Fala galera, bem-vindo, né, com a como é que é o Welcom. Welcome. Mais um aí, mais um. Nem me viu o podcast, se me viu, me confundiu. Hoje como sempre eu digo, muito especial. E queria apresentar para vocês aqui, né, o comandante Lúcios do BOP. Muito orgulho aí de falar. Caveira. É isso aí. E o Somer aí, o Somer que tá, né, o subcomandante do BOP também, né? Já nos conhecemos aí há um tempo, já desde que Eu cheguei na ilha. Foi bem tratado por vocês e agradecer pela, né, pela presença aí. Muito obrigado por
por vir. Eu tô sabendo que vocês já estão bem acostumado com podcast, né? Estão meio de faixa marrom de podcast já. Não, não, não, não. A gente não chega nesse nível de celebridade. Aproveitar o espaço, Verdum, te agradecer por chamar os oficiais do batalhão e representar a Polícia Militar, poder falar sobre segurança pública, sobre arte marcial, Quanto que isso pode colaborar com a nossa atividade, com a nossa autodefesa, com a qualidade profissional também do atendimento. É, sem falar do espaço da pessoa que tu representa pra sociedade do Brasil e no mundo, um exemplo de artista
marcial, fundado em honra, fundado em humildade, que são valores e virtudes que nós, os caveiras, os homens de operações especiais prezamos muito. Muito obrigado pelo espaço. Tá louco que eu agradeço muito. E aí, Sé? Bom, Vedon, É uma honra enorme, né, poder participar do do teu podcast, do teu podcast. Foi, ficamos muito honrados, né? E nesse momento a gente pode retribuir a gentileza da visita, né? Tu nos visitou e deu aquela aquela palestra, aquele treino para nós lá no CT do BOPE, que nesse momento o pessoal tá agora lá treinando, fazendo, fazendo jus aos ensinamentos,
né? Mas é muito, muito bacana. Mais uma vez nos honra muito fazer parte desse processo, fazer parte Dessa, desse, desse vínculo, porque a atividade de arte marcial tem muito a ver com a atividade policial, né? Hum. Então, espero que seja proveitosa tarde de hoje. Não tenho. Se não for, a gente chama ele pra porrada, hein. Ah, é. Daí já aí vai ficar ruim, né? E bom, agradecer também. Eu fico muito feliz aí. Eu tenho certeza que a galera vai se conectar com a gente aí. Já tem uma galera esperando já para poder, né, escutar um
pouquinho da experiência de Vocês e mostrar um pouquinho o que eu acho legal de falar um pouquinho da das situações, eu chamo de situações extremas, né, que é uma situação extrema realmente mesmo, é vida ou morte, né? Sim. Então é um momento que eu tenho certeza que já passaram por muitos momentos disso, perderam colegas de situações de vitórias, derrotas, de tudo, como como tu falou, né? Muito parecido com a luta, né? Então eu queria começar falar sobre como é que vocês Lidam com a com as redes sociais, como é que é? Você tem a manha,
não tem muita mãe, como é que é esse negócio aí? Eu vou responder então primeiro, né? C vai lá, vai lá. Eh, rede social eu considero muito importante eh no pra divulgação do trabalho, né? Eu, particularmente, como eu tenho uma rede pessoal, mas a minha rede é uma pessoal profissional, em que eu costumo explorar essa questão da rede social meio que num, diria, num acontability, que é uma prestação de Contas como pessoa pública, desde um treinamento que a gente realiza, uma ocorrência bem atendida, então eu costumo deixar público, eu tenho um perfil inclusive aberto e
e não tenho problema com relação a isso. compartilha do que tu fala. Ah, tu tá sendo vigiado, não tem problema. A tua família tenho família, tenho noiva, tenho uma uma filha grande, tenho irmãos. E a tua preocupação, eu, a minha preocupação da minha defesa, do meu cuidado, da minha Rotina, isso que é o que me interessa. Tu não vai me encontrar num num bar tomando uma cerveja qualquer se eu não tiver no meu trabalho, tô dentro da minha casa ou se eu tiver pontualmente em locais em que sou bem visto. Então essa é a minha
maior preocupação. O que eu exponho na rede social é aquilo que eu escolho. Então vejo isso como muito positivo pra demonstração do teu trabalho. Tem gente que quer te seguir e saber o que tás fazendo e tem gente que Quer espiar. E esse espião também vai te ajudar também a eventualmente julgar e perceber que tu tás trabalhando. Vejo como muito mais positivo a questão do trabalho que a gente realiza, seja numa parte de gestão ou no atendimento de ocorrência. Galinha que não bota o ovo e se não canta não aparece. Por vezes a gente passa
por ocorrências de altíssimas altíssima complexidade em que a gente já deu missão cumprindo um pro outro e de repente alguém vai saber, Sabe, pela rede social, às vezes tá passando, te agradece e aí tu desperta eh as emoções em pessoas que tu não tá achando, que tu não acredita. Então eu vejo isso aí como muito mais potencial. E assim, ameaçar por ameaçar entra na fila. Nosso nome já apareceu aí na favela, então com contrário, ao contrário. Tá com os cursos ou não tá com os cursos? Tem, né? Tem os cursos. Tem todos. Todos, só todos.
Eh, ao contrário do Coronel Lúcio, a minha rede social, ela é restrita, né? Eu me preocupo bastante com a segurança da minha família. Eh, nós sabemos que a gente tem um alvo nas costas, é verdade, né? Estamos à frente da unidade de elite da Polícia Militar Catarinense. Eh, eu procuro sim fazer uma filtragem das pessoas que me seguem. Não tenho tantos seguidores hoje na rede social, pouco mais de 3.000. Coronel tá com 15.000. Ah, não é o milhão do retorno. Mais ou menos isso. Então, eu Procuro sim. Então, eu procuro sim fazer essa filtragem, né?
Eh, não somente pela questão da segurança, então o teu é bloqueado, então tu escolhe o meu, isso, o meu é bloqueado, mas também tem um viés institucional, né? Eu procuro sim, eh, 90% das minhas postagens em rede social é relativo à atividade do Batalhão de Operações Especiais e da Polícia Militar. Nós dois somos entusiastas da Polícia Militar. A gente ama o que faz. Bota louco. Dá para ver, Dá para ver. A gente costuma dizer, Verdona, a gente costuma dizer que algumas coisas têm preço e outras têm valor. E o que tem valor não tem preço.
Então servir na a atividade policial militar, ela é um sacerdócio, né? Você serve como policial militar. Então é uma honra, é impagável você ir para uma ocorrência, né? Como a gente já teve oportunidades, poucas oportunidades, é verdade, mas tu ser aplaudido pela comunidade na resolução de uma Ocorrência. Isso é indescritível, é impagável. Impagável. É a vitória, por exemplo, que nem eu quando eu tenho uma vitória na luta ali, por exemplo, que nem eu quando eu cheguei como cinturão no Brasil primeira vez tava a torcida do do meu time do coração, Grêmio esperando no aeroporto de
um carro de bombeiro. Então é uma coisa, é uma coisa que o cara se emociona, né? T perguntado também uma coisa que eu que eu notei assim a preocupar, como eu Tenho uma um estabelecimento bem grande, né? E já entraram algumas vezes ali, acho que foi duas ou três vezes, mas aquele o ladrão de galinha quer pegar uma coisinha ali, pegueiro, esse é um problema da segurança pública local em Santa Catarina. É, acontece, aconteceu algumas vezes, a gente fez alguns, tomamos as providências certas, tá tudo certo. Mas eu digo assim que a como eu tenho
um, uma câmera fria grande que teve um momento que tinha 23 toneladas De carne, caramba. E aí o que eu pensei, eu queria perguntar para você se eu tava certo ou não. Uhum. Aí as pessoas, não, Verdador, tem que ter muito cuidado. Eu falei: "Não, eu sei que tem que ter cuidado tudo isso aí, mas eu acho muito difícil ter uma organização criminosa que vai chegar, vai ter 10 pessoas ou 20 pessoas parar com caminhão ali e podem roubar, vai acontecer do roubo, mas eu acredito que a polícia vai descobrir muito rápido porque é uma
ilha. Então Não sei se eu tô certo até por ser a ilha pequena de você encontrar muito mais rápido viero de fora. Mas eu sempre pensei isso. Eu tenho certeza que vai vão ser encontrado muito rápido porque tem sempre uma conexão e sempre vaza uma informação que vai acontecer de encontrar os caras. Não, de repente não vão recuperar a carga porque é uma coisa, é uma carne, é congelada. De repente não, do jeito que eles tirarem como deixarem ao relento, não vai poder Recuperar a carga. Mas vamos saber rápido. Eu tenho razão ou então é
verd a minha opinião com relação a isso. Não existe furto se não houver receptador, tá? Então se você não tem condições, eh, se você não tem para quem vender aquele objeto, você não vai cometer o furto, né? Via de regra, os pequenos furtos são para realmente paraa utilização de de entorpescente por esses usuários que nós temos com Tumás aí na rua. Mas esses furt Qualificados, como você falou, né? Existem sim quadrilhas especializadas nisso. Via de regra, são furtos qualificados que acontecem em rodovias, né? Com acho muito difícil que isso aconteça na tua empresa, por exemplo.
