E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou. E agora, José?
E agora, José? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta. E agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, não pode fumar, cuspir já não pode. A noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo morfou. E agora, José?
E agora, José? sua doce palavra, seu instante de febre, eh, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, a sua incoerência, seu seu ódio. E agora?
Com a chave na mão, quer abrir a porta? Não existe porta. Quer morrer no mar, mas o mar secou.
Quer ir para Minas? Minas não há mais. José.
E agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valça vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse, mas você não morre. Você é duro, José sozinho, no escuro.
Qual bicho do mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto? que fuja a galope. Você marcha, José.
José, para onde? de Carlos Drmon de Andrade, José, que a sua professora de literatura quando você tava no ensino médio, insistentemente pediu para que você prestasse atenção. Talvez você tivesse mais interessado em prosear com os colegas de sala, quçá como eu também culpado que sou, jogar truco escondido.
Ou talvez você achasse literatura. Para que que eu vou usar isso na vida? Isso não serve para nada.
numa canção que exalta a sua canção dentro da sua cabeça. Uma canção que exalta o direito eterno a permanecer na ignorância com preguiça de pensar. E talvez você diga para mim, Víor, eu nunca tive isso na aula de literatura.
Aula de literatura, Víor, deixa eu te falar. Escola pública é outra história. Meus professores nem iam, a gente ficava na quadra.
E eu diria para você que pena, porque você perdeu uma imensa oportunidade de pensar. Você foi privado dessa oportunidade, você foi roubado dessa oportunidade de pensar, continuar pensando e ser levado a pensar quando o mundo te convida a permanecer na inércia. Quando o mundo te convida a permanecer no conforto intelectual, de só ter que lidar com o simplório sem que haja qualquer desafio cognitivo.
Você foi privado, você foi roubado dessa oportunidade. ou porque o sistema fez isso com você, não te dando isso, ou porque privilegiado que você foi, teve acesso e escolheu o caminho da ignorância para anos depois, e aí sim todos somos indesculpáveis, ser oferecido a oportunidade por meio da fé, por meio da igreja, por meio da religião e da teologia, por meio do próprio texto bíblico. bíblico de novamente usar aquilo que Deus te deu, a sua capacidade cognitiva, a sua inteligência, a sua massa encefálica.
Sim, quando você se senta numa aula de escola dominical, quando você se coloca diante do próprio texto bíblico complexo que ele é o convite, o convite é para você se engajar com ele intelectualmente. O convite é para que você pense. Aliás, esse canal, desde o início da sua existência sempre teve esse propósito de fazer com que a sua espiritualidade seja povoada daquilo que Deus provoca por meio do texto bíblico.
Ele provoca a sua intensa reflexão a respeito do mundo, a respeito do lugar onde você está, a respeito das tentações que te acometem, a respeito de como você pode ser mais parecido com Jesus, para que esse mundo não permaneça tal qual ele é estilhaçado pelo pecado, porque sim, Deus usa a sua massa encefálica, a sua capacidade cognitiva para que o império do mal, para que as trevas e o pecado sejam desafiados em fim. Ora, não é o apóstolo Paulo que diz: "Não se conformem com esse mundo, mas se transformem pela renovação das vossas mentes". Romanos 12.
Pois é. O texto bíblico te leva a pensar, esse canal te leva a pensar. E quando você é colocado diante dos poetas do nosso tempo, você também é desafiado a pensar.
É isso que Carlos Drmão de Andrade tá provocando aqui. É para você pensar no José que inicialmente você pode imaginar que é qualquer Zé por aí, um brasileiro mais comum possível. E depois você vai vendo que não é qualquer Zé, é um Zé que tem biblioteca, um Zé um tanto elitizado.
É um Zé que chega no final da vida e já não sabe mais para onde ir, porque tudo que passou já não faz lá mais muito sentido. De certa forma, Carlos Drmon de Andrade Ecoa, Ecoa, Eclesiastes, caso você tenha lido o livro de Eclesiastes, era tudo correr atrás do vento. E agora, José, que a festa acabou.
Esse vídeo aqui, esse vídeo é para você imaginar que tipo de festa aconteceria na vida do José. Se depois de viver tudo isso, ele olhasse para isso tudo e pro passado e de repente olhasse pro evangelho, pro reino de Deus, e tudo fizesse sentido. E agora, José, para onde nós vamos?
Agora nós vamos pro reino. Agora a gente vive pelo reino. Agora o sentido está em servir ao outro e amá-lo profundamente.
Porque eu fui amado primeiro. Eu encontrei o amor que me faz olhar para essa vida com algum sentido e desejar desejar eternidade e o conserto de tudo que tá quebrado. Imagine o José com a vida sem sentido.
Agora, saindo desse mundo em preto e branco para entrar no mundo cheio de cores e sabores, providenciados pela transformação que o evangelho provoca numa manifestação contra uma intelectualidade niilista. Eu acho que seria uma grande festa. Eu acho que seria uma grande festa, um baita de Aué, eu acho.
Se você não me conhece, olá, eu sou Víor Fontana. Esse aqui é o meu canal. Ele pode ser um pouco seu também.
