronto temporal e aglomerado de proteína DNA tdp 43 percebe que é tudo muito diferente né ela cursa com oscilação comportamental e a fazia progressiva primária então a oscilação comportamental está presente desde o começo O que torna esses pacientes muitas vezes não tem inadequados E aí por conta deste comportamento particularmente
desafiador para família cuidar dentro de casa porque são pacientes muitas vezes tão inadequados frios e persexualizados então é muito chocante para as famílias por exemplo que convivem com essas pessoas verem o comportamento mudar tanto tão rápido e tantas vezes por dia Esse é aquele tipo de paciente que eu chego assim fala vamos fazer fisioterapia não Deus me livre vira as costas e fala vamos fazer fisioterapia e fala Claro tava te esperando E aí é particularmente desafiador porque eles mudam de ideia muito rápido então a gente precisa ter todo um jogo de cintura para trabalhar com
essas pessoas tipicamente eles apresentam Então essa mudança de personalidade e essa dificuldade na adequação do comportamento então o ambiente coletivo às vezes é muito difícil por eles ser Então inadequados as outras pessoas não se sentem confortáveis tem uma dificuldade de comunicação também né associado com afasia então ainda que não apresente uma um déficit de memória inicialmente por conta do desafio que é as questões comportamentais São pessoas que fica difícil mensurar quando o déficit de memória de fato começa né porque ele aparece em algum momento mas eles são tão inadequados e tão difíceis que muitas vezes
não fica claro né O que é memória O que é comportamento e aí para o manejo desses pacientes a gente precisa de muito suporte inclusive dos outros profissionais da equipe interdisciplinar a família precisa de acompanhamento psicológico Assistência Social Porque de fato é bem desafiador e aí a gente tem o tipo de transtorno neurocognitivo maior por doença de Parkinson também geralmente associada mista né com a doença de alzheimer assim como Levi é a mesma proteína que está alterada então tem agregação de proteína alface nucleína só que assim como o restante da fisiopatologia da doença de Parkinson
que a gente vai ver na próxima aula ela acontece essa aglomerado proteico de alface nucleína em áreas de substância Negra né ou seja aquilo que causa degeneração das células nervosas que produzem a dopamina né que não está disponível né para pessoas com parque então mas quando acontece esse aglomerado proteico de alface nucleína é quando começa o curso da doença com perda cognitiva né E aí além dos problemas né os sinais cardinais doença de pai que não são e déficits de mobilidade por rigidez os tremores mudança no padrão de marcha existe uma evolução também com alteração
cognitiva que varia em cada caso é um quadro motor muito semelhante ao transtorno de corpúsculo de Levi porque é a mesma proteína né então a gente tem um quadro motor parecido mas no caso da doença de Parkinson até por ter agravos motores muito antes né dos agravas cognitivos muitas vezes são idosos muito apáticos porque eles já vivenciam uma perda de mobilidade já estão vendo que estão ficando mais rígidos e têm consciência disso então eles acabam se fechando São pessoas que muitas vezes evoluem também com transtornos depressivos porque eles têm a percepção de questão perdendo diferente
do Alzheimer por exemplo que pode ter também transtorno depressivo associado mas que não se percebe com tanta precisão o idoso com transtorno maior por doença de Parkinson de um processo de perda que começou antes então ele tem mais percepção E aí tem de evoluir com o melancolia com alterações mesmo emocionais que podem aumentar as chances de ter depressão Então isso é muito importante precisa ser falado para a família essa referência que eu trouxe pessoal tá disponível no final dos slides mas é um report muito interessante da alzheimers Deslizes International que fala sobre a trajetória das
pessoas e da família em busca do diagnóstico O diagnóstico é um direito da família então ainda antigamente tudo era considerado né primeiro falar você que os idosos eram esclerosados né Depois com o tempo tudo virou demência e depois Alzheimer não existem vários tipos nem demência mais demência né como eu falei para vocês existem vários tipos de transtornos e os transtornos são diferentes então para tratar adequadamente as pessoas têm direito ao diagnóstico correto e através do diagnóstico correto a gente consegue propor interven personalizadas cada transtorno apresenta um caso Clínico único uma evolução diferente a fisiopatologia curso