Teria que ter um aparato significativo. No centro da cidade é extremamente policiado pelo quarto batalhão e muito bem policiado passagem que é aqui do lado. Exatamente. Tá. Mas o o fato de estarmos dentro de uma ilha não Significa que esse produto desse furto permanecerá na ilha, né? Porque em poucos minutos você tá na ponte e aí o céu é o limite. Sim. Mas assim, eu digo, mas vão, mas mas que se descobre rápido. É isso que eu queria saber. Se descobre rápido, né? Sim. Então, Verdum, eh, no primeiro aspecto é que a gente tá em
Florianópolis. Santa Catarina é o estado que goza do melhor oriente de segurança pública do Brasil. Isso aí é demonstrado no Fórum Brasileiro de Segurança Pública Estatisticamente e por sites sérios de ranking eh de estados, segurança pública catarinense é a melhor do Brasil demonstrado assimul pra sensação, pra resolução em todos os aspectos, seja em polícia de ordem pública ou ou polícia de de resolução judiciária, nessa no teu caso de um pós-crime, né? E aí, eh, o crime ele ele tem atores diferentes. Um um é o ator que tu falou, o o casqueiro, aquele que entrou, pulou,
o ladrão de galinha. Que como é que age esse cara? Por conveniência e oportunidade. Ele viu ali uma janela aberta, ele pulou e aí de repente um pedaço de fio, que é o que tem incomodado, né? Esses pequenos furtos é o que eh incomoda a segurança pública local do empresário, porque a resposta em que o estado pode apresentar para essa pessoa presa, ela é ínfima. Mesmo se ele for preso por um furto qualificado, ele é conduzido e solto. Não é à toa que alguns desses se for pegar a ficha criminal, o cara tá tem Mais
30, 40, 50, porque não tem muito o que fazer com ele. Então esse ponto do pequeno furto do ladrão de galinha é circunstancial. Então tu melhora o quê? com uma câmera, com um muro melhor, uma fechadura melhor, não oportunizando para que ele consiga alcançar aquele objetivo. Outro aspecto é, [ __ ] os caras vão entrar no meu frigorífico, eu tenho 25 toneladas de carne do Verdum Prime, do Figorifo Silva, em que aquela mercadoria vale, sei lá, R milhão deais. Aí a organização criminosa é um pouco mais cuidadoso. Eles agem com planejamento, agem assim, ó, nós
temos um objetivo, fazemos, é uma empresa análise, fazem uma análise de custo benefício, ó, a mercadoria dele vale 1 milhão, eu entro com tanto de ama, o os funcionários ali, aqueles da segurança, aquele que tem alguma dívida no tráfego ou qual organização, e aí entram na cadeia de suprimentos como empresa de adquirir o produto, de passar pro Receptador e da China. Então isso é um pouco mais perigoso. Como evitar isso aí? são com relação a posturas mesmo, né? E de empresa, de rotina e qualquer coisa chama B. Quando se fala em batalhão de operações especiais,
se imagina que todos os policiais que pertencem a essa unidade são caveiras, né? Quem é o Caveira? O Caveira é o camarada policial, seja ele federal, militar, civil, que conclui o curso de operações especiais, que é um curso de Aproximadamente 4 meses. Inclusive, nesse momento, nós estamos tendo um curso de operações especiais, tá tendo agora, né? Nós tivemos 68 inscritos e hoje é o 66º dia. Nós estamos com cinco policiais. Não acredito. E esse que vos fala é o coordenador do começou com quantos? É, nós estamos com cinco policiais lá, um cabo e quatro soldados.
Cinco cinco. Cinco bravos guerreiros pretendentes a caveira, né? A melhor safra de Santa Catarina. Então, o que que acontece? Eh, esses policiais, assim que eles concluírem o curso de operações especiais, eles vão fazer parte da companhia de operações busca resgate e assalto. Quando se fala em assalto é assalto tático, né, para fazer um resgate de refém, por exemplo. Então, esses policiais que vão formar a equipe cobra, eles são especializados para atender ocorrência de ocorrência com tomada de refém, suicidas armados, Desativação de artefatos explosivos, eh assalto na modalidade eh novo cangaço, que hoje se fala muito
novo cangaço, a gente evita esse que seria esse termo, né? O exemplo da do case crisuma. Ah, a gente evita falar esse termo, né? Não teve uma rodinha, né? Deu passou, já deu uma passada, mas teve um momento que foi bastante. Exatamente. Então esse policial ele ele vai sair habilitado para atender esse tipo de ocorrência. Na companhia CAT aí nós vamos ter os Famosos guerreiros urbanos que são que é aquele policial que concluiu o curso de ações táticas especiais. E aí ele vai est habilitado para atender ocorrências de alto risco, né, de alta complexidade em
apoio às a viaturas e batalhões de área aqui, tanto da Grande Florianópolis quanto de outro de outras regiões de Santa Catarina, porque o BOPE, a atuação do BOPE é todo o território catarinense, tá? Então, nós estamos aí habilitados a atender as ocorrências de alta Complexidade no cenário da segurança pública catarinense, eh, através do processo que nós chamamos de gerenciamento de crise, que são protocolo de atuação diante das ocorrências de gravidade extremada. E aí, Caveira, depois se o Ian tiver, quiser safar a Pânia nesse livro que a gente trouxe aí para presentear oportunamente, ele explica essa
divisão funcional. Essa aqui é uma obra que foi organizada pelo comandante anterior, Tenente coronel Sheelavim. 50 autores, eh, 50 policiais militares que trazem uma narrativa de vida, faz essa explicação oficialmente entregue. Olha aí, ó. Que massa, Ricardo. Alto nível aí, ó. Acredito. Aproveitar para mandar esse abraço aí pro confrade na academia. Legal, velho. Tá louco. Muito legal. Nesse livro tem a história contada pelos operadores, pelos policiais, né? tanto histórias de curso, que é o que mais gera eh curiosidade no Pessoal após o após o filme Tropa de Elite e também de ocorrências vivenciadas por esses
operadores. Então, o próprio coronel escreveu, eu escrevi no curso, eh, no perdão, no livro, né? E tem várias histórias aqui, é muito bacana. A tem 30 anos de história nesse livro aqui. Estamos na nona edição do curso. Primeira edição foi 95, depois 2001, aliás, 95, 2000, uma data definida. Não, não, não é do ano, não é, é a necessidade do batalhão. Bom, bom. A Gente costuma dizer que operações especiais na Catarina é Copa do Mundo a cada 4 anos. Cada qu anos. O último foi em 2019. N, chegamos a nos reunir com o comandante geral,
subgeral, eh, com a o alto escalão, alta gestão da Polícia Militar para explicar esse fenômeno da baixa procura. muita gente quer especializar, considera o significado eh de se ser um caveira muito importante dentro da atividade policial militar, mas cada vez menos, isso é um fenômeno Nacional, o pessoal tem se habilitado, tem procurado, tem se colocado à prova, talvez porque as informações estão um poucos mais expressas no nosso tempo que começamos. Eu sou formado em em 2011, o sommera formado em 2010. Não era carta aberta desse jeito. A gente chegava lá na brabesa, chegava lá com
o nosso equipamento feito de qualquer jeito, entrava a Matrix, como a gente costuma falar, o tempo, espaço do curso de operações especiais. A previsão que é Sempre fortes pancadas isoladas. Então o que que acontece? Quando tu chega lá no curso, tu é privado do sono, alimentação, descanso, a gente leva, eleva o nível de estress do policial ao extremo, tá? Então ele passa o tempo todo molhado, o tempo todo com restrição daquelas condições mínimas de sobrevivência e no meio de tudo isso, às 3, 4 horas da manhã, a gente aplica uma prova teórica no policial. Então
ele tá totalmente Fadigado, né? Fisiologicamente eh ele tá diferente da rotina do dia a dia e ele precisa corresponder tecnicamente porque as provas elas acontecem diariamente. Então nós temos avaliações intelectuais, eles não sabem, né, o momento que vai acontecer, não, eles nunca sabem o que vão acontecer no minuto seguinte, nunca sabem. Durante esse período, obviamente existem algumas liberações, né? liberações curtas e um pouco mais longas Assim de um dia e meio, dois no máximo. Tem gente volta volta, né? Exatamente. Isso. Isso é um fenômeno que acontece no curso. O que acontece quando o cara tá
na quando o cara tá na pressão, ele aguenta e aí quando ele volta pro estado de conforto, aí ele lembra como era bom a vida que ele tinha antes do curso, né? Aí ele não volta, meu. Vi vários caras assim. Mas se eu voltasse para casa e jogasse um PlayStationzinho. Eu adoro jogar um PlayStation, sou viciado. Deu Pessoal, bom, vou ficar em casa. O bater o sino para o operações especiais, fazendo analogia com o mundo das lutas, é tu jogar tua tu tá desistindo do processo. Então tu tá desistindo do processo e indo ao encontro
do que o Ian acabou de falar com relação a ao processo de humilhação, a gente não vê dessa forma, tá? Porque o curso de operações especiais, ele é um contrato do BOP para com o aluno, tá? A gente passa o tempo inteiro gerando Dificuldades para que ele ultrapasse essas dificuldades, porque nós precisamos preparar o policial no nível de especialização tal que ele tem que saber que as ocorrências que ele vai ser empregada são de altíssima complexidade. Então, como que eu faço para formar esse policial? Não adianta eu formar esse policial de maneira convencional, ele não
vai corresponder corretamente. Então, a gente trabalha dessa forma, entende? Então, existe um contrato, Entre aspas, assinado entre coordenação e aluno. E qual é o primeiro critério requisito básico para ele ingressar no curso de operações especiais? Voluntariedade. Para ele tá ali, ele tem que ser voluntário. Então, a qualquer momento que ele queira parar, o curso acaba para ele imediatamente. Ele vai paraa casa tomar uma Coca-Cola, comer uma pizza de calabresa, deitar com a mulher dele, tomar um banho quente, tranquilo, à vontade. Mas pr para Ostentar essa caveira, ele tem que superar o que a gente supera.
