Gente querida, eu quero convidar você a abrir comigo a palavra, o Novo Testamento, no na carta escrita aos Hebreus e assim chamada carta aos Hebreus. E quero ler com você no capítulo 7 do verso 26 até o capítulo 8 verso 2, que diz assim: "Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote, assim como Jesus, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus dos céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes humanos e terrenos, de oferecer todos os dias sacrifícios e renovação de sacrifícios primeiro por seus próprios pecados e culpas, depois pelos pecados e culpas do povo. Jesus, no entanto, é diferente de tudo isto porque fez uma única vez um sacrifício definitivo e para todo sempre, quando se ofereceu a si mesmo na cruz.
Porque a lei do Velho Testamento, lei de Moisés, a Torá, constituiu sumos sacerdotes a homens como eu, como você, sujeitos à fraqueza todo dia. Mas a palavra de Deus, a palavra da promessa, a palavra da misericórdia, a palavra do evangelho, a palavra da fé que veio depois da lei, instituiu, constituiu Jesus, o unigênito, o filho misterioso de Deus, perfeito para sempre, como único e definitivo sumo sacerdote entre Deus e os homens. Homens, ora, o essencial das coisas que temos dito até aqui é esta: nós possuímos esse sumo sacerdote, temos relação com essa misericórdia divina que se assentou à destra do trono da majestade no cosmos dos cosmos, como ministro da absolvição.
ministro da santificação, do perdão, da inclusão de cada ser humano que crê e que vive em esperança e amor, incluído fica no verdadeiro tabernáculo, na verdadeira morada erigida, construída, não por mãos humanas, mas por Deus. A morada sou eu habitada por ele e a morada é ele na qual eu habitarei. É o que diz esta carta aos Hebreus nessa porção que a gente leu.
A pergunta que um texto como esse suscita, pelo menos sempre suscitou a mim e nem sempre você tem a coragem de falar com as pessoas. o que você tem pensado a respeito do que você lê na escritura? Porque é uma quantidade grande de pessoas profundamente frágeis, afetáveis.
Quando eu comecei a ler a escritura, uma das coisas que sempre me grilou profundamente era essa coisa de sacerdote e sumo sacerdote. Para quê? Para quê?
Por que que eu preciso de um sacerdote e você? Eu não preciso. Olha em volta.
Todo homem é igual a mim. Não consigo. Minha mente não tem a capacidade de eleger um outro ser humano para ser o meu representante diante de Deus.
Eu simplesmente não consigo nem conceber a loucura dessa ideia. E para mim sempre foi muito difícil entender a razão pela qual eu, você, qualquer um, precisaria de um sumo sacerdote, de um sumo sacerdote representando, mediando a mim, a você, a qualquer ser humano, ao mundo inteiro, diante do criador. Por quê?
Para quê? Bom, aparentemente isso só criaria problemas, porque o aparecimento desse representante genuíno, desse sumo sacerdote, teria que acontecer numa geografia, num dado momento da história, num certo espaço político geográfico, sob certas circunstâncias. Esse sumo sacerdote tercia que manifestar aos homens através de uma etnia, de uma nação, de um povo, de uma expressão de DNA, de cultura, cultura coletiva.
Ou seja, esse sumo sacerdote nasceria sob as jurisdições da separação, da facção, das divisões, da inaceitabilidade para uma quantidade enorme de pessoas diferentes daquele ambiente aonde esse sumo sacerdote tivesse a nascer. uma transposição de percepção de significado de uma cultura para outra, de uma etnia para outra, de uma nação para outra, de uma geração para outra. Vai, não é algo que acontece automaticamente.
Então, por que Deus manifestaria aos homens um sumo sacerdote? Por que que ele simplesmente unilateralmente, sem precisar comunicar nada a nós, nem a coisa alguma, nem sinalizar, nem dar-se ao trabalho de produzir uma sinalização carregada de descontentamento por todos esses elementos variáveis e complexidades que eu acabei de apresentar superficialmente e a elas agregue uma quantidade infinita de outras. Por quê?
Que apesar disso ele achou vantagem. Por quê? apresentaram o sumo sacerdote.