de forma diferente a trajetória é diferente então abordagem também deve ser personalizado assim como a fisioterapia Mas uma coisa que é muito importante a gente deixar claro é que por mais que essas pessoas cursam trajetórias totalmente diferentes o ponto em comum que elas têm de prioridade é amenizar o impacto da dependência a dependência é o ponto em comum entre todos os tipos de transtornos neurocognitivos maiores essa dependência que eu já mostrei na primeira aula para vocês que aprisiona tanto quem cuida quanto quem é Cuidado essa dependência pode ser minimizada através de uma abordagem e principalmente
através da fisioterapia e aí a gente tem a indicação de fisioterapia em todos estágios da evolução de todos os tipos de transtornos neurocognitivos maiores como eu falei desde o diagnóstico há uma abordagem de cuidados paliativos para conversar com essa família primeiro para fazer o acolhimento né quando a família recebe o diagnóstico de uma doença de alzheimer ou outros transtornos ela já vivencia ali imediatamente dentro do consultório um processo de luto um luto social um luto familiar um luto daquilo que a família tinha planejado né para para sua vida né dali para frente e isso precisa
ser acolhido junto com esse acolhimento vem a importância da checagem né da informação para que o tratamento seja iniciado o quanto antes a gente sabe que o tratamento farmacológico é não curativo mas principalmente em estágios iniciais melhora né a qualidade retarda a velocidade da evolução da doença então a abordagem precoce também é para iniciar logo o tratamento farmacológico E também o não farmacológico que associado ao medicamento vai retardar ainda mais a sua evolução E aí de novo a importância da jornada do diagnóstico das pessoas terem o seu diagnóstico correto é que cada doença tem um
remédio diferente uma intervenção diferente então se eu sei qual a doença que eu tenho mais chances de trabalhar de tratar de forma mais assertiva e aí a fisioterapia entra como parte dessa intervenção e Inter transdisciplinar para idosos com transtornos maiores e sua família como uma intervenção não farmacológica que ameniza o impacto dos danos o que que isso quer dizer a gente não vai curar ninguém através da fisioterapia pessoal mas a gente vai ajudar essa pessoa não nada dependente tão rápido nas primeiras aulas eu falei sobre compressão de morbidade sobre não deixar para vivenciar as estágios
mais severas das doenças no começo da vida no começo da velhice Já que é para ter Alzheimer em poucas palavras melhor ter Alzheimer aos 90 do que aos 60 porque por ser uma doença que cursa com perda gradual de funcionalidade aos poucos ao decorrer da nossa vida se a gente tiver a usar melhor os 90 a gente vai ter menos tempo de vida para conviver com a sua fase Severa certo agora se a gente vivenciar e esse declínio e essa dependência antes essa família essa pessoa vai ter muito mais muito menos qualidade de vida por
mais tempo e É nesse argumento que a gente tem que se apegar na hora de falar de fisioterapia para pessoas com para Famílias principalmente né de idosos que tem Alzheimer e outros transtornos porque é natural que as famílias por não entenderem né tudo que possível através do movimento da fisioterapia tem uma resistência em investir primeiro porque acha que não precisa segundo porque não entende de fato a trajetória da doença né então Alguém precisa falar que vai perder de qualquer forma mas que existe um caminho melhor de perder né que existe um caminho de fazer com
que essa perda não seja uma ladeira sem freio dá para ser um degrau que a gente desce junto com o paciente degrau por degrau né e fisioterapeuta especializado e é por isso que eu amo tanto essa área específica da fisioterapia a gente sabe o que está por vir a gente prepara a família para perder e aí o processo se torna um pouco mais leve esse declínio progressivo de perda de funcionalidade a gente pode atuar através da física para prevenir os agravos para reabilitar mediante a intercorrências que vão acontecer durante a evolução para manter né manutenção