Tá. E a gente costuma dizer, ser bom no bom é fácil. Difícil é ser bom no ruim. São poucos. Verdade. É verdade. Tem. E tem aposta que a gente não pode fazer. Tu olha assim, pá, esse vai formar. Putz, parece que esse é o primeiro a embora. Pode ver. É verdade. Primeiro dia de curso, no primeiro dia de curso, primeiro dia de curso, eu perguntei quem treinava defesa pessoal ali, alguma arte Marcial. Nós tínhamos seis, seis faixas pretas de jitso. Jits ou de Jits? Eu lembro do Gilgits, né? Aham. Quantos estão lá agora? Nenhum. Nenhum.
B. O cara para formar operações especiais, ele não é o mais brabo, ele não é o mais inteligente, ele não é o mais agressivo. Bem pelo contrário, é o que se adapta melhor à adversidade. Ele é o mais adaptável, entende? Uhum. Então, hoje Nós temos cinco policiais que diante de toda a adversidade que foi colocado e imposto, né, apresentado para ele, eles conseguiram eh ultrapassar sem grandes dificuldades. A gente costuma dizer que pro cara formar caveira tem que ser o pato. Que que é o pato? Ele não é o que melhor nada, não é o
que melhor voa e não é o que melhor corre, mas ele faz um pouquinho de cada coisa, entendeu? Então é o pato, entendeu? E fica aqui o nosso convite. Nós temos, nós temos o, como eu Falei, nós tivemos oito edições do curso de operações especiais, estamos tendo o nono agora. E nós temos vários eventos durante o curso que são eventos simbólicos. Um deles é o famoso teste de luta. Sim. E a gente sempre convida alguém para ser o padrinho do teste de luta. O senhor nesse momento tá sendo convidado oficialmente e publicamente. Eu queria perguntar
uma coisa sobre assim, qual é a como tu falou que o pessoal desiste quando vai para casa? Tem a possibilidade de ir para casa, tá? Eu foi para casa já não volta mais, acontece muito. Mas qual que é o mais que acontece aonde? Que momento do curso e o tempo e e tem uma específica. Eu, por exemplo, tá bem a real, eu ia, eu não sei se eu muito bem na água. Negócio de água não sei se eu muito bem na água. Desliga muita gente na água. Acho que é é o mar não tem borda,
né? E a água não tem cabelo, não tem onde se agarrar, né? Mas e a fase inicial do curso é a que Realmente mais desliga, né? A famosa noite dos caveiras, né? A aula inaugural, a noite dos caveiras, que é um evento eh eh a gente costuma dizer que é o maior espetáculo da terra, né? Sim. aonde os alunos são apresentados aos caveiras já formados, né? E ali existe uma série de cobranças eh físicas, eh psicológicas, enfim, a gente coloca os alunos ali numa situação de estresse e aí muitos desistem, né? São apresentados algumas situações.
Não, não É no primeiro dia, não é? Ah, depende da edição do curso, né? Esse ano a gente é uma tradição que começa hoje. A gente costuma dizer uma tradição começa hoje. Esse ano a gente só pegando esse gancho do Somer e sobre a tua pergunta. Daí eu faço falo do segundo livro aqui. Esse livro, o título Caveira, operações policiais especiais. Eu escrevi minha autoria surgiu na fica à vontade. É teu? Bom, obrigado. Esse é meu. Esse é teu. E esse livro ele não tem fins comerciais. Ele, na verdade, o propósito dele é um e-book
gratuito. Daí eu botei no meu perfil ali na na Bill. Tu pode baixar. Ele é um é um PDF que já tá viralizado no Brasil. Legal, velho. E e os impressos que tem são fruto de uma de um projeto junto com a com a CS, associação dos oficiais para poder fazer essas entregas. Tu existe um ritual de passagem. Ser caveira é um antes e um depois. Tanto quanto você o nascer, o morrer, se tornar um caveira é um antes E o depois. Eu eu eu quando ingressei na Polícia Militar foi um ritual de passagem para
mim, saindo uma condição de paisano se tornar um policial militar. E o segundo rito, com toda a certeza, é se tornar um um caveira, um operador de operações especiais. Muito, muita gente mesmo que me procura nas redes sociais eh questionando o que que faz para servir no BOP, o que que eu tenho que fazer para servir no BOP. Primeira coisa, eu Tenho que prestar um concurso público, né, pra Polícia Militar de Santa Catarina ou qualquer outro. Só Polícia Militar, isso que eu te perguntar agora. Ou pode ser para servir no BOPE, sim. Para fazer o
curso, não. É isso que eu queria saber. Nós abrimos todos os cursos, nós abrimos cinco vagas para coirmãs, tá? Pode ser da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, outros estados são convidados. Elas ao Esse ano não se Apresentou ninguém, mas em outras edições sim. Nós temos policiais formados, nós temos um policial federal formado aqui, temos policiais de outros estados também, tá? Então, até respondendo esse pessoal, né? Eh, você tem que ingressar na Polícia Militar, tem que possuir um curso superior, seja ele qualquer eh qualquer faculdade. Para oficiais tem que possuir o curso de direito,
obviamente, né? E depois de 2 anos na atividade operacional, e aí você Cumpre o requisito básico. Sim, obviamente junto a ao fator voluntariado, né, de ingressar no curso, no curso ou de operações especiais ou no curso de ações táticas especiais. Aí sim, se você se formar o aluno bom, né, aí sim, porque a gente acha difícil quase possível. O o militar que se formou em operações especiais, ele é o clínico geral, tá? Depois ele vai operar no grupo cobra. Assim que ele eh iniciar as operações especiais, a vida dele nas Operações especiais, nós abrimos a
oportunidade dele se subespecializar. Nós temos subespecializações de operações especiais. Por exemplo, eh o cara se identifica mais com a parte de explosivo, então ele vai fazer o curso de técnico explosivista. O coronel é formado, técnico explosivista lá no Mato Grosso. Especialista daí vai para especialidade para isso. Exatamente. O de técnico explosivista dá em torno de três meses hoje. Três meses. Então nós Temos a subespecialização de negociação, tá? Que é a minha subespecialização. Então o camarada é especialista em negociar com refém, com criminoso passional, com suicída armado, enfim, né? Tem muitas situações, tem muita coisa, Verdum.
que hoje grande parte dos acionamentos do BOP, eu não consigo te responder agora estatisticamente que eu não tenho esse dado na mão, mas grande parte dos acionamentos do BOP é de suicídio armado, tá? Suicídio armado ou Com arma de fogo ou com faca. É uma ocorrência extremamente delicada porque a gente trata eh esse esse camarada como um um mentalmente perturbado, né? Então ele tá emocionalmente afetado psicologicamente, psiquiatricamente, ou por algo que aconteceu. Ele pode ter sido traído pela esposa, ele pode ter sido, eh, sei lá, agredido por um vizinho e aí ele tomou alguém de
refém e ele tá eh totalmente eh envolvido por aquele por aquela alteração emocional Que tu tem que primeiro identificar o que tá acontecendo e depois iniciar o processo de negociação. Só que o processo de negociação ele não funciona sozinho. Nós temos o que a gente chama de alternativas táticas, né? Então, a primeira rainha da das alternativas táticas é a negociação, que é onde tu consegue preservar a vida de todos, né? Todo mundo, né? De todo mundo, tanto do causador do evento crítico, né? E também, obviamente, da vítima, que é o Nosso nosso principal objetivo, né?