Nesse caso, olha a complicação. sumo sacerdote nascido dos semitas, da descendência de um homem de Urdos Caldeiros na Mesopotâmia chamado Abraão, que por ser um peregrino, um apuru, um andarilho, foi chamado de hebreu e que caminhou sem chão, esperando sempre a promessa de uma cidade que estava por vir, embora no coração ele cresse que Deus lhe daria um filho e que da sua descendência a terra toda seria abençoada, o planeta, todas as famílias humanas. Enquanto ele mesmo esperava que a sua descendência habitasse um lugar, ao mesmo tempo, ele carregava uma esperança intrínseca de que dessa descendência dele viesse alguém que fosse a semente de todas as bênçãos.
do Deus eterno para a realidade humana. Olha a complicação. Esse cara era um homem como eu, como você, nascido num país num contexto histórico.
Ele casou, ele procri. A gente tem hoje aí um problema de natureza universal conflagrada entre judeus, descendente de Abraão com Sara e árabes descendentes de Abraão com Agar. e um monte de outros complexismos da mesma natureza.
Temos apropriação indébita que o Império Romano fez da figura de Jesus, criando o cristianismo, diferentemente do evangelho proposto por Jesus, que era um caminho a ser anunciado para ser crido e não organizado como uma instituição religiosa jamais. Mas veja só como essa tentativa de Deus se comunicar com os humanos cara a cara, vis, se Jesus é o Messias, se Jesus é o filho de Deus, se Jesus é o Cristo encarnado, vejam o a complexidade e a dificuldade. Parece que ao invés de comunicar descomunicou mais ainda.
Porque se há um ambiente aonde a humanidade indubitavelmente parece aproximar-se de algo extremamente perigoso e de natureza apocalíptico, apocalíptico universal, é nesse encontro de ódios religiosos entre judeus, árabes, cristãos, com o caudo político econômico que involócra toda essa loucura e os interesses universais, mundiais, planetários, que a tudo se vinculam e a esta base também. Então, se a intenção é encarnar para chegar junto, parece que o tiro saiu pela culatra. Porque a pergunta do profeta Isaías parece ter sido destinada a ficar sem resposta mesmo para sempre.
Quando no capítulo 53 ele pergunta em nome do Eterno e em nome dos que creem e em nome de todos os que testemunhavam a misericórdia da visitação de Deus ao planeta através da encarnação do Emanuel. A pergunta qual é? Quem creu em nossa pregação?
E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque nós o víamos subindo como um renovo numa terra seca, sem aparência, sem formosura. Olhammo-lo, mas nenhuma beleza havia nele que nos agradasse.
Ele era oprimido, rejeitado, abominável entre os homens, um homem de dores que sabe o que é padecer e como um de quem os homens escondem o rosto. Todos nós olhamos para ele e dele não fizemos caso. Certamente, todavia, ele levou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores ele levou sobre si e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões. Ele foi moído pelas nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras nós fomos sarados.
Eu cri e o mundo ficou claro e se encheu de luz, sol, graça e justiça. Alguns creram. Paulo diz escrevendo em Romanos 9:10, "Parece que essa é uma promessa que falhou".
Ele diz: "Não, porque eu crio. Se falhou no resto da terra, não falhou em mim. Eu crio, eu me uno a ele, digo, se falhou pra maioria da humanidade, não entendeu nada até hoje, eu, todavia, graças a Deus, crie que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e que me convinha ter um sumo sacerdote como esse.
Me convim, santo, puro, inculpável, irrepreensível. separado da loucura e da insanidade humana pela sua sanidade absoluta, todavia misericordioso e que foi ele mesmo tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado. Por isso, pode compadecer-se das minhas e das suas fraquezas.
Mas a pergunta continua: "Mas por que? Para quê? Ele não podia só ter feito isso e não ter dito nada pros humanos.
Paulo diz em segunda aos Coríntios, no capítulo 3, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, mas por a simbolização da cruz, por a encarnação? Porque Jesus, o sumo sacerdote apontado, indicado. Porque Deus precisa de um sumo sacerdote se Deus não tem religião?
Se o Cristo de Deus, segundo a ordem de Melquizede, o sacerdote, o sumo sacerdote, não é segundo a ordem de nenhum judeu, nem da tribo de Levi, é segundo uma ordem transétnica de um indivíduo que não tem pai, nem mãe, nem princípio de Deus, nem fim de existência chamado Melzedec. É a esse sumo sacerdote que não tem origem, nem princípio, nem fim, que a escritura associa a Jesus. Mas eu continuo perguntando por quê?