constante manutenção constante tem que permanecendo topo das prioridades do fisioterapeuta e as nossas abordagens não são específicas nesse caso né a gente olha para o indivíduo e aí a gente previne a próxima perda então se ele está andando com segurança a gente vai manter essa habilidade motora pelo maior tempo possível mas vai chegar o momento aonde andar não é mais seguro e aí a prioridade é prevenir quedas então a gente começa antecipadamente antes que ele pare de andar a treinar por exemplo vivências posturais em posturas mais baixas para que quando ele parar de andar ele
não perca também a possibilidade de vivenciar nessa posição que eu estou agora sentado mas com uma ativação muscular no tronco por exemplo o suficiente para que eu consiga me projetar para que isso é tão importante para pessoas com Alzheimer e outros transtornos a comunicação verbal em algum momento vai acabar mas qual a importância da gente se projetar para ir ao encontro daquilo que é importante e quando a gente fala isso para a família antes a gente que é confiança a gente mostra o domínio e autoridade sobre o assunto e mostra a credibilidade a prioridade que
é investir em fisioterapia além do que é muito promissor porque são pacientes que ficam conosco por muito tempo a fisioterapia então para idosos com transtornos maiores não tem o objetivo de parar a evolução da doença como eu disse doenças incuráveis vão sempre evoluir mas existem estudos robustos sobre o impacto que o exercício físico e cognitivo tem na melhora da mobilidade na independência principalmente para amenizar ali o período de dependência E aí as perdas vão acontecer como eu falei mas vão acontecer mais devagar a mobilidade parece de fato atenuar a perda da funcionalidade que aumenta a
dependência e isso com o tempo reforça um pouco a capacidade intrínseca a vitalidade que o idoso tem provavelmente relacionado com aquele ciclo também que eu falei na primeira aula né funcionalidade ambiente adaptado e capacidade intrínseca se eu tô investindo em funcionalidade através de fisioterapia o ambiente está favorável o idoso faz uma reserva cognitiva uma reserva motora uma capacidade intrínseca um pouco melhor e a capacidade intrínseca é aquilo que ele tem de bônus para usar no momento de uma intercorrência no momento de uma hospitalização por causa de uma queda por exemplo um AVC alguma coisa abrupta
né a capacidade de regeneração mediante a esses eventos é o que a gente pode entender como vitalidade da capacidade intrínseca Nesse contexto e abordagem envolve da fisioterapia sempre prevenção reabilitação e manutenção e a gente nunca segue para sempre comecei a fazer prevenção eu vou sempre fazer prevenção não a gente tá lá prevenindo um problema mesmo assim o problema aconteceu muda o foco não é mais prevenção agora reabilitação Caiu um exemplo né foi para o hospital fraturou um fêmur né aí a gente vai tentar devolver a funcionalidade quando ele voltar né para reabilitação o melhor possível
considerar a dificuldade que é fazer uma reabilitação por exemplo de uma pessoa que muitas vezes não entende o que está sendo proposto mas ainda assim a gente consegue chegar muito perto dependendo do estágio do nível né da do tipo de intercorrência que foi tempo de hospitalização tudo isso é importante a gente consegue devolver o idoso muito Próximo daquela funcionalidade que ele tinha E aí quando atingiu o ápice vira manutenção a gente vai prevenir novos problemas mas a reabilitação acaba e a gente tem que mudar a chavinha na cabeça e falar Opa agora já atingiu o
máximo que eu conseguiria vir a manutenção né e o discernimento e a sabedoria para tomar essa essas decisões para eleger as prioridades de atendimento dessas pessoas muitas vezes muito desafiadores Especialmente quando a gente não tem experiência é um público difícil de lidar porque eles não correspondem aquilo que você propõe quando a cognição já está muito afetada mas é que responde bem ao estímulo né E aí a gente que tem que aprender a ser estimular adequado por isso que eu particularmente prefiro trabalhar com essas pessoas e com essas famílias Então a gente tem aqui de forma