No caso de tomar num tomador de refém, tá? Mas especialmente a com relação ao suicídio armado, a gente poôde observar um aumento circunstancial nas ocorrências do suicídio armado após a pandemia, tá? Após pandemia. é muito, muito realmente assim e como a gente atende no estado inteiro, é extremamente comum, né, que nós eh nós sermos acionados para atendimento de ocorrência no interior do estado, seja norte, sul, Planalto, oeste. E aí a gente faz essas operações via transporte aéreo. Então a gente faz uma operação conjunta aí com o batalhão de aviação da Polícia Militar e desloca ou
de asa fixa ou rotativo, avião, helicóptero, enfim. E quantos vão na operação? depende do da situação, depende da natureza da operação. Por exemplo, a ocorrência de foi uma ocorrência extremamente complexa que eu e coronel atendemos junto na no presídio de Cristiuma, penitenciária sul De Cristian. Presí e ali, Verdum, o que que acontece ali, cara? Eh, foram quatro policiais penais tomados de refém naquela oportunidade e os presos que tomaram eles de refém, né, iniciaram uma rebelião e tomaram esse refém. Eles tomaram as armas desses policiais, inclusive granadas desses policiais, só que eles faziam parte da ala
de segurança máxima. Então, no Brasil ninguém cumpre mais de 30 anos de cadê e o cara lá tinha 100, 150 anos. Então, Qual é a a gordura de negociação que tu tem aí? O que que ele tem a perder? Nada. Se ele matar o cara, ele ganha mais 30. Então, se ele tinha 150, ele vai para 180. Para ele não mudou nada, entende? Então, após 4 horas ligado. Não sei, não tinha pensado nesse detalhe. Solitária, né? Mais tempo na solitária. E quando a gente chegou, era um cenário extremamente caótico. Nós tínhamos eh dois policiais penais
alvejados, um com tiro no braço, né? Outro com tiro no ombro e um preso com tiro no pescoço. Cenário totalmente caótico. A gente deslocou daqui de Florianópolis para da sede do BOPE para pro presídio de de Criciuma. Fomos em três policiais na aeronave, eu, o coronel e o Major Tim. Iniciamos lá o o acionamento do protocolo de gerenciamento de crise. Enquanto isso, os demais policiais do BOP foram por terra. A gente costuma dizer que ocorrência valendo, força máxima aciona O batalhão inteiro. E aquela ocorrência aérea valendo, né? No Botalhão tem quantos hoje, por exemplo, daqui
nós temos 72 policiais, total 72, né, C? 72, tá? 72 policiais para atender todo o território catarinense. Ontem de manhã nós fomos acionados por uma ocorrência de feminicídio, tá? Onde o marido ele, infelizmente, né, vitimou a mulher dele com 20 facadas e 18, cinco martelada na cabeça. 24 favraço do norte, né? E ele se homou em Mata, né? Em busca de criminoso homiziado em mata, local de difícil acesso, o BOPE é acionado. Então nós fomos lá, em aproximadamente 3 horas a gente conseguiu solucionar a ocorrência e localizar o o criminoso. Tá preso. Preso, ileso. Ileso.
Não, não. Ileso, né? Mas e a e a situação da onde é que vocês acham que assim a situação mais crítica mesmo é na cadeia? Tu acha ou não? Não tem nada a ver isso aí assim. Depende da situação, né? depende das Situações. Porque eu já eu já senti uma situação assim de de me arrepiar tão tanto assim de o corpo inteiro de eu pensar que eu ia morrer. Eu senti que eu ia morrer. Eu acho que tem essa possibilidade, o ser humano tem essa possibilidade de sabendo que [ __ ] eu vou morrer, eu
tô sentindo que eu vou morrer. mesmo assim que tu consegue sentir aquela, eu não sei se é verdade também, mas tem uma, quando tu sente que tu vai morrer e não sei se tá certo, Eles vão me corrigir, óbvio, mas a pessoa transpira um cheiro, dá um um cheiro na pessoa demais, assim, a pessoa fica mais eu não sei te explicar, mas é os sentidos, é um sentido muda. Então, essa vez que eu que eu fui me meter, até posso falar para vocês, no Rio de Janeiro era faixa azul, cheguei no Rio de Janeiro, Porto
Alegre, gaúcho, olhei aquele aquela favela, eu eu dormia na na academia, eu dormi dentro da academia e e no terraço da academia, onde que era a Academia, na, na cobertura, eu vi a favela e eu sempre via, pô, eu achei tão legal, eu queria, pô, um dia conhecer a favela, né? Aí subi na favela para conhecer aí sozinho. Aí eu já queria cortar o cabelo. Na real queria cortar o cabelo e pensei: "Pô, vou eu subir na favela, tava pô faixa azul, tava me 20 e poucos anos, imagina, né?" Não porque eu ia fazer alguma
coisa, não. Queria ver como é que era mesmo. Eu queria saber o que eu tava curioso. Bem turista mesmo. Bem turista mesmo. Bem, olha só, loucura, né? Aí subi, como eu ia cortar o cabelo, eu vi um cara cortando o um um senhor, olha que loucura, velho. Isso faz muitos anos atrás. Um senhor cortando o cabelo, cortando o cabelo no beco. E eu peguei, pô, já que eu tô aqui, vou cortar o cabelo com o senhor aqui. Sentei para cortar o cabelo com um senhorzinho. Me lembro direitinho, um senhor já tinha acho que uns 60
e poucos anos. E aí Quando vi, eu sentei no meio da da no meio da da viela assim da do beco e veio três caras lá do os certamente eram os traficantes, né? O chefe do morro e o cara parou na minha frente e os dois atrás e o cara não falou nada. Eles olharam no fundo do meu olho e assim, mas i tu não tem noção. Aí eu pensei agora não morri certo assim um arrepio debaixo do do dedão assim da cabeça assim morri. E o e o e o senhor chegou me arrepiar até
agora e o senhor e ele Pegou e falou: "Foi ele que me salvou". Ele falou: "Não, não, ele tá na boa, ele não sei que, ele tá na boa, ele tá não, gurizão, imagina 20 e poucos anos, queria saber como é que era." E ele pegou e os caras me olharam no fundo do olho assim, tu não tem lá no no grão do olho. E e ele botou a mão para trás assim, e o senhor falou: "Não, não, ele tá ele tá na boa, ele tá não sei quê, ele tá". Entendeu? Não era porque não
sei se eles pensavam que eu era policial Alguma ou disfarçado, não sei, mas eu era muito guri para ser um policial. Mas e o cara me salvou, velho. Me diremos direitinho. Então, qual é que a situação que tu sentiu essa essa sensação? Já teve isso também com vocês ou não? Eu eu sirvo no BOP, a eu tenho, a gente tem, eu e o Somos da mesma turma, temos eh cerca aí 19 anos de instituição e trabalho desses 19 a 11 no BOPE. Então, se for para pegar das últimas ocorrências dos 10 anos em Santa Catarina,
houve uma participação direta, tanto a nível como operador, como comandante do cobra ou até no nível de gestor. Então, até alguns highlights assim de de narrativas, de autobiografia, eu apresento um pouco aqui no livro para compartilhar essa eh as vitórias e também as derrotas, né? Hum. Eh, depende do ponto de vista que tu quer colocar, se é qual é aquela senhor que tu achou que ia morrer, que deu Problema, ocorrência de rouba banco. Uhum. Essas ocorrências assim de que a gente fala aí que listou principalmente como novo cangaço ou domínio de cidade. A gente não
costuma utilizar isso na doutrina policial. A gente fala de roubos a instituições financeiras para não trabalhar com esse emponderamento. Mas acionamento para ocorrência de rouba a banco é problema. a gente teve uma uma ocorrência em 2017 na região de Pissarras em que foi eh eh uma Ocorrência muito complexa com informações que chegaram de forma muito truncada. E na época eu tava comandando a equipe cobra, a gente foi equipe de chegada, equipe de pronta resposta mesmo, com houve diversos enfrentamentos, diversas trocas, houve algumas mortes ali na na de criminosos e não e não de de policiais.