é legal, é bonito, tem a sua aplicação simbológica, arquetípica, extraordinária, mas valeu a pena a comunicação quando a gente considera toda essa descomunicação histórica, quando a gente considera o equívoco das percepções acerca de Jesus, quando a gente vê que os judeus o rejeitaram, os cristãos o deformaram e os islâmicos o odiaram porque o veio como o Cristo deformado dos cristãos ou o Cristo de supremacias ou o Deus de supremacias afirmadas em Abraão. Abraão vinculado a Sara apenas. Valeu a pena.
Vale a pena numa época como essa em que a Europa está toda, toda, toda botando abaixo seus sinos. derrubando suas torres, transformando catedrais em boates ou em lugares de esporte ou em casas, em mansões ou repartições diversas ou empresas. Para que é um sumo sacerdote quando outra parte do mundo se serve?
da ideia de sacerdotalidade para oprimir pessoas, para criar religiões, para criar doutrinas, para criar pacotões, para instituir e constituir gurus, santarrões, entes que vão ficando cada vez mais poderosos e controladores dos homens. Para que valeu a pena? Bom, eu comecei a me perguntar isso há 40 anos atrás, 41.
Era um dos meus conflitos juvenis na fé. Por quê? Eu me sinto encantado.
Eu pensava, me toca. Como diz Kung, não existe nenhuma simbologia mais penetrante, nenhuma arquetipia [música] universalmente mais perfurante do que a cruz. Sim, mas sou eu, é minha percepção e a maioria da humanidade, para quem a cruz no máximo é um crucifixo ou é uma relíquia ou um peda de pau.
O evangelho desapareceu e o cristianismo tomou conta. Valeu a pena. Fato, gente, o fato é um.
Eu creio, eu sei. E eu estou fazendo aqui apenas uma comparação histórica. Não estou querendo discutir nada que esteja para além da capacidade humana de discernir ou de perceber.
limitado ao olhar do imediato. Eu lhe digo o seguinte: decida se valeu a pena ou não valeu a pena, olhando para todos os países, nações, culturas e seres humanos do planeta Terra na história, nesses 120. 000 anos de registro civilizatório de parco, há de 12.
000 1 anos para cá, quando começou a ficar sofisticado. E veja se você não encontra uma única coisa em comum, uma única coisa em comum em todas essas culturas humanas. É um dado antropológico inquestionável.
O homem do mais primitivo ao Homo Sapiens tecnológicos pós-moderno em qualquer lugar da Terra, em qualquer cultura, durante todo o processo civilizatório, fez fogos, fez fogos, atiou fogo em sacrifícios. ofereceu sacrifícios às suas divindades. Sacrifícios de sangue, às vezes de sangue humano, a maioria das vezes de sangue de animais diversos e variados, às vezes sanggens ou do guerreiro mais poderoso da tribo ou do grupo, ou dos machos nascidos numa dada estação para placar divindades.
E os que não derramavam sangue, semelhantemente a Caim, ofereciam frutas, flores, produtos da terra, da sua produção cultural. Havia culturas que ofereciam ouro, prata, pedras preciosas, incensos, cheiros, oferendas diversas. Outras desenvolveram liturgias, ritos, mecânicas, tudo visando produzir a conexão.
Por quê? Porque há um dado universal, factual, inafastável. Todo ser humano se sente culpado.
Todo ser humano não só se sente, se sabe estranhamente culpado, endividado. Aí você diz: "Bom, mas isso tem a ver com civilização judaico cristã? " Não, meu amigo, eu tô falando de planeta Terra, história da civilização humana.
Milhares e milhares de anos antes de haver qualquer civilização chamada judicã, a culpa existia nas cavernas. A culpa existia nas palhoças, nas nas choupanas, nas grutas, a culpa existia e e a vontade, a necessidade de aplacamento estava presente. Antes de os deuses quererem se tornar astronautas entre nós, a culpa estava presente.
Latente, angustiante, universal. manifesta de modos diferentes, mas uma culpa incessante. Quando a gente olha paraa perspectiva global, você vê esse elemento comum na linearidade do processo civilizatório dos humanos.
Quando você olha a volta hoje na contemporaneidade, você vê a mesma coisa das religiões budistas sem sangue e de flores e de oferendas e de sinos e de correntes de orações. as oferendas, os sacrifícios, a estética do agrado, o desejo de fazer o que quer e quem quer que seja a divindade voltar-se, ou de modo compassivo ou de modo aceitador, acolhedor, inclusivo em relação ao ente que se apresenta. Há outros lugares aonde já não são feitos mais sacrifícios de sangue, como os judeus fizeram.