Para isso, basta que você se inscreva nesse canal, ative as notificações, deixe o seu like, deixa o seu comentário. Tudo isso é muito útil. Se você gosta de Bíblia, de teologia, se você gosta de pensar, que é o objetivo desse canal aqui.
Ademais, se você já confia no trabalho que a gente faz, dá uma passadinha na descrição que você encontra links para aprender mais de Bíblia, de teologia, de maneira organizada, para que você possa pensar mais e melhor. Ora, se toda vez que falássemos de José nós estivéssemos remetendo ao mal e a cultos ocultos, perderíamos Carlos Drmon de Andrade, não é mesmo? Se toda vez que a gente falasse de Maria, a gente remetesse a cultos demoníacos, perderíamos os evangelhos, perderíamos a magnífica.
Eh, se você não sabe o que é a magnífica, é o é o poema de Maria esperando pelo filho Jesus. Perderíamos, perderíamos, perderíamos Maria, que talvez você conheça em voz feminina, mas a pena é de Milton Nascimento, nosso querido Bituca. Perderíamos tudo isso e perderíamos a oportunidade de pensar em toda a riqueza que esses artefatos culturais provocam.
Perderíamos a oportunidade de perceber nesses artefatos culturais uma oportunidade de fazer diálogo entre Bíblia, fé e cultura, abençoados por aquilo que a gente chama de graça comum. Se tudo que é bom vem de Deus, todo domento vem dele de maneira emerecida, como graça. E a gente chama essa graça que Deus dispensa toda a humanidade de graça comum a todos.
Graça, favor e merecido. O dom de escrever, o dom de saber lidar com as palavras é favor e merecido, é dom de Deus. Não precisa ser crente para recebê-lo.
José de Carlos Drmão de Andrade me faz pensar, é coisa de gente muito talentosa. É graça comum. Maria Maria quando tentam cancelar.
O coletivo candieiro por causa de uma música, porque ela chama a ou porque parece que o que ela descreve é uma festa no terreiro. Parece para mim que na verdade se perdeu a habilidade de festejar aqui na terra como se festeja nos céus quando Marias encontram o verdadeiro evangelho, a alegria da restauração e da redenção que o evangelho traz, do colorido que o evangelho traz para um mundo em preto e branco, seja de um José aristocrático como esse de Carlos Dumon de Andrade, seja só mais um Silva cuja estrela não brilha, que era fanqueiro e pai de família. Quando esses caras encontram o evangelho, o mundo fica colorido.
A é só isso. Nada mais do que isso. Mas Víor, vem cá.
Essas músicas desse jeito não invocam entidades? usar essas palavras, usar essas palavras eventualmente não pode evocar espíritos, não podem trazer o maligno, porque essas palavras são palavras que outras religiões usam para dialogar e conversar com espíritos. E eu te pergunto, qual a base bíblica que você tem para dizer essas coisas?
Porque se a base que você tiver é o que dizem por aí, ah, não, porque fulano estudou as religiões de não sei o quê. Meu amigo, a sua religião, se você é um evangélico, é só escritura, ou seja, é o texto bíblico que manda na interpretação da espiritualidade. Qual é a base bíblica para você manter esse tipo de afirmação?
Se você não tiver base bíblica sólida, só o que você tá fazendo é você sendo o pagão. É você adotando regras outras de outras espiritualidades para pautar a sua fé. É você o idólatra sem que você perceba.
talvez por não ter feito o exercício cognitivo, constante, exigente de conhecer bem o texto bíblico e pensar sobre ele. Até porque, conhecendo bem o texto bíblico, você acaba percebendo que o próprio texto bíblico faz isso com outras fés. que o circundam.
O texto bíblico faz empréstimos de fés que o circundam e reinterpretam, ressignificam essas fés de outros povos com frequência. O exemplo, talvez mais inofensivo disso seja o capítulo 22 do livro de Provérbios, onde o proverbialista ele reestiliza e reformula uma regra de sabedoria que é muito anterior à redação do livro de Provérbios, a conhecida e famosa regra de Amenemope, que é um trecho da sabedoria egípcia. O texto bíblico, ele não se priva de olhar paraas outras fés e subvertê-las.
Posso dizer a claro que pode. O que você quer dizer com a para remeter a uma grande Esse é o verdadeiro a grande festa do evangelho. Pronto, resolvido.
Agora nós estamos aqui numa parcela avançada já de um vídeo com uma certa densidade que é simplesmente para te fazer raciocinar, pensar, dialogar um pouquinho com a cultura, pensar um pouquinho mais. Mas nada de muito profundo, não é essa pretensão. Mas você provavelmente clicou aqui também vendo talvez uma thumbnail, talvez no título alguma menção, a Timothy Keller, talvez a John Stot, Tom Wright, o Jean Peterson, Day Carlson, John Piper, porque o Racional é o mesmo entre neopentecostais, pentecostais, reformados, Nem todo pentecostal, nem todo neopentecostal, nem todo reformado, mas existem as estruturas e as pessoas dentro dessas estruturas que não querem deixar você pensar.