E aquela ocorrência, ela teve um residual muito grande paraa nossa instituição, pra gente como operador. Foi bastante Traumático assim e e toda a condução, toda a entrada, toda aquela passagem era sempre muito preocupante. técnicas que a gente aplicava, eh, sabendo do perigo que poderia vir, porque essas ocorrências de de rouba banco, tipicamente se trabalha muito a questão da segurança diária, que é aquele criminoso, bem planejado, com um armamento do teu calibre ou superior e estando ali pronto para quebrar. Mas assim, o que me sentiu apertar mesmo, eu Falei: "Pá, se estourar agora, não tem problema,
eu vou morrer mesmo." Que foi foi Criciuma, né? Criciuma. Aí depois se a gente entrar nesse case mais específico ali na desativação dos explosivos em que foram feitas as que a gente chegou manualmente, a hora que eu me ajoelhei ali, eu falei: "Olha, se arrebentar eu morri. Muito feliz estar ombriando com ele essa missão". Que legal, que legal. É, para mim é um um orgulho, uma honra muito grande, né? Trabalhar com quem tu realmente confirm sabe que vai não, vamos junto, já era. Vamos se morrer, vou morrer junto, não tem frescura. Verdade de verdade é
ponta firme. É que nem a nossa academia também. Nossa, nossa, nossa equipe, né? Eu, mestre Rafael Cordeiro, Babalu, eu sei que você vai est a gente ali, vamos e acabou. Não tem essa aí. Sabe que não vai, não vai, nenhum vai correr, ninguém vai correr, ninguém vai correr. É isso aí. É isso aí. E não só a nível de Confronto, mas a nível também de tomada de decisão e responsabilidade, ou seja, o efeito residual, a consequência daquela ocorrência. Porque toda ocorrência de intervenção, ele gera um efeito residual, inclusive um efeito jurídico. Isso deve ser levado
em consideração também, tá? Então, eh, eu e o eu e o coronel, nós já entramos em confrontos armados, né, diversos confrontos armados, desde a época de segundo tenente, primeiro tenente, Capitão. Então, eu tive diversas ocorrências, né, de de confronto armado, eh, na época do tático, depois passei pelo batalhão de choque, eh, fui piloto do Águia, do helicóptero Águia durante 3 anos. Aí ali eu não tive helicópter legal, que legal piloto, hein? Caveira piloto, né? Eu era aluno, tinha um ano e meio de polícia, então fui faixa branca. Faixa branca por enquanto, né, cara? Não, faixa
transparente, velho. Transparente, cara. Mas eu tava armado, Eu atirei no cara, o cara atirou em mim também, enfim, né? Pegou o tiro no meu par. Mas como é que foi a situação, se que ele tava com arma na tua cabeça esse aí, né? E como é que tu conseguiu, tu reagiu pelo pelo pelo um impulso no momento? Tu tava consciente que tu ia conseguir? Sim, ele pediu uma, ele pediu um, um objeto, enfim, que tava ali dentro do carro. Eu peguei aquele objeto e a arma tava embaixo do do tava posicionado embaixo da minha perna
Direita. Saquei a arma por baixo no momento que ele tirou a arma da minha cabeça, né, ainda apontando, a gente começou a aquele salceiro ali, né? Um veio a óbito, o outro foi conduzido ao hospital. Tinha dois, dois. É. E aí ele conseguiu ainda tirar no meu carro, né? Na época eu tinha um um Astra, um Astra vermelho. Do Astra, é um Astra vermelho, pulsante aí. E numa outra oportunidade, é, numa outra oportunidade foi também foi um assalto. Eu tava numa numa festa, Tinha mais de 40 pessoas, dois indivíduos armados de pistola entraram na festa,
atiraram para cima, anunciaram assalto, agrediram crianças que estavam na festa, foi, mandaram todo mundo deitar no chão. Inclusive tinha um policial na festa que hoje é caveira, na época não era, que era casado com uma aluna minha, né? E durante o assalto ali, eh, eu acabei reagindo no meio daquele povo, porque fatalmente durante a busca ali pelos objetos que eles Estavam roubando, eles iam identificar que haviam policiais no meio, né? Desde do criminoso, vítimas e dos próprios policiais até aquilo que a gente considera como solução aceitável. Até porque nós trabalhamos num estado democrático de direito
em que ah todo o nosso trabalho existe uma uma um caminhar jurídico, né? e em que só tem sobrevivência operacional, como é o nosso caso, em que desde quando a gente botou o pé para fora da academia, do Curso de informação, serve em unidade operacional, que a gente fala usando bota, né, trabalhando na atividade finalística com orgulho, né, com muito orgulho, porque tem responsabilidade, tem trabalho profissional para poder ter essa sobrevivência. E aí existe sim um um trabalho de motivação, de inspiração de muitos policiais que gostam, que tem atividade fim operacional e tem o desejo
de pertencer ao BOPE, porque servir no BOP é um ideal, é um idealismo. Não se Ganha R$ 1 a mais por estará nenhum policial de Santa Catarina. Pelo contrário, né, cara? A gente vive tirando dinheiro do bolso. Ou no caso aqui do Major Somer, um idealista, abrindo, abriu um monte de promoção, por exemplo, para continuar trabalhando conosco, né? Então os policiais se candidatam, querem estar conosco, mas só que daí a gente começa a cair num fenômeno recente, que é o fenômeno do curso de operações Especiais. Muitos querem estar ali, mas quantos estão dispostos a pagar
o preço desse rito de passagem para pertencer a esse processo? E e esse é o preço a ser pago. E curiosamente é um processo que não foi inventado por nós, Santa Catarina, ele é tradicional há 30 anos. Nós estamos na nona edição, mas ele é um processo que acontece no Brasil inteiro. Eu sou um caveira formado no Rio Grande do Sul. Somer um caveira formado em São Paulo e nós temos outros caveiros do Brasil. A história das operações especiais de Santa Catarina, ela é fundada nas operações especiais do Rio de Janeiro. Então os caveiras, a
gente costuma dizer, né? Tem um grupo de comandante, a caveira é uma só. O se formou caveira no Rio de Janeiro, vem trabalhar no BOPE com muita tranquilidade. Se formou no Rio Grande do Sul, vai ser comandante. Sim. Tanto eu quanto coronel Lúcio, nós não formamos a nossa primeira tentativa. Nós Começamos juntos o curso. Nós começamos juntos o curso em 2009. Juntos no primeiro curso que nós tentamos foi em 2009. Eu e ele entramos juntos no curso. Na época ele era o falecido 07. Eu era o falecidem. Nem me lembro. Nem quero nem lembrar, né?
E então teve a primeira tentativa, não aconteceu e não, não para aí, não vai ficar assim não. Sim. E aí era uma das quando colocava a linha de raciocínio, é por isso as operações especiais ela é contextual. Quando a Gente tentou junto em 2009, eu tava com uma lesão de cox, a mochila muito pesada, batia bem ali no ponto em que ia aumentando a inflamação. Não queria falar, mas faz parte do manual, né? Exato. Não, só um um parentesinho, né? Desculpa, é desculpazinha. É, eu fui desligado. Eu fui desligado. Faz assim. Faz assim, ó. Só
faz assim com os restos assim ou faz assim? Fazí com ver assim, ó. Eu OK. Esse é o cagalhão. Porque eu caminhei a mochila pesada, tava ruim, Eh, fisicamente bati o cino. Mas esa aí, eu caminhei até o sino, eu poderia ir além, muito além. Eu sei disso. Aí quando eu fui para casa, fiquei muito ruim. Liguei pra minha mãe desesperado, porque eu falei pra mãe: "Ó, mãe, só volto para casa ou formado ou na ambulância". E na e algumas noites seguintes eu já estava ligando, família toda apavorada. O que que eu fiz? Parei naquele
dia que eu fui em casa, quando o aluno é desligado, ele Quer comer e beber tudo que é possível. Eu fiz tudo isso quando eu dormi naquela mesma noite, eu vi a caveira vindo assim, passando pelo e atravessando o meu rosto. Aquilo, quando acordei no dia seguinte, eu estava decidido que eu voltaria, mas só que eu voltaria diferente. Ia curar ali no, fiz a cirurgia, melhorei ali do meu processo e comecei a de forma calada a me preparar pro processo. E aí a próxima oportunidade que teve foi de campeão. Mente de campeão. Já se é
outro já nem me viu. Tá louco voltar para aquele negócio. Já foi na mente de campeão, já voltou de novo. E a vitória derrota gente. Esse caso foi um pouco diferente porque eu fui desligado pelo médico. Eu tive um problema de saúde, né, durante o curso. É, aí o cara já foi o teu irmão. Então, não, não, na época não, na época ele não era nem formado ainda. Ele era estudante. Não, meu irmão, meu irmão era o médico. Não, não, não foi esse caso. Mas cara, é o curso de operações especiais, é, a gente costuma
dizer que tu tem que ter 4 S: simpatia, saúde, sorte e saco, principalmente saco. Aham. Porque tu não sabe o que vai acontecer na no momento seguinte, tudo é surpresa, entende? E só que quando tu te predispõe realmente a concluir, a se formar um caveira, porque quando a gente fala, inclusive isso tá escrito no livro do do coronel Lúcios, né? O caveira, como a gente costuma Dizer, não é um só um curso, é uma filosofia de vida. Então nós temos o médico Caveira, o pedreiro Caveira, o dentista Caveira, o enfermeiro Caveira, que é aquele cara