[música] E com ele todos os povos da antiguidade à volta deles, a maior parte dos povos assim procederam. Mas os judeus que são os representantes universais mais clássicos da oferenda de sangue, pararam de fazer essa oferenda. Depois que o templo de Herodes, o grande foi destruído pelos romanos nos anos anos 70 da nossa da nossa era, pararam.
Aí o que que eles passaram a fazer? Outras formas de sacrifício, mas fazem. O culto virou um sacrifício.
As orações, as leituras, o decorar da Torá, o recitar são elementos sacrificiais de troca. Protestantismo que diz que crê que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Sim, mas nem tanto.
Prova disso que na maior parte do mundo o culto cristão é chamado de serviço. Serviço, sacrifício. Sacro ofício é o ofício sacro, sacerdotal, sagrado, mostrando que essa coisa continua viva.
E uma pessoa que deixa de ir a um lugar onde isso é praticado, com cânticos, com hinos, onde esse sacrifício desensanguentado na prática e ensanguentado no discurso é praticado, pessoas que não vão a lugares assim se sentem endividadas e culpadas, o que mostra que o culto serve como elemento sacrificial de aplacamento dessa culpa latente até entre os que Acham que tem consciência patente do significado de que o cordeiro de Deus é Jesus, de que ele tira o pecado do mundo. Ora, é para todo lado. O lado secularizado do ocidente da terra vai a terapeutas de linhas diversas.
Alguns vão para fazer uma transferência psicológica paraa herança, paraa cultura, pro pai, pra mãe, pro avô ou simplesmente sob o pretexto de aprender, de entender o que foi que houve para diminuir, para desaplacar o peso da aflição neurótica culposa que as pessoas carregam. Não importa qual seja a linha terapêutica, outros fazem isso, tentam lidar com a sua culpa através de muitas outras formas. Aí entram os processos todos de fuga, fuga diversa.
Tem gente que diz: "Bom, eu não creio em Deus, eu não creio em nada". mas não sabe explicar porque que sente uma culpa latente em relação a algo inexplicável que a pessoa prefere transformar em associação a uma ONG, apoio a uma causa nobre, que ele não sabe nem explicar porque que é nobre, nem porque existe conceito de nobreza se não existe Deus, nenhum absoluto de amor no universo. Então ele não pode nem explicar, mas ele faz para diminuir.
Salva o rato, salva o gato, salva o cachorro, salva a baleia para diminuir algo, para trazer um uma expressão que se esconde atrás de discursos de naturezas diversas, mas carrega psicologicamente [música] o elemento latente da necessidade de absolvição. Absolvição. Ah, eu poderia ficar falando dias sobre os processos de transferência dessa culpa [música] e o latejamento dela.
Mas por que que eu tô dizendo isso? Porque eu levantei uma pergunta. Qual foi a pergunta?
Valeu a pena Deus se encarnar, dizer acerca de Jesus o nome, o nome do eterno entre os homens. É, ele salvará o povo dos seus pecados. É Jesus.
Valeu a pena a mensagem da cruz. Loucura para gregos, escândalo para judeus. Valeu a pena o processo histórico de toda essa confusão, de uma comunicação que não se explica nem pros que dizem que creem.
Valeu a pena. Ora, para todo aquele que creu na pregação e para todo aquele que entendeu que sacerdote, sumo sacerdote, é uma linguagem que o Deus não tem nenhum santuário em lugar nenhum, que a nova Jerusalém, que é a arquetipia sublime e suprema da sociedade ressurreta glorificada, absoluta dos homens com Deus não tem um santuário, porque o seu santuário é o todo de Deus, é imersão na eterno. Então, é claro que Deus não precisa de um sacerdote.
Ninguém vai chegar em lugar nenhum eterno e encontrar um oficiante. São linguagens, são simbolizações, são arquetipias, são tentativas relativíssimas de comunicação, de explicitação geração após geração, de algo que está presente na natureza de todo homem como culpa, como débito, como angústia e, portanto, como uma necessidade essencial de religação. E por causa de tudo que essa necessidade de religação pede, evoca, clama, grita, diz, é que Deus paga o preço de se fazer compreender para todo aquele que tendo ouvido, ouve, para todo aquele que tendo olhos vê e paga o preço de não se fazer compreender por todo aquele que podendo, precisando, todavia bloqueia o coração.
pro resultado. Porque na realidade o evangelho de Jesus não é a evangelização de um sumo sacerdote. Não é provar para ninguém que Jesus é um sumo sacerdote.