resumida né o que eu falei prevenção de intercorrências que causam problemas que causam agravos reabilitação do melhor desempenho funcional possível mediante um problema grave como uma intercorrência por exemplo seja ela qual for e manutenção dessa cascata de perdas manutenção dessa cascata de perda seria o descer os degraus né de perder que eu falei vamos perder mas não perder devagar vamos perder passo a passo né não vamos antecipar as etapas né é esperado que pare de andar mas se tudo correr bem né Isso não tem previsão para acontecer agora então vamos treinar Vamos treinar marcha vamos
treinar circuito vamos fazer atividade aeróbica que melhora a perfusão cerebral cerebral trabalhar trabalhar duplas tarefas associadas aos Desafios que ele dá conta porque em algum momento ele não vai dar conta Mais e aí a gente muda a estratégia Mas a gente não pode antecipar essa dependência a gente não pode e também não pode colocar Windows em risco isso é muito importante então a gente tem que ter ali é uma linha tênue né e de é difícil mesmo trabalhar como prevenção e aí mediante a um agravo mudar a chavinha e falar agora é reabilitação mas existe
um caminho possível inclusive muito pautado em estudos robustos mesmo com as dificuldades que é estudar e produzir base científica de qualidade né para essas pessoas porque o perfil o feedback tá alterado por falta de cognição Então os estudos de mais qualidade de metodo metodológica que são os aleatórios aleatorizados randomizados são mais difíceis de fazer mas ainda assim existem linhas de pesquisa da fisioterapia do movimento muito muito boas e material muito que a gente consegue ler se identificar e falar que é o meu paciente é nessa linha que eu tenho que seguir E aí Lembrando que
o tripé da evidência é a melhor evidência disponível o conhecimento do profissional e Adesão do terape e nesse caso o desafio inclusive ainda maior porque a gente tem que fazer um paciente aderir mesmo que ele não entenda o que está sendo proposto E aí uma afirmativa importante não há evidência de que a fisioterapia Evite a progressão da doença mas sim de que melhora a qualidade de vida e do cuidado de todos os envolvidos nesse vídeo Vocês conseguem ver pessoas pacientes que vivem no meu Residencial pacientes que eu já atendi nem todos estão mais entre nós
mais pessoas com perfis funcionais totalmente diferentes lutando para permanecer funcionais e lutando para continuar em movimento através da fisioterapia cada um dentro daquilo que consegue fazer e no decorrer do vídeo a gente consegue ver momentos é que eu guardo na memória e o registro até me emociona mas assim situações aonde o movimento parecia totalmente improvável e impossível e mesmo com toda a dificuldade que é não planejar Ele simplesmente acontece porque existe um estímulo que dá que é dado continuidade não é só fisioterapia eu mostrar para essa equipe na hora de transferir aquele idoso que tem
que ficar de pé Enquanto der para ficar de pé e for seguro mesmo que não tiver na fisioterapia E aí eu vou lá e mostro como é que deixa ela de pé com segurança porque quando eu faço isso a equipe fica segura para fazer isso também na minha ausência E aí de tanto vivenciar aquilo o corpo do Idoso cria uma memória motora que muitas vezes não é comunitiva propriamente dita é uma vivência então de tanto vivenciar quando o estímulo sujo o corpo simplesmente Responde essa melhora motora é vai se perdendo com o passar do tempo
em pessoas com transtornos maiores Mas se for estimulada dura mais e essa é a mensagem que fica com esse vídeo porque vai chegar o momento da trajetória das pessoas de trans- com transtornos maiores aonde o que fiz o que faz sentido é de fato a mobilização passiva prevenção de pneumonias que é a principal causa de óbito nessa população mas até chegar lá existe um longo caminho que se a gente souber o que esperar tem como vivenciar com mais leveza e mostrar para a família que é possível manter a dignidade em todas as fases em todas
as idades mesmo convivendo com doenças os transtornos cognitivos maiores como Alzheimer aqui estão as referências dessa aula qualquer dúvida em caminho para nós pela plataforma estão à disposição Muito obrigado e até a próxima