que se dedica, que tenta fazer o melhor de si, que tenta ser um realmente um idealista, que faz como ama, porque o cara que faz o que ama, ele tá sempre de férias, né? E eu abri mão de muita coisa para estar no batalhão de operações especiais hoje. Eu arrumei eh eh briga com muita gente para Est lá. E e eu costumo dizer que aquilo ali tem um valor simbólico gigantesco. Eu saio de casa feliz para trabalhar e volto pra casa feliz para trabalhar, entende? Eh, sei que sou orgulho pra minha família, né? Provavelmente meu
filho tá me assistindo agora. Legal, legal. Tá, meu moleque tem 11 anos de idade também, é praticante de gilgito. É, mandar um abraço para ele. Foi ele que te deu um triângulo, pô. O triângulo me deu. Tu Bateu, tu desistiu, bateu o coino. Lembra? Sim, senhor. Essa foto Daniel, um abraço para Daniel. Ó, eu já vai ficar diferente. Tá com 11 anos já. Vai ter que fazer aqueles cinco é aquele cinco prtinhos sem perder amizade. Ô, depois manda um abraço pra minha filha também. Minha primeira aluna, Gabriela. Gabriela, Gabriela, um beijo. Quantos anos a Gabriela
tá? Tá com 15. 15 anos. A minha filha tem 14. Gabriela, um beijo do tio Verdum. Tio Verdum 45. Aí, coisa Linda. Então, como nós estávamos falando a questão do meu filho, eu vou aproveitar a oportunidade para falar que para mim foi ocorrência, se não a mais emblemática, uma das mais emblemáticas da minha carreira foi no dia 7 de maio desse ano, aniversário do meu filho. O aniversário do meu filho é dia 6. No dia 7 foi a festa dele e nós estávamos almoçando no shopping e ele tava depois a na ilha, aqui na ilha,
não, em São José, né? São José. Nós estávamos se Preparando para ir paraa festa dele e era meio-dia mais ou menos, estava almoçando o shopping, eu olho para ele, olha que o WhatsApp, eu olho o WhatsApp, mensagem do coronel, te prepara, desloca pro batalhão, o helicóptero tá indo pegar tu, fulano e fulano, vocês estão indo para uma ocorrência de tomada de refém no presídio de Joinville. Aí eu olho pro meu vou botar no silencioso. Não, tu vai no banheiro, o telefone tá junto. Porque se tocar, tu não atender Dá problema, né, C? Não, não. Tu
é obrigado a atender, cara. Tu é obrigado a atender. 24 é bom as pessoas saber das pessoas. Eu acho que não, não é assim, é 24 horas. Tu vê palestra assim, administre o seu tempo, coloque o seu, não seja escravo do WhatsApp, não, não é nosso caso, como o som falou, né? A gente vive o nosso trabalho com felicidade. Sim. Que legal. Então ali naquela ocasião olhei pro meu guri, meu guri feliz porque tava se alimentando, Ia pra festinha dele e tal, e eu falei: "Ó, vou esperar ele terminar de almoçar, vou dar notícia 11
anos." 11 anos. E aí terminou, falou: "Ó, filho, pai, tem uma notícia não muito boa para te dar, pai, né? Vai ter que atender a ocorrência e tal". E ele tá acostumado com isso. Ele vê a gente saindo para atender ocorrência. É normal, é comum, mas não dia do aniversário, né? Pá. Aí eu entrei no helicóptero, deslocamos para Joinville, perguntei pro piloto até que Horas que dá para voltar com vocês? Aí ele assim, ó, se resolver ocorrência até umas 5:30, dá. Caso contrário vai voltar de viatura. Falei: "Beleza". E foi indo, a gente começou a
negociar uma situação extremamente complexa, né? Os o eram menores, né? O Casep de Joinville eram menores, extremamente violentos. É, né? muita maldade maldade era tudo menor de idade e aunidade é tinha menores e maiores porque quando você é apreendido enquanto menor você pode receber uma Pena de até 3 anos. Então se você foi preso com 17 pode ficar até 20 lá, vamos supor, né? Então nós tínhamos um um indivíduo lá que era o o destaque negativo da ocorrência, vamos dizer assim, né? Que eu não a gente não conseguiu, vou dizer eu, porque a gente não
faz nada sozinho, né? a nossa equipe não conseguiu desenvolver dentro daquele daquele período. E eu procuro todas as vezes que eu vou para uma ocorrência separar completamente, apartar o Emocional do racional. Tu precisa fazer isso, senão tu não consegue responder tecnicamente à ocorrência. Então eu me desvinculo totalmente aquilo que eu tô pensando lá de casa, os problemas que tu tem em casa, enfim, na tua família para atender tecnicamente. E ali eu tinha aquele componente de tentar solucionar o mais rápido possível para voltar pra festa do meu filho, né, cara? Eu olhei no relógio, 5:30, 5:40,
daqui a pouco eu ouço o helicóptero. Pá, se perdi agora Vou ficar. Beleza, perdi, né? Fechou, cara. De repente solucionamos a ocorrência. Liguei pro coronel, dei pronto, né, coronel? Comissão cumprida, pode comunicar os escalões superiores, comando geral da PM, inclusive mandar um abraço especial pro coronel Pontes e todo o comando geral da polícia que nos dá o subsídio, né, realmente pra gente fazer desenvolver o nosso trabalho. E naquele momento eu tava voltando para casa pensando assim: "Porra, só queria Tá lá, não vou nem ligar pro moleque, daqui a pouco meu telefone toca, chamada de vídeo,
parabéns para você". E eu dentro da viatura, caveirada ali, daí já veio a lágrima no olho, né, cara? Não aguentei, né? Eu sou chorão também. E aí eu fui direto para lá, cara. E e o meu guri durante ali o parabéns para você, terminou. Pai, primeiro pedaço vai para ti, tô te esperando. Foi emocionante assim, cara. É verdade. Emocionante quando toca nos filhos assim, essa coisa Dos filhos. Sempre quando eu falo na minhas filhas ali na na hora da luta, é emoção que não tem com o filho, ele não vai saber esse amor. Esse amor
é diferente de tudo que a gente possa imaginar. Que eu também não imaginava quando meus amigos falavam: "Ah, que legal". Mas quando tu tem as tuas filhas, ah, que legal, velho livre, né? minha filha, quando eu eu fui campeão contra o Caim Velasqu no México, eu tava durante dois meses e meio, dois meses e Meio no México me preparando sem ver a família, sem ver elas zero assim, sabe? E aí no dia que eu antes de sair pra luta, minha mulher me manda uma mensagem que a Joana tava começou a andar bem na hora que
me chamaram para ir pro pra luta. Tá, vamos embora, vamos embora, vamos embora. Daí eu recebi, eu vi um videozinho a Juda dando a Joana dando os primeiros passos. Aí Deus ol, veio o espinfre do papai. Aí deu errado. Quem pagou o preço foi o Velasc. Mas o Negócio da maldade assim, eu sei que o ser humano tem muita maldade, né? Ou o cara tem, eu também tenho a minha maldade até um certo ponto, né? Eu tenho maldade na hora da luta, tiver que ter maldade, não tenho raiva do cara, porque tendo, se tu botar
a raiva na frente, acabou tudo, vai perder luta, certo. Então não dá para botar a raiva, né? Já aconteceu alguma vez e outra e perdi, né? botar uma raiva. Mas eu digo assim, mas nessas lutas tu procura ser mais Racional ou emocional quando racional. Tá louco. 100% frio. 100% frio. Isso é operações especiais. Isso é operações especiais. Totalmente. Al tá louco. Depois da da luta, quando eu ganho tem a vitória, alguma coisa assim, eu boto emoção, dou risada, porque eu vejo às vezes que os caras ganham uma luta importante. Nem uma risadinha, rapaz. Então tem
que dar risada, tem que irrir, tem que aproveitar porque eu tô, eu quero est Ali, eu não sou obrigado a eu tô ali porque eu tô afim de fazer aquilo ali e ter aquela vitória. Serão caveira da luta, tá louco. É isso aí. Caveira da luta, com certeza, né? Mas eu digo da que eu tá falando da maldade, assim, que que vocês viram uma situação, não, a maldade foi demais, essa maldade não deu para aguentar. Que que vocês viram assim que essa uma maldade do ser humano é demais, né? Que a gente nem imagina que
temha essas pessoas com tanta maldade, Né? A gente e essa é é o nosso metê é isso. A gente não já estamos acostumados assim o de ocorrência com morte, eh o resultado morte ele faz parte da a segurança pública, ela decorre dessa maldade, desse problema das pessoas que não sabem e não pode conviver em sociedade. É, no início de carreira, talvez se tu se motivava um pouco mais, assim, eu me lembro mais pro início quando era aspirante oficial, atendendo uma ocorrência em que uma pessoa tentou Uma casa, por exemplo, em Palhoça, família reagiu, o assaltante
tentou dar um tiro no irmão, o irmão pegou, conseguiram pegar o assaltante e mataram ele com facada e martelada e ele tava desfigurado, tinha sangue até no teto. Fiquei muito chocado. Só que já teve outras ocorrências, a gente pegou com paulada que tu já não já tá tranquilo, aquilo ali faz parte. ocorrência que tu entra com que tem confronto morte também dá um ar assim, dá uma energia, as Coisas mudam, tem uma coisa, uma coisa metafísica que a gente não explica, muda isso, muda, mas a gente tá relativamente acostumado. E e aí quando a gente