Isso era uma linguagem do evangelho para falar com hebreus, judeus, povo do sangue, do sacrifício, do templo, das oferendas. A linguagem para lidar com outros em outros lugares talvez fosse diferente, não se servisse da mesma arquetipia. O próprio Jesus, enquanto caminhando entre nós e conversando com Romanos como um centurião, em momento algum falou de sumo sacerdote, falando com uma mulher circinícia, em momento algum falou de sumo sacerdote quando chamou os seus discípulos irreligosos, Zaqueu publicano, Pedro pescador, de alma angustiada e falante, outros com suas cobiças, outros com seus mundos desse tamanho, os seus reducionismos e suas culpas não explicadas, quando os chamou para seguirem-no.
A nenhum deles eles disse: "Eu vos farei sacerdotes". Ele disse: "Eu vos farei o quê? Maiores do que a vida.
Eu vos farei pescadores de homem para quem era pescador. Ele tá sempre dizendo: "Eu vou ajudar e fazer vocês transcenderem, vocês saírem. da angústia prisionante.
Eu vou realizar a transcendência total. E cada um que ele foi encontrando, note fluxo hemorrágico, sangrando há 12 anos, com uma menstruação crônica, toca em Jesus por trás. Jesus para, pergunta: "Quem me tocou?
" Todo mundo questiona, olha, todos estão te pegando. Por que tu perguntas quem me tocou se todos te pegam? Ele disse: "Não, porque uma pessoa me pegou diferente, porque eu senti que de mim saiu o poder.
" Senti, saiu, vazou. Aí a mulher veio, se ajoelhou aos pés dele trêmula, disse: "Fui eu". E o que que Jesus disse a ela?
Filha, a tua fé te salvou. Vaiá em paz. Fé te salvou.
Salvou de quê? Claro, da hemorragia imediata que a constrangia. foi lá.
Foi isso que ela foi buscando sobretudo, mas encontrou mais do que foi buscando. Todo mundo foi buscando algo e chegou a ele e encontrou mais do que foi buscando. Cada um vem de algum lugar na direção dele e encontra infinitamente mais do que tudo que vinha pensando ou buscando.
Sempre foi assim. Mas a linguagem, a linguagem em lugar nenhum da terra eu preciso dizer que alguém precisa de um sumo sacerdote, mas em qualquer lugar da terra eu posso dizer: "O teu pecado está perdoado. O meu pecado está perdoado.
" Eu não preciso falar de sumo sacerdote numa clínica [música] de psicoterapia, mas eu posso dizer: "O teu pecado está perdoado. Eu não preciso falar de sumo sacerdote quando eu encontro um homem que somatizou todos os efeitos da culpa, da angústia, do desespero, do estresse, da insegurança, da ansiedade e adoeceu na pele, nos ossos e em tantas outras camadas e dimensões da corporalidade, da fisicalidade dele. Posso dizer: "Os teus pecados estão perdoados".
Posso dizer para alguém, meu filho, minha filha, ore pelo seu irmão que você vir e que pecou não para a morte. Ore para ele e o Senhor lhe perdoará a iniquidade. Por quê?
Ora, os afixados da linguagem religiosa, sacerdotal ou judaica, diriam: "É porque nós temos um sumo sacerdote". Claro também. Mas para além do sumo sacerdote, eu tenho Deus comigo.
Eu tenho Deus conosco. Eu tenho Deus aqui. Antes de eu saber, antes de eu entender, antes de eu crer, sendo eu alienado, pecador, distante, rebelado contra tudo, isso tudo da parte de Deus já tinha sido feito em meu favor.
A comunicação me é feita apenas para eu receber a pacificação do benefício que já foi realizado. Todo homem, toda mulher precisam ser informados que eles estão perdoados pela bondade, pela misericórdia de Deus. Porque a presença e a continuidade de um existir culpado apenas acentua a corrupção do ser humano em si mesmo.
Quanto mais eu vivo culpado, mas eu me pioro na minha culpa. Mas eu desisto do melhor em mim. Mas eu abdico de qualquer possibilidade de provar o sublime e a abundância da graça de Deus.