Então isso tudo que eu tô te falando, dependendo do lugar onde você tá, você vai ouvir assim: "Ah, cara, teologia esfria o crente, por isso que esse cara fala do jeito que ele fala. Tudo bem. Abdique ao seu direito de pensar mais uma vez.
Se na escola você foi roubado desse direito, agora tá sendo oferecido esse direito a você. Você quer abrir mão, cara? Quem sou eu para mudar a tua decisão?
Absolutamente ninguém. Sou só mais um Zé. Ou talvez em vez de teologia, esfriente.
É teologia mata a fé. Não vá por esse caminho que você vai se tornar ateu. Olha, o que eu posso dizer é que não é o meu caso.
A teu eu não virei. E existem as versões mais sofisticadas e polidas de dizer a mesma coisa. Não leia tal autor porque ele é perigoso.
Lá atrás quando eu comecei foi com John Stots e antes de eu começar foi com outros caras. Eu tô definindo como ponto de início aqui o John Stot. Olha, o John Stott é um homem muito piedoso.
O John Stott é um expositor bíblico de mão cheia, mas ele é indefensável porque ele é aniquilaista. Então não leia John Stot, ele é muito perigoso. Curiosamente, um dos livros mais interessantes de Stot é um pequeno livrinho que eu recomendo que você leia.
Crer é também pensar. Depois foi com o Anti Wright. Ah, ele escreveu muito bem sobre a ressurreição, mas essa história da nova perspectiva sobre Paulo e e realmente eu entendo quem critica NPP do ponto de vista da soteriologia e é um debate assertido.
Isso não significa que o Tom Wrights é um hereerge. Depois dele veio a ideia de chamar William Lane Craig e Timothy Keller de liberais. Veja só, ainda que William Lane Crag tenha formulações a respeito da trindade que eu reputo no mínimo heterodoxas, liberal William Lan Craig não é.
E o Timothy Keller muito menos. Gente, se tem alguém que é um bom conservador para você ler, Tim Keller é um deles, plantador de igreja de mão cheia. Depois passaram a chamá-lo de outra coisa, WK.
Não leia o Tin Kler porque ele é WK. E, aliás, agora estão colocando no mesmo balaio o John Piper e o Day Carson. E eu pergunto, vai sobrar quem?
Ah, esqueci. No meio desse caminho teve também o Eudin Peterson, né? Veja, se na nova Jerusalém tiver uma mesa com Marco Teles, autor da música John Stot, oy Wright, o J Carson, o Eugini Peterson e o John Piper, eu quero sentar nessa mesa.
Eu quero sentar nessa mesa. O racional dessa galera do cuidado com o que você lê. Cara, claro que você tem que ter cuidado com o que você lê.
Quando você lê qualquer coisa, você tem que ler cuidado. Não é o Anti Wright, não é o John Piper. Qualquer autor, qualquer autor, um tweet que seja, aliás, essa pessoa que te diz cuidado também, leia essa pessoa com cuidado.
Cuidado você tem que ter sempre, toda vez que você lê. Quando você for ler ética canicômaco do Aristóteles, leia com cuidado. Se for ler a República do Platão, leia com cuidado.
Se for se você for ler o prisioneiro de Ascaban, leia com cuidado. Não vou dizer para não ler, porque senão vou me acusar de instaurar o meu próprio index prohibitório. Não acho bom.
O que muitos desses caras querem fazer, na verdade, é dizer para você: "Não pense, não estude, não leia, não tire suas próprias conclusões. É perigoso demais. Mantenha-se um ignorante.
É muito mais fácil controlar ignorantes. Portanto, eu não dou opinião sobre tudo sobre Aei e o José e a Maria que encontraram um negócio mais colorido quando encontraram com Jesus, quando a fé venceu. Meu veredito é o seguinte, mais uma página na triste história de gente que quer te privar de pensar, de gente que quer condenar todo mundo a viver na própria ignorância que ela mesmo escolheu viver.
Porque ela sim talvez tenha sido a privilegiada que matou a aula, que escolheu achar que a aula de literatura não servia para nada, que era inútil. E aí essa essa mesma pessoa que achava que a aula de literatura era inútil, acabou se tornando uma pessoa religiosa. E olha só que coisa interessante, ela entrou para uma religião cuja importância tá num livro que ela tem que ler e interpretar.
Agora a aula de literatura era inútil. Mais um capítulo na triste história de gente que não suporta olhar para quem é culto e se perceber como ignorante e saber que dá trabalho ser culto. Agora, se você quer se deixar ser levado por esse tipo de gente, não tem muito que eu possa fazer.
Só não seja imoral, só não acuse os outros de coisas que eles não fazem. Coletivo Candieiro, Marco Teles, eles estão fazendo música para adorar a Deus dentro de um jeito muito brasileiro de fazer isso. E dentro de um jeito muito brasileiro de fazer isso, usar os nomes de José e Maria.
são a coisa mais cristã a se fazer. Porque José e Maria, sendo tão populares como são esses nomes, são um testemunho de que a nossa cultura é uma cultura judaico-cristã. Afinal de contas, José e Maria são pais de quem?
Cara pálida. Com o perdão da fúria, esse era o meu recado para hoje. Eu vou ficando por aqui.
Até a próxima.