tá envolvido na ocorrência é 100% racional. A gente bota muito de lado isso aí. É que assim, Verdum, é, cara, é literalmente o equilíbrio no caos. Uhum. Tá. Eh, a coisa mais difícil que tu tem para atividade policial é tu raciocinar sob pressão. Paz, com a luta. Imagina, o cara tá quase te finalizando, tu sabe Que tem saída. É, tu sabe, pô, tô com o triângulo encaixado, o que que eu tenho que fazer agora? Precisa racionar, raciocinar, pensar e agir tecnicamente. Se tu agir emocionalmente, tu vai apagar. É verdade. É verdade. Eh, outro dia até
tava uma, acho que não sei, foi contigo uma luta do Minotauro, que eu entrei na perna do Minotauro assim na na no single e ele me deu uma guleina. Eu sei que o noturrio é muito bom de gluotina. Então quando eu caí, quando a Gente caiu no chão, eu cedi a posição de cair como se fosse por baixo para, olha o pensamento. Daí eu sei que ele não ia ficar segurando a gleotina, ele preferia ficar por cima, então ele tem que soltar a gleotina para ficar por cima. Então é, e aí quando claro aquele momento
que eu peguei a perna dele, ele me deu golotina e eu caindo, os dois caindo no chão, eu tive que ceder a posição meio de lado, fiquei de lado no chão, como tiver ele dando a possibilidade dele para ele Ficar por cima. Quando ele soltou para ficar por cima, eu subi primeiro, eu fiquei primeiro, primeiro por cima. Então foi aquele momento de segundo, ele era um momento assim de Não, perfeito. E a e essa racionalidade é 100%. Eu e o Sommer no início do ano a gente atendeu uma ocorrência muito emblemática também paraa nossa carreira,
que no início do ano morreu um policial militar daqui de Santa Catarina, no norte da ilha, na Região dos ingleses, no atendimento de ocorrência, no combate ao tráfico crime organizado, ele tentou chegar se aproximar numa casa. O criminoso na maldade maldade se eh omiziou num canto, num corner, sacou ali um fuzil AK47, o mesmo usado ali na guerra de Ucrânia e Rússia, e pregou o policial de tiro com rajada. matou o policial que nem um cordeiro. Matou na maldade mesmo, fez para cumprir. Matou e saiu quando ele fugiu. Inclusive que uma das viaturas Que estava
no cerco de inteligência era esposa, era esposa, viviam juntos e tava um casamento marcado para uma semana ali, por exemplo. E aí ocorrência com morte policial são ocorrência de extremo muito caótico, muita gente. E aí a gente já tava, era uma sexta-feira eu já pensando em abrir aquela garfa de vinho para dar uma relaxada. Costira atravessou a sala dele. Caveiraó prepara para sair e tal. Já ligamos o rádio, prepara e sai ali, vira a chave, Totalmente vira a chave e começa. Chegamos num cenário, cenário totalmente caótico, desorganizado, com altas autoridades, comandante, subcomandante, começamos a organizar
o cenário, estabelecer as estratégias dentro de um processo racional de gerenciamento de crise. Estabelecemos diversas estratégias em que poucas pessoas sabem, a gente só costuma falar nesses bate-papos, em que ah, um criminoso que tinha matado na maldade o policial Militar ficou omiziado na região de mato. A gente tentou negociar com o advogado da família dele que veio do Rio de Janeiro a rendição pacífica dele e se ele quisesse entregar pacificamente ele seria preso. Ele seria preso ileso, sem um tapa, sem absolutamente nada, porque nós somos profissionais. Mas não, ele optou em ficar na área de
mata onde ele conhecia. Nós dentro desse processo de rastreamento, a gente sentiu o cheiro da ocorrência, a gente sentiu o cheiro do Ladrão e só consegue quem desenvolver quem tem tirocínio, quem tem igual tu fizesse a analogia da luta, tu sentiu que aquele golpe era num próximo caminho. Quando a gente entrou para rastreá-lo, a gente sentiu que ele tava naquele local. Quando a gente entrou numa rua extremamente movimentada, ali, tava uma festa, porque um policial tinha morrido. Era uma uma rua que era muita gente relacionada as facções criminosas, tocando funk, tomando cerveja. De Repente a
gente chegou num ponto, num prédio que era um silêncio total. Eu olhei pro Caveiro, falei: "Caveira tá aqui dentro, cara". "Cara, ele tá aqui. Olha isso aqui. A gente passou estão fechado. Dali a gente restabeleceu, voltamos, conversamos com o comandante geral. Comandante tá aqui. Nó, esse cara vai est na mão, [ __ ] deixa com a gente. Não, a ocorrência é de vocês. Vocês são os comandantes, vocês que vão aplicar os recursos. A gente voltou pro Cenário, começou a organizar, foi onde apareceu o advogado, porque ele, a gente tava próximo de pegar, a família se
ligou e apresentou o advogado. A gente falou com ele, com com esse com esse advogado que se apresentou, que inclusive tinha estudado direito comigo. Cara, assim, ó, eh, a gente prende, só ele ter rendição. A gente faz o rito de rendição, entregando as armas, ele não optou pelo aquilo. Chegou no início da manhã, a gente soltou as equipes de Rastreamento, os caveiras. Uhum. confipes confrontou com as equipes e foi a no caso, né? Em razão das técnicas que a gente aplica. Missão cumprida. Dali desloca diretamente daquela missão para enterrar o nosso policial, nosso irmão. Ah,
tá. A gente chegou lá com barro até o pescoço. Com barra pescoço e o pessoal aplaudindo. A gente ia se arrepir até hoje assim, a gente chorava. A gente saiu de uma missão cumprida para Enterrar um irmão de farda chorando junto. Imagina passar a madrugada inteira numa ocorrência, Confronto Armado. No final dessa ocorrência, o comandante geral tomou a iniciativa de abraçar todos os policiais que estavam na ocorrência. Eram mais de 50 policiais. Uhum. Nós fizemos uma oração, fizemos um Pai Nosso e saímos dali e fomos em comboio direto pro enterro dele. Chegamos lá uma manhã
chuvosa de sábado, né? E tu olhar o semblante da Esposa do policial totalmente desolado quebrou o cara. nos aplaudir em gaveira, né? Desde al onde a gente prendeu, entrou, neutralizou, no caso, entrou no confronto armado, né? Com o resultado morte. Dali até onde a gente passou era o pessoal na rua aplaudindo, aplaudindo pelo nosso trabalho. Bom, isso é o que eu falo, né? Não traz o eh tirar a vida de alguém não nos honra, não nos honra tirar a vida de alguém, mas a gente tem o sentimento do dever cumprido. Foi dado Todas as oportunidades
para ele, para ele se vender pacificamente e respondendo na justiça, né? E ele não quis isso, ele quis o confronto, quis, tava com muita munição, tava com dinheiro embalado, R$ 100.000, com outros documentos, já tinha. Ele ficou fazendo eh live stories do WhatsApp, acabando a bateria, ele com fuzil, com cara de louco, drogado, tirando onda assim, ó, agora vai começar, agora começou o dia, ó, se chegar o resgate, Chama Coringa que eu tô saindo aqui em Fl e as concorrência, o quem quem gerenciou, quem resolveu, quem operacionalizou foi o BOPE. a gente saiu, entrou numa
situação caótica para essa resolução e buscar esse resultado. Quando a gente, de novo, a nossa missão cumprida, a gente terminou eh eh eh prendeu eh matou ali no caso o criminoso com confronto armado, enterrou o policial e saiu pra missão cumprida Aqui. Um olhava pro outro, a gente nem dizia nada, a gente já sabia o que um um o que nós sentíamos, aquele que não era o momento de comemorar, mas era o sentimento. Ali não tinha comemorar. A gente tava quantos amigos já quantos amigos assim de de já perdi muitos amigos. como é que foi
essa coisa? Porque, pô, é uma amizade, é uma parceria, um companheismo, sabendo que o teu parceiro vai estar contigo ali, não? Quantos já, muitos, né, já foram. Então, Assim, ó, e em Santa Catarina a gente gosta dos melhores índices de segurança pública e dentre os quais a morte de policial, né? A gente não não é uma regra, não é, se tu pegar a estatística nacional de mortes de policiais, Rio de Janeiro arrebentando assim, São Paulo, que é o o efetivo de São Paulo, por exemplo, é 10 vezes o efetivo de Santa Catarina, que são cerca
de 10.000 pessoas. Mas sim, nós temos um um índice de morte em ocorrência. Por exemplo, Criciuma, o soldado, o cabo agora esmeraldino, ele é um cara que não morreu, mas ele vive em estado vegetativo. [ __ ] que pariu. Vegetativo. Ele não simplesmente nada assim. Quebra as per. Inclusive, nós gostaríamos de eh dar publicidade, né, Caveira, que no próximo aniversário do Batalhão de Operações Especiais, em virtude do heroísmo, né, do Esmeraldino, eu queria também mandar um abraço pra família dele. Nós vamos com uma medalha de Distinção e operações especiais, ele e a guarnição dele. Foi
uma iniciativa tomada até pelo alto escalão da polícia, né, Caveiro? Porque de fato ele não recuou, ele não se acovardou, ele foi para cima, a cidade dele foi sitiada por criminosos de altíssima periculosidade e ele foi para cima, Verdão. Ele sabia que a função dele era essa, sabe? Então aquela guarnição eh ela merece a nossa continência e o nosso respeitou porque o policial militar Verdum, quando ele se Forma na academia, seja como soldado ou como oficial, ele faz um juramento de proteger a sociedade mesmo com o risco da própria vida. pessoas que ele sequer conhece.