Quanto mais culpa, mais distância de Deus, do próximo, de si mesmo. Quanto mais perdão, mais paz em mim. Porque olho para cima sem medo, sem culpa, paz com Deus e olho pro meu próximo com a alegria de que eu e ele somos entes que podemos desculpar, nos perdoar, nos acolher, nos melhorar, sabendo que diante do eterno do Deus que é.
Qualquer que seja a verdade do meu pecado e ele é absurdo, já está coberto e pago. Porque quando eu olho e volto, como eu dizia há meia hora atrás, eu também fico sem nenhuma dúvida acerca da culpa humana e do pecado humano. Quando eu olho para mim, eu fico mais convencido disso do que em qualquer outra hora.
Eu sei que eu sou um ente que carrega uma culpa latente, que eu sou filho de uma geração que precisa ser perdoada. E não é uma geração horizontal, é a geração dos humanos na terra que se piora, se piora, se piora cada vez mais, quanto menos perdoada seja. Por isso, quanto mais lei, mais pecado.
Porque pelo conhecimento da lei, avulta-se o pecado, vem o pleno conhecimento do pecado. [música] E quanto mais condenação da lei, mais você piora o indivíduo. Quanto mais você garante a ele que ele está perdoado, que está tudo pago, que foi tudo feito na cruz, mais [música] a bondade de Deus tem chance de o levar ao arrependimento, de o constranger pra vida, julgando ele isto que está tudo consumado e pago.
Aí você me pergunta ainda de novo, mas valeu a pena, cara? Não ficou muito confuso o que deveria ter sido mensagem de vida se transformou em religião pedrada e Jesus se transformou no chefe do cristianismo. Queridos, não foi isso que Simeão disse a Maria quando ele nasceu pequenininho.
Simeão disse a Maria: "Esse menino porque nasce entre os humanos, a nasce no chão de uma geografia política, étnica, cultural, religiosa, porque ele é distinto e diferente de tudo e de todos, porque ele é o único ser não culpado de toda essa criação de entes conscientes no planeta. Ele se encarnou com conosco, se fez um conosco e provou, viveu e expandiu aos limites do absoluto a consciência de amor. De tal modo que a gente olha para Jesus e nele a gente vê o lado divino do homem, o lado humano de Deus.
A gente olha para Jesus e vê a vocação divina do homem e a gente vê a paixão humana de Deus. Simeão disse a Maria: "Este menino, Maria, por causa do que o cerco e por causa de quem ele é, está destinado para ser objeto de contradição. Contradição dirão coisas distintas e diferentes [música] dele.
" Contradição. Jesus não se encarnou em momento algum com a esperança da universalização da sua compreensão. A unilateralidade da decisão de se encarnar e de viver como Deus entre os homens transcedia a perspectiva de mercado, de aprovação e de compreensão majoritária.
Ele sabia que vinha para o que era seu e os seus não receberiam. Ele sabia que o perdão dos pecados aconteceria, mas a maioria não creria na pregação e continuaria ou a viver culpada, ou angustiada, ou neurótica, ou desesperada, ou com medo da morte, ou aflita, ou fazendo sacrifícios, ou oferecendo barganhas eterna e perpéuamente inquietas, endividadas, porque não creem na pregação, não creem no braço. revelado de Deus.
Não creem que ele mesmo levou sobre si as nossas iniquidades e as iniquidades de nós todos, que ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca e como cordeiro mudo foi levado ao matadouro. Porque ao Senhor agradou o moelo, fazendo enfermar, porque ele deu a sua vida como oferta na história, como comunicação do que já estava feito desde antes da criação de qualquer coisa, como expressão, como verbalização, como anúncio, como boa nova, como grito, como encarnação da fala eterna de Deus. E bem-aventurado é aquele que não encontrar neste amor motivo de tropeço.
Bem-aventurado é aquele que não transformar essa graça na pequenez de uma religião minimizante e de nenhuma delas. Bem-aventurado é aquele que apenas se abrir e disser: "No princípio era o verbo". E o verbo estava com Deus.
E o verbo estava com Deus. E o verbo era Deus. E ele, todavia, habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.
E nós vimos a sua glória. Glória como do unigênito do Pai. A linguagem do sacerdote ou não usada aqui em Hebreus não é absoluto em lugar nenhum.
O que é absoluto é um uma um fato só. Os seus pecados estão perdoados. Filho, filha, os teus pecados estão perdoados.
Os meus pecados estão perdoados, porque fiel é a palavra e digna de toda aceitação que Cristo Jesus veio ao mundo morrer pelos pecadores, dos quais eu sou o principal. Quando essa convicção entra em mim de que eu estou perdoado, começa a surgir o desabrochar do meu melhoramento humano em todos os níveis, porque é milagrosa, estranha e paradoxalmente da suspensão da sentença que eu carrego latente na minha alma que emerge o novo homem, a nova criatura. que vai se refazendo dia a dia, segundo Deus, numa consciência aperfeiçoada em Cristo, sem culpa, porque sabe que está tudo feito.
Resto é trabalho de Deus na minha consciência, me garantindo que eu já estou finalizado em Cristo e dizendo: "Entrega-te, descansa e deixa que o meu espírito consume na paz, na crescência da paz, do perdão e da misericórdia e da certeza da tua inclusão no meu amor. " absoluto. Deixa que meu espírito opere a transformação que só se realiza com a suspensão da culpa, com a convicção de que Cristo morreu pelos nossos pecados, ressuscitou para nossa justificação.
Justificados, pois, mediante a fé, nós temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Eu disse essas coisas e já estou falando há 48 minutos aqui, porque eu desejo de coração que você agora aí onde você está, em qualquer lugar que você esteja me vendo, você olhe para dentro de si e diga: "Jesus, os meus pecados estão perdoados. Eu sei que os meus pecados estão perdoados.
Todas as linguagens, a do sacerdote, a do sangue, a do pão, a da água, a do vinho, a da comida, o da a do pai, a da mãe que aconcheg, todas as linguagens, todas as formas de comunicação, todos os estribuxmentos de comunicação que Deus de muitos modos, de muit de muitas formas durante todo o tempo tenta trazer a nós, se consumou no filho, a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas pros nossos sentidos, que é também para nós a expressão exata do ser de Deus. Porque olhando para ele, eu sei qual é a vocação humana, o que que eu fui feito para ser e como nele eu já estou acabado, terminado e concluído [música] e aperfeiçoado, para que pacificadamente hoje, sem culpa, eu me entregue e comece um processo de uma nova inclinação dentro de mim, escolhendo o melhor. o melhor, o que é bom, o que é bom e o que é bom.
dando razão a Deus, concordando com ele, submetendo-me a ele e me deixando transformar na transformação que já está feita, mas que só acontece quando eu crendo descanso, acolho, paro de brigar, sei que está tudo resolvido e aí a graça me engravida e a paz cresce em mim. E a comunhão com Deus se estabelece e a crescência de uma certeza de pertencimento me toma conta de mim. E quanto mais eu ando despreocupado de qualquer culpa, mais chance de caminhar sem tropeço.
Valeu a pena. Ora, todo aquele que ouve essa notícia e que nela crê, diz: "Valeu a pena para mim". E se valeu a pena para um na terra, valeu mais que o mundo inteiro.
Mas graças a Deus, há muito mais do que um crendo. Alguns que creram. E se a maioria não creu, que posso eu dizer?
Eu, todavia, por tua misericórdia, [música] tenho crido. Eu tenho crido, por isso é que tenho falado. E convido você a confessar com a sua boca que Jesus Cristo é o seu Senhor paraa glória de Deus, o Pai.
Porque se com a tua boca tu confessares a Jesus como Senhor e no teu coração tu creres que Deus o ressuscitou de entre os mortos, tu és catapultado paraa glória eterna na tua consciência. E essa paz que excede a todo entendimento começa a melhorar você todo dia. Essa é a graça simples do evangelho.
Bem-aventurado é aquele que crê, que acolher e que disser: "Este é o meu caminho. É Jesus, é o Cristo em mim. É o que eu quero.
É aquilo porque eu fui feito para ser. É quem eu sei que sou. É o que eu desejo por você, Jesus.
Sem grito, estou aqui, sem estardalhar, sem nenhuma tentativa de convencer os homens com a minha cara, com os meus olhares, com os meus modos, com coisa nenhuma. Eu só estou falando, me entregando a chatice de uma verbalização a uma hora, sem fogos, sem efeitos especiais, sem nenhum rito, sem nada, crendo no Espírito Santo, crendo que aonde quer que haja hoje a necessidade de perdão, de graça, de inclusão, de descanso, de pacificação em ti, A boa nova, o evangelho, a melhor de todas as notícias, acaba de chegar e sei que ela realiza o bem pro qual ela foi designada por ti. E é isso que está acontecendo agora com milhares de pessoas em nome de Jesus.
Amém. E amém.