Ele oferece a vida dele por pessoas que ele sequer conhece. E foi exatamente isso que aconteceu com Esmeraldin e tantos outros, né? Cascão, nosso irmão Cascão aqui, né, em Florianópolis, o Luís Fernando, que era esse menino que inclusive treinava com a gente no BOP, fez curso com a gente lá. Então, eh, e nos dói falar isso, né? É óbvio, né? Perder um irmão de farda é sempre muito extremamente doloroso. Mas eu vou ao encontro do discurso do coronel Lúz, que nós temos sim o melhor índice do Brasil. Eu acredito que eh nós temos a melhor
polícia do Brasil por conta que nós temos a melhor sociedade do Brasil, porque o policial não vem de Marte, né? Policial ele é fruto da sociedade onde você vive. Então, se você tem a polícia do Rio de Janeiro, você Tem fruto da sociedade do Rio de Janeiro. Se você tem a polícia de Santa Catarina, você tem o fruto da da da sociedade de Santa Catarina, né? E a nossa sociedade é uma sociedade pacífica, é uma cordeira, hospitaleira, né? Justamente, por exemplo, assim, eu fiquei 14 anos nos Estados Unidos, né? Fiquei 12 na Espanha, né? Dois
na Croácia. Foi uma uma vida inteira fora do Brasil. Aí decidi agora, né? Tô aqui no no no Brasil há dois anos, né? Realmente fez justamente agora em outubro. E pensamos em São Paulo. Não, primeiro pensamos a minha minha mulher Porto Alegre. Pô, Porto Alegre não é não sei que acho que não. Tá muito violento. Porque eu achei que Porto Alegre imitou muito o Rio de Janeiro. Meio que pegou essa onda de tem tá demais. Tá muito perigoso. Porto Alegre. Hum. Eu. Uhum. Não, por não. Eh, São Paulo, pô, São Paulo é muito tumulto, muita
gente, não sei quê, não é o que a Gente tá procurando, porque a gente veio pro Brasil para descansar, para ficar tranquilo, vou, né, me aposentar. Tava pensando isso. E aí quando viu veio Florianópolis e aí é uma, eu no meu carro não é blindado, eu ando de de defender na rua e não tenho esse problema de de ter um carro. Ah, teu carro é blindado. Não, não é blindado, tá louco. Eu não tenho. Então eu tenho essa gente boa, né? Vai ver o verd? Não, não, deixa, deixa Que eu acho que também, eu acho
que de repente isso aí pode influenciar um pouquinho também, né? Às vezes, eu tenho certeza. Agora vou te dar um aqui, tu para na sinaleira, Verdon. Aqui tu tu eu, a gente tem um olhar policial, a gente vê o pessoal no ponto de ônibus olhando o celular e o iPhone último, tu vê o pessoal, tu vê ordem pública, tu vê sensação de segurança pública, pontualmente acontece alguma coisa, sim, acontece, mas não é assim nas nas em Outras capitais do Brasil, não é? falou Porto Alegre, conheço muito Porto Alegre, sempre lá a minha formação de cursos
e operações especiais é lá. Então é um outro jeito de trabalhar, é um outro cuidado que a pessoa que tá ali tem nessa cidade. O que não, em Santa Catarina e se tu a gente tá falando da capitão, se você pegar outras cidades aí mais pro interior, a gente tem os índios melhores índios do Brasil. Tem cidade aí que é crime zero, crime zero. Sim, eu Nunca vi, por exemplo, não é, mas por exemplo assim, eu tô há dois anos aqui, eu nunca vi nada. Eu não vi nada, né? Não, também não fico. Eu sei
que tem, a gente, eu não noto muito, mas eu sei que tem várias favelas, né? Tem várias favelas. Quantas favelas são aqui já? Ah, só no complexo aqui do Morro da Cruz até umas 10 aqui só no centro de Florianópolis. Sim. É, é óbvio, uma coisa muito óbvia, não é que um cara entrou ali, uma, dois miliantes entraram Ali, vamos até o final do conomí que vai ter uma casa lá construindo. Não é óbvio que foi dado, né? Óbvio que alguém disse, né? um um servente que trabalhou alguma coisa, ó, negócio é o seguinte, vai
chegar o advogado aqui, tá tá tal, né? Tem uma uma boa condição. E deu as fichas pros caras, né? Exatamente. Isso acontece muito. Exato. Tem tem uma música do Racionais que fala assim: "É tudo uma questão de conhecer o lugar, quanto tem, quanto vem, minha parte, Quanto dá. Tem que ter o plano. Tem o plano, tá aqui qualquer crime, qualquer empreitada criminosa, quanto é? Qual é o recurso? Qual é o resultado? Existe sempre um planejamento quando a gente tá falando de eh pode ser de crimes menores ou como a gente falou de pontuais, circunstanciais, ele
viu aquela oportunidade, opa, ele age por impulso pela droga. Agora, quando a gente entrar em algo realmente organizado, sempre tem um plano, sempre tem qual o recurso, Qual a captação, a forma de adquirir. Ah, e é uma cadeia de suprimentos, né, de de captação de outros profissionais, de venda, de receptação e assim por diante. Sim. Capitão Nascimento. É Nascimento. Vamos ver. É isso que é aí que a gente queria chegar. É aí que a gente queria chegar. Depende a figura ou o ator? A gente fala dos dois. Vamos começar pelo ator. Vai lá, Caviro. Mais
antigo. Eu respeito a antiguidade. Tudo bem. Sobre o ator Sensacional. O trejeito dele, o falar, o linguajar. É de um oficial do BOP. Assim, quando ele desenvolveu, quando foi sobre sobre Não, sobre então sobre o o a interpretação, né? A interpretação. O personagem. O personagem. sobre o personagem, né? Porque falou do ator de atuar, não a pessoa do sobre o personagem, né? Eu e eu até falo alguma coisa no livro, o filme Tropa de Elite, ele mudou esse paradigma e ele colocou os caveiras na Na linha de frente. Ele ele semiendeusou os caveiras como aquele
camarada com capacidade operacional, que é o que a gente vive, né? que é apresenta o filme Tropa de Elite um ele ele é um ele é um ele mudou o cenário nacional, ele colocou o Caveira na cultura brasileira. O filme inteiro é um meme. Se a gente começar a passar aqui, eu já vi, eu já perdi as contas e quantas vezes eu vi esse filme, tu ri demais tudo e o tempo todo. E é um filme conhecido Internacionalmente. E a forma e isso aconteceu pela forma como ele conduziu, a forma como ele ele atuou. Então
foi foi muito perfeito, ele foi muito bem treinado, ele foi muito bem assessorado. Agora como pessoa, a o ativismo político dele aí já fica muito contraditório naquilo que ele representou no filme. Boa. Então, inicialmente, Verdum, o filme Tropa de Elite, isso foi palavras do próprio Padilha, não sou eu que tô dizendo isso, era uma crítica à atuação Da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em especial do BOP, porque o BOPE era personificação da repressão, tá? Então ele queria fazer uma crítica ao BOPE. E quem era o capitão nascimento? Era o oficial responsável por tudo isso
daí, tá? E na verdade o que que aconteceu? O aconteceu o processo inverso. Por quê? Porque a população brasileira não aguentava mais, né? Eh, eh, ser vítima de crime, ver criminoso sendo preso diversas vezes, não acontecer Absolutamente nada, né? A nossa lei, por exemplo, nosso Código Penal é de 1940, Verdum. São 80 anos. 80 anos tem o nosso Código Penal brasileiro. Por que não muda isso? Porque não dá para mudar, né? Então, aí entra aí entra o viés político. Mas aí o que que acontece? Ao invés do Capitão Nascimento eh ter uma a um esse
viés negativo, aconteceu exatamente o contrário. Ele se tornou um herói nacional. Verdade. O capitão nascimento se tornou um herói nacional. Então isso enalteceu a imagem do Bob. Na verdade é um antiherói, né? seria um antierói. É um antiherói, porque ele não é aquele herói do o Marvel super poderoso, não. Ele é um antiherói. É o cara que é idealista, mas volta para casa, paga conta, briga com a mulher, eh, tá com problema com o filho. É, é o policial. É isso aí, né? Então, para o Capitão Nascimento, o Capitão Nascimento, a figura do filme Capitão
Nascimento dos Nossos, para Moura, para O Wagner Moura, eu vou dizer que ele ao mesmo ao mesmo ao mesmo tempo ao mesmo tempo que ele eh nas mídias nas mídias não, né, no filme ele personificou a figura do Capitão Nascimento, né, eh na sua vida pessoal, ele criticou demasiadamente e depois fez um filme do do Mariguela, né, defendeu ações terroristas no Brasil na enfim, nas décadas ali de de 60, 70, enfim. E aí eu não consigo eh como policial militar e defendendo, oferecendo a minha vida para Defender a sociedade, tirar o chapéu para esse tipo
de conduta, entendeu? Então, para o Capitão Nascimento, ele como figura midiática, exercendo a atividade dos nossos, para o Wagner Moura, cu de cachorro. Boa, vai. Foi bo, ele é bom, né? Bota mais um. Bota mais um. Acha mais um aí. Verdum. Verdum. Tem coragem. Caim Veláques. É bota Cim Veláques. Ca Velá. Yeah.